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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de Plagio o Original, há 7 minutos:

acho mal. parece que o tempo destas pessoas é muito valioso e estás tu aqui a ignorar todo o tempo que eles gastaram, estás a atirar dinheiro ao lixo

Se o tempo é valioso que o gastem com elas próprias

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Citação de André Sousa, há 1 hora:

Em alguns casos sim, é verdade. Um pedreiro, que é talvez a especialidade mais difícil de encontrar no mercado de trabalho da construção, não consegue fazer grande coisa por si só e acaba por refletir isso no preço do ordenado que ganha numa empresa qualquer. Um pintor, um canalizador, um eletricista, facilmente arranja trabalho por conta própria, nem que seja na biscatada. Não pode é ficar muito limitado à sua especialidade e não lhe garante um cronograma totalmente preenchido mas conseguem fazer o dinheiro que faziam a trabalhar 8h/diárias noutro lado mesmo com 50% do tempo trabalhado.

Um ladrilhador a mesma coisa. 

Mas é um tema algo complexo porque de acordo com a obra há especialidades que estão dependentes uma da outra. Aliás, contratar um empreiteiro para uma remodelação e/ou para uma construção nova muitas vezes não é mais que contratar alguém para coordenar as especialidades (juntamente com o conhecimento técnico, obviamente). Há empresas que fazem moradias e nos quadros só têm um ou dois funcionários, o resto é tudo feito através de subempreitadas.

Contudo, quanto maior a obra, maior o controlo que a mesma tem que ter. Numa moradia o empreiteiro pode conhecer um oficial que vai lá e em três ou quatro dias assenta o ladrilho nas IS e na cozinha, na construção de um prédio isso já não acontece, naturalmente. 

Isso eu sei e também sei bem da escassez de operários no sector e do desinteresse das gerações mais novas pela formação e profissionalização na área, mas não chegaste a responder à minha questão.

O que são bons ordenados hoje em dia no sector? É que há 20 anos um operário especializado e com alguns anos de experiência levava para casa 3x mais que o ordenado mínimo da altura. Entretanto chegou a crise e o sector passou por dificuldades enormes. Alguns emigraram, outros ficaram no desemprego e só de lá saíram para a reforma antecipada e os que continuaram a trabalhar foram aceitando baixar os ordenados. Quem entrou no sector nessa altura foi para ganhar menos 200/300/400 € do que se ganhava pré-crise e os níveis salariais nunca mais foram repostos.

Sabes quanto é que o meu pai, analista de geotecnia, com muitos anos de experiência laboratorial e de fiscalização de obras, recebia de ordenado base por volta de 2004/2005? 950 €. Sabes qual era o seu ordenado base em 2018, quando se reformou? 1025 €. Em 12 anos foi aumentado em 75 € e os aumentos deram-se antes da crise.

Admito que pontualmente haja empreiteiros/empresas que pagam acima do que é praticado actualmente no sector, seja por dificuldades em encontrar mão-de-obra, seja para ir de encontro a deadlines. O meu pai já teve um par de ofertas depois de estar aposentado e acima do que recebia quando se reformou.

Contudo, a realidade geral do sector, actualmente, é de salários relativamente estagnados e pouco convidativos para a formação, conhecimento e capacidade física que são necessários.

Editado por Peplin

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Sou filho de pedreiro e sempre levei em casa com "tens de estudar para não seres pedreiro como o teu pai" sabendo o que sei hoje quem me dera ter aprendido a sério a profissão (ao contrário dos castigos) em vez de ser profissional de saúde. 

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Gostava de ser canalizador em Nova York. Cobram 1500$ à hora sem marcação prévia. 

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Citação de Peplin, há 49 minutos:

Contudo, a realidade geral do sector, actualmente, é de salários relativamente estagnados e pouco convidativos para a formação, conhecimento e capacidade física que são necessários.

Isso não é de todo verdade.

