Tibraco Publicado Abril 13 Citação de Lebohang, há 3 minutos: Damásio no Record a falar em novas eleições. Se a próxima época correr mal, vamos lá ser rigorosos. E é assim tão descabido? Faz-se uma análise a meio do mandato, parece-me perfeitamente razoável. Descabido seria passar quatro épocas a penar em nome da estabilidade. Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado Abril 13 Novas eleições não servirão de nada se Rui Costa se recandidatar Compartilhar este post Link para o post
Chazzy Chazz Publicado Abril 13 Citação de Lebohang, há 4 minutos: Novas eleições não servirão de nada se Rui Costa se recandidatar. Olha que não sei. Por essa altura, estaremos no momento em que ninguém votou em momento algum nele. Compartilhar este post Link para o post
Almeno Publicado Abril 13 O RC ganha sempre que se candidatar Compartilhar este post Link para o post
.Aimar Publicado Abril 13 Citação de Tibraco, há 2 horas: Se a próxima época correr mal, vamos lá ser rigorosos. E é assim tão descabido? Faz-se uma análise a meio do mandato, parece-me perfeitamente razoável. Descabido seria passar quatro épocas a penar em nome da estabilidade. Para bem da estabilidade, é deixar arder 4 anos. Assim ninguém pode ser acusado de criar instabilidade. Compartilhar este post Link para o post
Duda34 Publicado Abril 13 Os estatutos prevêem que dois chumbos consecutivos do relatório de contas fazem a Direção cair. Por isso… Compartilhar este post Link para o post
Jamarcus Publicado Abril 13 Citação de Almeno, há 3 horas: O RC ganha sempre que se candidatar Por acaso não sei, se tiverem mais 3 ou 4 anos sem ganhar nada acho que perde. Mas provavelmente nem mete lá os pés. Compartilhar este post Link para o post
vakjew Publicado Abril 14 Se esse núcleo de Vieiristas fazem a cama ao Rui Costa, ele não se candidata. Ele não tem jogo de cintura para montar uma equipa do pé para a mão e ir à luta contra esses gajos. Compartilhar este post Link para o post
Chazzy Chazz Publicado Abril 14 Citação de Duda34, há 11 horas: Os estatutos prevêem que dois chumbos consecutivos do relatório de contas fazem a Direção cair. Por isso… Tomando como exemplo a votação online para o District, já se precaveram nesse sentido. Compartilhar este post Link para o post
Duda34 Publicado Abril 14 Citação de Chazzy Chazz, há 5 horas: Tomando como exemplo a votação online para o District, já se precaveram nesse sentido. Pois já. O próprio Rui Costa já o disse quando houve o último chumbo. Disse que iam arranjar forma de a votação chegar a mais sócios Compartilhar este post Link para o post
Thierry Henry Publicado Abril 14 Não sei onde deixar isto mas tem de ficar algures. 9 Compartilhar este post Link para o post
La Flame Publicado Abril 14 O facto disso ser em formato Reels é só coincidência. Compartilhar este post Link para o post
Chazzy Chazz Publicado Abril 15 Citação de Lebohang, há 8 horas: Não há um dia de descanso. 2 Compartilhar este post Link para o post
bobzz Publicado Abril 15 desde quando é que se preocupam com os negocios dos vossos presidentes? Compartilhar este post Link para o post
fns Publicado Abril 15 Citação de Lebohang, há 8 horas: Ora então boa noite Bom timing, mesmo antes das eleições/s Compartilhar este post Link para o post
Chazzy Chazz Publicado Abril 15 Citação de fns, há 53 minutos: Bom timing, mesmo antes das eleições/s. Mas é antes do dérbi! Claramente uma tática do rival para desestabilizar a luta pelo segundo lugar! 🤯 Compartilhar este post Link para o post
pedropb13 Publicado Abril 15 Citação de bobzz, há 1 hora: desde quando é que se preocupam com os negocios dos vossos presidentes? Por acaso é bem visto, só se fosse um candidato não incumbente é que até seria preciso apresentar as declarações de IRS em primetime na TV. Mas já que andam a investigar sobre isso pode ser que daqui a uns meses também cheguem a algumas empresas de mulheres de alguns VPs. Compartilhar este post Link para o post
