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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de fornix, há 39 minutos:

Tenho malta no trabalho com 24-28 anos que quando se deparam com alguma dúvida ou problema, a primeira via de resolução é pelo ChatGPT / Perplexity...

Nunca mais rebenta a p*ta da bolha, fds.

Tal como há 15 ou 20 anos quando tinhas uma dúvida ou problema, perguntavas ao Google. Ou até há bem menos tempo que isso, quando tiveste dúvidas em fórmulas de excel, ou na escrita de código, ou sobre atalhos no teclado...

O problema não está em procurar ajuda em ferramentas que têm a resposta, mas sim na avaliação crítica dessa resposta, no cruzamento de várias respostas diferentes, etc. Por exemplo, na minha época de escola básica todos sabíamos que a Wikipedia brasileira era lixo, mas que na inglesa podíamos confiar, apesar de implicar o trabalho de tradução. Não sei bem qual é o método equivalente que se possa aplicar aos ChatGPT e afins.

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Citação de fornix, há 1 hora:

Tenho malta no trabalho com 24-28 anos que quando se deparam com alguma dúvida ou problema, a primeira via de resolução é pelo ChatGPT / Perplexity...

Nunca mais rebenta a p*ta da bolha, fds.

Conheço quem arranjou trabalho na área de programação só com a subscrição do chatgpt

Citação de Quan Chi, há 16 minutos:

Tal como há 15 ou 20 anos quando tinhas uma dúvida ou problema, perguntavas ao Google. Ou até há bem menos tempo que isso, quando tiveste dúvidas em fórmulas de excel, ou na escrita de código, ou sobre atalhos no teclado...

O problema não está em procurar ajuda em ferramentas que têm a resposta, mas sim na avaliação crítica dessa resposta, no cruzamento de várias respostas diferentes, etc. Por exemplo, na minha época de escola básica todos sabíamos que a Wikipedia brasileira era lixo, mas que na inglesa podíamos confiar, apesar de implicar o trabalho de tradução. Não sei bem qual é o método equivalente que se possa aplicar aos ChatGPT e afins.

Sinceramente faz me soar um pouco (e isto não é nada contra ti @fornix), àquela frase que especialmente a malta mais velha diz: 'no meu tempo é que era'. Se há uma ferramenta que nos ajuda a arranjar soluções mais rápidas, porque não aproveitar ?

Editado por BrunoCardoso
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Citação de BrunoCardoso, há 7 minutos:

Conheço quem arranjou trabalho na área de programação só com a subscrição do chatgpt

Sinceramente faz me soar um pouco (e isto não é nada contra ti @fornix), àquela frase que especialmente a malta mais velha diz: 'no meu tempo é que era'. Se há uma ferramenta que nos ajuda a arranjar soluções mais rápidas, porque não aproveitar ?

Porque a ferramenta retira espírito crítico, imaginação, raciocínio e esforço mental. 

Tenho colegas que montam formações e fazem apresentações com tudo o que o chatgpt regurgita, sem pensar duas vezes. O processo criativo e o trabalho mental para fazer algo realmente nosso vai com os porcos pouco a pouco.

Se lhes pedem para fazer algo sem o chatgpt entram em pânico.

É mais uma forma de tornar o nosso cérebro mais preguiçoso. E torna também tudo cada vez mais padronizado, despersonalizado e menos humano.

Se tem de ser assim? Diria que não mas sabemos como funciona grande parte da humanidade quando encontra atalhos.

A IA tem de facto um potencial enorme como suporte em áreas como a saúde e automatizações de tarefas repetitivas e sem valor para os trabalhadores mas não é isso que estou infelizmente a assistir.

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Citação de SAS_Robben, há 1 minuto:

Porque a ferramenta retira espírito crítico, imaginação, raciocínio e esforço mental. 

Tenho colegas que montam formações e fazem apresentações com tudo o que o chatgpt regurgita, sem pensar duas vezes. O processo criativo e o trabalho mental para fazer algo realmente nosso vai com os porcos pouco a pouco.

