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Tópico da Política e Economia

Publicações recomendadas

Renegociação da dívida?

 

Depende do que queremos.

 

Eu quero uma Europa cada vez mais integrada, federalista, etc basicamente uma união económica monetária e politica. É que ficar a meio do caminho é ficar com o pior dos dois mundos. Portanto ou sim ou sopas.

 

E para chegar a esta Europa faz sentido que no curto prazo se concentre parte da divida publica de cada pais em nome da união europeia como de um país se tratasse. Imagina 30% das dividas de cada país ficavam na responsabilidade directa do BCE, deixando de contar para a divida de cada país. Isto daria uma margem de manobra aos países mais endividados.

 

Contudo isto é mera fantasia que só faria sentido com um avançar da integração dos países.

 

Agora o que é possível fazer e se devia fazer era uma transferências de recursos entre os países mais ricos e os mais pobres. Como é que isto se faria? Tomando politicas expansionistas nos países com superavit orçamental. No fundo animar o mercado interno da Europa.

 

Por exemplo em portugal cerca de 46% das exportações vão para Espanha, França ou Alemanha.

 

O grande erro dos últimos anos foi tratar um choque que teve efeitos assimétricos de forma simétrica em todos os países. A politica de austeridade teria tido alguns resultados positivos se na Alemanha e outros países com dinheiro tivessem tomado politicas opostas, tais como aumento do rendimento disponível das famílias.

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Depende do que queremos.

 

Eu quero uma Europa cada vez mais integrada, federalista, etc basicamente uma união económica monetária e politica. É que ficar a meio do caminho é ficar com o pior dos dois mundos. Portanto ou sim ou sopas.

 

E para chegar a esta Europa faz sentido que no curto prazo se concentre parte da divida publica de cada pais em nome da união europeia como de um país se tratasse. Imagina 30% das dividas de cada país ficavam na responsabilidade directa do BCE, deixando de contar para a divida de cada país. Isto daria uma margem de manobra aos países mais endividados.

 

Contudo isto é mera fantasia que só faria sentido com um avançar da integração dos países.

 

Agora o que é possível fazer e se devia fazer era uma transferências de recursos entre os países mais ricos e os mais pobres. Como é que isto se faria? Tomando politicas expansionistas nos países com superavit orçamental. No fundo animar o mercado interno da Europa.

 

Por exemplo em portugal cerca de 46% das exportações vão para Espanha, França ou Alemanha.

 

O grande erro dos últimos anos foi tratar um choque que teve efeitos assimétricos de forma simétrica em todos os países. A politica de austeridade teria tido alguns resultados positivos se na Alemanha e outros países com dinheiro tivessem tomado politicas opostas, tais como aumento do rendimento disponível das famílias.

 

Essa transferência de recursos é muito complicada porque nenhum governo consegue vender isso aos seus eleitores. E além do mais, políticas expansionistas de países com superavit, como a Alemanha, não geram efeitos proporcionais nos países mais pobres - grande parte do aumento do consumo seria feito através de bens importados de fora da UE, como a China, por exemplo. Aliás, essa foi uma das justificações da Merkel quando estalou a polémica dos superavit excessivos na Alemanha.

 

No caso específico de Portugal, o nosso país só conta com 0,57% dos bens importados pela Alemanha - http://atlas.media.mit.edu/en/profile/country/deu/#Imports - e quase metade dos bens importados pela Alemanha vêm de fora da UE. Apesar de concordar com o teu ponto de vista, acho que uma politica expansionista não será a melhor forma neste momento para diminuir o fosso entre o Norte e Sul. Apostaria mais numa renegociação da dívida, no afrouxamento das metas para o défice orçamental dos próximos anos e na criação de condições especiais e estímulos para o investimento europeu nos países mais pobres.

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Essa transferência de recursos é muito complicada porque nenhum governo consegue vender isso aos seus eleitores. E além do mais, políticas expansionistas de países com superavit, como a Alemanha, não geram efeitos proporcionais nos países mais pobres - grande parte do aumento do consumo seria feito através de bens importados de fora da UE, como a China, por exemplo. Aliás, essa foi uma das justificações da Merkel quando estalou a polémica dos superavit excessivos na Alemanha.

 

No caso específico de Portugal, o nosso país só conta com 0,57% dos bens importados pela Alemanha - http://atlas.media.m...ry/deu/#Imports - e quase metade dos bens importados pela Alemanha vêm de fora da UE. Apesar de concordar com o teu ponto de vista, acho que uma politica expansionista não será a melhor forma neste momento para diminuir o fosso entre o Norte e Sul. Apostaria mais numa renegociação da dívida, no afrouxamento das metas para o défice orçamental dos próximos anos e na criação de condições especiais e estímulos para o investimento europeu nos países mais pobres.

 

1º Então se é assim quais o benefícios da união económica e monetária para a Alemanha?

 

A transferência de recursos é complicada? Politicas expansionistas são difíceis de vender? Um estado que diz aos seus cidadãos: "olhem nós estamos a gerar um superavit todos anos vamos usar este dinheiro para melhorar as vossas condições de vida, permitindo que consumam mais". Isto é difícil de dizer? Eu acredito que os alemães se virem que as coisas sao feitas com peso e medida iriam aceitar isto na boa.

 

2º Esse valor dos bens importados é muito engraçado. Porque raio é mais importante analisar o peso das exportações portuguesas nas importações alemãs do que analisar o peso das importações alemãs nas exportações portuguesas?

 

 

As nossas exportações para Alemanha são tão irrelevantes e nem são sensíveis ao estado da economia alemã, que quando a Alemanha espirra nós não ficamos logo constipados.

 

Apostaria mais numa renegociação da dívida, no afrouxamento das metas para o défice orçamental dos próximos anos e na criação de condições especiais e estímulos para o investimento europeu nos países mais pobres.

 

Renegociação da dívida ainda dou de barato, agora continuação de estímulos ao investimento? Não é possível vender se não houver procura. Essa ideia liberal que os problemas da economia se resolvem todos com investimento ultrapassa-me.

 

Não há investimento agora porque não há certezas de que o investimento vá trazer frutos. Isto porque duvidam que vá haver receitas no futuro para cobrir o investimento.

 

Com os choques de PM e com os bancos a terem ordens para não guardar dinheiro ele não está a ser canalizado para o investimento, porque há receio que a economia portuguesa, europeia e mundial não arranque. Volto a insistir só com um reanimar da economia (através de politicas expansionistas) é que a PM tomada pelo BCE vai produzir os efeitos necessários.

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1º Então se é assim quais o benefícios da união económica e monetária para a Alemanha?

 

A transferência de recursos é complicada? Politicas expansionistas são difíceis de vender? Um estado que diz aos seus cidadãos: "olhem nós estamos a gerar um superavit todos anos vamos usar este dinheiro para melhorar as vossas condições de vida, permitindo que consumam mais". Isto é difícil de dizer? Eu acredito que os alemães se virem que as coisas sao feitas com peso e medida iriam aceitar isto na boa.

 

2º Esse valor dos bens importados é muito engraçado. Porque raio é mais importante analisar o peso das exportações portuguesas nas importações alemãs do que analisar o peso das importações alemãs nas exportações portuguesas?

 

 

As nossas exportações para Alemanha são tão irrelevantes e nem são sensíveis ao estado da economia alemã, que quando a Alemanha espirra nós não ficamos logo constipados.

 

 

 

Renegociação da dívida ainda dou de barato, agora continuação de estímulos ao investimento? Não é possível vender se não houver procura. Essa ideia liberal que os problemas da economia se resolvem todos com investimento ultrapassa-me.

 

Não há investimento agora porque não há certezas de que o investimento vá trazer frutos. Isto porque duvidam que vá haver receitas no futuro para cobrir o investimento.

 

Com os choques de PM e com os bancos a terem ordens para não guardar dinheiro ele não está a ser canalizado para o investimento, porque há receio que a economia portuguesa, europeia e mundial não arranque. Volto a insistir só com um reanimar da economia (através de politicas expansionistas) é que a PM tomada pelo BCE vai produzir os efeitos necessários.

 

A união económica e monetária serve à Alemanha como uma forma de dominar o comércio europeu, exercer a sua influência na europa e beneficiar de uma moeda mais fraca do que aquela que teria, com todos os ganhos que daí advêm.