Um bom chefe de equipa ou encarregado, tanto de CCivil ou outra especialidade relacionada ( eletricidade, hidráulica, AVAC, etc.) só não leva para casa mais de 2k limpos + horas se não quiser.

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Citação de El Shafto, há 1 hora:

Tenham lá um bocadinho de juízo.

Isto descambou enquanto eu fui jantar?

 

Citação de JohnyM, há 1 hora:

São só 28 pessoas não acho que seja assim tanto.

E contaste a lista do Pai Natal que eu aqui coloquei? 23.

 

Citação de JohnyM, há 1 hora:

Se o tempo é valioso que o gastem com elas próprias

Mas não ignoras o @Plagio o Original. Isso é que é valentia. 😁

 

Citação de Peplin, há 54 minutos:

Admito que pontualmente haja empreiteiros/empresas que pagam acima do que é praticado actualmente no sector, seja por dificuldades em encontrar mão-de-obra, seja para ir de encontro a deadlines.

Finalmente uma explicação lógica para as obras derraparem tanto em Portugal. Não admira. Esbardalham-se contra os deadlines e depois derrapam, claro.

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Segunda entrevista à SIC do senhor Ventura no espaço de uma semana. 

Não sei se a outra foi assim mas esta tinha como bónus a continuidade na SICN e posterior análise com um painel devidamente promovido durante a entrevista.

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Citação de Peplin, há 56 minutos:

Isso eu sei e também sei bem da escassez de operários no sector e do desinteresse das gerações mais novas pela formação e profissionalização na área, mas não chegaste a responder à minha questão.

O que são bons ordenados hoje em dia no sector? É que há 20 anos um operário especializado e com alguns anos de experiência levava para casa 3x mais que o ordenado mínimo da altura. Entretanto chegou a crise e o sector passou por dificuldades enormes. Alguns emigraram, outros ficaram no desemprego e só de lá saíram para a reforma antecipada e os que continuaram a trabalhar foram aceitando baixar os ordenados. Quem entrou no sector nessa altura foi para ganhar menos 200/300/400 € do que se ganhava pré-crise e os níveis salariais nunca mais foram repostos.

Sabes quanto é que o meu pai, analista de geotecnia, com muitos anos de experiência laboratorial e de fiscalização de obras, recebia de ordenado base por volta de 2004/2005? 950 €. Sabes qual era o seu ordenado base em 2018, quando se reformou? 1025 €. Em 12 anos foi aumentado em 75 € e os aumentos deram-se antes da crise.

Admito que pontualmente haja empreiteiros/empresas que pagam acima do que é praticado actualmente no sector, seja por dificuldades em encontrar mão-de-obra, seja para ir de encontro a deadlines. O meu pai já teve um par de ofertas depois de estar aposentado e acima do que recebia quando se reformou.

Contudo, a realidade geral do sector, actualmente, é de salários relativamente estagnados e pouco convidativos para a formação, conhecimento e capacidade física que são necessários.

Dependendo da categoria, um salário na ordem dos 100€ diários limpos é, para mim, bastante bom. Isto para operadores especializados mas sem ensino superior, que é dos que refiro. Não falo de engenharia e arquitetura, por exemplo. Hoje, para encontrar um pedreiro bom por este valor... há os que trabalham por valores destes mas depois metem os pés pelas mãos e o trabalho acaba por ter que se refeito e/ou ter defeitos. Não digo que não existam, digo que é raro. 100€ limpos por dia equivale a 2.200€ mensais, com duas folgas semanais. Para a realidade nacional considero que seja um bom ordenado e bem longe dos ordenados absurdamente baixos que muitos imigrantes recebem, que era o que estava em discussão.

Depende da dimensão da empresa. Diria que o grosso dos funcionários das grandes empresas, tipo Teixeira Duarte, é pago na média nacional, mas também subcontratam imenso. Eu recebo vários pedidos para lhes dar cotação e se inicialmente pensei que fossem um bom cliente, que garantia serviço durante uma boa parte do ano, cedo percebi que com os preços que eles queriam mais valia ficar quieto para evitar problemas. Os emails continuam a chegar mas vão diretamente para o spam.

