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Tópico da Política e Economia

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Citação do jornal "Expresso" online

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Sucessão das secretas abre guerra na maçonaria

Secretário-geral das informações pôs lugar à disposição mas António Costa segura-o. Lojas maçónicas disputam lugar

A possibilidade de substituição do secretário-geral dos Serviços de Informação da República Portuguesa (SIRP) com a chegada do novo Governo abriu campo a uma guerra surda entre as duas principais obediências da maçonaria, que disputam o cargo. A Grande Loja Legal de Portugal (mais conhecida como a maçonaria regular) considera que o Grande Oriente Lusitano (GOL) está sobrerrepresentado naqueles serviços e alerta para a possibilidade de eventuais sucessores pertencerem também a este último ramo.

Ao que o Expresso apurou, o tema foi mesmo discutido entre o primeiro-ministro António Costa e o Presidente-eleito, que recebeu em Queluz o secretário-geral Júlio Pereira, bem como os diretores dos dois serviços que ele superintende, o SIS e o SIED, respetivamente o braço interno e externo das informações. Nos termos da lei, o Presidente da República deve ser informado sobre a situação neste sector. A nomeação do responsável compete ao primeiro-ministro, ouvindo o Presidente.

Questionado pelo Expresso, fonte oficial do Governo garantiu porém que “não está prevista qualquer mudança no SIRP”. A substituição de Júlio Pereira parece assim fora de causa neste momento, não sendo de todo uma prioridade para António Costa, que se apresta a cortar cerce os rumores que correm.

Júlio Pereira está à frente das informações desde maio de 2005, tendo sido nomeado ainda por José Sócrates. Manteve-se, contra ventos e marés, durante todo o Governo de Passos Coelho e, agora, terá posto mais uma vez o lugar à disposição, em função da regra dos dirigentes da Administração Pública quando entra um novo responsável.

O secretário-geral está diretamente dependente do primeiro-ministro, assumindo-se como uma espécie de pivô entre o Governo e os serviços de informação. O seu cargo não tem mandatos.

DOSSIÊS COMPLICADOS

Mas o secretário-geral não tem tido uma vida fácil nos últimos anos. Depois do escândalo da saída de Jorge Silva Carvalho, então diretor do SIED, diretamente para os quadros da Ongoing, onde terá utilizado os serviços secretos, seguiu-se o rumor do seu eventual convite para substituir Júlio Pereira mal Passos Coelho chegou ao poder. Foi o período em que vieram à luz do dia as ligações entre a maçonaria e os serviços secretos.

Jorge Silva Carvalho era conotado com a maçonaria regular e todo o esquema montado circulava entre meios maçónicos. Silva Carvalho, cujo julgamento está a decorrer, é acusado de violação do segredo de Estado, corrupção, abuso de poder e acesso ilegítimo a dados pessoais. Júlio Pereira foi chamado a depor na sequência das declarações do antigo responsável do SIED e, aliás, seu antigo chefe de gabinete.

Mais tarde, com a eclosão de novo escândalo — dos vistos gold — o secretário-geral é de novo falado, tão-só por ter participado num jantar privado onde estavam presentes envolvidos no processo. E, de novo, vêm à luz do dia as ligações maçónicas entre uns e outros.

Para os críticos, seria tempo de Júlio Pereira ser substituído e, eventualmente, é essa ideia que pretendem fomentar. Certo é que, depois de uma breve passagem pelo cargo do seu antecessor, é ele que põe de pé a estrutura. E os sucessivos responsáveis do SIS e do SIED estiveram-lhe sempre muito ligados.

Não é só Silva Carvalho que foi seu chefe de gabinete, como também o foram primeiro Casimiro Morgado (que sucedeu àquele no SIED) e, depois, Adélio Neiva da Cruz, que assumiu a direção do SIS no final de 2014.

QUE SUCESSORES?

Agora, é sua chefe de gabinete Paula Morais — e fala-se dela também como sua potencial sucessora, entre outros nomes. Ou seja, de cada vez que houve uma substituição, garantiu-se uma linha de continuidade e estabilidade.

