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Politica Internacional

Publicações recomendadas

Citação de Jamarcus, há 1 hora:

Ha um rumor na internet, que já li várias vezes, que este tratado levou Portugal a reclamar o continente africano todo na conferência de Berlim em 1890, lmao. Não é verdade, pois não? @Black Hawk

Portugal reclamava o continente africano a priori em função do tratado de Tordesilhas. Na conferência de Berlim reclamou o mapa cor de rosa. 

Fomos espezinhados por duas vezes porque o continente era nosso e não reconheceram o tratado e a gra Bretaña não nos deu aquele corredor de Angola a Moçambique. 

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Citação de Gui Fla, há 23 horas:

A reinvindicação do território é válida,

não sei em que medida, isso já foi decidido por instâncias internacionais e nunca foi favorável à Venezuela, a mesma que, durante uma série de anos, reconheceu a fronteira actual, para depois "desreconhecer". Legitimidade onde?

 

Ademais, dá me aqui uma ataque de schadenfreude quando os 'colonizados' se atém às actividades dos 'colonizadores' quando é para sacar mais uma fatia de território. Ou seja, para qualquer coisa a Espanha será - não sem razão - apresentada como o diabo na terra na Venezuela pelos terríveis males que fez ao país, mas depois, quando dá jeito, deixa cá reivindicar dois terços do meu vizinho rico em petróleo porque "já no século Y isto era território de Espanha". Sinceramente, num continente tão marcado pelo colonialismo - o mais marcado, na medida em que o colonialismo apagou sem volta tudo o que estava lá, e implantou uma nova identidade, língua, religião e cultura - estar a herdar os conflitos do colonizadores parece-me uma patetice. E, reportando-me ao que disse antes, uma contradição. Ou bem que o colonialismo foi mau - e pelo tanto, não vamos andar a mexer nas fronteiras que os coloniadores, erradamente, gizaram - ou bem que o colonialismo foi bom e o meu país tem o dever de prosseguir as políticas expansionistas do meu antigo colonizador. Detestar o colonizador, mas seguir-lhe os passos é que me parece uma posição completamente insustentável.

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Isso da Venezuela é chalupagem ao nível de quem reclama em 2023 um território do Rio Jordão até ao mar mediterrâneo. Demencial. 

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Citação de IlidioMA, há 1 hora:

não sei em que medida, isso já foi decidido por instâncias internacionais e nunca foi favorável à Venezuela, a mesma que, durante uma série de anos, reconheceu a fronteira actual, para depois "desreconhecer". Legitimidade onde?

 

Ademais, dá me aqui uma ataque de schadenfreude quando os 'colonizados' se atém às actividades dos 'colonizadores' quando é para sacar mais uma fatia de território. Ou seja, para qualquer coisa a Espanha será - não sem razão - apresentada como o diabo na terra na Venezuela pelos terríveis males que fez ao país, mas depois, quando dá jeito, deixa cá reivindicar dois terços do meu vizinho rico em petróleo porque "já no século Y isto era território de Espanha". Sinceramente, num continente tão marcado pelo colonialismo - o mais marcado, na medida em que o colonialismo apagou sem volta tudo o que estava lá, e implantou uma nova identidade, língua, religião e cultura - estar a herdar os conflitos do colonizadores parece-me uma patetice. E, reportando-me ao que disse antes, uma contradição. Ou bem que o colonialismo foi mau - e pelo tanto, não vamos andar a mexer nas fronteiras que os coloniadores, erradamente, gizaram - ou bem que o colonialismo foi bom e o meu país tem o dever de prosseguir as políticas expansionistas do meu antigo colonizador. Detestar o colonizador, mas seguir-lhe os passos é que me parece uma posição completamente insustentável.

Lembra me aquela declaração do Quénia na UN no início da invasão da Ucrânia 

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Citação de Burkina2008, há 22 horas:

Tu claramente nao percebes a diferencia entre investimento e gasto

Anualmente gastam-se 5.2 T$ em fossil fuels...nao tem nada que ver com investimento

Depois dos States terem de investir 5 ou 6 T a renovar a rede eletrica (so os States alone que hoje em dia poluem "apenas" 15% da poluicao global), ainda terias de gastar 5.2T$ em energia, visto que essa energia limpa 'e tao ou mais cara do que petroleo.

Percebes a diferenca?

O problema nao sao os "ricos" que tanto podem pagar uma como a outra. Alias tanto o fossil como o eletrico esta sobretudo nas maos de privados nos maiores mercados. O problema 'e que na California, para o ano ja se falou de aumentos medios de 500$ por ano na factura da eletrica devido ao uso de renovaveis. Para mim e para quem ganha bem tanto faz, agora para a maioria da populacao que vive com a corda no pescoco...

