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Sr. Inácio

Literatura | Discussão Geral

Publicações recomendadas

Tudo o que eu li do Harlan até agora aconselho.

 

Esse foi o primeiro que eu li. Todos o são, mas esse é especialmente envolvido numa aura de dúvidas e de perguntas constantes sobre o enredo, que te fazem continuar a ler, e a ler, e a ler, até que surjam as respostas.

 

Os enredos que o Harlan cria são especialmente objectivos, e eu notei particularmente isso porque venho da leitura um pouco enfadonha do primeiro volume do Senhor dos Anéis. Arriscaria-me a dizer que os enredos dele nas mãos de outro autor fariam o triplo das páginas em descrições e em redundâncias. Não que isto me cause particular aversão, mas é uma característica notória dele. É um autor que usa muitos, muitos, muitos diálogos... ele, enquanto narrador, não toma muitas vezes a palavra.

 

É o tipo de literatura que gosto, sem demasiada minúcia e com muito diálogo. A ver vamos se gosto, vou começar a lê-lo daqui a uns dias. Obrigado. :)

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E no que ele escreve não existem tempos mortos, cada capítulo (que nem sequer são muito grandes) tem sempre algo de novo em relação ao enredo, há sempre alguma novidade reveladora... É a leitura torrencial no seu esplendor, de todo.

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A ver vamos. Que outros livros aconselhas dele? E já agora, este é bom para começar uma literatura dele? (pela tua explicação, devo gostar)

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De todos os que li (foram 4), estão todos bem nivelados por cima. Ainda não consegui encontrar nenhum que chegasse ao fim e dissesse a mim mesmo que tinha ficado desapontado...

 

Tenho aliás, aqui mais dois para serem lidos.

 

O que eu sugiro é que as pessoas se vão orientando da mesma forma que eu fiz, ou seja, lendo sinopses e as lombadas dos livros no acto da compra, para irem vendo qual é a história que mais os fascina...

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Tudo o que for Umberto Eco, Mario Puzo e Steven Saylor, Agatha Christie, Edgar Allan Poe e Sir Arthur Conan Doyle recomendo.

 

Umberto Eco gosto da sua escrita, Nome da Rosa é genial.

Mario Puzo já se sabe sobre o que ele escreve mas a sua visão sobre a máfia siciliana não só no padrinho considero soberba.

Steven Saylor é romances históricos (policial), sobre o império romano. A maneira como acompanha a história, como consegue ser objectuvo, sucinto sem tirar nenhum pormenor à história, O Abraço de Némesis é o meu favorito.

 

Christie, Poe e Arthur Conan Doyle ja são conhecidos o suficiente :mrgreen:

 

Penso que é óbvio que policiais, principlamente os que têm um fundo histórico como os de Umberto Eco e Saylor adoro.

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O Poe tem qualidade inegável, mas parecia-me que as patologias mentais que tinha - que são notórias a qualquer leitor que leia duas páginas dele - o faziam escrever mais para descrever a necessidade macabra e ávida que tinha de sangue e de morte, relatando assim as ideias lúgubres que lhe passavam pela cabeça. E o destaque que ele dá a isto retira um pouco de qualidade à escrita dele, mesmo para os fãs mais assumidos do género.

 

É daqueles que se não descobrisse a escrita como subterfúgio, se tornaria num psicopata qualquer macabro...

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O Poe não fosse a escrita e provavelmente tinha encontrado refúgio numa corda...

Ou então em várias... :lol:

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Ou então em várias... :lol:

 

Várias cordas? Ca raio de suicídio seria esse? :mrgreen:

 

Mas ya, o Poe não batia bem. Imagino ter uma conversa com ele no chá das 5...

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Ou então não era a ele que ele matava, propriamente. Dá-me ideia que o fascínio sádico dele pela morte, e pela descrição dos pormenores dos cadáveres, iria conduzir a ele querer matar por aí alguém para a seguir pôr-se a examinar detalhadamente o cadáver, depois de ter apreciado o espectáculo da morte da vítima...

 

E ainda existia a hipótese dos animais, claro. É que é uma das temáticas das obras dele, também...

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Qualquer escritor que seja um génio mas um louco (Poe, Kafka, Pessoa) gosto sempre de ler os seus livros, conseguem transmitir algo de diferente, fico fascinado pelas suas obras.