Se lhes pedem para fazer algo sem o chatgpt entram em pânico.

É mais uma forma de tornar o nosso cérebro mais preguiçoso. E torna também tudo cada vez mais padronizado, despersonalizado e menos humano.

Se tem de ser assim? Diria que não mas sabemos como funciona grande parte da humanidade quando encontra atalhos.

A IA tem de facto um potencial enorme como suporte em áreas como a saúde e automatizações de tarefas repetitivas e sem valor para os trabalhadores mas não é isso que estou infelizmente a assistir.

Se os corretores ortográficos já fazem o que fazem à cabeça das pessoas, quanto mais a IA.

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Citação de SAS_Robben, há 3 minutos:

Porque a ferramenta retira espírito crítico, imaginação, raciocínio e esforço mental. 

Tenho colegas que montam formações e fazem apresentações com tudo o que o chatgpt regurgita, sem pensar duas vezes. O processo criativo e o trabalho mental para fazer algo realmente nosso vai com os porcos pouco a pouco.

Se lhes pedem para fazer algo sem o chatgpt entram em pânico.

É mais uma forma de tornar o nosso cérebro mais preguiçoso. E torna também tudo cada vez mais padronizado, despersonalizado e menos humano.

Se tem de ser assim? Diria que não mas sabemos como funciona grande parte da humanidade quando encontra atalhos.

A IA tem de facto um potencial enorme como suporte em áreas como a saúde e automatizações de tarefas repetitivas e sem valor para os trabalhadores mas não é isso que estou infelizmente a assistir.

Concordo com alguns pontos como discordo com alguns pontos. Acho que é um tema que se vai concordar em discordar porque nunca será 'nem tanto ao mar, nem tanto à terra', pelo menos na minha forma de ver. Não acredito que a utilização do chatgpt é como referes, em fazer um trabalho total, como não deixar de o utilizar caso seja necessário. Tem de haver equilíbrio. Dou te um exemplo: atualmente estou a tirar um curso de Python, o professor debita matéria a toda a hora, não se faz exercícios, é sempre a andar. Dá 30 pontos numa aula quando podia dar 10 e esmiuçar melhor as coisas. Claro que tenho de recorrer a algo durante o tempo livre para perceber melhor. Google, youtube, sites de progamacao neste caso, e chatgpt. Ajuda me. Pergunto alguma dúvida e explica-me direito. Considero mais uma ferramenta. Eu vejo a utilidade por aí. Como o @Quan Chi referiu, há uns anos ia-se ao Google pesquisar dúvidas, agora há as ferramentas de ia que são mais rápidas.

(O que disse sobre o trabalho só com a subscrição do chatgpt é brincadeira btw 😁)

Mas sim, concordo que quem utiliza aquilo full mode está a perder skills

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Eu uso imenso o ChatGPT mas odeio/evito ao máximo fazer copy paste de texto que o gajo me forneça. Ele até pode influenciar as minhas ideias, ajudar-me a resolver os problemas, e estimular a minha criatividade, mas a decisão final vem da minha cabeça. E detesto o estilo de escrita do bot. Se pedes um trabalho, uma apresentação, um artigo, tu queres que te devolvam um texto com significado, com conteúdo, que queiram dizer alguma coisa. Ninguém quer ler textos escritos por um bot, pelo menos não os bots que existem à data de hoje, a não ser que sejas extremamente específico e lhe dês o sumo todo do teu argumento, da tua pesquisa, do teu conteúdo, e tenhas olho crítico editorial para reveres o que ele te escreveu. Acredito que muito pouca gente tenha a sensibilidade de trabalhar com o bot para conseguir extrair esse sumo, e em vez disso sai a lei do menor esforço e sai lixo.

