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Benfica: acordo milionário com a NOS (400 M€)

Publicações recomendadas

Não sei se está, mas a RTP transmite um jogo por jornada... nos canais internacionais.

Já levo anos de ouvir falar dessa lei e nunca a vi. Há uma regra geral, mas nada que fale especificamente do campeonato português de futebol de 11. Pelo menos que conheça, daí perguntar.

Editado por andriy pereplyotkin

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Já levo anos de ouvir falar dessa lei e nunca a vi. Há uma regra geral, mas nada que fale especificamente do campeonato português de futebol de 11. Pelo menos que conheça, daí perguntar.

 

1 — Nos termos do n.° 4 do artigo 32.° da Lei n.° 27/2007, de 30 de

julho, alterada pela Lei n.° 8/2011, de 11 de abril, torna -se pública a

lista dos acontecimentos que devem ser qualificados de interesse generalizado

do público para efeitos do disposto no n.° 2 daquele preceito,

devendo o seu acesso ser facultado pelos adquirentes dos respetivos

direitos exclusivos que emitam em regime de acesso condicionado ou

sem cobertura nacional aos operadores interessados na sua transmissão

televisiva que emitam por via hertziana terrestre com cobertura nacional

e acesso não condicionado:

a) Jogos oficiais da Seleção nacional A de futebol;

b) Final da Taça de Portugal de futebol;

c) Um jogo por jornada do campeonato nacional de futebol da I Liga

2014 -2015 envolvendo necessariamente uma das cinco equipas melhor

classificadas nos campeonatos das cinco épocas anteriores, considerando

para o efeito o cômputo acumulado das respetivas classificações no

conjunto dessas épocas;

d) Um jogo por jornada ou por mão de uma eliminatória da Liga dos

Campeões em que participem equipas portuguesas;

e) Um jogo por eliminatória da Liga Europa a partir dos quartos -de-

-final em que participem equipas portuguesas;

f) Finais das competições de clubes organizadas pela UEFA, incluindo

a Supertaça Europeia;

g) Cerimónias de abertura e de encerramento, bem como jogos de

abertura, quartos -de -final, meias -finais e final do XX Campeonato do

Mundo de Futebol, organizado pela FIFA (Brasil, 2014);

h) Volta a Portugal em bicicleta;

i) Participações de praticantes portugueses e das seleções nacionais

«A» na fase final dos Campeonatos do Mundo e da Europa das diversas

modalidades desportivas;

j) Finais das competições oficiais internacionais entre clubes em que

participem equipas portuguesas nas modalidades de andebol, atletismo,

basquetebol, hóquei em patins e voleibol; e

k) Os Concertos de abertura e de encerramento do evento “Os dias

da música”, no Centro Cultural de Belém.

 

http://www.fpf.pt/Portals/0/Documentos/Centro%20Documentacao/LegislacaoDesporto/TransmissoesTelevisivas/despacho_1387_2013.pdf

 

É o da época passada. Não consegui encontrar o desta época...

Editado por gunthi

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Há pessoal que perdeu um tomate na guerra e teve filhos na boa.

 

 

O :smilie_cmpt: tem uma caixa cheia de tomates perdidos.

Editado por Axadrezado

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Lendo o que alguns dizem, parece que o Benfica vendeu algo que não lhe pertencia. Não nos equivoquemos, foram vendidos por 400M os direitos dos jogos e o canal de televisão do Benfica, ponto final. Em 2026 terá entrado nos cofres do clube esse montante, no mínimo. Sim, porque ao ler o artigo acima colocado do Expresso fica a sensação que o bolo final poderá perfeitamente vir a ser ainda maior.

Editado por 13thReverend

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Está?

 

Pá, eu tenho impressão que li que sim, se não for o caso faço mea culpa

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Mas sem este acordo, se o Benfica mantivesse tudo como estava, não iria receber também algo à volta de 400 milhões, ou até mais, ao fim desses 10 anos?

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Talvez, mas iria ter de acarretar com todos os custos operacionais da exploração do canal e da aquisição dos direitos que viesse a adquirir.