me_and_no_more_ Publicado Abril 15 A tática de acusar os outros daquilo que estamos a fazer já é antiga mas nunca passa de moda. Vamos a ver e quem precisa do Benfica para viver é o actual presidente. Compartilhar este post Link para o post
Tibraco Publicado Abril 15 Do que li, é um assunto que já vem de trás e podia ter sido abordado/noticiado noutra altura. Estas movimentações, em conjunto com, por exemplo, as declarações do Damásio, fazem pensar que pode existir uma intenção de tentar tirar o tapete ao Rui Costa mais cedo do que o seria esperado. Dá também a ideia de que algumas pessoas apoiaram o Rui Costa porque queriam impedir o Noronha de ser Presidente e que, com este afastado, sentem-se mais à vontade para mudar de lado. O clube não pode continuar como está mas mudar para malta como o João Gabriel, Fernando Tavares e essa tralha toda... Nem sei qual a pior opção, sinceramente. Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado Abril 15 Citação O negócio imobiliário que abalou os bastidores do Benfica Luís Mendes, antigo vice-presidente do clube, levou Rui Costa à justiça para recuperar os 500 mil euros que tinha emprestado à sua empresa. A polémica pode ter contribuído para a demissão do número dois do Benfica, no verão de 2024. No centro do caso está o Dream Living, um empreendimento de luxo na serra de Carnaxide – os sucessivos atrasos na entrega de casas já motivaram três processos judiciais. O divórcio entre Rui Costa e Luís Mendes, ex-administrador da SAD e ex-vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica, terá ultrapassado o plano desportivo, chegando a tribunal por uma dívida de meio milhão de euros – que a empresa de construção do ex-futebolista e atual líder das águias manteve com o grupo empresarial daquele que escolhera para seu número dois. Fonte que acompanha o Benfica garante à SÁBADO que a querela terá "contribuído para a cisão" que, em 2024, abalou todo o universo benfiquista. Pessoas próximas de Rui Costa negam a versão; Luís Mendes não respondeu aos contactos. De perfil discreto, o antigo dirigente comentou a sua demissão apenas numa única ocasião, três meses após deixar o Benfica – a saída foi comunicada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a 12 de junho de 2024 –, numa entrevista exclusiva ao jornal Record. Na ocasião, Luís Mendes explicou que a sua saída se devia ao facto de estar em "desacordo" com o rumo que Rui Costa traçara para o clube; e aproveitou também para lançar duras críticas a alguns dos ex-colegas (como Nuno Costa, Jaime Antunes ou Fernando Tavares). A entrevista revelou o caráter truculento dos bastidores da Luz, mas o silêncio que se seguiu não permitiu aprofundar a polémica. Contudo, pouco mais de seis meses depois de deixar o Benfica – a 21 de janeiro de 2025 –, Luís Mendes apresentou uma ação no Tribunal da Comarca de Oeiras contra a 10 Invest – Investimentos Imobiliários, Lda., entidade do universo empresarial de Rui Costa, para exigir a devolução de uma dívida desta à sociedade Sf & Ll – Espaços Imóveis, SA, detida pelo queixoso. A SÁBADO confirmou, junto de fontes próximas do processo, que o valor em dívida era de 500 mil euros e dizia respeito "a um empréstimo [concedido por Luís Mendes a Rui Costa] para apoiar um projeto imobiliário" de grandes dimensões, situado na serra de Carnaxide (município de Oeiras) – denominado Dream Living –, que a empresa do presidente do Benfica continua a tentar concluir há quase oito anos. "[No início de 2024] houve uma situação de falta de liquidez de tesouraria na empresa [10 Invest], e era necessário que houvesse uma injeção de capital para continuar a obra e até acelerá-la. São situações normais neste setor. Depois, surgiu este empréstimo, num contexto de proximidade e de confiança entre os donos destas empresas [Rui Costa e Luís Mendes], que, na altura, trabalhavam juntos no Benfica", explica fonte próxima de Rui Costa – que prestou esclarecimentos à SÁBADO com o conhecimento do presidente do Benfica. A mesma fonte admite a dívida, mas esclarece que, "quando Luís Mendes pediu a demissão do clube, foi o próprio Rui [Costa] a achar que era melhor