Pequenas empresas ficam mais reféns da mão de obra e isso vê-se em todos os sectores da construção. Quem tiver qualidade no trabalho e já tenha algum conhecimento do mercado só não trabalha se não quiser e aí, ou se paga o que pedem ou então das duas, uma: param-se os trabalhos ou arranja-se alguém para fazer o trabalho que não dê tantas garantias, correndo o risco de ter problemas. É o que é. 

Os salários estão estagnados se a ideia for dar serventia numa empresa, seja ela pequena ou grande. Agora quem quiser aprender e tiver algum jeito para certos ofícios, em que o talento também está presente (ladrilhador, pedreiro, pintor, estucador/barrador), quase que se pode dizer que faz o dinheiro que quer. 

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@André Sousa e malta que conduz e manobra as escavadoras e engenhos que tal para tudo o que é preparar as fundações?

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Para tanta conversa sobre € por dia, 22 dias, as folgas, e teres ignorado ali a parte do líquido ou ilíquido, só dá para concluir que contratos é mentira e que é de facto um grande espanto um português preferir algo com estabilidade e garantias mensais em vez de andar a receber ao dia e com as folgas semanais obrigatórias por lei serem vistas como dias sem ordenado. 

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Citação de Jimpo, há 1 hora:

Sou filho de pedreiro e sempre levei em casa com "tens de estudar para não seres pedreiro como o teu pai" sabendo o que sei hoje quem me dera ter aprendido a sério a profissão (ao contrário dos castigos) em vez de ser profissional de saúde. 

Não estou dentro do ramo da saúde, e também acredito que dependa da especificidade da profissão, mas pedreiro dá um conhecimento muito forte de construção civil, porque um bom oficial tem que ter noção dos restantes trabalhos, já que são eles é que deixam a base preparada para quem vem a seguir. Com um pedreiro de pouca qualidade o ladrilhador vem a seguir e bem que se f*de. O estucador entra em obra e manda-se às paredes porque não estão aprumadas. Vem o gajo do ETICS que não consegue colar as placas como deve ser porque a parede está cheia de barbotes. O pedreiro, por sua vez, é quem vai sofrer com a qualidade dos carpinteiros de cofragem. Por aí fora.

Para quem queira trabalhar por conta própria é o ideal. Aprende-se muito. Óbvio que depois, queiram aprofundar conhecimentos e modernizarem-se, têm oportunidade para tal. Há centros de formação com cursos, nomeadamente em pós laboral, com formadores muito bons e cuja maioria dos formandos são empresários e operadores de construção civil.  

Contudo, o problema reside muito aí. As obras eram/são vistas como um castigo, como algo pouco digno, que não dá futuro a ninguém mas sim para onde vão os que não conseguem trabalho em lado algum. Atrair malta nova é complicado porque ninguém cresce a pensar virar canalizador ou pedreiro.

Citação de smashing_pumpkin, há 19 minutos:

Para tanta conversa sobre € por dia, 22 dias, as folgas, e teres ignorado ali a parte do líquido ou ilíquido, só dá para concluir que contratos é mentira e que é de facto um grande espanto um português preferir algo com estabilidade e garantias mensais em vez de andar a receber ao dia e com as folgas semanais obrigatórias por lei serem vistas como dias sem ordenado. 

Han?

Falo em dias porque é a linguagem mais normal na construção, pelo menos quando se discutem salários com pessoal das obras. E falo em 22 dias para se ter um termo de comparação com a maior das pessoas. Ainda assim, o normal não é trabalhar 5 dias por semana mas sim 6, mas não é por vontade exclusiva dos empreiteiros/patrões. Muitas vezes são os próprios funcionários que querem trabalhar aos Sábados para ganhrem o dia. É a realidade do sector. Há os que querem trabalhar num Sábado e não no outro, há os que querem trabalhar ao Domingo... 

