Visitante Publicado 8 Março 2016 Ai foi? E o que é que algumas pessoas andam por cá (onde?) a fazer? É o quê mesmo? Tu deves pensar que essa estratégia da argumentação e da vitima é nova por aqui. E continuas a pensar que ninguém argumenta maravilhosamente como tu porque não sei quê. É mais porque és intelectualmente desonesto e ninguém tem paciência para aturar os teus falsos moralismos. Podes valorizar a tua participação e conhecimentos por aqui à vontade. Nós já percebemos que foste à escola, aprendeste e és bom em quase tudo. Mas três coisas: deixa de inventar que ninguém respeita a tua opinião e ainda te ofendem (quando tu deves ter sido o gajo que mais ultrapassou os limites neste tópico nos últimos meses). Eu sei que gostavas muito de ser o Burkina e ter verdadeiras razões de queixa. Deixa de te preocupar tanto com a participação dos outros, com a forma como eles participam. E de fazer crer que a tua é que é a correcta. (um truque já conhecido) E por último, pára de me citar nos teus posts sempre que precisas de uma pinhata, por favor. Eu sei que tens aí umas coisas por resolver mas eu estou-me um bocadinho a cagar para ti e estás a tornar-te cansativo. :) Queres conversa mas daqui não levas nada :) E chega de offtopic, por respeito às outras pessoas ;) Compartilhar este post Link para o post
Boo Riquelme Publicado 8 Março 2016 eu debater ainda consigo. mas vejo bocas a responder a argumentos sem tentar sequer retorquir se estão certos ou errados e a minha paciência esgota-se num instante (sic). como disse um senhor Francês, "posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las". neste caso acho que o Elliot está a tentar defender o indefensável, por uma questão de empatia que percebo, identifica-se mais com a infractora do que com os acusadores, nada mais humano e instintivo. não percebo é a cachopice de muitas frases escritas por aqui. Além de mim, do tio e de mais um ou outro ninguém consegue juntar uma dúzia de palavras e fazer 2 frases para contrapor? lol continuo a dizer que este tópico vai baixar muito de nível nos próximos meses, quando chegar ao verão (se tiver tempo) vou só responder com quotes 8-) Eu sei que consegues. Eu também consigo. Sempre consegui. Agora vê lá o que muda e chegarás a uma conclusão. btw, diz-se que não foi o Voltaire que disse essa frase, apesar de lhe estar (desde sempre) associada. Não faças das pessoas parvas. Que eu e tu não concordamos em muita coisa, não é novidade nenhuma para ninguém. Que tu não gostas de mim, a mesma coisa. E é tranquilo, uma boa parte das pessoas não gosta ou não concorda com o que escrevo. Mas enquanto estiver disponível para discutir e reconhecer quando estou errado, estou de consciência tranquila. E se deixa de haver condições para eu ou outra pessoa qualquer poder apresentar a sua opinião sem ser ridicularizado, eu insurjo-me contra isso. E não é uma questão de ser chorão ou querer chamar a atenção, é uma questão de respeito. E fosse outro user qualquer a pedir isso, e não tenho dúvida que cá estarias para apoiar :) Posto isto, queres tentar compreender porque é que eu acho que não há nenhuma incompatibilidade (para além de ser uma situação feia, com politicamente mau aspecto e escusada) entre ser ex-ministra das finanças e trabalhar para uma instituição financeira estrangeira logo depois? Eu não gosto de ti? Este é o teu grande problema, achas que te dou essa relevância. Já te disse mais que uma vez: eu estou a borrifar-me para ti. Não gosto nem desgosto. Só não consigo respeitar falsos moralistas que se fazem de vítimas mas que são dos primeiros a puxar assuntos pessoais para atacar outras pessoas. E sim, esta pessoa és tu. Portanto, fazer de vítima está fora. O resto da argumentação? Fraquinha, entendiante e extremamente imatura. De vez em quando a paciência esgota-se e lá tenho que postar. Mas é só. Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 8 Março 2016 neste caso acho que o Elliot está a tentar defender o indefensável, por uma questão de empatia que percebo, identifica-se mais com a infractora do que com os acusadores, nada mais humano e instintivo. não percebo é a cachopice de muitas frases escritas por aqui. Além de mim, do tio e de mais um ou outro ninguém consegue juntar uma dúzia de palavras e fazer 2 frases para contrapor? lol continuo a dizer que este tópico vai baixar muito de nível nos próximos meses, quando chegar ao verão (se tiver tempo) vou só responder com quotes 8-) Isso não é verdade, não tenho nenhuma simpatia pela pessoa em questão e, para ser sincero, nem a achei assim tão competente durante a última legislatura (caso das swaps, o mais flagrante da sua "impreparação"). Custa assim tanto perceber que eu concordo com a opinião genérica de que é uma situação feia e desprestigiante para a política portuguesa, mas que não fez, a meu ver, nada de errado? Como o Miguel Sousa Tavares disse na SIC, tendo ela um percurso na área das finanças, ia trabalhar agora para a agricultura? O real problema está em conservar o lugar de deputada, mas aí temos n casos de deputados na mesma situação e pessoalmente acho mais grave ter deputados que, por exemplo, trabalham para gabinetes de advogados (trabalhando para os dois lados, realmente), do que trabalhar para uma instituição internacional cuja única ligação ao país é ter em carteira parte dos activos tóxicos de alguns bancos portugueses. E ainda para mais, numa posição não-executiva. Não relacionado com o que escrevi em cima: Contratações polémicas. Quando Manuela Ferreira Leite esteve no lugar de Maria Luís http://observador.pt/2016/03/07/contratacoes-polemicas-manuela-ferreira-leite-esteve-no-lugar-maria-luis/ Compartilhar este post Link para o post
RAG Publicado 8 Março 2016 Yap, mas são quadros técnicos e para os quais é preciso muito mais do que afiliação partidária. Portanto, embora reconheça que são cargos de influência política, não são propriamente cargos políticos ;) De qualquer forma RAG, acho que isso não tem grande relação com o meu ponto original. Cargos políticos ou por influência política, privados ou públicos, a verdade é que tem um percurso sólido que justifica a chegada à instituição em questão, e era esse o sentido do "ter currículo" ;) São opiniões e obviamente que tens direito a tua. Para mim, trabalhou sempre por ali e não tem nada que mostre credenciais para um cargo deste, além da possibilidade de lobbing que, claramente, foi o motivo da contratação. Curiosidade, caso do Ferreira do Amaral e do Jorge Coelho, tens a mesma opinião? Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 8 Março 2016 Mas será que é pedir muito vir a este tópico e ler notícias/discussões sobre política e não opiniões pessoais sobre o user A ou B? Será que não se conseguem respeitar ou, pelo menos, tolerar no que toca à discussão destes assuntos? Compartilhar este post Link para o post
Sumudica by Night Publicado 8 Março 2016 Isto há uns meses que não se ouve falar do Sócrates... que se tem passado? Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 8 Março 2016 Isso não devia estar sob segredo de justiça? Compartilhar este post Link para o post
Sumudica by Night Publicado 8 Março 2016 Segredo de justiça? O que é isso? Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 8 Março 2016 São opiniões e obviamente que tens direito a tua. Para mim, trabalhou sempre por ali e não tem nada que mostre credenciais para um cargo deste, além da possibilidade de lobbing que, claramente, foi o motivo da contratação. Curiosidade, caso do Ferreira do Amaral e do Jorge Coelho, tens a mesma opinião? Mas o facto de serem cargos públicos, políticos ou privados não têm nada a ver com a questão. Vamos lá à origem disto. Podemos concordar que em todos os cargos que ela teve, por estarem relacionados com o sistema