Além disso irrita-me profundamente o pessoal que usa o bot para coisas que ele não sabe fazer. O ChatGPT é uma m*rda em problemas que envolvam matemática, é um modelo de linguagem escrita não de matemática. O ChatGPT não consegue adivinhar os pormenores do que está na tua cabeça a não ser que os expliques detalhadamente, e mesmo assim se lhe deres muita informação ele às vezes baralha-se no contexto.

Meter os miúdos que já estão todos comidos da cabeça e atrofiados socialmente por estarem agarrados aos smartphones e tablets (como nós, admito que também estou), a usar isto ainda mais, numa fase de aprendizagem antes de terem desenvolvido o seu pensamento crítico, tem tudo para dar m*rda. Ou então não há plano realista absolutamente nenhum para fazer nada disso, e é só para ficar bonito na Web Summit e agradar aos estrangeiros com uma carrada de buzzwords.

Editado por noikeee

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Eu não uso o chat gpt ou semelhantes para quase nada. No meu trabalho uso uma plataforma um bocado nicho - começa a deixar de ser, a Palantir está a começar a ganhar muito mercado -, e tem um chatbot incluído específico para a plataforma e metade das vezes diz coisas que eu sei que são erradas, mas pergunto se vez em quando porque a outra metade dá jeito.

Quanto um uso mais casual, tive uma experiência recente em que uma sobrinha minha que nos vem visitar vinha com a fé toda que bastava passaporte porque o chat gpt disse que era só isso. Tivemos que ser nós a explicar a questão do ETA para o reino unido, é mesmo assim ela quis verificar com o chat gpt sobre isso...gen z está lixada

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Citação de noikeee, há 3 horas:

https://expresso.pt/economia/web-summit/2025-11-10-governo-promete-nova-agenda-nacional-de-ia-nas-proximas-semanas-e-quer-dar-a-cada-aluno-um-tutor-de-ia-a4aad36c

Como pessoa que trabalha na área da tecnologia, esta mania de utilizar toda a sociedade como cobaias para experiências com novas tecnologias à pressa, antes destas sequer serem minimamente compreendidas nem estar estudado o seu impacto; ainda me irrita mais do que o oposto do estar preso ao passado e ignorar as evoluções tecnológicas. Crls me f*dam, agora vão dar aos putos todos a cada um o seu ChatGPT privado, isso vai correr lindamente e não ter consequências negativas nenhumas a nível de pedagogia. f*da-se

Se achavam que isto era mau, vejam o vídeo da performance do artista. 

 

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Citação de BrunoCardoso, há 39 minutos:

Conheço quem arranjou trabalho na área de programação só com a subscrição do chatgpt

Sinceramente faz me soar um pouco (e isto não é nada contra ti @fornix), àquela frase que especialmente a malta mais velha diz: 'no meu tempo é que era'. Se há uma ferramenta que nos ajuda a arranjar soluções mais rápidas, porque não aproveitar ?

Posso-te dar o meu contexto, trabalho em inspeção e por vezes temos que nos sustentar em decretos-lei, regulamentos e respetivas alterações/revogações, derrogações e por aí adiante. Se a primeira opção de quem tem dúvidas é ir a correr ao chatgpt, que não está preparado e atualizado para matérias de legislação, tem tudo para dar asneira. E a verdade é que estas fornadas de recém formados não têm avaliação crítica para fazerem double check à resposta da IA.

Um exemplo engraçado, este ano fizemos um curso de formação via Teams, e era bastante comum usar-se o ChatGPT ou o perplexity para resolver exercícios práticos. Em alguns exercícios era frequente termos 2 ou 3 respostas completamente distintas.

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Citação de SAS_Robben, há 1 hora:

A IA tem de facto um potencial enorme como suporte em áreas como a saúde e automatizações de tarefas repetitivas e sem valor para os trabalhadores mas não é isso que estou infelizmente a assistir.

O problema destas ferramentas de AI é que estão a ser usadas para tudo menos isso.

Nunca usei nenhuma delas, nem o ChatGPT nem semelhante. Recuso-me a fazê-lo.