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A NOS é uma operadora, o Benfica um clube. Um clube nunca conseguirá rentabilizar os direitos televisivos da mesma forma que uma operadora, porque este é o negócio deles, as telecomunicações. É disto que vivem e têm a capacidade de fazer investimentos bem mais avultados que um clube de futebol e têm todo um know-how superior, porque este é o ramo deles e têm imensas pessoas conhecedoras a trabalhar nele. É este o seu core business. Se o Benfica ficasse com os direitos não só não conseguiria tirar os rendimentos que a NOS provavelmente conseguirá como ainda teria que arcar com os custos operacionais e uma data de trabalho para pôr e manter tudo em funcionamento. Livrar-se disto foi o melhor que o Benfica fez e agora acho que ficou claro que o objectivo nunca foi andar nisto por muito tempo.

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que se f*da o guito, venha de lá o mésse

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Guest trz

não precisamos do messi para nada, temos o talisca

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Ajudem-me a encaixar os clichés do Jonas ao Messi.

 

Não é jogador para jogar sozinho no ataque, não tem perfil de ponta-de-lança, é um jogador que é engolido pelos defesas por ser franzino.

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Juro que me ri de crl dessa noticia. Parecem m*rda vindas das caixas de comentários.

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Juro que me ri de crl dessa noticia. Parecem m*rda vindas das caixas de comentários.

 

Onde é que achas que o Record faz a recruta? :biggrin:

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A página da Nos no facebook funciona como um anti depressivo é rir com os gajo que dizem que vão mudar para a Meo e para a Vodafone só por causa deste negócio :lolada:

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Mas será isso. Eu lembro-me da RTP se descartar por dizer que não tinha fundos, mas desconhecia que o campeonato estava envolvido, tinha ideia que era só selecção, final da taça e competições europeias.

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Nem reparei que ele tinha postado isso antes de mim, mas era exactamente isso que tinha ideia de ler, até me lembro de pensar que era uma estupidez "garantir" um jogo de cada jornada no futebol mas depois cagar de alto em toda e qualquer outra competição de outra modalidade

Editado por Grilo06

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Vejo potencial no Messi para ser o nosso defesa esquerdo.

Não queria ser eu a dar a má notícia, mas o Jesus agora está no Sporting...

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Citação do jornal "Expresso" online

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Fox Sports entra no campeonato dos direitos televisivos do futebol

Altice (dona do MEO), NOS, Eurosport e Fox Sports competem até ao apito final para ver quem marca mais pontos no acesso aos direitos televisivos dos jogos de futebol. Para já a NOS ganha, com os direitos dos jogos do Benfica garantidos por 400 milhões de euros

A NOS começou dezembro com o pé direito, já que conseguiu garantir os direitos televisivos dos jogos do Benfica nos próximos dez anos por um valor que continua a fazer correr muita tinta: 400 milhões de euros. Mas apesar de ter marcado golo logo nos primeiros minutos de jogo, a operadora não está sozinha no mercado e os adversários mostram que ainda estão em campo: esta sexta-feira, o “Jornal de Negócios” noticia que também a Fox Sports e a Eurosport estão de olho no campeonato dos direitos televisivos do desporto-rei.

O MEO pode ter sido o primeiro a avançar, com sondagens e propostas juntos de vários clubes portugueses depois da “rasteira” da NOS, mas outros operadores ponderam entrar na corrida. O matutino avança a informação de que a Fox Sport, canal da Fox International Channels que a nível internacional já transmite, por exemplo, os jogos da Liga espanhola, também ambiciona adquirir os direitos televisivos de jogos portugueses.

Outro eventual interessado é a Eurosport, que contactada pelo “Jornal de Negócios” sobre a hipótese de adquirir os direitos das Ligas francesa e italiana nem confirma, nem desmente: “Estamos sempre interessados em ver o que está disponível e olhamos para todas as oportunidades que possam surgir”.

Por agora, só é certo que a Vodafone mantém o seu posiconamento, recusando-se a entrar na corrida por defender que os conteúdos não devem ser exclusivos e que os operadores se devem distinguir pela qualidade dos serviços que oferecem. Ao matutino, fonte oficial da Vodafone confirma a posição: “Mantemos a mesma visão e, assim sendo, defendemos que independentemente de quem for o titular dos direitos de conteúdos essenciais ou relevantes, os mesmos devem estar sujeitos ao princípio da universalidade do acesso”.

