Burkina2008 Publicado 18 Junho 2025 Citação de xicantonio, há 5 horas: Como diz o Daniel Sampaio na pediatria "comportamento observado 'e comportamento aprendido" Compartilhar este post Link para o post
Almeno Publicado 18 Junho 2025 Citação de La Flame, há 11 horas: É incrível como são sempre aqueles de quem menos estamos à espera. Sim, mas repara, se me dissessem que havia um pai de um deputado da AR que pertencia a um grupo Neonazi, eu lembrava-me de 10 ou 15 nomes antes de chegar à Rita Matias. 1 2 Compartilhar este post Link para o post
SAS_Robben Publicado 18 Junho 2025 Citação de Almeno, há 4 minutos: Sim, mas repara, se me dissessem que havia um pai de um deputado da AR que pertencia a um grupo Neonazi, eu lembrava-me de 10 ou 15 nomes antes de chegar à Rita Matias. Se há pessoas no parlamento que trasmite pura energia de ódio e arrogância das SS é a Rita Matias. 2 Compartilhar este post Link para o post
Almeno Publicado 18 Junho 2025 Citação de SAS_Robben, há 16 minutos: Se há pessoas no parlamento que trasmite pura energia de ódio e arrogância das SS é a Rita Matias. “Rita Matias explicou o envolvimento do deputado do Chega em prostituição de menores. Antes deste, pensava noutros 10 colegas” Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 18 Junho 2025 Hoje o expresso já tem mais detalhes destes gajos do grupo nazi que foram presos ontem. Parece-me uma versão tuga mais ou menos inspirada numa Atomwaffen Division e no The Base que é uma moda recente da facharia internacional na onda do aceleracionismo de extrema direita, guerra racial, etc, muito focado na organização e treino militar e com o objectivo da prática de terrorismo para enfraquecer o estado. Aqui ao lado em Espanha também já têm ido de saco uns quantos deste género. Compartilhar este post Link para o post
smashing_pumpkin Publicado 18 Junho 2025 (editado) Para aligeirar o ambiente, o secretário do turismo da madeira decidiu ontem tratar por "gaja" uma deputada do PS em pleno parlamento. E isto só se sabe porque a rtp-madeira fez notícia com isso, o diário de notícias e jornal da madeira deviam estar no coff€€ break. E isto vem de uma pessoa que era tida como das mais razoáveis e democráticas do governo! (Apesar de ser um peneirento de primeira). Editado 18 Junho 2025 por smashing_pumpkin Compartilhar este post Link para o post
smashing_pumpkin Publicado 18 Junho 2025 Já agora deixo também esta pérola https://www.jm-madeira.pt/regiao/il-sugere-liberalizacao-do-setor-primario-LM18369442 Aposto que ele nem sabe o que diz ou o significado do que diz. Como se o sector primário não fosse maioritariamente (ou mesmo totalmente) privado. Mas só existe (e é rentável) devido aos apoios estatais. Sem isso já não existia na madeira. De resto, também foi um belo momento, em que só faltou babar-se, quando o senhor da IL falou a favor da gestão privada da natureza da madeira. Só foi pena ninguém da esquerda ter lido o texto do Saramago. Compartilhar este post Link para o post
Puto Perdiz Publicado 18 Junho 2025 Até sair a notícia da operação da PJ nunca tinha ouvido falar desse grupo facho Compartilhar este post Link para o post
RAG Publicado 18 Junho 2025 Citação de Descartes, há 12 horas: O PS sempre se gabou, e bem, de ser um Partido plural que acolhe pessoas com pensamentos e ideias diferentes. Mas esse pluralismo deve ser apresentado e debatido em "casa". Nas discussões e escolhas internas. Não devem transpirar para a praça pública. Há quem defenda que estas recentes divergências decorrem do facto de não ter havido espaço para essa discussão na sucessão do PNS. E, provavelmente, com toda a razão. O que me chocou mais recentemente foram as palavras do tradicionalmente moderado Francisco Assis em relação ao Manuel Pizarro. Considerando abjeta a posição que este assumiu em comunicado sobre as agressões entre o Filipe Araújo e o Vasco Ribeiro. É incompreensível. https://www.rtp.pt/noticias/politica/assis-considera-abjeta-posicao-de-pizarro-sobre-alegadas-agressoes-no-porto_n1662072 Fun fact, o Pizarro foi médico do Assis e a mulher do Pizarro é amiga de infância do Assis Compartilhar este post Link para o post
Jimpo Publicado 18 Junho 2025 Fun fact também, a avó materna da Rita Matias é goesa. Compartilhar este post Link para o post
Thierry Henry Publicado 18 Junho 2025 Citação de Descartes, há 15 horas: Denota, ainda assim, que o aparelho do PS está uma autentica balbúrdia. Como é que foi possível que chegassem a este ponto apenas ano e meio depois do Costa ter saído? É que há broncas em todo o lado. Parece que cada um faz as coisas como bem lhe apetece na sua capelinha, não existe orientação, estratégia ou visão comum. Em Gondomar temos o Marco Martins, que foi Presidente da Câmara desde 2013 até ao início deste ano para saltar para a UNIR, a destratar publicamente seu o sucessor (que era seu vice) e que será o candidato do PS nas próximas autárquicas, enquanto apoia o agora candidato independente Carlos Brás, que era deputado nacional pelo PS até ao final da última legislatura e que falhou a reeleição por dois (ou um, porque entrou uma suplente) deputados. Vão acabar a conseguir entregar a presidência ao PSD, diria. Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 18 Junho 2025 A averiguação preventiva do PNS foi arquivada. Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 19 Junho 2025 Citação de Thierry Henry, há 18 horas: Em Gondomar temos o Marco Martins, que foi Presidente da Câmara desde 2013 até ao início deste ano para saltar para a UNIR, a destratar publicamente seu o sucessor (que era seu vice) e que será o candidato do PS nas próximas autárquicas, enquanto apoia o agora candidato independente Carlos Brás, que era deputado nacional pelo PS até ao final da última legislatura e que falhou a reeleição por dois (ou um, porque entrou uma suplente) deputados. Vão acabar a conseguir entregar a presidência ao PSD, diria. Porque este novo moço não queria fazer o que o Marco Martins queria e não o quis meter como nr 1 para as listas da Assembleia Municipal. Só por isto, as hipóteses de votar no moço são bem altas. E só uma correção: o influencer Marco Martins não foi para a Unir, foi para outra m*rda sugadora de dinheiro para gerir a Unir e a STCP. Ele fartou-se de bater na Unir quando houveram os problemas, como se a responsabilidade não fosse dele e doa restantes autarcas Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 19 Junho 2025 Por falar em PS eu adorava saber que tacho vão arranjar ao Ezequiel Valadas de Gaia Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 19 Junho 2025 Citação Chega: sociologia de um destino • Pedro Levi Bismarck 1. Santa Eulália Nas eleições legislativas de Maio de 2025, na freguesia do Bonfim, no Porto, o Chega teve 1760 votos (12%) e em Arroios teve 1752 (11%). Estas são duas das freguesias do país onde a imigração tem sido apresentada como um problema grave, desencadeando conflitos, insegurança e medo. A votação está longe de exprimir a tão famosa «percepção». Em Monte Gordo, o Chega teve 912 votos (50%) e na freguesia de Odemira a sua votação alcançou os 876 votos (32%). Em contrapartida, na freguesia de Caia, São Pedro e Alcáçova (Elvas) o Chega teve 1215 votos (49%) e na freguesia de Santa Eulália, também em Elvas, teve 286 votos (52%). Entre os vários testemunhos recolhidos, uma notícia da Lusa sobre Elvas refere que há um descontentamento geral da população com as políticas seguidas nos últimos anos: falta de médicos, de transportes, de segurança, isto, claro, no contexto de uma população envelhecida. Numa primeira análise aos resultados das legislativas parece ser mais claro que o fio que une o eleitorado do Chega está longe de se circunscrever, simplesmente, à imigração, tratando-se de uma combinação mais complexa de factores, que têm a crise do Estado e do Estado social em pano de fundo. 2. Portugal rural De forma genérica, penso que é possível dizer que o Chega não tem uma expressão urbana acentuada, mas tem uma expressão rural forte, sobretudo (mas não só) em zonas do país com uma população substancialmente idosa, onde a presença do Estado (social) entrou em forte contracção nos últimos anos. O Alentejo é, aliás, disso um exemplo maior. Falamos de zonas de estagnação ou depressão económica fruto de um modelo económico hipercentralizado que destruiu a escala social que sustentou e construiu estes lugares durante séculos. A imigração é apenas uma expressão, nem sempre a mais forte ou preponderante, de um sentimento generalizado de perda: do Estado, da economia, da sociedade. Lugares despovoados que foram tornados obsoletos ou reduzidos à condição de simples paragens técnicas ou lugares de «exploração intensiva» (olival, eucalipto) na cadeia logística da grande agricultura industrializada que corre em grande velocidade para os centros urbanos, desfigurando ainda mais estes territórios. O processo de desenvolvimento de Portugal a seguir ao 25 de Abril assentou numa mudança radical, antropológica, poder-se-ia dizer, que implicou o abandono de todo um modelo económico baseado na agricultura. Enquanto os novos núcleos urbanos e as grandes periferias foram associados à possibilidade de conquista de melhores condições de vida, uma grande parte do interior permaneceu vinculado a uma ideia de «atraso» e «subdesenvolvimento» ligado a uma percepção negativa da «vida rural». A agricultura tornou-se uma coisa do passado, anacrónica, entregue aos mais velhos. O resultado, como se observou, é um grande desequilíbrio demográfico, social e económico entre o «litoral» e o «interior». O interior rural é uma imensa acumulação de ruínas, casas abandonadas, campos por cultivar, extensas manchas de florestas ardidas. Um território vazio e destruído que parece ter sido objecto de uma guerra sem quartel. Uma guerra desencadeada pelo próprio capitalismo contra as populações, os seus lugares e a sua vida. Ora, o grande fracasso dos 50 anos de democracia foi claramente a regionalização: isto é, a não implementação de políticas locais e regionais capazes de se opor a esse movimento de acumulação e concentração inerente ao capitalismo. Pelo contrário, acentuou-se uma dependência generalizada, política e económica, do território nacional relativamente a Lisboa e, sobretudo, com a crise de 2007-2013, uma retirada constante e progressiva do Estado, pondo em causa a subsistência de serviços públicos essenciais (centros de saúde, postos de correio, escolas e, até, agências bancárias) e deixando para trás políticas estratégicas de planeamento. As juntas de freguesia, por exemplo, são uma caricatura do poder público. Há lugares em que estão abertas ao público apenas uma ou duas vezes por semana. 3. Uma economia asocial Uma grande parte da população destes territórios é, de facto, filha do Estado social e das suas promessas: eles são os órfãos da social-democracia. A sua ideologia não é a da CDU ou a do Bloco ou do Livre, nem da Iniciativa Liberal, o seu discurso não lhes diz nada, porque é nos valores da social-democracia que foram formados. E foi a social-democracia quem os traiu. (Essa é a grande ironia política: a sua incapacidade em reconhecer que são esses partidos, o Bloco, o Livre, a CDU, os últimos representantes daquilo que resta da social-democracia e da salvaguarda do seu estatuto.) O Chega é a representação dos revoltados do sistema: aqueles que foram formados a partir das suas promessas irrealizadas e dos seus mitos. O Chega é o inconsciente reprimido da social-democracia, o grande reservatório das promessas que ficaram por cumprir ao longo destes últimos cinquenta anos. Muitos destes lugares vivem hoje uma espécie de economia asocial