Ir para conteúdo
What

Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

George Orwell na página 1984:

escritor+ingl%C3%AAs+george+orwell.jpg

 

George Orwell na página 1985

2b8iN4mLiRv1

Editado por Puto Perdiz
  • Like 3

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de noikeee, há 6 horas:

A sociedade portuguesa está num ponto em que ou perpetua o PS no poder, o que por sua vez fortalece o Ventura dado que o PSD enfraquece a cada eleição que perde, o que aproxima o Ventura cada vez mais da liderança da oposição; ou coloca o Ventura como ministro, ainda por cima com um bronco como líder do PSD. E ainda por cima não há nenhum futuro líder do PS que se pareça credível, a não ser o PNS (que pessoalmente para um centrista como eu, começa a ser ideologicamente desfasado do que eu acredito e acho que também pode ser nocivo para o país, embora obviamente não tanto como a extrema direita).

Que lindo caldo de m*rda.

Consigo ver o Passos a ter maioria com a IL sem precisar do Chega. De resto não vejo outro cenário legítimo. E sim, o Costa criou um vazio de poder no PS, o PS é quase ele, o que pessoalmente para ele provavelmente até é proveitoso, ficou sem oposição interna. Pode dar jeito agora que mais um cargo na UE fica livre.

Editado por Ticampos

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Ticampos, há 10 horas:

Autor de massacre no Centro Ismaili é suspeito de matar a mulher na Grécia - Portugal - Correio da Manhã (cmjornal.pt)

A ser verdade (mesmo sabendo que hoje é dia 1 de Abril), está-se possivelmente a falar de um Serial Killer. Vamos ver a que conclusões se chega no futuro.

mais medonha foi a notícia que saiu ontem no SOL

Spoiler

Autoridades ainda suspeitam de ligações ao Estado Islâmico

Adbul Bashir poderá ter ligações perigosas e as autoridades estão em alerta máximo.

As autoridades policiais estão a investigar possíveis ligações de Adbul Bashir ao Estado Islâmico, segundo apurou o Nascer do SOL de fontes dos serviços secretos, e a convicção destes é que o «afegão tem ligações perigosas», estando neste momento o seu telemóvel a ser investigado, bem como outros pormenores detetados na sua casa em Odivelas. E, com esses receios, as mesquitas de Lisboa estão a ser passadas a pente fino, até para saber se Adbul Bashir tem ligações a movimentos radicais.  «É óbvio que está tudo em pânico, mas tem de se passar a imagem que está tudo calmo e que foi um caso isolado», acrescenta outra fonte ligada ao processo.

Se é a Unidade Nacional Contraterrorismo da PJ que está, oficialmente, encarregue das investigações, a verdade é que o assunto está debaixo da alçada de Vizeu Pinheiro, secretário-geral do Sistema de Segurança Interna. «Os refugiados não foram devidamente acompanhados desde que chegaram a Lisboa e, se é verdade que a larga maioria não oferece qualquer problema, o mesmo não se pode dizer de uma pequena minoria radicalizada», diz ao Nascer do SOL outra fonte judicial. A complexidade do tema fez com que várias frentes policiais estejam envolvidas nas investigações do caso, pois aproximam-se datas importantes em Portugal, nomeadamente a Jornada Mundial da Juventude que traz ao país o Papa Francisco. E, recorde-se, na última visita do chefe máximo da Igreja a Portugal, o mesmo acabou por condecorar os responsáveis policiais e das secretas que fizeram a sua segurança, já que, a determinada altura, acabou por ser retirado do altar, pois supostos terroristas estariam no recinto, tendo mesmo sido detidos três marroquinos, que foram imediatamente expulsos do país, ao abrigo dos protocolos existentes com Marrocos.