Até ao apito final, qualquer um dos operadores pode ser candidato ao título - neste caso, o de serviço com os direitos de jogos mais importantes. Mas neste momento a NOS é a favorita, com os direitos dos jogos do Benfica numa mão e os da Premier League inglesa na outra - através da SportTV, da qual é acionista.


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F. C. Porto e Sporting também querem 40 milhões

O acordo entre o Benfica e a NOS para a transmissão dos jogos de futebol promete abrir novos capítulos em Portugal no que diz respeito à negociação dos direitos televisivos dos clubes grandes. Segundo apurou o JN, tanto o F. C. Porto como o Sporting estão em conversações para novos contratos e por valores substancialmente superiores aos atuais.

Em relação aos dragões, o clube tem negociações em curso com a MEO e a NOS e entende que os 40 milhões de euros anuais contratualizados pela operadora junto das águias - 400 milhões em dez anos - passaram a ser valor de referência do mercado nacional. Este montante é o dobro daquilo que a Olivedesportos paga, anualmente, ao clube azul e branco num contrato celebrado em 2011 e com termo em 2017/18. Os portistas têm ainda a expectativa que a Vodafone se possa juntar à corrida.

De acordo com informações recolhidas pelo nosso jornal, o Sporting também está a negociar a renovação do contrato das transmissões televisivas com as três operadoras nacionais e recebeu contactos de duas empresas televisivas estrangeiras, mais concretamente, da Eurosport e da Fox. As conversações têm registado uma base de valores bem acima dos 25 milhões de euros - os leões estão a receber, anualmente, 15 milhões com um contrato até 2017/18 -, mas também têm a expectativa de chegar a patamares próximos do montante contratualizado pelo rival Benfica.


Benfica dá machadada final na centralização dos direitos televisivos em Portugal

Liga nacional continuará a ser a única entre as dez primeiras do ranking da UEFA a não negociar conjuntamente as transmissões dos jogos de futebol. Dois últimos presidentes daquele organismo lamentam este desfecho e criticam inacção de Pedro Proença.

A possibilidade dos direitos televisivos dos jogos de futebol em Portugal poderem vir a ser centralizados na Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) morreu com o acordo do Benfica com a NOS para os próximos dez anos, que pode atingir os 400 milhões de euros. Esta é a opinião de dois ex-presidentes do organismo que regula as provas profissionais, contactados esta quinta-feira pelo PÚBLICO, que lamentam o impacto negativo que esta e outras negociações individuais com os operadores de telecomunicações terão para os pequenos clubes. Ambos consideram que a LPFP e as próprias competições irão sair fragilizadas deste processo.

“Acabou a centralização”, garantiu Luís Duque, antecessor de Pedro Proença na presidência da LPFP (entre 2014 e 2015), que critica ainda a inacção da actual direcção do organismo que, do seu ponto de vista, terá conduzido a este desfecho: “A Liga não fez nada. Esteve completamente ausente neste processo e foi ultrapassada pelos acontecimentos. Perdeu-se uma oportunidade, até porque foram criadas as condições para a centralização, durante a minha gestão, com o próprio Benfica a ser um dos grandes impulsionadores. Esta é uma machadada enorme para a Liga, que fica mais fraca.”

Opinião idêntica tem Mário Figueiredo, presidente da LPFP entre 2012 e 2014, que fez da centralização dos direitos televisivos uma das suas principais bandeiras do seu mandato. “A Liga fica mais fraca. Este processo é a consolidação de uma Liga feita pelos “grandes” clubes e a sua menorização enquanto competição. Há um prejuízo brutal para os clubes mais pequenos e irá manter-se o desequilíbrio que caracteriza a Liga portuguesa”, defendeu, considerando que o Governo deveria ter intervindo nesta matéria, como aconteceu em Espanha, onde foi imposta a venda colectiva dos direitos dos jogos de futebol, em Maio deste ano.

