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O Culto do Futebol

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Nos últimos dias , ouvi tantas barbaridades que fiquei assustado. Tenho colegas meus que insistem em dizer que o Zidane não foi aquele jogador que toda a gente faz parecer e que foi inferior ao Figo, Totti ou Iniesta. blink.gif

Oferece-lhes um DVD 'Deuses do Futebol - Zidane', costumam ser baratos. Não há edições Figo, nem Totti, nem Iniesta, btw. icon_mrgreen.gif

Zidane foi excelente, tão e só.

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Perep é de 86/87,certo?

Setembro de 87, mas falhaste por pouco :)

 

Perep, não há legendas dessa fotografia?

Mais ou menos, há umas caras reconhecíveis. Reinaldo Oliveira, Flávio Neves, Marito, Francisco Silva, Rolão Preto, Luís Tomás Martins Fernandes, Kikas, Carlos Xavier, Pedro Xavier, Vítor Nóvoa, Vítor Manuel Fernandes (treinador), Tozé, To Luís, Porfírio Amorim, Germano, Luís Manuel, Joaquim Moreira Quinito, António Augusto, Rocha.

 

 

Completo com parte da deliciosa conversa que envolveu alguns elementos:

 

Quinito EU CONHEÇO BEM O CAMILO E TENHO MUITO CARINHO E AMIZADE APESAR DA DISTANCIA E VIVI A SEU LADO MOMENTOS BONITOS E É ISSO QUE EU QUERO GUARDAR DELE E DE TODOS QUE COMIGO CONVIVERAM DURANTE A MINHA PASSAGEM POR ESSE GRANDE CLUBE QUE É A GRANDE BRIOSA,QUE SAUDADES AMIGOS.

7 October at 20:51 · Like · 4

 

Carlos Xavier Grande grupo que tínhamos . E sobretudo sentia se mística coisa rara nesta altura

13 November at 04:01 · Like · 5

 

Quinito grande equipa no aspecto desportivo e uma grande amizade entre todos,e jogar na académica depois dos 3 grandes é uma viagem inesquecivél.

13 November at 18:55 · Like · 4

 

Para os maus saudosistas, sugiro que façam gosto na página da Casa da Académica de Lisboa, aquilo é muito bom.

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O Vítor Manuel tinha um bigode da moda. Isto tendo em conta os padrões daquela época.

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Muito bem perep :) Está aí o Pedro Espinha e o Wellings também :)

 

É o rapaz da ponta direita em cima certo?

Gostava muito dele

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Nos últimos dias , ouvi tantas barbaridades que fiquei assustado. Tenho colegas meus que insistem em dizer que o Zidane não foi aquele jogador que toda a gente faz parecer e que foi inferior ao Figo, Totti ou Iniesta. :blink:

:funny:

 

Zidane foi excelente, tão e só.

Zidane é Deus.

 

O resto é conversa.

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Zidane é puro requinte,não há palavras para descrever aquela genialidade.Parecia que estava a treinar quando jogava em alta competição

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23º Episódio - 1953

 

Desastre de Viena e Castigo de Félix

 

Em 20 de julho de 1953 Salvador do Carmo assumiu o cargo de selecionador nacional. Os jogos da eliminatória para o Campeonato do Mundo entre Portugal e a Áustria aproximavam-se e as alternativas a Salvador do Carmo não eram muitas. A tal ponto que, em «A Bola» escrevia-se, antes da posse do novo responsável: «...Para selecionador nacional basta convidar quem aceite e o mais depressa possível...»

 

A viagem para Viena fez-se de avião. Ângelo, o caloiro da equipa, mirou e remirou receoso o aparelho e, via-se à légua, estava branco como a cal... Depois Félix aconselhou-o a tirar os sapatos para não enjoar, mas como o neófito não podia baixar-se não lhe seguiu o conselho. Em Frankfurt a escala. E a seleção levada a um espetáculo de circo.

 

Os meninos e as meninas da Cáritas

 

Já em Viena, uma nota simpática de reconhecimento a Portugal. Jovens já mais crescidos, que durante a Segunda Guerra Mundial foram acolhidos, como crianças indefesas, em casas portuguesas, voltaram quando as armas se calaram, mas não esqueceram Portugal, muito menos a atitude de quem os acolhera. E, em peregrinação sentimental, foram muitos deles ao hotel saudar os jogadores portugueses, pedir-lhes autógrafos e bilhetes para o jogo...