A verdade é que, mesmo assumindo o Governo que não pretende mover as peças, os meios estão agitados. Há 25 novos membros das secretas que entraram agora por concurso e, em breve, como é costume, realizar-se-á um Conselho de Informações, o primeiro com este primeiro-ministro.

É natural que sejam debatidas questões de orientação estratégica. E quem aposta em novos sucessores quer saber se eles defendem ou não aquilo que tem sido a linha mestra de atuação dos serviços, isto é, a aposta na lusofonia e no Atlântico Sul.

Por outro lado, há quem debata se será indicado ir buscar alguém de dentro, isto é, funcionários ou ex-funcionários dos serviços, ou fora, sejam diplomatas ou mesmo militares e até polícias. Para cada um, as obediências maçónicas têm um nome. Mas não parece que António Costa esteja interessado em entrar nesse filme.

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Após 6 anos e meio de prisão, foi hoje libertado Arnaldo Otegi, extremamente popular e provavelmente a principal figura da esquerda independentista Basca.

Último líder do Batasuna e há muito defensor do fim da luta armada foi preso várias vezes seguindo a lógica de que todo o independentismo era ETA, agora esteve detido desde 2009, acusado de tentar reconstituir o partido entretanto ilegalizado. Já após a sua prisão surgiu um novo partido, o Sortu, do qual na sua ausência foi eleito secretário geral. Sai agora em liberdade, após a sentença de 10 anos de prisão ter sido reduzida para 6 e meio ao não ter sido provada a sua liderança.

Sai com uma inibição de exercer cargos públicos até 2021, o que o poderá impedir de ser candidato a Lehendakari, presidente da região Basca, nas autonómicas do final deste mesmo ano. Esse era o desejo de muitos militantes independentistas e ainda existe esperança de que possa acontecer já que há casos no passado em que essa proibição foi revertida por tribunais superiores. O regresso dele à vida política pode ser importante para a esquerda independentista, visto a aparente tendência de perda de votos do seu eleitorado natural para movimentos próximos do Podemos, como se verificou nas últimas legislativas.

 

Hoje na sua saída em Logroño tinha 200 pessoas à sua espera e improvisou um comício logo à porta da prisão onde frisou ter sido, como tantos outros, um preso político.

 

 

Editado por antifa

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Os Soares não têm emenda.

 

João Soares toma uma boa decisão ao demitir o Presidente do CCB e logo a seguir mete lá um amigaço. No fundo, em principio, fica tudo na mesma. Sai um boy entra um amigaço.

 

Espero estar enganado. Faz tanta falta o CCB.

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A que horas é que se começam a saber os resultados do super tuesday?

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Do liveblog do Guardian: http://www.theguardian.com/us-news/live/2016/mar/01/super-tuesday-live-trump-clinton-cruz-rubio-sanders-2016-presidential-election

 

Here’s a state-by-state guide to when the polls close tonight:

 

In Georgia, Vermont, and Virginia, polls begin closing at 7pm EST.

 

 

In Massachusetts, Alabama, Oklahoma, and Tennessee, polls begin closing at 8pm EST.

 

 

In Arkansas, polls begin closing at 8:30pm EST.

 

 

In Minnesota, Texas, and Colorado, polls begin closing at 9pm EST.

 

 

In Alaska, polls begin closing at 12am EST.

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Hillary Clinton vence na Georgia e na Virginia. Sanders vence em Vermont.

 

Segundo a CNN

Editado por Journalist

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Sanders em vantagem em Oklahoma e Massachusetts, também.

Editado por Peplin

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Na SICN o ROC está a analisar política americana. Não sei o que sentir perante isto.

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Hillary Clinton: Alabama, Arkansas, Georgia, Massachusetts, Tennessee, Texas, Virginia

 

Bernie Sanders: Colorado, Minnesota, Oklahoma, Vermont

 

Donald Trump: Alabama, Arkansas, Georgia, Massachusetts, Tennessee, Vermont, Virginia

 

Ted Cruz: Oklahoma, Texas

 

Marco Rubio: Minnesota

 

Awaiting: Alaska (GOP)

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Primeira vez que fala no parlamento e já partiu aquilo tudo. Que festival :lol:

 

 

 

Posso nem concordar com as ideias e o projecto do Pablo Iglesias, mas o homem é um monstro no que faz. E tem 1 par de colhões gigantes.

