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Vieirinha

Paranormal, mitos, mistérios...

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ainda ha de chegar o video em que alguem filma algo desse genero e se atira para o lago e enfrenta o pokemon mano-a-mano!

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Vou só pôr aqui uns raciocínios que me têm surgido nos últimos dias. Atendendo a que os temas de que vou falar são a existência ou não de um ser superior aos animais e a existência ou não de uma continuação da vida humana pós-morte, acho que este tópico é o mais apropriado.

 

Bem, antes de mais, queria expor as condições que se deve ter em conta para perceber a minha formulação das várias hipóteses sobre aqueles temas.

 

1. Nas sociedades em que praticamente sempre o ser humano viveu, há uma maldade intrínseca e uma procura da fuga da morte. Mais do que o desejo de uma boa vida, ou o desejo de bons bens, ou o desejo de paz, o que faz mover o ser humano, no fundo no fundo, é o receio da sua morte ou daqueles que lhe são próximos, quando muito. Daí que, se for necessário, não se importa se tiver que recorrer a meios imorais e malignos para com os da sua raça, e daí que sempre viva “possuído” pelos 7 pecados capitais. Todos os meios são legítimos se o fim a atingir for legítimo, no seu entender – a sobrevivência. É a lei do mais apto.

 

 

2. O ser humano tem uma vida muito dura e com mais tristeza do que felicidade. Isto resulta, assim de cabeça, de 3 fatores: do facto de se encontrar demasiadas vezes ao longo da sua vida perante vários dilemas, sendo que nem sempre consegue tomar a melhor decisão, seja por mera falta de capacidade, seja por falta de informação naquele momento; do facto de o “coração” humano ser exposto a (ou talvez mais corretamente, abalado por) mais tristeza do que felicidade, também durante a sua existência, que vai dos gozos ou exclusões durante a infância até aos arrependimentos no final da vida, passando pelas rejeições ou separações em relacionamentos, morte de familiares ou amigos próximos, envolvência em séries ou livros ou jogos ou filmes que o marcam e, nos seus momentos trágicos, o entristecem, entre outro rol de coisas, possivelmente; do facto de a felicidade ser poucas vezes reconhecida no momento em que se a tem, como se fosse um espelho que está connosco mas não nos apercebemos, só vendo de outra perspetiva é que nos consciencializamos do seu reflexo – esta perspetiva será, por exemplo, o tão célebre sentimento nostalgia que invade toda a gente, e que o faz perceber que perdeu aquilo que se calhar podia e devia ter sido melhor aproveitado.

 

3. A fragilidade do ser humano. A qualquer momento o ser humano, de tão fraco que é, pode ver a sua vida terminar por 1001 razões. Daí que desde sempre se tenha procurado fugir a isto, como no desejo da evolução da medicina, no desejo da evolução da biotecnologia por métodos genéticos e quiçá poucos éticos, e na procura de, quando a situação se propicia, obedecer a quem ameaça a sua vida ou a de familiares ou amigos íntimos, nem que para isso se tenha de espezinhar todos os seus ideais e orgulho.

 

Creio que é só isto. Tendo em mente o que enunciei em cima, há dois assuntos fundamentais que nos devemos questionar: a existência ou não de um ser superior e porque é que nos fez deste modo (que tem por base os tópicos 1 e 2); a existência ou não de uma vida pós-morte (que tem por base os tópicos 3 e, de certa forma, 2).

 

Começando pelo primeiro assunto. Há duas alternativas possíveis: ou existe um ser superior ou não existe.

 

Se formos pela racionalidade científica, podemos dizer, plausivelmente, que não há quaisquer provas viáveis de que algum deus existiu/existe e que as conceções de tal figura assim formada pela religião católica ou muçulmana, por exemplo, são uma farsa e uma hipocrisia. Mas se assim for, qual é a origem do universo? Como tudo começou? Aceito que digam que tudo o que hoje e num passado recente (desde a formulação da hipótese da teoria do big bang) ocorre tem uma explicação lógica, mas antes disso, como é que se passou do vácuo para o universo com objetos físicos, gasosos e líquidos. Tem de ter um início, não pode ter aparecido assim do nada, certo? Mesmo que tenha começado com um mero átomo de qualquer coisa (nem vale a pena dizer mais do que isto porque são assuntos que desconheço por completo), como é que esse átomo surgiu?