ou dessocializada: o dinheiro circula, reproduz-se, mas não constrói uma comunidade, aprofunda desigualdades, isola, desvincula. O modelo da «exploração intensiva», seja na agricultura ou no turismo compreende uma economia separada da realidade social em que existe. Os lucros da sua actividade estão mais pertos dos seus accionistas nas Ilhas Caimão do que da freguesia de Santa Eulália. A figura do imigrante é talvez aquela que melhor exprime e torna visível o paradigma desta economia asocial, e, por isso, ele é um bode expiatório. A animosidade relativamente a essa economia destrutiva, esse sentimento de despossessão e de perda que atravessa o Portugal Rural é transferido para o imigrante. Porque aquilo que essas pessoas vêem no imigrante (desenraizado, deslocalizado, empobrecido) é o seu próprio reflexo: também elas se tornaram imigrantes num lugar que se tornou, também para elas, irreconhecível e estranho. Claro que isto não significa desvalorizar a existência de um racismo estrutural, animado de preconceitos relativamente alguém que é identificado como «outro». Curiosamente, em Monte Gordo passa-se o contrário: o turista, maioritariamente branco, não incarna essa lógica, porque é ele quem, desde logo, detém uma posição de superioridade de capital, mas a economia revela-se da mesma forma, isto é, na sua total associalidade e separação. O neoliberalismo ganhou a batalha da demonização da esquerda parlamentar, aquela que lançou as bases da social-democracia, que fez a constituição de Abril, e que, na verdade, foi sempre a única a saber o que é o capitalismo, como o gerir, como o reformar e como o administrar de forma a fazer dele um sistema social minimamente aceitável. Não é certamente ao liberalismo e aos mitos da «mão invisível» que devemos a consolidação do capitalismo enquanto tal, porque este, sim, nunca teve a capacidade de pensar o capitalismo para além da reprodução imediata e privada do lucro. É por isso que a social-democracia existiu nos termos em que existiu: porque foi a fórmula que tentou, pese embora todas as contradições, construir um equilibro entre a voracidade exploradora do capital e um mínimo de políticas redistribuidoras e sociais. 4. Covas do Barroso Na freguesia de Covas do Barroso, a Aliança Democrática ganhou com 60% dos votos, o Chega teve apenas 6%. (Há um debate interessante a fazer sobre as diferenças entre norte e sul. Rapidamente, talvez se pudesse dizer que no norte a presença da direita é forte e continua a prevalecer, enquanto no Alentejo não havia um enraizamento forte de um partido de direita capaz de dar voz a esse descontentamento despolitizado das classes médias). No caso de Covas, a exploração das minas de lítio ameaça destruir o frágil, mas rico ecossistema desta freguesia. E a população tem-se mobilizado arduamente contra o gigantesco poder desta multinacional apoiada pelos dispositivos políticos e legais do Estado Português. Ao longo dos últimos anos PS e PSD têm desenvolvido políticas absolutamente contrárias aos interesses desta comunidade e, no entanto, esta acredita que o voto na AD é aquele que melhor defende os seus interesses e a sua existência. É um caso de estudo, mas sintomático. Contra todas as evidências dos interesses reais do Estado e do governo neste processo, a população continua a depositar o seu voto na AD. A «propriedade», os «valores da cultura local», a «iniciativa individual», são princípios consagrados que caracterizam esta população. Valores construídos certamente nas últimas décadas, talvez com menos base histórica do que aquilo que se poderia imaginar, veja-se a longa história do comunitarismo rural desta zona. São estes os valores de que a direita se reivindica, mas não são certamente os valores que pratica. Não é a esquerda que persegue valores abstractos universais, é a direita. A abstracção do princípio da propriedade privada, por exemplo, permite num mesmo conceito condensar a pequena propriedade e a grande propriedade, legitimando a concentração e o monopólio fundiário, legitimando políticas que a médio prazo pressupõe a destruição do pequeno proprietário e do seu território. Do mesmo modo, nada há de «conservador» culturalmente na direita: têm sido estes os mais dinâmicos a colocar em causa os valores e o património cultural. Até a ancestral troca de sementes foi proibida em nome do negócio milionário das patentes e das grandes multinacionais do agro-negócio. Assim, paralelamente, nada pode subsistir de iniciativa individual numa economia asocial, numa economia que deixou de ter qualquer vínculo com a comunidade em que se insere. O estado de abandono e degradação, o isolamento em que vive o interior, resulta do conjunto de políticas específicas que foram levadas a cabo, nas últimas décadas, pelo PSD e pelo PS. O Chega recolhe todos estes despojos para construir e levantar outros mitos. Mas o objectivo é sempre o mesmo, em nome dos grandes grupos económicos deixar que o capitalismo possa continuar a trilhar o seu caminho, continuar a isolar, individualizar e atomizar a sociedade, mobilizando o princípio da propriedade como «último bastião de segurança» num mundo cada vez mais inseguro, isto é, tornado cada vez mais inseguro por esses cujo objectivo é apenas a maximização do seu lucro e dos seus rendimentos, nem que seja à custa da destruição da própria sociedade. 