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Oficial: Marco Silva despedido do Everton

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No tempo do Jardim também tivemos períodos bastante fracos, mas lá está, isso desculpava-se porque o plantel era mediano.

Também ajudou que tanto o BdC como o Jardim tenham tirado pressão à equipa naquela cena do "jogo a jogo", deve ter ajudado bastante a nível de dar confiança a um grupo que tinha todo chegado praticamente naquele ano e tinha alguma coisa a provar. Isso e não haver competições continentais.

Acho que do onze dessa época só o Patrício, o Adrien e o Capel é que já eram jogadores "feitos", acostumados a um clube grande e à Europa.

Editado por Wincing Hálldor

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Citação de Wincing Hálldor, há 2 minutos:

No tempo do Jardim também tivemos períodos bastante fracos, mas lá está, isso desculpava-se porque o plantel era mediano.

Também ajudou que tanto o BdC como o Jardim tenham tirado pressão à equipa naquela cena do "jogo a jogo", deve ter ajudado bastante a nível de dar confiança a um grupo que tinha todo chegado praticamente naquele ano e tinha alguma coisa a provar. Isso e não haver competições continentais.

Acho que do onze dessa época só o Patrício, o Adrien e o Capel é que já eram jogadores "feitos", acostumados a um clube grande e à Europa.

E também ajudou que o Jardim tivesse sido apoiado pela direção e pelo presidente até ao final da época. Ao contrário do Marco que desde o Natal já tinha a guia de marcha preenchida, com o presidente a anotar motivos absurdos para justificar o seu despedimento por justa causa durante mais de metade da temporada, desejando até o insucesso do clube que dirigia para poder mais facilmente despedir o treinador contando com o apoio dos adeptos e dos "adeptos". A vitória na Taça de Portugal foi um problema que ele resolveu desvalorizando essa conquista nem se associando aos festejos.

E como nessa altura o Rei Sol estava no apogeu da popularidade entre os seus apaniguados, a coisa passou...

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Citação de Longineu, há 29 minutos:

Porque o Jardim pegou num plantel que vinha de um 7º lugar, com jogadores mancos (sdds gerson magrão, weldinho), completos desconhecidos  e gajos vindos de empréstimos e sacou um 2º lugar com uma primeira volta a dar chocolate onde quer que fosse. Mau era se não fosse adorado por cá.

É verdade que há imenso mérito no trabalho do Jardim. Dados os contextos, o trabalho do Jardim é superior ao do Marco. Mesmo que por exemplo o Sporting em 14/15 tenha feito mais 9 pontos que no ano do LJ - se bem que cada ano é um ano, e o que importa é a posição em que te encontras no final e isto de andar a comparar pontos é meio que cagativo. Mas se o Jardim pegou numa equipa que no ano anterior tinha acabado em 7º lugar, o Marco pega numa equipa que dois anos antes tinha acabado em 7º.  Convém salientar isto. Não é por numa época conseguires um segundo lugar que retornas à estabilidade. Não é como se tivesse a pegar numa equipa que tenha estado constantemente a lutar pelo campeonato. Ele acabar em terceiro foi o natural dado que o Porto voltara ao seu estado de competitividade pelo título nacional. Solidificou o bom trabalho que o Jardim fez com uma equipa não muito melhor, tendo valorizado malta como o Carrillo e o João Mário. O JJ entra num clube que foi competitivo durante as duas época anteriores, que está novamente com alguma estabilidade depois de dois pódios consecutivos e uma taça, e recebe um investimento do crl em comparação com o do Marco e o do Jardim. 

