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druyda

Benfica: acordo milionário com a NOS (400 M€)

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ainda não percebi o problema, se era irreversível se não era irreversível, como vai ficar a BTV, qual é a função agora da BTV...

 

O que fica é que o Benfica assinou, se tudo for confirmado, um super contrato, 40M por época, que muito dificilmente os seus rivais conseguirão bater ou chegar a valor semelhantes. O que fica na retina é que em menos de 1 ano o Benfica assina 2 acordos super vantajosos para o clube com um retorno financeiro enorme.

 

O que fica na retina, é que o Benfica foi a única equipa a arranjar um patrocinador para a camisola e não foi um patrocinador qualquer, nem por um valor qualquer. E foi o único até ao momento a assinar um contrato milionário para transmitir os seus jogos.

 

Isto diz muito, da dimensão do Benfica, da grandeza do mesmo, do peso do mesmo e acima de tudo do valor comercial do Benfica, que demonstra que está com alguns anos de vantagem face aos seus rivais, infelizmente.

 

Tinha tudo para ser muito bom se não fosse o Vieira o presidente. O Benfica arranja as verbas e o buraco vai continuar por fechar como sempre aconteceu com o Vieira na presidência.

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Pode gerar ou não, o dinheiro em excesso, é tão ou mais prejuducial do que o pouco dinheiro.

 

Porque imagina o que uma equipa que está em vias de descer de divisão vai tentar fazer fora de campo para conseguir garantir a manutenção, e continuar a garantir as receitas televisivas.

 

Os clubes "pequenos" não querem gerar receitas, perferem esperar pelo subsideo de natal e de ferias que são os jogos contra os 3 grandes com as suas receitas de bilheteira e as respectivas transmissões.

 

Por caso contrario, aposto que haveria disponibilidade para algum canal transmitir os jogos dos clubes pequenos em sinal aberto, no entanto fazem-se leis a pedido de forma a obrigar os canais a comprar a transmissão dos jogos, porque estes simplesmente se recusavam a pagar a anormalidade de dinheiro que a Controlinvest exigia, e que era equivalente aos direitos de transmissão de todos os jogos da liga. Foi assim que os manos Oliveira ficaram ricos, compravam os direitos dos clubes, por mais ou menos valor, e depois vendiam à RTP a transmissão de 1 jogo por jornada pelo preço que lhes tinha custado a totalidade dos jogos do campeonato. Depois ainda revendiam os direitos para o estranjeiro e o lucro das subscrições.

Os clubes pequenos querem gerar receitas. Querem todos. Vão é na ladainha do futebol português de que os 3 grandes é que mandam, eles só vão atrás. No dia em que quiserem, inteligentemente, negociar em conjunto, negoceiam todos em conjunto. Até lá são estas m*rda dos jogos de influência.

 

então o projeto da televisão do clube a transmitir os jogos da equipa não era irreversível?

Ai Vieira Vieira

Por favor, isso é como as cláusulas. Sai para fora porque dá força na negociação.

 

essa também é boa, visto que está estipulado em lei que tem que dar um jogo da liga cada jornada

Está?

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Não sei se está, mas a RTP transmite um jogo por jornada... nos canais internacionais.

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Não sei se está, mas a RTP transmite um jogo por jornada... nos canais internacionais.

sempre transmitiu

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Guest fiasco

A grande surpresa é o facto de o Benfica passar a receber pelos seus jogos quase o mesmo que encaixa atualmente o todo-poderoso Bayern Munique. Os bávaros recebem por ano 40,3 milhões de euros, segundo dados divulgados pela revista Kicker, uma verba que já levou o diretor executivo Karl--Heinz Rummenigge a defender a tese de os campeões alemães serem detentores dos seus próprios direitos, terminando assim com os direitos centralizados na Bundesliga. Em jeito de curiosidade, refira-se que o Borussia Dortmund é o segundo emblema que mais recebe: 39,3 milhões de euros.

 

Agora é constituir um plantel como o do Dortmund.

 

O BM recebe pelos seus jogos, o Benfica pelo pacote todo que inclui outras liga que não os jogos do Benfica.

Certo?

 

Anyway, negocio vantajoso para o Benfica para os próximos 3 anos.

O Sporting e o Porto ainda estao "atados" a um contrato, que assinando de livre vontade, esta muito longe do que poderia ser. Veremos em dois anos.

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Os media andam todos loucos, mas isto não são 25M€ para os direitos e os restantes 15M€ para a BTV?

