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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de andriy pereplyotkin, Em 29/10/2025 at 11:18:

Os partidos de esquerda deviam fazer recuar os candidatos que apoiam e apoiar o candidato que não quer ser de esquerda!

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Citação de andriy pereplyotkin, há 7 minutos:

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Como se sabe, o PCP tem de se juntar a esse pessoal 🙂

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E a Rita Matias que se vai casar porque engravidou do segurança do Ventura (aka seu namorado)? 🤐

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Citação de fns, há 4 minutos:

E a Rita Matias que se vai casar porque engravidou do segurança do Ventura (aka seu namorado)? 🤐

daqui a 6 meses nasce um bebé prematuro com tamanho e desenvolvimento de 9 meses.

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Citação de Puto Perdiz, há 34 minutos:

daqui a 6 meses nasce um bebé prematuro com tamanho e desenvolvimento de 9 meses.

Sempre tem mais tempo de desenvolvimento que a cabeça da mãe.

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Citação de fns, há 46 minutos:

E a Rita Matias que se vai casar porque engravidou do segurança do Ventura (aka seu namorado)? 🤐

Do Ventura?

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Citação de fns, há 49 minutos:

E a Rita Matias que se vai casar porque engravidou do segurança do Ventura (aka seu namorado)? 🤐

é por isso que tem sempre a mão à frente da barriga? :4_joy:

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Montenegro diz que greve geral apenas serve interesses políticos de PCP e PS

Spoiler

O primeiro-ministro considerou este domingo que a greve geral convocada por CGTP e UGT "é incompreensível", dizendo que apenas serve para "olhar para interesses" do PCP e do PS, o que "não fica bem" ao movimento sindical.

Em declarações aos jornalistas, na recta final da 4.ª Cimeira UE-CELAC que hoje decorreu em Santa Marta (Colômbia), Luís Montenegro foi questionado sobre o anúncio por parte da CGTP, no sábado, e hoje da UGT, de que avançarão em 11 de Dezembro para uma greve geral conjunta, que tem como motivação central o pacote laboral que está a ser discutido em concertação social.

"Francamente, não consigo vislumbrar outra razão para esta posição das centrais sindicais que não seja olhar para interesses que, do meu ponto de vista, não deviam ser os prevalecentes, que é o interesse dos partidos que estão, sobretudo, ligados à gestão das duas centrais sindicais", afirmou.

Montenegro disse querer mesmo concretizar de quem estava a falar: "Estou a falar do Partido Comunista, que quer mostrar a sua existência através da sua rede sindical na CGTP, e estou a falar do Partido Socialista, que também quererá mostrar a sua existência política de oposição, aproveitando alguma preponderância que tem na UGT", acusou.

O primeiro-ministro reiterou que considera a marcação da greve "extemporânea e mesmo anacrónica", uma vez que ainda não há qualquer diploma aprovado em Conselho de Ministros.

"Ninguém a consegue compreender e, na minha opinião, não fica bem ao movimento sindical. Eu acho que os sindicatos têm tudo para cumprir a sua tarefa e o seu papel - eu não quero condicionar, acho muito bem que representem os interesses laborais dos trabalhadores portugueses -, mas quando a realidade do país não é a realidade dos sindicatos, alguma coisa está mal e não é o país", defendeu.

Questionado sobre o repto do Chega para que recue em algumas matérias do pacote laboral, Montenegro manifestou abertura para, quando o diploma chegar ao parlamento, falar com todos os partidos, até porque PSD e CDS-PP não dispõem de maioria para a aprovar sozinho.

Montenegro defendeu ainda que "o Governo tem feito tudo para evitar todas as greves" e reiterou que, no seu ponto de vista, "não há matéria objectiva que possa suscitar adesão a uma greve geral".

O primeiro-ministro referiu que este Governo já fez "19 acordos laborais ou de incidência laboral e de retribuição e de carreiras" e salientou que, em 2024, Portugal foi no âmbito dos 38 países da OCDE "aquele onde os rendimentos das pessoas subiram mais".

Questionado se o Governo tem disponibilidade para negociar de forma a tentar evitar esta greve, Montenegro respondeu que o executivo "está onde sempre esteve, disponível para dialogar".