 

Se deixarmos de fora esta possibilidade, aceitamos que um ser superior é o criador de tudo. Sendo ele superior, e entrando pelo caminho dos fenómenos paranormais, pelo simples facto de ele ser superior a sua existência e está explicada.

 

Se for desta forma, e um deus realmente existir, há dois ramos principais por onde seguir. Por um lado, qual o seu objetivo com, mais do que a criação do universo, a dádiva da vida à raça humana da maneira que somos – maus, infelizes e frágeis -; por outro, a vida que vivemos enquanto a conhecemos termina aí ou não. Numa adenda, a hipótese negativa neste último ramo (portanto, sermos eternos) tem também duas derivações: ou é um ciclo, e de uma vida enquanto o ser humano x, passamos para uma vida enquanto o ser humano y; ou temos uma segunda e última vida “continuada”, noutro espaço, onde perdemos a condição de frágeis e somos imortais

 

Continuando. Há a hipótese de esse tal ser superior ser, também ele, mau e infeliz e querer espelhar isso no ser humano por mera satisfação própria. Se assim for, somos forçados a continuar eternamente neste estilo de vida, seja mudando de corpo, seja noutro sítio (aquilo que conhecemos por inferno)? Ou quando morremos, tudo acaba? E se assim for, qual o objetivo de viver uma vida assim, dura, má e frágil? Não é mais simples nem sequer dar-lhe esse gozo e terminarmos com a nossa existência?

 

Há também a hipótese de o hipotético ser superior ser bondoso e a nossa vida enquanto a conhecemos ser apenas um teste àquilo que realmente somos ou uma fase de transição. Indo por esta perspetiva, ele pretende apenas ver quem são as exceções a esta regra (apenas na questão da maldade intrínseca e infelicidade, claro)? E se assim for, o que lhes acontece? São recompensados com uma vida eterna (naquilo que conhecemos por paraíso), ou apenas têm uma e só uma vida, sem sequer saberem que são realmente boas pessoas e que alguém se sente orgulhoso deles? E na perspetiva de a vida for continuada por concessão do ser superior, quem não é uma exceção e é uma pessoa má e infeliz, o que lhe acontece? Morre com uma vida apenas ou não? E se não for, é punido para sempre com a ida para o inferno, ou é perdoado para sempre, mesmo sem não ter feito nada por isso e talvez de forma injusta para com as exceções, e também vai para o Inferno?

 

Apenas aproveitei o “comboio” da existência de um ser superior para tentar expor da forma mais coesa possível todo aquele conjunto de possibilidades. Qual o objetivo dos seres humanos e qual a sua limitação do tempo de vida também pode ser perguntado no caso da racionalidade científica, claro, com as devidas ligeiras retificações.

 

 

Pronto. É isto tudo que desde sempre me assombrou a cabeça. Quais as portas e respetivas ramificações de todas estas hipóteses são as corretas? Ou estarei a pôr de lado alguma? Sendo isto algo que molda completamente o estilo de vida de cada um de nós, optando por sucessivas portas dependendo das suas escolhas, quais devemos abrir? E quando terá a raça humana a resposta a isto tudo, ou tal nunca lhe será, sequer, confirmado, pelo menos enquanto for viva?

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tl;dr 8)

CABR*O, estava a "ler" aquilo e ia dizer exatamente o mesmo

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Lixado é sonhar que acordas e que fazes a tua vida normal e quando é horas de voltar da escola voltas a acordar, desta vez a sério, mas à hora em que estavas no sonho. Ou seja, acabaste de dormir durante a manhã toda mas não te preocupaste porque pensavas que estavas acordado...