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Citação de Thierry Henry, há 4 horas:

Se achavam que isto era mau, vejam o vídeo da performance do artista. 

 

Formula = Azeite + Cringe

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O spin de que a greve geral é uma coisa de esquerda quando a reforma laboral é um crime...

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Citação de Descartes, há 10 horas:

Faz todo o sentido. Se o puto tiver uma dor de ouvidos pode perguntar ao tutor o que fazer em vez de ir chatear para as urgências.

No hospital provavelmente ia receber uma resposta do chatGPT

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Citação de dpitz, há 11 horas:

E o Almirante também não é melhor

Não diz nadinha, é impressionante

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Citação de noikeee, há 8 horas:

O ChatGPT é uma m*rda em problemas que envolvam matemática, é um modelo de linguagem escrita não de matemática.

Não sei no que estás a pensar em concreto quando dizes matemática, mas por acaso algo que sinto que o ChatGPT é bem melhor quando mete fórmulas e código do que com escrita.

Talvez por ser algo objetivo e com informação disponível na web. Aliás muitas vezes eu faço queries em SQL e depois meto no ChatGPT para me otimizar. Já passei de queries a demorar 40 minutos para 20 só com isso.

E o melhor é que não é algo que cai do céu por magia, porque explica o que faz e porque é esperado que obténs melhor performance. O que permite que numa próxima tenhas isso em mente, e mesmo que tenhas preguiça de seres tu próprio a fazer o código dessa maneira sabes que há essa maneira mais eficiente e já vais pedir diretamente para adotar essa abordagem.

Na parte de texto é bom para deixar notas soltas e pedir para estruturar o texto, mas depois acabo sempre por rever e alterar para humanizar. Não há nada pior do que ler um robô.

 

Acho que para malta fora dos anos de escolaridade em que é esperado já ter desenvolvido o pensamento crítico e ter passado pelo caminho das pedras para aprender coisas do 0 é muito potente, pq amplia as tuas capacidades. Para malta que está na escola é perigoso se passar a ser a opção 0 de ir buscar a resolução sem sequer pensar tanto. Depende como é usado.

No ano passado fiz um curso de francês e era brutal fazer os trabalhos de casa, fazer printscreen no final no ChatGPT a pedir para resolver para corrigir-me sem ter de esperar pela próxima aula. E não só fazia isto como depois de corrigir os meus próprios trabalhos de casa lhe pedia mais exercícios similares, e ele dava-me novos para fazer. O resultado é que eu treinava e estudava muito mais do que quando por exemplo fiz os níveis todos de espanhol antes de Covid. Também tive melhores notas neste apesar de estar menos à vontade, pq treinava muito mais.

Outro exemplo em que claramente amplifica as nossas capacidades, eu nos últimos meses ando a usar muito gravar-me a pensar alto ou a fazer debrief de alguma coisa, e depois meto num Google Notebook que depois estrutura tudo.

Por exemplo fiz uma viagem de negócios à China, no final do dia gravava-me a pensar alto a fazer debrief. Com quem reuni, que tópicos foram abordados, o que achei, ações definidas, etc. Depois meto as gravações num notebooks para AI me estruturar. Muito mais eficiente e potentente do que no final da viagem ter de tirar umas horas e tentar recuperar tudo o que foi falado e tentar estruturar.

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Citação de fns, há 15 horas:

E a Rita Matias que se vai casar porque engravidou do segurança do Ventura (aka seu namorado)? 🤐

Estes ciganos com os seus casamentos arranjados

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Citação de Lifehouse, há 1 hora:

O spin de que a greve geral é uma coisa de esquerda quando a reforma laboral é um crime...

É sempre o argumento que os governos de direita mandam, que quando é a esquerda a governar não há greves e quando são eles a governar as greves são uma arma de esquerda que está a minar os sindicatos

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Citação de Descartes, há 11 horas:

Faz todo o sentido. Se o puto tiver uma dor de ouvidos pode perguntar ao tutor o que fazer em vez de ir chatear para as urgências.

