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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de El Shafto, há 1 hora:

Eu juro que começo a achar que vocês têm alguma espécie de dificuldade em lidar com o conceito de culpa ou com interpretação do que as pessoas normalmente querem dizer quando culpam a sociedade. Ninguém vos está a atacar pessoalmente, o vosso valor pessoal não está a ser posto em causa.

Eu nao tenho sentimento de culpa nenhum, alias aqui quem o deve sentir é quem continua a insistir que o problems é exclusivamente da sociedade

Acho que ninguem aqui surgeriu que o meio não é muito importante mas não existe so o meio e como se sabe irmaos saidos e criados nas mesmas condições podem ter futuros completamente diferentes

 

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Citação de bug, há 5 horas:

A gestão de efetivos está algo mal feita.

É normal mandarem os novatos para as zonas mais problemáticas?

Eram ambos "novatos", pelo que foi apurado.

Citação de Sima01, há 1 hora:

Tu vais continuar a bater na tecla de comunicação social e eu vou falar do comunicado. 

Quando soubermos dos factos propriamente ditos, verificaremos onde mora razao.

 

Onde posso comprar o jornal PJ?

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Citação de bug, há 35 minutos:

Um gajo sai do tribunal em liberdade e vai traficar droga no dia seguinte por ser pobre ou pelo sentimento de impunidade? E os que traficam na prisão?

Não te lembras do tipo que foi multado por andar a 230km/h na auto estrada e, após pagar a multa, respondeu ao jornalista que se não fosse outro carro à frente ia a 300, que as estradas foram feitas para andar depressa e que ia voltar a transgredir para ir embora dali porque estava com pressa? 

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Citação de El Shafto, há 7 horas:

Quanto se fala nas falhas da sociedade para com estes casos está-se a falar de como se segregou pessoas pobres para bairros sociais, como se menos com menos fosse dar mais, de como se ignorou e permitiu o racismo estrutural e institucional que envenena as forças de segurança e militares, da falta de estrutura nas escolas que permita apoiar miúdos que precisam de apoio, e restante ignorar desses temas porque é algo que não nos afeta.

Nota prévia de que estou totalmente de acordo com o que escreveste, quer nesta parte quer no resto. 

Quero só destacar esta parte para introduzir uma ideia que o Daniel Oliveira falava ontem e que me parece verdadeira: a única parte do Estado que as pessoas dos bairros tendem a conhecer é a polícia. E, aqui já sou eu a acrescentar, é a polícia para os encostar à parede muitas vezes sem eles terem feito alguma coisa. Isto porque os programas que existiam relacionados com os polícias de proximidade, que visavam melhorar a relação entre estas comunidades e a própria polícia, foram, pelo menos de forma definitiva, terminados no tempo do Passos para redução de custos. 

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Citação de bug, há 6 horas:

Pois, é mais fácil assim para ti.

É mais não vale a pena falar com quem claramente já vem com ideias parvas preconcebidas e palas nos olhos.

  • Concordo! 3

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Citação de HappyKing, há 9 horas:

O Bloco também se presta a um papel jeitoso. Aceitar um debate a dois nesta temática com o Pedro Pinto não faz sentido. E não percebo também o interesse da RTP neste debate. Deve ser para o senhor dizer coisas como "Se a polícia atirasse mais a matar, o país estava em ordem." como já chegou a dizer no debate. 

 

Então não vejas o que se passou ontem à noite com o senhor do Sindicato Independente da PSP e a senhora do SOS Racismo

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https://x.com/expresso/status/1849349385076773063?t=SZ0dlVyrs9QpMJImjOVaOw

Cova da Moura: não há testemunhas, mas câmaras de videovigilância captaram confronto entre polícias e Odair - e não é visível qualquer faca

Começa a ser claro que foi claramente um ato de abuso policial e que o mataram sem motivo nenhum para isso.