"Se me dizem que o tema principal, para não dizer único, é o impulso que se quer dar a uma lei laboral que se quer seja mais amiga do emprego e do bom emprego e numa altura em que essa proposta está a ser discutida na concertação social, está em cima da mesa, a sua pergunta é, estamos disponíveis para negociar", perguntou.

E respondeu: "Nós estamos a negociar, nós estamos a meio da negociação, ainda não há sequer uma aprovação no âmbito do Conselho de Ministros, ainda não houve uma remissão de uma proposta para a Assembleia da República", frisou.

Montenegro assegurou que o Governo "não vai acelerar nem desacelerar" a negociação com os parceiros sociais e que, depois de a lei ser aprovada em Conselho de Ministros, será remetida ao parlamento.

"E eu disse aos partidos políticos todos que estava disponível para quando este trabalho de concertação ficasse cumprido e houvesse uma proposta de lei aprovada em termos finais no Conselho de Ministros, nós abriríamos no espaço parlamentar a sua discussão e também a sua negociação interpartidária. É isso que vamos fazer", disse.

Lida tão mal com a democracia este nosso primeiro-ministro.

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Citação de depina, há 1 hora:

é por isso que tem sempre a mão à frente da barriga? :4_joy:

Bingo!

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O livro tem muitas páginas dedicadas a Braga, porque foi o local onde esteve iminente a mais grave guerra civil do Chega. Houve uma divisão religiosa – evangélicos contra católicos ultraconservadores – com violência, xenofobia e racismo. Houve montras partidas, fotografias enviadas a uns e outros com pistolas e balas, portanto, não foi só violência simbólica.

https://ominho.pt/braga-foi-o-local-onde-esteve-iminente-a-mais-grave-guerra-civil-do-chega/?fbclid=IwY2xjawN_JsZleHRuA2FlbQIxMQBicmlkETFyR2gxY0QxMHJYMnpjQUFuc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHrLUk5gqiy0b0Jsd8UGUg6XEl6DIgAkxk5Ci7cx9Uc0swORpUivXCTNfLXIS_aem_M7N2JGhnJm0teRWBs8zauA

Spoiler

O Chega foi fundado em abril de 2019 e o jornalista Miguel Carvalho tem acompanhado o fenómeno desde o início com grande proximidade. O autor do livro “Por Dentro do Chega – A face oculta da extrema-direita em Portugal”, deu uma entrevista a O MINHO em que fala sobre o processo de investigação que o conduziu a conclusões sobre: as guerras internas no Chega, nomeadamente no distrito de Braga, o perfil dos militantes, dirigentes e simpatizantes, as correntes religiosas dentro do partido, a importância (ou a falta dela) da ideologia, a transferência de voto dos partidos de esquerda, o discurso para os descrentes e abandonados, as classes profissionais mais representadas entre os militantes, a falta de filtros na seleção dos candidatos e o culto do líder.


Miguel Carvalho acusa as televisões de darem ao Chega e particularmente a André Ventura, um palco desproporcional relativamente ao seu valor notícia, principalmente quando era deputado único. Contudo, o autor recusa a ideia de que o sucesso do seu livro, que está na montra de todas as livrarias e vai na 7.ª edição, possa contribuir para esta promoção, porque, afirma, não se centra na figura de André Ventura, mas sim “no Chega, de onde vem, com que gente é feito, que práticas tem, como é que se organiza”.

Como surgiu a ideia de escrever um livro sobre o Chega?

Logo após a eleição do André Ventura, em 2019, fui para o terreno. Segui muitos eventos do Chega, almoços, jantares, a conversar com eles. Lembro-me que a primeira conversa foi em Guimarães, com o Luís Paulo Fernandes (deputado e presidente da Distrital de Leiria do Chega, desde a fundação). Percebi, logo, que isto não era um fenómeno passageiro, como alguns diziam. 


O que é que encontrou no terreno que o levou a essa conclusão?

Muitos recalcamentos, ressentimentos que apontavam para uma projeção eleitoral. Se eu adivinhava 50 deputados? Não, mas previa um crescimento grande.

Fale-me do método. Ia às iniciativas do Chega abertamente, dizendo ao que estava a fazer, ou “à paisana”?

Nunca fiz nada infiltrado. Dava para fazer um caderninho gastronómico com os restaurantes onde eu comi com eles, por esse país.

Como é que foi o contacto? Era bem recebido?

