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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de Che, há 34 minutos:

Não podes regular e afastar os investidores e creadores de riqueza. O mercado eventualmente irá autorregular-se. Contudo e tendo em conta que o mercado imobiliário é tão bom não estou a ver um colapso do capitalismo assim tão cedo nesse âmbito. Não haverá boom and bust na habitação pelo menos até ao mundo acabar. 

Fiquei triste. Estava à espera que fosses dizer que a solução era colonizar o oceano atlântico e morar em barcos. Voltar aos descobrimentos e passar temporadas em naus construídas por todos em conunidade

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Citação de smashing_pumpkin , há 14 horas:

Nos últimos dias tem sido noticiado que a Madeira é das regiões do país mais caras para adquirir casa, com um valor médio a superar os 500mil euros. Hoje faz capa de um jornal de cá que há 28mil camas em alojamento local, que já representa 1/3 do alojamento turístico. Isto numa região com 250mil pessoas. Vontade de limitar este crescimento absurdo? Zero.

o problema é que o pessoal quer todo viver na ilha e ter as regalias todas, se fossem para o meio do Atlântico de certeza que não pagariam tanto

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O aumento do PAN vem de onde? 

A diferença entre PSD e Chega já é praticamente de 10 pontos apenas. O Montenegro só sai quando estiverem coladinhos.

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Citação de HappyKing, há 18 minutos:

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O aumento do PAN vem de onde? 

A diferença entre PSD e Chega já é praticamente de 10 pontos apenas. O Montenegro só sai quando estiverem coladinhos.

De lado nenhum, essas variações estão completamente dentro da margem de erro.

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O Montenegro salta depois das Europeias.

Contudo, deixei de acreditar nas sondagens...

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Citação de Axadrezado, há 3 minutos:

O Montenegro salta depois das Europeias.

Contudo, deixei de acreditar nas sondagens...

2026, Passos vs PêNuno

 

Eu acardito.

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Citação de Axadrezado, há 57 minutos:

O Montenegro salta depois das Europeias.

Contudo, deixei de acreditar nas sondagens...

 

Citação de whatever, há 1 hora:

De lado nenhum, essas variações estão completamente dentro da margem de erro.

 

Citação de HappyKing, há 1 hora:

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O aumento do PAN vem de onde? 

A diferença entre PSD e Chega já é praticamente de 10 pontos apenas. O Montenegro só sai quando estiverem coladinhos.

Esta sondagem vale literalmente zero. Apesar de bater mais ou menos com os meus valores atuais. Come on. Esta empresa dizia que o Psd do Rio ficava à frente do PS, o Medina ia ter o dobro do Moedas, o Albuquerque ia em 50 e muitos, quase 60%, por aí vai. Não acertam uma.

E nunca na vida o Costa vence os homens e o Montenegro as mulheres.

Editado por Ticampos

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Mais uma vez, culpa do Passos Coelho e FMI nestas negociações entre o governo e os médicos 

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mais uma vez, culpa do luís filipe vieira e do jorge jesus neste mercado de transferências

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Citação de HappyKing, há 8 horas:

 

O aumento do PAN vem de onde?

Desta vez alargaram o inquérito aos animais de companhia.

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Citação de HappyKing, há 8 horas:

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O aumento do PAN vem de onde? 

A diferença entre PSD e Chega já é praticamente de 10 pontos apenas. O Montenegro só sai quando estiverem coladinhos.

Seria interessante ver as sondagens por essa balizas de idade, mas com todos os partidos. Assim como uma janela para o futuro.

Curioso que a geracao "woke" 'e a unica que vota a direita (pelo menos num binomio PS-PSD)

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Portugal tem wokes de direita. chup*m anglo americanos! 

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Eu acho que o PAN vai ter alguma margem para aumentar nos próximos anos devido as alterações climáticas... E devido a Portugal as pessoas terem a perceção de que eles é que são o partido "ecologista" quando na realidade o Livre aproxima-se mais de tal coisa (o PEV é o original mas para mim o PEV é ainda outra coisa...)

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Citação de noikeee, há 13 minutos:

Eu acho que o PAN vai ter alguma margem para aumentar nos próximos anos devido as alterações climáticas... E devido a Portugal as pessoas terem a perceção de que eles é que são o partido "ecologista" quando na realidade o Livre aproxima-se mais de tal coisa (o PEV é o original mas para mim o PEV é ainda outra coisa...)