 

O pior foi depois. E a 27 de setembro mais um desastre futebolístico nacional. Perdemos por 9-1.

 

No título da crónica de «A Bola», assinada por Vítor Santos, que dava os primeiros passos para o galarim do jornalismo nacional, dizia-se tudo ou quase tudo: «O onze austríaco, que jogou como uma equipa de clube, revelou indiscutível superioridade técnica, enquanto os portugueses mostraram deficiente preparação e falta de condições físicas, inferiorizando-se demasiadamente.»

 

Apesar dos nove golos... «defesa bateu-se bem»!

 

Probst, o interior-esquerdo austríaco, foi o carrasco de Portugal apontando cinco golos. Para Barrigana, uma tarde de pesadelo: «Os avançados austríacos apareciam na minha frente sem saber como, deslocavam-se com uma rapidez estonteante e atiravam à baliza forte e feio, com precisão e potência. Custou-me muito sofrer uma derrota tão pesada, a maior da minha carreira.» José Águas, se calhar ainda mal refeito daquele pandemónio, no final do desafio considerou que «a defesa de Portugal se batera bem». O que seria se não se tivesse batido... E encantado estava por ter marcado o golo de Portugal, aos 15 minutos da segunda parte, quando os austríacos já venciam por 5-0.

 

Castela cedeu o seu lugar a Ângelo, que assim teve estreia na seleção em jogo aziago, não se conformou com a decisão de Salvador do Carmo: «Estava a sentir-me bem, na jogada que deu o primeiro golo fui apenas ludibriado pelo ressalto da bola

 

O massagista Manuel Marques acabou por traçar o retrato perfeito do que se vira em Viena, sinfonia perfeita para enlear ingénuos e mal preparados portugueses: «Fiquei estonteado, porque parece que os austríacos não jogam ao futebol, mas sim ao bilhar, com precisão e classe...»

 

Por Portugal alinharam: Barrigana; Virgílio e Carvalho; Castela (Ângelo), Félix e Serafim Batista; Rogério, Vasques, Águas, Travassos e Martins.

 

...Mas faltava ainda o jogo da segunda mão. Apesar de tudo Álvaro Cardoso, o treinador da seleção, parecia premonitoriamente resignado: «A Áustria pode considerar-se um dos grandes favoritos para o Campeonato do Mundo e é capaz de o demonstrar mesmo em Lisboa. Nada de ilusões...»

 

E Félix e Ângelo tinham ainda outras culpas para expiar. Afastados do jogo da segunda mão, mais pagaram ainda. A FPF decidiu multar Ângelo e excluí-lo da seleção nacional até final da época, «por comportamento incorreto no hotel onde a equipa estivera hospedada». Mais se não disse, mas rumores não pararam de circular ligando esse «comportamento incorreto» à visita das crianças (já feitas adolescentes) que a Cáritas acolhera em Lisboa, durante a guerra, aos futebolistas...

 

Félix foi igualmente multado, «por falta de consideração para com os companheiros de equipa, que tiveram de aguardar a sua chegada durante uma hora, à partida para um passeio de autocarro pelos arredores de Viena». Para ele esse castigo acabaria por levar ao fim, abrupto, da sua carreira. Que prometia muito...

 

«Afinal em Portugal não há só sardinhas»

 

Entre as duas mãos da eliminatória com a Áustria a Federação meteu um jogo particular com a África do Sul. A seleção nacional venceu por 3-1, golos de Hernâni, Águas e Matateu.

 

E chegou a data da desejada desforra. Mas não. Empate a zero golos que, naturalmente, favoreceu a Áustria. Apesar da frustração comentou-se que fora digno e brioso o comportamento da equipa nacional, que pôde retificar o anormal resultado da péssima e infeliz jornada de Viena. O sportinguista Passos exultou com aquele empate inconsequente e atirou: «Afinal em Portugal não há só sardinhas, também se joga alguma coisa

 

Nem um só benfiquista na seleção do brio

 

Na baliza de Portugal estreou-se Carlos Gomes, que os austríacos consideraram o melhor jogador português. E Cabrita voltou à seleção, para neutralizar o jogador-maravilha, Ocwirck. Não lhe permitiu uma nesga e acabou por se lesionar. Fatalmente. Como acontecera, afinal, oito anos antes na sua estreia na seleção, em que também se magoara e tivera de abandonar o campo. E em seu lugar entrou o alcantarense Germano, que fez o mesmo ao mago que, no final, desabafaria: «Aqueles dois portugueses nem sequer me deixaram jogar»...

