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Chamar democracia aos EUA é só para não passarmos por maluquinhos da internet.

 

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Citação de Gui Fla, há 4 minutos:

Nunca foi bem democrático, diga-se. 

Já se falou muito daqui ao longo dos anos do "gerrymandering", por exemplo. É um pais onde as forças politicas (prinicpalmente os republicanos) fazem tudo o que podem para restringir o voto. Podem existir paises muito piores a este nível mas a democracia americana tem inumeras falhas.

Lá porque me interesso muito pelo sistema politico americano isso não faz de mim pró americano nem, pró sistema politico americano.

Interessa-me mais perceber o que lá se passa pelo impacto global da coisa.

 

Editado por SAS_Robben
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Citação de SAS_Robben, há 4 minutos:

Já se falou muito daqui ao longo dos anos do "gerrymandering", por exemplo. É um pais onde as forças politicas (prinicpalmente os republicanos) fazem tudo o que podem para restringir o voto. Podem existir paises muito piores a este nível mas a democracia americana tem inumeras falhas.

Lá porque me interesso muito pelo sistema politico americano isso não faz de mim pró americano nem, pró sistema politico americano.

Interessa-me mais perceber o que lá se passa pelo impacto global da coisa.

 

Não apenas restringir o voto.

150 bilionários doaram U$ 1,89 bilhão para políticos nos EUA em 2024

As forças políticas que você citou têm padrinhos e irão defender os interesses deles.

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Citação de Gui Fla, há 4 minutos:

Não apenas restringir o voto.

150 bilionários doaram U$ 1,89 bilhão para políticos nos EUA em 2024

As forças políticas que você citou têm padrinhos e irão defender os interesses deles.

É a maravilha que saiu do Citizens United vs FEC de 2010.

Antes já era dúbio mas desde aí que é uma festa.

Editado por SAS_Robben

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Citação de SAS_Robben, há 16 minutos:

Já se falou muito daqui ao longo dos anos do "gerrymandering", por exemplo. É um pais onde as forças politicas (prinicpalmente os republicanos) fazem tudo o que podem para restringir o voto. Podem existir paises muito piores a este nível mas a democracia americana tem inumeras falhas.

Lá porque me interesso muito pelo sistema politico americano isso não faz de mim pró americano nem, pró sistema politico americano.

Interessa-me mais perceber o que lá se passa pelo impacto global da coisa.

 

Todas as democracias tem falhas...agora deem me um exemplo de um sistema melhor do que os que usamos no mundo ocidental...

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Citação de Burkina2008, há 2 minutos:

Todas as democracias tem falhas...agora deem me um exemplo de um sistema melhor do que os que usamos no mundo ocidental...

Perfeitos não existem mas dentro do mundo ocidental ou similar, tens uns que são claramente melhores que outros.

Editado por SAS_Robben

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Citação de SAS_Robben, Agora:

Perfeitos não existem mas dentro do mundo ocidental tens uns que são claramente melhores que outros.

Completamente de acordo. As democracias na UE (com algumas excepcoes) sao claramente melhores. No entanto nao impedem de partidos da extrema-direita com ideias piores do que as do Trump de chegarem ao poder.

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Citação de Mayday, há 1 hora:

Chamar democracia aos EUA é só para não passarmos por maluquinhos da internet.

 

muito bom f*da-se lmao 

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O melhor regime do mundo é o da Suiça. Depois os regimes estalinistas do Vietname, China e Laos.

A América não é uma democracia plena. 

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Citação de Aleef456, Em 20/01/2025 at 21:45:

GhxEcDYXsAAJuID?format=jpg&name=medium

 

 

Quem perdoa  ama. 

O Trump no primeiro dia já perdoou 1500

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O melhor sistema que a minha mente me permite imaginar é um onde oligarcas fazem saudações nazis. Qualquer coisa melhor que isso são utopias de esquerda.

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Citação de Burkina2008, há 2 horas:

Completamente de acordo. As democracias na UE (com algumas excepcoes) sao claramente melhores. No entanto nao impedem de partidos da extrema-direita com ideias piores do que as do Trump de chegarem ao poder.

Mas as democracias também não servem para impedir que partidos de extrema direita cheguem ao poder.

A questão aqui é que meter no mesmo saco democracias como as da UE, RU, Suíça com a 'democracia' dos EUA é estar a misturar sistemas políticos muito diferentes só porqe são todos países com sistemas económicos capitalistas.

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Citação de Petar Musa, há 3 horas:

Fdç Burkina os posts do Che não são para levar a sério!

Também não era para levar a sério a extrema direita e no entanto olha agora. 

Não levem a sério o Che e qualquer dia estão todos a fa... 講中文,感謝偉大嘅領袖 !