Para te dar um exemplo concreto, tenho pessoal que veio trabalhar com o objetivo de enviar dinheiro para o Brasil (ainda há uns dias o euro bateu nos 6,5 reais) e fizeram várias vezes a semana completa. 

Sobre os contratos, só posso falar dos meus. Têm contrato, descontam e seguro de acidentes de trabalho, porque as coimas para isso não são meigas e apesar de não haver fiscalização, a trabalhar no exterior qualquer um está sujeito a uma visita. Eu sou a favor de fiscalização a todos os níveis, não só aos funcionários mas também às empresas. O que não falta por aí são empresas a trabalhar sem alvará, sem seguro de responsabilidade civil, a aldrabarem PSS... o que torna complicado competir com alguns preços.

Mas boa conclusão, continua aí. 

Editado por André Sousa
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Citação de Jimpo, há 10 minutos:

@André Sousa e malta que conduz e manobra as escavadoras e engenhos que tal para tudo o que é preparar as fundações?

A nível de ordenados? Por norma pagam-se à hora. Um homem com uma retro leva uns 50€/hora, para aí. Depende da máquina. Um giratória será mais barato, mas deve haver quem cobre os mesmos 50€/hora e quem cobre mais numa retro. Aí é preciso ver que cobra-se o preço também da máquina, que é um valor considerável.

Isto só para o trabalho, se for para levar as terras para outro lado e afins, o preço sobe. Por norma entrega-se tudo (movimentação de terras, cofragem, ferro e enchimento) para não haver problemas de coordenação entre os trabalhos. Há quem queira poupar uns euros e entregue separadamente e depois aparece o carpinteiro de cofragem a dizer que é preciso desaterrar e que não foi pago para aquilo. 

O bom disso é que a certificação para esse tipo de máquinas tiram-se em 40h. Eu tirei há uns anos mas nunca utilizei. 

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Citação de smashing_pumpkin , há 19 minutos:

Para tanta conversa sobre € por dia, 22 dias, as folgas, e teres ignorado ali a parte do líquido ou ilíquido, só dá para concluir que contratos é mentira e que é de facto um grande espanto um português preferir algo com estabilidade e garantias mensais em vez de andar a receber ao dia e com as folgas semanais obrigatórias por lei serem vistas como dias sem ordenado. 

Gosto da logica...o homem respondeu a umas 10 questoes, mas porque nao respondeu a tua...so pode ser porque sao todos pagos pela porta do cavalo...

Isso da construcao civil passa-se o mesmo mundo fora, ha uns anos tivemos de fazer obras no edificio onde tenho a casa em Munique e numa Alemanha onde os salarios para as funcoes sao tabelados e acordados pelos sindicatos, numa equipa de 30 pessoas existia exactamente um alemao...porque? Porque apesar de pagarem melhor do que certos trabalhos que so se conseguem com um canudo, mesmo num pais onde existem escolas profissionais, a populacao local, olha de lado para o trabalho manual.

A mesma coisa acontece em Portugal. Vai la o senhor doutor mestre em filosofia a receber 550 Euros por mes a trabalhar a recibos verdes, agora sujar as patas? "Nao andei a sustentar um filho na universidade para depois acabar nas obras"....mesmo que lhe paguem 4x mais do que anda a receber.

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Citação

Certo é que, para muitos dos eleitores do Chega, as regras não parecem ser as mesmas para portugueses e estrangeiros. Pedro Cardoso (nome fictício), dono de um estabelecimento na região que não se quis identificar, diz só ter votado no Chega «em protesto», por estar farto das políticas do PS e do PSD. Um dos motivos, conta, é a falta de fiscalização aos estabelecimentos detidos por imigrantes. «Um senhor do Paquistão ou da Índia comprou este café aqui ao lado e ouvi-o a propor a uma rapariga trabalhar sete dias por semana, doze horas por dia, por um ordenado de 500 euros. Claro que ela recusou. Agora estão  uns rapazes a trabalhar para ele, que vivem todos numa garagem».