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Vou só pôr aqui uns raciocínios que me têm surgido nos últimos dias. Atendendo a que os temas de que vou falar são a existência ou não de um ser superior aos animais e a existência ou não de uma continuação da vida humana pós-morte, acho que este tópico é o mais apropriado.

 

Bem, antes de mais, queria expor as condições que se deve ter em conta para perceber a minha formulação das várias hipóteses sobre aqueles temas.

 

1. Nas sociedades em que praticamente sempre o ser humano viveu, há uma maldade intrínseca e uma procura da fuga da morte. Mais do que o desejo de uma boa vida, ou o desejo de bons bens, ou o desejo de paz, o que faz mover o ser humano, no fundo no fundo, é o receio da sua morte ou daqueles que lhe são próximos, quando muito. Daí que, se for necessário, não se importa se tiver que recorrer a meios imorais e malignos para com os da sua raça, e daí que sempre viva “possuído” pelos 7 pecados capitais. Todos os meios são legítimos se o fim a atingir for legítimo, no seu entender – a sobrevivência. É a lei do mais apto.

 

 

2. O ser humano tem uma vida muito dura e com mais tristeza do que felicidade. Isto resulta, assim de cabeça, de 3 fatores: do facto de se encontrar demasiadas vezes ao longo da sua vida perante vários dilemas, sendo que nem sempre consegue tomar a melhor decisão, seja por mera falta de capacidade, seja por falta de informação naquele momento; do facto de o “coração” humano ser exposto a (ou talvez mais corretamente, abalado por) mais tristeza do que felicidade, também durante a sua existência, que vai dos gozos ou exclusões durante a infância até aos arrependimentos no final da vida, passando pelas rejeições ou separações em relacionamentos, morte de familiares ou amigos próximos, envolvência em séries ou livros ou jogos ou filmes que o marcam e, nos seus momentos trágicos, o entristecem, entre outro rol de coisas, possivelmente; do facto de a felicidade ser poucas vezes reconhecida no momento em que se a tem, como se fosse um espelho que está connosco mas não nos apercebemos, só vendo de outra perspetiva é que nos consciencializamos do seu reflexo – esta perspetiva será, por exemplo, o tão célebre sentimento nostalgia que invade toda a gente, e que o faz perceber que perdeu aquilo que se calhar podia e devia ter sido melhor aproveitado.

 

3. A fragilidade do ser humano. A qualquer momento o ser humano, de tão fraco que é, pode ver a sua vida terminar por 1001 razões. Daí que desde sempre se tenha procurado fugir a isto, como no desejo da evolução da medicina, no desejo da evolução da biotecnologia por métodos genéticos e quiçá poucos éticos, e na procura de, quando a situação se propicia, obedecer a quem ameaça a sua vida ou a de familiares ou amigos íntimos, nem que para isso se tenha de espezinhar todos os seus ideais e orgulho.

 

Creio que é só isto. Tendo em mente o que enunciei em cima, há dois assuntos fundamentais que nos devemos questionar: a existência ou não de um ser superior e porque é que nos fez deste modo (que tem por base os tópicos 1 e 2); a existência ou não de uma vida pós-morte (que tem por base os tópicos 3 e, de certa forma, 2).

 

Começando pelo primeiro assunto. Há duas alternativas possíveis: ou existe um ser superior ou não existe.

 

Se formos pela racionalidade científica, podemos dizer, plausivelmente, que não há quaisquer provas viáveis de que algum deus existiu/existe e que as conceções de tal figura assim formada pela religião católica ou muçulmana, por exemplo, são uma farsa e uma hipocrisia. Mas se assim for, qual é a origem do universo? Como tudo começou? Aceito que digam que tudo o que hoje e num passado recente (desde a formulação da hipótese da teoria do big bang) ocorre tem uma explicação lógica, mas antes disso, como é que se passou do vácuo para o universo com objetos físicos, gasosos e líquidos. Tem de ter um início, não pode ter aparecido assim do nada, certo? Mesmo que tenha começado com um mero átomo de qualquer coisa (nem vale a pena dizer mais do que isto porque são assuntos que desconheço por completo), como é que esse átomo surgiu?