“Em Espanha, os clubes grandes, ou seja o Real Madrid e o Barcelona, perceberam que, não obstante receberem 80% do total das receitas totais do bolo televisivo, este era pequeno e que, sobretudo, ao nível dos direitos internacionais, a Liga espanhola poderia rentabilizar muito mais. Mas mesmo no mercado interno, verificou-se logo uma valorização brutal, à semelhança do que aconteceu em Inglaterra. Os clubes portugueses continuam a olhar para o seu umbigo e a pensar pequeno”, aponta Mário Figueiredo.

A centralização dos direitos televisivos em Espanha acabou por potenciar as receitas, como se verifica pelo encaixe financeiro de 2,65 mil milhões de euros anunciado na última quarta-feira (dia em que foi comunicado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários o acordo entre a NOS e o Benfica) com a venda deste valioso activo no mercado interno, válido para as próximas três temporadas (2016-19). Já em Inglaterra, onde os direitos televisivos dos clubes são negociados colectivamente desde 1992, a Premier League alcançou, em Fevereiro deste ano, um valor recorde de 6,9 mil milhões de euros, pelas mesmas três épocas. Na realidade, Portugal continuará a ser o único país, entre os primeiros dez que figuram no ranking da UEFA, a não negociar conjuntamente os direitos televisivos.

“Haveria toda a lógica e necessidade de uma intervenção do Governo em Portugal”, garante Mário Figueiredo, que diz ter mantido encontros com o Executivo de Pedro Passos Coelho, quando liderava a Liga, mas que encontrou resistência a uma intervenção nesta área para encontrar uma solução que conduzisse à centralização. O PÚBLICO procurou obter um comentário do novo secretário de Estado do Desporto e Juventude, João Wengorovius Meneses, sobre este assunto, mas este responsável não quis adiantar nada “nesta fase”, remetendo para mais tarde uma posição sobre esta matéria.

Já o Benfica considera que deixaram de haver condições para uma centralização dos direitos televisivos das partidas de futebol com a nova direcção da Liga, liderada por Pedro Proença. Fonte do clube revelou ao PÚBLICO que esteve empenhado nesta possibilidade durante a presidência de Luís Duque, que contribuiu para uma pacificação do futebol português, ao contrário do que se tem verificado com o seu sucessor (que não foi apoiado pelos “encarnados”) que não terá demonstrado grande sensibilidade nesta questão. A mesma fonte desdramatiza eventuais efeitos negativos que o acordo com a NOS possa vir a ter para os restantes clubes portugueses, considerando que o contrato que celebrou até será positivo para o futebol nacional, já que os valores envolvidos nesta negociação colocaram a fasquia mais alta para todos.

O PÚBLICO procurou também obter esta quinta-feira uma reacção de Pedro Proença ao contrato celebrado pela NOS com o Benfica, mas não obteve resposta. O único comentário da Liga sobre esta matéria surgiu ao princípio da noite, com um breve comunicado, onde se refere que a negociação dos direitos televisivos “foi um dos pontos do programa eleitoral” do presidente do organismo e “continua a ser um dos temas de interesse prioritário para o quadriénio”. “As recentes notícias apenas vêm demonstrar o que já era nossa convicção: a dimensão e o potencial do mercado português são ainda maiores do que apontavam as expectativas iniciais”, prossegue o comunicado, que termina a anunciar que o tema será debatido “em sede de reunião de direcção”.


Venda centralizada foi o caminho seguido pelos principais campeonatos europeus

O negócio da venda dos direitos de transmissão televisiva dos jogos do Benfica à NOS atingiu valores exorbitantes para o mercado português, mas no panorama dos principais campeonatos europeus, os valores alcançados pelos “encarnados” não são muito significativos e a transacção directa entre os campeões nacionais e a operadora de telecomunicações surge em contraciclo: ao contrário do que ainda acontece em Portugal, a venda centralizada dos direitos televisivos foi o caminho seguido pelas principais ligas de futebol da Europa.