 O fenómeno do radicalismo islâmico tem passado ao lado de Portugal, por várias razões, mas há duas que são apontadas como as mais fiáveis e que têm servido para as autoridades policiais não investirem tanto no policiamento dos refugiados vindos de zonas de grande conflito. «A primeira, é que, à semelhança de Adbul Bashir, a maioria mal chega a Portugal quer zarpar para a Alemanha ou França. A segunda, é que as próprias comunidades muçulmanas fiscalizam eventuais radicalismos, que comunicam imediatamente às autoridades policiais».  Principalmente por esta razão, as autoridades ‘têm’, de certa forma, acreditado nessas informações.

Há mesmo quem garanta que o afegão agora detido não faz parte da comunidade ismaili, uma fação que os sunitas, por exemplo, não reconhecem como muçulmana, até por permitir o consumo de álcool. 

https://sol.sapo.pt/artigo/796025/autoridades-ainda-suspeitam-de-ligacoes-ao-estado-isl-mico

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Puto Perdiz, há 49 minutos:

mais medonha foi a notícia que saiu ontem no SOL

  Ocultar conteúdo

Autoridades ainda suspeitam de ligações ao Estado Islâmico

Adbul Bashir poderá ter ligações perigosas e as autoridades estão em alerta máximo.

As autoridades policiais estão a investigar possíveis ligações de Adbul Bashir ao Estado Islâmico, segundo apurou o Nascer do SOL de fontes dos serviços secretos, e a convicção destes é que o «afegão tem ligações perigosas», estando neste momento o seu telemóvel a ser investigado, bem como outros pormenores detetados na sua casa em Odivelas. E, com esses receios, as mesquitas de Lisboa estão a ser passadas a pente fino, até para saber se Adbul Bashir tem ligações a movimentos radicais.  «É óbvio que está tudo em pânico, mas tem de se passar a imagem que está tudo calmo e que foi um caso isolado», acrescenta outra fonte ligada ao processo.

Se é a Unidade Nacional Contraterrorismo da PJ que está, oficialmente, encarregue das investigações, a verdade é que o assunto está debaixo da alçada de Vizeu Pinheiro, secretário-geral do Sistema de Segurança Interna. «Os refugiados não foram devidamente acompanhados desde que chegaram a Lisboa e, se é verdade que a larga maioria não oferece qualquer problema, o mesmo não se pode dizer de uma pequena minoria radicalizada», diz ao Nascer do SOL outra fonte judicial. A complexidade do tema fez com que várias frentes policiais estejam envolvidas nas investigações do caso, pois aproximam-se datas importantes em Portugal, nomeadamente a Jornada Mundial da Juventude que traz ao país o Papa Francisco. E, recorde-se, na última visita do chefe máximo da Igreja a Portugal, o mesmo acabou por condecorar os responsáveis policiais e das secretas que fizeram a sua segurança, já que, a determinada altura, acabou por ser retirado do altar, pois supostos terroristas estariam no recinto, tendo mesmo sido detidos três marroquinos, que foram imediatamente expulsos do país, ao abrigo dos protocolos existentes com Marrocos.

 O fenómeno do radicalismo islâmico tem passado ao lado de Portugal, por várias razões, mas há duas que são apontadas como as mais fiáveis e que têm servido para as autoridades policiais não investirem tanto no policiamento dos refugiados vindos de zonas de grande conflito. «A primeira, é que, à semelhança de Adbul Bashir, a maioria mal chega a Portugal quer zarpar para a Alemanha ou França. A segunda, é que as próprias comunidades muçulmanas fiscalizam eventuais radicalismos, que comunicam imediatamente às autoridades policiais».  Principalmente por esta razão, as autoridades ‘têm’, de certa forma, acreditado nessas informações.

Há mesmo quem garanta que o afegão agora detido não faz parte da comunidade ismaili, uma fação que os sunitas, por exemplo, não reconhecem como muçulmana, até por permitir o consumo de álcool. 

https://sol.sapo.pt/artigo/796025/autoridades-ainda-suspeitam-de-ligacoes-ao-estado-isl-mico

Isso é uma notícia? Escrita por um militante do CH.