O que é ainda mais o PEV?

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a avaliação da liderança também está engraçada. Não sei se vi alguma vez o Bentura com uma avaliação positiva tão alta, é mesmo um gajo de amor-ódio.

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Quando um partido está coligado a outro há 35 anos é natural que não tenha visões muito distintas, não é

Para mim é mais um partido eco-comunista que ecologista

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Não há livros grátis

O +Liberdade, sombra da IL, oferece livros gratuitos a escolas para doutrinação política de petizes sobre a TAP, o ambiente e a habitação. Carlos Guimarães Pinto está em todas. E até já há um primeiro livro infantil, para miúdos de 8 aos 12 anos, com o primarismo que se espera para este público, do radical libertário Connor Boyack

O prolífico Instituto +Liberdade anunciou recentemente que vai oferecer gratuitamente livros às bibliotecas escolares e universitárias. A oferta é circunscrita às edições do próprio instituto. Num formulário colocado à disposição das escolas interessadas, estas podem escolher os exemplares com que pretendem enriquecer as suas bibliotecas.

Tratando-se de um instituto relativamente recente, a coleção ainda não é muito extensa, mas inclui livros como “Trancas à porta – Desfazendo mitos sobre a crise da habitação”, de Carlos Guimarães Pinto, Juliano Ventura, André Pinção Lucas e Filipa Osório. Outro é “Ambientalismo: Uma visão de mercado”, livro coordenado por Pedro Almeida Jorge e com prefácio de Carlos Guimarães Pinto. Temos ainda um livro essencial para crianças, como o “Milhões a voar, as mentiras que nos contaram sobre a TAP”, de, e acho que já perceberam a esta hora, Carlos Guimarães Pinto.

Mas ainda temos, para lá de algumas traduções de livros estrangeiros, “Portugal em 50 factos: o retrato desconcertante de um país estagnado”, mais um livro da dupla André Pinção Lucas e Juliano Ventura, no qual não poderia deixar de aparecer o contributo imprescindível de Carlos Guimarães Pinto. Em quatro dos livros de autores nacionais, o primeiro líder da Iniciativa Liberal e destacado deputado deste partido está presente em todos. A escolha editorial é coordenada por outro membro da Iniciativa Liberal, Pedro Almeida Jorge.

Como diz a máxima que os liberais tanto gostam de repetir, não há almoços grátis. Neste caso, os livros grátis correspondem a uma estratégia de doutrinação ideológica de crianças a darem os primeiros passos na leitura e adolescentes. Para que esta campanha de difusão dos ideais da Iniciativa Liberal seja bem-sucedida ela não pode partir do partido, pois as escolas nunca aceitariam material de propaganda partidárias nas suas bibliotecas. Entra, como é habitual neste gato escondido com o corpo quase todo de fora, o +Liberdade em ação.

Na direção deste instituto encontrávamos, em 2022, Carlos Guimarães Pinto, deputado da IL, Juliano VenturaSusana VenturaFilipa Osório e Pedro Almeida Jorge, todos da Iniciativa Liberal. Dos nove elementos da direção do Instituto cinco eram da Iniciativa Liberal. Este ano são só dois, não porque a presença do partido tenha diminuído, mas porque a direção encolheu de nove para cinco membros. Sejamos justos, a IL alargou para pessoas como Adolfo Mesquita Nunes e Cecília Meireles.

Nas redes sociais do +Liberdade encontramos, de forma recorrente, os temas da Iniciativa Liberal, como a descida da carga fiscal e a desregulação laboral e económica à cabeça. O método de comunicação escolhido, as mensagens simples com gráficos com comparações com países escolhidos a dedo, torna quase impossível destrinçar o que é do Instituto e o que é da Iniciativa Liberal. Acontece o mesmo com os cartazes que colocam nas ruas de Lisboa, incluindo um sobre a suposta ultrapassagem da Roménia a Portugal, um tema recorrente na argumentação dos deputados deste partido. Quem acompanha o +Liberdade e a IL percebe a forma ordenada como uma trabalha para a outra. O “Avante!” não desalinha mais do PCP, o Esquerda.net não se afasta mais do BE.