Até ao início desta época, os clubes das duas principais ligas da Península Ibérica eram os únicos, entre os campeonatos mais relevantes da Europa, que detinham os direitos de transmissão televisiva dos seus próprios jogos, mas no final de Setembro, a liga espanhola aprovou, com o voto contra do Real Madrid, a adaptação dos seus estatutos ao decreto-lei que regula a venda centralizada dos direitos de televisivos das suas competições, colocando Portugal isolado nesta matéria. Como resultado dessa alteração, ontem foi anunciado em Espanha a venda, no mercado interno, dos direitos de transmissão das próximas três épocas dos jogos dos dois principais escalões e da Taça do Rei, pelo valor de 2,65 mil milhões de euros. Os números alcançados pelos espanhóis continuam, no entanto, a não conseguir rivalizar com os atingidos no mercado inglês: 6,9 mil milhões de euros no mesmo período.

A compra dos direitos pela Sky Sports e BT Sport fez aumentar em 70% o valor das receitas amealhadas pelas equipas da Premier League a partir de 2016, sendo que no modelo inglês, exemplo que o Sporting defende que seja seguido em Portugal, 50% das receitas televisivas são divididas igualmente pelos 20 clubes; 25% são repartidas dependendo da posição em que um clube termine na época anterior; 25% divididos pelo número de vezes que um jogo de uma equipa é transmitido. Esta equação traduz-se em valores recebidos por época pelas equipas inglesas inimagináveis para a realidade portuguesa: O Chelsea tem direito a 135 milhões de euros, o Manchester City recebe 134 milhões e o Manchester United, que encerra o pódio, arrecada 132 milhões. O Queen Park Rangers, que surge no último lugar da lista, encaixa 88 milhões.

A Bundesliga não se aproxima sequer destes valores, mas o modesto Paderborn, a equipa que terá direito à menor fatia, receberá a generosa quantia de 22 milhões de euros se conseguir a permanência. Dos 528 milhões que serão distribuídos por todas as equipas germânicas, o Bayern Munique terá direito a 69 milhões, o Schalke 58,4 e o Borussia Dortmund com 57,1.

Em França, os principais clubes têm direito a valores que se podem equipara aos conseguidos pelo Benfica. O campeão Paris Saint-Germain recebe com 45 milhões de euros, a maior fatia do bolo, sendo seguida pelo Marselha (42,8.) e o Lyon (41,9). Lens (13,5), Evian (13,4) e Metz (11,9) são os mais mal pagos.


Citação do jornal "A Bola" online

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Pedro Proença pressionado devido aos direitos televisivos

O negócio da venda dos direitos televisivos do Benfica está a criar problemas a Pedro Proença, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP). Segundo pode ler esta sexta-feira em A BOLA, dois presidentes de emblemas da Liga já pediram a demissão do ex-árbitro, que tomou posse em final de julho deste ano.

Pedro Proença teve na centralização dos direitos televisivos uma das prioridades para a Liga, de forma a tornar os clubes pequenos mais competitivos, e para diminuir a disparidade existente entre os três grandes e o resto do campeonato. O negócio entre Benfica e NOS impede que tal aconteça, o que provocou algum desagrado nos clubes. A própria liderança de Pedro Proença, aos olhos desses emblemas, está assim fragilizada.
Editado por Lebohang

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Citação do site "Maisfutebol"

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Será que o acordo do Benfica com a NOS foi mesmo um bom acordo?
Box-to-box

Por Sergio Pereira

No dia 16 de dezembro de 1990, cinco homens combinaram um jantar secreto numa torre de escritórios de Londres: ninguém, para além deles próprios, sabia daquele encontro.

Não eram uns homens quaisquer, eram os presidentes dos cinco maiores clubes de Inglaterra: Manchester United, Liverpool, Arsenal, Everton e Tottenham.

O futebol inglês arrastava-se, por esses dias, na parte cinzenta da vida.

A tragédia de Hillsborough que matou noventa pessoas acontecera há um ano, o hooliganismo enchia o futebol de violência e os melhores jogadores fugiam do país: nomes como Lineker, Gascoigne, Paul Ince, David Platt ou Glenn Hoddle.

A liga inglesa chamava-se Football League, era composta por 92 clubes e andava há dez anos num clima de guerra permanente com a Federação Inglesa.

Por isso aqueles homens reuniram-se naquele dia com uma ideia clara: lançar as bases do que viria a ser a melhor liga do mundo. Uma liga exclusiva, elitista, rica e espetacular, formada apenas pelos dezoito clubes da primeira divisão.

Chamaram-lhe Premier League.