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Guest Lotterer.

n percebi essa do infelizmente mas concordo com o resto do post.

 

Infelizmente, porque eu não sou benfiquista. :lol: E porque se o Sporting ou FC Porto arranjarem alguém que compra os seus direitos pelo mesmo valor, mais ou menos idêntico, (o que não acredito), vai criar um fosso enorme, ainda maior que o actual dos 3 grandes para os restantes, algo que já foi debatido por aqui.

 

Tinha tudo para ser muito bom se não fosse o Vieira o presidente. O Benfica arranja as verbas e o buraco vai continuar por fechar como sempre aconteceu com o Vieira na presidência.

 

Isso já não sei, não estou por dentro do assunto. :mrgreen:

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O que fica na retina, é que o Benfica foi a única equipa a arranjar um patrocinador para a camisola e não foi um patrocinador qualquer, nem por um valor qualquer.

E que valor foi esse?

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Pergunta de um noob: hipoteticamente, esta compra por parte da NOS não podia desencadear o início do PPV em Portugal? Era uma ideia que me agradava imenso. Não me importava pagar tipo 2-3€ para visualizar o jogo no conforto do meu sofá.

 

Isto para quem estivesse interessado em ver apenas os jogos do Benfica. Nos restantes casos daria para subscrever o canal.

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Os media andam todos loucos, mas isto não são 25M€ para os direitos e os restantes 15M€ para a BTV?

 

Isso deve ser tipo o negócio do Moutinho. Arranjaram uma artimanha para o Porto não ver o seu valor aumentado. E a BTV valia essencialmente pelos jogos do Benfica e pela EPL. Ora os jogos do Benfica fazem parte do primeiro valor e o contrato com a EPL acaba este ano. Portanto na prática estão a dar 15 milhões pelos jogos do Benfica nas modalidades, equipa B, liga italiana e francesa que não devem ter grande valor. E mais ou um outro conteúdo "irrelevante". E esses contratos que não englobam o Benfica só têm duração de 2/3 anos.

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Eu só sei que alguém vai perder um tomate :mrgreen:

Para todos os efeitos, os 400 milhões são pela BTV, pelas ligas francesa e italiana e pelo UFC, para além dos jogos. O meu ponto mantém-se válido e os meus tomates também. :lol:

 

De acordo com o Pedro Sousa, a NOS também comprou a Premier League por 10 milhões/ano.

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Guest fiasco

Para todos os efeitos, os 400 milhões são pela BTV, pelas ligas francesa e italiana e pelo UFC, para além dos jogos. O meu ponto mantém-se válido e os meus tomates também. :lol:

 

De acordo com o Pedro Sousa, a NOS também comprou a Premier League por 10 milhões/ano.

Fixed :mrgreen:

 

Falamos dos 400 daqui a 10 anos.

Editado por fiasco

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SPORT TV ‏@SPORT_TV 14 minHá 14 minutos

A Liga Inglesa está de volta.

A partir de Agosto e durante as próximas épocas!

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O Conduto agora deve estar a ponderar ir para outro lado...

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Altice tenta garantir direitos do Boavista, V. Guimarães e Belenenses

 

A operadora Altice, dona da Meo, quer entrar no campo dos conteúdos desportivos, estando a tentar garantir a aquisição de direitos televisivos de transmissão de jogos.

 

Depois de falhadas as negociações com o Benfica, tendo sido na quarta-feira anunciado o acordo entre as águias e a NOS, num negócio que pode chegar aos 400 milhões de euros, a Altice vira-se para Boavista, V. Guimarães e Belenenses.

 

Segundo escreve o "Jornal de Negócios" desta quinta-feira, no caso do Boavista já haverá mesmo um acordo de princípio, que prevê duplicar para três milhões de euros por ano o preço dos direitos ainda na posse da PPTV.

 

In Record

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Basicamente isto foi negócio com a SportTV, mas para contornar aquela cláusula em que tinham de dar 80% do montante ao Porto usaram a BTV para exclusividade e assim aumentar o valor do pacote.

Basicamente usara a tática Moutinho - James contra o Porto :mrgreen:

edit: Não tinha visto o post do Enzo. Pardon.

Editado por G1njas

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Pergunta de um noob: hipoteticamente, esta compra por parte da NOS não podia desencadear o início do PPV em Portugal? Era uma ideia que me agradava imenso. Não me importava pagar tipo 2-3€ para visualizar o jogo no conforto do meu sofá.