 

Se deixarmos de fora esta possibilidade, aceitamos que um ser superior é o criador de tudo. Sendo ele superior, e entrando pelo caminho dos fenómenos paranormais, pelo simples facto de ele ser superior a sua existência e está explicada.

 

Se for desta forma, e um deus realmente existir, há dois ramos principais por onde seguir. Por um lado, qual o seu objetivo com, mais do que a criação do universo, a dádiva da vida à raça humana da maneira que somos – maus, infelizes e frágeis -; por outro, a vida que vivemos enquanto a conhecemos termina aí ou não. Numa adenda, a hipótese negativa neste último ramo (portanto, sermos eternos) tem também duas derivações: ou é um ciclo, e de uma vida enquanto o ser humano x, passamos para uma vida enquanto o ser humano y; ou temos uma segunda e última vida “continuada”, noutro espaço, onde perdemos a condição de frágeis e somos imortais

 

Continuando. Há a hipótese de esse tal ser superior ser, também ele, mau e infeliz e querer espelhar isso no ser humano por mera satisfação própria. Se assim for, somos forçados a continuar eternamente neste estilo de vida, seja mudando de corpo, seja noutro sítio (aquilo que conhecemos por inferno)? Ou quando morremos, tudo acaba? E se assim for, qual o objetivo de viver uma vida assim, dura, má e frágil? Não é mais simples nem sequer dar-lhe esse gozo e terminarmos com a nossa existência?

 

Há também a hipótese de o hipotético ser superior ser bondoso e a nossa vida enquanto a conhecemos ser apenas um teste àquilo que realmente somos ou uma fase de transição. Indo por esta perspetiva, ele pretende apenas ver quem são as exceções a esta regra (apenas na questão da maldade intrínseca e infelicidade, claro)? E se assim for, o que lhes acontece? São recompensados com uma vida eterna (naquilo que conhecemos por paraíso), ou apenas têm uma e só uma vida, sem sequer saberem que são realmente boas pessoas e que alguém se sente orgulhoso deles? E na perspetiva de a vida for continuada por concessão do ser superior, quem não é uma exceção e é uma pessoa má e infeliz, o que lhe acontece? Morre com uma vida apenas ou não? E se não for, é punido para sempre com a ida para o inferno, ou é perdoado para sempre, mesmo sem não ter feito nada por isso e talvez de forma injusta para com as exceções, e também vai para o Inferno?

 

Apenas aproveitei o “comboio” da existência de um ser superior para tentar expor da forma mais coesa possível todo aquele conjunto de possibilidades. Qual o objetivo dos seres humanos e qual a sua limitação do tempo de vida também pode ser perguntado no caso da racionalidade científica, claro, com as devidas ligeiras retificações.

 

 

Pronto. É isto tudo que desde sempre me assombrou a cabeça. Quais as portas e respetivas ramificações de todas estas hipóteses são as corretas? Ou estarei a pôr de lado alguma? Sendo isto algo que molda completamente o estilo de vida de cada um de nós, optando por sucessivas portas dependendo das suas escolhas, quais devemos abrir? E quando terá a raça humana a resposta a isto tudo, ou tal nunca lhe será, sequer, confirmado, pelo menos enquanto for viva?

Primeiro que tudo, muito bom. E gosto sempre de discutir contigo no fórum. Discutir de debater, claro.

 

1. Primeiro que tudo quero dizer que não concordo contigo quando dizes que o que move o ser humano é sobreviver. É para mim viver, e não só sobreviver. Sobreviver entende apenas estar vivo, porém não entende estar em boas condições. O que move o ser humano é viver, e não apenas sobreviver. E por viver quero dizer viver com dignidade, nós queremos sempre o melhor para nós, não apenas o razoável. Daí o desejo pela igualdade, igualdade ao superior, nunca ao inferior. Eu nunca vou querer ser igual àquele que tem menos que eu, mas sim àquele que tem mais que eu. Com isto tudo eu digo que o que move o ser humano é viver, sobreviver faz parte de viver.