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Citação de Jimpo, há 14 minutos:

Também não era para levar a sério a extrema direita e no entanto olha agora. 

Não levem a sério o Che e qualquer dia estão todos a fa... 講中文,感謝偉大嘅領袖 !

Eu já comecei a aprender no duolingo. Fiquem para trás e depois queixem-se

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Citação de whatever, há 21 minutos:

Mas as democracias também não servem para impedir que partidos de extrema direita cheguem ao poder.

A questão aqui é que meter no mesmo saco democracias como as da UE, RU, Suíça com a 'democracia' dos EUA é estar a misturar sistemas políticos muito diferentes só porqe são todos países com sistemas económicos capitalistas.

Depende, ha democracias dentro da UE que nao sao muito diferentes da dos Estados Unidos.

Alias o Estados Unidos teem algo bastante mais interessante a nivel de democracia do que muitos regimes ocidentais, que sao a legislacao estadual. Sendo que existe um "umbrella" federal, qualquer pessoa pode mudar com muita facilidade de estado e assim de legislacao. Alias o exodo de pessoas da California para outros estados tem sido sobretudo porque nao "concordam" com a politica fiscal. 

De resto continuo a espera de alternativas melhores do que as democracias ocidentais....

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Citação de Burkina2008, há 5 minutos:

Depende, ha democracias dentro da UE que nao sao muito diferentes da dos Estados Unidos.

Alias o Estados Unidos teem algo bastante mais interessante a nivel de democracia do que muitos regimes ocidentais, que sao a legislacao estadual. Sendo que existe um "umbrella" federal, qualquer pessoa pode mudar com muita facilidade de estado e assim de legislacao. Alias o exodo de pessoas da California para outros estados tem sido sobretudo porque nao "concordam" com a politica fiscal. 

De resto continuo a espera de alternativas melhores do que as democracias ocidentais....

Tipo eu poder bazar para a Holanda? Que originais. 

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Citação de Mayday, Agora:

Tipo eu poder bazar para a Holanda? Que originais. 

Tu poder podes, no entanto so podes fazer isso desde 1995, para varios empregos vais ter de aprender a lingua e em muita coisa ter certificacoes diferentes...entre outras coisas.

Alias tambem podes ir para Cuba que eles estao a precisar de pessoas dada a quantidade que de la sai todos os anos. O bom de vivermos no mundo actual 'e que temos opcoes e quem apenas se queixa mas nao faz nada, so se pode culpar a si proprio...

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Mais uma da distopia americana.

O Trump ordenou todas as agências de saúde e controlo alimentar a se remeterem ao silêncio completo (nada de comunicados, sugestões ou linhas orientadoras) até 1 de Fevereiro.

E a partir daí todas as comunicações destas agências terão de passar por um nomeado político que será entretanto escolhido.

Editado por SAS_Robben

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Ilude-se quem acha que as "democracias" ocidentais são melhores do que as outras. O cidadão comum tem pouco ou nenhum poder diante de quem tem alguns bilhões no bolso. Somos reféns de Musks e Zucks.

E qualquer país que ouse ir contra o sistema democrata capitalista sofre com propaganda imperialista e embargos. Aliás, me pergunto o motivo dos EUA ainda embargar Cuba se o socialismo está fadado ao fracasso. Removam os embargos e deixem o socialismo fracassar sozinho.

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Citação de Gui Fla, há 15 minutos:

Ilude-se quem acha que as "democracias" ocidentais são melhores do que as outras. O cidadão comum tem pouco ou nenhum poder diante de quem tem alguns bilhões no bolso. Somos reféns de Musks e Zucks.

E qualquer país que ouse ir contra o sistema democrata capitalista sofre com propaganda imperialista e embargos. Aliás, me pergunto o motivo dos EUA ainda embargar Cuba se o socialismo está fadado ao fracasso. Removam os embargos e deixem o socialismo fracassar sozinho.

Removeram à China e Vietname e estão arrependidos. Não vão cair no mesmo erro, ainda para mais no continente americano. 

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Citação de Che, há 1 minuto:

Removeram à China e Vietname e estão arrependidos. Não vão cair no mesmo erro, ainda para mais no continente americano. 

Não removem o embargo de Cuba por causa dos votos da Flórida. 