5. Esquerda e neoliberalismo Não há «lições» para dar à esquerda. Há uma prática que precisa de encontrar as suas instituições, os seus instrumentos, as formas de organização e de acção colectiva, capaz de produzir uma crítica partilhável do capitalismo e desencadear um verdadeiro antagonismo diante da auto-confiança ilimitada deste. A crença absoluta no «fim da história» e no triunfo da democracia liberal reduziu a política à sua dimensão puramente gestionária e tecnocrática, isto é: despolitizou e desideologizou a política. Para a classe média, a política reduz-se à gestão do orçamento de Estado. Ela não vê a política como ideologia, porque se situa a si mesmo fora da história e para lá da história. A classe média não tem uma consciência política de si, nem da sociedade, dos antagonismos e das contradições que a atravessam e a produzem no quadro do capitalismo. A incapacidade de pensar um modo de vida e um modo de organização colectiva da sociedade para além do capitalismo é sintomático de um senso comum que interiorizou plenamente os valores e os princípios do mercado, e que, por isso mesmo, não está habilitado para pensar as crises e o processo de expropriação permanente que hoje tomou conta da sua vida. O domínio do discurso neoliberal e dos seus mitos é hoje total. O direito a ser rico é hoje um direito universal incontestável fruto do «trabalho» e do «mérito» que ninguém se atreve a contestar, quando, na verdade, ele assenta na exploração do trabalho, na extracção de renda e na distribuição de dividendos. Há toda uma visão idílica da política, produzida pela social-democracia para pacificar as massas, que foi aproveitada pelo neoliberalismo e que dissimula hoje a realidade de uma guerra civil em curso. Quantos mais ricos, mais pobres existem. A luta de classes, a luta entre aqueles que detém os meios de produção e os que vivem da venda da sua força de trabalho, não deixou de existir. Bem pelo contrário, as formas de extracção de mais-valia não estão, hoje, apenas no trabalho, tomaram conta de todos os aspectos da vida, da saúde à educação. A desigualdade é a fundação e o destino do capitalismo. É certo que o capitalismo «produz riqueza», mas aquilo que o caracteriza é o modo como ele dissimula, externaliza e adia os custos pesados dessa produção. Este é talvez o facto mais relevante do presente: a vigência única e absoluta de um capitalismo que absorveu tudo e todos e que não parece precisar de legitimação ou de justificação, precisamente no momento histórico em que se torna evidente como os princípios da economia capitalista baseados no progresso infinito e na exploração infinita dos recursos naturais colocam em causa as condições vitais e básicas da nossa própria existência: do desaparecimento assustador da biodiversidade aos nano-plásticos que fazem já, hoje, parte da composição do nosso corpo. E, no entanto, é a própria catástrofe, sempre prestes a acontecer, que parece hoje animar um neoliberalismo encantado e inebriado com a rentabilidade económica da iminência do próprio fim. E é também enquanto catástrofe iminente que a extrema-direita contribui para a normalização do próprio sistema e das suas políticas neoliberais. Pedro Levi Bismarck Editor do jornal Punkto, crítico e ensaísta, investigador no CEAU (Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto). Nota da edição Artigo publicado na sequência do artigo «“O Futuro é já”»: a política, o fascismo, o mito». Ficha técnica Chega: sociologia de um destino • Pedro Levi Bismarck Data de publicação • 21.05.2025 Edição #43 • Inverno-Primavera 2025 4 Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 19 Junho 2025 Temos de parar de intelectualizar temas burros pra nos sentirmos inteligentes. Tipo os limites do humor (os genios deste país são bruno nogueira, o ricardo pereira, o daniel oliveira ou o beto do 45 graus) ou o fenomeno chega. As pessoas votam chega pq estão maluquinhas. Acham que vão ficar satisfeitas com o estado do mundo se mandarmos os monhés e os pakis embora, que se acabarmos com o rsi dos ciganos seremos ricos, que os brasileiros recebem balurdios a trabalharem nas obras Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 19 Junho 2025 Averiguação preventiva a Luís Montenegro só vai ter decisão do MP depois das férias judiciais. PJ chamada a analisar documentação Alguém com notícia completa? Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 19 Junho 2025 Citação de HappyKing, há 18 minutos: Averiguação preventiva a Luís Montenegro só vai ter decisão do MP depois das férias judiciais. PJ chamada a analisar documentação Alguém com notícia completa? Spoiler A Averiguação Preventiva à empresa familiar de Luís Montenegronão está ainda concluída e o Expresso sabe que o procurador do DCIAP encarregado deste caso só apresentará as suas conclusões depois das férias judiciais. Ou seja, depois de 31 de agosto. À partida, tem duas hipóteses: ou arquiva as suspeitas, ou manda o caso para o Supremo e instaura um processo-crime com o atual primeiro-ministro como visado. No dia em que confirmou o arquivamento da Averiguação Preventiva a Pedro Nuno Santos por “manifesta” falta de indícios criminais, o procurador-geral da República explicou que o dossier do primeiro-ministro em exercício tem “muito mais documentação” do que o do antigo secretário-geral socialista e revelou que essa documentação está a ser analisada pela Polícia Judiciária, facto até então desconhecido. O líder da hierarquia do Ministério Público disse esperar uma decisão “fundamentada para breve”. Ao contrário do que aconteceu no caso do ex-líder socialista, os procuradores sentiram necessidade de recorrer à PJ para analisar os indícios recolhidos, o que significará que a Averiguação Preventiva a Luís Montenegro é mais complexa. Dado o tipo de suspeitas, o mais provável é que seja a Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ a fazer a investigação. “O MP quer decidir as coisas como deve ser, bem analisadas, com segurança e, portanto, é isso que pretendemos: abordar todas as questões subjacentes para que não haja dúvidas sobre o que é que aconteceu”, insistiu Amadeu Guerra. A Averiguação Preventiva a Luís Montenegro e à empresa familiar Spinumviva foi aberta em março de 2025, a seguir à queda do Governo e ainda antes das eleições legislativas antecipadas