Descartes Publicado 26 Maio 2025 Ainda hei-de perceber como é que as limitações à imigração evitariam a existência de negócios de fachada. 1 1 Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 26 Maio 2025 Não é errado ser contra o tecido empresarial português que necessita de mão de obra imigrante barata e escravizada para sobreviver. 1 Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 26 Maio 2025 Citação de Descartes, há 3 minutos: Ainda hei-de perceber como é que as limitações à imigração evitariam a existência de negócios de fachada. Na medida em que essas pessoas entrariam na mesma mas estariam ilegais e portanto podia-se na conferência de imprensa pré eleições dizer que o número de imigrantes baixou. Compartilhar este post Link para o post
Mica Publicado 26 Maio 2025 (editado) Citação de Descartes, há 5 minutos: Ainda hei-de perceber como é que as limitações à imigração evitariam a existência de negócios de fachada. Não vais porque não evitam. Podem reduzir, mas apenas por uma questão aritmética: menos gente em Portugal = menos negócios ilegítimos. Um dia a Ana Leal vai fazer esse estudo e ainda vai concluir que se mandarmos todos os portugueses para a France o número de negócios de fachada cá cai substancialmente. Editado 26 Maio 2025 por Mica Compartilhar este post Link para o post
André Sousa Publicado 26 Maio 2025 Citação de Mica, há 3 minutos: Um parágrafo em condições ladeado de outros dois cínicos ou provocatórios. Não és assim lá em cima. Mas eu vou morder o isco (na esperança que desta vez não me deixes a falar sozinho - não é provocação, deixaste mesmo 😞 ) Primeiro parágrafo: é a clássica simplificação excessiva de uma mensagem para depois poder ser atacada. Não tenho muito por onde desenvolver aqui. Segundo parágrafo: negócios de fachada existem e possivelmente estão na origem destes casos. Contudo, atacam-se fugas ao fisco e outro tipo de esquemas com fiscalização e não políticas de exclusão em massa. Acho que se houvesse realmente interesse em entrar por aqui poderíamos ficar muito surpreendidos com os resultados. Pelo menos quem acha que o grosso dos casos provém da imigração ficaria. Não há isco nenhum, é a verdade. Quando se fala em controlar a imigração, é muito por aqui. Esta malta não é mais que carne para canhão, muitas vezes também nas mãos de outros imigrantes. Possivelmente como quem diz... são supostas agências de viagens, restaurantes, barbeiros, por aí fora, que servem apenas para isto. Falei nisso nos primeiros posts que fiz aqui, há uns meses, juntamente com a questão da habitação e mais outros temas relacionados com isto. Também disse que faltava fiscalização e que o caminho agora teria que ser forçosamente esse. Mas quando temos juntas de freguesia a passar mais de 1.300 atestados de residência para a mesma morada, é suposto fiscalizar o quê? Como? Qual a credibilidade dessa fiscalização? Relativamente à fiscalização, também faz sentido falar em otimizar meios para a mesma fiscalização atuar. O controlo no aeroporto é risível, o controlo no terreno é nulo, o ACT basicamente só trabalha com denúncias, e mesmo aí nem sempre pode comparecer (longe vão os tempos em que faziam visitas às obras para ver se estava em condições, por exemplo), a ASAE diz que não tem pessoal suficiente para trabalhar, a Polícia Municipal não tem poder... Não há qualquer política de exclusão. Há, ou deve haver, uma seleção. No entanto, isso é infrutífero, a partir do momento em que 99% dos imigrantes entram com visto de turismo e depois iniciam o processo de legalização. O controlo de imigração no aeroporto é anedótico e é aí que deve começar o controlo (como era suposto). Surpreendido com o quê exatamente (pergunta legítima)? Citação de HappyKing, há 18 minutos: Na medida em que essas pessoas entrariam na mesma mas estariam ilegais e portanto podia-se na conferência de imprensa pré eleições dizer que o número de imigrantes baixou. O engraçado é que não é por estarem associados a negócios de fachada que passam a estar legais. O que não falta por aí é malta sem documentos, apenas com passaporte, a trabalhar e a receber por fora, sendo que depois disso entrega parte do pouco dinheiro que recebe ao patrão que é quem lhe fornece um espaço para dormir. Citação de Descartes, há 24 minutos: Ainda hei-de perceber como é que as limitações à imigração evitariam a existência de negócios de fachada. Menos pessoas, menos negócios desse tipo. Se a ideia é dizer que esse tipo de negócios é algo que sempre existiu em Portugal... é evidente. No entanto, acho que ninguém disse que isso era aceitável se fosse praticado por cidadãos portugueses... Nascidos em Portugal, convém dizer. O outro que serviu para atestar a residência na Penha de França daquela malta toda também era português... Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 26 Maio 2025 Esses restaurantes existem há anos e anos, muito antes da diatribe contra a imigração. Sempre foram famosissimos em Lisboa e nunca foi segredo que funcionam assim. 4 Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 26 Maio 2025 Nunca lá fui mas já me falaram muito bem daquele restaurante, é com arrependimento que nunca lá fui ainda 1 Compartilhar este post Link para o post
André Sousa Publicado 26 Maio 2025 Citação de Mayday, há 4 minutos: Esses restaurantes existem há anos e anos, muito antes da diatribe contra a imigração. Sempre foram famosissimos em Lisboa e nunca foi segredo que funcionam assim. Claro que existem. A diferença é que agora existem em maior número. O mesmo é válido para os barbeiros, agências de viagens, por aí fora. Na Almirante Reis existe um há quase 10 anos, diria, que corta o cabelo a 4,5€. Faz tudo menos cortar cabelo e toda a gente o sabe, mas continua aberto. Citação de Plagio o Original, há 3 minutos: Nunca lá fui mas já me falaram muito bem daquele restaurante, é com arrependimento que nunca lá fui ainda Agora é a altura certa para ir. Deve ser como andar de avião depois de um desastre aéreo. Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 26 Maio 2025 Os melhores restaurantes atualmente são os de comida tradicional portuguesa cujo dono necessita de mão de obra imigrante barata e escravizada para sobreviver, vota no Chega, é contra a imigração e contra a corrupção e fica agoniado se pedires NIF ao pagar a conta. É a cozinha tradicional portuguesa. 6 Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 26 Maio 2025 Citação de André Sousa, há 24 minutos: Menos pessoas, menos negócios desse tipo. Se a ideia é dizer que esse tipo de negócios é algo que sempre existiu em Portugal... é evidente. No entanto, acho que ninguém disse que isso era aceitável se fosse praticado por cidadãos portugueses... Nascidos em Portugal, convém dizer. O outro que serviu para atestar a residência na Penha de França daquela malta toda também era português... Portanto, a restrição à imigração não evita a existência de negócios de fachada. Ok. Era só para confirmar. Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 26 Maio 2025 Citação de André Sousa, há 3 minutos: Claro que existem. A diferença é que agora existem em maior número. O mesmo é válido para os barbeiros, agências de viagens, por aí fora. Na Almirante Reis existe um há quase 10 anos, diria, que corta o cabelo a 4,5€. Faz tudo menos cortar cabelo e toda a gente o sabe, mas continua aberto. Sim, e? Afinal também é um problema quando os imigrantes trabalham e são empreendedores? Amigo, há barbeiros portugueses, daqueles de barriga grande e bigode, que cortam o cabelo por 10€ ou 15€, 20 vezes por dia, passam um total de zero faturas e declaram só o salário minimo. Nem te vou falar dos que sei que usam o negócio como fachada para lavar o dinheiro da droga. PORTUGUESES DE BEM!! 1 Compartilhar este post Link para o post
AntiZio Publicado 26 Maio 2025 (editado) Este ser humano que sabe criar valor veio queixar-se da burocracia portuguesa e chorou que nenhum político português o tinha contactado directamente. Quando isso aconteceu, remeteu-o directamente para a caixa de e-mail da empresa.... 🤡🤡 _________________ Sobre o médico que come meio milhão em dez dias a Ana Drago explicou como é que acontece... Editado 26 Maio 2025 por AntiZio Compartilhar este post Link para o post
André Sousa Publicado 26 Maio 2025 Citação de Descartes, Agora: Portanto, a restrição à imigração não evita a existência de negócios de fachada. Ok. Era só para confirmar. Ninguém disse que o fazia. E não evita mas atenua, obviamente. Compartilhar este post Link para o post