 

2. O facto do ser humano sofrer com muita tristeza, pode-se resumir principalmente às expectativas. O ser humano está constantemente a desiludir-se, criar expectativas que quando não são atingidas deixam-nos em baixo. Não é na verdade a morte de um familiar que me magoa, é a expectativa que eu tinha criado em como essa pessoa não ia morrer, pelo menos já. Podes entender melhor isto se deres uma espreitadela ao Budismo, nomeadamente às 4 Nobres Verdades.

Quero também falar aqui, neste ponto, que a infelicidade é significativamente mais acentuada no ocidente civilizado do que nos povos orientais e em povos menos civilizados.

 

Assumindo a existência de um Deus e portanto o reconhecimento da Religião, o único ponto mau aqui, independentemente de podermos ou não provar a existência de Deus, é os religiosos não seguirem a própria religião. E este é um assunto bem mais acentuado na religião Católica do que em todas as outras.

Em relação ao Deus como Criador, é uma ideia que choca com a maioria das regras sócio-económicas actuais. Sendo Deus o Criador de tudo, é contra-religioso que uma pessoa possa comprar uma laranjeira, construir uma vedação à sua volta e privar os outros Irmãos dos frutos que essa árvore dá. Visto que é Deus o Criador de tudo, e portanto da laranjeira também, fazer isso é imoral.

 

Falando em relação à criação do universo, e falaste aí do big bang, quero dizer que também não vou entrar por aí, porque não tenho conhecimentos suficientes. Já li sobre a possibilidade de a vida como a conhecemos ter sido criada em Marte, e depois viajado até à Terra, não sei se isto é sequer plausível, mas não vou entrar por aí. Não vejo também a necessidade de existir um início, o que te leva a pensar que tudo tem um início? Que "isto" teve um início?

 

Deus deu a dádiva da vida a todo o ser vivo e não só aos humanos, presumo que saibas isto, mas não disseste, portanto achei por bem dizer aqui.

Por outro lado não considero os humanos "maus, infelizes e frágeis" como tu dizes, considero sim que são as condições de vida que tornam os seres humanos maus, e a falta de entendimento sobre nós mesmo e sobre tudo ao redor que nos torna infelizes.

 

Em relação à hipótese desse ser superior ser mau, é uma hipótese que nenhuma religião defende. Por outro lado, e falando no Cristianismo, têm outro ser superior, o Diabo, esse sim mau. Coisas más que acontecem no nosso mundo, são portanto consequências do Diabo, que venceu a batalha com Deus sobre esse acontecimento.

Chamando mais uma vez o Budismo à conversa, existe uma coisa chamada Karma no Budismo, que basicamente é o acumular de 'pontos' (óbvio que não são pontos, nem algo mensurável) pelas acções que o individuo faz, sejam boas ou más, portanto o Karma pode ser 'negativo'. Quando o individuo morre, ele na verdade não morre, mas sim renasce noutro corpo, e o indivíduo vai 'pagar' o Karma que acumulou na vida anterior, seja ele positivo ou negativo.

Quando falas em terminar com a nossa existência, suponho que estejas a falar de suicídio, que é uma acção mal vista pela religião em geral, e pelo menos no Budismo, é o derradeiro mal, sendo considerado pior que o homicídio. E é o derradeiro mal porque o suicídio, como acção que tem o objectivo de retirar, deliberadamente, a vida da pessoa, e portanto qualquer hipótese dessa pessoa renascer e pagar o seu Karma. Portanto uma pessoa que se suicida não vai pagar o seu Karma, porque não vai renascer, e é por isso que o suicídio é o derradeiro mal, pelo menos no Budismo.

Editado por GSousa

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Daniel, eu não me vou alongar nem pretendo fazer parte desta discussão, não estou com muita paciência para tê-la porque tenho recentemente discutido e me interrogado bastante sobre alguns desses temas e, para além disso, isto já não são horas.