Foi ótimo. Ainda hoje recebo postais de Natal de militantes e ex-militantes do Chega. Em todas as sessões de apresentação do livro aparecem militantes do Chega. Ontem [a entrevista foi feita no sábado, dia 8], em Braga, esteve a Jenny Santos, que foi candidata à Câmara de Braga pelo Chega, em 2021. Procurei ganhar a confiança deles, não partindo para as conversas com preconceitos, numa perspetiva de ouvir. Foram conversas de cinco ou seis horas, por vezes. Foi uma situação privilegiada, permitida pela Visão, impossível para a maioria dos jornalistas.


Quais foram as queixas que mais ouviu?

Desde logo, a maioria das queixas não correspondia à pauta do André Ventura. Por exemplo, as questões dos ciganos e dos imigrantes, não apareciam ou vinham no fim da conversa. Encontrei, recorrentemente, uma reclamação relativamente à falta com a palavra dada por parte dos políticos: a estrada que não foi construída; o hospital mais próximo que, agora fica a 30 quilómetros; a escola que fechou. Começava sempre por este tipo de coisas, claro que, depois de um rol imenso de queixumes, vinha a história dos ciganos e dos imigrantes. Há mérito do André Ventura nisto, porque, em 2019, ele foi a muitos sítios onde não ia um político há muitos anos.

Que mensagem é que ele levou a essas pessoas?

Não levou um programa estruturado, se é isso que pergunta. Foi berrar, mas também ser um ombro amigo, receber os queixumes e ser, ele próprio, saco de pancada. Do género: já que estás aqui, vais levar. Mas, as pessoas valorizaram essa presença.

Onde é que sentiu que a maré estava a mudar?

A terra onde eu senti que havia algo diferente – eu fazia cobertura da atividade política, desde 1992 – foi em Viseu, em finais de janeiro de 2020, numa noite gelada em que não se passava nada. Ele [Ventura] faz um jantar com 300 pessoas, fora da cidade, cada mesa a representar um extrato profissional ou social. Havia a mesa das forças de segurança, a dos professores… O Ventura falou durante 45 minutos e o pessoal estava todo a filmar e a transmitir em direto. Ao meu lado, estava o Luís Paulo Fernandes, de Leiria, e quando regressei a casa, nessa noite, ele tinha sete mil visualizações.

Falou com muita gente. Eram todos militantes?

Sim, falei com centenas de pessoas, nem todas as conversas estão vertidas no livro. Muitos eram militantes, mas outros eram apenas simpatizantes.

Há um fenómeno de transferência de votos de partidos à esquerda do PS para o Chega. Como é que isto se explica?


Havia muita gente que precisava, ou pensava que precisava, de um Ventura, há muito tempo. Lembro-me de ter falado com uma senhora de Viana do Castelo que andava a seguir o André Ventura numa autocaravana, que quatro anos antes tinha votado Marisa Matias. A explicação dela: “Era a gaja que ia partir isto tudo”. O Chega criou um íman para preocupações que eram comuns a gente de esquerda que rapidamente aderiu. 

Claro que os setores que ideologicamente aderiram ao Chega eram constituídos por gente próxima do PSD e do CDS, embora, nas últimas legislativas, o partido tenha ido buscar muitos votos ao PS, sobretudo no Sul. Em Elvas, a transferência de voto do PS para o Chega foi brutal. A ideia do Alentejo como um território do Partido Comunista é um erro, aquilo já não é assim há muito tempo. Há um autor que eu cito no livro, Didier Eribon [“Regresso a Reims”, Edições D. Quixote], que explica muito bem porque é que a classe operária da sua terra passou do Partido Comunista francês para a Frente Nacional. As pessoas sentiam um vazio que não era preenchido por nada e o único imaginário que lhes foi vendido relativamente ao que o Estado poderia voltar a ser foi o da Marine Le Pen.

O Ventura foi insuflando a coisa com a ideia dos imigrantes que vêm para cá e recebem os subsídios. Está a falar para pessoas que passaram por transformações económicas brutais, estão muito fragilizadas pelo desemprego, sem referências económicas, sociais… Aparece alguém que lhes diz que “tenham lá calma que isto vai voltar a ser tudo igual”. Muito do que era considerada militância comunista, era apenas uma questão de fé. O Chega soube criar uma narrativa que serve pessoas de vários partidos.