André Sousa Publicado 26 Maio 2025 Citação de Mayday, há 1 minuto: Sim, e? Afinal também é um problema quando os imigrantes trabalham e são empreendedores? Amigo, há barbeiros portugueses, daqueles de barriga grande e bigode, que cortam o cabelo por 10€ ou 15€, 20 vezes por dia, passam um total de zero faturas e declaram só o salário minimo. Nem te vou falar dos que sei que usam o negócio como fachada para lavar o dinheiro da droga. PORTUGUESES DE BEM!! Depende do tipo de empreendedorismo que estiveres a falar. Se estás a falar dos patronato que consegue explorar as pessoas do seu próprio país, dos imigrantes que se conseguem tornar arrendatários e até senhorios para depois fazerem milhares por mês na habitação, não me parece que isso seja grande argumento. Mas hey, é o mercado a funcionar. Sim, mas quantos deles servem de auxílio à imigração ilegal mesmo? Ninguém disse que não havia portugueses com negócios ilícitos, tenta outra vez. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 26 Maio 2025 Citação de André Sousa, há 2 minutos: Ninguém disse que o fazia. E não evita mas atenua, obviamente. Claro que não. Portanto, a restrição à imigração não visa acabar com os negócios de fachada. Deverá visar outra coisa qualquer... Compartilhar este post Link para o post
Su1 Publicado 26 Maio 2025 Citação de Che, há 9 minutos: Os melhores restaurantes atualmente são os de comida tradicional portuguesa cujo dono necessita de mão de obra imigrante barata e escravizada para sobreviver, vota no Chega, é contra a imigração e contra a corrupção e fica agoniado se pedires NIF ao pagar a conta. É a cozinha tradicional portuguesa. O maior ataque à cultura portuguesa não são os imigrantes mas sim os vegans porque se recusam a adaptar ao sarrabulho e cabidela. 7 Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 26 Maio 2025 Citação de André Sousa, há 1 minuto: Depende do tipo de empreendedorismo que estiveres a falar. Se estás a falar dos patronato que consegue explorar as pessoas do seu próprio país, dos imigrantes que se conseguem tornar arrendatários e até senhorios para depois fazerem milhares por mês na habitação, não me parece que isso seja grande argumento. Mas hey, é o mercado a funcionar. Sim, mas quantos deles servem de auxílio à imigração ilegal mesmo? Ninguém disse que não havia portugueses com negócios ilícitos, tenta outra vez. Estás tu a tentar dizer-nos que os negócios dos imigrantes são ilicitos porque servem para negócios de fachada. Quando estes restaurantes existem há decadas e são maioritariamente frequentados por portugueses e estrangeiros ocidentais. Ainda tu não sabias pôr o chapéu de aluminio e já estes negócios existiam. Estás a usar mal o tico e o teco. Compartilhar este post Link para o post
smashing_pumpkin Publicado 26 Maio 2025 (editado) Bem, a Rita Matias acabou de chamar direita radical ao Chega. Na Now, num debate acesso com o João Ferreira. Edit- pelos vistos é para se diferenciarem de extrema-direita, pois o Santana Lopes logo depois chama-os isso (direita radical) e diz que acha que não são extrema-direita (pois diz que o chega não defende uma sistema ditatorial). Bela lavagem de imagem que para ali vai. Editado 26 Maio 2025 por smashing_pumpkin Compartilhar este post Link para o post
Mica Publicado 26 Maio 2025 Citação de André Sousa, há 2 minutos: Não há isco nenhum, é a verdade. Quando se fala em controlar a imigração, é muito por aqui. Esta malta não é mais que carne para canhão, muitas vezes também nas mãos de outros imigrantes. Possivelmente como quem diz... são supostas agências de viagens, restaurantes, barbeiros, por aí fora, que servem apenas para isto. Falei nisso nos primeiros posts que fiz aqui, há uns meses, juntamente com a questão da habitação e mais outros temas relacionados com isto. Também disse que faltava fiscalização e que o caminho agora teria que ser forçosamente esse. Mas quando temos juntas de freguesia a passar mais de 1.300 atestados de residência para a mesma morada, é suposto fiscalizar o quê? Como? Qual a credibilidade dessa fiscalização? Relativamente à fiscalização, também faz sentido falar em otimizar meios para a mesma fiscalização atuar. O controlo no aeroporto é risível, o controlo no terreno é nulo, o ACT