financeiro português, a permitiu adquirir competências e conhecimentos que a tornam bastante bem preparada para desenvolver negócios por cá? Eu acho que sim. E também acho que o facto de a empresa ter alguém como ela na administração (mesmo numa posição não-executiva) confere-lhes uma vantagem competitiva - o conhecimento do sistema financeiro - em relação aos restantes concorrentes que procurem operar no nosso país. Quanto à questão de servir para lobbying, vai na volta e até será mesmo para isso. Mas se fosse para lobbying, então não faria mais sentido contratar alguém que trabalhasse efectivamente na banca ou no Banco de Portugal? De certeza que, no detalhe e nas relações interpessoais, faria mais sentido por aí. No entanto acho mesmo que seria tão mau (e ilegal?) ser-se deputada e fazer lobbying para a instituição onde tem um cargo que não se atreveria a isso... Quanto aos casos do Ferreira do Amaral, Jorge Coelho e, meto ainda a Ferreira Leite ao barulho, não posso ter a mesma opinião porque não são casos iguais. Desde logo, porque existe a agravante de tanto a Lusoponte como a Mota-Engil operarem directamente em função do Estado - e de, à data, tanto um como outro serem responsáveis por projectos adjudicados a estas empresas - e de o Totta ter sido "agraciado" com neutralidade fiscal na sua reestruturação aquando do mandato da Ferreira Leite (ou seja, o Totta beneficiou directamente de decisões tomadas pelo Ministério desta). Por outro lado, em todos estes casos, passou bem mais tempo do que na situação da Maria Luis Albuquerque. E agora o que penso de cada um destes casos? Mantenho a opinião para a situação do Jorge Coelho, que me parece ser a que teve mais legitimidade - 8 anos é bastante tempo, e não se consta que tenha feito negócios ruinosos ou que tenha concedido beneficios àquele grupo em específico, como aconteceu com os restantes :) Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 8 Março 2016 (editado) Em 1911, o 1.º Presidente ganhava 15 vezes mais do que um deputado. E agora? Na época da Ditadura Militar, Carmona ganhou como ministro durante dois anos. Em 1981, Ramalho Eanes vetou uma lei que teria duplicado o seu salário. Em 2011, Cavaco optou por receber a pensão de reforma, por ser mais alta do que o salário de PR. Saiba (quase) tudo sobre os salários do chefe do Estado desde a implantação da República A República quis acabar com longos “reinados” e estadias vitalícias no poder e, por esta razão, a lei fundamental da nação impediu a recandidatura imediata de um Presidente no termo do seu mandato de quatro anos. Para que não restassem dúvidas sobre a importância de bem servir o Estado, a Constituição de 1911, redigida e aprovada em 60 dias, diz que “só pode ser eleito Presidente da República o cidadão português, maior de 35 anos, no pleno gozo dos direitos civis e políticos, e que não tenha tido outra nacionalidade” [artigo 39º]. Dois dias depois dos 226 deputados à Assembleia Nacional Constituinte (ANC) terem votado o texto constitucional do novo regime, decretaram - a 23 de agosto - que as pessoas da família do Presidente “não podem ter lugar de preferência nos atos públicos”. Nessa véspera da primeira eleição presidencial no nosso país, era preciso mostrar ao povo que o Presidente tinha por missão servir os interesses do Estado. A defesa do novo regime exigia um corte formal com as regras protocolares da Monarquia. A 24 de agosto de 1911, o Parlamento elegeu o açoriano Manuel Arriaga com 121 votos. Submeteram-se ao escrutínio cinco candidatos: Bernardino Machado teve 86 votos, Pereira da Silva, Magalhães Lima e Alves da Veiga, um voto cada; houve quatro votos em branco. Arriaga ganhava 15 vezes mais do que um deputado Na véspera, os deputados, em nome da Nação, tinham aprovado um decreto que definia o regime remuneratório do Presidente: “O Presidente da República receberá anualmente 18:000$000 réis