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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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Esses vídeos valem sempre o que valem. No primeiro episódio do gato fedorento eu estava na baixa com amigos meus e vem um repórter da TVI perguntar se pode fazer uma pergunta. Ele pergunta primeiro o que é o plafonamento das pensões e um gajo que eu conheço não sabia e depois pergunta quais eram os ingredientes da pizza do Sócrates e ele também estava na dúvida mas o assistente do cameramen convenientemente levanta um papel com letras garrafais a dizer ''pepperoni com extra queijo'' e ele respondeu só que depois percebeu o engodo e as figuras que ia fazer e voltou atrás para dizer que não autorizava o vídeo.

 

O vídeo do canal Q deve ser a mesma coisa, se há pessoas que votaram PAF e não sabiam que era PSD/CDS devem ser umas 10 ou 15, até porque que no boletim de voto, a seguir a PAF, aparecia PSD/CDS.

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E até te respondi (se é o vídeo que penso), sendo que disse que aquele vídeo tem pessoas escolhidas a dedo e até fiz a comparação com o "andam os meus pais a pagar um curso para isto", onde perguntavam coisas como "quem foi o primeiro rei de Portugal?" e as pessoas respondiam "Salazar" e m*rda do género. Se isso significou mais 1p.p. para a coligação foi muito!

 

Eu até escolhi as palavras só para não haver confusões, quando, na realidade, são sinónimos, mas mesmo assim tentaste forçá-la :lol:

 

Se viste o vídeo como é que dúvidas que alguém votou PAF sem saber quem estava por detrás? Além de as pessoas serem escolhidas a dedo, também foram treinadas para dar aquelas respostas?

 

Escolheste bem as palavras para não haver confusões, mas agora estragas tudo. Obviamente não são sinónimos. Vamos ver quando o governo da direita(com o seu 2º pior resultado de sempre) cair no parlamento ou quando o António Costa for PM, se vai haver mais gente a perceber que ser a força com mais votos e ganhar as eleições são 2 conceitos completamente diferentes...

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Concordo que o Assis tenha de melhorar a apresentação, coisa que duvido porque ele está-se a cagar para isso, mas alucinado e exaltado? O Tipo foi correctíssimo, disse que não concordava mas que se remetia ao silêncio porque a maior parte do PS está a favor disto e desejou sorte ao PS. Onde é que ele estava exaltado?

 

E teste de ferro de quê mesmo?

Da oposição interna. Ou achas genuinamente que o Assis é a oposição ao Costa? :lol:

 

Eu até aceito a história de que o nome ser Portugal à Frente e não Partido Social Democrata e que o facto de ter caras sorridentes no cartaz em vez dos dois do costume ajudar a desenvolver um espírito mais positivo acerca da coligação, atingir outro posicionamento na primeira impressão e tentar fugir logo ao preconceito inicial, mas duvido muito seriamente que alguém tenha votado na PàF sem saber que estava a votar no PSD, no CDS, no Passos Coelho e no Paulo Portas.

 

Claro que a escolha do nome foi pensada para ser usado a par da campanha (a história de que para eles Portugal estava à frente de tudo e blablabla), agora acreditar que a PàF foi a força mais votada porque as pessoas não sabiam que era o PSD, o CDS, o Passos Coelho e o Paulo Portas já me cheira mais a teoria da conspiração do que outra coisa...

Sim e não. Não é assim tão simples.

 

bold: :prayer:

Aos poucos o "a PAF ganhou as eleições" é capaz de desaparecer...

Eu sei que estou a ressuscitar uma discussão antiga, mas ainda estou à espera que me expliques como é que não ganharam se tiveram mais votos que qualquer outra força política.

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O Internato Médico está a ser assassinado e o SNS, que tem profissionais que são dos melhores do mundo, a ser desmantelado.

 

Há 300 candidatos a mais para o número de vagas que abriram para o ano comum de 2016 (e que já foi um número record de vagas: http://www.publico.pt/portugal/noticia/governo-planeia-formacao-de-medicos-indiferenciados-1709224 ).