basicamente só trabalha com denúncias, e mesmo aí nem sempre pode comparecer (longe vão os tempos em que faziam visitas às obras para ver se estava em condições, por exemplo), a ASAE diz que não tem pessoal suficiente para trabalhar, a Polícia Municipal não tem poder... Não há qualquer política de exclusão. Há, ou deve haver, uma seleção. No entanto, isso é infrutífero, a partir do momento em que 99% dos imigrantes entram com visto de turismo e depois iniciam o processo de legalização. O controlo de imigração no aeroporto é anedótico e é aí que deve começar o controlo (como era suposto). Surpreendido com o quê exatamente (pergunta legítima)? A precariedade já é uma realidade há muito tempo. Existe na imigração (nem precisava dessa reportagem para perceber isso), existe cá entre os portugueses que sempre viveram aqui. Devia ser denunciada como um todo. É isso que condeno, o foco não devia ser colocar o ónus nos portugueses ou nos imigrantes mas na prática da ilegalidade. O caso das juntas (se há casos reais de mais de 15 pessoas na mesma casa é porque há um fundo de verdade aí) resolve-se com mais fiscalização. A credibilidade? Mais credível ou menos credível, o Estado ainda é a nossa melhor aposta e descredibilizar os seus meios certamente não é o caminho. Denunciar más práticas. Olha, bom material para a Ana Leal. Quando digo surpreendido refiro-me aos vários esquemas de fuga ao fisco, empregos precários, etc, que existem um pouco por todo o país. É o tasco onde comes de crl por 20€ mas nem 1 cêntimo vai para o estado ou os quiosques com empregados pagos à hora, quando calha, sem um contrato de trabalho em condições. São dois exemplos arbitrários, é o que mais há por aí. Ou mecânicos onde pedes fatura e te dizem "ui, a sério? Espere aí, deixe ver...". Quem vive em Lisboa até pode achar que a maior parte destas situações provém de imigrantes (availability bias), mas é transversal, e, repetindo-me, deve ser atacado como um todo. Por fim, o facto dos imigrantes entrarem com visto de turismo é normal e é legal. E se tratam depois de arranjar um visto de trabalho, ótimo. Não vejo aqui problema nenhum. Problema seria se entrassem de forma ilegal, ou se nunca obtivessem um visto de trabalho. Compartilhar este post Link para o post
André Sousa Publicado 26 Maio 2025 Citação de Mayday, há 1 minuto: Estás tu a tentar dizer-nos que os negócios dos imigrantes são ilicitos porque servem para negócios de fachada. Quando estes restaurantes existem há decadas e são maioritariamente frequentados por portugueses e estrangeiros ocidentais. Ainda tu não sabias pôr o chapéu de aluminio e já estes negócios existiam. Estás a usar mal o tico e o teco. Mas quais estes restaurantes... Pareces o outro a dizer que o arrendamento ao quarto sempre existiu. Não é por haver negócios de fachada por parte de imigrantes há anos que deixa de haver um aumento enorme nesse tipo de situações. O Babilónia há 15 anos atrás era composto em 45% por lojas de telemóveis e noutros 45% por cabeleireiros e toda a gente sabia o que se passava lá. E então? Passa a ser cultural? Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 26 Maio 2025 Citação de André Sousa, Agora: Mas quais estes restaurantes... Pareces o outro a dizer que o arrendamento ao quarto sempre existiu. Não é por haver negócios de fachada por parte de imigrantes há anos que deixa de haver um aumento enorme nesse tipo de situações. O Babilónia há 15 anos atrás era composto em 45% por lojas de telemóveis e noutros 45% por cabeleireiros e toda a gente sabia o que se passava lá. E então? Passa a ser cultural? Porque são de imigrantes, claro. Só podem ser de fachada. Tu nunca acreditarias que as Africanas compram imenso cabelo humano para fazerem perucas. Eu sei que tu és como um chat bot, mas tens que conseguir mostar melhor que aqueles restaurantes que são amplamente reconhecidos, recomendados e estão sempre ao barrote com pessoas a comer há anos e anos, não são realemente restaurantes, mas sim negócios de fachada como afirmas. O toda a gente sabe é o novo tenho um amigo que... Compartilhar este post Link para o post