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de RAG, há 15 horas:

Internamentos triplicam, hospitais sem camas para os doentes

Hospitalizações por anorexia dispararam nos últimos cinco anos. Faltam camas para o tratamento e as agendas das consultas estão cheias. Especialistas apontam uma maior “predisposição social” para a doença

A chave roda na fechadura, o trinco recua e a porta abre-se. A sala tem pouca mobília: um sofá à entrada, uma televisão e uma mesa comprida ao centro. Ao canto, há um corredor que dá acesso a uma pequena cozinha, onde chamam a atenção vários papéis fixados na parede com planos alimentares escritos à mão, e a três quartos, cada um com três camas. Na residência não há espelhos para ver o corpo, apenas o rosto.

Num dos quartos, sentada na cama de costas muito direitas e vestida com uma camisola polar, está Joana (nome fictício). É a sétima vez que é internada devido a uma anorexia. O primeiro internamento aconteceu aos 16 anos e o mais recente agora, aos 31, depois de uma “recaída abismal”. “Comia cada vez menos. Cada dia era pior do que o anterior. Estava a morrer.” Joana falou com a psiquiatra que a acompanhava e pediu-lhe para ser internada. Em setembro do ano passado foi acolhida na Residência Elysio de Moura, no Polo de Valongo do Hospital de S. João (Porto), destinada a doentes com distúrbios alimentares. A anorexia é o mais frequente: mais de 90% dos residentes têm a doença.

Estes internamentos são uma das principais preocupações dos profissionais da área. Dados enviados pelo Ministério da Saúde ao Expresso mostram que os internamentos por anorexia triplicaram nos últimos cinco anos, passando de 66, em 2018, para 191 em 2022. O aumento dos casos tem criado pressão em alguns hospitais, devido à falta de camas para acomodar os doentes. No Hospital de Santa Maria, em Lisboa, tornou-se habitual estarem mais de 10 pessoas à espera de serem internadas, adianta a psiquiatra Jennifer Santos. Em situações extremas, os doentes podem ser internados temporariamente no hospital da área de residência, mas muitos esperam em casa. Quando são finalmente hospitalizados, estão ainda mais magros e desnutridos, permanecendo internados por longos períodos, o que atrasa a libertação de camas. A espera também afeta a evolução da doen­ça, dificultando a recuperação.

Na pedopsiquiatria do D. Estefânia ainda há camas livres, mas são cada vez mais as utilizadas por pessoas com distúrbios alimentares, sobretudo anorexia: ocupam quase metade das 16 camas do serviço, quando antes eram quatro, no máximo. “É uma experiência nova para nós. Tem sido complicado”, diz Margarida Marques, pedopsiquiatra e coordenadora da unidade. No Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra os internamentos passaram de uma média de três a quatro por ano para cerca de 12, aponta a psiquiatra Tânia Silva.

CONTROLAR TUDO

Mesmo antes de ser internada pela primeira vez, Joana tinha feito dietas, apesar do “peso normal”. “A imagem física era importante. Achava que poderia emagrecer e ficar mais bonita. Também queria ser melhor pessoa, melhor aluna, melhor filha, e controlar o que me acontecia.” Aos 16 anos iniciou uma dieta mais restritiva e deixou de fazer quase todas as refeições do dia, à exceção do jantar, a que não podia esquivar-se devido à presença dos pais. Ao almoço comia apenas cenoura raspada, alface e uma peça de fruta. “Definir um plano alimentar e conseguir cumpri-lo era uma vitória.” À medida que adoecia, essa necessidade de controlo foi-se tornando insuportável. “Ao início, parecia que tinha encontrado um paraíso.” Mas a situação agravou-se, ao ponto de lhe ser difícil levantar-se da cama sem uma quebra de tensão. Estava sempre com frio.