Isto ja para nao falar das Indonesias e Indias da vida que enquanto nos reduzimos as emissoes, eles vao aumentando. 

A malta gosta muito de dizer que o problema sao as empresas e os ricos que nao querem mudar. Newsflash, esses estao-se a cagar porque fazem o deles tanto em fossil como em renovaveis como noutra m*rda qualquer.

Tens mais que dados por aí dos custos por kWh de algumas das energias renováveis rivalizarem actualmente com combustíveis fosseis, onde é que há informação do contrário? Porque isso é muito estranho de ler para mim, que haja aumentos drásticos devido ao uso de renováveis. Se tiveres essa info em mão partilha aí pls, estou curioso, até porque essa parte do teu argumento percebo e concordo.

Tendo em conta que se reporta que esses mesmos custos reduziram na gama de 50% e 80% em uma década, portanto a não ser que essas curvas estejam a tornar-se assimptóticas não admirava que haja potential duma maior descida.

Quanto à diferença entre gasto e investimento, eu tentei perceber como é que estava enganado em assumir que os níveis de grandeza são perto o suficiente para descartar uma redistribuição de prioridades (independentemente de ser um gasto mais um investimento) tendo em conta o que disseste, mas não é claro. Por exemplo, esses 5.2T em energia não é o mesmo gasto que neste momento se tem com combustíveis fosseis? Porque importa referir o gasto para o balanço se não é um delta? Novamente, é relevante o potential desse gasto diminuir quando estamos a falar de duas tecnologias em que uma (renováveis) tem maior capacidade de inovação que a outra, não?

Quanto às Índias da vida, é verdade que as emissões na UE e US têm estabilizado, o que tens razão.

https://ourworldindata.org/grapher/total-ghg-emissions?tab=chart&time=1994..latest&country=European+Union+(28)~USA~CHN~Low-income+countries~IND~IDN~Asia+(excl.+China+and+India)

E per capita a trend é semelhante mas a proporção inverte.

https://ourworldindata.org/grapher/per-capita-ghg-emissions?tab=chart&country=CHN~IND~OWID_WRL~Low-income+countries~OWID_ASI~IDN~USA~OWID_EU27

Mas onde é que isto tem o que seja a ver com o que escrevi? O meu comentário é global, não percebo a utilidade desse whataboutismo para esta discussão, e 15% continua a ser uma fatia relevante para justificar continuar a manter esses valores estabilizados ou até diminuir.

Quanto ao último comentário, qual é então o problema?

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Citação de IlidioMA, há 1 hora:

 Legitimidade onde?

https://pt.wikipedia.org/wiki/Acordo_de_Genebra_de_1966

O Reino Unido e a própria Guiana reconheceram como legítima a reinvindicação venezuelana.

Como eu disse antes, agora não adianta mais querer este território. Passou muito tempo e hoje em dia não há lugar para disputa territorial no continente sul-americano. 

Editado por Gui Fla

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Citação de Gui Fla, há 36 minutos:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Acordo_de_Genebra_de_1966

O Reino Unido e a própria Guiana reconheceram como legítima a reinvindicação venezuelana.

Como eu disse antes, agora não adianta mais querer este território. Passou muito tempo e hoje em dia não há lugar para disputa territorial no continente sul-americano. 

a página em Português desse artigo está muito mal feita - diria que está enviesada - porque o apresenta como uma coisa que não foi. O Acordo não reconheceu coia nenhuma, esse acordo foi apenas um acordo para se começarem negociações. Estabelecia que a Guiana iria gerir a região até uma solução ser encontrada com base no dito acordo. Ora, negociações foram algo que depois nunca ocorreu porque a Venezuela sempre perceber que iria perder qualquer arbitragem sobre o assunto e por isso foi-se sempre furtando quer a negociar, quer a submeter o tema à justiça internacional.

 

Eu detesto ter que vir 'defender' o UK, o colonizador-mor do planeta, mas caramba, em 2023 começar uma guerra para "corrigir" "erros" do "passado" é uma coisa que não lembra a ninguém. A coisa está definida desde o início do século XIX, eles que sejam homenzinhos e se aguentem.

 

 

Muito me rirei se a Venezuela se vir embrenhada num Vietname, selva densa, sem infraestruturas e sempre a sofrer ataques de guerrilha, andar lá 10 anos a disparar balas contra árvores da borracha,  a combater lianas com catanas e a desenterrar os seus jipes da lama densa a cada 25 metros. Quer dizer, ria se a guerra não foi uma coisa demasiado triste para uma pessoa se rir.

