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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/marques-mendes-recusa-dizer-como-ganhou-709-mil-nos-ultimos-dois-anos

O Super Consultor Marques Mendes.

Setecentos e nove mil euros líquidos (!) em 2 anos, como consultor, onde a comissão média é de 10%. 

Spoiler

Luís Marques Mendes recebeu €413.247,58 líquidos da Abreu Advogados em 2023 e €296.309,37 em 2024, como "consultor externo", mas recusa revelar o que fez exatamente para ganhar estes montantes.

 

 Um consultor externo - explica um sócio de uma das grandes sociedades de advogados portuguesas - faz “angariação, pura e dura, de trabalho para a sociedade”. “Recebe um fee, regra geral de 10% da fatura que a sociedade cobra ao cliente. Estes valores do Marques Mendes são normais para alguém com a sua exposição e rede de contactos”, continua a mesma fonte, que explica como funciona tudo na prática: “Imagine que um cliente precisa da sociedade de advogados para um projeto, ou um investimento - a sociedade recorre ao consultor para abrir portas, se for preciso. Por exemplo, é preciso uma reunião com uma CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional], ou com um presidente de câmara, para agilizar um investimento. Ou uma reunião com um membro do Governo com determinada pasta, ou é necessário que uma entidade que faz parte daquele ministério dê um parecer qualquer que é necessário para um projeto. Também acontece ser o consultor externo que, devido à sua rede de contactos, aborda clientes para projetos. Devido ao segredo profissional nem se consegue saber que negócios foram”, conclui. Leia o artigo na íntegra na Sábado. 

 

Editado por JoaoFer
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Citação de Ghelthon, há 3 horas:

Não é difícil entender o que o Ministro disse. O que é difícil entender é que ele o diga assim, à boca cheia. É que, imagine-se, é ele que tem o poder para mudar aquilo que relata. Portanto, ele que se vá f*der. Merece o enxovalho que levou.

Merecia era mais. Como já disseram, isto há uns anos era demissão garantida. Hoje em dia não vai ser a declaração mais polémica da semana.

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Citação de JoaoFer, há 23 minutos:

https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/marques-mendes-recusa-dizer-como-ganhou-709-mil-nos-ultimos-dois-anos

O Super Consultor Marques Mendes.

Setecentos e nove mil euros líquidos (!) em 2 anos, como consultor, onde a comissão média é de 10%. 

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Luís Marques Mendes recebeu €413.247,58 líquidos da Abreu Advogados em 2023 e €296.309,37 em 2024, como "consultor externo", mas recusa revelar o que fez exatamente para ganhar estes montantes.

 

 Um consultor externo - explica um sócio de uma das grandes sociedades de advogados portuguesas - faz “angariação, pura e dura, de trabalho para a sociedade”. “Recebe um fee, regra geral de 10% da fatura que a sociedade cobra ao cliente. Estes valores do Marques Mendes são normais para alguém com a sua exposição e rede de contactos”, continua a mesma fonte, que explica como funciona tudo na prática: “Imagine que um cliente precisa da sociedade de advogados para um projeto, ou um investimento - a sociedade recorre ao consultor para abrir portas, se for preciso. Por exemplo, é preciso uma reunião com uma CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional], ou com um presidente de câmara, para agilizar um investimento. Ou uma reunião com um membro do Governo com determinada pasta, ou é necessário que uma entidade que faz parte daquele ministério dê um parecer qualquer que é necessário para um projeto. Também acontece ser o consultor externo que, devido à sua rede de contactos, aborda clientes para projetos. Devido ao segredo profissional nem se consegue saber que negócios foram”, conclui. Leia o artigo na íntegra na Sábado. 

 

Isso não entraria no chapeu do Lobbying?

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Citação de antifa, há 21 horas:

Ainda me vão explicar como conseguem fazer embed do twitter btw

 

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Não sei, mas parece-me que as residências universitárias, nos dias que correm, estão é mais cheias de estudantes deslocados que neste momento não têm possibilidade de alugar apartamentos nas principais cidades universitárias, Lisboa, Porto, Coimbra, do que propriamente estudantes "pobres". 

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Coitado do ministro e do governo, foram mal interpretados. A proposta que tinham tido de aumentar as propinas era afinal só na defesa da manutenção das condições das residências universitárias, ajudando a filtrar a classe mais baixa logo à cabeça, na tentativa de que estudantes com mais poder reivindicativo fossem ocupar as vagas nas residências. Génios incompreendidos!

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Citação de Puto Perdiz, há 9 minutos:

O António Filipe é mais novo que o Cotrim Figueiredo e que o almirante. O quer careca faz. 

Eu dava na boa menos 10 anos ao Cotrim. Vantagens do liberalismo

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Citação de Puto Perdiz, há 19 minutos:

O António Filipe é mais novo que o Cotrim Figueiredo e que o almirante. O quer careca faz. 