Mas em relação à existência de um ser superior ou não, eu continuo a preferir pensar que o nada existiu mesmo, porque senão vou voltar à eterna questão inúmeras vezes. Quem criou o universo? Como é que tudo isto surgiu? Foi "Deus". Então, mas quem criou Deus? Deu-se isto e aquilo e... Então mas qual a origem disto e aquilo? Foi X. E quem criou X?

É-me muito mais plausível a sugestão de que tudo isto simplesmente teve a sua origem do nada, e nada é nada, ponto final.

Editado por Interstellar

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Leiam a Fórmula de Deus, de José Rodrigues dos Santos... é muito muito bom, e tem teorias muito interessantes

Editado por D0mi

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Primeiro que tudo, muito bom. E gosto sempre de discutir contigo no fórum. Discutir de debater, claro.

 

1. Primeiro que tudo quero dizer que não concordo contigo quando dizes que o que move o ser humano é sobreviver. É para mim viver, e não só sobreviver. Sobreviver entende apenas estar vivo, porém não entende estar em boas condições. O que move o ser humano é viver, e não apenas sobreviver. E por viver quero dizer viver com dignidade, nós queremos sempre o melhor para nós, não apenas o razoável. Daí o desejo pela igualdade, igualdade ao superior, nunca ao inferior. Eu nunca vou querer ser igual àquele que tem menos que eu, mas sim àquele que tem mais que eu. Com isto tudo eu digo que o que move o ser humano é viver, sobreviver faz parte de viver.

 

2. O facto do ser humano sofrer com muita tristeza, pode-se resumir principalmente às expectativas. O ser humano está constantemente a desiludir-se, criar expectativas que quando não são atingidas deixam-nos em baixo. Não é na verdade a morte de um familiar que me magoa, é a expectativa que eu tinha criado em como essa pessoa não ia morrer, pelo menos já. Podes entender melhor isto se deres uma espreitadela ao Budismo, nomeadamente às 4 Nobres Verdades.

Quero também falar aqui, neste ponto, que a infelicidade é significativamente mais acentuada no ocidente civilizado do que nos povos orientais e em povos menos civilizados.

 

Assumindo a existência de um Deus e portanto o reconhecimento da Religião, o único ponto mau aqui, independentemente de podermos ou não provar a existência de Deus, é os religiosos não seguirem a própria religião. E este é um assunto bem mais acentuado na religião Católica do que em todas as outras.

Em relação ao Deus como Criador, é uma ideia que choca com a maioria das regras sócio-económicas actuais. Sendo Deus o Criador de tudo, é contra-religioso que uma pessoa possa comprar uma laranjeira, construir uma vedação à sua volta e privar os outros Irmãos dos frutos que essa árvore dá. Visto que é Deus o Criador de tudo, e portanto da laranjeira também, fazer isso é imoral.

 

Falando em relação à criação do universo, e falaste aí do big bang, quero dizer que também não vou entrar por aí, porque não tenho conhecimentos suficientes. Já li sobre a possibilidade de a vida como a conhecemos ter sido criada em Marte, e depois viajado até à Terra, não sei se isto é sequer plausível, mas não vou entrar por aí. Não vejo também a necessidade de existir um início, o que te leva a pensar que tudo tem um início? Que "isto" teve um início?

 

Deus deu a dádiva da vida a todo o ser vivo e não só aos humanos, presumo que saibas isto, mas não disseste, portanto achei por bem dizer aqui.

Por outro lado não considero os humanos "maus, infelizes e frágeis" como tu dizes, considero sim que são as condições de vida que tornam os seres humanos maus, e a falta de entendimento sobre nós mesmo e sobre tudo ao redor que nos torna infelizes.

 

Em relação à hipótese desse ser superior ser mau, é uma hipótese que nenhuma religião defende. Por outro lado, e falando no Cristianismo, têm outro ser superior, o Diabo, esse sim mau. Coisas más que acontecem no nosso mundo, são portanto consequências do Diabo, que venceu a batalha com Deus sobre esse acontecimento.