André Sousa Publicado 26 Maio 2025 Citação de Mica, há 5 minutos: A precariedade já é uma realidade há muito tempo. Existe na imigração (nem precisava dessa reportagem para perceber isso), existe cá entre os portugueses que sempre viveram aqui. Devia ser denunciada como um todo. É isso que condeno, o foco não devia ser colocar o ónus nos portugueses ou nos imigrantes mas na prática da ilegalidade. O caso das juntas (se há casos reais de mais de 15 pessoas na mesma casa é porque há um fundo de verdade aí) resolve-se com mais fiscalização. A credibilidade? Mais credível ou menos credível, o Estado ainda é a nossa melhor aposta e descredibilizar os seus meios certamente não é o caminho. Denunciar más práticas. Olha, bom material para a Ana Leal. Quando digo surpreendido refiro-me aos vários esquemas de fuga ao fisco, empregos precários, etc, que existem um pouco por todo o país. É o tasco onde comes de crl por 20€ mas nem 1 cêntimo vai para o estado ou os quiosques com empregados pagos à hora, quando calha, sem um contrato de trabalho em condições. São dois exemplos arbitrários, é o que mais há por aí. Ou mecânicos onde pedes fatura e te dizem "ui, a sério? Espere aí, deixe ver...". Quem vive em Lisboa até pode achar que a maior parte destas situações provém de imigrantes (availability bias), mas é transversal, e, repetindo-me, deve ser atacado como um todo. Por fim, o facto dos imigrantes entrarem com visto de turismo é normal e é legal. E se tratam depois de arranjar um visto de trabalho, ótimo. Não vejo aqui problema nenhum. Problema seria se entrassem de forma ilegal, ou se nunca obtivessem um visto de trabalho. Mas alguém foi contra a precariedade dos portugueses? O problema surge a partir do momento em que a precariedade dos portugueses está ligada ao aumento da imigração. Tentar negar isto é só parvo. As pessoas não decidiram virar à direita e dar os números que deram ao Chega só porque sim, porque ai ui, propaganda e pardais ao ninho. Isto não reduz a influência que a propaganda tem. Não deixa de ser um meio político muito importante, e o que não faltam são exemplos disso na história, mas a coisa está longe de se cingir a isso. Estamos mesmo a tentar justificar exemplos na casa dos 1.300 atestados de residência emitidos para a mesma morada... com o facto de existirem 15 pessoas a viverem na mesma casa? Atestados falsos, emitidos a troco de uma verba monetária, que virou um negócio? Se não há credibilidade é complicador pedir e confiar em qualquer tipo de fiscalização que se faça. Como é que se justifica que ninguém ponha a mão na questão dos atestados de residência? É preciso esperar até serem emitidos 1.300 atestados de residência para a mesma morada para se começar a questionar? E o que se faz com quem obteve a nacionalidade a partir deste tipo de esquemas? A denúncia é importante mas não se deve cingir o dever do cumprimento da lei a isso. Se todos forem complacentes com o esquema fazemos o quê? Fingimos que nada se passa? O caminho terá de passar obrigatoriamente por aumentar a fiscalização. Mas isso surpreende quem exatamente? Já se sabe que a economia paralela representa à volta de 35% do PIB, ninguém disse que esse valor é da responsabilidade exclusiva da imigração. Desculpa mas não. Um imigrante que entre com um bilhete comprado de ida e volta e uma reserva num hotel qualquer, ou uma carta convite, está ilegal e entra (ou permanece, se for uma questão de semântica) de forma ilegal também. Se se legaliza é outra história, mas se se legalizar pelos meios referidos anteriormente... vale o quê exatamente? 1 Compartilhar este post Link para o post
smashing_pumpkin Publicado 26 Maio 2025 Como é que numa situação de pleno emprego a precariedade dos portugueses está ligada à imigração? Os portugueses vivem mal porque há outros tantos por cá a viver ainda pior? Compartilhar este post Link para o post
Bashir Publicado 26 Maio 2025 Citação de kareca, há 1 hora: Xii, agosto está quase aí 🤕 O verdadeiro flagelo do interior. Compartilhar este post Link para o post
JoaoFer Publicado 26 Maio 2025 (editado) Os xenófobos têm algum radar especial de documentação legal, tal como os homofóbicos têm um gaydar? Como é que identificam tanta gente sem documentação na rua? É um dom certamente. E só vêem homens ilegais, raramente crianças e mulheres. Tu queres ver? Editado 26 Maio 2025 por JoaoFer 7 Compartilhar este post Link para o post