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Politica Internacional

Publicações recomendadas

Citação de Rōnin, há 9 minutos:

tás a falar com mini raquel varelas, não vale a pena perder tempo

centralismo esquerdista ❤️ 

Tu depois de apoiares o Trump só para veres no que dava porque podia nem ser assim tão mau e trazeres para o CMPT m*rda como o pizzagate ainda te entusiasmas para fazer posts destes e chamares coisas aos outros?

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Citação de Mayday, há 6 minutos:

Que impacto tiveram até agora as sanções na guerra e na estratégia Russa?

O apoio diplomático, financeiro e até militar da UE à Ucrânia pode acontecer sem colocar em causa os restantes países europeus. 

Resumindo e indo direto ao ponto, a minha posição é de que armar a Ucrânia sem depois limitar o acesso a tecnologia e dinheiro ao outro lado que é mais poderoso à partida é, isso sim, mandar carne para canhão.

Editado por SAS_Robben

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Citação de SAS_Robben, há 1 minuto:

Foi em resposta a um post teu

Faço mea culpa porque não me lembro de ler este post, sequer. 

Mais logo, com tempo, responderte-ei, sem problema. 

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Citação de SAS_Robben, há 59 minutos:

Qual achas que tinha sido a melhor reação da UE à invasão da Ucrânia?

Em relação á questão da energia e recursos naturais o problema já vem de antes, na minha opinião. Claro que a conjuntura muda drasticamente com a guerra, contudo, a Rússia de Putin já era um sistema autocrático e bastante questionável nos nossos parâmetros há muito mais tempo. Passou de ser um mal necessário para ser só um mal e não foi por falta de aviso. Agora também é mais fácil falar sabendo o desenvolvimento da história, mas os avisos existiram e a quem os competia ouvir não serviram de muito.

Não faz qualquer sentido, nesta situação, a UE ter ido à boleia dos EUA nas sanções quando era mais do que claro que isto para eles não é mais que uma oportunidade. E em relação a alternativas, especialmente dentro das sanções, acredito que tenham existido várias, desde o que envolviam á forma que foram aplicadas, que teriam tido em conta quem realmente ia sofrer. No fundo estás a reagir à guerra tirando o tapete a gente que já tinha dos mais fininhos possíveis. Sobre outras alternativas para além das sanções, é complicado sem haver um envolvimento direto na guerra, o que também seria uma estupidez pegada e com ainda piores consequências. No fim ficamos num dilema que provavelmente nunca será resolvido. Para sancionar a Rússia prejudicas o povo, para defender o povo acabas por negligenciar a Ucrânia. O que valerá mais, ao final de contas?

O que realmente se retirou é que não há qualquer tipo de moralismo e não se retirou nenhuma lição do que aconteceu com a Rússia, uma vez que o parceiro estratégico de negócios que surgiu foi mais um warmonger no Azerbaijão.

Editado por Pavel

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Citação de SAS_Robben, há 28 minutos:

Certo.

Considerando que não existiriam sanções, então quais as alternativas da UE para reagir à invasão da Ucrânia? Qual seria o rumo que consideras que era o mais adequado?

Mandar uma bomba para EUA. Todos os nossos problemas ficavam resolvidos. 

Editado por Juco

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Citação de HIM, há 4 horas:

Desculpa, mas batem. “Lidei” com uma greve em Itália porque o líder do sindicato foi preso por bater nos polícias numa manifestação, e não foi porque os polícias o agrediram, foi por se sentir empowered em fazê-lo sem consequências… eles e os franceses são terríveis, mas acho que os Italianos são mesmo os piores. Também pode ser na área onde estou inserido….

Agora não, mas no meu primeiro emprego tive de lidar com fornecedores de vários de países...italianos de longe os piores.

Citação de SAS_Robben, há 4 horas:

Vai ser bonito aqueles tres em Itália se entenderem.

Parece que o Berlusconi ontem num jantar já esteve a mandar bocas aos outros dois.

Btw, está m*rda dos fachos só saberem discursar a gritar, pqp

A esperança agora é essa, 3 galos para um poleiro que em Itália não tem grande duração...

  • Concordo! 1

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Citação de Che, há 16 minutos:

Em vez das sanções, expropriações e censura dos média russos, eu hoje sabendo que sei optaria por uma hashtag #jesuischarlie ou algo parecido.  