Os casos de anorexia com que os profissionais de saúde lidam são diferentes entre si mas têm características em comum, como a presença de comportamentos “rígidos e obsessivos”, diz Margarida Marques, pedopsiquiatra do D. Estefânia. A necessidade de “ter tudo sob controlo” — como se o mundo fosse a fonte de todos os perigos —, a introversão e o perfeccionismo também são frequentes.

Os pais de Joana, percebendo que algo se passava, levaram-na a um psiquiatra, que fez um diagnóstico de anorexia. A jovem foi sendo observada por outros médicos, mas recusava ajuda. Viria a ser internada várias vezes, cada vez com mais frequência, ao ponto de o ser todos os anos. E é assim que tem sido: seis meses na residência de Valongo e seis meses em casa, um ciclo que ainda não conseguiu interromper.

Não se sabe quantas pessoas em Portugal têm anorexia. A maioria dos trabalhos sobre a prevalência da doença foi realizada no final dos anos 90, incidindo sobre grupos específicos, com amostras pequenas e não representativas da população. Tudo indica, no entanto, que a doença é mais frequente hoje em dia, tendo vários especialistas garantido ao Expresso que atendem agora mais casos. Em 2022, quase 10 mil pessoas com distúrbios alimentares estavam registadas nos centros de saúde, mais cerca de 1500 face a 2018. O Ministério da Saúde afirma que o aumento dos registos “pode não significar um aumento da prevalência”, estando a ser “promovida, junto das instituições e dos profissionais, a necessidade de consolidação dos registos clínicos”. A doença tem várias causas, umas ligadas à genética e à personalidade, outras ao ambiente familiar. O contexto social e as influências culturais ligadas à imagem também têm um papel relevante, podendo ser responsáveis em parte por este aumento dos casos (ver “Redes sociais potenciam doença”).

Há cinco anos, numa ida à praia, Marta Carvalho viu uma rapariga que “não se conseguia mexer por ter peso a mais”. Desconfortável com a situação, acreditou que a única forma de evitar que o seu corpo tomasse aquelas formas era deixar de comer. Tinha então 14 anos. Começou a fazer restrições alimentares e a praticar exercício fora e dentro de casa. Para evitar que os pais se apercebessem desse esforço, esperava que eles se fossem deitar, à noite, e ia para a sala correr, percorrendo o espaço de uma ponta à outra várias vezes. Também dava saltos num trampolim montado noutra divisão e fazia abdominais. Dava início a esta rotina entre as 1h30 e as 2h00 e parava às 6h30, hora a que os pais se levantavam para ir trabalhar e a que Marta finalmente se deitava, fingindo estar a dormir. Também controlava a alimentação do irmão, que nascera em 2017 — ano em que começou a cortar na comida — e fizera dois anos entretanto. “Eu não o deixava comer doces nem repetir a refeição. Ao lanche, dava-lhe apenas leite. Achava que podia ficar gordo.” Os pais continuaram a alimentar normalmente o irmão, mas a certa altura a criança começou a ter “medo” de comer à frente de Marta, por temer ser repreendido, e era o primeiro a recusar a comida. “Foi quem mais sofreu no meio disto tudo.”

Foi só perto de fazer 18 anos que Marta reconheceu que estava doente e começou a ser acompanhada no Hospital de S. João. “Fui eu que pedi um irmão aos meus pais. Não seria justo ele ver-me morrer.” A jovem está prestes a ter alta clínica. “Os pensamentos sobre comida vão estar sempre comigo, mas sei que vou ter força para não voltar àquele buraco sem fundo.”

Embora seja rara e esteja associada a uma taxa de mortalidade baixa, a anorexia é a doença psiquiátrica que mais mata. “O impacto a nível orgânico é devastador”, diz a pedopsiquiatra Margarida Marques. “O coração bate a 30 ou a 40 e, a certa altura, já nem o cérebro funciona, porque está tão desnutrido quanto o resto do corpo.” Nas raparigas há uma diminuição da produção de estrogénio e nos rapazes são os níveis de testosterona que baixam.