Vou gostar de ver algumas opiniões com base nestas informações. Ainda vão enfiar a cabeça na areia e seguir apenas o guião que a PSP inventou para se defender, mas que se esqueceu de mandar para os agentes em questão.

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Citação de bug, há 7 horas:

https://www.jn.pt/1492665561/apanhado-a-traficar-momentos-apos-sair-em-liberdade-do-tribunal/

Isto é por discriminação?

E já agora, que tipo de discriminação? Pela cor ou etnia? É que ser negro ou cigano não cola, porque também existem muitos caucasianos a viver nestes contextos.

Podes ter a tua escolha condicionada, mas és sempre livre de escolher o teu caminho.

Bem, talvez um bocado. Eu nem sequer ia abrir a notícia, dado que interessa muito pouco para a conversa que se estava a ter, mas decidi dar uma oportunidade...

... nós estamos a falar de bairros sociais e das dificuldades das pessoas que lá habitam, tu decides questionar-me se um homem cuja notícia descreve como "residente em Vila Nova de Gaia que estava no Bairro de Francos, no Porto, a angariar clientes e a vigiar enquanto uma mulher vendia droga" é discriminação... bem, eu até vejo aqui alguma, dado que a informação sobre a pessoa em questão é perto de zero, mas vou dar de barato porque, para o efeito da conversa, a notícia em si interessa pouco ou nada para o totobola.

Quanto ao resto, eu acho que tu não és propriamente burro, portanto certamente saberás que as pessoas também são discriminadas com base no sítio onde vivem e isto é especialmente evidente no que toca a residentes de bairros sociais, fruto da imagem que estes locais têm, umas vezes mais merecida do que outras. Talvez seja surpreendente, mas sim, isto tem impacto na vida das pessoas. Não é assim tão incomum que uma simples mudança de morada no cv para uma qualquer avenida a cinco ou seis km de distância traga mais oportunidades. Isto é toda uma realidade que existe neste país e não só, mas também sinto que é algo que enquanto achares que existe efetivamente algo como uma liberdade de escolha nunca irás entender.

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Citação de El Shafto, há 4 minutos:

Bem, talvez um bocado. Eu nem sequer ia abrir a notícia, dado que interessa muito pouco para a conversa que se estava a ter, mas decidi dar uma oportunidade...

... nós estamos a falar de bairros sociais e das dificuldades das pessoas que lá habitam, tu decides questionar-me se um homem cuja notícia descreve como "residente em Vila Nova de Gaia que estava no Bairro de Francos, no Porto, a angariar clientes e a vigiar enquanto uma mulher vendia droga" é discriminação... bem, eu até vejo aqui alguma, dado que a informação sobre a pessoa em questão é perto de zero, mas vou dar de barato porque, para o efeito da conversa, a notícia em si interessa pouco ou nada para o totobola.

Quanto ao resto, eu acho que tu não és propriamente burro, portanto certamente saberás que as pessoas também são discriminadas com base no sítio onde vivem e isto é especialmente evidente no que toca a residentes de bairros sociais, fruto da imagem que estes locais têm, umas vezes mais merecida do que outras. Talvez seja surpreendente, mas sim, isto tem impacto na vida das pessoas. Não é assim tão incomum que uma simples mudança de morada no cv para uma qualquer avenida a cinco ou seis km de distância traga mais oportunidades. Isto é toda uma realidade que existe neste país e não só, mas também sinto que é algo que enquanto achares que existe efetivamente algo como uma liberdade de escolha nunca irás entender.

É muito interessante esta parte, até porque não sei onde vives. Quando descreves essa realidade dos bairros sociais, penso logo nos bairros de Lisboa e Porto. No entanto, o país é muito mais do que essas duas cidades. Tu estás convencido de que numa cidade qualquer, por exemplo Peniche (onde vivo), as coisas passam-se como as descreves?