Tivemos o #standwithukraine

Mais umas quantas

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Citação de SAS_Robben, há 1 minuto:

Resumindo e indo direto ao ponto, a minha posição é de que armar a Ucrânia sem depois limitar o acesso a tecnologia e dinheiro ao outro lado que é mais poderoso à partida é, isso sim, mandar carne para canhão.

As sanções aplicadas vão ter mais impacto negativo nos países europeus no curto-médio prazo do que na estratégia Russa. Não falo só da inflação e dos impactos sociais, mas do clima político, também. Se é verdade que a UE não se deve imiscuir nas políticas internas também é verdade que sabemos das estratégias da Russia para minar a política e coesalão europeia e quem vai conduzir o levantamento popular será a extrema-direita financiada por Putin. 

Eu não sou o maior dos Europeistas, mas reconheço que vivemos melhor assim.

Eu sei que demora mas a influência política e diplomática junto da China e da Índia, principalmente, para não apoiarem incondicionalmente a Rússia seria a nossa melhor solução no imediato. Procurar negociar com os aliados de Putin para o enfraquecer. 

 

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Citação de Mayday, há 18 minutos:

Que ressabiado. 

Bloqueia e não gastes energia.

.

Estava a dar-te uma saída e tratas-me assim. 

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Citação de Juco, há 7 minutos:

Mandar uma bomba para EUA. Todos os nossos problemas ficavam resolvidos. 

Factos.

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Citação de Mayday, há 17 minutos:

Tu depois de apoiares o Trump só para veres no que dava porque podia nem ser assim tão mau e trazeres para o CMPT m*rda como o pizzagate ainda te entusiasmas para fazer posts destes e chamares coisas aos outros?

Chamo-te o que me apetecer. 

  • Concordo! 1

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E já que o Mayday falou na questão política, nada me tira da cabeça que tudo isto não tenha sido planeado e temporizado para vir bater nesta sequência de eleições na Europa. Talvez tenham falhado por meia dúzia de meses para chegar ao ponto de saturação das pessoas.

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Mas a Rússia alguma vez ia prever a total inaptidão das economias de mercado para resolver problemas estruturais das economias europeias que afectam a classe trabalhadora? 

Se baixarem os impostos mais um pouquinho as rendas vão baixar, confia mpt. Faz lembrar aquele chino que queria ser presidente dos States e oferecer 1500 dólares a todos os cidadãos. Problema? As rendas iriam aumentar 1500 dolares 🤣

Editado por Che
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As pessoas querem mesmo soluções simplistas. Não há post-mortems, não fizemos nada mal, não há soluções diplomaticas, nem agora nem antes do problema.

Os russos invadiram a ucrania são uns c*brões, metemos sanções. Se n tens outra solução simplista pra me dar és hipócrita e putinista

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Citação de Pavel, há 1 hora:

Em relação á questão da energia e recursos naturais o problema já vem de antes, na minha opinião. Claro que a conjuntura muda drasticamente com a guerra, contudo, a Rússia de Putin já era um sistema autocrático e bastante questionável nos nossos parâmetros há muito mais tempo. Passou de ser um mal necessário para ser só um mal e não foi por falta de aviso. Agora também é mais fácil falar sabendo o desenvolvimento da história, mas os avisos existiram e a quem os competia ouvir não serviram de muito.

Não faz qualquer sentido, nesta situação, a UE ter ido à boleia dos EUA nas sanções quando era mais do que claro que isto para eles não é mais que uma oportunidade. E em relação a alternativas, especialmente dentro das sanções, acredito que tenham existido várias, desde o que envolviam á forma que foram aplicadas, que teriam tido em conta quem realmente ia sofrer. No fundo estás a reagir à guerra tirando o tapete a gente que já tinha dos mais fininhos possíveis. Em relação a outras alternativas para além das sanções, é complicado sem haver um envolvimento direto na guerra, o que também seria uma estupidez pegada e com ainda piores consequências. No fundo ficamos num dilema que provavelmente nunca será resolvido. Para sancionar a Rússia prejudicas o povo, para defender o povo acabas por negligenciar a Ucrânia. O que valerá mais, ao final de contas?

Antes de mais peço desculpa pelo testamento que aqui vou debitar.