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Citação de Lebohang, há 10 horas:

A nova revolução americana

Há algo da revolução leninista nesta gente de direita ou extrema-direita que por fim tem o poder de que precisa

Elon Musk forneceu o dinheiro, o tempo e a energia maníaca, ele forneceu a ideologia, a visão, a convicção e a preparação da vitória. O nome é Peter Thiel, um dos mais astutos e brilhantes operadores da vitória eleitoral, não apenas de Trump, de um novo movimento político com vários nomes e nenhum. O movimento convictamente reacionário da Nova Direita, dos nativistas conservadores, dos ideólogos nacionalistas que acreditam que a democracia liberal falhou e não passou de uma ditadura meritocrática que esqueceu a luta de classes e que instaurou um sistema opressivo de dominação cultural com a ajuda da globalização, da imigração, da tecnologia e de uma paisagem mediática favorável e controlada por elementos originários da nomenclatura educada nas escolas superiores. Para esta novíssima ideologia, com os seus filósofos políticos e os seus seguidores, as guerras culturais são guerras de classe, e uma economia liberal que encontra no globalismo e no crescimento económico o alfa e o ómega da felicidade e da prosperidade, enganou-se. Redondamente. E tem de ser eliminada. Eliminação a ser executada com a brutalidade com que os bolchevistas executaram o czarismo no princípio do século XX.

Há qualquer coisa da revolução leninista nesta gente de direita ou extrema-direita, à falta de melhor denominação, que, por fim, tem o dinheiro, o poder, os novos media e os correligionários, votos e devotos de que precisa. Um Presidente que não os ignorará, e um vice-presidente que será o futuro da América nascida da revolução económica, social e política. JD Vance.

Vance não é o único. Marco Rubio ou os filhos de Donald Trump também sustentam uma vanguarda política do movimento, e os oligarcas e multimilionários da tech garantem o suporte financeiro e tecnológico. A ideia de Thiel, e a visão à distância, é a da substituição de ordem liberal por uma ordem nova, não já libertária como no início da aventura, apenas livre e disruptora do Estado e das regulações do Estado. Uma ordem não-democrática não chega para definir o movimento. O que se pretende é uma ordem desavergonhadamente, claramente, antidemocrática. Uma nova ordem cesarista, uma espécie de monarquia esclarecida, em que o bem comum, livre das armadilhas das opiniões mediáticas convencionais e das burocracias instaladas pelo liberalismo económico regulador, é prosseguido por uma vanguarda intelectual e por uma classe trabalhadora nativa que o liberalismo esqueceu. Uma classe também operária e rural, termos que o liberalismo abandonou. As redes sociais e os novos media, do X ao Substack, os sites alternativos da opinião, farão parte dos arautos da revolução reacionária que extinguirá a paisagem mediática que controlou todo o século XX do pós-guerra e as duas primeiras décadas do século XXI.

Thiel é um visionário, adaptando a visão à evolução histórica dos acontecimentos na América. É também o papa e o pai do movimento, e foi o financiador ao longo dos anos de espera e recrutamento. Com discrição, sem que alguém se aperceba quantas ideias dali nasceram, desde o DOGE, Department of Government Efficiency ou Departamento da Eficiência do Governo, ao RAGE, Retire All Government Employees, Reformem Todos os Funcionários Públicos. Rage é Raiva.

Peter Thiel é intimidante. Tem olhos de aço, quando sorri não parece estar a sorrir, uma voz metálica que articula uma corrente de pensamento enunciada com tal velocidade e dificuldade que se torna dura ao ouvido. Tem 57 anos e uma fortuna avaliada em 14 mil milhões de dólares. Deve ser mais. Não começou como ativista político. Foi, com Musk, um dos fundadores do PayPal, a chamada PayPal máfia, e um dos primeiros investidores do Facebook. Nasceu na Alemanha, em Frankfurt (e não na África do Sul como Musk e como se tem escrito), e a família emigrou para os Estados Unidos quando tinha um ano. O pai era engenheiro químico e nunca quis a nacionalidade americana a que tinha direito. A filiação alemã é importante, porque os traços e o ethos são marcadamente alemães. A disciplina, a obstinação, a impaciência para com a fraqueza. A recusa do conformismo é americana.

A família viveu na África do Sul, em pleno apartheid, tal como a de Musk, e daí a confusão biográfica. Segundo Thiel, odiou o sistema punitivo da educação sul-africana e nasceu a tendência libertária. Refugiou-se na leitura de ficção científica. O nome Palantir, uma das companhias que fundou e a companhia mais importante dos atuais sistemas de defesa e vigilância ocidentais, vem de Tolkien e de “O Senhor dos Anéis”. Uma bola de cristal indestrutível.

É parco em graças sociais. Vi-o num encontro internacional, e ouvi-o, e não pude deixar de o associar a uma farda e a um pastor alemão. Teria dado um excelente ator secundário em filmes sobre o nazismo, e isto é o preconceito liberal a julgar. O que Thiel quer eliminar.