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Citação de Tibraco, há 4 minutos:

É muito interessante esta parte, até porque não sei onde vives. Quando descreves essa realidade dos bairros sociais, penso logo nos bairros de Lisboa e Porto. No entanto, o país é muito mais do que essas duas cidades. Tu estás convencido de que numa cidade qualquer, por exemplo Peniche (onde vivo), as coisas passam-se como as descreves?

Claro. Até deve ser pior. É como o pessoal da ilha de São Miguel, aposto que contratavam fácil pessoal de Rabo de Peixe.

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Citação de bug, há 13 horas:

 

É normal mandarem os novatos para as zonas mais problemáticas?

É. Os novatos não escolhem as esquadras para onde vão e normalmente vão substituir polícias que pedem recolocação mais perto de casa ou em locais mais calmos 

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Paulo Raimundo reconhece “dificuldades” do PCP e pede “mais militância”

O secretário-geral do PCP, em entrevista ao jornal “Avante!”, reconheceu que as últimas oito eleições não tiveram “resultados positivos” e pede mais “audácia e criatividade” para o reforço da “influência social, política e eleitoral” do partido

Não uma, mas duas vezes: Paulo Raimundo pede “mais militância” ao PCP. A propósito do XXII Con­gresso do PCP, marcado para dezembro deste ano, Paulo Raimundo fez uma reflexão sobre os últimos embates eleitorais que não beneficiaram os comunistas e deixou vários apelos às bases do partido para que trabalhem no sentido de aumentar o número de militantes. “Precisamos de ter mais quadros, mais militância, mais intervenção para enfrentar todos esses desafios [do combate ao Governo à afirmação das propostas comunistas]”, lança o secretário-geral do PCP em entrevista ao jornal “Avante!”. E, noutro momento, pede: “Temos de ter mais au­dácia, mais cri­a­ti­vi­dade, mais mi­li­tância.”

Este ano, a liderança de Paulo Raimundo enfrentou três eleições (legislativas, regionais na Madeira e europeias) e, em duas delas, sofreu os piores resultados de sempre. Nas legislativas, o partido passou de seis para quatro deputados ficando atrás do Bloco de Esquerda e com uma bancada equivalente à do Livre. Três meses depois, voltou a derrapar e reduziu a bancada em Bruxelas de dois para um deputado. Ou seja, a mudança de rostos na direção não foi suficiente para mudar o rumo decrescente do partido.

Em reflexão interna, o líder comunista reconhece “dificuldades” crescentes, mas identifica a principal causa para os maus resultados, que é a mesma de sempre: o “anticomunismo”. “Temos dificuldades, não as escondemos nem enfiamos a cabeça na areia. Mas é preciso ter presente que só um grande partido com uma forte militância, profundamente ligado aos trabalhadores, ao povo e à vida, com coragem, poderia resistir a todo o anticomunismo de que foi, é e será alvo”. Sem identificar nomes ou cores políticas, Paulo Raimundo atira àqueles que “com todo o dinheiro que investem em diabolizar o ideal comunista e os comunistas, com todos os ataques que fazem, ainda assim, não conseguem cumprir o seu objetivo de destruir o PCP”.

Com as teses ao Congresso do PCP a destaparem algumas fragilidades a nível de militância – o documento aponta para uma “redução” dos efetivos do partido e um número “insuficiente” de novos militantes –, Paulo Raimundo vem apelar a um trabalho de recrutamento capaz de revitalizar o partido. “Temos de ter mais audácia, mais criatividade, mais militância. Só com o partido reforçado estaremos em condições substancialmente melhores de enfrentar os muitos desafios que temos pela frente”.

Ao mesmo tempo, o líder comunista reconhece a importância de motivar e mobilizar as bases. A pensar nisso, divulga um plano concreto: uma “audaciosa responsabilização de quadros preparados para ajudar o partido a enfrentar a brutal ofensiva em curso e a tomar a iniciativa”.