«Eu para ter um empregado tenho de pagar pelo menos o ordenado mínimo, descontar para a segurança social, ter seguro de acidentes de trabalho, pagar subsídios, etc. Com eles, é tudo à margem da lei», critica.

https://sol.sapo.pt/2025/05/26/nao-tenho-casa-eles-vao-ter-uma-mesquita-revolta-explica-vitoria-do-chega-em-sintra/

"Ouviu"

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Citação de André Sousa, há 12 horas:

A diferença da construção civil para os operadores de caixa de supermercado, os ubers, etc., etc., é que na primeira tu tens oportunidade de te "formar". É uma profissão. Nas restantes isso já não acontece. Agora, como é óbvio, não se forma um oficial numa semana de trabalho e quem acha que ao fim de um ano sabe tudo sobre a sua área está enganado. 

Não é nenhum paraíso. É uma área que sai do corpo. Numas mais que outras, até porque os tempos têm evoluído, as ferramentas estão cada vez mais modernas... mas continua a sair do corpo. No entanto, a nível financeiro, pode compensar muito, principalmente com tanta procura e tão pouca oferta.

E claro, depois de se aprender, podes sempre fazer aquilo que o Peplin referiu e trabalhar por conta própria. A pessoa que me trata de grande parte da climatização era funcionário de uma grande empresa em Portugal, ganhava 1.200€/mês, despediu-se e agora presta serviços para a mesma empresa por um valor três/quatro vezes superior. Agora tem a responsabilidade pela boa execução do trabalho mas compensa, naturalmente. 

Citação de Puto Perdiz, há 12 horas:

O trabalho nas obras não é fácil, é bastante duro e ainda tem muito estigma, para além das consequências a longo prazo. 

É esse o meu ponto: é algo super difícil e, mesmo assim, os salários nem sempre compensam. Com o tal estigma associado.

Citação de HappyKing, há 10 horas:

Segunda entrevista à SIC do senhor Ventura no espaço de uma semana. 

Não sei se a outra foi assim mas esta tinha como bónus a continuidade na SICN e posterior análise com um painel devidamente promovido durante a entrevista.

In Portugal, journalists are ‘the armed wing of Chega’s narrative’

Citação de Burkina2008, há 9 horas:

Gosto da logica...o homem respondeu a umas 10 questoes, mas porque nao respondeu a tua...so pode ser porque sao todos pagos pela porta do cavalo...

Isso da construcao civil passa-se o mesmo mundo fora, ha uns anos tivemos de fazer obras no edificio onde tenho a casa em Munique e numa Alemanha onde os salarios para as funcoes sao tabelados e acordados pelos sindicatos, numa equipa de 30 pessoas existia exactamente um alemao...porque? Porque apesar de pagarem melhor do que certos trabalhos que so se conseguem com um canudo, mesmo num pais onde existem escolas profissionais, a populacao local, olha de lado para o trabalho manual.

A mesma coisa acontece em Portugal. Vai la o senhor doutor mestre em filosofia a receber 550 Euros por mes a trabalhar a recibos verdes, agora sujar as patas? "Nao andei a sustentar um filho na universidade para depois acabar nas obras"....mesmo que lhe paguem 4x mais do que anda a receber.

De acordo, não é só cá então.

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Citação de Burkina2008, há 9 horas:

Gosto da logica...o homem respondeu a umas 10 questoes, mas porque nao respondeu a tua...so pode ser porque sao todos pagos pela porta do cavalo...

Isso da construcao civil passa-se o mesmo mundo fora, ha uns anos tivemos de fazer obras no edificio onde tenho a casa em Munique e numa Alemanha onde os salarios para as funcoes sao tabelados e acordados pelos sindicatos, numa equipa de 30 pessoas existia exactamente um alemao...porque? Porque apesar de pagarem melhor do que certos trabalhos que so se conseguem com um canudo, mesmo num pais onde existem escolas profissionais, a populacao local, olha de lado para o trabalho manual.