 

Estamos a caminho da formação de médicos indiferenciados, o que é um retrocesso de décadas na qualidade dos serviços de saúde. E a tendência é piorar, porque há cada vez menos dinheiro e vagas de especialidade e o número de candidatos anual tende a manter-se ou aumentar.

 

É planificação à tuga, há falta de médicos, abriram-se vagas e depois, durante anos, não se cortou (e não se continuará a cortar, pelo contrário) nas vagas de acesso às universidades (o que por si só prejudica a qualidade de ensino, são 3 anos dos 6 que são baseados na prática junto do doente e as turmas duplicaram de tamanho, chega a haver 20 estudantes à beira de um doente ao contrário dos 10 que havia quando a geração que é recém-especialista entrou há ~10-15 anos), entretanto chegamos ao excesso, não há capacidade para absorver e completar a formação profissional no internato de ano comum (o tal que vai acabar) nem de formação específica e no processo o estado gasta milhões em milhares de alunos anuais num curso de seis anos para o lixo, ou seja, para o estrangeiro.

 

E o argumento de não se ir para o interior porque o médico não gosta de ir para o interior porque do alto do seu pedestal acha que não deve rebaixar-se a sair da sua cidade é absolutamente ridículo, absurdo e injusto. Eu (que até sou do interior mas não estou interessado, neste momento, em voltar) abdicava na boa de 2 ou 3 mil euros a mais para completar a minha formação no interior se os hospitais do interior tivessem de facto qualidade para garantir um atendimento de excelência a quem deles necessita e possibilitassem quer a prática quer a aprendizagem pós-graduada de qualidade à luz dos últimos conhecimentos científicos. E nenhuma dessas condições se verifica hoje em dia, sendo a tendência piorar. Não se iludam, estão muito mais perto de morrer se tiverem algum problema de saúde fora da grande Lisboa, da zona de Coimbra ou do litoral norte.

 

Pegando neste post de há uns dias, nem de propósito ontem saiu isto da ANEM (Ass Nacional de Estudantes de Medicina):

 

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/ha-demasiados-estudantes-de-medicina-nos-hospitais-e-isso-poe-formacao-em-risco-1713776

 

Há demasiados estudantes de Medicina nos hospitais e isso põe formação em risco

 

 

Doentes “são confrontados com um número muito elevado de médicos e estudantes à sua volta”. Em algumas disciplinas, de algumas universidades, um médico chega a ter mais de 25 alunos.

 

O melhor rácio médio estudante-tutor, envolvendo alunos do 3.º, 4.º e 5.º anos, encontra-se na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa

 

O alerta é da Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM): a formação médica está em risco em Portugal devido ao número de estudantes nos hospitais. O aviso é sustentado num estudo divulgado em Coimbra, neste sábado.

 

De acordo com o Estudo sobre as Condições Pedagógicas das Escolas Médicas Portuguesas, a que a agência Lusa teve acesso, os doentes que recorrem a hospitais afiliados de sete escolas médicas existentes no território continental (em Lisboa, Porto, Coimbra, Braga e Covilhã) “podem encontrar, juntamente com o seu médico, em média, cerca de oito estudantes”.

 

Segundo o estudo, em algumas disciplinas, de algumas escolas, cada médico tutor chega a ter mais de 25 alunos. “Estes rácios elevados são prejudiciais, não só para a aprendizagem dos estudantes, mas mais ainda para os doentes que, numa situação de fragilidade, são confrontados com um número muito elevado de médicos e estudantes à sua volta”, sublinha a ANEM.

 

Nas conclusões do estudo lê-se que o ensino em meio clínico “apresenta particular descontentamento por parte dos estudantes” e que um rácio estudante-tutor elevado “encontra-se directamente relacionado com a insatisfação estudantil para com o ensino em meio clínico”.

 

O melhor rácio médio estudante-tutor, envolvendo alunos do 3.º, 4.º e 5.º anos, encontra-se na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (2,55 estudantes por tutor) e o pior na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), com 18,5, em média.