Sobre a 1ª parte, totalmente de acordo. Não há como discordar.

Eu sou alguém que até à Cimeira da NATO em Lisboa em 2010 achou que era possível fazer pontes com a Rússia e nem falo na NATO propriamente dita. A certa altura achei que a Rússia podia ser um parceiro honesto da UE.

Mas depois começou a acontecer muita coisa, comecei eu próprio a virar à esquerda e a perceber que estava a depositar esperanças em alguma que não merece um pingo de confiança. Eu sei que até posso passar por russófobo ou maluquinho das conspirações mas ando há anos a falar do que o Putin anda a fazer pelo mundo fora. São demasiados casos, demasiadas evidências pelo que a Europa chegou aqui por sua culpa, por se ter deixado corromper (com ajuda também de um capitalismo em muitos casos descontrolado) e (talvez) por alguma ingenuidade de algumas pessoas. 

Sobre a 2ª, aplicando sanções, elas iriam sempre ter efeito ricochete fossem elas qual fossem. A interdependência económica global assim o "obriga" e pior ainda quando concordamos sobre o primeiro paragrafo. Diria até que em alguns casos, nomeadamente na banca, poderíamos e deveríamos ter ido mais longe. 

Em 2014 tentou-se sanções que não foram nem carne nem peixe e que foram bastante "cirúrgicas" (conheço as bem devido ao meu trabalho) e viu-se que não deu nada. Passados 8 anos voltámos ao mesmo. Se voltássemos a aplicar o mesmo estilo de sanções (ou seja, sanções leves e sem afetar a máquina russa) era o mesmo que não fazer nada. 

Do ponto de vista pratico, armar e treinar a Ucrânia sem quebrar a rede de abastecimento tecnológica russa era completamente sem sentido.

Manter também a aquisição de energia russa da forma como o fazíamos era também continuar a encher os bolsos do Kremlin. Compreendo que me digam que continuamos a comprar pela porta do cavalo. É um facto. Também me parece pelo que vou lendo que compramos a preços que beneficiam os intermediários e que o beneficio ao infrator começa a ser bastante inferior ao que existia anteriormente. A China e a India comprar energia a preço muito abaixo do que a UE comprava pelo que não são o mesmo tipo de clientes que nós eramos. E sim, os intermediários também são um problema mas na escala das coisas, neste momento são menos problema para nós.

E se a economia russa ainda não quebrou como o Ocidente queria, também é verdade que também está longe de estar saudável e quanto mais tempo passar, pior será para a Rússia.

Do ponto de vista ideológico é então onde ainda tenho mais discordância. A complacência com a Rússia foi tentada em 2008. Passamos a 2014 onde fomos "simpáticos" porque precisávamos da energia deles e os oligarcas eram os gajos porreiros que estoiravam o dinheiro roubado ao povo russo aqui na Europa. Pelo meio permitimos que andassem a brincar com a fragilidade das nossas democracia e até com a nossa saúde. Em 2022 tivemos esta prenda.

A realidade é que para alguém que se sente de esquerda (como eu, apesar de poderem achar diferente), os argumentos de que estamos a sacrificar os europeus e com isso potencialmente fomentar ainda mais a extrema direita na Europa é de facto um argumento que me pesa na consciência, que me faz pensar e que claramente tem lógica.

A minha posição nasce no entanto de entender que não fazer nada é moralmente errado, tal como é errado termos o Mundial no Qatar, apoiarmos o regime israelita no tratamento dos palestinianos, não termos feito nada enquanto o Bolsonaro usava a pandemia para chacinar os índios da amazónia (tal como o Putin está a usar a guerra para limpar as minorias étnicas do seu pais), de termos apoiado a invasão do Iraque, de comprarmos tudo aos chineses que fazem o que fazem com os uyghurs e mais dois mil e quinhentos etc.. que podemos arranjar.

Mas tantos erros não me impede de apoiar quando por uma vez fazemos o que eu considero moralmente certo, que é apoiar um povo que foi invadido e atacado. As razões porque o fazemos agora e não das outras vezes podem e devem ser discutidas mas se para mim está certo, vou apoiar. Devemos é exigir que nos outros casos se atue também.