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Citação de IlidioMA, há 2 minutos:

a página em Português desse artigo está muito mal feita - diria que está enviesada - porque o apresenta como uma coisa que não foi. O Acordo não reconheceu coia nenhuma, esse acordo foi apenas um acordo para se começarem negociações. 

Reconhecer a reinvindicação é diferente de arbitrar que o território pertence a Venezuela. O acordo é algo como: "A Venezuela tem argumentos válidos, precisamos resolver isso."

Ao postar o link do artigo, eu não quis dizer que o acordo dava o território para os venezuelanos. 

Sobre a Venezuela ter fugido de tentar resolver o problema por vias diplomáticas, você está certíssimo. 

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There is a "huge risk of terrorist attacks in the European Union" over the coming holiday season, a senior EU official has said.

European Home Affairs Commission Ylva Johansson said the polarisation in society caused by the Israel-Hamas war was increasing the risk of violence.

Her remarks came days after a tourist was fatally stabbed in Paris.

The EU was making an additional €30m (£26m) available for additional security, Ms Johansson said.

https://www.bbc.com/news/world-europe-67624496

Caminhamos para um 1984 social liberal em que de forma a viver de forma multicultural e secular teremos que abdicar de privacidade de forma a combater eventuais ataques extremistas. 

Eu assino um regime assim. Quem não deve não teme. Até começo a pagar água, luz e tvcabo. 

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BRUSSELS — A European Parliament assistant working for an MEP in the European People’s Party was shot and injured in Brussels on Wednesday night.

An EPP spokesperson confirmed to POLITICO that a woman working for a Swedish member of the group was wounded and taken to hospital with injuries not considered to be life-threatening. The spokesperson did not name the assistant or the MEP.

https://www.politico.eu/article/mep-sweden-brussels-shooting-injured/

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Kissinger: para além do bem e do mal

O embaixador do Chile nos EUA escreveu que o seu “brilho histórico nunca conseguiu disfarçar a sua profunda miséria moral". Kissinger foi um criminoso de guerra e um inimigo da democracia sempre que ela pôs em causa os interesses do Império. Mas por ter sido um dos seus mais brilhantes observadores participantes e teóricos, é fundamental para perceber a lógica imperial. De que foi servidor, não arquiteto

Custa-me a agressividade contra qualquer figura pública no dia da sua morte. Esse dia deve ser reservado aos que gostavam da pessoa que parte. Ainda assim, quando a personagem é internacional e de grande relevância, reduz-se o risco das pessoas que sofrem com a sua morte chegarem sequer ao que dizemos ou escrevemos. Permiti-me, por isso, a maior liberdade no dia da morte de Henry Kissinger, mantendo, no entanto, a elegância necessária. Escrevi, na sempre frustrada esperança da eficácia da subtileza, numa rede social: “Henry Kissinger foi um homem brilhante. O que o mundo perdeu com isso são outros quinhentos.”

Queria apenas dizer duas coisas que me parecem óbvias. A primeira é que Kissinger não foi apenas um homem superiormente inteligente, mas um dos mais brilhantes e bem informados estrategas e diplomatas. Indispensável para compreender a Guerra Fria.

A inteligência e o saber não são categorias morais. Juan Gabriel Valdés, embaixador do Chile nos EUA, escreveu que “morreu um homem cujo brilho histórico nunca conseguiu disfarçar a sua profunda miséria moral".

Kissinger esteve envolvido em algumas das decisões mais criminosas dos EUA desde o fim da II Guerra. Depois do Camboja, do Laos, do Vietnam ou do Bangladesh, onde as opões que favoreceu se podem medir em milhões de mortes, é legitimo referirmo-nos a ele como um criminoso de guerra. E foi um inimigo da democracia sempre que ela pôs em causa os interesses do Império, que é o mesmo que dizer que não acreditava realmente nela – porque não achava que os interesses norte-americanos pudessem ser deixados nas mãos da “irresponsabilidade” dos povos. Foi cúmplice ativo do seu esmagamento no Chile, na Argentina e, em geral, em toda a América Latina. E defensor de apoio de todas as ditaduras que estivessem do lado certo, incluindo o ignóbil regime do apartheid.

