Axadrezado Publicado 27 Setembro 2022 Citação de rcoelho14, há 41 minutos: Não tarda vai fazer lives para a Ucrânia. Compartilhar este post Link para o post
Aleef456 Publicado 27 Setembro 2022 Essa explosão no gasoduto do Nordstream vai impactar muito a Europa? Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 27 Setembro 2022 Citação de SAS_Robben, há 4 horas: O Nord Stream 1 está encerrado desde 5 de Setembro e o 2 nunca abriu. O 1 tem é duas fugas porque existe sempre gás lá dentro mesmo depois de encerrado. Não é propriamente uma fugazita Compartilhar este post Link para o post
SAS_Robben Publicado 27 Setembro 2022 (editado) Citação de antifa, há 3 minutos: Não é propriamente uma fugazita São duas fugas, é que foi indicado. A questão é ambiental (e da reparação, claro). Relativamente ao gás fornecido, nada muda de ontem para hoje. A Europa não recebia ontem e não recebe hoje. Havia uma tênue esperança que a Rússia voltasse atrás na decisão e reabrisse a torneira até ao Inverno mas tb era isso, uma esperança. Editado 27 Setembro 2022 por SAS_Robben Compartilhar este post Link para o post
HIM Publicado 27 Setembro 2022 Citação de Alonso., há 4 horas: Cerca de metade da potencia nuclear francesa está parada. Para além que na presidenciais e já antes se tinha discutido um abandono progressivo da energia nuclear, de forma a transitar para as energias renováveis. E posso estar a dizer asneiras mas acho que a França até reativou ou está a tentar reativar centrais para fazer face ao aumento exponencial da eletricidade. E também se aperceberam que precisam de ter algum controlo da energia, com os conflitos que tem surgido e por isso o estado quer nacionalizar a EDF, não sei se já foi concluído. Mesmo assim, não tem 56 reatores ativos? Não só nucleares, mas igualmente hidroelétricos? Não deixa de ser muita energia produzida… não faço é ideia de qual a percentagem que é consumida a nível interno e qual é exportada, mas constou que os franceses se opunham à construções de um gaseoduto que ligaria Sines à Alemanha. Ou então sonhei que li ou ouvi isso… Compartilhar este post Link para o post
SAS_Robben Publicado 27 Setembro 2022 (editado) As fugas no Nord Stream ocorrem no mesmo dia em que é aberto um pipeline da Noruega a Polónia. A Noruega é outro país que vai faturar a grande com isto. Btw, o instituto de sismologia da Suécia registou duas explosões na zona das fugas. Editado 27 Setembro 2022 por SAS_Robben Compartilhar este post Link para o post
Pavel Publicado 27 Setembro 2022 Citação de SAS_Robben, há 20 horas: Antes de mais peço desculpa pelo testamento que aqui vou debitar. Sobre a 1ª parte, totalmente de acordo. Não há como discordar. Eu sou alguém que até à Cimeira da NATO em Lisboa em 2010 achou que era possível fazer pontes com a Rússia e nem falo na NATO propriamente dita. A certa altura achei que a Rússia podia ser um parceiro honesto da UE. Mas depois começou a acontecer muita coisa, comecei eu próprio a virar à esquerda e a perceber que estava a depositar esperanças em alguma que não merece um pingo de confiança. Eu sei que até posso passar por russófobo ou maluquinho das conspirações mas ando há anos a falar do que o Putin anda a fazer pelo mundo fora. São demasiados casos, demasiadas evidências pelo que a Europa chegou aqui por sua culpa, por se ter deixado corromper (com ajuda também de um capitalismo em muitos casos descontrolado) e (talvez) por alguma ingenuidade de algumas pessoas. Sobre a 2ª, aplicando sanções, elas iriam sempre ter efeito ricochete fossem elas qual fossem. A interdependência económica global assim o "obriga" e pior ainda quando concordamos sobre o primeiro paragrafo. Diria até que em alguns casos, nomeadamente na banca, poderíamos e deveríamos ter ido mais longe. Em 2014 tentou-se sanções que não foram nem carne nem peixe e que foram bastante "cirúrgicas" (conheço as bem devido ao meu trabalho) e viu-se que não deu nada. Passados 8 anos voltámos ao mesmo. Se voltássemos a aplicar o mesmo estilo de sanções (ou seja, sanções leves e sem afetar a máquina russa) era o mesmo que não fazer nada. Do ponto de vista pratico, armar e treinar a Ucrânia sem quebrar a rede de abastecimento tecnológica russa era completamente sem sentido. Manter também a aquisição de energia russa da forma como o fazíamos era também continuar a encher os bolsos do Kremlin. Compreendo que me digam que continuamos a comprar pela porta do cavalo. É um facto. Também me parece pelo