de honorários e réis 6:000$000 para despesas de representação normal”. Comparada com os restantes pares da vida política, a remuneração fixa do Presidente era bastante interessante em 1911: a 23 de agosto, os deputados votaram o vencimento do ministro da Marinha e a remuneração a que teriam direito no exercício do mandato parlamentar: fixaram em 3:200$000 os “honorários” [anuais] do Ministro, e em 100$000 o valor do subsídio por mês completo de sessões, “livres de qualquer dedução”; nos “meses incompletos de sessão legislativa o subsídio é de 5$000 réis por cada dia de trabalho”. Feita a projeção para 12 meses completos de sessão legislativa [não acontecia porque estava previsto o pagamento avulso de sessões], o vencimento anual do Presidente Arriaga, quando foi eleito, seria 15 vezes maior do que o de um deputado, seis vezes superior ao do seu ministro da Marinha, e 81 vezes mais alto do que o de um pedreiro. Dito de outra forma, os dados que consultámos para 1911, indiciam que a remuneração anual fixa do PR era bastante confortável e, sobretudo, generosa quando comparada com outras profissões. No entanto, o valor torna-se um pouco estranho, quando lhe aplicamos o coeficiente de desvalorização estipulado pela Portaria n.º 281/2014 que é utilizado para atualizar o valor dos imóveis antigos: em contas simplistas, se multiplicarmos 90 euros [os tais 18 mil réis do ano], pelos 4134,75 indicados na tabela, chegamos a um valor mensal (para 12 meses de salário) de €31 010. Acontece que o Presidente estava obrigado a pagar renda de casa ao Estado... e sobre isso o Expresso falará amanhã. Prémio da lotaria era muito mais do que o salário do PR Ao folhear os jornais da época, somos levados a concluir que apesar do vencimento anual auferido por Arriaga ser confortável, dificilmente daria para amealhar ou fazer fortuna. No dia em que foi derrubada a Monarquia, a lotaria deveria ter andado à roda; a Revolução obrigou ao adiamento do sorteio e, na terça-feira seguinte, a taluda andou finalmente à roda, para distribuir um 1º prémio de 25:000$000. Muito dinheiro para época... mas grande, grande era a sorte que se jogaria na lotaria do Natal desse ano, com um 1º prémio de 260:000$000 . Nesta altura, o leitor já estará a dizer para os seus botões que nos enganámos ao colocar : no meio dos números. Não enganámos e vamos explicar o significado da intrigante unidade monetária que até aqui foi mencionada. Os quatro anos iniciais da República foram um dos pontos mais altos da emigração portuguesa, que só viria a ser superado na década de 1960 e nos anos recentes com a intervenção da troika. Entre 1911 e 1913 saíram do país 241 mil pessoas, reflexo, por um lado, da promessa de crescimento que se vivia do outro lado do Atlântico, e consequência de uma economia rural que ocupava mais de 55% da população ativa. Quando é que nasceu o escudo? Para melhor percebermos o que se passava com a moeda portuguesa nesse tempo, recorde-se que o escudo foi instituído como moeda oficial a 22 de maio de 1911. À semelhança da bandeira, este símbolo do novo regime tinha por objetivo evitar e desmoralizar qualquer tentativa de restauração da Monarquia. Um escudo dividia-se em cem centavos, e cada centavo valia 10 réis do sistema monetário cessante. Quem viveu a transição do escudo para o euro sabe que nos primeiros tempos a confusão entre moedas é grande, e que é mais fácil designar os preços e valores pela moeda que todos conhecem. Os jornais diários continuaram a publicitar o seu preço em réis no cabeçalho (10 réis), e a remuneração do Presidente foi publicada em réis no Diário do Governo. Nos primeiros anos, escudo e réis coabitaram tranquilamente, já que a República mudou o nome da unidade monetária mas manteve a “facilidade de conversão relativamente ao real, simplificando eventuais problemas de adaptação dos agentes económicos. Um sinal de clara continuidade é