Chamando mais uma vez o Budismo à conversa, existe uma coisa chamada Karma no Budismo, que basicamente é o acumular de 'pontos' (óbvio que não são pontos, nem algo mensurável) pelas acções que o individuo faz, sejam boas ou más, portanto o Karma pode ser 'negativo'. Quando o individuo morre, ele na verdade não morre, mas sim renasce noutro corpo, e o indivíduo vai 'pagar' o Karma que acumulou na vida anterior, seja ele positivo ou negativo.

Quando falas em terminar com a nossa existência, suponho que estejas a falar de suicídio, que é uma acção mal vista pela religião em geral, e pelo menos no Budismo, é o derradeiro mal, sendo considerado pior que o homicídio. E é o derradeiro mal porque o suicídio, como acção que tem o objectivo de retirar, deliberadamente, a vida da pessoa, e portanto qualquer hipótese dessa pessoa renascer e pagar o seu Karma. Portanto uma pessoa que se suicida não vai pagar o seu Karma, porque não vai renascer, e é por isso que o suicídio é o derradeiro mal, pelo menos no Budismo.

 

1º bold: Será mais acentuado para ti porque vives sobretudo num sitio com uma maioria cristã, não quer dizer que nos outros sítios não sejam outras religiões com essas divergências mais acentuadas. E como tudo na vida existe quem quebre as "regras".

2º bold: Quando acontecem coisas mal a culpa não é do diabo como referes nem vejo como posso ser uma "vitória" do diabo a Deus.

 

 

Quanto ao Daniel, existem várias hipóteses sobre a origem do universo, existe quem defenda que é um ciclo, ou seja, ocorreu o big crunch contriando todo o universo num ponto e que esse ponto depois explodiu (big bang) e começa tudo de novo. Existe ainda outros hipóteses mas ainda nada provado. Talvez daqui a alguns anos se descubra alguma coisa.

 

 

Depois falaste de Deus bom/mau mas antes disso devias de ter se calhar pensado em como definias esse Deus que falas.

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Quem criou o universo? Como é que tudo isto surgiu? Foi "Deus". Então, mas quem criou Deus?

 

Pegando só neste ponto, a bíblia diz que deus existe "de tempo indefinidos a tempos indefinidos". Se discutires isto com alguém que cita a bíblia como autoridade máxima na ordem dos seus raciocínios, é isso que te irão dizer.

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Pois, era isso que ia dizer depois de ler o post.

 

As pessoas que defendem a posição de "se o universo apareceu do nada, o que havia antes?" Esquecem-se que essa mesma posição se pode aplicar à sua visão, "se alguém criou o Universo, de onde vem esse alguém?". Uma explicação não pode ser dada para um problema quando essa explicação sofre exactamente da mesma falha.

 

Eu acho que muita gente acha que todas as coisas têm de ter uma explicação e que todos temos de a saber no nosso tempo. Há uns tempos a Terra era plana e o Universo girava à volta da Terra. Continuam a ter o mesmo tipo de mentalidade, sem terem uma mente lógica e inquisitiva saltam facilmente para conclusões que consideram finais.

 

Eu aceito perfeitamente que a teoria do Big Bang não esteja completa ou tenha falhas, é exactamente isso, uma teoria. A diferença é que muita gente não tem dúvidas em assumir que tudo isto é criação de uma entidade só porque o mundo científico não consegue chegar a um consenso, é a tal saída fácil que nos levou a dizer que a Terra era plana. A teoria do Big Bang parte de imensas observações e do conhecimento que temos do Universo, tem uma base científica. A certeza de Deus parte da arrogância dos restantes.

 

Acho incrível que se use como prova da existência de Deus a falta de explicação científica para algum evento, quando o próprio conceito de Deus está completamente desprovido de qualquer prova. Ninguém me consegue dar uma prova da existência de Deus que não comece com "Então como é que explicas que...". Para mim a teoria da existência de Deus não tem mais bases que a existência de qualquer coisa que eu invente agora, a única diferença é que de Deus já todos ouviram falar e é um conceito que já está demasiado inserido na nossa sociedade e o que quer que eu inventasse agora seria apenas rotulado como idiota ou parvo, apesar de fazer tanto sentido como a existência de Deus.