 

Cada um analisa da forma que da mais jeito. Eu não estou a questionar a eficácia da medida, ai concordo contigo. Estou a justificar o porquê da posição da Alemanha. Se o objectivo for uma transferência de recursos para países como Grécia e Portugal que não contam sequer 1% das importações alemãs, então o esforço que se pede à Alemanha para abdicar da sua poupança é ineficiente, pois Portugal e Grécia ficariam melhor, mas o grosso dos recursos seria canalizada para economias não europeias, como a China e os EUA. E é também por aí que acho que a ideia poderia ser difícil de vender - aos olhos do eleitorado, o país estaria praticamente a abdicar da sua poupança e de continuar a reduçao da sua dívida para beneficiar países que não gozam de boa reputação e que são vistos esbanjadores e preguiçosos e aversos à reforma do estado.

 

Posto isto, eu concordo contigo quanto aos efeitos positivos de uma política expansionista na Alemanha. Não concordo que seja unicamente por aí que se devam resolver os problemas da europa. Para efeitos de solidariedade europeia, a Alemanha deveria abdicar dos seus superávit de qualquer forma, do mesmo modo que outros países devem deixar de ter défices consecutivos. Mas a renegociação da dívida criaria condições para que o dinheiro que é canalizado para o pagamento de juros fosse usado para estímulo da nossa própria economia. E através de reformas que permitam a atracção de mais investimento estrangeiro e contribuam para o aumento da competitividade e equilibrio da balança comercial do nosso país, uma boa parte dos nossos problemas crónicos ficariam praticamente resolvidos.

Editado por Visitante

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O Tino de Rans acabou de aparecer no Cerco "de surpresa", para oferecer dois pares de sapatos ao Marcelo. Este gajo é o maior :lol:

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Alguém que pode explicar qual é o problema dos suinicultores?

 

Estou a ver em direto na SIC N e estão em manifestação em plena 2.ª Circular, estão a entupir o trânsito todo.

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Visitante

Alguém que pode explicar qual é o problema dos suinicultores?

 

Estou a ver em direto na SIC N e estão em manifestação em plena 2.ª Circular, estão a entupir o trânsito todo.

 

A sério? Que porcos :mrgreen:

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Entrar e sair em Lisboa, por esta hora na 2.ª Circular, é praticamente impossível. Eles andam a inverter o sentido da marcha no viaduto da Segunda Circular.

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Alguém que pode explicar qual é o problema dos suinicultores?

 

Estou a ver em direto na SIC N e estão em manifestação em plena 2.ª Circular, estão a entupir o trânsito todo.

 

São vários os problemas denunciados pela Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores (FPAS), que esta quinta-feira divulgou um comunicado para os enumerar. Além do embargo russo à importação de carne de porco dos países da União Europeia, está em causa o custo da produção do kg de carne de porco, que ronda os 1,45 euros (dados de janeiro), quando os produtores receberem apenas um valor na ordem dos 1,08 euros, quase 20 cêntimos menos do que os colegas espanhóis que enfrentam custos idênticos.

 

O sector estima, também, que as contas da crise implicam perdas diretas de 40% no seu rendimento.

 

A acrescentar, queixam-se também que alguns super e hipermercados vendem carne de porco sem indicação de origem do animal e país de abate.

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Está bonito aquilo pelo Brasil.

 

O Ministério Público de SP pediu a prisão de Lula e a decisão deve estar para breve. Pede-se também, principalmente na Imprensa, a intervenção das Forças Armadas para fechar o Senado e o Parlamento e depor a Dilma.

 

E estamos a meses dos Jogos Olímpicos.

Editado por Woyzeck

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“Españolización” da banca portuguesa é não só evidente, como crescente

 

Absorção do Banif e avanço do Bankinter foram os últimos passos da invencível armada. Agora a mira está no Novo Banco, alvo de catalães e cantábricos

 

O cerco espanhol à banca portuguesa deu, nos últimos meses, os passos mais expressivos antes da que poderá ser a estocada final. Em dezembro, o Banif foi absorvido pelo Santander e, antes, o Bankinter avançou sobre a rede do Barclays. Agora, e caso o Novo Banco venha a ter o mesmo destino, o domínio fica completo: quase 50% do mercado estará em mãos espanholas. É o dobro de 2014.