também dado pelas espécies monetárias em circulação. Não só se mantêm no mercado as moedas e notas herdadas da Monarquia, bem depois da reforma de 1911, como continuam a imprimir-se notas do Banco de Portugal usando a chapa com a denominação em réis”, escreve Álvaro Ferreira da Silva num artigo publicado no livro “A Crise do Liberalismo 1890 -1930”. Com a marcha da Revolução do 5 de Outubro de 1910, as divisões no seio dos republicanos, o impacto da Guerra de 1914-1918 no país, a crise financeira e migratória, a instabilidade foi tanta que, em oito investiduras no cargo, só um Presidente, António José de Almeida, cumpriu os quatro anos de mandato. Nem Bernardino Machado, que por duas vezes foi eleito Presidente [em 1915 e 1925], conseguiu completar três anos nos dois mandatos, porque das duas vezes foi deposto por golpes liderados por militares e obrigado a partir para o exílio. Teixeira Gomes já teve de contar com a fortuna pessoal Manuel Teixeira Gomes, poeta, político e diplomata, foi eleito a 6 de agosto de 1923. Dois dias depois, foi publicada em Diário do Governo a Lei nº 1:457 que fixou em “18.000$ o subsídio anual do Presidente da República” - salvaguardando uma atualização que deriva de atualizações salariais anteriores para um vasto leque de profissões. Recorrendo à tabela anteriormente mencionada, multiplicamos 90 euros por 256,81; concluímos que o PR receberia então 23 112,9 euros/ano, ou seja 1926 euros/mês sem subsídio de férias ou natal ... suplementos que não existiam então. Valeu-lhe a fortuna pessoal para pagar algumas despesas, nomeadamente o cozinheiro que estava com ele em Belém. Durante dois anos, Carmona ganhou como ministro No Diário do Governo de 29 de novembro de 1926, Óscar Carmona, o marechal que exerceu o cargo de Presidente durante um quarto de século, decretou: “Enquanto não for eleito o Presidente da República Portuguesa, desempenhará interinamente as suas funções o Presidente do Ministério, sem pasta”. O então Presidente interino era ele próprio, que optou por receber os honorários de Ministro [cargo em que tinha sido empossado] e “as despesas de representação de Chefe de Estado”. Dois anos depois, a 25 de março de 1928, Carmona foi eleito por sufrágio direto. Na opinião do politólogo António Costa Pinto, Carmona quis ser “legitimado por este plebiscito que ele próprio convocou”. Nos primeiros tempos, o marechal “tinha poder, e é ele que vai cedendo poderes” para Salazar. Era um homem que vinha da elite militar republicana e tinha uma conceção de poder político que passava pela separação de poderes”. A 20 de abril desse longínquo ano em que o ditador quis ir a votos, foi publicado um decreto que mantinha o vencimento e as despesas de representação do Chefe de Estado ao nível dos honorários da República. A pensão de viuvez de Maria do Carmo Carmona Carmona morreu a 18 de abril de 1951, em exercício de funções. Uma semana depois, no dia 25, Salazar fez publicar um decreto onde louvava e enaltecia os “vinte e cinco anos ininterruptos” de serviço do marechal. “Atendendo a que é exigência do decoro nacional que sua viúva continue a ter condições de vida dignamente compatíveis com as altas funções que o Marechal” exerceu, foi-lhe atribuída uma pensão vitalícia mensal de 10.000$00. Maria do Carmo viveria assim de forma muito desafogada os seus últimos anos... já que este valor, a preços de hoje, depois de aplicado o coeficiente de desvalorização estipulado pela Portaria n.