Depois de ter sido advogado e operador de mercados, foi um aluno excecional a matemática, dedicou-se ao capital de risco. Antes, Thiel trabalhou para William Bennett, um dos avatares do conservadorismo republicano e o czar antidroga de Reagan (achava que os traficantes deveriam ser decapitados e sabemos que os cartéis lhe continuam a fazer a vontade) e admirou Reagan e a desregulação. Foi construindo a fortuna e a influência política, com método. Para esta gente, os anos Obama foram a cimentação da ideologia. Tudo, menos aquilo. Com o primeiro Trump, as aproximações foram nascendo, a teia de cumplicidades, o poder de Silicon Valley. Thiel celebrizou-se quando destruiu um tabloide online, Gawker, que o tinha exposto como homossexual. A vingança foi exemplar. Os media ainda hoje evitam fazê-lo zangar. Mas Thiel não apreciava Trump, e o seu candidato em 2024 era Ron DeSantis.

Quando DeSantis fracassou, por inépcia na campanha, Thiel dedicou-se a continuar a apoiar candidatos republicanos e os primeiros filósofos dos movimentos antiliberais, como Curtis Garvin, o teorizador mor. E a financiar um ambicioso, e também anti-Trump, senador do Ohio. JD Vance. Vance, que era um tech bro, um marine e um feroz descendente da white trash, do “lixo branco” da América, procurava uma definição política para a ambição. Steve Bannon e a populaça MAGA não eram a vocação inicial e, sendo um feixe de contradições, Vance conseguiu aliar pensamentos antitéticos. Defender as teses MAGA, atacando o poder da tecnocracia que esquece a classe baixa, sendo ao mesmo tempo um dos lordes da tecnocracia. Oscar Wilde diria que é um génio, capaz de conviver com duas ideias opostas dentro da cabeça.

A aliança Thiel-Vance, Thiel deu milhões de dólares à campanha de Vance, é essencial para compreender o admirável mundo novo. Donald Jr. juntar-se-ia ao grupo, e vem daí a relação com Donald Sr. Trump, é o veículo essencial, mas não é o futuro, tem apenas um mandato. O futuro, por enquanto, é Vance. Bannon sabe isto, e vocifera porque perdeu a influência e o acesso. Foi engolido por um grupo mais inteligente e rico do que ele, e que não precisa de recorrer à corrupção que levou Bannon à prisão. Thiel trouxe Musk para a ideologia, sabemos como corre. Musk e Thiel, amigos e por vezes rivais, detestam Zuckerberg, e devem ter tido um prazer especial em obrigá-lo a dobrar o joelho. No entanto, precisam dele e do poder dele. Até a ideia de comprar a Gronelândia não é de Trump, é dos techies. Um deles, Dryden Brown, outro fundador milionário de uma startup, a Praxis, desembarcou no território para o comprar e aí instalar uma cidade do futuro chamada Praxis. O protótipo da Terminus, a cidade que Musk quer fundar em Marte. O projeto da Praxis angariou, através de Peter Thiel, 525 milhões de dólares. A Gronelândia acabará, pressinto, nas mãos dos americanos. Donald Jr. está no negócio. A filosofia virtual de Dryden Brown é o domínio do mundo pela internet e as conexões da internet. Sem peias.

Thiel deu uma festa na mansão de Washington na véspera da inauguração. Os bilionários estiveram todos lá, techies e não techies. E os encarregados de destruir a administração pública e substituí-la pela nova ordem. Todos são amigos e quase súbditos de Thiel. Sam Altman, da IA, Alex Karp, da Palantir, David Sachs, Matt Danzeisen, Marc Andreessen et alia. E Jeff Bezos, dono do detestado “Washington Post”. Outro que dobrou o joelho. Todos apadrinham o projeto DOGE. Peter Thiel, que na imortal frase de um jornalista, “perdeu o interesse pela democracia”, continuará o trabalho na sombra, fundando e financiando, deixando a Musk o centro das atenções. E contradições.

Este mandato de Trump será muito diferente do de 2016, quando os amadores se atropelavam nos corredores. Existem agora equipas profissionais, solidamente financiadas por um clube de aliados que controlam o mundo e querem mudar a ordem do mundo. E determinar o século XXI. Trump, um génio do marketing, chama-lhe “a revolução do senso comum”.

O que eu tenho alguma dificuldade a compreender é: qual é o endgame pretendido por esta gente? Esta m*rda toda para quê, exatamente? 

O que é que motiva um Peter Thiel? Mais dinheiro? O que é que ele faz com mais dinheiro que já não faz agora? Consolidar o poder por medo de perder o dinheiro que tem? É quase impossível perdê-lo. Poder pelo poder para garantir que está nas suas mãos e não nas doutros?

Acabar com o globalismo e com a democracia... Para quê? Acabar com as réstias de normas internacionais que ainda existiam que desincentivavam países a invadir outros pela força, para quê? Dividir o globo em blocos mais declarados, numa época em que existem armas nucleares e cada vez mais opções para nos matarmos a todos se estes blocos entrarem em conflito... Para quê?

Confesso que não entendo.

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