“Professores são a classe profissional mais representada no Chega”
Os militantes e simpatizantes do Chega, os votantes em geral, na sua opinião, são pessoas com pouca formação e baixo nível cultural?

Não, isso é completamente falso. Tenho a prova do que estou a dizer em muitas conversas que tive, mas também em termos documentais. Posso garantir que ums das classes profissionais mais representadas na militância do Chega são os professores, desde o ensino básico até à universidade, inclusivamente, gente que está no estrangeiro e tem currículos científicos absolutamente brilhantes.


Com essa capacidade de atração, onde é que podemos situar o Chega no arco da esquerda à direita?

As pessoas que votavam PS ou PSD, concordavam em, digamos, pelo menos 80% do que esses partidos defendiam. O Chega veio pulverizar isso tudo. O eleitor do Chega vai ali como não vai aos outros partidos. Olha para ‘os dez pratos que o chef Ventura oferece na ementa’ e diz: ‘Eu quero estes dois pratos. Para o resto, está-se a borrifar. Se dizes a um desses votantes, olha que eles também defendem isto, responde-te: “isso não quero saber”. Encontra-se muita gente que vota no partido e detesta o discurso sobre os ciganos, mas que estão completamente contra a educação sexual nas escolas, por exemplo.

Tanta gente com agendas tão diferentes, isso não vai acabar por provocar problemas ao partido?

Nas últimas autárquicas o resultado já foi abaixo do esperado e ainda ninguém foi analisar o desgaste que o Chega já tem nos sítios onde teve muito boas votações, em 2019 e 2021. Em Moura, onde ele [Ventura] foi cabeça de lista à Assembleia Municipal (AM), em 2021, o Chega foi o partido mais votado nas legislativas e nas presidenciais seguintes, mas, este ano, nem listas conseguiram fazer para algumas freguesias. Em Serpa, passaram de 15% para 8%. Nos sítios que foram essenciais para o Chega estender a manta ao país, o partido levou muita pancada nas últimas autárquicas. Está a pagar a fatura do desgaste da retórica sem consequência nenhuma. Em Moura, já se sentia, em 2023, o ressabiamento da população. Depois de ser eleito para a AM, o André Ventura foi a duas reuniões e nunca mais lá pôs os pés. Os seis deputados municipais passavam a vida engalfinhados.

“O partido teve nas suas listas, nas últimas eleições autárquicas, várias pessoas que são simpatizantes do 1143”
Esse conflito interno, que em Braga e Guimarães também acontece, deve-se à convivência de agendas muito distintas dentro do partido?

Isso é verdade, mas mais relativamente ao eleitorado. O que acontece é que o Chega é um partido que elevou ao cubo os vícios que critica nos outros. Não tem qualquer filtro de nenhuma espécie para a escolha de candidatos e dirigentes, apesar das promessas do Ventura. Aqui em Guimarães, foi eleito para a AM o Francisco Araújo que é homofóbico, acha que as mulheres devem estar todas em casa, pensa que estamos a ser invadidos por muçulmanos e defende a supremacia branca. Apesar de tudo isto, esta figura é assessor do Chega no Parlamento. O partido teve nas suas listas, nas últimas eleições autárquicas, várias pessoas, por todo o país, que são simpatizantes do 1143.


Isso é porque o Chega está alinhado com eles ou é por não haver filtros?

Quando vais às redes mais fechadas do 1143 e dos ‘Mários Machados desta vida’, percebes que o Chega é uma espécie de braço político para algumas daquelas pessoas. O que eles dizem é que ‘isto não é o que queríamos, mas é o que temos mais à mão para meter a nossa agenda no mainstream’. Estes elementos vão percebendo que no Chega não há filtro nenhum, nem do ponto de vista criminal. 

O Chega é um partido extremista ou radical?

Até 2021/22 eu classificava o Chega como direita radical populista, porque achava que apesar de tudo, o partido não tinha quebrado certas barreiras. Hoje, tens o André Ventura a desrespeitar a separação de poderes, nomeadamente, relativamente às decisões do Tribunal Constitucional (TC). A Assembleia da República (AR) tornou-se num sítio de performance para o Chega, portanto, há barreiras que foram ultrapassadas e o partido, não só pela narrativa, pode ser considerado de extrema direita. 