º 281/2014 que é aplicado ao valor dos imóveis construídos em 1951, daria uma pensão de 3871 euros. Eanes recebeu o vencimento do último PR da ditadura até 1984 Sobre o primeiro Presidente eleito da Democracia portuguesa, é conhecida a história da venda de um apartamento pelo casal Ramalho Eanes, para fazer face às despesas familiares entre 1976-1986, período em que o general foi Presidente. Esta situação resulta do facto de Portugal ter começado a viver um ciclo de grande inflação que começou ainda no tempo da Ditadura com a crise petrolífera de 1973, e que continuou com a instabilidade política própria de uma revolução, a que se seguiu a primeira intervenção do Fundo Monetário Internacional. O custo de vida foi aumentando, e a legislação que regulou o salário do PR até 1984 era a que vinha do tempo de Américo Thomaz, o último PR do Estado Novo. Desde que foi eleito, em 27 de junho de 1976, até 31 de julho de 1984, dois anos antes de terminar o 2º mandato, Eanes recebeu “sempre um valor constante de 60.100$00 e ajudas de custo no valor de 27.600$00”, disse ao Expresso a chefe do Gabinete do ex-PR. Em círculos restritos, Manuela Eanes chegou a comentar que nesse tempo o marido “ganhava menos que o seu ajudante de campo”. Vetou a lei e continuou a receber 5,6 salários mínimos Em julho de 1981, a Assembleia da República aprovou um decreto que previa a fixação do “vencimento mensal do Presidente da República é fixado em 150 000$00, e o abono para despesas de representação em 50 000$00”. Acontece que este decreto iria regular o “vencimento dos mais altos servidores do Estado”, deputados incluídos. Por não concordar com grande parte dos aumentos ali definidos, Eanes vetou a lei.... e optou por continuar a receber um ordenado mensal de 2584 euros, em vez dos 6450 euros que poderia ter tido se alteração a legislativa tivesse sido aprovada. Dito de outro forma, o PR continuou a receber o equivalente a 5,6 salários mínimos, porque entendeu que não deveria deixar passar o decreto que colocaria o Presidente da Assembleia da República a ganhar 1,1 salários do primeiro-ministro (mensalmente), e os deputados 70% do salário do Presidente da AR. A situação só seria alterada em julho de 1984, com a promulgação da lei 26/84, que fixou o vencimento mensal do Presidente da República em 160 000$00 [3544 euros a preços atuais depois de aplicada a já mencionada tabela] e “o abono mensal a que tem direito para despesas de representação em 40% do seu vencimento”. A lei dizia ainda que o “vencimento e abono referidos serão automaticamente atualizados, sem dependência de qualquer formalidade, em função e na proporção dos aumentos do vencimento correspondente à mais alta categoria da função pública.” Em março de 1988, dois anos depois de Mário Soares ser eleito, a lei foi novamente alterada (nº33/88), e o vencimento mensal do PR passou para 400 000$00 [2000 euros]. Cavaco Silva trocou 13,4 salários mínimos pela reforma Em 2009, três anos depois de Cavaco Silva ser eleito, o PR ganhava anualmente 106 824,62 euros (7 630,33 € x 14 meses), acrescidas de despesas de representação equivalentes a 40% do seu vencimento, o que perfazia 143 450,20 euros. Dois anos depois, com a chegada da troika, foram aplicados cortes a todos os salários pagos pelo Orçamento de Estado. Cavaco Silva contornou esse corte salarial de 10%. Numa decisão política que gerou bastante polémica, Cavaco prescindiu de receber 13,4 salários mínimos de vencimento mensal [os 6523 euros do seu vencimento cortado]; entre janeiro de 2011 e o termo do mandato, o XIX PR de Portugal optou por receber a pensão de reforma e as despesas de representação de Presidente. Presidência é o órgão de soberania com menos escrutínio público Enquanto órgão de soberania, a Presidência da República é objeto de “menor escrutínio público do que o Governo ou a Assembleia da República”, diz ao Expresso o politólogo António Costa Pinto, depois de lhe termos pedido para explicar por que é que tão difícil encontrar informação sobre os vencimentos dos PR: os sites da Presidência e do Museu da Presidência não têm qualquer informação sobre a remuneração de cada Chefe de Estado e a maior parte das biografias não fala sobre este assunto; para complicar ainda mais a pesquisa, a legislação portuguesa não facilita a transparência sobre estas matérias - é frequente os decretos-leis remeterem para outros anteriores, formando-se assim uma teia legislativa que torna opaco o que deveria ser claro e transparente. Marcelo Rebelo de Sousa será o primeiro Presidente eleito da Democracia Portuguesa não casado; o XX PR entende que este órgão de soberania é unipessoal, sendo por isso de admitir a eventual extinção do Gabinete do cônjuge do Presidente que tinha sido criado no primeiro mandato de Jorge Sampaio, com o objetivo de apoiar a agenda e ações de representação do cônjuge do Chefe de Estado Em 2016 o salário do PR sem cortes ainda decorrentes do programa de ajustamento, equivale a 14,3 salários mínimos e é um pouco mais do dobro do de um deputado. Ao longo de 105 anos, o vencimento do PR aproximou-se das remunerações do resto da classe política, mas continua a ser muito menor do que os 600 mil euros do primeiro prémio da lotaria do Dia Internacional da Mulher, que se celebra na vespéra da posse do XX Chefe de Estado. Acresce dizer que as viagens de Estado não são pagas pelo orçamento da Presidência... são os custos da República! Editado 8 Março 2016 por Peplin Compartilhar este post Link para o post
Lifehouse Publicado 8 Março 2016 em primeiro lugar, e tendo em conta que o caso é baseado em escutas, é óbvio que tudo isto vai acabar em arquivamento. segundo, e para o processo não cair em desgraça, é claro que a principal figura do processo tem de ser condenada em praça pública. terceiro, segredo de justiça é coisa que não existe em portugal. e quarto, afinal as teorias de que o homem sabia gritar tinham o seu fundo de verdade, que vozeirão. Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 8 Março 2016 Direção do “Diário Económico” demite-se http://expresso.sapo.pt/sociedade/2016-03-08-Direcao-do-Diario-Economico-demite-se Compartilhar este post Link para o post
Lifehouse Publicado 8 Março 2016 Direção do “Diário Económico” demite-se http://expresso.sapo.pt/sociedade/2016-03-08-Direcao-do-Diario-Economico-demite-se a própria Económico TV é afectada com este processo, e pode mesmo acabar. Compartilhar este post Link para o post
Ed Publicado 8 Março 2016 Direção do "Diário Económico" demite-se http://expresso.sapo...omico-demite-se Vi isso agora... Não deixa de ser irónico o um dos motivos dessa demissão no Económico ser "salários em atraso". :mrgreen: Voltando ao assunto é deveras preocupante o estado do jornalismo, que considero ser uma arte, em Portugal. Li a opinião do António Barroso, jornalista da LUSA, sobre esse assunto e é assustador num país com a dimensão de Portugal ter 88 cursos de jornalismo, comunicação social, wtv, e termos jornais a fecharem por não darem lucro mas as ditas revistas cor de rosa serem cada vez mais e os jornais de sarjeta, vocês sabem a quais é que me refiro, continuarem a vender a maneira como vendem. A pluralidade que devia de existir no meio estar morta, jornais com diferentes "cartazes" a fecharem. Como é óbvio, isto não vai ficar por aqui, cada vez mais vai haver reduções de pessoal nas redações até acabarmos por nos conformar com isso, se não estou em erro a LUSA sofreu isso ainda este ano. Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 8 Março 2016 Direção do “Diário Económico” demite-se http://expresso.sapo.pt/sociedade/2016-03-08-Direcao-do-Diario-Economico-demite-se É pena que tenham chegado a esta situação, é um bom jornal e trazia sempre um exemplar da faculdade quando ainda os ofereciam :biggrin: Pessoalmente, prefiro o Económico ao Jornal de Negócios Compartilhar este post Link para o post
