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[Série TV/Livros] Game of Thrones

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“Sangue & Fogo”. O novo livro de George R.R. Martin tem dragões, mas pouco mais

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Na entrada de 25 de abril, George R.R. Martin chamou a atenção para o facto de algumas das histórias de Sangue & Fogo não serem novidade e de algumas até já terem sido publicadas anteriormente. A secção sobre os reinados dos filhos de Aegon I, Aenys e Maegor, por exemplo, foi integrada na antologia The Book of Swords, editada em 2017, e o primeiro capítulo, sobre a conquista dos Sete Reinos, foi integrado quase na íntegra no já referido O Mundo de A Guerra dos Tronos. Posto isto, o que é que Sangue & Fogo traz de novo? Muito pouco, pelo menos no que diz respeito ao primeiro volume publicado em português. Se o cenário não melhorar na segunda parte, pode-se dizer que, para um livro de quase mil páginas, o teor da informação disponibilizada é dececionante.

Ao longo dos cinco livros que constituem até agora as Crónicas de Gelo e Fogo, Martin foi fornecendo várias informações — até bastante completas — sobre os sucessivos reis Targaryen, a sua chegada ao poder e, principalmente, a sua queda. Mesmo para quem nunca leu os outros textos publicados pelo escritor norte-americano ou até nunca leu nada de Martin tendo-se ficado pela série, é claro como a água que Aegon partiu de Pedra do Dragão, sede da Casa Targaryen, para conquistar o mundo com as irmãs e esposas, Visenya e Rhaenys, ao seu lado; é também claro que a conquista foi concretizada, que ele se estabeleceu em Porto Real (que na altura não passava de uma “modesta aldeia piscatória”) e que foi aí que, anos depois, o seu irmão Maegor mandou construir a Fortaleza Vermelha, que viria a serviu como sede do governo dos Sete Reinos durante os século seguintes.

Nada disto é novidade e no entanto surge repetido em Sangue & Fogo com um detalhe capaz de aborrecer qualquer arquimeistre da Cidadela. Claro que podemos fazer de conta que estes pormenores não são dispensáveis e que o valor do livro reside precisamente no facto de Martin explorar aspetos da história dos reis Targaryen que surgem referidos apenas por alto em A Guerra dos Tronos e nos livros seguintes. Mas ainda assim é difícil fechar os olhos à oportunidade perdida: ao centrar a narrativa naquilo que já se sabe, George R.R. Martin não falou naquilo que não se sabe. E essa é a grande falha do livro. De onde vieram os Targaryen? Porque é que os seus olhos são púrpuros? Como é que nascem os dragões? — nada disso é explicado, mas ficamos a saber a lista completa dos Grandes Meistres que serviram a Casa Targaryen em Porto Real e dos membros da guarda que protegeu o rei.

Sangue & Fogo também podia ter sido uma oportunidade para Martin falar de outras regiões de Westeros. Em vez disso, o autor decidiu focar a narrativa na capital do reino. As viagens que os diferentes reis Targaryen fazem pelos seus domínios pouca informação acrescentam ao que já se sabe também das Crónicas de Gelo e Fogo. Teria sido interessante, por exemplo, obter mais informações sobre a mítica Valíria, “a maior cidade do mundo conhecido, o centro da civilização”, que caiu depois de Lord Aenar Targaryen a ter deixado por causa de uma profecia da filha Daenys. Martin (ou melhor, o arquimeistre Gyldayn) diz-nos que os Targaryen não eram os únicos senhores de dragões nem os mais poderosos, mas quem eram os outros? E o que é que aconteceu afinal à Valíria?

A única informação relevante que surge na primeira parte do primeiro volume do novo livro de Martin é a história do roubo de três ovos de dragão de Pedra do Dragão por uma amiga da rainha viúva, Rhaena. É talvez aqui que está a explicação para o aparecimento de ovos dos dragões, oferecidos a Daenerys Targaryen no início de A Guerra dos Tronos, várias décadas depois de estes animais terem desaparecido.

(...)