Queriam estádios mais modernos, queriam um ambiente mais saudável nas bancadas, queriam os melhores jogadores, queriam enfim um melhor futebol e, sobretudo, um espetáculo melhor: um espetáculo distinto.

Para tornar este sonho possível, tinham um plano. Chamava-se direitos de transmissão televisiva.

Por isso naquele dia 16 de dezembro de 1990 não estavam sozinhos no jantar, convidaram um diretor sénior da ITV a quem fizeram uma pergunta: estarias na disposição de comprar os direitos de transmissão de uma liga destas?

A resposta foi positiva e dois anos depois arrancou a Premier League.

Claro que o caminho não foi simples, nunca é fácil fazer a mudança: a Football League, por exemplo, opôs-se obviamente à ideia, disse que era ilegal, ameaçou ir para os tribunais. Vários clubes começaram também por dizer não e, admitiriam mais tarde, só a proposta da ITV os faria perceber que valia a pena mudar.

O certo é que à boleia da centralização, e de uma distribuição mais justa, dos direitos televisivos, a Premier League arrancou mesmo em 1992. A partir daí, ano após ano, temporada depois de temporada, foi crescendo, foi valorizando, foi enriquecendo.

Por estes dias conseguiu renegociar os direitos para três temporadas por sete mil milhões de euros e distribui a um clube que desce de divisão 90 milhões de euros por ano.

Hoje, acho que é pacífico dizê-lo, é a liga mais rica, mais bela e mais sedutora do mundo.

Ora vem esta conversa a propósito da venda dos direitos de transmissão dos jogos do Benfica por 40 milhões de euros, ao longo de dez anos: 400 milhões no total.

É sem dúvida um acordo histórico e notável. Bateu recordes, e isso diz tudo.

Não é, no entanto, um bom acordo. Desculpem-me mas não é. O que este acordo significa é que o Benfica vai ter mais dinheiro do que tem hoje, vai ter anualmente mais doze milhões de euros - de acordo com o relatório e contas -, mas significa também que vai continuar a jogar numa liga pobre, monótona e infeliz.

Uma liga de enormes assimetrias, cheia de adversários defensivos e espetáculos aborrecidos. Com estádios modestos, jogadores medíocres e bancadas vazias.

O Benfica vai enfim continuar a fazer parte de um produto pobre: o futebol português.

A ideia já foi referida várias vezes, mas vale a pena repeti-la as vezes que forem necessárias: a centralização dos direitos televisivos permite uma melhor distribuição do dinheiro, permite fazer crescer os clubes mais pequenos e no fim fazer crescer a liga.

Os clubes teriam mais recursos financeiros, até porque o todo é mais do que a soma das partes, mas sobretudo os clubes pequenos teriam mais recursos. Com isso poderiam construir equipas melhores, jogar um futebol melhor e ter mais público nos estádios.

O futebol português seria melhor enquanto produto, os direitos televisivos valeriam mais e todos os clubes ficariam a ganhar: os grandes continuariam a ser muito maiores do que os outros e os pequenos seriam menos pequenos do que são agora.

Não seria uma mudança fácil, claro que não, se não o foi em Inglaterra não o seria num país que respondeu não aos dois referendos vinculativos. Mas o que o Benfica fez foi garantir que provavelmente nos próximos dez anos não é possível fazer esse caminho: não tinha sentido tentar fazê-lo sem o maior clube português.

O Benfica assinou um acordo em que admite ter um produto que vale menos de metade do que vale o Burnley na II Liga inglesa: exatamente 40 contra 92 milhões de euros.

Não se quer com isto comparar o valor do mercado inglês com o do mercado português: isso era um absurdo. Quer-se, isso sim, dizer que o modelo inglês é um exemplo, e que os clubes portugueses não poderão dar um salto verdadeiramente impressionante enquanto o próprio campeonato não o der.

Por isso vale a pena voltar ao início para dizer que pode parecer que foi noutra vida, mas não: foi apenas há vinte anos que a liga inglesa caminhava no lado cinzento da vida.

Que é onde desconfio que vai andar a liga portuguesa nos próximos dez anos.


Não é, genuinamente, assim tão difícil perceber.

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