Nesta entrevista, o líder comunista junta toda a direita, sem distinções. "Re­cu­samos a ar­ma­dilha de es­co­lher entre uma cha­mada di­reita de­mo­crá­tica e outra", afirma, classificando o Chega e a Iniciativa Liberal de “sucedâneos” do PSD: são “par­tidos que se tentam mos­trar como coisas novas mas que são do mais ba­fi­ento, de­ma­gó­gico, reacionário e fas­ci­zante, a partir de um forte in­ves­ti­mento do grande ca­pital, que pre­cisa, como do pão para a boca, que o des­con­ten­ta­mento seja ca­na­li­zado para forças que não põem em causa a ex­plo­ração e a con­cen­tração de ri­queza e a querem agravar”.

Raimundo justifica que “a si­tu­ação é hoje cla­ra­mente mais exi­gente” e admite que o que considera serem os inimigos consegue fazer mais “mossa”. Por isso, “é ne­ces­sário que o Par­tido dis­cuta e apre­enda o grau da ofen­siva, as formas que esta as­sume, os ins­tru­mentos e meios – cada vez mais po­de­rosos – que tem ao seu dispor e a mossa que também faz ao nosso tra­balho e pro­gresso”.

O objetivo final, contudo, é mais amplo e passa por um crescimento transversal do PCP capaz de quebrar o ciclo que se iniciou nos últimos anos de gerigonça. “O que se propõe é lançar um grande, forte e amplo movimento geral de reforço do partido, de direção e estruturação”, revelou Paulo Raimundo sem adiantar mais pormenores. A mobilização para o XXI Congresso, marcado para os dias 13, 14 e 15 de dezembro, será a primeira aposta do partido.

O teste à estratégia virá daqui a um ano com as eleições autárquicas de 2025. Para não darem mais um tombo eleitoral e manterem-se como terceira força política a nível autárquico, Paulo Raimundo já vai delineando uma estratégia. Em primeiro lugar, o líder comunista quer uma aposta na divulgação do trabalho feito pelas autarquias da CDU e das propostas do partido. “Precisamos de dar a conhecer o que defendemos, o nosso projeto, as nossas propostas para melhorar a vida em cada um dos municípios e freguesias, em cada uma das autarquias, e a nossa obra”, acrescentou na entrevista. Depois, mostrar que a presença da CDU “faz a diferença”. E por fim, “envolver milhares de homens e mulheres sem filiação partidária no projeto da CDU”.

Até agora, o PCP foi o único partido à esquerda que descartou coligações eleitorais para as autárquicas, nomeadamente em Lisboa. Enquanto o Bloco de Esquerda e o Livre apelaram a uma frente de esquerda capaz de derrotar Carlos Moedas, os comunistas voltaram a agir em contraciclo e lançaram a candidatura de João Ferreira à Câmara de Lisboa enquanto a restante esquerda se mantém em negociações.
 

Apesar da prioridade do partido estar nas eleições autárquicas, o PCP não “ignora as movimentações em curso” em relação às eleições presidenciais de 2026. Depois de não ter descartado uma candidatura a Belém durante a Festa do “Avante!”, Paulo Raimundo voltou a garantir que o partido terá uma “intervenção própria” e não “faltará à chamada” para assegurar o “cumprimento da Constituição da República” nesse órgão. Assim, o líder comunista confirmou que o PCP também nestas eleições irá apresentar um candidato próprio em vez de apoiar a candidatura de outro partido.