que deram uma vitória clara à coligação liderada pelo atual primeiro-ministro. Em causa estão três queixas anónimas relacionadas com os negócios da Spinumviva, empresa de consultadoria que era detida pelo primeiro-ministro e que tinha como clientes empresas como a Solverde. O facto de não ter sido aberto um inquérito-crime implica, por exemplo, que o procurador a quem a averiguação sobre Montenegro foi distribuída não pode aceder a contas bancárias ou a qualquer documentação entregue pela Spinumviva à Autoridade Tributária. Só pode recorrer a informação recolhida em fontes abertas e nos registos comerciais. Procuradora que analisou averiguação preventiva a pedro nuno santos não encontrou quaisquer indícios de crime Será por isso difícil descobrir mais do que aquilo que foi divulgado, por exemplo, pelo Expresso: a Spinumviva recebia uma avença da Solverde de €4500 mensais quando Luís Montenegro era primeiro-ministro e tinha vendido as quotas à mulher com quem é casado em regime de comunhão de bens adquiridos. As três denúncias contra Montenegro são relatos das notícias que foram publicadas, enquadrados por argumentos jurídicos sobre os crimes que podem estar em causa nos factos que foram expostos, incluindo crimes de recebimento indevido de vantagem, procuradoria ilícita e falsas declarações. Em maio deste ano, a PGR admitiu ao Expresso que “foram solicitados elementos adicionais” em relação às duas averiguações preventivas então em curso — uma relacionada com o primeiro-ministro e outra relacionada com Pedro Nuno Santos. Benefício com IMI seria de 13 euros A Averiguação Preventiva do ex-líder socialista foi arquivada esta semana pela procuradora Inês Bonina, que concluiu não existirem indícios suficientes para abrir um processo-crime. Em relação aos fundos usados para comprar as duas casas usadas pelo socialista e pela mulher “inexistem quaisquer suspeitas de que os fundos utilizados tenham origem diversa, que não a de rendimentos de trabalho ou o património dos pais, tanto de Pedro Nuno Santos como de Ana Catarina Gamboa”, concluiu Bonina. A procuradora, uma das mais experientes do DCIAP, revela ainda no despacho de arquivamento que em relação às suspeitas de fuga ao pagamento do IMI, “o alegado benefício da suposta tentativa de evitar pagar aquele imposto municipalseria de apenas 12,94 euros”. Nas 32 páginas do despacho que tem a data de 18 de junho, a magistrada conclui que nenhuma das suspeitas apontadas a Pedro Nuno Santos tem “o mínimo fundamento”. Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 20 Junho 2025 Políticos de esquerda eram os alvos de grupo neonazi desmantelado pela Polícia Judiciária Spoiler As publicações do Movimento Armilar Lusitano (MAL) nos grupos online fechados do Telegram e do Signal “foram pautadas por ataques constantes a Governos e figuras de esquerda, em Portugal e no estrangeiro, poupando apenas Governos conotados com a extrema-direita ou o populismo”. Esta é uma das informações reveladas no despacho de indiciação do Ministério Público, a que o Expresso teve acesso. “Defendiam um ideário antissistema e que incitava à discriminação, ao ódio ou à violência contra imigrantes e refugiados.” Embora nunca tenha chegado a haver planos concretos para atacar determinados políticos, eram referidos com insistência nessas conversas atos como a invasão ao Palácio de Belém ou ao Parlamento. Apesar destas ameaças, uma fonte judicial garante que nunca houve políticos sob proteção especial devido às incitações à violência nestes fóruns fechados. Já os serviços do Parlamento referem que se encontra em curso a análise de uma proposta de alteração ao regulamento de acesso, circulação e permanência, elaborada por um grupo de trabalho constituído por elementos da GNR e PSP. “O regulamento é atualizado sempre que é identificado um nível de ameaça ou uma fragilidade que o justifique”, referiu ao Expresso a secretaria-geral da Assembleia da República. D.R. Este tipo de ideias trocadas entre os membros do MAL eram inspiradas no grupo antissistema alemão Reichsbürger, desmantelado em 2022, e que chegou a planear uma invasão ao Governo ou o rapto do ministro da Saúde do Governo social-democrata, Karl Lauterbach. Um outro grupo extremista islandês travado nesse ano pelas forças especiais, e que comprava armas em 3D, também serviu de modelo aos neonazis portugueses. Movimento Armilar Lusitano foi fundado em 2018 por um chefe da polícia, um motorista de pesados e uma segurança O MAL, desmantelado no início desta semana pela Unidade Nacional Contraterrorismo da PJ, foi fundado em 2018 por Bruno G., um chefe da PSP, Bruno C., um motorista de pesados emigrado na Suíça, e Tatiana L., segurança. Só os dois primeiros foram detidos na operação Desarme 3D, acabando por ficar em prisão preventiva por indícios de crimes terroristas. Do total de seis detidos na terça-feira, quatro foram alvo da medida de coação mais pesada. O juiz de instrução Francisco Coimbra considerou haver perigo de fuga, de perturbação da ordem pública e continuação da atividade criminosa. O Expresso sabe que entretanto já existem pelo menos mais dois elementos do MAL constituídos arguidos neste caso. D.R. O MP revela que este grupo neonazi nasceu da confluência de outros subgrupos nacionalistas que já se extinguiram. Entre eles o Gárgulas de Portugal, o Soldiers of Odin ou a Nova Ordem Social, liderado então por Mário Machado, que cumpre pena de prisão por crimes de ódio. O documento judicial mostra ainda que o MAL promoveu alguns protestos de rua como o dos coletes amarelos, que em Portugal não teve grande impacto social. O Expresso sabe que alguns dos seus elementos terão também participado na Parada Ku Klux Klan, no verão de 2020, com o desfile de dezenas de pessoas com máscaras brancas a tapar o rosto e tochas em frente à sede do SOS Racismo, em