É o que aconteceu com o Trump. No primeiro mandato, alguns dos estudiosos que tinham dificuldade em classificar aquilo como fascismo, hoje não têm dúvidas. Antigamente, o Ventura não dizia sobre o TC o que diz agora, deixou de respeitar, portanto, temos um problema.

“Não foi só violência simbólica em Braga”
Até que ponto é que o seu estudo se debruçou sobre o distrito de Braga? Conhece bem a realidade local?

O livro tem muitas páginas dedicadas a Braga, porque foi o local onde esteve iminente a mais grave guerra civil do Chega. Houve uma divisão religiosa – evangélicos contra católicos ultraconservadores – com violência, xenofobia e racismo. Houve montras partidas, fotografias enviadas a uns e outros com pistolas e balas, portanto, não foi só violência simbólica.

A Direção Nacional do Chega teve reuniões, sucessivas, só sobre Braga, porque não sabiam o que haviam de fazer. Essas tensões diluíram-se porque muita gente saiu, mas com um custo, o Chega passou a quinta força política em Braga.


Qual é o papel da imigração brasileira no Chega, em Braga?

Chegaram muitos brasileiros afetos ao bolsonarismo que bateram de frente, nas eleições internas, com os católicos ultraconservadores e o aparelho político. Quando a luta pela liderança do Chega estava ao rubro, o Filipe Melo disse à Cibelli Almeida, uma brasileira evangélica: “era o que mais faltava se, agora, uma brasileira mandasse no Chega, em Braga”. Depois retirou a palavra, mas ficou registado. Ela fez uma queixa que acabou por retirar, quando algumas pessoas próximas de si foram integradas na estrutura. O Filipe Melo, ainda hoje, é considerado um dos deputados mais frágeis porque está envolvido em todo o tipo de problemas, dívidas, discurso xenófobo… É alguém que não pode andar em Braga sem ser motivo de chacota. 

“Rui Paulo Sousa disse à juíza que estava à espera de um cargo político para poder pagar a pensão de alimentos ao filho”
Com tantos professores, nomeadamente do ensino superior, como é que se explica a dificuldade de apresentar listas com nomes credíveis? Ainda há militância envergonhada?

Já há menos. Em 2020, os próprios estudos não captavam o que já se intuía no terreno. Hoje é assumido quase abertamente. Contudo, há muita gente que andava nas franjas da direita, uma gente mais intelectual – como Jaime Nogueira Pinto – que não se quer ver associada ao Chega formalmente. Apoiam, acham que esta agenda, não sendo a que gostariam, é a mais próxima do seu ideário, mas não se querem comprometer. Isto faz com que o Chega tenha que recorrer aos oportunistas. É gente que não tinha lugar em mais lado nenhum: o Luís Paulo Fernandes era deputado independente, apoiado pelo PSD, em Pedrógão, o Rui Paulo Sousa que ocupou todos os cargos possíveis no Chega e, hoje, é deputado, era um absoluto desconhecido, fez parte do Aliança e, quando o partido ‘foi ao charco’, virou-se para o Chega. É um tipo que não pagava a pensão de alimentos ao filho e, em tribunal, disse à juíza que estava à espera de um cargo político para poder pagar.

Quem é que toma essas decisões?

Hoje, é tudo centralizado, porque o partido está menos livre. No início, ainda havia gente que levantava a voz, agora, tens um culto. O líder nomeia as concelhias.

“A agenda, não tenhamos dúvidas, é a do neoliberalismo”
Imagine que, no futuro, o partido se vai extremar mais ou, fruto das responsabilidades por decisões políticas e pelas suas consequências, vai-se suavizar?

Não acredito que se torne mais responsável. É um partido sem sustentação ideológica, sem comparação possível com outros da extrema direita europeia. O Chega não faz trabalho ideológico, está ao serviço da intuição do líder. Tem uma agenda neoliberalista, com mais uns pozinhos. 

Mas é um partido neoliberal que quer a TAP nacionalizada?

Porque a TAP, neste momento, é um sítio onde o Chega tem muitos apoios. O presidente do Sindicato dos Pilotos da Aviação é do Chega, portanto, interessa fazer esse discurso para dar a ideia de que estão muito preocupados com a TAP.