 

Além da “espanholização”, saliente-se a “desportuguezição”: salvo a Caixa Geral de Depósitos, algumas entidades de reduzida dimensão e uma ou outra posição acionista curta, os interesses portugueses no setor desapareceram. Culpa dos próprios, da descapitalização do país e até da estratégia do Banco Central Europeu, já no que toca ao privilégio aos grupos espanhóis.

 

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, descreveu esta estratégia do BCE como um desejo de “querer que os bancos europeus tenham estruturas acionistas que garantam capacidade de absorver perdas”. Ou seja: agrupar bancos em grandes grupos para que perdas e colapsos sejam mais bem resolvidos. A postura, porém, choca com o que se defendia depois do colapso financeiro: não podiam existir bancos too big too fail. Mas com grandes grupos, o risco de um contágio alargado cresce. E Portugal está cada vez mais exposto a Espanha.

 

Centro e periferias

 

Para Ricardo Cabral, esta estratégia do BCE obedece a uma “reengenharia industrial”, numa opção “que extravasa o mandato do BCE definido no Tratado Europeu, bem como o mandato da Direção-Geral de Concorrência”, defendeu o professor do Departamento de Gestão e Economia da Universidade da Madeira no seu blogue no Público.

 

Francisco Louçã é outro dos críticos, tendo em conjunto com Cabral feito chegar estas preocupações a Mário Centeno. “O BCE quer o Santander como banco europeu de referência para a Península Ibérica. Isso provoca uma situação terrível de dependência.” Afinal, dezembro não está assim tão longe e é difícil esquecer que o futuro do Banif foi decidido à margem de Lisboa.

 

Filipe Garcia, analista da IMF - Mercados Financeiros, insere esta discussão nas relações entre centro e periferia. “Quando as barreiras se esbatem”, disse ao Dinheiro Vivo, surge como um dos seus efeitos “a movimentação da periferia para o centro. Isto vale para o capital, população, riqueza, etc.” Ou seja, e tal como à época dos grandes impérios europeus, a estratégia para a banca passa por ter as periferias a funcionar em prol do centro. E a banca espanhola está em Portugal com a sua Invencível Armada.

 

O ocaso português

 

Terá sido o eclipse português que acelerou o ritmo da absorção. As famílias, empresários e investidores ficaram descapitalizados e não tiveram capacidade para acompanhar as crescentes exigências de capital que a banca foi enfrentando, seja por imposição regulatória – aumento de rácios -, seja pela toxicidade de alguns dos seus ativos e empréstimos. “A evolução recente revela a grande debilidade do capital português. O país não tem investidores com capital suficiente para ter uma presença marcante no sector”, aponta Teixeira dos Santos, ex-ministro das Finanças.

 

“Sempre que foi preciso dinheiro fresco, havia pouco capital”, reforça António de Sousa, ex-governador do Banco de Portugal. João Pereira Leite, diretor de Investimentos do Banco Carregosa – de capitais portugueses mas dedicado à banca privada -, concorda. “Não houve, e não saberemos se e quando voltará a haver, capitais portugueses para suprimir essas necessidades.” Daí ver a absorção da banca não como uma ameaça mas como “uma inevitabilidade”.

 

Reestruturação e decisão

 

Jorge Tomé vê mais razões para este ocaso do que a mera descapitalização, que poderia ter sido compensada se a estratégia para a banca nacional tivesse sido outra, diz ao Dinheiro Vivo. O presidente do Banif até à tomada pelo Santander considera que “a reestruturação do sector não foi a melhor e acabou por penalizar os acionistas portugueses.” A seu ver, esta devia ter passado pela criação no imediato do Fundo de Resolução, onde ficariam os ativos mais problemáticos da banca financiados pelo Estado – “tal como acabou por acontecer” – e parcialmente pela banca. Tal solução libertaria os bancos das exigências de capital que se foram sucedendo.

 

Agora, e sobre o que pode representar para a economia o desaparecimento dos capitais portugueses da banca, o ex-presidente do Banif diz que tudo dependerá “de onde estiver o centro de decisão de cada banco”. Se estiver fora do país, “então a especialização da economia será decidida de fora e isso é grave”. António de Sousa nota que a nacionalidade não é sinónimo de qualidade. “Se os acionistas são portugueses é uma questão de importância relativa. O que tem peso é o modelo de negócio. Serem portugueses não é, em si, necessariamente bom.” Espera porém que PME e exportadores não percam apoios.