Há uma diferença substantiva. Tratando-se de uma associação sem fins lucrativos, esta não está sujeita ao apertado escrutínio às suas contas a que se encontram votados os partidos políticos. O mesmo acontece com a publicidade, que tem severas limitações no caso dos partidos, incluindo proibição total a partir do anúncio da data de cada ato eleitoral, ou às contribuições individuais e empresariais. As contribuições financeiras para os partidos encontram-se limitadas a 25 IAS por doador, ou seja, 12 750 euros. No relatório de contas do Instituto, podemos constatar as receitas obtidas em 2022 ascendem a 518 mil euros.

70% deste valor foi obtido através da quotização e contribuição de apenas duas pessoas: Luís Amaral e Carlos Moreira da Silva. O primeiro contribuiu com uma quota de 54 mil euros e um donativo de 163 mil euros, totalizando 217 mil euros de apoio, um valor dezassete vezes superior ao que poderia dar a qualquer partido político. Luís Amaral, para os mais distraídos, é o maior sócio e proprietário do Observador, com 45,6%, e também contribui financeiramente para a IL. Carlos Moreira da Silva é mais modesto, entre ele e a empresa, deu “apenas” 150 mil euros.

Se parece um pato, nada como um pato e grasna como um pato, provavelmente é um pato. É impossível não ver no +Liberdade um instituto sombra da Iniciativa Liberal, com a possibilidade de fazer publicidade e receber contribuições financeiras, apresentando ainda uma aura de abertura científica e discussão não partidária que lhe permite chegar a novos públicos e a locais, como as escolas, onde não conseguiria entrar com a sua sigla.

Voltando à coleção, também tem livros estrageiros, como o primeiro livro infantil da Coleção +Liberdade: “O Lápis Milagroso: Os Gémeos Pinto à Descoberta da Economia”. O seu autor, Connor Boyack, é um libertário radical que se especializou em simplificar para crianças as ideias de alguns clássicos liberais e libertários.

Para percebermos o estilo de Connor Boyack, no primeiro livro desta série “gémeos Pinto”, “Os gémeos Pinto aprendem sobre a lei”, que ainda não consta da coleção do +Liberdade, o adulto que responde à curiosidade natural das crianças vai-lhes explicando “A Lei de Bastiat”. Lentamente vai-lhe indicando que “todos temos direitos” e “coisas que podemos fazer”. “Os meus brinquedos”, sublinha assertivamente um dos gémeos, para falar do direito à propriedade. Tratando-se de um autor libertário, o que começa nos brinquedos de uma criança rapidamente descamba para a forma como os direitos individuais podem ser postos em causa por "tipos maus", alguns dos quais poderão estar no governo a fazer coisas de que "muita gente gosta", mas, lá está, são muito más.

Sendo um livro doutrinário para crianças, a nuance não é um dos seus pontos fortes e os “tipos maus” do governo são retratados por um polícia mascarado que rouba um saco de produtos para pobres. "Roubar é sempre errado", escrevem os miúdos no caderno. Mas se os tipos maus estão no governo, o que salva o mundo é a caridade de boas pessoas. Pessoas como o adulto que narra a história, que "faz refeições para famílias quando o pai perde o emprego". O problema, diz o narrador, é que o "o governo obriga-me a ajudar pessoas, também", pagando impostos cruéis.

É este nível de radicalismo doutrinário (vale a pena ir ao site da coleção norte-americana, para perceber o estilo), fora do que é aconselhável pedagogicamente para crianças dos 8 aos 12 anos, que o +Liberdade quer colocar nas escolas, aproveitando o generoso financiamento de empresários ideologicamente empenhados.

A coleção dos gémeos Pinto, que a testa de ferro da Iniciativa Liberal quer levar para as escolas, já foi denunciada, num artigo de opinião na CNN norte-americana, como porta de entrada da direita mais radical no entretenimento juvenil. Num universo referencial cheio de lições morais, como é a literatura juvenil, a ideologia libertária tem encontrado terreno fértil para fazer doutrinação ideológica disfarçada. Curiosamente, a pergunta de abertura da coleção de livros dos “gémeos Pinto”, deixa uma questão pertinente. “Os vossos filhos estão a sofrer uma lavagem cerebral?” Vontade (e dinheiro) não falta.

Lembram-se da IL denunciar instituições universitárias públicas, onde estudam adultos, de alimentarem agendas partidárias que criticam o neoliberalismo? Aparentemente, aposta noutro escalão etário, onde o sentido critico esteja menos desenvolvido.

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Precisamos dum partido eco-capitalista. Quem é que se chega à frente com tamanha ideia? Eu não que tenho vergonha de ser humilhado. 