 

Na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior (Covilhã) o rácio é de 3,13 estudantes por tutor, a Escola de Ciências da Saúde da Universidade de Minho (Braga) apresenta 3,79, a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto 4,62, a sua congénere da Universidade de Lisboa 7,39 e o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (Porto) regista 9,15.

 

Por unidade curricular, a especialidade de Ortopedia na FMUC tem 34,9 estudantes por tutor e a de Cirurgia Geral 25,7, os valores mais elevados registados no total das sete escolas médicas.

 

No extremo oposto, os melhores rácios por unidade curricular registam-se na Universidade Nova de Lisboa, onde em Medicina Geral e Familiar cada tutor acompanha um estudante (rácio de 1, enquanto em Coimbra ultrapassa os 20), seguindo-se Dermatologia, Nefrologia e Reumatologia com um rácio de 1,5.

 

Em comunicado, a ANEM sustenta que as escolas com maior número de ingressos e mais anos de funcionamento “apresentam menor satisfação estudantil” do que as escolas com menor número de novos estudantes e mais recentes.

 

Nos últimos 20 anos, o número de diplomados em Medicina aumentou quase 400%, lembra a associação, cenário que “resultará inevitavelmente na criação de médicos indiferenciados, sem uma especialidade médica e incapazes de prosseguir a sua formação e dessa forma prestar cuidados de saúde de qualidade”.

 

A esse propósito, adianta que há necessidade de “readequar” o número de estudantes de medicina em Portugal, reavaliar as limitações financeiras das escolas médicas e a sua influência nas condições pedagógicas e identificar e resolver restrições particulares em cada uma das instituições de ensino.

 

O estudo, divulgado no último dia do Congresso Nacional de Estudantes de Medicina, envolveu quase 4000 questionários a estudantes e teve ainda em conta dados fornecidos pelos órgãos directivos das escolas médicas relativos ao período 2011-2014.

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Eu sei que estou a ressuscitar uma discussão antiga, mas ainda estou à espera que me expliques como é que não ganharam se tiveram mais votos que qualquer outra força política.

 

Voltamos ao mesmo. Explica-me tu como é que o número de votos é critério para ganhar as eleições se podes ter mais votos que os outros e ver outra força ter maioria absoluta.

 

O que está em jogo nas eleições não é o número de votos, nem o número de deputados, mas sim o poder. Quem é que achas que ficou com mais poder depois destas eleições? Não será o único partido que realisticamente vai fazer parte ou apoiar qualquer governo que seja formado?

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Voltamos ao mesmo. Explica-me tu como é que o número de votos é critério para ganhar as eleições se podes ter mais votos que os outros e ver outra força ter maioria absoluta.

 

O que está em jogo nas eleições não é o número de votos, nem o número de deputados, mas sim o poder. Quem é que achas que ficou com mais poder depois destas eleições? Não será o único partido que realisticamente vai fazer parte ou apoiar qualquer governo que seja formado?

 

A Esquerda pode ter ganho as eleições, mas o Costa não as ganhou, por muito que o queira fazer parecer, penso que ele não tenha a confiança da maioria dos portugueses ( assim como o PPC também não tinha), mas se posso ser sincero, sinto que a maioria das pessoas com quem falo preferia a solução de continuidade do que o PS+Acordo Parlamentar com a CDU e BE, e eu não vivo no Norte de Portugal ou na Madeira.

O PS poderia ter avançado com isto, mas precisaria de um líder menos fragilizado e por isso mesmo, penso que o António Costa deveria-se ter demitido na noite das eleições, e se o seu sucessor assim entendesse (se fosse da ala esquerda do PS), teria encetado negociações ou continuado no papel de opositor (ala direita do PS).

Assim não, e não vejo a que ponto isto pode ser positivo para o país (e a longo prazo para o PS), o António Costa só tem olhos para o poder, é demasiado ambicioso, e é capaz de tudo por esse mesmo poder, não tem escrúpulos.

Não percebo porque razão ele retirou o Seguro do seu cargo, já que a Esquerda com Seguro obteve 60% das Câmaras Municipais e 57% dos deputados europeus (considerando o Marinho Pinto como não sendo de esquerda), só vejo uma razão, sede de poder.