 

Porquê a via espanhola

 

Apesar de estar perto de atingir os 50% de quota, a posição espanhola na banca portuguesa tem evoluído com avanços e recuos. O BBVA chegou a ter mais de uma centena de balcões e agora está reduzido a cerca de trinta. Já o Popular cortou de 230 balcões para menos de 170.

 

Em sentido inverso, o Bankinter comprou a rede do Barclays e já anunciou que quer duplicar a quota (2,8% em créditos) em Portugal. Mas porquê os espanhóis? Não só pela proximidade, como por já estarem presentes no mercado, mas também pela experiência e reestruturação por que passaram com a crise de Madrid.

 

“A conjuntura é bastante similar à que se viveu em Espanha nos últimos anos. Mais do que uma ameaça, é uma oportunidade”, explicou ao El País, José Luís Vega, responsável do Bankinter em Portugal.

 

A experiência em Espanha alimentou o crescimento do lado de cá da fronteira. “O reajuste do sistema bancário acabou com muitas cajas, bancos regionais e instituições de crédito local que se fundiram e criaram um sistema financeiro mais sólido”, diz Eduardo Silva, gestor da XTB, ao Dinheiro Vivo. “Depois de um período cuja prioridade era a sobrevivência, passaram para um período de crescimento”, detalha.

 

Novo Banco: que destino?

 

Agora, com o Novo Banco de volta às montras, este é o novo alvo da expansão espanhola. Santander e Caixabank (BPI) surgem entre os principais interessados – além do BCP. Questionados sobre o melhor destino a dar à entidade, as partes ouvidas pedem acima de tudo que se evite “uma maior concentração” no setor.

 

Este pedido acaba por “eliminar” o BCP da corrida, já que seria a união do segundo e terceiro maiores em quota por crédito a clientes em Portugal – além de não ser um “grande banco europeu”, um dos requisitos mais ou menos formais deste processo de venda. Já com Santander ou BPI, as posições finais ficarão relativamente próximas (27% e 25%) e acima ou quase do banco líder, a CGD (26%).

 

Independentemente do destino, e dado o peso dos bancos envolvidos, parece certo que a entidade que tiver de absorver o Novo Banco acabará por ser obrigada – seja por via da lei da concorrência, seja por via de redundâncias – a avançar com mais uma reestruturação, leia-se corte de balcões e de empregos. Um cenário que parece já hoje inevitável, mais não seja porque, e tal como no caso do Banif e tal como no impasse no BPI, há prazos impostos para uma “solução”. E esta tem de cumprir os requisitos – mais ou menos formais – europeus: vender a um grande grupo bancário europeu já no país. Ou seja, espanhol.

Editado por Lebohang

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A união económica e monetária serve à Alemanha como uma forma de dominar o comércio europeu, exercer a sua influência na europa e beneficiar de uma moeda mais fraca do que aquela que teria, com todos os ganhos que daí advêm.

E isso só acontece porque o seu grau de integração (leia-se trocas comerciais) é elevado.

 

Só para ser mais preciso, a Alemanha não tirou ganhos de uma moeda mais fraca (isto porque o marco ja era a segunda moeda mais forte e tirando nos ultimos tempos o euro também o é), os ganhos da Alemanha advém do aumento da força das outras moedas. Eu acho que parte dos nossos problemas advêm do mau cambio que efectuamos. O ideal ate seria nem entrar mas isso já são outros ses.

 

Cada um analisa da forma que da mais jeito. Eu não estou a questionar a eficácia da medida, ai concordo contigo. Estou a justificar o porquê da posição da Alemanha. Se o objectivo for uma transferência de recursos para países como Grécia e Portugal que não contam sequer 1% das importações alemãs, então o esforço que se pede à Alemanha para abdicar da sua poupança é ineficiente, pois Portugal e Grécia ficariam melhor, mas o grosso dos recursos seria canalizada para economias não europeias, como a China e os EUA. E é também por aí que acho que a ideia poderia ser difícil de vender - aos olhos do eleitorado, o país estaria praticamente a abdicar da sua poupança e de continuar a reduçao da sua dívida para beneficiar países que não gozam de boa reputação e que são vistos esbanjadores e preguiçosos e aversos à reforma do estado.