O homem tem mérito em ter chegado onde chegou na carreira, chateia-me essa da "boa imprensa". lol 

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Citação de Pablo Honey, há 5 minutos:

É verdade que há imenso mérito no trabalho do Jardim. Dados os contextos, o trabalho do Jardim é superior ao do Marco. Mesmo que por exemplo o Sporting em 14/15 tenha feito mais 9 pontos que no ano do LJ - se bem que cada ano é um ano, e o que importa é a posição em que te encontras no final e isto de andar a comparar pontos é meio que cagativo. Mas se o Jardim pegou numa equipa que no ano anterior tinha acabado em 7º lugar, o Marco pega numa equipa que dois anos antes tinha acabado em 7º.  Convém salientar isto. Não é por numa época conseguires um segundo lugar que retornas à estabilidade. Não é como se tivesse a pegar numa equipa que tenha estado constantemente a lutar pelo campeonato. Ele acabar em terceiro foi o natural dado que o Porto voltara ao seu estado de competitividade pelo título nacional. Solidificou o bom trabalho que o Jardim fez com uma equipa não muito melhor, tendo valorizado malta como o Carrillo e o João Mário. O JJ entra num clube que foi competitivo durante as duas época anteriores, que está novamente com alguma estabilidade depois de dois pódios consecutivos e uma taça, e recebe um investimento do crl em comparação com o do Marco e o do Jardim. 

O homem tem mérito em ter chegado onde chegou na carreira, chateia-me essa da "boa imprensa". lol 

Convém salientar também que, por causa do trabalho do Jardim, o Marco teve o dinheiro da Champions ao dispor e teve também o Nani. Pá, aqui o problema não é a classificação. É a maneira como um gajo olhava para o que ele tinha feito com o Estoril e depois via a pasmaceira que eram os jogos do Sporting. Ele tinha recursos para pôr aquela equipa a jogar muito melhor e não pôs mas, no entanto, é tido como uma das melhores coisas a ter saído de Portugal nos ultimos tempos. Não é.

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Quem é que saiu de Portugal ultimamente que é melhor que ele à exceção do Paulo Fonseca? O Pedro Martins? O Luís Castro? 

 

Aliás, desde os tempos do Estoril e do Paços dessa altura quem foram os treinadores que fizeram trabalhos do mesmo calibre? 

 

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Citação de Pablo Honey, há 36 minutos:

Quem é que saiu de Portugal ultimamente que é melhor que ele à exceção do Paulo Fonseca? O Pedro Martins? O Luís Castro? 

 

Aliás, desde os tempos do Estoril e do Paços dessa altura quem foram os treinadores que fizeram trabalhos do mesmo calibre? 

 

 

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Editado por UnReal
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Citação de Pablo Honey, há 48 minutos:

Quem é que saiu de Portugal ultimamente que é melhor que ele à exceção do Paulo Fonseca? O Pedro Martins? O Luís Castro? 

 

Aliás, desde os tempos do Estoril e do Paços dessa altura quem foram os treinadores que fizeram trabalhos do mesmo calibre? 

 

O Nuno, por exemplo.

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Citação de Rain Dog, Em 07/12/2019 at 21:17:

isto só pode ser a gozar

os factos que ele elencou - factos crus, sem adectivação - não são verídicos?

Citação de Longineu, há 29 minutos:

O Nuno, por exemplo.

O Nuno por exemplo, ou o Nuno, como único exemplo?

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@UnRealTava a falar de pessoal que saiu da liga portuguesa desde os anos de destaque do Estoril/Paços (2013-2015~) que foi a altura em que o MS e o PF apareceram como as duas grandes promessas de treinadores tugas. Portanto não contava com AVB, VP (que te deves ter esquecido) Paulo Sousa e essa malta. Não acho o Luís Castro melhor que o Marco btw 

Mesmo o AVB basta procurar aí pelo fórum e oq não falta é malta a dizer que n é grande espingarda. Agora q se está a safar no Marselha já é bom. O Nuno quando saiu do Porto não valia um colhão e só chegou onde está na carreira por causa do Jorge Mendes, o  Queiroz é  dos treinadores mais criticados por cá. Toda a gente vai ter bons trabalhos e outros que não vão ser tão bons. Nem toda a gente tem que ser um génio ao nível de um Guardiola ou de um Mourinho. A facilidade com que "este" ou "aquele" já não presta por causa de um trabalho menos bom chateia-me um bocado.  