 

Spoiler

“Desmobilização e declínio” no Bloco de Esquerda: militantes da lista de Mortágua criticam partido

Às portas da Conferência Nacional, um grupo de militantes acusa a direção do Bloco de não “ouvir nem prestar contas aos militantes” e de ter entrado numa “trajetória de declínio”. Uma parte destes militantes fazia parte da lista que elegeu Mariana Mortágua

Um partido com um “modelo esgotado, tanto no plano político como organizativo”, uma “organização desmotivada, desmobilizada, sem atividade” e que “toma todas as decisões sem ouvir, nem prestar contas aos militantes” – é este o retrato traçado por um grupo minoritário de militantes do Bloco de Esquerda que irá levar estas queixas à Conferência Nacional do partido que decorre este fim-de-semana no Porto. Entre os subscritores deste documento estão elementos da Comissão Política, o órgão máximo do partido, e da moção encabeçada por Mariana Mortágua.

“É muito positivo ter surgido uma proposta alternativa que vem de dentro da própria moção A, do núcleo dirigente, do bloco maioritário do partido. É a primeira vez que isso acontece e é exemplificativo da crise em que a própria maioria se encontra”, disse ao Expresso Pedro Soares, ex-deputado bloquista e o principal rosto do movimento de oposição interna, reunido na moção E. Apesar de não ser um dos subscritores do documento global alternativo – que serve como “documento orientador” da ação política do partido e que irá a votos contra a versão da direção –, o bloquista “identificou-se” com o conteúdo e “muito possivelmente” irá votar a favor do mesmo este fim-de-semana.

O documento deixa críticas aguçadas à "trajetória de declínio” do partido desde o fim da geringonça, à política baseada em “causas dispersas” e até à campanha eleitoral para as europeias “sem conteúdo político explícito”. “[Há] uma perda real de influência e a uma desmobilização e paralisia interna”, lê-se no texto disponibilizado no site do partido.


O tom endurece ainda mais quando é abordada a relação entre a direção e os militantes. “O Bloco hoje parece ser apenas um pequeno grupo que toma todas as decisões sem ouvir nem prestar contas aos militantes. O modelo parece ser mais o de influenciadores das redes sociais do que de um partido democrático”, atiram. Um dos exemplos que utilizaram foi a integração do Bloco noutra família política europeia após a eleição de Catarina Martins. “Decisões como a ‘adesão’ a um novo partido da esquerda europeia só foram conhecidas pela maioria dos militantes pela comunicação social”, denunciam. Também Pedro Soares confirmou que “não só a adesão” como a saída da Esquerda Europeia não passou pelos “órgãos de direção” do partido. “Foi sempre dada informação muito superficial e vaga, com argumentos de que era preciso acelerar o processo para o novo partido entrar no orçamento da União Europeia”, explicou.

 

Até aqui, a oposição interna do Bloco estava concentrada no grupo minoritário da moção E. Agora, parece ter surgido uma nova franja de críticos (novamente minoritária) já que nenhum dos 33 subscritores do documento global alternativo fazia parte do movimento liderado por Pedro Soares. Aliás, oito deles faziam parte da moção A, a lista encabeçada por Mariana Mortágua que ganhou à moção E na última convenção nacional do partido, em maio do ano passado. Um dos nomes de destaque é o de Adelino Fortunato, antigo professor universitário na Universidade de Coimbra e ex-candidato às autárquicas por Sesimbra, que não só fazia parte da moção A como também integra a Comissão Política do Bloco de Esquerda, o órgão máximo do partido. Entre os vários assinantes contactados pelo Expresso, nenhum aceitou fazer declarações públicas sobre este assunto. “Ninguém quer falar para já”, ouviu o Expresso de um deles.

Da parte da direção do Bloco, a existência de mais um pequeno grupo de descontentes é vista com “grande naturalidade”. “Vemos com bons olhos que, em mais um momento interno do Bloco, possa haver documentos e vozes que apresentam linhas discordantes da direção. Tem sido sempre assim na história do Bloco, desde a sua fundação”, respondeu Adriano Campos, dirigente bloquista e membro do Secretariado do partido. Ainda assim e como seria de esperar, há uma rejeição generalizada as críticas deixadas pela oposição. “O Bloco tem conseguido, num cenário muito difícil do ponto de vista eleitoral e de viragem à direita, reforçar as suas estruturas. Tivemos, desde a última convenção, mais de mil pessoas que se juntaram ao Bloco e temos mais de dois mil pedidos em curso”, adiantou.