Olha aí 

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Citação de Puto Perdiz, há 23 minutos:

O António Filipe é mais novo que o Cotrim Figueiredo e que o almirante. O quer careca faz. 

WTF

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Citação de challenger, há 6 horas:

Ele até era capaz de estar a falar disso, mas nunca se sabe já que aquele discurso parece de alguém com o 6o ano. E eu até compreendo o que ele diz, é óbvio que se só tiveres alunos pobres numa residência/escola/onde quer que seja, infelizmente o poder reivindicativo destes é muito menor do que alguém de classe média ou média alta. Os pais não têm tempo para dar atenção a isso porque trabalham das 06h às 20h em 2 empregos para suportar a família. Na classe média e acima na generalidade país e pessoas tem disponibilidade e tempo para pensar e protestar e capacidade de aceder a meios de comunicação para denunciar certas coisas.

Agora é verdade que a forma como ele mete as coisas é que os pobres vão para as residências novas e passados 5 anos aquilo já está tudo destruído porque os pobres não se sabem comportar. Se não foi essa a intenção é isso que dá a entender. Quando devia ter posto as coisas de um modo que diz que as residências novas vão se degradando como qualquer edifício independentemente de quem lá reside, mas se só lá estiverem pobres, estes infelizmente não tem acesso a todos os meios para exigir a adequada manutenção e reparação dos espaços, enquanto que se tivermos uma junção de alguns elementos de classe média ou média alta, estes já terão acesso a estes meios (seja por terem acesso a meios de comunicação para o denunciar, seja porque conhecem alguém que pode interceder) e as residências serão devidamente mantidas.

Não tem nada a ver com isso. A única questão é o dinheiro. E a rentabilidade dos investimentos.

O que já disseram aí para trás é tudo verdade. Os equipamentos e serviços públicos degradam-se mais. Quer falemos de saúde, de educação, de transportes ou de habitação. Porque nesses casos o objetivo é facilitar o acesso a toda a população ou até conferir a sua gratuitidade e não a sua rentabilidade.

E isto não é exclusivo à gestão pública dos equipamentos ou serviços. Acontece exatamente o mesmo no setor privado. Não havendo rentabilidade mínima a área que é afetada imediatamente é a manutenção. Basta pensar no exemplo clássico dos proprietários de habitações arrendadas quando as rendas mal chegam para pagar o IMI.

Neste caso das residências de estudantes é o que temos. Lança-se um Programa Nacional para aumentar a oferta de camas/quartos para dar resposta aos alunos deslocados que não têm condições para arrendar quartos no mercado e colocam-se duas exigências: condições mínimas de habitabilidade e rendas limitadas. Não funciona. Conheço casos (um deles da FCT/Nova) em que as Universidades se recusaram a aderir ao Programa exatamente por esse motivo. Preferiram continuar a investir em Residências com rendas ajustadas às necessidades sem limitações de índole social, ou seja, para ricos.

A solução está, como é lógico, na atribuição de meios financeiros do Estado para assegurar o devido funcionamento dos equipamentos e apostar numa gestão eficiente dos recursos. Coisa que o Estado não faz em nenhum setor, quanto mais neste que é novo.

Dito isto, as declarações do Ministro são inconcebíveis. Não porque devem ser lidas em termos literais, mas sim porque coloca o ónus do problema nos utilizadores alijando as responsabilidades próprias.

Editado por Descartes
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No meio disto tudo, o que me está a fazer ainda mais confusão é esta maneira de falar dos pobres, como se fossem todos uns burros sem dentes que nem se queixar sabem.

Mas é como o @Plagio o Originaldisse, pobres são os outros, que eu ganho 1000 paus e tenho um casaco da Lacoste.

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Citação de Le God, há 1 minuto:

No meio disto tudo, o que me está a fazer ainda mais confusão é esta maneira de falar dos pobres, como se fossem todos uns burros sem dentes que nem se queixar sabem.

Mas é como o @Plagio o Originaldisse, pobres são os outros, que eu ganho 1000 paus e tenho um casaco da Lacoste.

quando eu digo que vou a um restaurante gastar 100 euros por pessoa de mês a mês as pessoas ficam parvas comigo: "és rico"? eu respondo: "é uma questão de mentalidade". e é. Tu podes escolher entre gastar 100 euros em roupa todos os meses, ou gastar esse dinheiro numa refeição num bom restaurante

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Citação de Descartes, há 32 minutos:

Dito isto, as declarações do Ministro são inconcebíveis. Não porque devem ser lidas em termos literais, mas sim porque coloca o ónus do problema nos utilizadores alijando as responsabilidades próprias.

Para mim, o maior problema está no que assinalei a bold, o responsável da tutela sacode a água do capote num assunto que é da sua responsabilidade. 