E assim também se resolve o facto de não haver professores em novembro. É perguntar ao ChatGPT diariamente para dar a aula de Físico-Química de acordo com o manual do 8º ano.

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Citação de Ego Sum, há 51 minutos:

Não sei no que estás a pensar em concreto quando dizes matemática, mas por acaso algo que sinto que o ChatGPT é bem melhor quando mete fórmulas e código do que com escrita.

Talvez por ser algo objetivo e com informação disponível na web. Aliás muitas vezes eu faço queries em SQL e depois meto no ChatGPT para me otimizar. Já passei de queries a demorar 40 minutos para 20 só com isso.

E o melhor é que não é algo que cai do céu por magia, porque explica o que faz e porque é esperado que obténs melhor performance. O que permite que numa próxima tenhas isso em mente, e mesmo que tenhas preguiça de seres tu próprio a fazer o código dessa maneira sabes que há essa maneira mais eficiente e já vais pedir diretamente para adotar essa abordagem.

Na parte de texto é bom para deixar notas soltas e pedir para estruturar o texto, mas depois acabo sempre por rever e alterar para humanizar. Não há nada pior do que ler um robô.

 

Acho que para malta fora dos anos de escolaridade em que é esperado já ter desenvolvido o pensamento crítico e ter passado pelo caminho das pedras para aprender coisas do 0 é muito potente, pq amplia as tuas capacidades. Para malta que está na escola é perigoso se passar a ser a opção 0 de ir buscar a resolução sem sequer pensar tanto. Depende como é usado.

No ano passado fiz um curso de francês e era brutal fazer os trabalhos de casa, fazer printscreen no final no ChatGPT a pedir para resolver para corrigir-me sem ter de esperar pela próxima aula. E não só fazia isto como depois de corrigir os meus próprios trabalhos de casa lhe pedia mais exercícios similares, e ele dava-me novos para fazer. O resultado é que eu treinava e estudava muito mais do que quando por exemplo fiz os níveis todos de espanhol antes de Covid. Também tive melhores notas neste apesar de estar menos à vontade, pq treinava muito mais.

Outro exemplo em que claramente amplifica as nossas capacidades, eu nos últimos meses ando a usar muito gravar-me a pensar alto ou a fazer debrief de alguma coisa, e depois meto num Google Notebook que depois estrutura tudo.

Por exemplo fiz uma viagem de negócios à China, no final do dia gravava-me a pensar alto a fazer debrief. Com quem reuni, que tópicos foram abordados, o que achei, ações definidas, etc. Depois meto as gravações num notebooks para AI me estruturar. Muito mais eficiente e potentente do que no final da viagem ter de tirar umas horas e tentar recuperar tudo o que foi falado e tentar estruturar.

acho que é a única coisa que peço ao chatgpt para me fazer, é essa estruturação de vários tópicos e depois vou lá e arranjo "ao meu português"

super útil nesse contexto

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Citação de SAS_Robben, há 9 horas:

Porque a ferramenta retira espírito crítico, imaginação, raciocínio e esforço mental. 

Tenho colegas que montam formações e fazem apresentações com tudo o que o chatgpt regurgita, sem pensar duas vezes. O processo criativo e o trabalho mental para fazer algo realmente nosso vai com os porcos pouco a pouco.

Se lhes pedem para fazer algo sem o chatgpt entram em pânico.

É mais uma forma de tornar o nosso cérebro mais preguiçoso. E torna também tudo cada vez mais padronizado, despersonalizado e menos humano.

Se tem de ser assim? Diria que não mas sabemos como funciona grande parte da humanidade quando encontra atalhos.

A IA tem de facto um potencial enorme como suporte em áreas como a saúde e automatizações de tarefas repetitivas e sem valor para os trabalhadores mas não é isso que estou infelizmente a assistir.