que vou lendo que compramos a preços que beneficiam os intermediários e que o beneficio ao infrator começa a ser bastante inferior ao que existia anteriormente. A China e a India comprar energia a preço muito abaixo do que a UE comprava pelo que não são o mesmo tipo de clientes que nós eramos. E sim, os intermediários também são um problema mas na escala das coisas, neste momento são menos problema para nós. E se a economia russa ainda não quebrou como o Ocidente queria, também é verdade que também está longe de estar saudável e quanto mais tempo passar, pior será para a Rússia. Do ponto de vista ideológico é então onde ainda tenho mais discordância. A complacência com a Rússia foi tentada em 2008. Passamos a 2014 onde fomos "simpáticos" porque precisávamos da energia deles e os oligarcas eram os gajos porreiros que estoiravam o dinheiro roubado ao povo russo aqui na Europa. Pelo meio permitimos que andassem a brincar com a fragilidade das nossas democracia e até com a nossa saúde. Em 2022 tivemos esta prenda. A realidade é que para alguém que se sente de esquerda (como eu, apesar de poderem achar diferente), os argumentos de que estamos a sacrificar os europeus e com isso potencialmente fomentar ainda mais a extrema direita na Europa é de facto um argumento que me pesa na consciência, que me faz pensar e que claramente tem lógica. A minha posição nasce no entanto de entender que não fazer nada é moralmente errado, tal como é errado termos o Mundial no Qatar, apoiarmos o regime israelita no tratamento dos palestinianos, não termos feito nada enquanto o Bolsonaro usava a pandemia para chacinar os índios da amazónia (tal como o Putin está a usar a guerra para limpar as minorias étnicas do seu pais), de termos apoiado a invasão do Iraque, de comprarmos tudo aos chineses que fazem o que fazem com os uyghurs e mais dois mil e quinhentos etc.. que podemos arranjar. Mas tantos erros não me impede de apoiar quando por uma vez fazemos o que eu considero moralmente certo, que é apoiar um povo que foi invadido e atacado. As razões porque o fazemos agora e não das outras vezes podem e devem ser discutidas mas se para mim está certo, vou apoiar. Devemos é exigir que nos outros casos se atue também. A esquerda tem uma coisa que me agrada e que foi dos pontos que após a adolescência mais me fez dar uma guinada politica enorme: é internacionalista. E como internacionalista considero que a amizade e apoio entre os povos deve ser uma verdade universal. Ver um povo ser chacinado sem fazer nada é para mim incompatível com o ser de esquerda. O intervencionismo é praticamente sempre usado com segundas intenções mas não sou por principio contra. E tanto apoio sanções à Rússia como apoiaria sanções à China, ao Irão, a Israel e aos USA se tal for de facto necessário. Parece-me também óbvio que as sanções devem ser proporcionais porque de facto a economia mundial é totalmente interdependente e convêm medir os impactos caso a caso mas fdx, para mim um facho é um facho, um genocida é um genocida e um reacionário é um reacionário, esteja ele onde estiver. Isto não é um "cut of my nose to spite my face" ideológico, é um gajo tentar manter o equilíbrio quase impossível de conseguir "dormir à noite". Dai eu denunciar m*rda que acontecem na Rússia, na China, na Europa e nos USA. Infelizmente só posso mesmo é denunciar. Mas também sou racional. Por exemplo, tenho inúmeras discordâncias com o regime cubano mas se há sanções que para mim fazem zero sentido, são as cubanas. Só servem para manter a retórica do regime e os cubanos não estão propriamente a atacar nem ameaçar ninguém. Estas medidas são para mim exageradas. Mesmo o que o povo russo sofre com as sanções também não me é indiferente e acho até que devemos receber todos os dissidentes (com os cuidados racionalmente lógicos) e não fechar fronteiras. Alias, a URSS caiu muito também porque o Ocidente recebeu os dissidentes. Dito isto, é também como dizes, não há boas opções. As que haviam morreram há muito por culpa de todas as partes mas não consigo conceber o que seria não fazer nada em concreto e demonstrar ao Putin e os seus adeptos que afinal "might is right". Estamos neste ponto e temos que trabalhar sobre ele. Acho mesmo que o risco de deixar a Rússia a fazer o que quer é ainda mais perigoso do que arriscar termos confusão interna. Enquanto os ucranianos combatem no campo de batalha, nós temos de combater nas urnas, nas ruas e nas nossas casas. Parece um lirismo bacoco e quase desrespeitoso mas é a realidade que me salta à vista. Voltamos ao ponto de sempre, todas as opções são uma m*rda. Esta para mim é a que me parece a menos más. Quando encontrar outra, siga com essa. Peço desculpa pelo testamento. Queria relacionar o teu ponto da quebra da economia russa com o moralmente certo/errado. A economia russa não quebrou como expectável mas para lá caminha, assim como a UE por arrasto. A questão do moralmente certo ou errado acaba por entrar aqui. É moralmente correto ajudar a Ucrânia, claro. Ao mesmo tempo, não será moralmente errado (em específico para países como os EUA) países com problemas internos infinitos, que mesmo antes da guerra (EUA) já tinham problemas que hoje em dia são associados a países em desenvolvimento (health care, homelessness, mesmo a questão das prisões), atirarem dinheiro para, inevitavelmente, alimentar uma guerra (mesmo estando correto a 100% defender um estado soberano cujo território foi invadido) na qual nem sequer partilham do mesmo sentimento que é natural existir na Europa. A proximidade e solidariedade com um país vizinho. Se alguém colocar a moralidade como um dos mottos dos EUA nesta guerra, só precisa de olhar para o seu passado, nos últimos 20, 30, 50 anos (é indiferente lol) comprovar que esse nunca foi o objetivo. Isto resume a envolvência a interesses geopolíticos e financeiros. Se isto é óbvio? Provavelmente. Se está certo? Para mim não. E ainda faz menos sentido, ainda que estando do mesmo lado, andar à boleia de um país que (agora voltando ao gás) até tem interesses completamente opostos aos idealizados, em especial pela Alemanha. Com isto critico não as sanções mas a associação (que acaba por ser intrínseca com a existência da NATO e a influência exercida pelos EUA através da mesma) com um estado que não está em nada disto pelo mesmo que "nós". Não seria possível ter agido, dentro do interesse comum europeu (que apesar de cada vez mais divergências claramente existe nem que seja com a energia), em nome próprio e acautelando para aqueles que vivem em países da EU e não têm capacidade para suportar constantes aumentos do custo de vida? Creio que já entraríamos em complexidades que mesmo eu não consigo desenvolver ou entender a sua viabilidade, contudo, parece-me ter sido (e ainda ser e ainda será, porque tendo em conta a não mudança de postura, é bastante possível que mesmo depois da Ucrânia voltem a estalar conflitos por aí) mais por aí que a UE falhou. Também concordo que a complacência não seria solução outra vez. Em relação às portas abertas a dissidentes, estamos absolutamente de acordo e acho que qualquer limitação de entrada a dissidentes que possa ocorrer é muito grave. Vejo muito, com esta guerra, a malta a ser claramente xenófoba em redes sociais e espaços de opinião e a agir de forma esquecida com o passado. Confundir a Putin com a Rússia e a própria Rússia com os russos é muito perigoso e é um barril de pólvora pronto para explodir a qualquer momento e até estou a pensar num futuro já depois de Putin. E incluo comentários como o "querem fugir agora deviam ter era protestado". Sim, num regime autocrático que, com ou sem guerra, detém opositores do regime, estejam vestidos de jornalistas ou de cantores. E esse ponto de sempre estará sempre presente. Levando para uma forma mais descontraída, estas pequenas (digo pequenas porque no fundo o nosso "end goal" e aquilo que ambos consideramos errado é o mesmo) divergências acabam por ser discussões que deviam existir sempre. Não falo no CMPT nem no Twitter em específico mas qualquer sítio. Aprender a interpretar estes acontecimentos globais de uma forma isenta, coerente e lógica vai sempre levar-nos a dilemas e paradoxos porque nada disto é uma ciência exata e, desses dilemas e paradoxos, às vezes tem de sair uma decisão (assim por alto, a votação do Livre à entrada da Finlândia e Suécia nos bálticos). E isto não quer dizer que a malta tem de ir para a FCSH tirar Ciência Política. Qualquer pessoa que consiga isentar-se das suas ideologias conseguirá fazê-lo. Isto foi só um aparte que acabei por pegar com esse último parágrafo e não é para ti mas sim uma adição que pode servir a todos incluindo a mim mesmo. (pá este era o primeiro parágrafo mas decidi trocar para o fim, se algo não fizer sentido é só vir aqui primeiro) 1 Compartilhar este post Link para o post
SAS_Robben Publicado 27 Setembro 2022 (editado) @Pavel, tenho alguns pontos de discordancia (e até alguns em que concordamos) mas compreendo perfeitamente a posição. Mais logo, quando tiver possibilidade com mais calma, respondo com o meu ponto de vista e tenho todo o gosto em continuar a trocar ideias contigo. Editado 27 Setembro 2022 por SAS_Robben Compartilhar este post Link para o post
Burkina2008 Publicado 27 Setembro 2022 Dizer que Citação de Pavel, há 1 hora: Queria relacionar o teu ponto da quebra da economia russa com o moralmente certo/errado. A economia russa não quebrou como expectável mas para lá caminha, assim como a UE por arrasto. A questão do moralmente certo ou errado acaba por entrar aqui. É moralmente correto ajudar a Ucrânia, claro. Ao mesmo tempo, não será moralmente errado (em específico para países como os EUA) países com problemas internos infinitos, que mesmo antes da guerra (EUA) já tinham problemas que hoje em dia são associados a países em desenvolvimento (health care, homelessness, mesmo a questão das prisões), atirarem dinheiro para, inevitavelmente, alimentar uma guerra (mesmo estando correto a 100% defender um estado soberano cujo território foi invadido) na qual nem sequer partilham do mesmo sentimento que é natural existir na Europa. A proximidade e solidariedade com um país vizinho. Se alguém colocar a moralidade como um dos mottos dos EUA nesta guerra, só precisa de olhar para o seu passado, nos últimos 20, 30, 50 anos (é indiferente lol) comprovar que esse nunca foi o objetivo. Isto resume a envolvência a interesses geopolíticos e financeiros. Se isto é óbvio? Provavelmente. Se está certo? Para mim não. E ainda faz menos sentido, ainda que estando do mesmo lado, andar à boleia de um país que (agora voltando ao gás) até tem interesses completamente opostos aos idealizados, em especial pela Alemanha. Simplesmente nao é verdade que os Estados Unidos nao partilham do mesmo sentimento. Alias é notorio aqui a quantidade de bandeiras ucranianas espalhadas pelas cidades (e nem é bem esse o ponto). A realidade é que culturamente e até relacionalmente os Estados Unidos (assim como outros que fazem parte do embargo como o Canada e a Australia) sao muitos mais proximos da Europa e dos valores europeus, do que a Russia. Basicamente é raro que este grupo de paises nao funcione como um bloco com ideias semelhantes. E em relacao ao pais ter problemas internos como falaste, isso é verdade para todos os paises do mundo e os Estados Unidos se quisessem (se tivessem vontade politica) conseguiriam fazer esses problemas desaparecer até porque continuam a ser de longe o pais (com populacao maior do que 5 Milhoes) com maior GDP per capita. Os problemas com a saude, homeless e etc, sao para mim e para qualquer europeu que cá viva chocantes e nem fazem sentido, mas falando aqui com o average joe, sao parte do "american way of life" e a populacao em geral nao esta disposta a ter um estado social, logo na realidade nao sao problemas de um pais em nivel de desenvolvimento, mas sim opcoes de um pais desenvolvido. Aqui claramente temos uma diferenca cultural, mas é só isso. 1 Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 27 Setembro 2022 (editado) Antigo ministro da defesa e dos negócios estrangeiros da Polónia. Então está bem... Editado 27 Setembro 2022 por antifa Compartilhar este post Link para o post
Puto Perdiz Publicado 27 Setembro 2022 é agora que se mete o Biden com os olhos de laser? Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 27 Setembro 2022 Citação de whatever, há 8 horas: De onde é que vêm essas tuas certezas? É que a cada dia que passa me parece que o que quer que tenha sido calculado pelo lado agressor foram mais contas de merceeiro que outra coisa. A inflação já aí estava e a extrema direita também, não foi a guerra que os trouxe. Digo que o Putin saberia que a guerra teria um impacto financeiro e que deixaria a economia russa em muito mau estado e estava preparado - ou pelo menos, conformardo. Citação de antifa, há 40 minutos: Antigo ministro da defesa e dos negócios estrangeiros da Polónia. Então está bem... Citação de antifa, há 42 minutos: Antigo ministro da defesa e dos negócios estrangeiros da Polónia. E Chairman EU-USA delegation @Europarl_EN Também conhecido no CMPT como hipócrita, putinista e mini raquel varela. Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 27 Setembro 2022 Se a Polónia está feliz, eu estou feliz Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 27 Setembro 2022 Alguém me consegue explicar isto ? É o cheiro que é diferente? Compartilhar este post Link para o post
HIM Publicado 27 Setembro 2022 os russos estão mesmo a cagar-se.... Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 27 Setembro 2022 Citação de HappyKing, há 30 minutos: Alguém me consegue explicar isto ? É o cheiro que é diferente? Ucrânia > Iémen Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 27 Setembro 2022 Citação de Mayday, há 2 minutos: Ucrânia > Iémen Pois, era isso que perceber. Os alemães tinham alguma alternativa? Parece-me uma posição incoerente tendo em conta o que se passa precisamente no Iémen vs a posição que foi tomada (e bem) perante a Rússia mas não sei que alternativas tinham os alemães. Compartilhar este post Link para o post
IlidioMA Publicado 27 Setembro 2022 (editado) Citação de Puto Perdiz, há 11 minutos: tutti Fascistini Citação de Mayday, há 11 minutos: Ucrânia > Iémen acho a comparação muito mal enjorcada. No Iemen há uma guerra civil pré-existente em que outros países terceiros decidiram intervir a apoiar um dos três lados, na ongoing guerra fria Xiita-Sunita, que é como quem diz, guerra fria Irão-Arábia Saudita. Mas nem um pais nem o outro invadiu o Iemen. A Rússia pura e simplesmente invadiu um vizinho para lhe conquistar território, uma manobra inaudita pós WW2, num regresso a tempos napoleónicos em que tu cobiçando uma provincia de um vizinho, é só entrar e 'ó vizinho, avie-me aí um kilo de açucar e a sua metade sul, faxavor'. São duas situações bem distintas em termos da ordem mundial. Para os desgraçados que morrem no Iemen não conta nada, eu sei, mas para os minimos de legalidade e ordem mundail faz toda a diferença. Editado 27 Setembro 2022 por IlidioMA 1 Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 27 Setembro 2022 Citação de HappyKing, há 3 minutos: Pois, era isso que perceber. Os alemães tinham alguma alternativa? Parece-me uma posição incoerente tendo em conta o que se passa precisamente no Iémen vs a posição que foi tomada (e bem) perante a Rússia mas não sei que alternativas tinham os alemães. A Rússia anexou a Crimeia em 2014 e a Alemanha continou a aquecer o país e a fazer funcionar a industria com gás Russo. Por isso, claro que é incoerência e hipocrisia. A Alemanha tem um problema interno grave em mãos e está-se a cagar para a o Iémen. Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 27 Setembro 2022 Alemanha a reforçar a dependência energética relativamente aos BRICS. 🙏 Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 27 Setembro 2022 Citação de IlidioMA, há 11 minutos: tutti Fascistini acho a comparação muito mal enjorcada. No Iemen há uma guerra civil pré-existente em que outros países terceiros decidiram intervir a apoiar um dos três lados, na ongoing guerra fria Xiita-Sunita, que é como quem diz, guerra fria Irão-Arábia Saudita. Mas nem um pais nem o outro invadiu o Iemen. A Rússia pura e simplesmente invadiu um vizinho para lhe conquistar território, uma manobra inaudita pós WW2, num regresso a tempos napoleónicos em que tu cobiçando uma provincia de um vizinho, é só entrar e 'ó vizinho, avie-me aí um kilo de açucar e a sua metade sul, faxavor'. São duas situações bem distintas em termos da ordem mundial. Para os desgraçados que morrem no Iemen não conta nada, eu sei, mas para os minimos de legalidade e ordem mundail faz toda a diferença. E o que provocou essa guerra civil? Compartilhar este post Link para o post
IlidioMA Publicado 27 Setembro 2022 Citação de Mayday, há 28 minutos: E o que provocou essa guerra civil? inumeras causas, cada um vai destacar a que lhe der mais jeito para a sua narrativa. Desde a ditadura, à corrupção, à pobreza, à fome, a haver duas comunidades etnoreligiosas distintas, a o Iemen do Sul estar muito desiludido com a reunificação de 1990, primavera árabe, Presidente - o antigo - que estava lá desde 1978, jogadas des bastidores da Arábia Saudita e do Irão, drones americanos a bombadearem campos de treino des islamistas, enfim, o Iemen, como a Síria, não de explica de um só jorro. Mas seja como for, nem o Irão nem a Arábia Saudita entraram por ali adentro, e muito menos o fizeram com intensão declarada de anexar partes do Iemen para si. A Arábia Saudita, com cinismo, até pode alegar uma coisa muito lógica de "não podemos ter um vizinho nosso completamente de pantanas, isto desestabiliza as nossas fronteiras". Ui, isso foi causus belli desde que existe guerra. Compartilhar este post Link para o post