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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de Mayday, há 19 minutos:

https://observador.pt/2025/05/20/vamos-estar-serenos-vamos-dialogar-e-nao-vamos-ja-precipitar-o-pais-para-outra-crise-apela-pedro-pinto/?utm_term=Autofeed&utm_medium=Social&utm_source=Facebook#Echobox=1747700923

Deputado revelou que André Ventura não será, com grande probabilidade, candidato à Presidência da República. Sobre revisão constitucional disse que "direita tem que se sentar à mesa e conversar".

Deputado também revelou que perguntou ao sobrinho de já pinta, seguido de um riso em forma de ronco 

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Citação de Descartes, há 10 minutos:

Claro. Ele alguma vez iria concorrer com a probabilidade de ser eleito e passar os próximos 5 anos a cortar fitas? Ele quer ser Primeiro-Ministro. E depois, quando as coisas se proporcionarem, poderá avançar para a Presidência se houver a possibilidade de fazer a brincadeira que o Putin e o Medvedev andaram a fazer na Rússia. Mas nem é necessário que isso aconteça. O Salazar nunca foi Presidente da República. Era só do Conselho.

Não tenho assim tantas certezas disso. O Chega e o Ventura, há uns anos, eram a favor de um sistema presidencialista, com o Presidente da República a chefiar o Governo. Não sei se ainda serão. Mas primeiro era preciso alterar a constituição, portanto acho que vai ter de se contentar com ser PM.

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Citação de Jamarcus, há 2 minutos:

Não tenho assim tantas certezas disso. O Chega e o Ventura, há uns anos, eram a favor de um sistema presidencialista, com o Presidente da República a chefiar o Governo. Não sei se ainda serão. Mas primeiro era preciso alterar a constituição, portanto acho que vai ter de se contentar com ser PM.

Foi isso exatamente o que eu disse.

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Citação de Mica, há 27 minutos:

Por algum motivo que desconheço completamente estou com vontade de ler este artigo do Henrique Raposo, alguém me pode arranjar: https://expresso.pt/opiniao/2025-05-21-o-argumento-trumpista-de-sebastiao-bugalho-na-defesa-do-chefe-dea5f946

Se quiserem podem fazê-lo mais tarde, pode ser que a vontade passe.

 

 

Spoiler

 

“Sebastião Bugalho deu aqui umshow de desonestidade intelectual que coloca este alegado delfim da AD ao nível do Chega; é educado, é polido, sabe usar os talheres, sim senhora, mas este argumento está ao nível da populismo do Chega. Dizer que a vitória eleitoral da AD confirma que Montenegro não fez nada de mal e que está acima de qualquer suspeita ou dúvida não é só ridículo, é perigoso. 

Não, a eleição não resolve o assunto da honestidade/desonestidade de Montenegro, aliás, muitas pessoas votaram em Montenegro por falta de opção, sabem que ele teve uma atitude de chico-esperto, mas não tinham alternativa. Votaram de olhos fechados. 

Dizer que a vitória de Montenegro resolve a questão da empresa e do comportamento ético do primeiro-ministro é confundir tudo na sopa populista onde prospera o Chega. Transformar uma eleição num momento ético e até jurídico é um absurdo e um perigo; é assumir, como fazem os trumpistas, como faziam aqui os socráticos, que alguém sufragado nas urnas é por inerência santo e está livre de acusações morais e legais. Este endeusamento da democracia é perigoso, porque esquece que, antes de sermos uma democracia onde se vota, somos uma república assente na liberdade e na verdade. É até um pouco estranho que um menino treinado na universidade católica não perceba a diferença entre poder e verdade. A eleição dá poder, não dá verdade, não dá razão. Alguém que chega ao poder através da urna não limpa por artes mágicas as suas ações passadas – enquanto cidadão normal – e futuras – enquanto PM/Presidente. Isto é entrar no terreno aberto por Nixon e consumado por Trump: se o presidente faz x, então x é por inerência certo ou legal. Não. Os princípios constitucionais e essa coisa chamada direito natural estão por cima da urna e da vontade popular de um dado momento. Ou será que Bugalho também já não sabe o que é a separação de poderes e o habeas corpus, como os trumpistas?