Sobre as mudanças a nível europeu, a direção do partido também “não acompanha” as dúvidas levantadas. “Quando estamos a falar de um processo que implica vários partidos há processos que são mais acelerados do que aquilo que poderíamos esperar. Mas o partido nem sequer está formalizado. Há todo um processo que ainda durará meses e acreditamos que, tanto na Conferência como na Convenção, os militantes do Bloco estão a participar e estão a ser informados dessa decisão”.

Conferência Nacional focada nas autárquicas com candidatura própria em Lisboa a ser anunciada “em breve”

Com a novela do Orçamento do Estado resolvida, os partidos podem avançar para a discussão de outros assuntos prioritários como as eleições autárquicas do próximo ano. E é isso mesmo que o Bloco pretende fazer colocando esse tema nas prioridades da Conferência Nacional. À cabeça está à Câmara Municipal de Lisboa onde o partido tem defendido uma frente de esquerda. Com o PCP fora do barco (o partido avançou com a candidatura própria de João Ferreira), o Bloco conta com o Livre e espera “confirmação” do PS. “O PS já manifestou, mais do que uma vez, que seria necessário abordar a hipótese de um processo negocial que permitisse uma frente ampla que pudesse derrotar Carlos Moedas. Agora, tudo isto carece de uma confirmação”, lançou Adriano Campos.

Para não ficarem imobilizados à espera de uma definição por parte dos socialistas, o Bloco irá avançar com uma candidatura própria a Lisboa. “Iremos apresentar muito em breve a pessoa que irá protagonizar a candidatura do Bloco a um lugar de vereação”. Contudo, esse passo em frente poderá ser modelado assim que existir luz verde do PS. “Essa candidatura própria não invalida que até o momento legal da apresentação das listas não possa ocorrer um processo negocial em que, porventura, se possa formar uma coligação com o objetivo exclusivo de derrotar Moedas e a sua política desastrosa na cidade de Lisboa”, confirmou o dirigente bloquista.

 

Ainda nas alianças autárquicas, o Bloco confirmou “diálogos” com o Livre noutros pontos do país. “Não podemos falar em municípios concretos, mas tanto na área metropolitana do Porto como na área metropolitana de Lisboa essas conversas estão iniciadas, ainda que numa fase muito embrionária, noutros pontos do país como Braga ou Coimbra também já há alguns contactos”, adiantou Adriano Campos. Mas deixou a ressalva: “Estamos numa primeira ronda de conversas a tentar perceber se há uma leitura comum dos problemas dos municípios”.

Ainda não é certo que tipo de modelo será acordado com o partido de Rui Tavares e dependerá de município para município. “Não temos modelos fechados. Mas fazemos uma boa avaliação do modelo de Oeiras, por exemplo, onde houve um movimento de cidadãos a que o Bloco e o Livre se juntaram. Achamos que a Carla Castelo tem sido uma excelente vereadora e tem feito um combate exemplar àquilo que é uma política nepotista por parte do Isaltino”, diz o dirigente bloquista.

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Citação de Almeno, há 25 minutos:

Claro. Até deve ser pior. É como o pessoal da ilha de São Miguel, aposto que contratavam fácil pessoal de Rabo de Peixe.

Pois, não conheço a realidade do país todo mas aqui em Peniche as coisas não são assim.

Eu até conheço bastante bem a realidade do concelho, faço parte da Assembleia Municipal, e, admitindo que existe focos de pobreza extrema, a maioria da malta que vive nos bairros sociais vive de forma "normal". Alguns, inclusive, vivem em bairros porque gostam do espirito (o meu sogro, por exemplo) e não por absoluta necessidade. 