devolver aquele montante, de imediato, ao Luís [Mendes]. Não houve qualquer problema, ao que sei". O presidente do Benfica terá, no entanto, ficado pelas intenções, pois o dinheiro só regressaria à esfera de Luís Mendes já depois de o empresário ter avançado com a ação na justiça para a cobrança da dívida; "o processo [em tribunal] foi uma surpresa", admite a mesma fonte. A dívida seria, de facto, saldada. Os documentos consultados pela SÁBADO revelam que Rui Costa pagou ao seu antigo braço-direito 502.445,21 euros (valor que já incluía juros e custas do processo), em junho de 2025 – seis meses após o conflito ter chegado ao tribunal; e passado um ano da saída de Luís Mendes do Benfica. O jogo mais difícil O percurso de Rui Costa, de 54 anos, como empresário no setor da construção, leva já mais de duas décadas. Estávamos em janeiro de 2006 quando o ex-internacional português, ainda a encantar nos relvados italianos com a camisola do Milan (vivera 12 anos entre Milão e Florença, mantendo o estatuto de ídolo entre os adeptos da Fiorentina), decidiu começar a preparar a vida pós-futebol e o seu regresso a Portugal – que se confirmaria, logo no verão desse ano, com a vinda para o "seu" Benfica, onde ainda jogou mais duas épocas. Rui Costa avançou, então, para a criação da sociedade 10 Invest – Sociedade Gestora de Participações Sociais, Lda., que se tornaria a casa-mãe dos seus investimentos fora das quatro linhas. A aventura teve sempre (e ainda tem) cariz familiar, começando por contar com a participação, como sócia minoritária, de Rute Barrocas, com quem Rui Costa foi casado 17 anos, e de quem se viria a separar no fim de 2010. Mas a vida de empresário do homem que lidera o Benfica desde 2021 revelar-se-ia um dos desafios mais exigentes da sua carreira. Ao longo destes 20 anos, foram vários os negócios que se revelaram um beco sem saída, como o do restaurante Espaço 10, no Saldanha (Lisboa), "sonho comum" de Rui Costa e Rute Barrocas, como os próprios admitiam, que abriu portas em 2007 mas seria obrigado a fechar passados apenas seis anos, com as contas no vermelho. Vestido de fato e gravata, Rui Costa começou a marcar "golos" na setor do imobiliário – com a compra e venda de terrenos, principalmente. Ainda assim, o antigo número 10, a quem as bancadas se habituaram a chamar "maestro", nunca se livrou das teias complexas do negócio, incluindo as visitas morosas e desgastantes às salas do tribunal. "O facto de a empresa ser do Rui Costa, de ele ser quem é, de ter visibilidade, contribuiu, muitas vezes, para que houvesse tentativas de aproveitamento", afirma, à SÁBADO, a fonte próxima do presidente do Benfica. Há matérias que se arrastam. Atualmente, a 10 Invest é arguida em quatro processos (para além da questão resolvida com Luís Mendes), que correm nos tribunais cíveis de Cascais, Oeiras e Lisboa, apurou a SÁBADO. A mais antiga destas ações diz respeito à venda de um terreno para construção na zona das Amoreiras, em Lisboa (e, entretanto, edificado), negócio que Rui Costa concretizou em parceria com a Valor Ideal – Investimentos e Participações Imobiliária, SA, também arguida neste processo, criada em 2006 por Luís Figo, ex-futebolista e antigo colega de Rui Costa na seleção nacional, empresa que o Bola de Ouro de 2000 encerrou e liquidou em 2020. O autor da queixa exige o pagamento de comissões superiores a 700 mil euros, referentes à transação. Os restantes três dossiês resumem-se a atrasos ou inconformidades no "gigante" Dream Living, em Carnaxide – empreendimento que "recebeu" o empréstimo de Luís Mendes. Apesar das dificuldades, Rui Costa manteve sempre as empresas nas mãos dos familiares. Em 2015, a ex-mulher desligou-se formalmente do grupo, quase três anos depois de Rui Costa e Rute Barrocas terem oficializado o divórcio. Em substituição, os filhos de ambos, Filipe Costa, de 31 anos, e Hugo Costa, de 26, tornaram-se sócios minoritários da 10 Invest, no início de 2019. Sonho ou pesadelo? O empreendimento Dream Living é, até ao momento, a grande aposta profissional