O grande problema de Sangue & Fogo é que não é bem um romance mas também não é exatamente um livro de História. Existem passagens que lembram as anteriores obras de ficção do seu autor e os melhores romances da saga de A Guerra dos Tronos, e algumas partes que se assemelham ao mais aborrecido livro de História, só que com direito a discurso direto (sim, travessão e tudo), mexericos, boatos e uma série de outros pormenores que um manual nunca teria e que, mais uma vez, só criam confusão em torno da ideia de uma “falsa história” prometida por Martin. Isto significa que, entre a ficção e a não-ficção ficcionada (à falta de melhor termo), acaba por não ser nem uma coisa nem outra, mas antes um aglomerado de detalhes que interessam apenas aos fãs mais ferrenhos das Crónicas de Gelo e Fogo. E certamente que não é a versão norte-americana do Silmarillion de J.R.R. Tolkien, como alguns afirmaram.

Mas o pior de tudo é talvez o que ainda está por vir. Ou melhor, o que nunca há-de vir. Ainda na mesma entrada de 23 de abril, George R.R. Martin garantiu que havia muito mais para contar sobre os reis Targaryen no segundo volume que haveria de publicar. O problema é que o livro está a “alguns anos de distância”, segundo o próprio Martin. “Gyldayn irá eventualmente escrevê-lo, mas ele é velho e eu também, e ambos temos outros projetos para terminar”. Tendo em conta o constante adiamento de Ventos de Inverno, o sexto volume das Crónicas de Gelo e Fogo que continua sem data de publicação, é inevitável perguntar: será que vale mesma a pena ler Sangue & Fogo?

Esta crítica acerta em dois pontos pelos quais não pondero comprar isto: o facto de parte da informação já ter sido abordada noutras fontes (tinha reparado nisso quando o Observador disponibilizou dois excertos) e o facto de pura e simplesmente (pelos menos para mim) ser irrelevante pois aquilo que verdadeiramente importa é o sexto livro da saga.

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Citação de Lebohang, há 2 horas:

Mesmo para quem nunca leu os outros textos publicados pelo escritor norte-americano ou até nunca leu nada de Martin tendo-se ficado pela série, é claro como a água que Aegon partiu de Pedra do Dragão, sede da Casa Targaryen, para conquistar o mundo com as irmãs e esposas, Visenya e Rhaenys, ao seu lado; é também claro que a conquista foi concretizada, que ele se estabeleceu em Porto Real (que na altura não passava de uma “modesta aldeia piscatória”) e que foi aí que, anos depois, o seu irmão Maegor mandou construir a Fortaleza Vermelha, que viria a serviu como sede do governo dos Sete Reinos durante os século seguintes.

Não é que discorde do texto, porque algumas das coisas já eu abordei nos últimos posts que fiz, mas esta parte fez-me sorrir. É "claro como a água"? Há malta que vê a série e nem sabia quem era o Rhaegar Targaryen quando se começou a falar nele nos últimos episódios e não conseguem estabelecer correctamente o grau de parentesco entre o filho deste e a Daenerys, é lá claro como a água quem foi Aegon, que cidade fundou ou quem eram as irmãs dele...

Também julgo que o autor da crítica se perdeu algures no propósito da crítica. Este livro é uma história do reinado dos Targaryen contado em forma de crónica. É isso que o Martin nos propõe e é isso que nos dá, nada mais, nada menos. Criticar a obra porque lhe faltam coisas que o autor não se propôs fazer é algo injusto. Faz-me lembrar aquela crítica de cinema ao The Arrival a reclamar de o filme não ter uma única cena de acção.

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Houve pessoal que não apanhou que o Jon era o filho do Rhaegar e da Lyanna, mesmo com o Ned lá e com uma transição da cara do bébé para a cara do Jon

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Citação de El Colosso, há 22 horas:

Houve pessoal que não apanhou que o Jon era o filho do Rhaegar e da Lyanna, mesmo com o Ned lá e com uma transição da cara do bébé para a cara do Jon

E também houve muita coisa que eles atiraram à parede a ver se colava como se toda a gente fosse perceber tudo sem qualquer ponte. Vale o que vale.

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A parte do "claro como a água" dá-me a sensação que o autor da crítica é alguém que se interessou mesmo pela história, não viu a série nem leu os livros só porque estavam na moda, e que, para ele, é "claro como a água".

O problema é que ele esquece-se que a grande maioria consome por consumir e depois não se recorda de nada, de uma temporada para a seguinte já não se lembram quem são as personagens, quanto mais lembrar-se de nomes de locais...