O alojamento para estudantes universitários é um problema nos grandes centros, e.g., Lisboa, mas também noutros mais pequenos, e.g., Évora. Devem ser criadas mais soluções (e com maior qualidade) para os estudantes, para eles não ficarem à mercê de um mercado imobiliário altamente especulativo e que cobra valores de renda, frequentemente, proibitivos para a maioria das carteiras. 

Muitas vezes, os alunos indicam as situações de natureza financeira como as principais responsáveis pelo seu abandono do ensino superior, mas gostava que houvesse uma análise mais fina, para perceber que aspetos financeiros mais contribuem para a saída. 

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Citação de Plagio o Original, há 1 hora:

quando eu digo que vou a um restaurante gastar 100 euros por pessoa de mês a mês as pessoas ficam parvas comigo: "és rico"? eu respondo: "é uma questão de mentalidade". e é. Tu podes escolher entre gastar 100 euros em roupa todos os meses, ou gastar esse dinheiro numa refeição num bom restaurante

O meu ponto é que pobres somos todos. O que vivemos atualmente é uma luta de classes que os ricos disfarçaram de guerra política. 

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Citação de Axadrezado, há 1 hora:

WTF

O António Filipe é deputado desde 1989. Isso também ajuda a que achemos que é um senhor muito velhinho.

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Esta explicado...

A malta do PC entre 1989 e 1992 teve uma vida demasiado stressante e angustiante

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A mulher do António Filipe morreu uns dias depois de ele anunciar a candidatura, se não me engano. 

Acho que ainda lhe roubou mais energia. 

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Citação de Descartes, há 4 horas:

Não tem nada a ver com isso. A única questão é o dinheiro. E a rentabilidade dos investimentos.

O que já disseram aí para trás é tudo verdade. Os equipamentos e serviços públicos degradam-se mais. Quer falemos de saúde, de educação, de transportes ou de habitação. Porque nesses casos o objetivo é facilitar o acesso a toda a população ou até conferir a sua gratuitidade e não a sua rentabilidade.

E isto não é exclusivo à gestão pública dos equipamentos ou serviços. Acontece exatamente o mesmo no setor privado. Não havendo rentabilidade mínima a área que é afetada imediatamente é a manutenção. Basta pensar no exemplo clássico dos proprietários de habitações arrendadas quando as rendas mal chegam para pagar o IMI.

Neste caso das residências de estudantes é o que temos. Lança-se um Programa Nacional para aumentar a oferta de camas/quartos para dar resposta aos alunos deslocados que não têm condições para arrendar quartos no mercado e colocam-se duas exigências: condições mínimas de habitabilidade e rendas limitadas. Não funciona. Conheço casos (um deles da FCT/Nova) em que as Universidades se recusaram a aderir ao Programa exatamente por esse motivo. Preferiram continuar a investir em Residências com rendas ajustadas às necessidades sem limitações de índole social, ou seja, para ricos.

A solução está, como é lógico, na atribuição de meios financeiros do Estado para assegurar o devido funcionamento dos equipamentos e apostar numa gestão eficiente dos recursos. Coisa que o Estado não faz em nenhum setor, quanto mais neste que é novo.

Dito isto, as declarações do Ministro são inconcebíveis. Não porque devem ser lidas em termos literais, mas sim porque coloca o ónus do problema nos utilizadores alijando as responsabilidades próprias.

Esta também é a minha leitura, mas eu vou um pouco mais longe na minha interpretação, cavalgando o tom desdenhoso que este ministro e o Governo em geral têm usado para se referirem ao povo português: "os serviços públicos são um mau investimento porque são os pobres quem precisa deles".

Isto é um sinal dos tempos, em que a necessidade de falsear vergonha na cara é cada vez menor, fruto da crise de valores infligida com sucesso à nossa sociedade.

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Citação de Scirea, há 10 horas:

Isso não entraria no chapeu do Lobbying?

*networking

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Se este pacote laboral for aprovado a fábrica para a qual presto serviço pode reduzir o seu staff de 3 turnos rotativos para 2 turnos. Cada turno fará 10 horas, aquele compasso de 2 horas pode ser suprimido pelo restante staff. 

4 horas dessas 20 horas são gratuitas para a empresa. Poupa em salários porque despede um turno. Acredito que eventualmente isso gerará riqueza para a empresa e consequentemente criação de empregos. 

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Citação de Che, há 1 hora:

Se este pacote laboral for aprovado a fábrica para a qual presto serviço pode reduzir o seu staff de 3 turnos rotativos para 2 turnos. Cada turno fará 10 horas, aquele compasso de 2 horas pode ser suprimido pelo restante staff. 

4 horas dessas 20 horas são gratuitas para a empresa. Poupa em salários porque despede um turno. Acredito que eventualmente isso gerará riqueza para a empresa e consequentemente criação de empregos. 

Help

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Citação de fns, há 2 minutos:

Help

Que foi, esquerdalho, há algum problema na minha lógica neoliberal? 

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