Mas aí volto ao meu exemplo da escola básica. No meu tempo os baldas faziam copy-paste da Wikipedia brasileira (porque era o primeiro site que aparecia) e depois iam fazer figuras tristes nas apresentações, a dizer "liberado" ou "registro" e toda a gente se ria deles. E os meninos certinhos viam 4 ou 5 sites diferentes, cruzavam as informações, reestruturavam e faziam boa figura.

Nos tempos de hoje parece-me que será exatamente o mesmo, mas com uma ferramenta diferente e ainda mais imediata. Os baldas vão fazer copy-paste do ChatGPT, vai-se perceber que é um texto de robot e toda a gente se vai rir deles. Os meninos certinhos vão cruzar várias ferramentas de IA com resultados do Google e/ou Youtube, e fazer boa figura.

Dou um exemplo meu do inverno passado. Meti ar condicionado em casa e quis ser um menino certinho.

  1. Pesquisei no Google (que me encaminhou para páginas da Samsung, Mitsubishi e Worten), no ChatGPT e no Gemini.
  2. Percebi que o Gemini era muito fraco. Mas também percebi que havia diferenças relevantes de opinião entre as páginas sérias do Google na questão mais importante - potência ideal da máquina considerando os m2 de cada divisão, nº de janelas, exposição solar, etc.
  3. O ChatGPT deu-me respostas muito mais detalhadas e personalizadas, mas não o senti firme, no sentido em que quando o pressionei referindo que tinha dúvidas nas suas respostas ele ia mudando de opinião ao sabor das minhas perceções. Acho que isto é o pior da IA, se nós usamos a cartada do "desconfio" a IA contradiz-se sem hesitar.
  4. No final da pesquisa, fiquei com um conhecimento relativamente muito sólido, mas não definitivo, sobre ar condicionado, que me permitiu encarar as visitas de 3 empresas diferentes com muito mais confiança. Fez-me perceber imediatamente que a 1ª me estava a aldrabar.
  5. Voltando à questão principal, a minha desconfiança no ChatGPT era que ele me estava a dar potências desnecessariamente elevadas por divisão. E ao falar com a empresa que acabei por escolher, o senhor explicou-me que essas potências só fariam sentido se eu tivesse as 5 máquinas a funcionar em simultâneo, o que é extremamente improvável, portanto não havia necessidade de gastar esse dinheiro adicional, seria um exagero.
  6. Se não fosse a IA, provavelmente teria confiado na 1ª empresa com que falei, que me tentou aldrabar, com um discurso bastante polido e firme. Teria gastado o dobro do dinheiro, partido paredes sem necessidade (tenho pré-instalação mas disseram que era "insuficiente") e ficado com máquinas que me iam gastar muita eletricidade desnecessária.
  7. Viva a IA. Não matem a IA. Ensinem as crianças a utilizá-la.
Citação de Ego Sum, há 57 minutos:

Não sei no que estás a pensar em concreto quando dizes matemática, mas por acaso algo que sinto que o ChatGPT é bem melhor quando mete fórmulas e código do que com escrita.

Talvez por ser algo objetivo e com informação disponível na web. Aliás muitas vezes eu faço queries em SQL e depois meto no ChatGPT para me otimizar. Já passei de queries a demorar 40 minutos para 20 só com isso.

E o melhor é que não é algo que cai do céu por magia, porque explica o que faz e porque é esperado que obténs melhor performance. O que permite que numa próxima tenhas isso em mente, e mesmo que tenhas preguiça de seres tu próprio a fazer o código dessa maneira sabes que há essa maneira mais eficiente e já vais pedir diretamente para adotar essa abordagem.

Na parte de texto é bom para deixar notas soltas e pedir para estruturar o texto, mas depois acabo sempre por rever e alterar para humanizar. Não há nada pior do que ler um robô.

 

Acho que para malta fora dos anos de escolaridade em que é esperado já ter desenvolvido o pensamento crítico e ter passado pelo caminho das pedras para aprender coisas do 0 é muito potente, pq amplia as tuas capacidades. Para malta que está na escola é perigoso se passar a ser a opção 0 de ir buscar a resolução sem sequer pensar tanto. Depende como é usado.