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Citação de Lebohang, há 1 hora:

Não há livros grátis

O +Liberdade, sombra da IL, oferece livros gratuitos a escolas para doutrinação política de petizes sobre a TAP, o ambiente e a habitação. Carlos Guimarães Pinto está em todas. E até já há um primeiro livro infantil, para miúdos de 8 aos 12 anos, com o primarismo que se espera para este público, do radical libertário Connor Boyack

O prolífico Instituto +Liberdade anunciou recentemente que vai oferecer gratuitamente livros às bibliotecas escolares e universitárias. A oferta é circunscrita às edições do próprio instituto. Num formulário colocado à disposição das escolas interessadas, estas podem escolher os exemplares com que pretendem enriquecer as suas bibliotecas.

Tratando-se de um instituto relativamente recente, a coleção ainda não é muito extensa, mas inclui livros como “Trancas à porta – Desfazendo mitos sobre a crise da habitação”, de Carlos Guimarães Pinto, Juliano Ventura, André Pinção Lucas e Filipa Osório. Outro é “Ambientalismo: Uma visão de mercado”, livro coordenado por Pedro Almeida Jorge e com prefácio de Carlos Guimarães Pinto. Temos ainda um livro essencial para crianças, como o “Milhões a voar, as mentiras que nos contaram sobre a TAP”, de, e acho que já perceberam a esta hora, Carlos Guimarães Pinto.

Mas ainda temos, para lá de algumas traduções de livros estrangeiros, “Portugal em 50 factos: o retrato desconcertante de um país estagnado”, mais um livro da dupla André Pinção Lucas e Juliano Ventura, no qual não poderia deixar de aparecer o contributo imprescindível de Carlos Guimarães Pinto. Em quatro dos livros de autores nacionais, o primeiro líder da Iniciativa Liberal e destacado deputado deste partido está presente em todos. A escolha editorial é coordenada por outro membro da Iniciativa Liberal, Pedro Almeida Jorge.

Como diz a máxima que os liberais tanto gostam de repetir, não há almoços grátis. Neste caso, os livros grátis correspondem a uma estratégia de doutrinação ideológica de crianças a darem os primeiros passos na leitura e adolescentes. Para que esta campanha de difusão dos ideais da Iniciativa Liberal seja bem-sucedida ela não pode partir do partido, pois as escolas nunca aceitariam material de propaganda partidárias nas suas bibliotecas. Entra, como é habitual neste gato escondido com o corpo quase todo de fora, o +Liberdade em ação.

Na direção deste instituto encontrávamos, em 2022, Carlos Guimarães Pinto, deputado da IL, Juliano VenturaSusana VenturaFilipa Osório e Pedro Almeida Jorge, todos da Iniciativa Liberal. Dos nove elementos da direção do Instituto cinco eram da Iniciativa Liberal. Este ano são só dois, não porque a presença do partido tenha diminuído, mas porque a direção encolheu de nove para cinco membros. Sejamos justos, a IL alargou para pessoas como Adolfo Mesquita Nunes e Cecília Meireles.

Nas redes sociais do +Liberdade encontramos, de forma recorrente, os temas da Iniciativa Liberal, como a descida da carga fiscal e a desregulação laboral e económica à cabeça. O método de comunicação escolhido, as mensagens simples com gráficos com comparações com países escolhidos a dedo, torna quase impossível destrinçar o que é do Instituto e o que é da Iniciativa Liberal. Acontece o mesmo com os cartazes que colocam nas ruas de Lisboa, incluindo um sobre a suposta ultrapassagem da Roménia a Portugal, um tema recorrente na argumentação dos deputados deste partido. Quem acompanha o +Liberdade e a IL percebe a forma ordenada como uma trabalha para a outra. O “Avante!” não desalinha mais do PCP, o Esquerda.net não se afasta mais do BE.

Há uma diferença substantiva. Tratando-se de uma associação sem fins lucrativos, esta não está sujeita ao apertado escrutínio às suas contas a que se encontram votados os partidos políticos. O mesmo acontece com a publicidade, que tem severas limitações no caso dos partidos, incluindo proibição total a partir do anúncio da data de cada ato eleitoral, ou às contribuições individuais e empresariais. As contribuições financeiras para os partidos encontram-se limitadas a 25 IAS por doador, ou seja, 12 750 euros. No relatório de contas do Instituto, podemos constatar as receitas obtidas em 2022 ascendem a 518 mil euros.