de Rui Costa (e também o projeto que lhe tem causado mais "dores de cabeça") – trata-se de um complexo residencial fechado e de luxo, composto por seis edifícios, e com 90 apartamentos; a conclusão da obra continua a arrastar-se, sem data para conclusão no horizonte (apesar das garantias que podem ser lidas neste texto). O projeto foi divulgado publicamente, com pompa e circunstância, durante o Salão Imobiliário de Lisboa de 2018, apresentado como "uma parceria de sucesso" entre a empresa de Rui Costa (dona do terreno e promotora da obra) e o JPS Group, de João Paulo Sousa, responsável pela construção e pela comercialização do empreendimento. Embora uma maioria de 60% a 70% dos apartamentos T1 e T5 (com áreas que variam de 75,61 a 265,81 metros quadrados) tenha sido rapidamente vendida, ainda antes de os trabalhos arrancarem no terreno – o que fez disparar o otimismo –, o projeto viria, nos anos seguintes, a conhecer um sem-número de constrangimentos e imprevistos, que têm feito desesperar todos os envolvidos (responsáveis e clientes); as queixas correm livres em fóruns da Internet, consultados pela SÁBADO. A fonte próxima do presidente do Benfica que falou para este artigo admite que "existe um desgaste muito grande [de Rui Costa]", depois de todos os prazos inicialmente previstos terem sido "largamente ultrapassados". Localizado numa zona conhecida como o Alto da Montanha, junto ao emblemático "foguetão" de Carnaxide (também chamado de Farol da Mama, marca da Mama ou Mama Sul), a edificação de 16 mil metros quadrados é um objetivo antigo, comentado pelo menos desde 2009. Naquela altura foram emitidas as primeiras licenças urbanísticas para o local pela Câmara Municipal de Oeiras, presidida (como hoje) por Isaltino Morais, provocando forte contestação pública de várias pessoas e entidades. Entre estas está o Hospital de Santa Cruz, situado a um quilómetro de distância (cujos responsáveis diziam temer "limitações na operacionalidade" do heliporto instalado naquela unidade de saúde) e uma associação de moradores do bairro vizinho do Casal de Amoreira (que reclama a eventualidade de "as ruas irem ficar ainda mais cheias de trânsito"). As ações arrastaram-se pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra durante mais de uma década, com avanços (a favor dos queixosos) e recuos (a favor dos promotores), mas as centenas de fogos que gradualmente foram "colonizando" de betão aquelas paragens verdes às portas da capital nunca pararam de crescer. Quando o presidente do Benfica entrou nesta aventura, apontava para um investimento global na ordem de 45 milhões de euros, principalmente financiado pelo Banco Montepio, mas também com recurso a capitais próprios. As previsões, porém, terão já derrapado completamente, o que contribuiu para os atrasos na obra e para as dificuldades de tesouraria que se verificaram. "O mundo mudou, não é verdade? Em 2018/2019, ninguém poderia imaginar o que ia suceder. Tivemos uma pandemia [da Covid-19], tivemos uma guerra logo a seguir [a invasão da Ucrânia pela Rússia] e, com tudo isto, os preços da construção foram sempre disparando", recorda uma fonte oficial do JPS Group, que acompanha o projeto. Além destes obstáculos, a mesma fonte confirma ainda "dificuldades relacionadas com a crónica falta de mão de obra no setor" e também com questões técnicas, que surpreenderam. "A perfuração do solo mostrou ser muito mais difícil do que era expectável. As características do terreno, muito duro, dificultaram muito a tarefa", explica. "Houve coisas que eram para demorar três/quatro meses, e acabaram por demorar um ano. É pena, mas é o que acontece habitualmente numa obra", refere. Entre os três processos relacionados com a Dream Living, que correm em tribunal contra a 10 Invest – Investimentos Imobiliários, Lda., dois deles são ações do mesmo queixoso: uma empresa unipessoal que assinou contratos-promessa para a compra de duas penthouses – as frações mais caras do empreendimento (avaliadas, hoje, ao preço de mercado entre 1,2 e 1,5 milhões de euros) –, e