Obviamente existem problemas e a sociedade, como um todo, deveria unir-se (muito para lá dos movimentos partidários) de modo a diminuir, ou até erradicar, esse flagelo. Agora, o primeiro passo é não começar a misturar as coisas e criar fantasias. Um cigano, por exemplo, logicamente tem dificuldades em arranjar emprego. Acabar com esse preconceito, de modo a integrar essa malta na sociedade, deveria ser uma prioridade tanto para a esquerda como para a direita. Pá, agora dizer que há malta que há malta que muda a morada do CV porque quem vem da do bairro X é discriminado, é que já me parece esticar a corda. Quantas ciganos foram rejeitados em entrevistas por serem ciganos? Muitos, certamente. Quantos gajos foram rejeitados em entrevistas por viverem na rua X? Acredito que muito poucos.

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Citação de Tibraco, há 2 minutos:

Pois, não conheço a realidade do país todo mas aqui em Peniche as coisas não são assim.

Eu até conheço bastante bem a realidade do concelho, faço parte da Assembleia Municipal, e, admitindo que existe focos de pobreza extrema, a maioria da malta que vive nos bairros sociais vive de forma "normal". Alguns, inclusive, vivem em bairros porque gostam do espirito (o meu sogro, por exemplo) e não por absoluta necessidade. 

Obviamente existem problemas e a sociedade, como um todo, deveria unir-se (muito para lá dos movimentos partidários) de modo a diminuir, ou até erradicar, esse flagelo. Agora, o primeiro passo é não começar a misturar as coisas e criar fantasias. Um cigano, por exemplo, logicamente tem dificuldades em arranjar emprego. Acabar com esse preconceito, de modo a integrar essa malta na sociedade, deveria ser uma prioridade tanto para a esquerda como para a direita. Pá, agora dizer que há malta que há malta que muda a morada do CV porque quem vem da do bairro X é discriminado, é que já me parece esticar a corda. Quantas ciganos foram rejeitados em entrevistas por serem ciganos? Muitos, certamente. Quantos gajos foram rejeitados em entrevistas por viverem na rua X? Acredito que muito poucos.

Sim e quantas pessoas foram recusadas porque vieram da Cova da Moura, de Chelas, do Bairro da Boavista, do Zambujal, etc etc etc.

Se, noutra escala, eu sentia imenso alguma desconfiança por dizer que vinha do Cacém, quanto mais pessoal que vem destes bairros.

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Citação de Puto Perdiz, há 22 minutos:

É. Os novatos não escolhem as esquadras para onde vão e normalmente vão substituir polícias que pedem recolocação mais perto de casa ou em locais mais calmos 

Não só isso, como quase todos os novos recrutas vão para Lisboa. Depois, com o passar dos anos, eventualmente conseguem ir para mais perto de casa, que no fundo é o que a maioria quer.

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Citação de Almeno, há 2 minutos:

Sim e quantas pessoas foram recusadas porque vieram da Cova da Moura, de Chelas, do Bairro da Boavista, do Zambujal, etc etc etc.

Se, noutra escala, eu sentia imenso alguma desconfiança por dizer que vinha do Cacém, quanto mais pessoal que vem destes bairros.

A minha mulher é de Chelas. Nunca sentiu dificuldades em arranjar trabalho em Lisboa porque era de Chelas. Agora em Peniche, muito menos como é evidente. Se a minha mulher fosse cigana, aí sim, tenho a certeza de lhe seria muito dificil arranjar trabalho.

Eu já trabalhei um ano no Cacém. Epá, tu é que sabes o que sentes obviamente, mas o Cacém é uma zona normalíssima, existem sempre parvos em todo o lado mas tenho muitas dúvidas que a maioria dos empregadores pensam "este gajo vem do Cacém, é melhor dar o trabalho ao gajo que vive no Saldanha". Se fores preto, aí sim, admito que ainda existe um caminho para percorrer no que toca à confiança da parte dos empregadores.