Referir o que o mundo perdeu com o seu brilhantismo (e não o que ganhou) é dizer que a inteligência nem sempre está ao serviço do bem comum, coisa que todos sabemos. E é reconhecer qualidades intelectuais ou culturais ao inimigo (e assim me refiro a Kissinger). Não estou a falar da destreza que disponível a qualquer pessoa medianamente inteligente e sem escrúpulos, mas de génio. E admirar o génio do inimigo é a melhor forma de não ceder ao primarismo moral. Aquele que resume os confrontos políticos a embates entre o bem e o mal, que é como quase todas as potências tentam vestir os seus ímpetos imperiais, sobretudo a que Kissinger serviu.

Depois de contabilizar apenas parte dos crimes de Henry Kissinger, e recordando um que nos foi mais próximo – o apoio ativo à anexação de Timor Leste –, Ana Gomes terminou o seu artigo assim: “Para quem pense que a realpolitik pode determinar a política externa dos Estados, recordo que o Portugal democrático e um Timor Leste independente demonstram o fatal irrealismo de quem manda princípios e valores às urtigas. Na diplomacia, como na vida.”

O único problema da posição anti-realista de Ana Gomes, com que genericamente até concordo, é que este caso não a confirma. Portugal não é uma potência e os seus interesses não estavam realmente em causa. E o facto de só ter “regressado” a Timor Leste quando a Guerra Fria tinha chegado ao fim – o que quer dizer que aquele já não era um assunto em que o nosso aliado norte-americano estivesse empenhado – desmente-o, aliás. Assim como a aceitação da independência de Timor-Leste, quando a esfera de influência soviética já não era um problema.

Ao contrário de Miguel Esteves Cardoso, não acho que homens como Kissinger sejam “patriotas”. Trabalham para os interesses económicos específicos de uma elite nacional e um dos problemas do olhar de Kissinger sobre o mundo é que, hoje, essa elite é cada vez menos nacional. Se me ficar pela questão moral, Kissinger não foi apenas inimigo dos inimigos da América, foi inimigo de todos os que morreram em nome dos interesses particulares que serviu, muitos deles jovens norte-americanos, quase sempre os mais pobres, desproporcionadamente negros. Porque nunca foi a estes que qualquer Império serviu.

É natural que quem considera um líder do mundo livre a nação com a segunda maior população prisional do mundo (quase empatada com a China, uma ditadura com o quadruplo da população), que continua a aplicar a pena de morte, que é incapaz de garantir mínimos de dignidade social e segurança a boa parte da população e que repetidamente desrespeita a democracia de terceiros, olhe para quem reforçou o poder dos EUA como um exemplo político e moral, que serviu, sujando as mãos, um bem maior. Não é o meu caso.

Não há impérios benignos, mesmo quando se anunciam libertadores. Nem sequer há Impérios democráticos. Há metrópoles democráticas. O Reino Unido era uma democracia no preciso momento em que esmagava a liberdade e a dignidade dos indianos. O mesmo acontecia com França, em África. Quanto muito, podemos dizer que a democracia na metrópole torna o poder mais sensível ao incómodo que determinado comportamento cause aos seus próprios cidadãos. Quando os impérios exportam democracia, fazem-no condicionalmente, bloqueando o que seja contrário aos seus interesses. Como os EUA fizeram durante décadas, na América Latina.

O meu problema é, no entanto, a relevância que se dá a Kissinger. Ele não foi um arquiteto do imperialismo norte-americano, que lhe precedeu. Foi seu servidor. Nada contra termos posições morais na política. Estou a léguas de ser um cínico. Tudo contra personalização dos fenómenos políticos, que alguma historiografia aprecia. Kissinger não foi responsável pelos crimes de guerra dos EUA. Os responsáveis foram os EUA, que os basearam num consenso político interno assinalável sobre o seu papel imperial (e falsamente moral) no mundo.

Bernardo Teles Fazendeiro chamou a Kissinger “o lado obscuro de uma política norte-americana”. Sem esse lado, sobraria a retórica libertadora que pouco ou nada determinou as suas escolhas. A suposta superioridade moral dos EUA nunca foram mais do que um instrumento de poder e o pragmatismo de Kissinger foi um símbolo disso mesmo, demonizando inimigos e negociando, sem qualquer problema, com os demónios. O pragmatismo que serviu para esmagar democracias também serviu para os acordos nucleares, o apaziguamento com a China, o fim da guerra do Vietname ou acordo israelo-árabe.