 

Esta seleção teve algo de histórico e para muita gente de anacrónico. Pela segunda vez na história do futebol nacional, nem um só jogador do Benfica convocado. Salvador do Carmo lançou no Jamor: Carlos Gomes; Virgílio e Carvalho; Vaz, Passos e Serafim das Neves; Vasques, Hernâni, Monteiro da Costa, Cabrita (Germano) e Matateu.

 

 

Episódios Anteriores:

 

1º Episódio - 1945

Episódio Anterior (22º) - 1952

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Diga-se, a bem da verdade, que essa Áustria fez-se valer de alguns dos valores de jogo que o Hugo Meisl criou na parte final dos anos 30, e que provavelmente teriam dado ainda mais que falar se não fosse ele próprio a ter morrido no cargo, e mais de metade da selecção ser desfeita por ocasião da II Guerra Mundial. Criaram as bases edificadoras do Futebol Total e daí emergiram também as bases do sucesso do Ernst Happel (provavelmente jogou nesses 9-1) e do Gusztav Sebes na Hungria dos anos 50, a Hungria do Puskas.

 

A Áustria foi terceira no Mundial de 1954, já agora. O Mundial que antecedeu a estreia do Pelé.

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A Hungria do Sebes fez-se valer de forma de tardia dos valores que o Meisl implementou e que não tiveram seguimento mais prematuro porque não só morreu o homem de forma prematura, como os jogadores dele desapareceram ou deixaram a modalidade por causa da guerra. Quem estava lá dentro, quem conhecia a forma como as coisas funcionavam, não teve oportunidade de implementar essas ideias. Essa selecção austríaca alinhava em 4:3:3 nos anos 30, é quase um absurdo.

 

Assim continuou-se do marasmo do WM do Chapman (que também morreu nos anos 30, foi sina para os grandes treinadores da época) durante mais 20 anos, até que a Hungria do Sebes afunda a selecção inglesa (os pais do futebol e do WM) por históricos 7-1 nos anos 50 e vem baralhar as fichas todas. Esse dia marca o desaparecimento do WM.

Editado por Chandler

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Diga-se, a bem da verdade, que essa Áustria fez-se valer de alguns dos valores de jogo que o Hugo Meisl criou na parte final dos anos 30, e que provavelmente teriam dado ainda mais que falar se não fosse ele próprio a ter morrido no cargo, e mais de metade da selecção ser desfeita por ocasião da II Guerra Mundial. Criaram as bases edificadoras do Futebol Total e daí emergiram também as bases do sucesso do Ernst Happel (provavelmente jogou nesses 9-1) e do Gusztav Sebes na Hungria dos anos 50, a Hungria do Puskas.A Áustria foi terceira no Mundial de 1954, já agora. O Mundial que antecedeu a estreia do Pelé.

 

 

Estás a falar da Wunderteam que tinha o Sindelar?

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Landreau. :prayer: Sempre foi dos meus GRs preferidos.

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24º Episódio - 1953

 

Árbitro Tramado Por Terrível Cilada

 

O árbitro Reis Santos, glorificado pela arbitragem na final da Taça Latina poucos meses antes, por pouco não comia o perú do Natal. Magoado no físico e na alma, no dia 7 de novembro, pouco tempo após a bárbara agressão de que fora vítima no Estádio 28 de Maio, em Braga, no final do jogo Sporting de Braga - Sporting, declarou-se na disposição de abandonar a arbitragem. Não muito antes, em Coimbra, já sofrera na pele. Mas não como neste caso, realmente digno de um filme de ficção.

 

Contemo-lo: depois de um jogo que dirigiu em Braga, saldado pela vitória do Sporting por 3-1, abandonou a cabina na companhia dos fiscais-de-linha, mas encontrou encerradas as portas da rua. No local ainda se encontravam empregados dos bares, o funcionário dos balneários e um indivíduo, bem vestido, portador de um chapéu de chuva, acompanhado por uma senhora. Puseram-se todos à procura de uma saída daquele inesperado encerro. Um dos empregados descortinou uma janela aberta, alvitrando que a escapadela podia ser feita por ali. Feita a descoberta, correu a buscar um escadote, providencialmente à mão de ser usado. Questão de sorte, claro.