Há vinte ou vinte e cinco anos, quando criticava o culto da democracia direta e defendia sobretudo a ideia de uma república constitucional onde a democracia é só uma parte, eu irritava sobretudo a esquerda que vivia da conversa do “défice democrático” e da sacralização do povo. Ainda se lembram? Era preciso abrir os partidos, era preciso abrir a UE, era preciso pôr a democracia em órgãos não eleitos, o povo tem sempre razão, o povo é quem mais ordena, o povo é perfeito, é preciso acabar com o elitismo das instituições nomeadas e não eleitas. Lembram-se? Percebem agora o erro? A democracia pura abre o espaço à demagogia. O povo é soberano, sim, mas a ideia de que o povo é sempre sensato e certeiro é um absurdo; aliás, o ocidente criou repúblicas ou democracias constitucionais precisamente contra essa ideia do povo enquanto deus sempre certeiro. O eleitorado pode ser enganado ou pode mesmo em consciência escolher coisas que são violações do direito natural. Os sulistas confederados queriam democraticamente a escravatura. E depois quiseram democraticamente a segregação.

Os exemplos não têm fim. Os clássicos da liberdade alertaram sempre para os perigos da democracia direita, é o caminho mais rápido para uma ditadura. A ironia aqui é que, depois de anos a lutar contra a esquerda por causa deste assunto, é preciso agora continuar esta luta republicana contra a direita. Dou-vos um exemplo, imaginem que o Chega organiza num município um referendo que coloca a seguinte hipótese: temos de expulsar todos os ciganos/estrangeiros. E imaginem que o sim ganha por 70%. Ora é preciso dizer que mesmo com 90% ou 100% essa é uma decisão ilegítima, inconstitucional e tem de ser bloqueada por forças acima do povo local. É por isso que me preocupa ver Bugalho, um delfim do centro direita, neste endeusamento populista da democracia direita. O caso da empresa de Montenegro não desaparece só porque ele teve 33% e uma vitória relativa; não desapareceria mesmo num cenário de maioria absolutíssima, porque a urna não é um tribunal, a urna não é um método intelectual para definir o que está certo ou errado; é uma forma de distribuir poder e um caminho para chegarmos à verdade. A "verdade" não é sinónimo de "poder", mesmo um poder leitor.

 

 

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Citação de Tio Hans, há 2 horas:

É verdade que o 25 de abril foi feito por militares de todos os quadrantes políticos. Também é verdade que vários desses mesmos militares, independentemente da ideologia política, após a revolução, fizeram imensa porcaria. Foi desde tentativas de golpe de estado, a tentativas de suspensão de eleições e a grupos terroristas.

Isso foi ideia do Sá Carneiro no governo Palma Carlos (primeiro governo provisório). Essa medida procurava reforçar os poderes do Presidente da República, Spínola, que nunca foi a primeira opção do Movimento das Forças Armadas (MFA). 

As tentativas de golpe de Estado foram todas do lado dos apoiantes do Spínola, que pertenciam ao MFA, mas que não integravam nenhuma das correntes dominantes.

Editado por Vaart10

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Se o André Ventura concorresse votava nele na esperança disso levar à morte do Chega. 

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Já alguém pôs aí o clip da intervenção hoje do Pedro Frazao na RTP? Racismo puro e duro.

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Citação de Duda34, há 12 minutos:

Já alguém pôs aí o clip da intervenção hoje do Pedro Frazao na RTP? Racismo puro e duro.

Não foi ontem? Do analfabetismo africano?

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Citação de HappyKing, há 8 horas:

Jovens que recorrem à garantia pública têm rendimentos mais elevados, diz Banco de Portugal – Observador

“Os mutuários que recorreram à garantia têm, em média, rendimentos mais elevados do que os jovens que obtêm crédito sem recurso à garantia. Os mutuários com rendimentos mais baixos têm uma representatividade inferior neste regime, tanto em montante de crédito como em número de contratos, quando comparados com os mutuários elegíveis”, afirma o Banco de Portugal. Apesar da garantia pública, que ajuda a “contornar” a entrada inicial, os clientes continuam a ter necessidade de cumprir os limites de taxa de esforço (mensal, com o pagamento das prestações).

 

Ninguém podia prever.

Uma medida que veio contribuir para o escalar do preço das habitações e ao mesmo tempo beneficiar os jovens com rendimentos acima da média que ainda não tinham capitais próprios (ou tinham mas preferiram deixá-los investidos). Fantástico, quem diria...

Esta gente merecia era um abacaxi onde o sol não brilha.

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André Ventura afirmou ter tido a sensação de que o tentaram envenenar quando teve azia em palco. 

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Citação de Solero, há 11 horas:

 

 

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“Sebastião Bugalho deu aqui umshow de desonestidade intelectual que coloca este alegado delfim da AD ao nível do Chega; é educado, é polido, sabe usar os talheres, sim senhora, mas este argumento está ao nível da populismo do Chega. Dizer que a vitória eleitoral da AD confirma que Montenegro não fez nada de mal e que está acima de qualquer suspeita ou dúvida não é só ridículo, é perigoso. 