Cabeça de giz Publicado 9 Março 2016 Isso não é verdade, não tenho nenhuma simpatia pela pessoa em questão e, para ser sincero, nem a achei assim tão competente durante a última legislatura (caso das swaps, o mais flagrante da sua "impreparação"). Custa assim tanto perceber que eu concordo com a opinião genérica de que é uma situação feia e desprestigiante para a política portuguesa, mas que não fez, a meu ver, nada de errado? Como o Miguel Sousa Tavares disse na SIC, tendo ela um percurso na área das finanças, ia trabalhar agora para a agricultura? O real problema está em conservar o lugar de deputada, mas aí temos n casos de deputados na mesma situação e pessoalmente acho mais grave ter deputados que, por exemplo, trabalham para gabinetes de advogados (trabalhando para os dois lados, realmente), do que trabalhar para uma instituição internacional cuja única ligação ao país é ter em carteira parte dos activos tóxicos de alguns bancos portugueses. E ainda para mais, numa posição não-executiva. Não relacionado com o que escrevi em cima: Contratações polémicas. Quando Manuela Ferreira Leite esteve no lugar de Maria Luís http://observador.pt/2016/03/07/contratacoes-polemicas-manuela-ferreira-leite-esteve-no-lugar-maria-luis/ é um tópico de política, portanto aqui discute-se política. e politicamente é uma asneirada das grandes, é inaceitável. para discussões legais é outro tópico. e usar o exemplo que há outros que fizeram m*rda igual ou pior, reverte para o meu estado... Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 9 Março 2016 Adeus Cavaco, olá Marcelo. Não gostei do primeiro enquanto Presidente da República e era novo quando foi Primeiro-Ministro, porém sei que deixou uma obra (especialmente de betão) e acho que isso não deve ser esquecido. É certo que essa "obra" só foi possível com dinheiros europeus, contudo continuo a achar que é de ressalvar. Por outro lado, acho que é uma pessoa que só a história poderá vir a definir como "bom" ou "mau" Presidente da República. Quanto a Marcelo Rebelo de Sousa, não tenho grandes expectativas relativamente ao seu mandato, mas acho que pode vir a ter um papel interessante nesta posição. Ainda assim, a questão dos "afetos" faz-me um pouco de confusão, parece-me que há aí algum paternalismo à mistura. Não obstante, pior que Cavaco Silva não deverá fazer, o que diga-se de passagem não é um elogio. Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 9 Março 2016 Bernie Sanders a surpreender no Michigan, onde as sondagens davam uma vantagem de cerca de 20 pontos à Hillary. Compartilhar este post Link para o post
Refutador Publicado 9 Março 2016 Bernie Sanders a surpreender no Michigan, onde as sondagens davam uma vantagem de cerca de 20 pontos à Hillary. Para completar: http://www.nytimes.com/elections/results Nos republicanos, o Trump venceu em 3 dos 4 estados, mas por margens pequenas, e o Cruz ficou com o outro estado. 71-56 em delegados. Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 9 Março 2016 Desta não estava eu à espera: Novos patrões de Maria Luís tiveram benefícios fiscais Compartilhar este post Link para o post
Lip McBoatface Publicado 9 Março 2016 Adeus Cavaco, olá Marcelo. Não gostei do primeiro enquanto Presidente da República e era novo quando foi Primeiro-Ministro, porém sei que deixou uma obra (especialmente de betão) e acho que isso não deve ser esquecido. É certo que essa "obra" só foi possível com dinheiros europeus, contudo continuo a achar que é de ressalvar. Por outro lado, acho que é uma pessoa que só a história poderá vir a definir como "bom" ou "mau" Presidente da República. Quanto a Marcelo Rebelo de Sousa, não tenho grandes expectativas relativamente ao seu mandato, mas acho que pode vir a ter um papel interessante nesta posição. Ainda assim, a questão dos "afetos" faz-me um pouco de confusão, parece-me que há aí algum paternalismo à mistura. Não obstante, pior que Cavaco Silva não deverá fazer, o que diga-se de passagem não é um elogio. Ponte Vasco da Gama? Compartilhar este post Link para o post
leugim Publicado 9 Março 2016 "Eu, Marcelo.", documentário realizado durante a campanha Presidencial, por uma equipa da TVI. Parte I. Parte II. Compartilhar este post Link para o post