70% deste valor foi obtido através da quotização e contribuição de apenas duas pessoas: Luís Amaral e Carlos Moreira da Silva. O primeiro contribuiu com uma quota de 54 mil euros e um donativo de 163 mil euros, totalizando 217 mil euros de apoio, um valor dezassete vezes superior ao que poderia dar a qualquer partido político. Luís Amaral, para os mais distraídos, é o maior sócio e proprietário do Observador, com 45,6%, e também contribui financeiramente para a IL. Carlos Moreira da Silva é mais modesto, entre ele e a empresa, deu “apenas” 150 mil euros.

Se parece um pato, nada como um pato e grasna como um pato, provavelmente é um pato. É impossível não ver no +Liberdade um instituto sombra da Iniciativa Liberal, com a possibilidade de fazer publicidade e receber contribuições financeiras, apresentando ainda uma aura de abertura científica e discussão não partidária que lhe permite chegar a novos públicos e a locais, como as escolas, onde não conseguiria entrar com a sua sigla.

Voltando à coleção, também tem livros estrageiros, como o primeiro livro infantil da Coleção +Liberdade: “O Lápis Milagroso: Os Gémeos Pinto à Descoberta da Economia”. O seu autor, Connor Boyack, é um libertário radical que se especializou em simplificar para crianças as ideias de alguns clássicos liberais e libertários.

Para percebermos o estilo de Connor Boyack, no primeiro livro desta série “gémeos Pinto”, “Os gémeos Pinto aprendem sobre a lei”, que ainda não consta da coleção do +Liberdade, o adulto que responde à curiosidade natural das crianças vai-lhes explicando “A Lei de Bastiat”. Lentamente vai-lhe indicando que “todos temos direitos” e “coisas que podemos fazer”. “Os meus brinquedos”, sublinha assertivamente um dos gémeos, para falar do direito à propriedade. Tratando-se de um autor libertário, o que começa nos brinquedos de uma criança rapidamente descamba para a forma como os direitos individuais podem ser postos em causa por "tipos maus", alguns dos quais poderão estar no governo a fazer coisas de que "muita gente gosta", mas, lá está, são muito más.

Sendo um livro doutrinário para crianças, a nuance não é um dos seus pontos fortes e os “tipos maus” do governo são retratados por um polícia mascarado que rouba um saco de produtos para pobres. "Roubar é sempre errado", escrevem os miúdos no caderno. Mas se os tipos maus estão no governo, o que salva o mundo é a caridade de boas pessoas. Pessoas como o adulto que narra a história, que "faz refeições para famílias quando o pai perde o emprego". O problema, diz o narrador, é que o "o governo obriga-me a ajudar pessoas, também", pagando impostos cruéis.

É este nível de radicalismo doutrinário (vale a pena ir ao site da coleção norte-americana, para perceber o estilo), fora do que é aconselhável pedagogicamente para crianças dos 8 aos 12 anos, que o +Liberdade quer colocar nas escolas, aproveitando o generoso financiamento de empresários ideologicamente empenhados.

A coleção dos gémeos Pinto, que a testa de ferro da Iniciativa Liberal quer levar para as escolas, já foi denunciada, num artigo de opinião na CNN norte-americana, como porta de entrada da direita mais radical no entretenimento juvenil. Num universo referencial cheio de lições morais, como é a literatura juvenil, a ideologia libertária tem encontrado terreno fértil para fazer doutrinação ideológica disfarçada. Curiosamente, a pergunta de abertura da coleção de livros dos “gémeos Pinto”, deixa uma questão pertinente. “Os vossos filhos estão a sofrer uma lavagem cerebral?” Vontade (e dinheiro) não falta.

Lembram-se da IL denunciar instituições universitárias públicas, onde estudam adultos, de alimentarem agendas partidárias que criticam o neoliberalismo? Aparentemente, aposta noutro escalão etário, onde o sentido critico esteja menos desenvolvido.

quem vota nesse partido sofre de sociopatia e é cada vez mais claro 

Editado por Pavel
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Citação de Pavel, há 12 minutos:

quem vota nesse partido sofre de sociopatia e é cada vez mais claro 

eu chamava-lhes outra coisa, mas nao quero ser banido

Editado por Sandes.
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Para que raio as universidade querem livros dele? Para reciclar?

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