No ano passado fiz um curso de francês e era brutal fazer os trabalhos de casa, fazer printscreen no final no ChatGPT a pedir para resolver para corrigir-me sem ter de esperar pela próxima aula. E não só fazia isto como depois de corrigir os meus próprios trabalhos de casa lhe pedia mais exercícios similares, e ele dava-me novos para fazer. O resultado é que eu treinava e estudava muito mais do que quando por exemplo fiz os níveis todos de espanhol antes de Covid. Também tive melhores notas neste apesar de estar menos à vontade, pq treinava muito mais.

Outro exemplo em que claramente amplifica as nossas capacidades, eu nos últimos meses ando a usar muito gravar-me a pensar alto ou a fazer debrief de alguma coisa, e depois meto num Google Notebook que depois estrutura tudo.

Por exemplo fiz uma viagem de negócios à China, no final do dia gravava-me a pensar alto a fazer debrief. Com quem reuni, que tópicos foram abordados, o que achei, ações definidas, etc. Depois meto as gravações num notebooks para AI me estruturar. Muito mais eficiente e potentente do que no final da viagem ter de tirar umas horas e tentar recuperar tudo o que foi falado e tentar estruturar.

 

Citação de Hammerfall, há 4 minutos:

acho que é a única coisa que peço ao chatgpt para me fazer, é essa estruturação de vários tópicos e depois vou lá e arranjo "ao meu português"

super útil nesse contexto

Cuidado com o tratamento de texto, sobretudo quando se trate de grande volume de texto (centenas de páginas). Um colega meu fez o teste e meteu o R&C no GPT privado da empresa (que assenta numa das últimas versões do ChatGPT). A máquina leu 10% do texto, extrapolou o resto e deu respostas completamente estapafúrdias. Falhou grosseiramente o nº de clientes da empresa, as receitas, áreas geográficas... coisas mesmo muito básicas.

E quando lhe perguntámos a que parte do documento é que tinha ido buscar a sua resposta, disse que não nos podia responder a essa questão. Foi um bocado assustador.

Na minha opinião a IA (ainda) não serve para fazer nem sequer as tarefas repetitivas que exijam o mínimo de rigor, nem analisar textos, nem fazer cálculos. Serve para nos dar um grau de conhecimento básico sobre uma área que não conhecemos (dei o exemplo do ar condicionado mas podia ter falado em nutrição ou pediatria) que nos permita cruzar essa informação com fontes mais fidedignas mas também mais genéricas, e ter discussões mais profundas com os profissionais dessas áreas, que são os verdadeiros especialistas.

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A minha primeira experiência com IA foi na minha tese de doutoramento. Foi muito útil a reescrever frases ou parágrafos que o meu orientador disse que estavam confusos, mas depois aconteceu o seguinte, que mostra que usar fórmulas matemáticas também é um risco - apesar de reconhecer que as coisas devem estar melhor agora.

Precisava de explicar uma coisa e usar uma expressão, um perfil de velocidades num tubo para um fluido não newtoniano. Não me lembro que tipo de fluido, assumo que estava a usar só um modelo de oldroyd-b. Podia procurar um artigo qualquer que já o tivesse deduzido mas pensei que seria uma boa forma de usar o chatgpt. Deu-me um perfil newtoniano, disse que estava mal, reconheceu que estava, deu -me outra vez um newtoniano, e acho que fez isso mais uma vez. Inutilidade máxima, e se eu não soubesse o que estava à procura e precisasse de usar aquilo para algo prático podia dar problemas no equipamento ou até desastres se fosse a uma larga escala. 

Isto é muito nerd, mas preocupa-me o pessoal que está a fazer cursos superiores com base neste método de procurar e fazer coisas com base em IA. Acho que podemos sofrer muito à custa disti ainda, especialmente tornando-se parte da educação básica de uma criança em Portugal 

 

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