 

A boca da "cal viva" é daquelas que nunca ninguém pensou que alguém atiraria assim à cara do PSOE ali em pleno parlamento. Diz respeito ao envolvimento do então primeiro ministro do PSOE Felipe Gonzalez, nas GAL, um grupo terrorista composto e organizado por policias e mercenários, financiado pelo Ministério do Interior, que realizou raptos e assassinatos extra-judiciais de suspeitos membros da ETA e fez desaparecer os seus corpos em cal viva. Apesar de nunca provado é praticamente do conhecimento e aceitação geral em Espanha que o Felipe Gonzalez era o Sr. X. nome dado à figura de liderança do grupo.

Editado por antifa

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Curioso que o PSOE foi fundado também por um Pablo Iglesias, desconhecia.

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Visitante

Bruno ;)

 

 

 

Do outro lado tens o programa 2020 que irá injectar dinheiro na economia, para alem disso eu acredito que o consumo aumente o que irá fazer com que as empresas tenham incentivo a emprestar.

 

A reforma do IRC é outra treta. 1º a reforma do IRC não ia criar assim grandes postos de trabalho uma vez que as empresas que mais iriam sentir essa descida são intensivas em capital. 2º se o objectivo era dizer relançar a economia junto das empresas e criar postos de trabalho descia-se a TSU, esta sim beneficia as empresas intensivas em capital.

 

Onde a reforma do IRC teria sentido é como cartaz de propaganda para investirem no pais, mas antes da carga fiscal há muitos outros bloqueios ao investimento em portugal como por exemplo a lentidão da justiça. Uma verdadeira reforma do estado para atrair investimento é reformar a justiça e toda a burocracia inerente ao estado.

 

Um pouco tendenciosos é favor pelo que vi no programa. Houve um que quase verbalizou que as reuniões do costa com o BE e PCP (por ser com estes) anularam muitos investimentos.

 

O mesmo programa Portugal 2020 que ainda ontem deu no jornal da TVI em que 3000 milhões que tinham sido prometidos a centros de formação e que nunca chegaram a aparecer, levando algumas centenas de escolas a fechar? :mrgreen: E esses fundos comunitários têm sempre bastante que lhes diga, a verdade é que se fala sempre que vão ser canalizados para capitalizar e financiar PME's e criam-se programas e mecanismos e, no fim, estas empresas continuam asfixiadas porque o dinheiro não chega. Este, normalmente, é sobretudo canalizado para infraestruturas, em que os efeitos de criação de emprego e riqueza são mínimos e temporários.

Descida da TSU, ora aí estava uma potencial boa medida (não sei bem quais são as implicações negativas) e que foi liminarmente recusada pelo BE e PCP! E a reforma do IRC não era só útil para a criação de emprego, mas também para a atracção de investido, nacional e estrangeiro - o que, no final de contas, era do que estávamos a falar. E aquilo que, a meu ver, seria mais capaz de contribuir para o crescimento da economia do que o constante aumento do consumo interno. E eu concordo contigo quanto aos outros obstáculos ao investimento, e até acho que chegaram a ser dados passinhos de bebé no sentido de resolver isso no anterior governo, mas não é por haver outras medidas que podem ser tomadas para estimular o investimento que se deve por de lado a reforma do IRC e que, aliás, até tinha contribuído bastante para a subida de Portugal naqueles rankings de melhores países para investir.

 

Não! tu tens um preço do bem (antes de impostos) sobre o qual incide o IVA se esse preço desce o IVA recolhido também desce. Por isso é que se compensou essa descida do iva com o aumento do ISPP para anular a perda fiscal. Por isso se o preço dos combustíveis aumentar o ISPP pode diminuir porque a receita perdida e ISPP vai ser recolhida pelo IVA.

 

Bem nenhum de nós sabe o que pode acontecer, certo. Mas para isso é que se fazem previsões e estas se forem bem feitas têm qualidade, para alem disso não são feitas com o dedo no ar a ver para onde sopra o vento. Pelo que vi na tv as previsões após a ultima reunião do produtores foi de que o preço iria continuar a cair ate ao fim do ano.