que acabaria por recorrer ao tribunal devido aos atrasos para a conclusão e entrega destes apartamentos. A fonte da JPS Group garante, todavia, que "já existe um acordo para resolver tudo com o cliente em causa pacificamente". Mais incómoda parece ser uma terceira ação, que corre no Tribunal da Comarca de Cascais, colocada por um morador a quem já foi entregue o apartamento que adquiriu, mas que continua a contestar os atrasos e as supostas inconformidades com que se terá deparado quando se mudou para a nova morada. Miguel P. alega que o imóvel "não se encontra completamente concluído e em condições de habitabilidade", aquando da assinatura da escritura e entrega das chaves; e pede para ser ressarcido com 244 mil euros. Para já, apenas três dezenas de proprietários habitam três dos seis prédios do Dream Living; com meio caminho percorrido, se tanto, as palavras continuam a chocar com a realidade. A SÁBADO apurou que a experiência de atrasos não tem impedido os responsáveis pelo projeto – tanto os ligados à 10 Invest, como à JPS Group – de comunicarem aos investidores que "estão em condições de terminar a obra até ao fim deste ano" e que "acreditam" que todos os compradores vão poder receber as casas que já compraram, "o mais tardar, logo no início de 2027". O histórico justifica este otimismo? Questionada, fonte próxima de Rui Costa reforça esses prazos, embora alerte "para a imprevisibilidade", trazida pelo atual quadro de instabilidade internacional [referindo-se à guerra no Médio Oriente], que "voltou a dificultar as coisas outra vez", e a causar nervosismo. A mensagem final para os investidores é, contudo, "de confiança". "O prazo anunciado é para o fim de 2026, princípio de 2027" e "pode perfeitamente acontecer". "Acredito no cumprimento destes prazos. Acho que estamos em condições de entregar os apartamentos que faltam nesse período", afirma. As razões para o otimismo não foram explicadas. O ex-amigo do presidente Os últimos relatórios contabilísticos disponíveis da 10 Invest, apresentados em julho de 2025, demonstram as dificuldades por que já passava a empresa de Rui Costa durante o ano de 2024 – a empresa fechou as contas desse período com um resultado líquido negativo de 21.398,26 euros. Este momento coincide, aliás, com a "situação de falta de liquidez de tesouraria na empresa", já descrita nestas páginas, que terá levado ao pedido de ajuda a pessoas próximas, como era então o caso de Luís Mendes. Licenciado em Gestão de Empresas e em Direito, com uma pós-graduação em fiscalidade, Luís Mendes era um ilustre desconhecido quando Rui Costa o recrutou para o Benfica em 2021, numa altura em que o clube se preparava para as (também ruidosas) saídas de Domingos Soares de Oliveira, ex-CEO do Grupo Benfica (que deixou o clube em 2023) e de Miguel Moreira, ex-diretor-financeiro e ex-administrador da SAD encarnada (que saiu logo em 2021); o novo braço-direito do presidente do Benfica seria uma "aposta pessoal" de Rui Costa, como foi, na altura, repetidamente divulgado pelos media. O que se conta é que os dois se conheceram há cerca de 25 anos, apresentados pelo empresário Rui Salvado. Ambos cresceram no concelho da Amadora – Rui Costa na Damaia, onde Luís Mendes também viveu antes de se mudar para a Reboleira – e cimentaram uma amizade sólida, de respeito profissional mútuo e com uma paixão comum pelo Benfica. Administrador do Finibanco Angola, com um percurso sólido nos negócios do setor da construção, Luís Mendes aceitaria o apelo (do coração) lançado pelo presidente do Benfica. Nos três anos que passou na Luz, foi consolidando a sua posição como "número dois" do Benfica e, quando resolveu "bater com a porta", agastado com as decisões do líder, não conseguiu evitar as ondas de choque por toda a estrutura. "[Luís Mendes] apercebeu-se das dificuldades [de Rui Costa] a gerir e a tomar decisões", o que "não lhe terá causado muito boa impressão", comenta com a SÁBADO fonte que acompanhou a passagem do economista e empresário pelo Benfica. A dívida [relacionada com o