 

Isto para quem estivesse interessado em ver apenas os jogos do Benfica. Nos restantes casos daria para subscrever o canal.

Esse modelo existe em França, pagas um "valor base" para teres o canal (sem os tais conteúdos PPV) e depois pagas mais um valor por conteúdo (penso que são 3€)

 

Basicamente usara a tática Moutinho - James contra o Porto :mrgreen:

edit: Não tinha visto o post do Enzo. Pardon.

:lol: o mais engraçado disto tudo é que se levarem a "tal" cláusula dos 80% à risca, funciona a favor da SportTV... 80% x 25M€ = 20 M€ (o FCP passaria dos atuais 20,7 M€ para 20 M€ por época).

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:lol: o mais engraçado disto tudo é que se levarem a "tal" cláusula dos 80% à risca, funciona a favor da SportTV... 80% x 25M€ = 20 M€ (o FCP passaria dos atuais 20,7 M€ para 20 M€ por época).

 

Deviam ter vendido por 5+35. :mrgreen:

Mas é provável que essas cláusulas só funcionem para cima.

Editado por Enzo Dios Perez

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Citação do jornal "Expresso" online

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Benfica é peça-chave para a NOS combater ataque do MEO

MEO já tem princípio de acordo com o Boavista e está a sondar outros clubes com ofertas entre dois a três milhões de euros por ano. Propostas aos clubes mais pequenos duplicam o valor dos contratos atuais para emissão de jogos na SportTV e prevê a rescisão dos vínculos em vigor, que têm duração até à época 2017/18. Acordo da NOS com o Benfica, por 400 milhões, foi fundamental para a operadora contra-atacar

Na gíria desportiva, o posicionamento da Altice, dona da PT Portugal, poderia ser descrito como “uma entrada a pés juntos”. Foi dessa forma que várias pessoas ligadas ao mundo do futebol, das telecomunicações e do mercado de direitos televisivos encararam a atitude da nova dona do MEO na disputa pelos direitos de emissão de futebol em Portugal.

De acordo com as informações recolhidas pelo Expresso, a ronda de abordagens que a Altice tem feito a vários clubes portugueses de pequena e média dimensão nas últimas semanas inclui, nalguns casos, a duplicação dos valores atualmente pagos pela PPTV de Joaquim Oliveira para a emissão dos jogos na SportTV (que o empresário detém a meias com a NOS). A ideia é garantir para o MEO o exclusivo destes conteúdos e retirá-los da oferta de concorrentes como a NOS, a Vodafone TV ou a Cabovisão.

As propostas feitas aos clubes pela dona do MEO pelo exclusivo destes direitos oscilam entre os dois e três milhões de euros. Mas, mais do que isso, a operadora está mesmo a propor a esses clubes a rescisão dos vínculos atuais, que só deveriam terminar em 2017/18. O objetivo será começar já a emitir em exclusivo no MEO os jogos destas equipas a partir da próxima época. Fora desta estratégia está, de momento, uma abordagem por parte do MEO ao FC Porto e ao Sporting , que também têm vinculo com a SportTV até 2018.

Segundo apurou o Expresso, o Boavista terá sido o primeiro clube a aceitar os termos da proposta do MEO e estabelecido um princípio de acordo para a emissão dos seus jogos em exclusivo nesta operadora. A administração da Boavista SAD não confirma, neste momento, a existência de qualquer contrato ou princípio de acordo nesse sentido, nem se o mesmo é válido já para a próxima época ou apenas para o final do acordo atualmente em vigor com a SportTV. A edição desta quinta-feira do "Jornal de Negócios" acrescenta que Belenenses e Vitória de Guimarães serão outros dos alvos da Altice.

O facto de os contratos atuais terem cláusulas que preveem o pagamento de indemnizações por parte dos clubes à PPTV de Joaquim Oliveira em caso de rescisão unilateral dos vínculos não parece obstáculo suficiente para demover a dona do MEO. O objetivo, dizem as fontes ouvidas pelo Expresso, será desconstruir os equilíbrios atuais do mercado de televisão paga e garantir uma posição dominante na área dos conteúdos em Portugal através dos exclusivos do futebol nacional - um dos conteúdos mais importantes para garantir a fidelização de subscritores de pacotes de pay tv. Um mercado onde a NOS é líder de mercado, seguida de perto pelo MEO, da PT Portugal.