Por ter sido um dos seus mais brilhantes observadores participantes e teóricos, Kissinger é fundamental para perceber a lógica imperial. É interessante, aliás, verificar como muitos dos que agora recusam ir mais longe do que a avaliação moral da personagem o citaram para defender uma postura diferente em relação à Ucrânia (posição que renegou perante a pressão política e social a que, sendo não apenas um intelectual, mas também um político, cedeu). E como muitos dos que o vilipendiaram por essa sua posição a ignoram no momento de fazer o obituário. Como se essa posição não fosse, na lógica que dá precedência às grandes potências, coerente com o seu pensamento de sempre.

Nota: Quase todos os dias há uma pessoa a quem eu confio os meus textos, da sua publicação a um aviso de gralha de última hora. Que atura os vários pedidos de alteração súbita. Que me dá a segurança de que, no fim, isto vos chega a tempo e direito. O José Cardoso, grande jornalista e fazedor de jornais, reforma-se agora. Sinto-me, como muitos neste jornal, um pouco órfão. Bom descanso, camarada. Se souberes o que isso é.

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Citação de Lebohang, há 9 minutos:

É natural que quem considera um líder do mundo livre a nação com a segunda maior população prisional do mundo (quase empatada com a China, uma ditadura com o quadruplo da população), que continua a aplicar a pena de morte, que é incapaz de garantir mínimos de dignidade social e segurança a boa parte da população e que repetidamente desrespeita a democracia de terceiros, olhe para quem reforçou o poder dos EUA como um exemplo político e moral, que serviu, sujando as mãos, um bem maior.

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Guerra entre Israel y Gaza, en directo | Israel califica al secretario general de la ONU como “una amenaza a la paz mundial” | Internacional | EL PAÍS (elpais.com)

l ministro de Exteriores israelí, Eli Cohen, ha endurecido aún más el tono este miércoles contra el secretario general de la ONU, António Guterres, que ha invocado el artículo 99 de la Carta de Naciones Unidas para pedir al Consejo de Seguridad que exija un alto el fuego humanitario inmediato en la franja de Gaza. “La gestión de Guterres es una amenaza a la paz mundial”, ha declarado en su cuenta de X. Es la primera vez que Guterres usa este mecanismo desde que fue elegido. “La situación se está deteriorando rápidamente hasta convertirse en una catástrofe con implicaciones potencialmente irreversibles”, ha afirmado. Por su parte, el alto comisionado de la ONU para los Derechos Humanos, el austriaco Volker Türk, ha alertado del alto riesgo de que se cometan nuevos crímenes de guerra en la Franja: “Los civiles siguen siendo bombardeados implacablemente por Israel y castigados colectivamente”. Mientras, el ejército israelí ha intensificado su ofensiva sobre el sur de la Franja. Al menos 16.248 personas han muerto en Gaza desde el 7 de octubre, según ha informado la oficina de prensa de Hamás.

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pronto, já se viu porquê que o corno do daniel oliveira escreveu bem do kissinger num post, e mal no outro. Usou o primeiro post porque precisava de ter assunto para escrever o segundo. Criou o seu próprio trabalho. É o que eu digo, é desemprego com esta malta

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Citação de HappyKing, há 33 minutos:

 

Como se chegou aqui? A lei que se f*da, é isto?

Mas a culpa não é dos woks?

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“Strength through unity. Unity through faith.”

 

isto já esteve mais longe do V…

E ainda por cima vindo de uma pessoa de segunda geração. Nem Orwell ou Moore conseguiriam escrever tal narrativa…

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O facto de sublinhar em especifico que não tem de seguir algo chamado "Human Rights act" é muito bom.

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eu gabo a coragem do sunak que, dia após dia, já sendo um meme e um monte de m*rda reconhecido a nível nacional e também internacional, consegue superar o nível de degeneração e sujidade que saiu da boca dele no dia anterior

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"Ai e tal, eu cá voto em branco ou nos gajos extremistas que é para dar um choque no sistema que bem precisa. E se eles tentarem algo toda a gente sabe que existem em todos os paises tribunais e outras instituições para os manterem na linha pelo que não há perigo nenhum"

A realidade é que esta gente não quer saber minimamente dos "checks and balances" e atropela tudo o que lhe aparecer pela frente se lhes derem a oportunidade. 

Já não sei de quantas mais provas são precisas para perceber isto.

Editado por SAS_Robben
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Haverá maior privilégio branco eurocêntrico do que destruir a Líbia de forma a implementar uma rota de migrantes económicos e comércio de escravos para agora enviar tudo para o Rwanda e a Albânia? 

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Citação de HappyKing, há 2 horas:

Como se chegou aqui? A lei que se f*da, é isto?

O gajo abertamente a dizer que o governo se vai sobrepor à justiça, lol.

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