O LADO MASCULINO

João Cunha, farmacêutico, de 33 anos, teve de tirar um terço do pulmão: um fungo alojou-se no órgão e o organismo debilitado não conseguiu reagir. Começou a fazer as primeiras restrições alimentares aos 16 anos, era então jogador federado de hóquei. Quando a situação se agravou, a mãe insistiu para que fosse a um médico e foi-lhe diagnosticada a doença, mas em pouco tempo a alimentação tornou-se “relativamente normal”. O problema parecia ter ficado resolvido, mas quando terminou o curso superior os sintomas voltaram. Comia quase todos os dias o mesmo: sopa, atum enlatado, salada embalada e fruta.

O exercício físico ganhou uma função utilitária, servindo como uma purga, primeiro contra deslizes mínimos e depois contra quase qualquer alimento. Treinava diariamente três horas. Lembra-se de sair do trabalho, conduzir até ao ginásio para uma aula de cycling e não ter força para se levantar do banco do carro. Mas ia na mesma. Em casa, pedalava na bicicleta estática que instalou no terraço, debaixo de uma zona coberta, protegida da chuva e do vento, mas não do frio. Ainda hoje a usa, tal como a bicicleta de exterior que também guarda em casa e que usa para treinar e deslocar-se na cidade.

A proporção de rapazes com anorexia é de um por cada 10 raparigas. A doença neles é em alguns aspetos diferente. “Os estudos apontam para uma menor pressão na alimentação e na magreza, mas parece existir maior preocupação com a massa muscular e capacidades desportivas”, explica Sertório Timóteo, psiquiatra no Hospital de S. João. Também há mais dificuldades em reconhecer a doença e pedir ajuda, porque a anorexia ainda é vista como uma “doença das meninas que querem ser manequins”, acrescenta Patrícia Nunes, coordenadora da Residência Elysio de Moura. Significa isto que pode haver mais casos de anorexia em rapazes do que revelam as estatísticas.

A doença também afetou a relação de João Cunha com a namorada. Separaram-se no ano passado, ao fim de 14 anos juntos. Os planos a dois eram raros, porque João estava demasiado cansado para sair ou preferia ir treinar. “Tudo isto acaba por cansar. Ela ajudou-me imenso ao longo deste tempo, mas precisava de ser feliz. E a doença estava a comprometer essa felicidade.” Com o fim da relação, João passou a encarar o tratamento como uma urgência. Já tinha perdido demasiado.

---/---

Redes sociais potenciam doença

A atual “obsessão com a alimentação saudável” pode ser fatal para pessoas vulneráveis. Especialistas alertam para desafios perigosos no TikTok

A anorexia “não é uma doença da moda”, mas existe uma “obsessão com a alimentação saudável” que, em pessoas vulneráveis, pode resultar em doença, considera Isabel do Carmo, endocrinologista e professora na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. O fenómeno é visível sobretudo em raparigas, “mas também os rapazes começam a ser atingidos”, e traduz-se numa maior adesão a “modas alimentares”, como “o vegetarianismo, o jejum intermitente e a classificação dos alimentos como saudáveis e não saudáveis com base em desinformação que circula em revistas e nas redes sociais”. No TikTok é frequente a partilha de desafios, como perder peso, beber muita água ou não comer proteína animal ou doces, alerta Patrícia Almeida Nunes, que é coordenadora do Serviço de Dietética e Nutrição do Hospital de Santa Maria e trata jovens cuja anorexia foi estimulada por estas práticas. “Estamos a construir um modo de vida que é muito favorável ao aparecimento desta doença”, resume Margarida Marques, coordenadora da unidade de pedopsiquiatria do Hospital D. Estefânia. A imagem é dominante hoje em dia e a anorexia é, além de tudo o resto, uma “sensibilidade à imagem corporal”. Se não há outras pessoas a servir de espelho, estando as relações sociais confinadas a ecrãs, “acabamos por construir uma imagem frágil e distorcida de nós próprios”, diz.