A forma do Chega apresentar projetos de lei – dito por pessoas do partido no livro -, era ouvir a TSF de manhã e ver ‘o que estava a bombar’. Muitas vezes o projeto de lei era anunciado, e depois, nem sequer chegava a ser apresentado. É tudo em cima do joelho. Claro que um partido deste género é muito fácil de adaptar, mas a agenda, não tenhamos dúvidas, é a do neoliberalismo.

Quem é que financia o Chega?

A oligarquia económico-financeira está lá dentro, nunca lhe faltou dinheiro. Os fundos foram, fundamentalmente, portugueses, mas claro que se percebe uma ligação forte ao bolsonarismo, ao Vox, em Espanha e ao Fidesz, na Hungria, principalmente nos últimos tempos. Contudo, não posso dizer que estas fidelidades representaram dinheiro, porque não posso provar. Mas, não estranharia que dinheiro húngaro entrasse no Chega via Instituto Carlos I, dirigido pelo pai da Rita Matias. É um homem que passa a vida em contacto com a embaixada húngara e o Chega está muito próximo da pauta do Fidesz, embora, amanhã, possa não estar. O Chega vai-se adaptando ao que é mais cénico.

Nas contas oficiais, é claro que estão lá as grandes famílias portuguesas, o maior negociador de armas português é um dos financiadores do Chega. O sistema que André Ventura diz combater está todo no partido.

“Sem filtros para o esgoto da política”
Imagina o Chega no Governo?

Estamos a falar de um partido, como é demonstrado no livro, com provas, em que o líder chegou ao ponto de gravar conversas para eliminar adversários internos. Vamos imaginar o que seria este partido com o Ministério da Administração Interna nas mãos. Que responsabilidade é que esta gente tem? O Chega é, hoje, um perigo para a democracia, pela sua falta de filtros para tudo o que é o esgoto da política.

Tem-se dito que o Chega tem beneficiado do espaço que lhe é concedido pelos jornais e pela televisão. Com o seu livro que já vai na 7.ª edição, com mais de 30 mil exemplares impressos, não está também a contribuir para agigantar a onda?

Não. Ao dia em que estamos aqui a falar, vamos em 39 entrevistas do André Ventura [desde o início do ano], em direto nas televisões, a esmagadora sem valor notícia. Não há nenhum critério noticioso. Já não é inocência, é busca de audiências. É um entrevistado que faz ‘bullying’ ao jornalista, em direto na televisão e critica os canais que o convidam.

A importância que a comunicação social deu ao Chega, quando tinha apenas um deputado, foi equivalente a uma terceira força política. Não tenho dúvidas que qualquer outro líder partidário que passasse certos limites que o André Ventura já ultrapassou, jamais seria convidado a ir a um canal de televisão. Há televisões que sabem que, no dia seguinte, a concorrência vai ter uma entrevista com um candidato à presidência do Benfica, e na redação diz-se: “amanhã, temos de chamar o Ventura”. Com este critério, estamos mal.

E seu trabalho, que também traz o Chega para a ribalta? Por responsabilidade do Miguel Carvalho, o Chega está nas montras de todas as livrarias do país?

Uma das coisas que gerou a adesão ao livro tem que ver com o fenómeno e não com o líder. De uma forma geral, o que tivemos, até aqui, foi uma atenção focada no Ventura, mesmo os dois livros que já se publicaram sobre o tema. A minha preocupação foi explicar o Chega, de onde vem, com que gente é feito, que práticas tem, como é que se organiza. Os ecos que me chegam é de gente que não tinha olhado para o fenómeno com a profundidade que ele merecia, incluindo jornalistas. Não há Ventura na capa, embora o seu percurso ocupe várias páginas do livro.

Falou com o André Ventura?

Falei, no início da minha pesquisa, em 2020, quando ele lançou a candidatura presidencial, no âmbito do meu trabalho para a Visão. Mas, o caso dele é muito fácil, não há provavelmente nenhum líder político que tenha falado sobre ‘tudo e mais um par de botas’. Por exemplo, consumo de drogas, até isso já lhe foi perguntado: num momento disse que não tinha consumido, noutro diz que sim. O que faltava era falar com pessoas que fizeram o percurso ao lado dele.

 

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Citação de Axadrezado, há 11 minutos:

Estou a ver a entrevista do Almirante, este Vitor Gonçalves é horrível.