 

O plano B creio que so vai ser aplicado se houver uma derrapagem muito grande, porque desde que cumpramos com segurança menos de 3%, tipo 2.5 e a economia tiver a crescer não há razões lógicas para introduzir medidas recessivas.

 

Não sei se percebi muito bem este ponto aqui. O ISPP é um imposto fixo por litro de combustível, certo? Logo, qualquer variação no custo de combustível que se venha a reflectir no preço deste levará a um igual aumento do preço pago pelos consumidores. O que estava a dizer era que se o preço do petróleo aumentar, o preço do combustível também aumentará - se o imposto se mantiver, os preços do combustível irão saltar para níveis bastante maiores do que aqueles que tínhamos há um par de anos e perdia-se o argumento do Governo de que o aumento do ISPP não é sentido pelos portugueses porque compensa a descida do petróleo, mantendo os preços ao nível dos do ano passado. E aqui é que entra o aumento do IVA no meu argumento, uma vez que, a meu ver, o Governo seria praticamente forçado ou a baixar o ISPP para manter os preços dos combustíveis a um nível suportável (e compensar com outros impostos, nomeadamente, o IVA uma vez que não querem tocar nos rendimentos), ou a perda de receita iria ser enorme (e pelo caminho, dava cabo das transportadoras e empresas de transportes públicos, entre outros).

 

tens o exemplo da divida colocada em Janeiro onde a taxa de juro foi perto de 0 e nessa altura no mercado secundário a taxa andava entre os 2-3%.

 

quanto a historia do orçamento irrealista não vale a pena discutir porque seria falar no abstracto. Eu acredito que vai correr bem é esperar pela execução orçamental.

 

Quanto à Moody's basicamente disse o orçamento esta aprovado agora vamos ver como corre e depois tiramos a ilações disso. Obviamente que as agências de rating não acreditam que o orçamento vá correr bem, porque nos últimos 4 anos tivemos mais de 4 orçamentos e nunca cumprimos as metas. Se usarmos só este histórico é óbvio que ninguém acredita que va correr, mas é necessário ver de uma forma um pouco mais ampla.

 

Claro, mas há sempre uma diferença entre mercado primário e secundário. O que interessa é que essa diferença tende a esbater-se com o aumento do risco e da maturidade, em termos profissionais. Portanto não me espanta que para maturidades bastante mais curtas as taxas de juro andem por volta desses valores - mesmo os mais pessimistas não acreditam que Portugal entre em default num futuro tão próximo assim, e ainda há o problema dos juros negativos em emissões de dívida de outros países mais fortes, como a Alemanha, que faz com que os investidores tenham de aplicar o dinheiro em algum lado e, de preferência, sem terem de pagar por isso.

Quanto à Moody's, entretanto eles já vieram falar outra vez e mostrar as suas preocupações quanto à irrealidade dos objectivos deste orçamento. É verdade o que dizes de que as metas nunca são atingidas, e isso terá sempre impacto neste tipo de apreciações.

 

E de azul? icon_mrgreen.gif estou a brincar.

 

Obviamente que o gostar ou não gostar do OE não implica ser do partido A ou B. Eu gosto do orçamento do ponto de vista económico é mais ponderado e mais equilibrado que os outros e acresce que à partida cumpre a constituição (aquela lei fundamental).

 

Nos estivemos entre 2000 e 2009 a pensar sempre no curto-prazo quando devíamos de estar a pensar a médio prazo. Digo isto porque as obras socraticas tinham como objectivo por a economia a crescer no imediato e não desenvolver infra-estruturas importantes para o desenvolvimento da economia. Agora é preciso pensar das duas formas. A curto prazo para que a economia não afunde mais e possa ter estrutura suficiente para se implementar planos a médio prazo. Este orçamento para mim para a hemorragia da economia e agora é esperar que nos próximos haja já uma perspectiva mais de médio prazo. Principalmente com as mexidas no mercado de trabalho, o que duvido pois o pcp e o be não vão na conversa do centeno, infelizmente.