 

As importações da Alemanha com origem na UE a 28 ronda os 58% portanto o efeito não era tão marginal. Já para não falar de um possível efeito multiplicador.+

 

Posto isto, eu concordo contigo quanto aos efeitos positivos de uma política expansionista na Alemanha. Não concordo que seja unicamente por aí que se devam resolver os problemas da europa. Para efeitos de solidariedade europeia, a Alemanha deveria abdicar dos seus superávit de qualquer forma, do mesmo modo que outros países devem deixar de ter défices consecutivos. Mas a renegociação da dívida criaria condições para que o dinheiro que é canalizado para o pagamento de juros fosse usado para estímulo da nossa própria economia. E através de reformas que permitam a atracção de mais investimento estrangeiro e contribuam para o aumento da competitividade e equilíbrio da balança comercial do nosso país, uma boa parte dos nossos problemas crónicos ficariam praticamente resolvidos.

 

Novamente por muito que invistas como é que vendes, se não tens procura? dai eu achar que sim deve haver investimento e gerar procura, tanto externa como interna.

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E isso só acontece porque o seu grau de integração (leia-se trocas comerciais) é elevado.

 

Só para ser mais preciso, a Alemanha não tirou ganhos de uma moeda mais fraca (isto porque o marco ja era a segunda moeda mais forte e tirando nos ultimos tempos o euro também o é), os ganhos da Alemanha advém do aumento da força das outras moedas. Eu acho que parte dos nossos problemas advêm do mau cambio que efectuamos. O ideal ate seria nem entrar mas isso já são outros ses.

 

 

 

As importações da Alemanha com origem na UE a 28 ronda os 58% portanto o efeito não era tão marginal. Já para não falar de um possível efeito multiplicador.+

 

 

 

Novamente por muito que invistas como é que vendes, se não tens procura? dai eu achar que sim deve haver investimento e gerar procura, tantodo aumen externa como interna.

 

Não precisas de ter crescimento para justificar o investimento. Podes investir em áreas onde haja a possibilidade de aproveitar potenciais vantagens competitivas em relação a outras economias. O turismo foi uma delas (apesar de terem entrado aqui muitos factores, como por exemplo, a instabilidade no Norte de África), onde não precisaste de ter crescimento para aumentar as exportações. Ter crescimento é importante, ser-se competitivo é igualmente importante.

 

Quanto ao valor do marco, tens razão. A Alemanha beneficiou sobretudo de os outros países terem abdicado de moedas mais fracas, mas tenho ideia de ter lido algures que o Banco Central Alemão iria ter alguma dificuldade no contexto actual em manter o marco ao nível a que está o euro.

 

Voltas a ter razão no efeito multiplicador, depois de escrever o post é que me lembrei disso - não só animaria de forma directa o mercado português através do aumento das exportações para a Alemanha, como beneficiaria de forma indirecta através do aumento das exportações para outros países europeus, sobretudo França e Espanha. Mas e daí, surge-me outra questão, e aqui não tenho a certeza se o meu raciocínio estará correcto, mas aqui vai - não resolvendo os problemas estruturais do país e mantendo-se este pouco competitivo a nível internacional (e com outros problemas de fundo, como o peso dos juros no PIB), o animar do mercado interno europeu levaria a que o peso das exportações no PIB português aumentasse, que por sua vez levaria a um aumento do crescimento e ligeira criação de emprego, e geraria uma diminuição da despesa do estado (menos gastos com pensões sociais) e aumento da receita (mais impostos). Numa situação assim, o Estado deixaria de estar obrigado a exercer uma carga fiscal tão grande para cumprir as metas do défice, e iniciaria uma devolução "a sério" dos rendimentos aos portugueses. Mas aí, a balança comercial iria desequilibrar-se mais uma vez (problema crónico desde o 25 de Abril), o que acabaria por atenuar os ganhos provenientes da animação do mercado europeu. Junto a isto viria, como tem sido hábito na fase ascendente dos ciclos económicos em Portugal, um aumento exponencial da despesa pública em projectos megalómanos e subsídios, corrupções e fraudes, despreocupação com o défice (fora do procedimento dos défices excessivos e em tempo de vacas gordas, ui!), enfim, o pacote português completo. Não ficaríamos nós, mais uma vez, completamente à mercê da política orçamental alemã e do correto funcionamento dos mercados financeiros? Ou seja, mal as condições deixassem de ser favoráveis - a Alemanha, por exemplo, não iria ser capaz de manter uma política expansionista constante ao nível do seu superavit actual), não estaríamos nós de volta ao fundo do poço?