Sertório Timóteo, psiquiatra no Hospital de S. João, no Porto, acrescenta a existência de “preconceitos relacionados com o estigma da obesidade” à lista de fatores que podem levar à doença.

As situações de anorexia são mais frequentes em famílias com rendimentos elevados ou em que algum dos elementos tem doen­ça mental, obesidade ou se preocupa excessivamente com a forma física e as dietas. São acontecimentos específicos que muitas vezes desencadeiam a doença, como grandes mudanças na vida e rotinas ou a doença ou morte de um familiar. “São jovens com dificuldades em exprimir e integrar emoções como a tristeza e a zanga”, explica Rita Palma, psicomotricista na Estefânia.

Para Margarida Marques, a anorexia é “um refúgio para uma série de circunstâncias mal resolvidas”, como a saída do mundo familiar e a entrada na adolescência — trajeto que, nestes doentes, está “profundamente alterado”. “Embatem na adolescência, nas mudanças rápidas que ocorrem no corpo e que os deixam expostos ao olhar, à crítica e à interação com os outros, e não conseguem avançar”, diz, acrescentando que as raparigas entram cada vez mais cedo na puberdade, o que também poderá influenciar o aparecimento da doença.

  • Like 3

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Mayday, Em 02/04/2023 at 14:56:

 

Diga-se o que se disser, goste-se ou não se goste. O Costa é o maior político português do terceiro milénio. Um político na verdadeira acepção da palavra.

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Ticampos, há 3 horas:

Diga-se o que se disser, goste-se ou não se goste. O Costa é o maior político português do terceiro milénio. Um político na verdadeira acepção da palavra.

Capaz de ser a sua própria oposição. Não há igual.

Compartilhar este post


Link para o post

As declarações da CEO da TAP, de ontem, não podem passar sem consequências.

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Tio Hans, há 1 hora:

As declarações da CEO da TAP, de ontem, não podem passar sem consequências.

LOL vives noutro país com certeza 

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Tio Hans, há 1 hora:

As declarações da CEO da TAP, de ontem, não podem passar sem consequências.

Sim, sim, amanhã ninguém se lembra. 

Compartilhar este post


Link para o post

Espanta-me como em 2023 estes CEO', ministros, etc continuam a trocar mails destes.

  • Concordo! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Apocalypse Now, há 9 minutos:

o problema do mail foi dizer q o presidente tem duas caras quando de facto tem duas caras?

Entre o amadorismo atroz de escrever uma coisa daquelas sem perceber as consequências que daí adivinham quando chegasse inevitavelmente à opinião pública e o país de primeira, com os favores ao senhor presidente, e de segunda é difícil escolher. Para culminar só o smile num email institucional. 

Mas o problema aqui está resolvido (em termos de ilações politicas), dado que este secretário de estado já não se encontra em funções. 

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Apocalypse Now, há 28 minutos:

o problema do mail foi dizer q o presidente tem duas caras quando de facto tem duas caras?

ele ali não está a dizer que tem duas caras. Está a dizer que, por enquanto, está tudo bem, mas se o governo o lixa ele f*de o governo.

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de HappyKing, há 32 minutos:

Entre o amadorismo atroz de escrever uma coisa daquelas sem perceber as consequências que daí adivinham quando chegasse inevitavelmente à opinião pública e o país de primeira, com os favores ao senhor presidente, e de segunda é difícil escolher. Para culminar só o smile num email institucional. 

Mas o problema aqui está resolvido (em termos de ilações politicas), dado que este secretário de estado já não se encontra em funções. 

ha pessoas especializadas nessas ciencias ocultas das comunicações e o crl, que ja defendem a utilização de smiles nos emails para ajudar a perceber o tom do email.

Compartilhar este post


Link para o post

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisa de ser membro desta comunidade para poder comentar

Criar uma conta

Registe-se na nossa comunidade. É fácil!

Criar nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Autentique-se agora

×
×
  • Criar Novo...