A mesma coisa acontece em Portugal. Vai la o senhor doutor mestre em filosofia a receber 550 Euros por mes a trabalhar a recibos verdes, agora sujar as patas? "Nao andei a sustentar um filho na universidade para depois acabar nas obras"....mesmo que lhe paguem 4x mais do que anda a receber.

A questão nem foi minha. E a fuga é constante e já de há bastante tempo, e a conversa é sempre a mesma.

Quanto ao resto, talvez seja porque para muita gente a felicidade depende de muitas coisas e não apenas do dinheiro. E talvez, só talvez, a maioria sente-se mais realizada fazendo o que gosta com dificuldades noutros campos do que passar o dia a fazer algo que odeia só para ter mais dinheiro. E enquanto existir modo de terem o mínimo essencial fazendo algo que não seja terrível para eles, é assim que as coisas continuarão a ser. 

Citação de Lebohang, há 5 minutos:

"Ouviu"

Melhor só passar a ideia que isso já não acontece/acontecia em larga escala na restauração com patrões portugueses.

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Como esperado, Chega e AD vão levar os deputados que ainda estão por apurar. 

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Citação de Su1, Em 26/05/2025 at 21:48:

O maior ataque à cultura portuguesa não são os imigrantes mas sim os vegans porque se recusam a adaptar ao sarrabulho e cabidela.

Se for por aí, vida longa aos vegans.

Citação de JoaoFer, há 13 horas:

Esses 100€ a 120€ líquidos dia na construção civil, são com contrato de trabalho e descontos para a segurança social?

É que em termos brutos estamos a falar de um custo para empresa perto, ou superio, dos 4 mil euros/mês. Na construção civil.

Este é um ponto importante (e ignorado). 

Mas aqui a culpa é do estado, que devia fiscalizar estas empresas. 

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Citação de Almeno, há 1 hora:

 

Mas aqui a culpa é do estado, que devia fiscalizar estas empresas. 

O estado não fiscaliza nada, e isto já há muitos anos. Não vale a pena andarem a dizer que a culpa é do  PS ou o PSD. Praticamente só a GNR é que faz uma fiscalização constante e regular, mas é das carrinhas de trabalho e para ver se as mercadorias coincidem com as guias. 

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Citação de Almeno, há 1 hora:

Este é um ponto importante (e ignorado). 

Mas aqui a culpa é do estado, que devia fiscalizar estas empresas. 

Está respondido aqui:

Citação de André Sousa, há 12 horas:

(...)

Sobre os contratos, só posso falar dos meus. Têm contrato, descontam e seguro de acidentes de trabalho, porque as coimas para isso não são meigas e apesar de não haver fiscalização, a trabalhar no exterior qualquer um está sujeito a uma visita. Eu sou a favor de fiscalização a todos os níveis, não só aos funcionários mas também às empresas. O que não falta por aí são empresas a trabalhar sem alvará, sem seguro de responsabilidade civil, a aldrabarem PSS... o que torna complicado competir com alguns preços.

Mas boa conclusão, continua aí. 

E nem por acaso, ainda hoje recebi e-mail com a convocatória dos funcionários para irem à consulta de Medicina no Trabalho porque a validade das fichas de aptidão está a terminar. 

Sobre a fiscalização, no dia em que começarem a fiscalizar a sério... muitas empresas desaparecem. O que não seria de todo injusto, porque é  concorrência desleal uns terem tudo certo, que tem os seus custos e, em sentido contrário, haver quem ande a trabalhar pela porta do cavalo. É a realidade que temos.

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Já vou em meio ano de trabalho e ainda não fiz medicina no trabalho. Suponho que se nunca fiz, não venha o aviso de que está a expirar 😀

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A comunicação social normalizou o Chega e normalizou o tecido empresarial português que necessita de mão de obra imigrante barata e escravizada para sobreviver. 

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