 

Editado por Pablo Honey

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Mas o Marco Silva desde o Estoril que não tem um trabalho que se possa dizer acima da média.

Medíocre no Sporting, mediano no Olympiacos, desceu no Hull, foi um mongo no Watford e foi mau no Everton. 

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Citação de DS7, Agora:

Essa do desceu no Hull é desonesto... 

Pior é dizer que foi mediano no Olympiakos.

30 jogos no campeonato: 28V, 1E e 1D. Na Liga dos Campeões fica em 3º num grupo com Arsenal e Bayern Munique com os mesmos pontos que o 2º (Arsenal). Na Taça da Grécia vai à final e na Liga Europa perde logo na 1ª Eliminatória (ai podia ter feito melhor porque perdeu com o Anderlecht).

O que acho engraçado é que é todo 8 ou 80. Agora o Marco Silva não presta. O próximo trabalho corre bem e afinal todos acreditavam nele. É como agora o Jesus no Flamengo que quando começou mal levou com todos em cima mas como acabou a ganhar nunca ninguém duvidou

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Citação de Descartes, há 3 horas:

E também ajudou que o Jardim tivesse sido apoiado pela direção e pelo presidente até ao final da época. Ao contrário do Marco que desde o Natal já tinha a guia de marcha preenchida, com o presidente a anotar motivos absurdos para justificar o seu despedimento por justa causa durante mais de metade da temporada, desejando até o insucesso do clube que dirigia para poder mais facilmente despedir o treinador contando com o apoio dos adeptos e dos "adeptos". A vitória na Taça de Portugal foi um problema que ele resolveu desvalorizando essa conquista nem se associando aos festejos.

E como nessa altura o Rei Sol estava no apogeu da popularidade entre os seus apaniguados, a coisa passou...

Se calhar atropelar uma ordem da direcção em Agosto não foi a melhor das ideias, se queria ter o seu apoio.

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Citação de Wincing Hálldor, há 15 minutos:

Medíocre no Sporting, mediano no Olympiacos, desceu no Hull, foi um mongo no Watford e foi mau no Everton. 

Este foi um óptimo exercício linguístico. Acho que a descrição do trabalho no Sporting foi pateta, a do Olympiakos palerma, a do Hull tola, a do Watford néscia, e a do Everton parva.

Editado por Chandler

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E mesmo no Watford não estava a fazer nada mau trabalho. Foi despedido numa sequência de maus resultados após uma outra incrível para os pergaminhos do clube.

Aliás, julgo que o Marco Silva acaba por ser vítima das expectativas que cria. O trabalho no Estoril foi tão bom que depois, no Sporting, se esperava mais do que uma época tranquila com uma Taça de Portugal pelo meio.

O título na Grécia e aquele início no Hull criaram uma expectativa que depois não se concretizou, apesar de a despromoção ter sido sempre o cenário mais plausível para eles.

O início no Watford foi tão bom que se esperava mais do que aquilo que aquela equipa podia dar. O Watford chegou à 8a jornada em 4o lugar com 15 pontos. Mesmo quando saiu do clube, o Watford era 10o, o que para o clube em questão não era nada mau. Estava era em quebra de resultados. Se calhar, se em vez daquele arranque assombroso tivesse tido um arranque normal para os padrões do Watford e tivesse chegado à mesma jornada em que foi despedido exatamente com os mesmos pontos, não teria sido despedido. Aliás, ele foi despedido com o Watford em 10o e terminaram a época em 14o.

No Everton, nunca me pareceu que tivesse grande impacto. A época passada foi banal e esta estava a ser um desastre.

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Citação de doom_master, há 36 minutos:

Se calhar atropelar uma ordem da direcção em Agosto não foi a melhor das ideias, se queria ter o seu apoio.

qual ordem? a de usar o fato?