E o Almirante também não é melhor

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https://expresso.pt/economia/web-summit/2025-11-10-governo-promete-nova-agenda-nacional-de-ia-nas-proximas-semanas-e-quer-dar-a-cada-aluno-um-tutor-de-ia-a4aad36c

Como pessoa que trabalha na área da tecnologia, esta mania de utilizar toda a sociedade como cobaias para experiências com novas tecnologias à pressa, antes destas sequer serem minimamente compreendidas nem estar estudado o seu impacto; ainda me irrita mais do que o oposto do estar preso ao passado e ignorar as evoluções tecnológicas. Crls me f*dam, agora vão dar aos putos todos a cada um o seu ChatGPT privado, isso vai correr lindamente e não ter consequências negativas nenhumas a nível de pedagogia. f*da-se

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Tendo em conta que a escola entregou a um familiar meu um PC sem sistema operativo tenho a certeza que isso será um sucesso.

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Citação de fns, há 3 horas:

E a Rita Matias que se vai casar porque engravidou do segurança do Ventura (aka seu namorado)? 🤐

Mais um descendente do Hindustão 

 

#ISTOAQUINAOÉOBANGLADESH 

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Citação de noikeee, há 13 minutos:

https://expresso.pt/economia/web-summit/2025-11-10-governo-promete-nova-agenda-nacional-de-ia-nas-proximas-semanas-e-quer-dar-a-cada-aluno-um-tutor-de-ia-a4aad36c

Como pessoa que trabalha na área da tecnologia, esta mania de utilizar toda a sociedade como cobaias para experiências com novas tecnologias à pressa, antes destas sequer serem minimamente compreendidas nem estar estudado o seu impacto; ainda me irrita mais do que o oposto do estar preso ao passado e ignorar as evoluções tecnológicas. Crls me f*dam, agora vão dar aos putos todos a cada um o seu ChatGPT privado, isso vai correr lindamente e não ter consequências negativas nenhumas a nível de pedagogia. f*da-se

LOL sim, há nem um mês ainda tínhamos turmas sem professores e alunos sem os manuais escolares, mas vão ter um tutor de AI

isto era hilariante se não fosse tão decadente

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Citação de El Shafto, há 4 minutos:

LOL sim, há nem um mês ainda tínhamos turmas sem professores e alunos sem os manuais escolares, mas vão ter um tutor de AI

isto era hilariante se não fosse tão decadente

Acho que se deve dar a cada puto um portátil com uma 5090 para correr o modelo de AI. O dinheiro para isso é fácil, é tirar do SNS

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Citação de noikeee, há 4 minutos:

Acho que se deve dar a cada puto um portátil com uma 5090 para correr o modelo de AI. O dinheiro para isso é fácil, é tirar do SNS

Faz todo o sentido. Se o puto tiver uma dor de ouvidos pode perguntar ao tutor o que fazer em vez de ir chatear para as urgências.

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Citação de noikeee, há 29 minutos:

https://expresso.pt/economia/web-summit/2025-11-10-governo-promete-nova-agenda-nacional-de-ia-nas-proximas-semanas-e-quer-dar-a-cada-aluno-um-tutor-de-ia-a4aad36c

Como pessoa que trabalha na área da tecnologia, esta mania de utilizar toda a sociedade como cobaias para experiências com novas tecnologias à pressa, antes destas sequer serem minimamente compreendidas nem estar estudado o seu impacto; ainda me irrita mais do que o oposto do estar preso ao passado e ignorar as evoluções tecnológicas. Crls me f*dam, agora vão dar aos putos todos a cada um o seu ChatGPT privado, isso vai correr lindamente e não ter consequências negativas nenhumas a nível de pedagogia. f*da-se

ChatGPT May Be Eroding Critical Thinking Skills, According to a New MIT Study

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Tenho malta no trabalho com 24-28 anos que quando se deparam com alguma dúvida ou problema, a primeira via de resolução é pelo ChatGPT / Perplexity...

Nunca mais rebenta a p*ta da bolha, fds.

Editado por fornix

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 "Posso garantir que ums das classes profissionais mais representadas na militância do Chega são os professores, desde o ensino básico até à universidade, inclusivamente, gente que está no estrangeiro e tem currículos científicos absolutamente brilhantes." 

What? 

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Citação de Descartes, há 1 hora:

Faz todo o sentido. Se o puto tiver uma dor de ouvidos pode perguntar ao tutor o que fazer em vez de ir chatear para as urgências.

É literalmente o doutor chat

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