Não, a eleição não resolve o assunto da honestidade/desonestidade de Montenegro, aliás, muitas pessoas votaram em Montenegro por falta de opção, sabem que ele teve uma atitude de chico-esperto, mas não tinham alternativa. Votaram de olhos fechados. 

Dizer que a vitória de Montenegro resolve a questão da empresa e do comportamento ético do primeiro-ministro é confundir tudo na sopa populista onde prospera o Chega. Transformar uma eleição num momento ético e até jurídico é um absurdo e um perigo; é assumir, como fazem os trumpistas, como faziam aqui os socráticos, que alguém sufragado nas urnas é por inerência santo e está livre de acusações morais e legais. Este endeusamento da democracia é perigoso, porque esquece que, antes de sermos uma democracia onde se vota, somos uma república assente na liberdade e na verdade. É até um pouco estranho que um menino treinado na universidade católica não perceba a diferença entre poder e verdade. A eleição dá poder, não dá verdade, não dá razão. Alguém que chega ao poder através da urna não limpa por artes mágicas as suas ações passadas – enquanto cidadão normal – e futuras – enquanto PM/Presidente. Isto é entrar no terreno aberto por Nixon e consumado por Trump: se o presidente faz x, então x é por inerência certo ou legal. Não. Os princípios constitucionais e essa coisa chamada direito natural estão por cima da urna e da vontade popular de um dado momento. Ou será que Bugalho também já não sabe o que é a separação de poderes e o habeas corpus, como os trumpistas?

Há vinte ou vinte e cinco anos, quando criticava o culto da democracia direta e defendia sobretudo a ideia de uma república constitucional onde a democracia é só uma parte, eu irritava sobretudo a esquerda que vivia da conversa do “défice democrático” e da sacralização do povo. Ainda se lembram? Era preciso abrir os partidos, era preciso abrir a UE, era preciso pôr a democracia em órgãos não eleitos, o povo tem sempre razão, o povo é quem mais ordena, o povo é perfeito, é preciso acabar com o elitismo das instituições nomeadas e não eleitas. Lembram-se? Percebem agora o erro? A democracia pura abre o espaço à demagogia. O povo é soberano, sim, mas a ideia de que o povo é sempre sensato e certeiro é um absurdo; aliás, o ocidente criou repúblicas ou democracias constitucionais precisamente contra essa ideia do povo enquanto deus sempre certeiro. O eleitorado pode ser enganado ou pode mesmo em consciência escolher coisas que são violações do direito natural. Os sulistas confederados queriam democraticamente a escravatura. E depois quiseram democraticamente a segregação.

Os exemplos não têm fim. Os clássicos da liberdade alertaram sempre para os perigos da democracia direita, é o caminho mais rápido para uma ditadura. A ironia aqui é que, depois de anos a lutar contra a esquerda por causa deste assunto, é preciso agora continuar esta luta republicana contra a direita. Dou-vos um exemplo, imaginem que o Chega organiza num município um referendo que coloca a seguinte hipótese: temos de expulsar todos os ciganos/estrangeiros. E imaginem que o sim ganha por 70%. Ora é preciso dizer que mesmo com 90% ou 100% essa é uma decisão ilegítima, inconstitucional e tem de ser bloqueada por forças acima do povo local. É por isso que me preocupa ver Bugalho, um delfim do centro direita, neste endeusamento populista da democracia direita. O caso da empresa de Montenegro não desaparece só porque ele teve 33% e uma vitória relativa; não desapareceria mesmo num cenário de maioria absolutíssima, porque a urna não é um tribunal, a urna não é um método intelectual para definir o que está certo ou errado; é uma forma de distribuir poder e um caminho para chegarmos à verdade. A "verdade" não é sinónimo de "poder", mesmo um poder leitor.