Estas é o meu raciocínio por trás da minha ideia de que, tão importante como animar a economia mundial e procurar a partir daí ter crescimento, é necessário actuar sobre a dívida (um alívio dos juros permitiria uma menor saída de riqueza para o exterior), sobre a estrutura do Estado e a sua eficiência, sobre o funcionamento da justiça, simplificação de processos, captação de investimento estrangeiro, aposta nos recursos hídricos e geológicos, e outras medidas que permitissem um aumento da competitividade da nossa economia, que fizesse com que não ficássemos tão dependentes do exterior. Por isso é que gostei do Álvaro Santos Pereira, fez muito deste trabalho invisível, mas desde então não tem sido dado seguimento e até têm sido feitas algumas reversões nos últimos tempos.

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Politicamente irrita-me um bocado, e sinto por vezes até nojo a ouvi-la, mas a Cristas é bem milf e cada vez me parece mais tesuda

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A mulher está grávida há uns seis anos, isso é um bocado vago.

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http://in.reuters.com/article/poland-crash-macierewicz-idINL5N16L09Q7

 

here we go again

 

até curtia partilhar isto no fb, mas depois da policia ter feito uma investigação numa escola primária só porque alguém escreveu Andrzej Dupa (dupa siginfica cu) em vez de Duda, começo a ficar seriamente preocupado com a mentalidade neste país :lol:

 

(Andrzej Duda = presidente da Polska)

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E a história do principal assessor do Cavaco na presidência da República, o senhor Fernando Lima, ter sido espião do KGB (ou pelo menos ter colaborado) nos idos anos 70 e 80?

 

Alguém arranja o artigo da revista do Expresso digitalizada? O artigo que publicaram no site está não tem tudo o que vem na revista: KGB tinha 14 espiões em Lisboa

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amanhã é um dia determinante nas primárias americanas e podem muito bem ficar fechadas amanhã, tanto o Trump como a Hillary podem já ser virtualmente nomeados candidatos. Vão haver eleições em 5 Estados, North Carolina, Florida, Ohio, Illinois e Missouri.

 

Nos Republicanos as coisas estão assim em termos de delegados:

 

Trump 464

Cruz 372

Rubio 166

Kasich 66

 

Nos Republicanos nestes 5 Estados o vencedor leva os delegados todos, basta ganhar por 1 voto que o vencedor vence o Estado e estão em jogo estes delegados:

 

 

A corrida dos republicanos fica fechada na minha opinião se o Trump ganhar os Estados todos ou 4/5 e isso pode acontecer porque ele está na luta em todos, mas acho que amanhã isso não vai acontecer. A minha previsão pode sair furada mas é esta:

 

Florida(99 delegados) - Trump. Ainda acreditei numa recuperação do Rubio aqui, agora acho muito difícil, é que o Trump em todas as sondagens e são muitas aparece com mais de 42% e só é preciso mais 1 voto para ganhar, acho muito difícil o Rubio recuperar sobretudo porque não se vê grande entusiasmo nos eventos dele

 

Illinois(69 delegados) - Cruz. Nas sondagens o Trump está com uma vantagem muito ligeira sobre o Cruz e hoje o Cruz teve 4 eventos no Illinois, ou seja, a equipa dele acredita que é possível ganhar lá e estão a dar o pushing final. Não excluo o Trump ganhar sobretudo porque é uma primária aberta, mas ainda assim, acho que vai para o Cruz

 

Missouri(52 delegados) Cruz ou Trump

 

North Carolina (72 delegados) Trump As sondagens dão-lhe uma vantagem muito grande, esteve lá hoje.