Além do mais, parece que o país afinal (já) está bem e recomenda-se, porque a austeridade vai acabar.

 

Se em 4 anos, António Costa mudou tanto de opinião em relação ao Bloco de Esquerda, ao chamá-lo de partido inútil que não existe em lado nenhum e não é nada, além de chamá-lo de patético, o que me garante que daqui a 4 anos o PS ainda estará com o acordo com estes mesmos partidos, de forma a concluir a legislatura?

 

Editado por Ticampos

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Uma coisa que tem sido muito falada no Governo Sombra (vale o que vale o sitio, mas o conteúdo e a questão é que interessam) é sobre a posição precária em que o PS se está a colocar ao ficar super dependente do Bloco e do PC e isso assusta um bocado. A qualquer momento, quando a coisa estiver a correr menos bem ou um dos 2 não gostar de uma proposta ou solução, o chamado puxão do tapete (como inclusivamente o Portas fez há relativamente pouco tempo) pode pôr fim ao governo que ai virá. Que, muito sinceramente, eu acho que vai ser o que vai acontecer e não deve de demorar muito tempo.

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As medidas avançadas pelo PS tem como impacto imediato aumento da despesa e redução da receita, consequentemente um elevado aumento do défice orçamental. Rapidamente vai chegar o momento em que vai ser preciso tomar medidas de austeridade, é nessa altura que este acordo vai cair. Apenas a coligação poderá evitar a queda do Governo nesse cenário.

Se durarem 2 anos já é muito,.

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A CM já fala à governante: já diz que só para 2017 o aumento do salário mínimo, que a devolução dos cortes poderá não ser feita já em 2016. Eles chegam ao poleiro e ficam todos iguais :carinhoso:

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Visitante

claro que é. ou achas que o desinteresse surgiu por geração espontânea?

 

Mas eu não estou a comentar o surgimento, mas sim o que se passa agora. E sei que é uma causa perdida tentar convencer alguém que a culpa da situação da política em Portugal também é das pessoas, mas basta ver que uma boa parte das pessoas acredita que os políticos são uma cambada de gatunos e que se servem da política para propósitos egoístas e que por isso acham que não vale a pena fazer nada (aka votar, manifestar-se, etc) porque o sistema está instalado e é deficiente. Mas depois vemos líderes que, a meu ver, são muito provavelmente honestos e/ou competentes, e são desde logo desvalorizados. O Seguro, por exemplo, não tenho a mínima dúvida de que seria um gajo honesto e com vontade de mudar algumas coisas, mas por não ter carisma e ser mais calminho e não procurar o confronto, foi totalmente trucidado. Um caso parecido, a Manuela Ferreira Leite. A esta existe a agravante de ser, talvez, um dos politicos com os pés mais assentes na terra e bastante competente, mas lá está, falta de carisma e uma personalidade de confronto e pragmatismo levaram a que tivesse perdido eleições... para o Sócrates.

 

Acho que esta discussão, sem entrar em grandes detalhes, se poderia resumir numa pergunta: quem seria para ti o maior culpado numa situação em que um partido que faz uma promessa irrealista (tipo aumentar o salário minimo para 600 euros de forma imediata e baixar os impostos todos ao mesmo tempo) vence eleições e é incapaz de cumprir o seu programa? Do povo que se deixou levar, ou da população que acreditou que aquele era mais esperto que os outros e não foi capaz de questionar a exequibilidade das suas promessas? Eu digo já a minha resposta, ambos. Mas se tivesse de escolher um, seria provavelmente a população, já que os políticos têm objectivos definidos (ganhar as eleições) e portanto têm motivações para mentir para atingir esse objectivo, pelo que as pessoas devem procurar questionar-se e desconfiar. Also, os politicos não vêm cobradas as consequências do seu mau desempenho, uma vez que posteriormente conseguirão superar a "miopia do povo", ao afastar-se da vida política por uns tempos e disfrutar do seu novo cargo no privado com um bom salário e prestígio. :)

Editado por Visitante

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Ele tem razão, um salário mínimo impede muita gente de ter emprego. Uma medida que garantidamente cria emprego é a escravidão, por exemplo.