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Para mim a teoria da existência de Deus não tem mais bases que a existência de qualquer coisa que eu invente agora, a única diferença é que de Deus já todos ouviram falar e é um conceito que já está demasiado inserido na nossa sociedade e o que quer que eu inventasse agora seria apenas rotulado como idiota ou parvo, apesar de fazer tanto sentido como a existência de Deus.

Flying_Spaghetti_Monster.jpg

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1º bold: Será mais acentuado para ti porque vives sobretudo num sitio com uma maioria cristã, não quer dizer que nos outros sítios não sejam outras religiões com essas divergências mais acentuadas. E como tudo na vida existe quem quebre as "regras".

2º bold: Quando acontecem coisas mal a culpa não é do diabo como referes nem vejo como posso ser uma "vitória" do diabo a Deus.

 

 

Quanto ao Daniel, existem várias hipóteses sobre a origem do universo, existe quem defenda que é um ciclo, ou seja, ocorreu o big crunch contriando todo o universo num ponto e que esse ponto depois explodiu (big bang) e começa tudo de novo. Existe ainda outros hipóteses mas ainda nada provado. Talvez daqui a alguns anos se descubra alguma coisa.

 

 

Depois falaste de Deus bom/mau mas antes disso devias de ter se calhar pensado em como definias esse Deus que falas.

1º bold: Apesar de viver num sítio de maioria Cristã, convivo com pessoas de diferentes religiões, além de que conheço outras realidades, portanto não é por aí. Podes ver o exemplo do Islamismo, onde em alguns países Islamicos usam a Sharia.

 

2º bold: "Houve uma rebelião nos céus, onde Deus lançou Lúcifer fora dos Céus junto com seus anjos seguidores (segundo o livro de Apocalipse, correspondente a 1/3 dos anjos), onde ele se tornou o responsável pelo mal no Universo."

Fonte: Wiki

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1º bold: Apesar de viver num sítio de maioria Cristã, convivo com pessoas de diferentes religiões, além de que conheço outras realidades, portanto não é por aí. Podes ver o exemplo do Islamismo, onde em alguns países Islamicos usam a Sharia.

 

2º bold: "Houve uma rebelião nos céus, onde Deus lançou Lúcifer fora dos Céus junto com seus anjos seguidores (segundo o livro de Apocalipse, correspondente a 1/3 dos anjos), onde ele se tornou o responsável pelo mal no Universo."

Fonte: Wiki

E faz todo o sentido, porque temos sempre a tendência de culpar a Deus por o mal que existe sendo que ao mesmo tempo o definimos como um Deus de amor? Porque quando uma criança morre o lidere religioso diz "foi da vontade de Deus que ela morresse", será lógico? Será que a criança (ou outra pessoa qualquer) simplesmente estava no local errado à hora errada?

 

Eu acredito na criação e acredito que neste momento quem governa o mundo é o Diabo.

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Eu acredito na criação e acredito que neste momento quem governa o mundo é o Diabo.

 

mas desde 1914 que... continua :mrgreen:

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Eu acredito na criação e acredito que neste momento quem governa o mundo é o Diabo.

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Pessoal so quero deixar um ponto. Antes do big bang não havia nada, o nada é não haver nem tempo nem espaço, logo não havia nada antes, não exisita o antes pois não exisitia tempo. So esse ponto. é que a malta tem a mania de colocar as coisas numa organização propria da mente humana, mesmo em coisas que não compreendemos.

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2º bold: "Houve uma rebelião nos céus, onde Deus lançou Lúcifer fora dos Céus junto com seus anjos seguidores (segundo o livro de Apocalipse, correspondente a 1/3 dos anjos), onde ele se tornou o responsável pelo mal no Universo."

Fonte: Wiki

 

E então? Na biblia fala de trono de Deus. Onde está o trono?

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