 

Nos Democratas as contas são mais complicadas porque eles têm um sistema abjecto que inclui superdelegados, isto é, tipos do Partido(establishment) que não são eleitos podem apoiar qualquer candidato. Obviamente nesta luta a Hillary esmaga mas eu acho que não se pode contar já com estes superdelegados porque eles podem sempre mudar a opinião e se por acaso o Bernie ganhasse nos delegados eleitos eu acho que era gravíssimo e mesmo um escândalo se ele não fosse o nomeado por causa destes delegados não eleitos, isso era acabar com qualquer chance dos Democratas nestas eleições e possivelmente nas que vêem a seguir. Por isso as coisas em termos de delegados eleitos estão assim:

Hillary 772

Bernie 551

 

A situação é muito difícil para o bernie ganhar mas se ele quiser ter uma hipótese amanhã têm de ganhar a maioria dos estados e ganhar em delegados, ele já não se pode dar ao luxo de perder por pouco, excepto em um ou outro Estado, a minha previsão é que a Hillary ganhe todos ou quase todos mas cada vez acho que o Bernie pode ter uma hipótese porque a Hillary tem tido umas más semanas, fez uns comentários que não se percebem bem sobre a Nancy Reagan, teve um mau debate e ontem ficou muito mal quando não foi capaz de explicar porque defende a pena de morte a um tipo que esteve preso injustamente 39 anos e esteve no corredor da morte. Por outro lado, o Bernie tem tido momentum, dinheiro, entusiasmo, mas atenção continua a ser muuuito difícil. De qualquer forma o Bernie para amanhã sair bem posicionado para ganhar esta nomeação tem de perder por pouco na Florida, não há outra hipótese, é um estado sulista, multicultural e as primárias são fechadas e isto tudo dá vantagem à Hillary por isso perder por menos de 55-45 era óptimo. Agora o Sanders precisa de ganhar no Ohio, Missouri e convinha ganhar no Illionois onde existe uma boa passe de progressistas apesar de ser um Estado multicultural e onde nasceu a Hillary. Quanto á North Carolina, o Sanders também devia ganhar, são muitos delegados em jogo e as primárias são semi abertas por isso ele deve pelo menos competir neck and neck.

 

Ohio( 66 delegados) Kasich, é o estado onde ele é governador, está a ganhar vantagem nas sondagens e é uma primária aberta ou seja os democratas podem votar e muitos vão votar nele de certeza

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Ascom, boa análise :fixe: Não sei se já partilhaste por aqui, mas o que achas do Ted Cruz? Tudo o que vou lendo é no sentido de ser um tipo horrível e quase tão mau como o Trump, mas acho estranho ser o único a dar luta ao magnata...

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Ascom, boa análise :fixe: Não sei se já partilhaste por aqui, mas o que achas do Ted Cruz? Tudo o que vou lendo é no sentido de ser um tipo horrível e quase tão mau como o Trump, mas acho estranho ser o único a dar luta ao magnata...

 

Eu acho mesmo que é pior pelo Trump porque o Trump apesar de ser um tipo extremista no que toca a imigrantes e islão é um republicano moderado em termos económicos(não quer acabar com o planned parenhood, quer que toda a gente possa ter acesso a cuidados de saúde, quer que os hedge funds paguem mais impostos etc) o Cruz é tão extremista como Trump em questões sociais, talvez ainda mais(diz que os nossos direitos foram-nos dados por Deus), e é sem dúvida mais conservador em termos económicos, ele quer abolir o IRS e substituir por um flat tax, quer acabar com o planned parenthood, acabar com o obamacare, reduzir drasticamente os custos com saúde e educação. Quer eliminar o departamento da educação, energia, desenvolvimento urbano. Além disso quer desregular como nunca, quer eliminar regulações ambientais e uma regulação sobre clean water. Eu acho-o muito mais perigoso.

 

Além disso tudo aponta que seja um tipo sem escrúpulos, enfim quase todos os políticos de Washington são um bocado assim, ele é pior, todos os colegas do senado o detestam, toda a gente que trabalhou, morou ou estudou com ele diz mal dele, diz que ele é mesmo má pessoa. Até pessoas com quem ele trabalhou na campanha do Bush filho o detestam e ele foi dos únicos a não ter um cargo de topo no único. Nem o George W Bush gostava dele.

 

E mesmo nesta campanha, ele mentiu descaradamente a apoiantes do Carson a dizer que ele desistir da corrida no dia da eleição o que fez com que muitos apoiantes do Carson votassem nele.

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