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Citação de IlidioMA, há 5 minutos:

qual ordem? a de usar o fato?

Não. Aquela ordem para não convocar o Rojo.

O BdC que se lembrasse de exigir algo semelhante ao Jardim ou ao Jesus e logo veria o que lhe aconteceria de diferente... Aliás, com o Jesus andou a fazer o mesmo braço de ferro no último ano mas aí não foi corajoso ao ponto de o despedir por justa causa por causa de um fato. Doía muito mais na carteira...

Editado por Descartes

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Citação de Descartes, há 1 minuto:

Não. Aquela ordem para não convocar o Rojo.

O BdC que se lembrasse de exigir algo semelhante ao Jardim ou ao Jesus e logo veria o que lhe aconteceria de diferente... Aliás, com o Jesus andou a fazer o mesmo braço de ferro no último ano mas aí não foi corajoso ao ponto de o despedir por justa causa por causa de um fato. Doía muito mais na carteira...

não sabia qual a ordem. seja como for a direcção não existe para dar esse tipo de ordens, de cariz técnico-táctico. Isso é assunto do treinador.

Mas estou a denotar um certo revisionismo, ou saudosismo do BdC a permear este tópico. Uma espécie de "O BdC pode ter feito muita coisa mal, mas no que toca ao Marco Silva pá..."

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Citação de Descartes, há 4 minutos:

Não. Aquela ordem para não convocar o Rojo.

O BdC que se lembrasse de exigir algo semelhante ao Jardim ou ao Jesus e logo veria o que lhe aconteceria de diferente... Aliás, com o Jesus andou a fazer o mesmo braço de ferro no último ano mas aí não foi corajoso ao ponto de o despedir por justa causa por causa de um fato. Doía muito mais na carteira...

O JJ teve que se aguentar sem o Carrillo na primeira época. Algo que eu nunca pensei que ele fosse admitir.

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Citação de IlidioMA, Agora:

não sabia qual a ordem. seja como for a direcção não existe para dar esse tipo de ordens, de cariz técnico-táctico. Isso é assunto do treinador.

Mas estou a denotar um certo revisionismo, ou saudosismo do BdC a permear este tópico. Uma espécie de "O BdC pode ter feito muita coisa mal, mas no que toca ao Marco Silva pá..."

Sempre foi assim. Não é revisionismo. O Abel sofre do mesmo problema. Entra naquela lógica de que o BdC só fez coisas boas no 1º mandato e só se passou da marmita depois do jogo em Madrid e daquele post em que insultava os jogadores.

É a desculpa natural que muitos (imensos) usam para se justificarem do apoio incondicional que prestavam ao indivíduo seguida pela crítica aberta. A explicação possível para terem passado de aprovação na ordem dos 90% na Assembleia Geral de assalto ao poder e alteração de estatutos para 71% a deliberar a sua destituição num espaço de meros 6 meses.

Citação de Castor, há 4 minutos:

O JJ teve que se aguentar sem o Carrillo na primeira época. Algo que eu nunca pensei que ele fosse admitir.

Não contou com ele desde o início. Nem o Carrillo se treinava com o plantel. O Rojo foi completamente diferente. Queriam usar o Marco Silva para pressionar o Rojo a aceitar uma transferência que ele não desejava.

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Citação de Descartes, há 30 minutos:

Não contou com ele desde o início. Nem o Carrillo se treinava com o plantel. O Rojo foi completamente diferente. Queriam usar o Marco Silva para pressionar o Rojo a aceitar uma transferência que ele não desejava.

Como assim?


O Carrillo fez 7 jogos nessa temporada antes de ser encostado. Acho que também está a acontecer revisionismo aí.