O contra-ataque da NOS

À luz destas informações ganham, de resto, outra dimensão as palavras do CEO da NOS, Miguel Almeida, que numa conferência recente da APDC prometeu que a sua operadora iria “agir em conformidade se um concorrente quebrar nas palavras e nas ações um equilíbrio que existe hoje”. Ficou claro que havia uma guerra entre as operadoras pelos conteúdos e quem a estava a desencadear, usando métodos pouco habituais no mercado português, era a PT Portugal, agora nas mãos da franco-israelita Altice. A forma de fazer contratos da PT Portugal alterou-se desde que a Altice tomou conta da gestão, e tem estado a haver uma renegociação generalizada dos contratos com os fornecedores, proposta de forma unilateral.

Conhecedora das abordagens e sondagens do MEO aos clubes portugueses - incluindo o Benfica, que é o único clube que não tem contrato em vigor com a PPTV de Joaquim Oliveira - , a NOS (que detém também 50% da SportTV), entrou em campo. E predispôs-se a assinar um contrato válido por 10 anos com o clube encarnado, por 400 milhões de euros. Ou seja, o maior negócio de sempre no futebol português.

A confirmação da operação chegou ontem à noite, em forma de comunicado da NOS enviado à CMVM. A NOS pode pagar até 400 milhões de euros ao Benfica ao longo de dez anos, em troca da transmissão dos jogos do Benfica em casa e da distribuição da BTV. O acordo fica fechado para os primeiros três anos, podendo ser renovável até dez anos. A renovação depende da decisão de qualquer das partes. Por saber fica ainda se os jogos do Benfica serão emitidos a partir da próxima época na BTV ou se passam para a SportTV. E, também, se a NOS avançará para a exlusividade destes conteúdos na sua plataforma, vedando o acesso aos subscritores das concorrentes MEO, Vodafone ou Cabovisão.

Certo é que valor investido pela NOS nesta operação é considerável e mais do que duplica os montantes atualmente pagos pela Olivedesportos ao FC Porto e ao Sporting (na ordem dos 17 milhões por época, acrescidos de direitos de exploração publicitária). Mas, diluído este investimento a 10 anos, fontes do mercado admitem que é perfeitamente suportável pela NOS, uma empresa que em 2014 apresentou receitas de exploração de quase 1,4 mil milhões de euros.

Além disso, a contabilização do negócio não deve ser feita apenas pelo custo que ele representa. Este investimento permite à empresa impedir a sua concorrente mais direta, o MEO, de garantir a exclusividade da emissão de um dos conteúdos de futebol mais importantes do país. Se eventualmente a MEO ficasse com o Benfica em exclusivo na sua plataforma de televisão, o dano que isso poderia causar em perda de subscritores da NOS poderia ser significativo.

Acresce que com este movimento, a operadora dá também um passo importante para assegurar a viabilidade da operação da sua participada SportTV (onde tem 50%). Simultaneamente, os direitos dos jogos do Benfica e da Benfica TV podem ser também canalizados para a operadora ZAP, de Isabel dos Santos, que emite em Angola e Moçambique e onde a NOS tem uma participação de 30%. O operador português poderá igualmente vender o conteúdo para outras plataformas internacionais. Nada impede a NOS, por exemplo, de vender para as outras regiões do Mundo os jogos do Benfica e a Benfica TV, seja em África ou na Europa. Gerando assim uma nova fonte de receita.

Um estudo premonitório da Liga

Curiosamente, a guerra a que o mercado de direitos televisivos está a assistir neste momento já tinha sido antecipada como provável. Em 2012, um estudo encomendado pela direção da Liga de Clubes - então liderada por Mário Figueiredo - tinha já previsto que os clubes portugueses seriam os principais beneficiados por uma eventual entrada em campo dos operadores de telecomunicações na disputa pelos direitos de emissão de futebol.

Segundo esse documento, o valor do mercado português de direitos de futebol, que então se situava na ordem dos 90 milhões de euros, poderia disparar para mais de 170 milhões com esse acréscimo de concorrência.

Na base deste cálculo - feito pela consultora Oliver & Ohlbaum Associates - estava a convicção de que o panorama até então vigente, e que se sustentava no domínio do mercado pela Olivedesportos de Joaquim Oliveira, não poderia manter-se, por razões legais. E que quebradas as barreiras contratuais que impediam a entrada de novos operadores neste mercado, a competição por estes conteúdos faria naturalmente subir o preço do mercado. Nomeadamente se, como indicava o estudo, os operadores de telecomunicações entrassem em campo para disputar diretamente a compra destes conteúdos.