 

Ainda se ele se referisse ao SMN especificamente, ainda podia ter razão em algumas regiões do país.

Editado por _Nikon_

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Reparei que não cheguei a responder à tua resposta (passe a expressão). Eu estava a falar do poder da classe profissional em questão. Ou seja, a falar do presente.

Os exemplos dados para contrariar o que disse foi pegar na base para contrariar esse poder. Estão a pegar nos profissionais até aos 30 anos sensivelmente (5 anos de experiência?) contra os profissionais entre os 30 a 65 anos.

Ora eu vou atirar que os profissionais entre os 30 a 65 anos representam a maioria da classe. Portanto a CLASSE tem poder inequívoco, equiparável aos controladores aéreos e pouco mais.

 

A tendência atual é os médicos perderem parte desse poder? É. Nunca disse o contrário.

A formação está a deteriorar-se? Sim, também nunca disse o contrário.

Editado por Ego Sum

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O PCP não exigiu a reversão da privatização da TAP, no acordo com o PS.

 

A bolsa, ao que parece, está a cair cerca de 3%.

Perfeitamente normal.

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Voltamos ao mesmo. Explica-me tu como é que o número de votos é critério para ganhar as eleições se podes ter mais votos que os outros e ver outra força ter maioria absoluta.

 

O que está em jogo nas eleições não é o número de votos, nem o número de deputados, mas sim o poder. Quem é que achas que ficou com mais poder depois destas eleições? Não será o único partido que realisticamente vai fazer parte ou apoiar qualquer governo que seja formado?

Porque as eleições são para a AR e não para o governo. Eu votei no Manuel Rocha, cabeça de lista da CDU por Coimbra, para representar e defender os interesses do círculo eleitoral em questão.

 

Então o que é que era suposto ter dito?

Que agora se apercebeu que o PSD/CDS tinham toda a razão e que há que continuar a cortar nos salários e nas pensões.

 

Mas eu não estou a comentar o surgimento, mas sim o que se passa agora. E sei que é uma causa perdida tentar convencer alguém que a culpa da situação da política em Portugal também é das pessoas, mas basta ver que uma boa parte das pessoas acredita que os políticos são uma cambada de gatunos e que se servem da política para propósitos egoístas e que por isso acham que não vale a pena fazer nada (aka votar, manifestar-se, etc) porque o sistema está instalado e é deficiente. Mas depois vemos líderes que, a meu ver, são muito provavelmente honestos e/ou competentes, e são desde logo desvalorizados. O Seguro, por exemplo, não tenho a mínima dúvida de que seria um gajo honesto e com vontade de mudar algumas coisas, mas por não ter carisma e ser mais calminho e não procurar o confronto, foi totalmente trucidado. Um caso parecido, a Manuela Ferreira Leite. A esta existe a agravante de ser, talvez, um dos politicos com os pés mais assentes na terra e bastante competente, mas lá está, falta de carisma e uma personalidade de confronto e pragmatismo levaram a que tivesse perdido eleições... para o Sócrates.

 

Acho que esta discussão, sem entrar em grandes detalhes, se poderia resumir numa pergunta: quem seria para ti o maior culpado numa situação em que um partido que faz uma promessa irrealista (tipo aumentar o salário minimo para 600 euros de forma imediata e baixar os impostos todos ao mesmo tempo) vence eleições e é incapaz de cumprir o seu programa? Do povo que se deixou levar, ou da população que acreditou que aquele era mais esperto que os outros e não foi capaz de questionar a exequibilidade das suas promessas? Eu digo já a minha resposta, ambos. Mas se tivesse de escolher um, seria provavelmente a população, já que os políticos têm objectivos definidos (ganhar as eleições) e portanto têm motivações para mentir para atingir esse objectivo, pelo que as pessoas devem procurar questionar-se e desconfiar. Also, os politicos não vêm cobradas as consequências do seu mau desempenho, uma vez que posteriormente conseguirão superar a "miopia do povo", ao afastar-se da vida política por uns tempos e disfrutar do seu novo cargo no privado com um bom salário e prestígio. :)

Do povo ou da população? Isso não são sinónimos? :lol: E se a culpa for dos governos que sufocam as pessoas com medo do desconhecido, que definem programas escolares vazios de consciencialização política? O facto de eu ou tu nos termos safados sozinhos não obriga a que toda a gente se interesse sozinha por um tema que nunca lhe foi suscitado até aos 18 anos/primeira votação.