Lisboa. Nazis nas polícias e exército Três anos depois de fundarem o MAL, oslíderes decidiram iniciar um processo de recrutamento onlinecom o objetivo de criar uma milícia. Foram selecionando centenas de potenciais militantes através de boletins com elementos biográficos como a constituição física, experiência militar, profissão ou até conhecimentos em medicina e primeiros socorros. Vão ser revistas as regras de acesso, circulação e permanência na Assembleia da República Bruno G., o polícia, fazia questão de entrevistar pessoalmente alguns dos candidatos mais promissores. E dava preferência a quem tivesse experiência em usar armas de fogo, procurando pessoas que trabalhassem na segurança privada, nas forças policiais ou militares e com “disponibilidade para ações concretas”. Para a investigação existe a certeza de que há elementos das polícias e das Forças Armadas no grupo. Falta no entanto perceber quantos são. Neste momento ainda não há um número concreto definido, apurou o Expresso junto de fontes do processo. O especialista em terrorismo Felipe Pathé Duarte, do Research Committee da EU Knowledge Hub para a Prevenção da Radicalização e do Extremismo da Comissão Europeia, não tem dúvidas de que as forças de segurança portuguesas estão a ser infiltradas por grupos extremistas de direita. “Este fenómeno tende a intensificar-se. Segue um padrão. O nexo entre extremismo violento de direita e forças de segurança ou Forças Armadas existe em vários países ocidentais. Mas é uma relação multifacetada e complexa. Muitos incidentes envolvendo polícias ou militares têm sido tratados como casos isolados, mas há um padrão que aponta para uma ligação mais estrutural.” D.R. Extremistas com armas 3D Enquanto entrevistavam candidatos para as fileiras do MAL, os cabecilhas começaram a adquirir armamento, sobretudo pistolas, com a tecnologia 3D, bem como a definir células autónomas (no norte, centro e sul do país) e a treinar os recrutas com armas airsoft. Segundo o MP, “o território nacional serviu para facultar aos seus membros apoio logístico, treino, formação e preparação para substituírem o Estado, se necessário, através de métodos violentos”. A própria Polícia Judiciária, que monitorizava os chats de conversação, confessou ter ficado “surpreendida” com a quantidade e qualidade das armas apreendidas ao grupo. O modelo da arma 3D apreendida nesta operação, a FGC-9, tem sido ligada a elementos de grupos de extremistas europeus, essencialmente de extrema-direita. Há também relatórios de tentativas de aquisição por parte de elementos associados à extrema-esquerda — estes essencialmente adquirem peças isoladas, para depois montarem a arma com partes provenientes de múltiplas fontes, tentando dificultar as investigações. De acordo com um estudo do Observatório de Segurança Interna, os preços destas armas 3D são elevados, com peças a custarem acima dos €800. “É material caro, estamos a falar de muitos milhares de euros”, enfatizou Manuela Santos, diretora da Unidade Nacional Contraterrorismo, na conferência de imprensa sobre esta operação. Quanto às impressoras que produzem o armamento 3D, têm uma formatação que permite identificar a assinatura de quem as produziu, podendo por isso ser “rastreáveis”. Ou seja, segundo fontes ouvidas pelo Expresso, será “difícil mas não impossível” que as autoridades portuguesas consigam identificar onde foram fabricadas. Segundo a Europol, 11 das 12 recentes apreensões de armas 3D na Europa envolveram ativistas de extrema-direita. Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 20 Junho 2025 Para quando colocar a polícia e os militares a limpar matas? Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 20 Junho 2025 Citação de Che, há 19 minutos: Para quando colocar a polícia e os militares a limpar matas? Os policiais metiam baixa. 1 Compartilhar este post Link para o post
challenger Publicado 20 Junho 2025 (editado) Parto-me a rir com os jornalistas e comentadores que dizem que essa malta do MAL tem de ter acesso a grande financiamento porque têm impressoras 3D que são muito caras e que o material é muito caro. Trabalho na área e uma impressora 3D como a que aparece no vídeo da apreensão pode arranjar-se por uns 300€ a 1000€ (não dá para ver bem a dimensão mas não me parece-me muito grande). Deviam estar assustados mas é por outra via, já que com pouco dinheiro e com algum conhecimento técnico e experiência quase qualquer um pode produzir armas potencialmente letais. Nem sequer é preciso ter grandes posses ou financiamento. Sim há equipamentos que custam dezenas, centenas e até milhões de euros, mas não são impressoras daquelas. Editado 20 Junho 2025 por challenger 1 Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 20 Junho 2025 Esse grupo de extrema-direita escolheu uma sigla péssima para o nome, cada vez que escrevem MAL a primeira coisa que me vêm à cabeça é o deputado anti-socialista da Iniciativa Liberal que é sempre eleito para o parlamento por Aveiro. 1 Compartilhar este post Link para o post