 

Nem azul, nem rosa, nem vermelho, nada :mrgreen: Não há nenhum partido que consiga aquecer por dentro este pequeno neo-liberal com consciência social :mrgreen:

 

Eu acho que isso da hemorragia é relativo. É verdade que a economia portuguesa sofreu muito na última legislatura e que foram feitos muitos erros e que deitaram o país por terra. No entanto, nos últimos meses vínhamos assistindo a uma melhoria progressiva numa boa parte dos indicadores, e acho sinceramente que um aumento muito gradualzinho na reposição dos rendimentos dos portugueses teria tido na mesma um efeito positivo no aumento do consumo interno, e não seria tão arriscado como devolver tudo de uma vez e aumentar impostos indirectos e sobre as empresas/banca para compensar essa devolução.

 

Existe uma teoria, da qual já não me lembro do nome, em que afirmava que em tempo de guerra eram sempre aumentados os impostos de forma significativa para fazer face às despesas do país com a sua defesa e que, quando esta acabava, os impostos não retomavam o nível anterior pois a população já estava habituada ao nível de carga fiscal. E na guerra seguinte, voltavam a ser aumentados os impostos e não retomavam mais o nível inicial. E acho que poderia muito bem ser, em parte, a situação aqui em Portugal - o facto dos portugueses se terem adaptado a esta carga fiscal e de terem sido dados sinais de que a austeridade não iria acentuar-se num futuro próximo, criou um clima de alguma (ténue) confiança que levou a um aumento do consumo interno, que por sua vez contribuiu de forma significativa para o crescimento da economia. Para mim, este teria sido o momento ideal para lançar um conjunto de reformas abrangentes a nível da regulação, da simplificação burocrática, da justiça, da flexibilização do mercado laboral, etc, tudo aquilo que sem ter um impacto na despesa do Estado, levaria a um crescimento mais significativo da economia portuguesa através da atracção de mais investimento e criação de empresas (sobretudo de cariz tecnológico, que é onde Portugal mais tem potencial), que geraria mais emprego, provavelmente mais exportações, certamente maior receita fiscal, etc. E combatia-se o défice e o aumento da dívida pública através do crescimento do PIB. A reposição dos rendimentos seria feita em função da diminuição da despesa pública em prestações sociais. Claro que isto implicaria negociações com a Comissão Europeia, uma vez que os resultados de tais reformas não seriam imediatos, e que também nenhum partido ganharia eleições a apregoar "vamos manter a carga fiscal, e preocupar apenas com o aumento do investimento, e se isto resultar logo se vê!", mas acho sinceramente que seria o melhor caminho.

 

E agora que já estava a fugir do assunto :biggrin: deixo só a nota de que acho ainda mais dificil ter orçamento para 2017 do que ter uma boa execução orçamental este ano. Isto porque, sejamos sinceros, este orçamento não era do agrado do BE e PCP e apenas foi votado favoravelmente porque houve todo um conjunto de outras medidas que foram tomadas (e também revertidas) em função do acordo que tinha sido feito. No próximo ano, teremos objectivos mais exigentes que terão de ser cumpridos, e pouco mais para reverter, ou seja, serão sempre negociações difíceis e o PS não tem muito mais para dar. E sem vitórias claras para o PCP/CGTP, não sei até que pontos estes irão aguentar o governo que, para todos os efeitos, ainda está ideologicamente bastante afastado do seu partido.

 

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Nesses casos basta haver 1 passageiro que o voo sai igual não é?

Editado por Mr. Bacano

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A nossa ex-Ministra da Finanças acabou de fazer um Ferreira do Amaral.

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Visitante

Sim, porque alguém com o currículo que ela tem, iria certamente ficar parada profissionalmente ou arranjar um emprego numa empresa pequena. Isto, porque se formos a excluir todas as instituições financeiras de alguma dimensão e que de forma directa ou indirecta estiveram envolvidas em algum ponto dos últimos 4 anos em transações de dívida, resoluções, privatizações, capitalizações e quaisquer outras operações financeiras em que o Estado estivesse envolvido, então não sobrava nada. Então comparar este caso ao que aconteceu com o Ferreira do Amaral, delicioso :lol:

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