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Porque as eleições são para a AR e não para o governo. Eu votei no Manuel Rocha, cabeça de lista da CDU por Coimbra, para representar e defender os interesses do círculo eleitoral em questão.

 

 

Que agora se apercebeu que o PSD/CDS tinham toda a razão e que há que continuar a cortar nos salários e nas pensões.

 

 

Do povo ou da população? Isso não são sinónimos? :lol: E se a culpa for dos governos que sufocam as pessoas com medo do desconhecido, que definem programas escolares vazios de consciencialização política? O facto de eu ou tu nos termos safados sozinhos não obriga a que toda a gente se interesse sozinha por um tema que nunca lhe foi suscitado até aos 18 anos/primeira votação.

 

Povo e população são sinônimos, uso ambos para evitar repetições.

A política tem um impacto directo na vida das pessoas e, na época da internet em que a informação está disponível de forma massiva e gratuita para toda a gente, acho que o desinteresse genérico não é compreensível, ou não deveria ser compreensível apenas porque não é estimulado pela classe política (não concordo, mas adiante). O facto de afectar o nosso dia a dia e condicionar o nosso futuro deveria ser motivação suficiente. Não é que não concorde com o teu ponto de vista, apenas atribuo mais importância a estes factores ;)

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Este debate vai ser giro :mrgreen:

 

Uma coisa há que realçar, e eu não sou adepto de Pedro Passos Coelho, muitíssimo longe disso, mas é preciso ter "coragem" para ir ali fazer um discurso e apresentar um programa de Governo sabendo que vai cair amanhã. Eu não tinha estômago para isso.

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Este debate vai ser giro :mrgreen:

 

Uma coisa há que realçar, e eu não sou adepto de Pedro Passos Coelho, muitíssimo longe disso, mas é preciso ter "coragem" para ir ali fazer um discurso e apresentar um programa de Governo sabendo que vai cair amanhã. Eu não tinha estômago para isso.

 

Ele sabe que se fizer bem o papel dele isso pode não ser o fim de nada para ele...

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Povo e população são sinônimos, uso ambos para evitar repetições.

 

Atenção que o Direito e a Ciência Política fazem a distinção, falando em conceitos próprios. A população diz respeito aos habitantes de um dado território enquanto o povo é aquele que tem uma relação ou um vínculo jurídico com o Estado.

Editado por Carmelo Anthony

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Voltamos ao mesmo. Explica-me tu como é que o número de votos é critério para ganhar as eleições se podes ter mais votos que os outros e ver outra força ter maioria absoluta.

 

O que está em jogo nas eleições não é o número de votos, nem o número de deputados, mas sim o poder. Quem é que achas que ficou com mais poder depois destas eleições? Não será o único partido que realisticamente vai fazer parte ou apoiar qualquer governo que seja formado?

Concordo em parte com o 2º parágrafo, realisticamente pouca gente vai às urnas a pensar nos deputados do seu círculo eleitoral (tenho uma amiga que está convencida que ajudou o tipo do PAN a ir para o parlamento ao votar neles, a título de exemplo) , mas mesmo assim é correto afirmar que a PàF ganhou as eleições porque conseguiu eleger mais deputados do que os outros. Acontece que, na hora de formar governo, aperceberam-se que estavam isolados do resto e que o PS conseguiu uma inédita capacidade negocial com a restante esquerda. E até terem chegado os primeiros sinais de consenso da Esquerda, aposto que até tu estavas convencido que a PàF tinha levado a melhor.

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