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Citação de Black Hawk, há 27 minutos:

 

Aliás, julgo que o Marco Silva acaba por ser vítima das expectativas que cria. O trabalho no Estoril foi tão bom que depois, no Sporting, se esperava mais do que uma época tranquila com uma Taça de Portugal pelo meio.

O título na Grécia e aquele início no Hull criaram uma expectativa que depois não se concretizou, apesar de a despromoção ter sido sempre o cenário mais plausível para eles.

Evidentemente.

Mas não é só por isso que ele falhou no Sporting. Para além das expectativas criadas pelo excelente trabalho dele no Estoril, as expectativas para aquela temporada tinham obrigatoriamente de ser superiores àquelas que existiam para a temporada transacta, com o Jardim, meia equipa nova e um clube a lutar arduamente para subsistir, depois de uma das piores épocas da nossa história.

Apesar de só ter feito meia época de boa qualidade e ter cumprido com os mínimos na outra metade da época (segurando o 2º lugar), o Jardim deixou uma equipa completamente diferente. Estruturada, razoavelmente organizada e com uma base consistente, da casa e com alguma qualidade (Rui, Cédric, William, Adrien, André Martins, o próprio Mané). Existiam expectativas de que a equipa, com alguns reforços (não chegaram talvez todos os que eram necessários, mas a maioria das necessidades foi colmatada), pudesse crescer a partir dessa base e lutar pelo título com o Marco.

Ora, isso foi tudo o que não aconteceu. O Sporting nunca esteve próximo desse objectivo, nunca apresentou uma qualidade de jogo superior à dos tempos de marasmo do Jardim e não conseguiu a qualificação para a fase a eliminar da Champions (um objectivo perfeitamente realista tendo em conta o contexto do grupo). E se é verdade que nesta última foi assaltado no jogo com o Schalke, é igualmente verdade que o jogo frente ao Maribor, na Eslovénia, foi talvez a primeira de algumas exibições inenarráveis dessa época.

É que toda a gente se lembra do 3-1 no Dragão para a Taça (com uma senhora exibição do Nani), mas ninguém se lembra de que, cerca de 5 meses depois, o Sporting perde 3-0 no Dragão para a Liga, num jogo onde foi tudo tão mau, mas tão mau, que o Tello faz um hat-trick e mesmo assim deixa uma sensação de desilusão... porque podia muito facilmente ter feito mais 2 ou 3 golos, tal era a facilidade com que aparecia isolado na cara do Rui. E o mesmo aconteceu no jogo com o Chelsea em Alvalade, por exemplo, que só termina 1-0 porque o Rui faz uma exibição épica e salva 4 ou 5 lances escandalosos de golo.

O plantel era bem mais talentoso que o do Jardim, sobretudo do meio-campo para a frente, mas a verdade é que não retirou o melhor do Nani (de todo), piorou o rendimento do trio do meio-campo (fosse qual fosse o utilizado, e nunca utilizou o único "10" do plantel mesmo quando o 4x2x3x1 foi claro durante a grande maioria da temporada) e transformou definitivamente os laterais em rapazes que passavam 90 minutos a bater bombo para a frente ou para a área adversária (dependendo da zona do terreno). Teve mérito na gestão do Carrillo, porque lhe deu a confiança que o Jardim nunca conseguiu dar.

O que apresentou foi sempre muito escasso para aquilo que se esperava daquela época, e não existiam indícios de evolução (bem pelo contrário, a qualidade de jogo foi decrescendo). Tendo em conta que a oportunidade de ter o Jesus surgiu, a decisão era óbvia. Mas mesmo que o Jesus não existisse ali, despedi-lo continuaria a ser a melhor solução.

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Ainda antes do Natal, o Marco Silva já tinha o seu lugar em perigo porque já existia pressão por parte do BdC sobre o treinador. Acham que isso também beneficiou a restante época do Sporting? Pode vir o Guardiola ou o Klopp, que enquanto não existir paz no Sporting ninguém irá corresponder às expectativas, está sempre toda a gente sob enorme pressão.

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