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Desculpa, esqueci-me que as conversas contigo (qualquer que seja o tema) acabam assim. Dei-te o meu ponto de vista, falei-te da minha experiência, está tudo bem. Era fixe que aparecessem agora aí 10 users diferentes a dizer "epá onde vivo é assim, as pessoas pensam assado" e aprendíamos todos uns com os outros porque, obviamente, ninguém conhece perfeitamente todas as cidades do país. E se calhar o fórum era mais fixe se todos pudessem partilhar o seu ponto de vista e as suas experiências.

Infelizmente há malta que entre só para dizer que o user X é burro e tentar sacar uns likes.

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Citação de Tibraco, há 25 minutos:

(...)Quantas ciganos foram rejeitados em entrevistas por serem ciganos? Muitos, certamente.

Adoro.

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Se tu com a tua experiência de trabalho no Cacém, achas uma zona normalíssima, acho que não existe muito mais que dizer.

Evidentemente que não é uma zona tão má como muitas outras, evidentemente que não é uma Chelas, uma Cova da Moura, agora, dizer que é normalíssima é não ter noção da realidade.

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Citação de Almeno, há 2 minutos:

Se tu com a tua experiência de trabalho no Cacém, achas uma zona normalíssima, acho que não existe muito mais que dizer.

Evidentemente que não é uma zona tão má como muitas outras, evidentemente que não é uma Chelas, uma Cova da Moura, agora, dizer que é normalíssima é não ter noção da realidade.

Quais são os problemas do Cacém? É uma zona mais pobre do que o Parque das Nações? Claro que sim. Mas isso é normal. Eu, pelo menos, tive zero problemas durante o ano que lá trabalhei nem nunca tive medo de ir ali ou acolá.

Citação de Plagio o Original, há 6 minutos:

Burro

Este mano ontem desejou a morte aos policias. Hoje chama-me burro desta forma. O gajo faz isto porque a Moderação permite e depois vem um Moderador qualquer apelar ao bom senso. 

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Citação de André Sousa, há 8 minutos:

Adoro.

Sim, e? Acho que ninguém percebeu o teu ponto.

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Citação de Pickle Rick, há 6 minutos:

Queria só pegar nisto para dizer que é uma pena a força excessiva não ter sido utilizada para te dar uma cacetada na cabeça e ouvirmos a tua massa cinzenta tilintar como o eco do sino de uma igreja numa aldeia remota.

Morreu uma pessoa, uma vida como a tua. Realmente, podem colocar uma camisa num jagunço que não deixa de o ser.

HE'S ALIVE!!!

espero que esteja tudo bem contigo, grande abraço ❤️

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Citação de Pickle Rick, há 8 minutos:

Queria só pegar nisto para dizer que é uma pena a força excessiva não ter sido utilizada para te dar uma cacetada na cabeça e ouvirmos a tua massa cinzenta tilintar como o eco do sino de uma igreja numa aldeia remota.

Morreu uma pessoa, uma vida como a tua. Realmente, podem colocar uma camisa num jagunço que não deixa de o ser.

Morreu uma pessoa em circunstâncias que se desconhecem. Se se provar que foi morto por erro da polícia, então que se apurem os responsáveis.

Desde aí, assistimos a dois (ou três?) autocarros e uma série de carros incendiados, pessoas esfaqueadas, um motorista em estado grave por queimaduras, equipas de reportagem agredidas, tentativas de fogo posto a bombas de gasolina e provavelmente mais um par de situações que desconheço.   

Aparecer com ladainha do "são pessoas como tu" é... coise. 

Citação de Tibraco, há 6 minutos:

Sim, e? Acho que ninguém percebeu o teu ponto.

Não há ponto algum.

Aliás, não deixo de achar enternecedor o comentário que fizeste. O que a minha experiência me ensinou é que os ciganos na sua maioria não têm emprego porque são discriminados. 

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