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Ou então não era a ele que ele matava, propriamente. Dá-me ideia que o fascínio sádico dele pela morte, e pela descrição dos pormenores dos cadáveres, iria conduzir a ele querer matar por aí alguém para a seguir pôr-se a examinar detalhadamente o cadáver, depois de ter apreciado o espectáculo da morte da vítima...

 

E ainda existia a hipótese dos animais, claro. É que é uma das temáticas das obras dele, também...

 

Eu acho que mais cedo ele desenterrava cadáveres para os examinar (Da Vinci style, yeah!) e seria considerado um necrófago, do que mataria alguém. Acho que o Poe por muito louco que fosse, tinha ainda um pouco da sua sanidade.

 

Qualquer escritor que seja um génio mas um louco (Poe, Kafka, Pessoa) gosto sempre de ler os seus livros, conseguem transmitir algo de diferente, fico fascinado pelas suas obras.

 

O Kafka era louco?

E o Pessoa não era assim tão "louco". Curtia assim uns bafinhos de ópio, mas não era assim tão "louco".

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O Kafka era louco?

E o Pessoa não era assim tão "louco". Curtia assim uns bafinhos de ópio, mas não era assim tão "louco".

 

Pode não ser louco (vá também exagerei um bocadinho) mas penso que me consigo explicar por esta frase do Pessoa:

 

"A essência do génio é a inadaptação ao ambiente; por isso o génio (quando não acompanhado pelo talento ou argúcia) é geralmente incompreendido pelo seu meio ambiente."

 

É por isso que génio e louco para mim são quase sinónimos. Eram pessoas diferentes, que conseguiam evidenciar o melhor de si próprios através da escrita. Podem não ser loucos, mas eram pessoas que claramente não encaixavam bem na época em que viviam. Se calahar Pessoa através de Ricardo Reis mostrava o seu desejo em viver na Grécia Antiga. Por não conseguirem encaixar é que hiperbolizei um pouco a questão :wink:

 

Já agora para quem gosta de falar sobre obras recomendo este site/fórum: http://www.bbde.org/

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Acho que essa relação de sinónimo que dás a génio e louco é muito "hiperbolizada". Muito exagero dizer isso, porque houve vários génios ao longo dos tempos que não eram loucos, que viviam bem na sua época. Isto porque louco acata muitos sinónimos próprios e conhecidos, e tanto pode ser "um maluco do crl, só fazia maluquices" ou "um esquizofrénico de primeira".

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Já conhecia, mas só me registei há poucos dias.

 

Aquilo tem mais secções e é mais apelativo depois do registo. Porreiro...

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Do José Rodrigues dos Santos tinha lido o Sétimo Selo e não desgostei mas agora estou a ler o Codex e acho que nem o vou acabar...

Não estou a gostar mesmo nada do livro :|

 

É esperar pelo dia 15 de Setembro e ter nas mãos o novo livro do Dan Brown...

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Do José Rodrigues dos Santos tinha lido o Sétimo Selo e não desgostei mas agora estou a ler o Codex e acho que nem o vou acabar...

Não estou a gostar mesmo nada do livro :|

 

É esperar pelo dia 15 de Setembro e ter nas mãos o novo livro do Dan Brown...

 

Foi o que me aconteceu a mim lol, não consegui ler o Codex todo...

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Já acabei o Equador.

 

Nova obra do Coben e a seguir acho que me dedico ao Rio das Flores.

 

Eu tenho aqui o Codex para ler, não me digam uma coisa dessas...

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eu a pensar em começar a ler mais livros, mas detesto começar a ler, e começar a aparecer palavras que é necessário ir ao dicionário, para perceber o seu significado... para vocês, existe assim algum autor que use poucas " palavras caras " ? e que me aconselham? obrigado

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eu a pensar em começar a ler mais livros, mas detesto começar a ler, e começar a aparecer palavras que é necessário ir ao dicionário, para perceber o seu significado... para vocês, existe assim algum autor que use poucas " palavras caras " ? e que me aconselham? obrigado

 

Quando aparece alguma palavra que não conheças, entendes logo pelo sentido da frase...

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eu a pensar em começar a ler mais livros, mas detesto começar a ler, e começar a aparecer palavras que é necessário ir ao dicionário, para perceber o seu significado... para vocês, existe assim algum autor que use poucas " palavras caras " ? e que me aconselham? obrigado

 

Isto é, detestas ter que aprender novas palavras? :lol:

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