 

 

Ui, eu a concordar com o Raposo

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Para se salvarem do Chega, confirmam-lhe a liderança da oposição

mw-320

Daniel Oliveira

O “não é não” serviu para cristalizar dois campos, o da extrema-direita e o do centro, liderado pelo PSD, com o PS a servir de ajudante. Já não temos dois grandes ao centro, em que um beneficia da alternância quando outro falha. O Chega é o líder da oposição e alternativa à AD. Se o PS não está na oposição, não disputa esse lugar. O seu papel será o de ser responsável pela próxima crise, como foi por esta

Como é evidente, a guinada eleitoral à direita vai sentir-se no posicionamento do PS. Até já se descongelou a conversa do PS radical de Pedro Nuno Santos, deslocada do programa que apresentou (quase igual ao da AD), da oposição que (não) fez e dos elogios que recebeu a sua nova moderação, quando abandonou parte da agenda e até do perfil que até então tivera. Apesar de ser tentador para as minhas posições doutrinárias, também não acho que a derrota do PS resulte desse recuo, que foi uma expectável adaptação ao "mercado eleitoral". Na realidade, estava escrito que, na posição em que ficou, isto corresse mal ao PS.

Até ter mais dados, parece-me que a derrocada do PS resulta, pelo menos no que é mais evidente, da confluência de três fatores: a ida a votos num momento ainda economicamente propício e politicamente favorável para um governo demasiado recente, motivada por um caso que a maioria não valorizou (por isso Montenegro procurou esta crise); a não-adesão à figura de Pedro Nuno Santos, seja pela proximidade de um momento atribulado da sua vida política, que marcou a ideia de impreparação e impulsividade (confundidas com radicalismo), seja por razões mais subjetivas; e oito anos de poder socialista, em que os últimos foram tempo perdido na defesa do Estado Social sem qualquer pensamento estratégico, que também não encontraremos em Montenegro. O resto é o ar do tempo, que não está famoso para os democratas e para a esquerda.

Quando se fala do PS mais "moderado" e dialogante, mais “à Mário Soares” (que nunca hesitou em fazer feroz oposição sempre que a direita se agigantou, até quando era Presidente), deseja-se que o PS desista de qualquer oposição mais firme e cristalize o desenho político saído destas eleições, o que levará ao crescimento de quem se apresentar como alternativa clara – o Chega.

O PS foi responsabilizado pela crise e o Chega não, apesar de até ter apresentado uma moção de censura. Dizem todos os estudos de opinião que os eleitores responsabilizaram PS e AD. Até mais a AD. Mas decidiram ficar, talvez com pouco entusiasmo, com quem estava há pouco tempo no poder. Disse-o há um mês, repetidamente: um incumbente recente em momento económico ainda favorável dificilmente perderia eleições. O que não fiz foi virar de pernas para o ar a responsabilidade desta crise.

O PS foi responsabilizado e o Chega não foi (até conquistou votos ao PS) porque se instituiu que era o PS que deveria sustentar o governo. Esse colete de forças será ainda mais apertado e, assim sendo, será ainda mais alto (se é possível) o preço a pagar por uma crise. Para os que acreditavam que este período serviria para definir qual era o partido-charneira, num sistema de três blocos, a posição que se impôs ao PS, há um ano, já era a assunção da derrota. Agora será a sua consumação.

Podem embrulhar isto como quiserem, mas continuamos com a mesma lógica: aceitar a teoria dos três blocos é aceitar que um terá de morrer, porque a governabilidade é impossível com os três. O “não é não”, parecendo uma posição de princípio (conhecem algum a Montenegro?), serviu para definir dois campos, o da extrema-direita e o do centro, liderado pelo PSD, com o PS a servir de apoiante, de tal forma subjugado, que nem sequer tem direito a impor condições. Com o PS amarrado, o foco deste governo será tentar travar o crescimento do Chega, repetindo o erro de dar centralidade à sua agenda. O apoio do PS será a um governo em plano inclinado. Que ele não tem força para influenciar, porque é refém da responsabilidade por uma nova crise.

Se o PS voltar a vencer eleições, o PSD nunca aceitará a mesma posição de subalternidade e, se necessário for, aliar-se-á ao Chega para liderar o campo da direita. É essa posição que lhe dá o lugar de charneira. Nada a ver com cordões sanitários pela democracia. Só a sua recusa absoluta, dizendo que cabia ao Chega garantir a maioria de direita, poderia ter salvado o PS. Mas a grande maioria dos socialistas considerava que isso era entregar o PSD ao Chega, preferindo o sacrifício do seu próprio partido e entregando ao Chega a liderança da oposição.

Este é um barco que já partiu. Não tenho grandes conselhos a dar ao PS e desconfio de quem os dê em cima de resultados que levam a uma mudança tão estrutural. Quem ouviu Medina e Carneiro, saberá que a diferença, não sendo de pormenor, é de grau: condições negociadas, no primeiro, ou nem perder tempo com isso, no segundo. Mas tem de haver pelo menos uma condição: ou a AD fala com o PS, ou com o Chega. Bigamia não.