A esquerda tem uma coisa que me agrada e que foi dos pontos que após a adolescência mais me fez dar uma guinada politica enorme: é internacionalista. E como internacionalista considero que a amizade e apoio entre os povos deve ser uma verdade universal. Ver um povo ser chacinado sem fazer nada é para mim incompatível com o ser de esquerda. O intervencionismo é praticamente sempre usado com segundas intenções mas não sou por principio contra.

E tanto apoio sanções à Rússia como apoiaria sanções à China, ao Irão, a Israel e aos USA se tal for de facto necessário. Parece-me também óbvio que as sanções devem ser proporcionais porque de facto a economia mundial é totalmente interdependente e convêm medir os impactos caso a caso mas fdx, para mim um facho é um facho, um genocida é um genocida e um reacionário é um reacionário, esteja ele onde estiver.

Isto não é um "cut of my nose to spite my face" ideológico, é um gajo tentar manter o equilíbrio quase impossível de conseguir "dormir à noite". Dai eu denunciar m*rda que acontecem na Rússia, na China, na Europa e nos USA. Infelizmente só posso mesmo é denunciar.

Mas também sou racional. Por exemplo, tenho inúmeras discordâncias com o regime cubano mas se há sanções que para mim fazem zero sentido, são as cubanas. Só servem para manter a retórica do regime e os cubanos não estão propriamente a atacar nem ameaçar ninguém. Estas medidas são para mim exageradas.

Mesmo o que o povo russo sofre com as sanções também não me é indiferente e acho até que devemos receber todos os dissidentes (com os cuidados racionalmente lógicos) e não fechar fronteiras. Alias, a URSS caiu muito também porque o Ocidente recebeu os dissidentes.

Dito isto, é também como dizes, não há boas opções. As que haviam morreram há muito por culpa de todas as partes mas não consigo conceber o que seria não fazer nada em concreto e demonstrar ao Putin e os seus adeptos que afinal "might is right". Estamos neste ponto e temos que trabalhar sobre ele.

Acho mesmo que o risco de deixar a Rússia a fazer o que quer é ainda mais perigoso do que arriscar termos confusão interna. Enquanto os ucranianos combatem no campo de batalha, nós temos de combater nas urnas, nas ruas e nas nossas casas. Parece um lirismo bacoco e quase desrespeitoso mas é a realidade que me salta à vista.

Voltamos ao ponto de sempre, todas as opções são uma m*rda. Esta para mim é a que me parece a menos más. Quando encontrar outra, siga com essa.

Peço desculpa pelo testamento.

Editado por SAS_Robben
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Citação de Plagio o Original, há 37 minutos:

As pessoas querem mesmo soluções simplistas. Não há post-mortems, não fizemos nada mal, não há soluções diplomaticas, nem agora nem antes do problema.

Os russos invadiram a ucrania são uns c*brões, metemos sanções. Se n tens outra solução simplista pra me dar és hipócrita e putinista

Vou responder para o Pavel.

A visão simplista das coisas é também achar que a diplomacia da paz é sempre possível, em qualquer ponto de um conflito.

Tens uma parte que invadiu um pais pela segunda vez, que alegou para a invasão inverdades, que afirma e reafirma como condições para negociar a queda total do outro lado, concessões de território à força e estas são condições para negociar?

Vai se negociar o quê e de que forma?

O America First Committee no período da segunda guerra mundial também era contra as sanções impostas à Alemanha, contra se armar a URSS e o UK e apelava constantemente pela paz.

É bonito, é simples. Quero paz. E como se chega a ela? É só dizer que se quer? Isto sim é simplista.

Alguém acredita que não se tentou racionalizar com o outro lado durante todo este processo?

Editado por SAS_Robben

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Citação de SAS_Robben, há 3 minutos:

Vou responder para o Pavel.

A visão simplista das coisas é também achar que a diplomacia é sempre possível, em qualquer ponto de um conflito.

Tens uma parte que invadiu um pais pela segunda vez, que alegou para a invasão inverdades, que afirma e reafirma como condições para negociar a queda total do outro lado, concessões de território à força e estas são condições para negociar?

Vai se negociar o quê e de que forma?

O America First Committee no período da segunda guerra mundial também era contra as sanções impostas à Alemanha, contra se armar a URSS e o UK e apelava constantemente pela paz.

É bonito, é simples. Quero paz. E como se chega a ela? É só dizer que se quer? Isto sim é simplista.