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Citação de Lebohang, há 3 minutos:

 

O Bran não deve ter descido porque as catacumbas não têm rampa de acesso

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Citação de Sandes., há 1 minuto:

O Bran não deve ter descido porque as catacumbas não têm rampa de acesso

Sempre é mais recordado que o Robb Stark. Pobre coitado, proporciona o momento mais chocante da série e é desprezado nas 5 temporadas seguintes... :57_cry:

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Citação de Sandes., há 9 horas:

O Bran não deve ter descido porque as catacumbas não têm rampa de acesso

Já tinham cadeira de rodas, já não é mau. Um passo de cada vez.

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Citação de Lebohang, há 9 horas:

Sempre é mais recordado que o Robb Stark. Pobre coitado, proporciona o momento mais chocante da série e é desprezado nas 5 temporadas seguintes... :57_cry:

É uma das cenas que mais me choca na série, o rapaz depois de morto, nunca mais foi falado.

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Citação de Slade, há 16 horas:

É uma das cenas que mais me choca na série, o rapaz depois de morto, nunca mais foi falado.

De facto é bem estranho ainda por mais tendo sido interpretado por um dos poucos actores jovens que conseguiu estabelecer uma boa carreira e ter sucesso noutros papéis fora da série. Não nos podemos esquecer que o actor que interpreta o Robb Stark (Richard Madden) tem tantos Globos de Ouro em uma nomeação como GoT em 7 anos. :8_laughing:

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Ofereceram-me o Fire and Blood, vou a meio neste momento. Mixed feelings, há partes bastante interessantes mas há partes secantes...

@Black Hawk já li a parte da Aerea, realmente é bastante intrigante... queria falar comentar mais mas não sei como ponho em spoiler. Que achaste da história da Elyssa Farman? Achas que terá repercussões na história contemporânea?

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Julgo que é o mesmo sistema de antes, spoiler e /spoiler dentro de parênteses retos.

A história dela já teve repercussões na história contemporânea, mas deve ficar por aí.

Os ovos que ela roubou são quase de certeza os que foram oferecidos à Daenerys. Bate tudo certo. Foram vendidos em Essos, desapareceram sem deixar rasto, e os que foram dados à Daenerys já eram antigos e julgava-se que se tinham transformado em pedra. São eles, quase de certeza.

De resto, duvido. É referido mais à frente no livro que o Sea Snake julga ter visto o navio dela em Asshai, o que pode indiciar que a viagem dela permitiu chegar a Essos navegando para Ocidente, mas duvido que alguém vá fazer isso na série televisiva. Nos livros talvez alguém tente ir a Asshai descobrir como derrotar os White Walkers ou assim, nunca se sabe.

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O que mais me intrigou na história da Aerea foi 

O Balerion ter feridas. 

A cena do corpo dela a queimar por dentro é creepy mas pode ter sido efeito secundário de algum animal que a tenha mordido ou algo que comeu/bebeu, lembro-me por exemplo do barco do Eustace Hightower que foi parar a Sothoryos e os tripulantes dizerem que até a água doce era perigosa porque tinha microorganismos que depois se desenvolviam. Não acredito que esteja relacionado com o corno do Euron porque ela tinha criaturas dentro dela e o outro gajo "apenas" tinha os pulmões queimados.

Agora, o Balerion, que era o supra-sumo dos dragões, ter sido ferido a ponto de ter de fugir de Valyria... Algo mesmo perigoso anda por lá, e espero que seja relevante para a main storyline.

 

Editado por ricardo.martins

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[ ] em vez de < >. Ou o botão do olho no painel de edição, entre o alinhar à esquerda e o marcas.

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Citação de El Shafto, há 13 minutos:

[ ] em vez de < >. Ou o botão do olho no painel de edição, entre o alinhar à esquerda e o marcas.

Obrigado! Estava difícil mas já cheguei lá.

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A minha namorada ofereceu-me o segundo volume do Sangue e Fogo. Acho que é para casar. 

 

Btw 52911799_2568627223211052_18647019704392

 

Editado por Augusto

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Citação de BFC=Trincos_Everywhere, Em 29/01/2019 at 22:52:
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^ Que acham desta teoria?

CUIDADO, contem spoilers da última temporada.

Qmd que fosse verdade 

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