O problema da fé na eficácia deste caminho é basear-se numa realidade política que morreu há um ano. Que acredita que a tradição ainda é o que era, quando tínhamos um sistema de dois grandes partidos ao centro. Que, quando o governo falhar, quem cumpriu o papel da oposição beneficiará da alternância. O Chega será, depois de virem os resultados da emigração, líder da oposição. Neste momento, o PS disputa esse lugar, não o do poder. Mas, se não é na oposição que está, não é a liderança da oposição que recuperará.

Os próximos tempos, com uma crise económica, todos os casos de Montenegro a regressarem e a centralidade da imigração no debate público, serão excelentes para Ventura. Ser um PS anestesiado a sustentar este governo fará o resto. Se a regra da alternância funcionar, o desafiador será o que está fora da governação, apresentando-se como alternativa.

O papel do PS será o de ser responsabilizado pela próxima crise, como foi por esta. Se o PS seguir este caminho, como talvez seja inevitável que siga, o resto da esquerda minguada e desgastada terá de se reinventar. Como fez noutros lugares, onde estava moribunda, assumindo a disputa pela oposição com a extrema-direita. Deixo isso para outro texto, que não será mais otimista do que este, pelo menos para o futuro próximo.

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O papel de comentador não é fácil. O Daniel Oliveira foi o mesmíssimo que disse que aquele resultado de 2024 tinha sido a melhor coisa que podia acontecer ao PS e ao PNS.

Não estou a ser irónico - o trabalho deles não é mesmo fácil, é muito fácil fazer uma análise errada do contexto, como o fez em 2024 e como possivelmente o faz agora.

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Citação de Mica, há 9 minutos:

O papel de comentador não é fácil. O Daniel Oliveira foi o mesmíssimo que disse que aquele resultado de 2024 tinha sido a melhor coisa que podia acontecer ao PS e ao PNS.

Isso não interfere em nada com o que ali está escrito. 

Até faz uma critica a esse período:

Até já se descongelou a conversa do PS radical de Pedro Nuno Santos, deslocada do programa que apresentou (quase igual ao da AD), da oposição que (não) fez e dos elogios que recebeu a sua nova moderação, quando abandonou parte da agenda e até do perfil que até então tivera

Tu podes achar que o tempo de oposição seria uma boa oportunidade para alguém e depois achar que ele desperdiçou essa oportunidade por uma série de motivos.

  • Concordo! 1

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Citação de Cannonball, há 16 horas:

Entre Almirante, Ventura e Marques Mendes voto pela primeira vez em branco.

Tendo essas escolhas, votava no Marques Mendes sem grande peso na consciência. É o mal menor.

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Citação de HappyKing, há 31 minutos:

Isso não interfere em nada com o que ali está escrito. 

Até faz uma critica a esse período:

Até já se descongelou a conversa do PS radical de Pedro Nuno Santos, deslocada do programa que apresentou (quase igual ao da AD), da oposição que (não) fez e dos elogios que recebeu a sua nova moderação, quando abandonou parte da agenda e até do perfil que até então tivera

Tu podes achar que o tempo de oposição seria uma boa oportunidade para alguém e depois achar que ele desperdiçou essa oportunidade por uma série de motivos.

O PNS foi igual a si mesmo, se era isso que não devia ter sido então sim, fui eu a interpretar mal o que ele quis dizer. Pensei que seria mais numa ótica de deixar o governo da AD se desgastar.

De qualquer forma não consigo imaginar um cenário em que o PS conseguisse vencer isto.

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China, Cuba, Laos, Coreia do Norte, Bangladesh, Índia, Portugal e Sri Lanka

Muito em breve o lote de países com Socialismo na Constituição ficará reduzido a 7 para gáudio dos liberais.

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Citação de rcoelho14, há 11 minutos:

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Soberania nacional e tal, mas não sei se a União Europeia ia achar muita piada... 

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Liberalização dos despedimentos sem justa causa apenas terá como consequência a entrada massiva no mercado de trabalho de mão-de-obra emigrante mais barata e mais desprotegida no que toca a direitos laborais do que a nacional.

Imaginem qual será o partido que mais ganhará com isso?

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Citação de Lebohang, há 1 minuto:

Liberalização dos despedimentos sem justa causa apenas terá como consequência a entrada massiva no mercado de trabalho de mão-de-obra emigrante mais barata e mais desprotegida no que toca a direitos laborais do que a nacional.

Imaginem qual será o partido que mais ganhará com isso?

Aquele que também iria contribuir para essa alteração constitucional?

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