Axadrezado Publicado 20 Junho 2025 Citação de rcoelho14, há 1 hora: Políticos de esquerda eram os alvos de grupo neonazi desmantelado pela Polícia Judiciária Ocultar conteúdo As publicações do Movimento Armilar Lusitano (MAL) nos grupos online fechados do Telegram e do Signal “foram pautadas por ataques constantes a Governos e figuras de esquerda, em Portugal e no estrangeiro, poupando apenas Governos conotados com a extrema-direita ou o populismo”. Esta é uma das informações reveladas no despacho de indiciação do Ministério Público, a que o Expresso teve acesso. “Defendiam um ideário antissistema e que incitava à discriminação, ao ódio ou à violência contra imigrantes e refugiados.” Embora nunca tenha chegado a haver planos concretos para atacar determinados políticos, eram referidos com insistência nessas conversas atos como a invasão ao Palácio de Belém ou ao Parlamento. Apesar destas ameaças, uma fonte judicial garante que nunca houve políticos sob proteção especial devido às incitações à violência nestes fóruns fechados. Já os serviços do Parlamento referem que se encontra em curso a análise de uma proposta de alteração ao regulamento de acesso, circulação e permanência, elaborada por um grupo de trabalho constituído por elementos da GNR e PSP. “O regulamento é atualizado sempre que é identificado um nível de ameaça ou uma fragilidade que o justifique”, referiu ao Expresso a secretaria-geral da Assembleia da República. D.R. Este tipo de ideias trocadas entre os membros do MAL eram inspiradas no grupo antissistema alemão Reichsbürger, desmantelado em 2022, e que chegou a planear uma invasão ao Governo ou o rapto do ministro da Saúde do Governo social-democrata, Karl Lauterbach. Um outro grupo extremista islandês travado nesse ano pelas forças especiais, e que comprava armas em 3D, também serviu de modelo aos neonazis portugueses. Movimento Armilar Lusitano foi fundado em 2018 por um chefe da polícia, um motorista de pesados e uma segurança O MAL, desmantelado no início desta semana pela Unidade Nacional Contraterrorismo da PJ, foi fundado em 2018 por Bruno G., um chefe da PSP, Bruno C., um motorista de pesados emigrado na Suíça, e Tatiana L., segurança. Só os dois primeiros foram detidos na operação Desarme 3D, acabando por ficar em prisão preventiva por indícios de crimes terroristas. Do total de seis detidos na terça-feira, quatro foram alvo da medida de coação mais pesada. O juiz de instrução Francisco Coimbra considerou haver perigo de fuga, de perturbação da ordem pública e continuação da atividade criminosa. O Expresso sabe que entretanto já existem pelo menos mais dois elementos do MAL constituídos arguidos neste caso. D.R. O MP revela que este grupo neonazi nasceu da confluência de outros subgrupos nacionalistas que já se extinguiram. Entre eles o Gárgulas de Portugal, o Soldiers of Odin ou a Nova Ordem Social, liderado então por Mário Machado, que cumpre pena de prisão por crimes de ódio. O documento judicial mostra ainda que o MAL promoveu alguns protestos de rua como o dos coletes amarelos, que em Portugal não teve grande impacto social. O Expresso sabe que alguns dos seus elementos terão também participado na Parada Ku Klux Klan, no verão de 2020, com o desfile de dezenas de pessoas com máscaras brancas a tapar o rosto e tochas em frente à sede do SOS Racismo, em Lisboa. Nazis nas polícias e exército Três anos depois de fundarem o MAL, oslíderes decidiram iniciar um processo de recrutamento onlinecom o objetivo de criar uma milícia. Foram selecionando centenas de potenciais militantes através de boletins com elementos biográficos como a constituição física, experiência militar, profissão ou até conhecimentos em medicina e primeiros socorros. Vão ser revistas as regras de acesso, circulação e permanência na Assembleia da República Bruno G., o polícia, fazia questão de entrevistar pessoalmente alguns dos candidatos mais promissores. E dava preferência a quem tivesse experiência em usar armas de fogo, procurando pessoas que trabalhassem na segurança privada, nas forças policiais ou militares e com “disponibilidade para ações concretas”. Para a investigação existe a certeza de que há elementos das polícias e das Forças Armadas no grupo. Falta no entanto perceber quantos são. Neste momento ainda não há um número concreto definido, apurou o Expresso junto de fontes do processo. O especialista em terrorismo Felipe Pathé Duarte, do Research Committee da EU Knowledge Hub para a Prevenção da Radicalização e do Extremismo da Comissão Europeia, não tem dúvidas de que as forças de segurança portuguesas estão a ser infiltradas por grupos extremistas de direita. “Este fenómeno tende a intensificar-se. Segue um padrão. O nexo entre extremismo violento de direita e forças de segurança ou Forças Armadas existe em vários países ocidentais. Mas é uma relação multifacetada e complexa. Muitos incidentes envolvendo polícias ou militares têm sido tratados como casos isolados, mas há um padrão que aponta para uma ligação mais estrutural.” D.R. Extremistas com armas 3D Enquanto entrevistavam candidatos para as fileiras do MAL, os cabecilhas começaram a adquirir armamento, sobretudo pistolas, com a tecnologia 3D, bem como a definir células autónomas (no norte, centro e sul do país) e a treinar os recrutas com armas airsoft. Segundo o MP, “o território nacional serviu para facultar aos seus membros apoio logístico, treino, formação e preparação para substituírem o Estado, se necessário, através de métodos violentos”. A própria Polícia Judiciária, que monitorizava os chats de conversação, confessou ter ficado “surpreendida” com a quantidade e qualidade das armas apreendidas ao grupo. O modelo da arma 3D apreendida nesta operação, a FGC-9, tem sido ligada a elementos de grupos de extremistas europeus, essencialmente de extrema-direita. Há também relatórios de tentativas de aquisição por parte de elementos associados à extrema-esquerda — estes essencialmente adquirem peças isoladas, para depois montarem a arma com partes provenientes de múltiplas fontes, tentando dificultar as investigações. De acordo com um estudo do Observatório de Segurança Interna, os preços destas armas 3D são elevados, com peças a custarem acima dos €800. “É material caro, estamos a falar de muitos milhares de euros”, enfatizou Manuela Santos, diretora da Unidade Nacional Contraterrorismo, na conferência de imprensa sobre esta operação. Quanto às impressoras que produzem o armamento 3D, têm uma formatação que permite identificar a assinatura de quem as produziu, podendo por isso ser “rastreáveis”. Ou seja, segundo fontes ouvidas pelo Expresso, será “difícil mas não impossível” que as autoridades portuguesas consigam identificar onde foram fabricadas. Segundo a Europol, 11 das 12 recentes apreensões de armas 3D na Europa envolveram ativistas de extrema-direita. D.R. Este tipo de ideias trocadas entre os membros do MAL eram inspiradas no grupo antissistema alemão Reichsbürger, desmantelado em 2022, e que chegou a planear uma invasão ao Governo ou o rapto do ministro da Saúde do Governo social-democrata, Karl Lauterbach. Um outro grupo extremista islandês travado nesse ano pelas forças especiais, e que comprava armas em 3D, também serviu de modelo aos neonazis portugueses. Movimento Armilar Lusitano foi fundado em 2018 por um chefe da polícia, um motorista de pesados e uma segurança O MAL, desmantelado no início desta semana pela Unidade Nacional Contraterrorismo da PJ, foi fundado em 2018 por Bruno G., um chefe da PSP, Bruno C., um motorista de pesados emigrado na Suíça, e Tatiana L., segurança. Só os dois primeiros foram detidos na operação Desarme 3D, acabando por ficar em prisão preventiva por indícios de crimes terroristas. Do total de seis detidos na terça-feira, quatro foram alvo da medida de coação mais pesada. O juiz de instrução Francisco Coimbra considerou haver perigo de fuga, de perturbação da ordem pública e continuação da atividade criminosa. O Expresso sabe que entretanto já existem pelo menos mais dois elementos do MAL constituídos arguidos neste caso. D.R. O MP revela que este grupo neonazi nasceu da confluência de outros subgrupos nacionalistas que já se extinguiram. Entre eles o Gárgulas de Portugal, o Soldiers of Odin ou a Nova Ordem Social, liderado então por Mário Machado, que cumpre pena de prisão por crimes de ódio. O documento judicial mostra ainda que o MAL promoveu alguns protestos de rua como o dos coletes amarelos, que em Portugal não teve grande impacto social. O Expresso sabe que alguns dos seus elementos terão também participado na Parada Ku Klux Klan, no verão de 2020, com o desfile de dezenas de pessoas com máscaras brancas a tapar o rosto e tochas em frente à sede do SOS Racismo, em Lisboa. Nazis nas polícias e exército Três anos depois de fundarem o MAL, oslíderes decidiram iniciar um processo de recrutamento onlinecom o objetivo de criar uma milícia. Foram selecionando centenas de potenciais militantes através de boletins com elementos biográficos como a constituição física, experiência militar, profissão ou até conhecimentos em medicina e primeiros socorros. Vão ser revistas as regras de acesso, circulação e permanência na Assembleia da República Bruno G., o polícia, fazia questão de entrevistar pessoalmente alguns dos candidatos mais promissores. E dava preferência a quem tivesse experiência em usar armas de fogo, procurando pessoas que trabalhassem na segurança privada, nas forças policiais ou militares e com “disponibilidade para ações concretas”. Para a investigação existe a certeza de que há elementos das polícias e das Forças Armadas no grupo. Falta no entanto perceber quantos são. Neste momento ainda não há um número concreto definido, apurou o Expresso junto de fontes do processo. O especialista em terrorismo Felipe Pathé Duarte, do Research Committee da EU Knowledge Hub para a Prevenção da Radicalização e do Extremismo da Comissão Europeia, não tem dúvidas de que as forças de segurança portuguesas estão a ser infiltradas por grupos extremistas de direita. “Este fenómeno tende a intensificar-se. Segue um padrão. O nexo entre extremismo violento de direita e forças de segurança ou Forças Armadas existe em vários países ocidentais. Mas é uma relação multifacetada e complexa. Muitos incidentes envolvendo polícias ou militares têm sido tratados como casos isolados, mas há um padrão que aponta para uma ligação mais estrutural.” D.R. Extremistas com armas 3D Enquanto entrevistavam candidatos para as fileiras do MAL, os cabecilhas começaram a adquirir armamento, sobretudo pistolas, com a tecnologia 3D, bem como a definir células autónomas (no norte, centro e sul do país) e a treinar os recrutas com armas airsoft. Segundo o MP, “o território nacional serviu para facultar aos seus membros apoio logístico, treino, formação e preparação para substituírem o Estado, se necessário, através de métodos violentos”. A própria Polícia Judiciária, que monitorizava os chats de conversação, confessou ter ficado “surpreendida” com a quantidade e qualidade das armas apreendidas ao grupo. O modelo da arma 3D apreendida nesta operação, a FGC-9, tem sido ligada a elementos de grupos de extremistas europeus, essencialmente de extrema-direita. Há também relatórios de tentativas de aquisição por parte de elementos associados à extrema-esquerda — estes essencialmente adquirem peças isoladas, para depois montarem a arma com partes provenientes de múltiplas fontes, tentando dificultar as investigações. De acordo com um estudo do Observatório de Segurança Interna, os preços destas armas 3D são elevados, com peças a custarem acima dos €800. “É material caro, estamos a falar de muitos milhares de euros”, enfatizou Manuela Santos, diretora da Unidade Nacional Contraterrorismo, na conferência de imprensa sobre esta operação. Quanto às impressoras que produzem o armamento 3D, têm uma formatação que permite identificar a assinatura de quem as produziu, podendo por isso ser “rastreáveis”. Ou seja, segundo fontes ouvidas pelo Expresso, será “difícil mas não impossível” que as autoridades portuguesas consigam identificar onde foram fabricadas. Segundo a Europol, 11 das 12 recentes apreensões de armas 3D na Europa envolveram ativistas de extrema-direita. Gárgulas de Portugal e Soldiers of Odin. Fds LOL Compartilhar este post Link para o post
kareca Publicado 20 Junho 2025 Um camionista avec. Dá para ser mais meme que isto? Compartilhar este post Link para o post