Alguém acredita que não se tentou racionalizar com o outro lado durante todo este processo?

Não li

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Citação de Plagio o Original, há 1 minuto:

Não li

Eu também só te leio uma vez. Depois já me poupo a reler.

Editado por SAS_Robben

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Btw, depois da retórica nuclear russa, o Japão impôs sanções a venda de químicos para a Rússia. Numa manobra que parece uma resposta do Kremlin, o cônsul japonês em Vladivostok foi aparentemente preso por espionagem.

A ver se sai mais notícias sobre isto.

Editado por SAS_Robben

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Citação de SAS_Robben, há 35 minutos:

Antes de mais peço desculpa pelo testamento que aqui vou debitar.

Sobre a 1ª parte, totalmente de acordo. Não há como discordar.

Eu sou alguém que até à Cimeira da NATO em Lisboa em 2010 achou que era possível fazer pontes com a Rússia e nem falo na NATO propriamente dita. A certa altura achei que a Rússia podia ser um parceiro honesto da UE.

Mas depois começou a acontecer muita coisa, comecei eu próprio a virar à esquerda e a perceber que estava a depositar esperanças em alguma que não merece um pingo de confiança. Eu sei que até posso passar por russófobo ou maluquinho das conspirações mas ando há anos a falar do que o Putin anda a fazer pelo mundo fora. São demasiados casos, demasiadas evidências pelo que a Europa chegou aqui por sua culpa, por se ter deixado corromper (com ajuda também de um capitalismo em muitos casos descontrolado) e (talvez) por alguma ingenuidade de algumas pessoas. 

Sobre a 2ª, aplicando sanções, elas iriam sempre ter efeito ricochete fossem elas qual fossem. A interdependência económica global assim o "obriga" e pior ainda quando concordamos sobre o primeiro paragrafo. Diria até que em alguns casos, nomeadamente na banca, poderíamos e deveríamos ter ido mais longe. 

Em 2014 tentou-se sanções que não foram nem carne nem peixe e que foram bastante "cirúrgicas" (conheço as bem devido ao meu trabalho) e viu-se que não deu nada. Passados 8 anos voltámos ao mesmo. Se voltássemos a aplicar o mesmo estilo de sanções (ou seja, sanções leves e sem afetar a máquina russa) era o mesmo que não fazer nada. 

Do ponto de vista pratico, armar e treinar a Ucrânia sem quebrar a rede de abastecimento tecnológica russa era completamente sem sentido.

Manter também a aquisição de energia russa da forma como o fazíamos era também continuar a encher os bolsos do Kremlin. Compreendo que me digam que continuamos a comprar pela porta do cavalo. É um facto. Também me parece pelo que vou lendo que compramos a preços que beneficiam os intermediários e que o beneficio ao infrator começa a ser bastante inferior ao que existia anteriormente. A China e a India comprar energia a preço muito abaixo do que a UE comprava pelo que não são o mesmo tipo de clientes que nós eramos. E sim, os intermediários também são um problema mas na escala das coisas, neste momento são menos problema para nós.

E se a economia russa ainda não quebrou como o Ocidente queria, também é verdade que também está longe de estar saudável e quanto mais tempo passar, pior será para a Rússia.

Do ponto de vista ideológico é então onde ainda tenho mais discordância. A complacência com a Rússia foi tentada em 2008. Passamos a 2014 onde fomos "simpáticos" porque precisávamos da energia deles e os oligarcas eram os gajos porreiros que estoiravam o dinheiro roubado ao povo russo aqui na Europa. Pelo meio permitimos que andassem a brincar com a fragilidade das nossas democracia e até com a nossa saúde. Em 2022 tivemos esta prenda.

A realidade é que para alguém que se sente de esquerda (como eu, apesar de poderem achar diferente), os argumentos de que estamos a sacrificar os europeus e com isso potencialmente fomentar ainda mais a extrema direita na Europa é de facto um argumento que me pesa na consciência, que me faz pensar e que claramente tem lógica.

A minha posição nasce no entanto de entender que não fazer nada é moralmente errado, tal como é errado termos o Mundial no Qatar, apoiarmos o regime israelita no tratamento dos palestinianos, não termos feito nada enquanto o Bolsonaro usava a pandemia para chacinar os índios da amazónia (tal como o Putin está a usar a guerra para limpar as minorias étnicas do seu pais), de termos apoiado a invasão do Iraque, de comprarmos tudo aos chineses que fazem o que fazem com os uyghurs e mais dois mil e quinhentos etc.. que podemos arranjar.