 

A janela, o escadote, o chapéu de chuva e o cobarde

 

O descobridor da janela e do escadote subiu pelos degrauzinhos de madeira, à frente de Reis Santos. Chegado ao lugar de onde se podia alcançar a liberdade voltou-se, num repente, e tentou agredir, com um chapéu de chuva, o árbitro, surpreendido com aquela súbita mudança de intenções. Como não tivesse conseguido agredir Reis Santos, entretanto na defensiva, empurrou o escadote. O árbitro desequilibrou-se, estatelou-se e o escadote caiu-lhe em cima, causando-lhe ferimentos de certa gravidade. O agressor pôs-se em fuga, utilizando a janela da liberdade.

 

O cavalheiro, bem posto, ergueu o chapéu de chuva, indignadíssimo com a repugnante agressão. E como um homem revoltado com as maldades dos semelhantes por vezes tenta puni-las com as próprias mãos, declarou, heroicamente, que ia seguir o patifório. Recolocou o escadote e pôs-se a subi-lo. Reis Santos, sensibilizado por ter junto de si um novo Magriço, seguiu-o. Pois o senhor bem vestido e muito indignado acertou uma cacetada em cheio no pobre árbitro, que voltou a cair e o escadote por cima dele.

 

Bastante ferido, Reis Santos conseguiu erguer-se e, pasmado, verificou que já não havia portas fechadas. Na sua frente apareceu o motorista do táxi que o trouxera, mais aos fiscais de linha, desde Santa Cita, nas proximidades de Tomar, onde vivia, e saíra do estádio à procura de socorros. A polícia também chegara com o motorista-salvador, mas dos agressores e das testemunhas nem cheiro.

 

Reis Santos foi tratado no hospital e radiografado. O exame esclareceu que sofria de fratura transversal das apófises transversais da primeira vértebra lombar. Ainda internado num estabelecimento hospitalar, sujeito a doze semanas de imobilidade total, Reis Santos, empregado de escritório na Fábrica de Papel da Matrena, entrevistado por «A Bola», disse: «Não posso comprometer o futuro dos meus filhos com os riscos a que os árbitros estão sujeitos hoje em dia. Vou abandonar. Desta vez é de vez.»

 

A Federação reagiu, suspendeu os jogos no estádio bracarense, suspendeu o delegado ao jogo, sr. Fernando Moura Machado, e solicitou à Associação de Futebol do Porto o respetivo inquérito.

 

Moral desta história de imoralidades: o Sp. Braga foi punido com a interdição do campo por quatro jogos, cinco mil escudos de multa e responsabilizado pelas despesas com a assistência clínica e medicamentos feitas pelo árbitro, ao qual ficou ainda obrigado a indemnizar. O delegado ao jogo foi suspenso por um ano. Apenas isso. E um homem à beira da morte, sem que nada o justificasse. No lance mais polémico do desafio, até expulsara (e bem!) Travassos que, aproveitando-se de uma longa paragem do jogo, entre discussões e reclamações de parte a parte, agredira Velez, vindo a sofrer, por isso, punição exemplar do seu próprio clube, o Sporting.

 

 

O Homem dos 100$00 e o Lagarto do Azar

 

De verde esperança se fez Lisboa, ao receber a edição de 1953 da Taça Latina. Os sportinguistas acreditavam, piamente, que seria desta que repetiriam a façanha do Benfica, naquele mesmo palco do Estádio Nacional, havia três anos. Não foram, no entanto, felizes os campeões de Portugal que, no primeiro jogo, diante do Milan, teve de jogar durante quase duas horas em inferioridade numérica, como consequência da grave lesão sofrida pelo seu defesa esquerdo, o macaísta Pacheco.

