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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Fortunas

 

Que pérolas... :prayer:

Leva facilmente o prémio de artigo de opinião mais surreal do ano. E até havia outros fortes candidatos.

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Pelos vistos (sem fontes oficiais) a Rússia anda a emitir avisos de ataque nuclear.

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Pelos vistos (sem fontes oficiais) a Rússia anda a emitir avisos de ataque nuclear.

 

Foi um exercício acho.

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Abram alas para o Guterres!

 

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Editado por whatever

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Só nos falta meter o Figo na FIFA e mandamos no mundo inteiro.

 

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Goste-se ou não do homem, é de louvar ter lá alguém de um país tão "pequeno" quanto o nosso. É um cargo de importância extrema, ainda para mais numa altura em que o nosso mundo está algo periclitante e com imensos problemas para ser resolvidos.

 

Que não desiluda.

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Por acaso, sempre pensei que com a entrada da Kristalina Georgieva que isto tinha potencial para correr mal. Mas ainda bem que não, Guterres :prayer:

 

Ainda gostava de perceber na totalidade como foi "engendrada" esta entrada da Georgieva à ultima hora.

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Merkl e Rússia, provavelmente.

 

A Rússia não queria a Georgieva, se a Rússia quisesse, teria sido ela a selecionada. A Rússia queria alguém de leste, mas não uma pessoa de leste qualquer, tinha de ser alguém mais pró Rússia como a Irina Bokova, essa sim, da preferência de Moscovo. A Georgieva, era muito a escolha da Merkel e da UE(em particular do PPE), é alguém que está na Comissão que têm imposto sanções à Rússia. Aliás, quando foram postas a circular notícias da eminente candidatura da Georgieva e Rússia respondeu logo com desdém.

 

Esta candidatura estava a ser preparada há imenso tempo(2 anos pelo que se diz), só que a Bulgária lançou primeiro a candidatura da Bokova porque o partido socialista de lá que está em coligação com o governo de centro direita ameaçou abandonar o governo se a Bokova não fosse candidata :lol: então os tipos lá lançaram a Bokova mas a candidatura da Georgieva continuou a ser preparada nas sombras dos corredores diplomáticas por tipos como o Mário David. Quando se viu que a Bokova não ia a lado nenhum, meteram logo a Georgieva.

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Por acaso, sempre pensei que com a entrada da Kristalina Georgieva que isto tinha potencial para correr mal. Mas ainda bem que não, Guterres :prayer:

 

Ainda gostava de perceber na totalidade como foi "engendrada" esta entrada da Georgieva à ultima hora.

 

Gostavas de saber isso? Eu ainda estou é mais curioso para saber como é que um candidato ganha sem ser apoiado por um dos grandes jogadores. Nem Rússia, nem Alemanha, EUA, China, Europa Ocidental... nada. A não ser que estes tenham procurado alguém que representasse um equilíbrio de forças, não conotado com um dos blocos; a velha estratégia de "escolher o mal menor" para não correrem o risco de ver eleito o peão do inimigo. Pode ser que se explore o assunto em breve.

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Goste-se ou não do homem, é de louvar ter lá alguém de um país tão "pequeno" quanto o nosso. É um cargo de importância extrema, ainda para mais numa altura em que o nosso mundo está algo periclitante e com imensos problemas para ser resolvidos.

 

Que não desiluda.

 

Isto. Não é da minha "cor política", mas para mim nestes casos não há cores políticas e só posso ficar orgulhoso de ter um Português à frente de algo tão importante. Espero, Desejo e Acredito (mas acredito mesmo) que possa ser um dos Secretários Gerais da ONU mais importantes de sempre, conhece muito bem o mundo, não me parece um gajo de escritório e gabinete. Boa Sorte!

 

Por acaso, sempre pensei que com a entrada da Kristalina Georgieva que isto tinha potencial para correr mal. Mas ainda bem que não, Guterres :prayer:

 

Ainda gostava de perceber na totalidade como foi "engendrada" esta entrada da Georgieva à ultima hora.

 

Não sei como foi "engendrada" mas foi um tiro (de morteiro) no pé de quem teve a ideia...penso eu de que...

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Gostavas de saber isso? Eu ainda estou é mais curioso para saber como é que um candidato ganha sem ser apoiado por um dos grandes jogadores. Nem Rússia, nem Alemanha, EUA, China, Europa Ocidental... nada. A não ser que estes tenham procurado alguém que representasse um equilíbrio de forças, não conotado com um dos blocos; a velha estratégia de "escolher o mal menor" para não correrem o risco de ver eleito o peão do inimigo. Pode ser que se explore o assunto em breve.

Não sei muito disto, mas a Alemanha não tem grande poder dentro da ONU, correcto?

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Não sei muito disto, mas a Alemanha não tem grande poder dentro da ONU, correcto?

 

O Conselho de Seguranca da ONU é constituído pelos vencedores da WW2. Por isso é que a Alemanha tem pouco poder oficial. Os bastidores depois já sao mais tricky.

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Gostavas de saber isso? Eu ainda estou é mais curioso para saber como é que um candidato ganha sem ser apoiado por um dos grandes jogadores. Nem Rússia, nem Alemanha, EUA, China, Europa Ocidental... nada. A não ser que estes tenham procurado alguém que representasse um equilíbrio de forças, não conotado com um dos blocos; a velha estratégia de "escolher o mal menor" para não correrem o risco de ver eleito o peão do inimigo. