Black Hawk Publicado 17 Julho 2021 Mesmo as substituições... Escrevi aquilo há uns posts, mas a do cronómetro não me oponho se for bem aplicada. Dependendo do método, até poderá ser benéfica. Preferia que se tomassem medidas mais severas contra o anti-jogo, ainda assim. Agora, as substituições não. Cinco já é um exagero, um gajo às vezes já nem sabe quem está em campo e quem não está, quantas substituições e quantos momentos de paragem já foram feitos. Cinco substituições é meia equipa dos jogadores de campo. É um exagero, mas que ainda se tolera. Se o critério passar a ser substituições ilimitadas então é que um gajo perde por completo o rumo do jogo. E pior, perde-se a componente estratégica tão inerente ao futebol. As substituições feitas para mudar o rumo do jogo, as contra-substituições para responder às mudanças estratégicas do adversário, o ter de tomar decisões sabendo que se tem um número limitado de correções a fazer-se... isto perde-se. O adversário lança um extremo puro? Entra um lateral rápido. Ele voltou a sair para entrar um falso extremo? Volta a sair o lateral rápido e entra o que estava antes. Pode-se mudar jogadores de minuto a minuto, vão entrando e saindo até se adivinhar a combinação vencedora? Meh. Até a escolha do onze inicial perde importância, a análise pré-jogo, as surpresas nos onzes, a vantagem estratégica que se pode sacar com uma escolha ousada que apanha o adversário de surpresa. Aos trinta segundos trocam-se os jogadores e cobre-se essa surpresa. Sem consequências, pois os jogadores que saíram podem entrar mais tarde. Para quê? Em que raio de lógica isto pode parecer uma boa ideia? Já estou a antecipar os momentos em que ninguém sabe já quem está em campo e quem não está. E pior para quem estiver a ver jogos ao vivo, sem qualquer referência sobre quem entrou e saiu, e em alguns campos fica-se ainda longe do relvado para se poder distinguir os jogadores facilmente. Epa, não obrigado. PS: já nem falo das palermices dos lançamentos com os pés. Em Portugal já se executam lançamentos compridos para a área quando se chega a menos de trinta metros da linha de fundo, bem dá para imaginar o que iria acontecer se isto fosse para a frente. Mais valia fazer um concurso de pontapés de canto, uma equipa de cada vez, como se fazia quando andava na escola e só tínhamos meio-campo de futsal para jogar. 12 Compartilhar este post Link para o post
Eden Hazard Publicado 17 Julho 2021 Citação de Black Hawk, há 2 minutos: Mesmo as substituições... Escrevi aquilo há uns posts, mas a do cronómetro não me oponho se for bem aplicada. Dependendo do método, até poderá ser benéfica. Preferia que se tomassem medidas mais severas contra o anti-jogo, ainda assim. Agora, as substituições não. Cinco já é um exagero, um gajo às vezes já nem sabe quem está em campo e quem não está, quantas substituições e quantos momentos de paragem já foram feitos. Cinco substituições é meia equipa dos jogadores de campo. É um exagero, mas que ainda se tolera. Se o critério passar a ser substituições ilimitadas então é que um gajo perde por completo o rumo do jogo. E pior, perde-se a componente estratégica tão inerente ao futebol. As substituições feitas para mudar o rumo do jogo, as contra-substituições para responder às mudanças estratégicas do adversário, o ter de tomar decisões sabendo que se tem um número limitado de correções a fazer-se... isto perde-se. O adversário lança um extremo puro? Entra um lateral rápido. Ele voltou a sair para entrar um falso extremo? Volta a sair o lateral rápido e entra o que estava antes. Pode-se mudar jogadores de minuto a minuto, vão entrando e saindo até se adivinhar a combinação vencedora? Meh. Até a escolha do onze inicial perde importância, a análise pré-jogo, as surpresas nos onzes, a vantagem estratégica que se pode sacar com uma escolha ousada que apanha o adversário de surpresa. Aos trinta segundos trocam-se os jogadores e cobre-se essa surpresa. Sem consequências, pois os jogadores que saíram podem entrar mais tarde. Para quê? Em que raio de lógica isto pode parecer uma boa ideia? Já estou a antecipar os momentos em que ninguém sabe já quem está em campo e quem não está. E pior para quem estiver a ver jogos ao vivo, sem qualquer referência sobre quem entrou e saiu, e em alguns campos fica-se ainda longe do relvado para se poder distinguir os jogadores facilmente. Epa, não obrigado. PS: já nem falo das palermices dos lançamentos com os pés. Em Portugal já se executam lançamentos compridos para a área quando se chega a menos de trinta metros da linha de fundo, bem dá para imaginar o que iria acontecer se isto fosse para a frente. Mais valia fazer um concurso de pontapés de canto, uma equipa de cada vez, como se fazia quando andava na escola e só tínhamos meio-campo de futsal para jogar. Subscrevo totalmente. Pode-se mexer numa coisa ou noutra, mas acho que está tudo muito bem como está. Compartilhar este post Link para o post
Ricardo Pinto Publicado 17 Julho 2021 Concordo com tudo o que o @Black Hawk escreveu, mas ainda adiciono, é preferível sempre que a bola sai respeitar o tempo que tem para a voltar a colocar em jogo, se não o faz, passa a pertencer ao adversários, nos pontapés de baliza, até se podia transformar num pontapé de canto, já iria evitar essas situações. Sobre o anti jogo de lesões falsas, em pt é não apitar a qualquer toquezinho, que vejam o Europeu, excepto o penalti contra Portugal vs França e o do Sterling... Compartilhar este post Link para o post
pedritsh Publicado 17 Julho 2021 (editado) Citação de Black Hawk, há 12 minutos: Mesmo as substituições... Escrevi aquilo há uns posts, mas a do cronómetro não me oponho se for bem aplicada. Dependendo do método, até poderá ser benéfica. Preferia que se tomassem medidas mais severas contra o anti-jogo, ainda assim. Agora, as substituições não. Cinco já é um exagero, um gajo às vezes já nem sabe quem está em campo e quem não está, quantas substituições e quantos momentos de paragem já foram feitos. Cinco substituições é meia equipa dos jogadores de campo. É um exagero, mas que ainda se tolera. Se o critério passar a ser substituições ilimitadas então é que um gajo perde por completo o rumo do jogo. E pior, perde-se a componente estratégica tão inerente ao futebol. As substituições feitas para mudar o rumo do jogo, as contra-substituições para responder às mudanças estratégicas do adversário, o ter de tomar decisões sabendo que se tem um número limitado de correções a fazer-se... isto perde-se. O adversário lança um extremo puro? Entra um lateral rápido. Ele voltou a sair para entrar um falso extremo? Volta a sair o lateral rápido e entra o que estava antes. Pode-se mudar jogadores de minuto a minuto, vão entrando e saindo até se adivinhar a combinação vencedora? Meh. Até a escolha do onze inicial perde importância, a análise pré-jogo, as surpresas nos onzes, a vantagem estratégica que se pode sacar com uma escolha ousada que apanha o adversário de surpresa. Aos trinta segundos trocam-se os jogadores e cobre-se essa surpresa. Sem consequências, pois os jogadores que saíram podem entrar mais tarde. Para quê? Em que raio de lógica isto pode parecer uma boa ideia? Já estou a antecipar os momentos em que ninguém sabe já quem está em campo e quem não está. E pior para quem estiver a ver jogos ao vivo, sem qualquer referência sobre quem entrou e saiu, e em alguns campos fica-se ainda longe do relvado para se poder distinguir os jogadores facilmente. Epa, não obrigado. PS: já nem falo das palermices dos lançamentos com os pés. Em Portugal já se executam lançamentos compridos para a área quando se chega a menos de trinta metros da linha de fundo, bem dá para imaginar o que iria acontecer se isto fosse para a frente. Mais valia fazer um concurso de pontapés de canto, uma equipa de cada vez, como se fazia quando andava na escola e só tínhamos meio-campo de futsal para jogar. O pessoal não entende o futebol. Este desporto está muito bem como está, quanto mais se mexe pior é. É como disse, deixa de ser futebol. Por exemplo, atendendo ao título do tópico, sou contra abolição dos golos fora. Queixam-se que existem muitos jogos e muito cansaço ao longo da época, com isto é provável que existirão mais prolongamentos e consequentemente penaltis. Editado 17 Julho 2021 por pedritsh Compartilhar este post Link para o post
Eden Hazard Publicado 17 Julho 2021 Podem achar que tenho algo contra a mudança, mas, em relação ao jogo em si, não mudava assim nada de especial. Talvez a questão do cronómetro para evitar as perdas de tempo. Sinceramente, de resto, acho que está tudo ótimo. Uma coisa é mudar o formato de competições tipo o Euro, UCL, etc, mas, epá, no que concerne ao jogo jogado, não acho que seja necessário mudanças. Citação de pedritsh, há 2 minutos: O pessoal não entende o futebol. Este desporto está muito bem como está, quanto mais se mexe pior é. É como disse, deixa de ser futebol. Tal e qual. 1 Compartilhar este post Link para o post
Adriano17 Publicado 17 Julho 2021 acho que são muitas alterações Compartilhar este post Link para o post
Eden Hazard Publicado 17 Julho 2021 (editado) Citação de Adriano17, há 2 minutos: acho que são muitas alterações E é arriscar demasiado. Uma coisa é alterar um pequeno aspeto, onde a essência do jogo se mantem, outra coisa é mudar isto, aquilo e aquilo. É arriscar demasiado e estragar o que é o futebol. Em vez de aumentar o interesse, acho que acaba é por estragar o que está bom. É perigoso. Editado 17 Julho 2021 por Eden Hazard Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 17 Julho 2021 Sou contra a ideia do cronómetro, no entanto, as "queimas" de tempo dão-me cabo dos nervos. Como disse o @Ricardo Pinto, apertar com quem não cumpre os tempos seria uma melhor ideia. O número de substituições (3, e não meia equipa) estão bem como estão pelas razões que o @Black Hawk referiu. A única coisa que mudava era permitir que as 6 substituições podem ser feitas com o jogo a decorrer Compartilhar este post Link para o post
Hidden Publicado 17 Julho 2021 Isso das substituições sem limite seria mais uma medida para beneficiar os ricos, com melhores plantéis e qualidade individual. Compartilhar este post Link para o post
JohnyM Publicado 17 Julho 2021 Citação de Eden Hazard, há 2 minutos: E é arriscar demasiado. Uma coisa é alterar um pequeno aspeto, onde a essência do jogo se mantem, outra coisa é mudar isto, aquilo e aquilo. É arriscar demasiado e estragar o que é o futebol. Em vez de aumentar o interesse, acho que acaba é por estragar o que está bom. É perigoso. Não me parece que seja para entrar tudo ao mesmo tempo. De qualquer forma, se tudo evolui o futebol também tem de evoluir e portanto é normal que o organismo responsável por isso faça vários testes para perceber se certas alterações fazem ou não sentido. Uma das questões mais em voga nos últimos tempos e que todos se queixam é o tempo útil de jogo. O tempo cronometrado poderá acabar (ou no mínimo atenuar) essa situação. Com as substituições volantes os jogadores estarão potencialmente mais disponíveis fisicamente e portanto os jogos poderão ser mais atrativos. Posto isto, acho que as substituições volantes e a questão do tempo cronometrado são boas alterações (em teoria pelo menos). O resto não concordo. 1 Compartilhar este post Link para o post
doom_master Publicado 17 Julho 2021 Posso estar enviesado por estar há muitos anos envolvido num desporto semelhante ao futebol que é cronometrado (ao mais alto nível), como é o futsal, mas não compreendo como é que se pode achar o tempo cronometrado uma má medida. Havendo a possibilidade de garantir, pelo menos a um nível elevado, que todos os jogos terão o mesmo tempo útil de jogo, porque não haveria de ser feito? Como podemos apregoar que há verdade desportiva se não há dois jogos com a mesma duração, havendo a possibilidade relativamente simples de tal ser implementado? É um no brainer, para mim. Era algo que devia estar implementado há décadas. 1 2 Compartilhar este post Link para o post
NIkeL Publicado 17 Julho 2021 Citação de JohnyM, há 2 minutos: Não me parece que seja para entrar tudo ao mesmo tempo. De qualquer forma, se tudo evolui o futebol também tem de evoluir e portanto é normal que o organismo responsável por isso faça vários testes para perceber se certas alterações fazem ou não sentido. Uma das questões mais em voga nos últimos tempos e que todos se queixam é o tempo útil de jogo. O tempo cronometrado poderá acabar (ou no mínimo atenuar) essa situação. Com as substituições volantes os jogadores estarão potencialmente mais disponíveis fisicamente e portanto os jogos poderão ser mais atrativos. Posto isto, acho que as substituições volantes e a questão do tempo cronometrado são boas alterações (em teoria pelo menos). O resto não concordo. Eu só acho que o campo é demasiado grande para se poder fazer substituições durante o jogo. Imagino por exemplo substituir um lateral ou extremo do outro lado do campo. Mas se encontrarem forma de o fazer, acho ótimo. Compartilhar este post Link para o post
Eden Hazard Publicado 17 Julho 2021 Citação de JohnyM, há 5 minutos: Não me parece que seja para entrar tudo ao mesmo tempo. De qualquer forma, se tudo evolui o futebol também tem de evoluir e portanto é normal que o organismo responsável por isso faça vários testes para perceber se certas alterações fazem ou não sentido. Uma das questões mais em voga nos últimos tempos e que todos se queixam é o tempo útil de jogo. O tempo cronometrado poderá acabar (ou no mínimo atenuar) essa situação. Com as substituições volantes os jogadores estarão potencialmente mais disponíveis fisicamente e portanto os jogos poderão ser mais atrativos. Posto isto, acho que as substituições volantes e a questão do tempo cronometrado são boas alterações (em teoria pelo menos). O resto não concordo. A questão do cronómetro percebo perfeitamente. Em relação ao argumento dos jogadores estarem mais frescos fisicamente, também compreendo, mas acho que a melhor forma de isso acontecer seria reduzir o número de jogos. O Guardiola e o Klopp estão sempre a falar disso. Há demasiados jogos e isso está a acabar com os jogadores. A inclusão da superliga europeia era mais uma competição para rebentar fisicamente com os jogadores. Eliminar as Taças da Liga e amigáveis, que continuam a existir, pese a criação da liga das nações, por exemplo. Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 17 Julho 2021 Citação de Ricardo Pinto, há 13 minutos: Concordo com tudo o que o @Black Hawk escreveu, mas ainda adiciono, é preferível sempre que a bola sai respeitar o tempo que tem para a voltar a colocar em jogo, se não o faz, passa a pertencer ao adversários, nos pontapés de baliza, até se podia transformar num pontapé de canto, já iria evitar essas situações. Sobre o anti jogo de lesões falsas, em pt é não apitar a qualquer toquezinho, que vejam o Europeu, excepto o penalti contra Portugal vs França e o do Sterling... Um tempo limite para se retomar o jogo pode ser porreiro e nem me tinha lembrado dessa possibilidade. É que realmente ainda há um outro aspeto de que já falei há uns tempos sobre a paragem do tempo e que não abordei: o risco de se perder a fluidez do jogo. Imaginem o seguinte cenário: o cronómetro pára a cada paragem, perdoem-me o pleonasmo. O jogo pode evoluir no sentido em que as equipas se reposicionam a cada paragem para reagir à mesma e não ao jogo em si. Por exemplo, num lançamento lateral já que o jogo está parado, toda a equipa para a área adversária. Livre no meio-campo adversário? O mesmo filme. No fundo, aproveitar que deixa de haver anti-jogo para se quebrar constantemente a fluidez do jogo. Que é a mesma coisa que se procura com o anti-jogo. Da minha perspetiva, o cronómetro só parava em situações que normalmente o jogo já pára também: pontapés de baliza, livres perigosos, cantos, lesões, para o árbitro mostrar e anotar os cartões ou para falar com outros intervenientes do jogo... dá para perceber a ideia. Nos restantes cenários, só se pára o cronómetro se o árbitro der instruções expressas para isso, em casos excepcionais, e poderia haver um tempo limite para se repor a bola em jogo. É que seria uma pena, por exemplo, perder-se situações como uma equipa marcar um livre ou executar um lançamento rapidamente para aproveitar o mau posicionamento do adversário. O cronómetro não tem de parar sempre que o jogo pára; apenas deverá parar quando tiver de ser. Por isso é que a introdução de um sistema destes tem de ser muito bem avaliado e introduzido. Caso contrário ainda fazem porcaria. 3 1 Compartilhar este post Link para o post
Eden Hazard Publicado 17 Julho 2021 Citação de Black Hawk, há 2 minutos: Um tempo limite para se retomar o jogo pode ser porreiro e nem me tinha lembrado dessa possibilidade. É que realmente ainda há um outro aspeto de que já falei há uns tempos sobre a paragem do tempo e que não abordei: o risco de se perder a fluidez do jogo. Imaginem o seguinte cenário: o cronómetro pára a cada paragem, perdoem-me o pleonasmo. O jogo pode evoluir no sentido em que as equipas se reposicionam a cada paragem para reagir à mesma e não ao jogo em si. Por exemplo, num lançamento lateral já que o jogo está parado, toda a equipa para a área adversária. Livre no meio-campo adversário? O mesmo filme. No fundo, aproveitar que deixa de haver anti-jogo para se quebrar constantemente a fluidez do jogo. Que é a mesma coisa que se procura com o anti-jogo. Da minha perspetiva, o cronómetro só parava em situações que normalmente o jogo já pára também: pontapés de baliza, livres perigosos, cantos, lesões, para o árbitro mostrar e anotar os cartões ou para falar com outros intervenientes do jogo... dá para perceber a ideia. Nos restantes cenários, só se pára o cronómetro se o árbitro der instruções expressas para isso, em casos excepcionais, e poderia haver um tempo limite para se repor a bola em jogo. É que seria uma pena, por exemplo, perder-se situações como uma equipa marcar um livre ou executar um lançamento rapidamente para aproveitar o mau posicionamento do adversário. O cronómetro não tem de parar sempre que o jogo pára; apenas deverá parar quando tiver de ser. Por isso é que a introdução de um sistema destes tem de ser muito bem avaliado e introduzido. Caso contrário ainda fazem porcaria. Compartilhar este post Link para o post
Axadrezado Publicado 17 Julho 2021 Citação de Black Hawk, há 48 minutos: Mesmo as substituições... Escrevi aquilo há uns posts, mas a do cronómetro não me oponho se for bem aplicada. Dependendo do método, até poderá ser benéfica. Preferia que se tomassem medidas mais severas contra o anti-jogo, ainda assim. Agora, as substituições não. Cinco já é um exagero, um gajo às vezes já nem sabe quem está em campo e quem não está, quantas substituições e quantos momentos de paragem já foram feitos. Cinco substituições é meia equipa dos jogadores de campo. É um exagero, mas que ainda se tolera. Se o critério passar a ser substituições ilimitadas então é que um gajo perde por completo o rumo do jogo. E pior, perde-se a componente estratégica tão inerente ao futebol. As substituições feitas para mudar o rumo do jogo, as contra-substituições para responder às mudanças estratégicas do adversário, o ter de tomar decisões sabendo que se tem um número limitado de correções a fazer-se... isto perde-se. O adversário lança um extremo puro? Entra um lateral rápido. Ele voltou a sair para entrar um falso extremo? Volta a sair o lateral rápido e entra o que estava antes. Pode-se mudar jogadores de minuto a minuto, vão entrando e saindo até se adivinhar a combinação vencedora? Meh. Até a escolha do onze inicial perde importância, a análise pré-jogo, as surpresas nos onzes, a vantagem estratégica que se pode sacar com uma escolha ousada que apanha o adversário de surpresa. Aos trinta segundos trocam-se os jogadores e cobre-se essa surpresa. Sem consequências, pois os jogadores que saíram podem entrar mais tarde. Para quê? Em que raio de lógica isto pode parecer uma boa ideia? Já estou a antecipar os momentos em que ninguém sabe já quem está em campo e quem não está. E pior para quem estiver a ver jogos ao vivo, sem qualquer referência sobre quem entrou e saiu, e em alguns campos fica-se ainda longe do relvado para se poder distinguir os jogadores facilmente. Epa, não obrigado. PS: já nem falo das palermices dos lançamentos com os pés. Em Portugal já se executam lançamentos compridos para a área quando se chega a menos de trinta metros da linha de fundo, bem dá para imaginar o que iria acontecer se isto fosse para a frente. Mais valia fazer um concurso de pontapés de canto, uma equipa de cada vez, como se fazia quando andava na escola e só tínhamos meio-campo de futsal para jogar. Subscrevo. Sobre as substituições ilimitadas, é muito lindo quando se tem um 11 forte e um banco forte, quando tens um 11 razoável e um banco de mecos a coisa torna-se complicada. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 17 Julho 2021 (editado) Citação de NIkeL, há 1 hora: Se assim for, por mim então tudo bem. Façam as que quiserem. Só não estou a ver os clubes a aceitar substituições com o jogo a decorrer, a menos que possam sair/entrar de qualquer ponto do campo. Sabes que isso já está nas regras há alguns anos, não sabes? Que os jogadores devem sair pelo ponto mais próximo de onde estão na altura da substituição. Citação de Black Hawk, há 28 minutos: É que seria uma pena, por exemplo, perder-se situações como uma equipa marcar um livre ou executar um lançamento rapidamente para aproveitar o mau posicionamento do adversário. O cronómetro não tem de parar sempre que o jogo pára; apenas deverá parar quando tiver de ser. Esse é um daqueles argumentos que são lançados só porque sim... Desde quando é que a paragem do cronómetro inviabiliza as marcações de livres ou lançamentos rápidos? O cronómetro pára enquanto a bola não está em jogo. Quando ela é reposta, o cronómetro avança. E acho muito curioso que estejas a defender que o cronómetro não deve parar nas paragens de jogo, mas, simultaneamente, defendes que as paragens devem ser cronometradas. Já agora, para simplificar, deverás também defender a existência de uma tabela de limites de tempo para cada paragem. x segundos para uma substituição, y segundos para a marcação de um penalty, z segundos para um livre direto, w segundos para um canto, v segundos para um lançamento lateral, u segundos para um pontapé de baliza e por aí fora... Havia de ser bonito... Editado 17 Julho 2021 por Descartes Compartilhar este post Link para o post
JohnyM Publicado 17 Julho 2021 Citação de NIkeL, há 32 minutos: Eu só acho que o campo é demasiado grande para se poder fazer substituições durante o jogo. Imagino por exemplo substituir um lateral ou extremo do outro lado do campo. Mas se encontrarem forma de o fazer, acho ótimo. Já se faz isso no futsal e em algumas camadas jovens no futsal. Chama-se zona de substituição Citação de Eden Hazard, há 30 minutos: A questão do cronómetro percebo perfeitamente. Em relação ao argumento dos jogadores estarem mais frescos fisicamente, também compreendo, mas acho que a melhor forma de isso acontecer seria reduzir o número de jogos. O Guardiola e o Klopp estão sempre a falar disso. Há demasiados jogos e isso está a acabar com os jogadores. A inclusão da superliga europeia era mais uma competição para rebentar fisicamente com os jogadores. Eliminar as Taças da Liga e amigáveis, que continuam a existir, pese a criação da liga das nações, por exemplo. Concordo plenamente. Mas uma coisa não implica a outra. Citação de Black Hawk, há 28 minutos: Por exemplo, num lançamento lateral já que o jogo está parado, toda a equipa para a área adversária. Livre no meio-campo adversário? O mesmo filme. Mas isso não acontece já? Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 17 Julho 2021 Citação de JohnyM, há 2 minutos: Mas isso não acontece já? Não. Eu nunca vi os defesas a subir para a marcação de um canto ou livre/lançamento lateral...😁 O @Black Hawk está todo comidinho. Com a ânsia de encontrar argumentos contra as eventuais novas medidas, critica situações mais do estabelecidas nos jogos com as regras atuais. Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 17 Julho 2021 Até te estava a responder ao teu primeiro post, mas após receber a notificação do teu segundo post e ver que a tua postura já é essa logo à partida, nem me dou ao trabalho. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 17 Julho 2021 Citação de Black Hawk, há 6 minutos: Até te estava a responder ao teu primeiro post, mas após receber a notificação do teu segundo post e ver que a tua postura já é essa logo à partida, nem me dou ao trabalho. Desculpa, não foi com intenção. Mas continuo a achar a maioria dos argumentos que elencaste completos absurdos. 😉 Compartilhar este post Link para o post
Poeira Publicado 17 Julho 2021 A esmagadora maioria das alterações que beneficiariam o futebol obrigariam, no máximo, a ligeiras alterações ao jogo em si. As melhorias significativas prendem-se com os agentes do jogo e com aquilo que o rodeia, não com o tempo que corre ou não corre quando estou a bater um livre. Por outro lado, sinto que estou no tópico da Superliga Europeia outra vez. É a isso que as intenções por detrás de muitas alterações me soam. Melhorar realmente o jogo envolveria, antes de se pensar em qualquer outra coisa, uma redução do calendário competitivo das equipas. O Pedri, do Barcelona, tem 18 anos e vai a caminho de fazer 70 jogos de alto nível numa época desportiva (já leva 66). Isto é a definição futebolística de insanidade e é algo que não deveria ser, de todo, alcançável por ele ou qualquer outro jogador. Nem 60, quanto mais 70... Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 17 Julho 2021 Citação de JohnyM, há 20 minutos: Mas isso não acontece já? O meu receio é que passe a acontecer com regularidade, enquanto atualmente é algo mais circunstancial do que recorrente. Por exemplo, que seja como em jogos de futsal. Não acontecendo sempre, é recorrente ver o jogo parar a cada interrupção. Há uma falta, o jogo pára, as equipas reposicionam-se para o livre como se fosse um mini-evento dentro do jogo. Uma bola sai, o jogo pára, cenário parecido. E assim sucessivamente. No hóquei em patins, cena parecida. No basket, também, embora aqui não tão invasivo assim. O que temo é que o parar do cronómetro leve a que se quebre a natural fluidez do jogo caso os jogadores tendam a retardar as reposições do jogo - nem que seja inconscientemente. É que no futebol, o jogo é diferente. Há mais tempo de jogo, há mais jogadores, o campo é muitíssimo maior. Em campos mais pequenos de outras modalidades, em que a bola chega de uma ponta à outra em segundos, as paragens num jogo não são tão prejudiciais como no futebol, que é um jogo de paciência. Salvo situações de desequilíbrio, chegar com a bola de uma ponta à outra do campo requer muito trabalho colectivo, não raras vezes trocas de bola prolongadas, ultrapassar primeiras linhas de pressão, depois as segundas linhas, e depois ainda a defesa. São dez jogadores a ultrapassar, não quatro ou cinco, num campo de 100 metros, não de 20. Daí ter referido que sim, haverá lances em que faz todo o sentido que o cronómetro pare porque já são lances propícios a isso (formação da barreira ou subida dos centrais nos cantos, por exemplo). Mas noutros lances, como reposições de linha lateral ou marcação de faltas na maior parte do terreno, o relógio não deveria parar mas sim criar-se um tempo para a reposição rápida da bola. Afinal o objetivo é que o jogo seja mais fluído e gere maior interesse, não é? Compartilhar este post Link para o post
Rōnin Publicado 17 Julho 2021 Citação de Descartes, há 3 horas: Eu já via a NBA ainda tu não eras nascido. Provavelmente, digo eu... Antes do fenómeno Michael Jordan, quando as vedetas eram o Magic Johnson, o Larry Bird e o Pat Ewing. Tal como via Andebol, Voleibol, Hóquei em Patins. Via Futsal quando ainda não havia Futsal e o desporto se chamava Futebol de Salão e em que se jogava com as tabelas tal como o Hóquei. E uma coisa que sempre me fez confusão era o facto de esses desportos há décadas terem o tempo cronometrado mas no Futebol (e no Rugby, já agora) essa questão não ser admissível. Mais confusão me passou a fazer quando era identificado por muita gente como problema no futebol a questão das perdas de tempo. Não sei o que é que a NBA de há 30 anos tem a ver com a realidade de que falei. Nem os outros desportos que mencionaste. São mundos diferentes. A não ser que acredites que isto não virará bola de neve para potenciar ao máximo o dinheiro obtido nas transmissões televisivas. Há pois romantismo daqueles que não querem que o futebol mude, por razões que também me escapam, mas igual romantismo daqueles que vivem num mundo de Super Ligas e lhes escapam as implicações do ponto 1. Ou então é só cinismo da minha parte. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 17 Julho 2021 Citação de Rōnin, há 59 minutos: Não sei o que é que a NBA de há 30 anos tem a ver com a realidade de que falei. Nem os outros desportos que mencionaste. São mundos diferentes. A não ser que acredites que isto não virará bola de neve para potenciar ao máximo o dinheiro obtido nas transmissões televisivas. Há pois romantismo daqueles que não querem que o futebol mude, por razões que também me escapam, mas igual romantismo daqueles que vivem num mundo de Super Ligas e lhes escapam as implicações do ponto 1. Ou então é só cinismo da minha parte. Tu tens a certeza que não estás a misturar conceitos? A medida que se está a falar é a paragem do cronómetro nas paragens de jogo que existem num jogo normal de futebol. Substituições, faltas, lesões, saídas de bola das 4 linhas, golos... Não se está a falar dos timeouts. Porque é que a paragem do cronómetro iria fomentar o aproveitamento publicitário das televisões enquanto que as paragens que hoje existem não o fomentam? É algo que me escapa. Ainda por cima tendo em atenção que o objetivo desta medida é exatamente o inverso: diminuir o tempo das paragens. Porque deixa de haver qualquer vantagem em atrasar o recomeço do jogo após uma paragem. 1 Compartilhar este post Link para o post