“Se uma plataforma, como por exemplo a Portugal Telecom, decidir comprar os direitos para usá-los de forma exclusiva na sua plataforma de televisão” e assim suscitar a migração de clientes de outros operadores concorrentes, isto “aumentaria o valor do mercado doméstico para 123 milhões de euros por ano”, referia o estudo.

Numa análise premonitória, o estudo antecipava mesmo que “se a Portugal Telecom seguir uma estratégia destas” a ZON (que entretanto deu origem à NOS) “pode ter de defender-se”. O que está de facto a acontecer agora.

Segundo as estimativas então feitas pela Oliver & Ohlbaum, esta concorrência na disputa pelos direitos, acrescida da negociação de acordos comerciais e da negociação de direitos para emissão noutros países e em suportes multimédia poderia aumentar o valor total do mercado para perto dos 150 milhões por ano. E com margem para crescer ainda mais, consoante a evolução do mercado de telecomunicações e do mercado publicitário.

No melhor dos cenários, a consultora entendia que o valor dos direitos televisivos poderia crescer para “os 172 milhões de euros na época 2017/18”, se “o mercado publicitário crescer e a Liga de futebol for um conteúdo chave para a escolha dos consumidores em relação à sua subscrição de Pay TV”.

Centralização comprometida

O estudo então divulgado sustentou parte da contestação legal feita pela direção da Liga de Mário Figueiredo à Olivedesportos de Joaquim Oliveira. Em causa estava o papel do empresário (que detém a SportTV a 50% com a NOS) na compra, intermediação, revenda e emissão dos direitos dos jogos das Ligas profissionais portuguesas. A esse respeito, aliás, Figueiredo invocava números que sustentavam que entre 2008 e 2010, os direitos dos jogos dos clubes movimentaram cerca de 90 milhões de euros, dos quais apenas 60 milhões entraram nos cofres dos clubes.

O facto de a Olivedesportos ter criado uma rede de contratos de longa duração com os clubes, com termo assimétrico ao longo dos anos e com cláusulas de preferência para a renovação dos vínculos eram os grandes obstáculos à entrada de concorrentes neste mercado. E também à eventual negociação centralizada dos direitos de todos os clubes, uma situação que Figueiredo defendia que permitiria aumentar o valor conjunto do mercado, face aos encaixes recebidos por cada clube através da negociação individual dos seus contratos.

As queixas entretanto entregues pela Liga à Autoridade da Concorrência sobre este assunto - por alegado monopólio e obstrução à concorrência - , levaram a Olivedesportos a assumir de forma voluntária a renegociação de contratos com durações inferiores com os clubes, com termo nos mesmos anos e com a supressão das cláusulas de preferência. Estes novos contratos assinados pela Olivedesportos com a maioria dos clubes profissionais em Portugal têm vigência até ao final da temporada 2017/18.

Foi este horizonte temporal que esteve na cabeça do novo presidente da Liga de Clubes, Pedro Proença, quando assumiu como um dos grandes objetivos do seu mandato a negociação em bloco dos direitos de TV de todos os clubes. Mas para isso era necessário conjugar duas coisas que se revelaram impossíveis: primeiro, criar consensos para um acordo entre Benfica, FC Porto e Sporting para o modelo de repartição das receitas; depois, convencer o Benfica - que é o único clube sem contrato em vigor com a Olivedesportos e a SportTV - a negociar os seus direitos de forma conjunta.

Se existiam já fundamentadas dúvidas sobre a viabilidade dessa negociação centralizada destes direitos, as últimas semanas foram decisivas para assinar a certidão de óbito dessa ideia. O novo posicionamento do MEO - agora detido pelos franceses da Altice - na tentativa de comprar conteúdos em regime de exclusividade foi o primeiro passo nesse sentido. A resposta da NOS e a confirmação do acordo com o Benfica fez o resto.

A partir daqui, seja qual for o desfecho desta corrida a dois, este será seguramente um rombo para a estratégia da Liga de Clubes, que reconhece que a ideia da centralização morre a partir do momento em que o Benfica e outros clubes estão a negociar em nome individual com as operadores. No entanto, o Expresso sabe que o organismo continua a estar disponível para uma negociação centralizada. Isto, porque, no bolo total dos direitos da Liga estão, por exemplo, a publicidade e as plataformas digitais. Pedro Proença estaria disposto a ajudar os clubes mais pequenos a negociar estes pacotes à margem dos direitos de transmissão televisivos.

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