 

Com um golo de Vasques aos 44 minutos, o Sporting ganhou vantagem. Os italianos chegariam, contudo, a 2-1, permitiram que Carlos Gomes defendesse uma grande penalidade mas, no último minuto, Martins marcou o golo que repôs o empate e obrigou a um prolongamento de meia hora. E logo no primeiro minuto Martins, bisando, fez 3-2. ...De súbito, cruza o relvado, não se percebendo de onde surgira, um lagarto de carne e osso. Há quem o tome como o amuleto que levará os sportinguistas à vitória. Mas não. Pouco depois o Milan empata e obriga a novo período suplementar, desta feita de 10 minutos. E, no último instante, Frignani bateu Carlos Gomes. De nada valera o lagarto.

 

E, cortejo triste dos portugueses, a caminho do balneário, algumas queixas de que o terceiro golo do Milan fora irregular, do outro lado alegria exuberante - abraços sem fim, os abraços gostosos da vitória e, de lábio em lábio, o elogio do adversário que se batera com arreganho e alma: «Sporting, buona squadra»...

 

Alinharam pelos portugueses: Carlos Gomes; Caldeira e Pacheco; Barros, Passos e Juca; Vasques, Travassos, Martins, Mendonça e Albano.

 

O Valência, batido pelo Reims, foi o adversário do Sporting na disputa do terceiro lugar. Desta vez os leões venceram por 4-1, golos de Vasques (2) e Martins (2). Em relação ao primeiro jogo, houve mudanças na equipa leonina: Galileu jogou a extremo direito, Martins derivou para o eixo do ataque e saiu Mendonça. Na defesa Vicente jogou em vez de Pacheco. Na final o Reims bateu o Milan por 3-0. O famoso Coppa marcou dois dos golos. O terceiro foi obtido por Méano.

 

...Os 100 escudos que fizeram de Martins jogador do Sporting

 

No Sporting confirmava-se o génio de Martins, jogador que, em 1946, lhes custara 100 escudos! Partira de Sines à aventura. Apresentara-se à experiência no campo da CUF, levado pelo amigo Tanganho, que lá jogara. Aprovara. Pediu apenas que lhe dessem um emprego na CUF, que assinaria a ficha. Disseram-lhe que sim mas, antes da sua estreia oficial, a promessa estava ainda por cumprir. Recusou-se a jogar enquanto não tivesse a garantia do emprego. Como que por magia, Abrantes Mendes encantou-se dos seus dotes de futebolista, percebidos em treinos no Lumiar-A, campo então utilizado pela CUF, e chamou-o ao Sporting. Para lá jogar não exigiu um tostão. Ribeiro Ferreira, quando assinou a ficha, deu-lhe 100 escudos - os tais 100 escudos... - para as suas primeiras despesas em Lisboa. E prometeu-lhe um ordenado mensal de 400 escudos. Achou uma fortuna e, naturalmente, condescendeu, sem sequer ripostar.

 

Com o abandono de Peyroteo surgiram-lhe as primeiras grandes oportunidades. Ganhou fama de goleador. E assim se fez a sua aura. Por vários lugares passou no Sporting, até por guarda-redes, por duas vezes. Uma em 1950, contra o Olhanense - Azevedo foi atingido na cabeça, teve de abandonar o campo, Martins foi para a baliza, havendo-se airosamente. Pouco tempo depois, em Marvila, Tormenta, irónico nome, infelizmente confirmado por mais de uma vez pelo seu dono, atingido por um adversário aos 10 minutos de jogo, teve de abandonar o campo, incapacitado. Para a baliza, com o boné e as joelheiras, foi Martins. E durante 80 minutos nem um só golo sofreu.

 

De verde se fazia então o fulgor do futebol nacional. Sob a orientação do inglês Randolph Galloway, muito bem coadjuvado por Álvaro Cardoso, que juntava, assim, as glórias de treinador às de jogador, sempre, sempre de leão ao peito e com a mística disso, o Sporting alcançava o seu terceiro título nacional consecutivo. Proeza histórica. Que mais haveria de ser, na temporada seguinte, já com Tavares da Silva como secretário técnico e Josef Szabo em regresso pela porta grande...

 

 

Episódios Anteriores:

 

1º Episódio - 1945

Episódio Anterior (23º) - 1953

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Melhor lateral-direito de sempre, na minha opinião. Quanto a vocês, que acham?

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tem de comer mt sopinha ainda

Quem colocas à sua frente? Cafu?

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Sei que a nível ofensivo era maravilhoso, brazuca dum todo. Mas a nível defensivo, era melhor que o Dani?

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