Mas tantos erros não me impede de apoiar quando por uma vez fazemos o que eu considero moralmente certo, que é apoiar um povo que foi invadido e atacado. As razões porque o fazemos agora e não das outras vezes podem e devem ser discutidas mas se para mim está certo, vou apoiar. Devemos é exigir que nos outros casos se atue também.

A esquerda tem uma coisa que me agrada e que foi dos pontos que após a adolescência mais me fez dar uma guinada politica enorme: é internacionalista. E como internacionalista considero que a amizade e apoio entre os povos deve ser uma verdade universal. Ver um povo ser chacinado sem fazer nada é para mim incompatível com o ser de esquerda. O intervencionismo é praticamente sempre usado com segundas intenções mas não sou por principio contra.

E tanto apoio sanções à Rússia como apoiaria sanções à China, ao Irão, a Israel e aos USA se tal for de facto necessário. Parece-me também óbvio que as sanções devem ser proporcionais porque de facto a economia mundial é totalmente interdependente e convêm medir os impactos caso a caso mas fdx, para mim um facho é um facho, um genocida é um genocida e um reacionário é um reacionário, esteja ele onde estiver.

Isto não é um "cut of my nose to spite my face" ideológico, é um gajo tentar manter o equilíbrio quase impossível de conseguir "dormir à noite". Dai eu denunciar m*rda que acontecem na Rússia, na China, na Europa e nos USA. Infelizmente só posso mesmo é denunciar.

Mas também sou racional. Por exemplo, tenho inúmeras discordâncias com o regime cubano mas se há sanções que para mim fazem zero sentido, são as cubanas. Só servem para manter a retórica do regime e os cubanos não estão propriamente a atacar nem ameaçar ninguém. Estas medidas são para mim exageradas.

Mesmo o que o povo russo sofre com as sanções também não me é indiferente e acho até que devemos receber todos os dissidentes (com os cuidados racionalmente lógicos) e não fechar fronteiras. Alias, a URSS caiu muito também porque o Ocidente recebeu os dissidentes.

Dito isto, é também como dizes, não há boas opções. As que haviam morreram há muito por culpa de todas as partes mas não consigo conceber o que seria não fazer nada em concreto e demonstrar ao Putin e os seus adeptos que afinal "might is right". Estamos neste ponto e temos que trabalhar sobre ele.

Acho mesmo que o risco de deixar a Rússia a fazer o que quer é ainda mais perigoso do que arriscar termos confusão interna. Enquanto os ucranianos combatem no campo de batalha, nós temos de combater nas urnas, nas ruas e nas nossas casas. Parece um lirismo bacoco e quase desrespeitoso mas é a realidade que me salta à vista.

Voltamos ao ponto de sempre, todas as opções são uma m*rda. Esta para mim é a que me parece a menos más. Quando encontrar outra, siga com essa.

Peço desculpa pelo testamento.

no fundo o problema é um homem e uma democracia defeituosa por isso entendo perfeitamente esse ponto de vista. Também não sou a favor de sanções, mas não tomo partido neste caso em particular. É um dilema moral injusto para qualquer pessoa e não faz sentido para um cidadão comum ter o peso de uma opinião definitiva nos ombros.

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Citação de Jimpo, há 2 horas:

Ser hipócrita que é a característica universal de todo o ser humano. 

Em 2022… incrível

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Citação de Rain Dog, há 6 minutos:

no fundo o problema é um homem e uma democracia defeituosa por isso entendo perfeitamente esse ponto de vista. Também não sou a favor de sanções, mas não tomo partido neste caso em particular. É um dilema moral injusto para qualquer pessoa e não faz sentido para um cidadão comum ter o peso de uma opinião definitiva nos ombros.

Ninguém tem uma resposta certa, nem quem de facto toma as decisões.

Eu próprio tenho dúvidas e mesmo nas certezas tenho ponto que me deixam desconfortável.

Exatamente por isso gosto de ler o que as pessoas têm para me rebater. Só para trolls é que já não tenho muita paciência.

 

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