empréstimo para o Dream Living] "pode, eventualmente, ter ajudado" a acrescentar "desconfiança", admite a mesma fonte. Descrito como "muito afável", Luís Mendes admitiu, na entrevista dada ao jornal Record, que se incompatibilizou com vários elementos da estrutura, e que até desejava a saída de nomes como os de Nuno Costa, chefe de gabinete do presidente do Benfica, Jaime Antunes, então vice-presidente do Benfica e da administração da SAD das águias (e que renunciou aos cargos em rutura com a direção, em janeiro de 2025) e Fernando Tavares, vice para as modalidades. Resumiria a saída do Benfica por estar "em desacordo com o modelo de governance que estava a ser seguido" por Rui Costa e com o facto de os gestores [profissionais] estarem a ser substituídos por "gente não executiva", o que considerava que ia empurrar o Benfica para "o tempo dos dinossauros", levando "à existência de quintinhas" e de "interesses particulares, interesses políticos" no seio do clube. A dívida nunca foi abordada, apesar de, como já referido neste texto, fonte que acompanha o Benfica considerar que esta pode ter "contribuído para a cisão". Para este artigo, foram contactadas pessoas próximas de Rui Costa – com o conhecimento e anuência deste (segundo foi dito à SÁBADO) – e o próprio Luís Mendes, sem sucesso. "Do que conheço e sei, não acredito que [essa dívida de Rui Costa] tenha estado relacionada" com a saída de Luís Mendes do Benfica, comentou a pessoa próxima do presidente das águias. Apesar da insistência, Luís Mendes não respondeu aos contactos combinados (e não confirmou nem desmentiu o tema). A dívida nunca foi abordada, apesar de, como já referido neste texto, fonte que acompanha o Benfica considerar que esta pode ter "contribuído para a cisão". Para este artigo, foram contactadas pessoas próximas de Rui Costa – com o conhecimento e anuência deste (segundo foi dito à SÁBADO) – e o próprio Luís Mendes, sem sucesso. "Do que conheço e sei, não acredito que [essa dívida de Rui Costa] tenha estado relacionada" com a saída de Luís Mendes do Benfica, comentou a pessoa próxima do presidente das águias. Apesar da insistência, Luís Mendes não respondeu aos contactos combinados (e não confirmou nem desmentiu o tema). Demissão controversa A demissão de Luís Mendes foi anunciada no dia 12 de junho de 2024, provocando controvérsia, até por ter ocorrido na véspera de duas assembleias gerais que tinham como ordem de trabalhos a discussão das contas do clube. A saída foi conturbada – e seria muito debatida nas horas, dias, semanas e meses seguintes (o que se agravou após a entrevista dada pelo ex-dirigente) –, mas as questões pendentes entre as empresas dos protagonistas passariam despercebidas... até agora. Uma pessoa próxima do presidente do Benfica admite que "estar a dever dinheiro [a Luís Mendes], naquelas circunstâncias, era, naturalmente, incómodo para o Rui [Costa]", e que terá sido o próprio a "querer resolver tudo o mais rapidamente possível". "O Rui [Costa] manifestou logo a intenção de devolver o dinheiro." Isto, porém, não aconteceu. Luís Mendes ter-se-á cansado de esperar e, passados seis meses, apresentou a ação no tribunal de Oeiras para aparentemente pressionar e desbloquear a devolução do montante. A dívida de 502.445,21 euros (valor que já incluía juros e custas do processo) à sociedade Sf & Ll – Espaços Imóveis, SA, de Luís Mendes, ficou saldada em junho de 2025, um ano depois de o economista e empresário ter abandonado o Benfica. Sem mais questões pendentes, desconhece-se se Rui Costa e Luís Mendes mantêm a amizade, ou sequer algum contacto Compartilhar este post Link para o post
Claudiojp Publicado Abril 15 Adorava que tirassem o tapete ao Rui Costa, mostrassem que realmente isto é tudo uma direção de falcatruas e depois plot twist, o Noronha que supostamente estava afastado voltasse tal e qual D. Sebastião. Ainda me ria mais se afinal o Sr. Presidente afinal até recebesse o tal salário que acusou o Noronha de querer ir receber para o Benfica. Compartilhar este post Link para o post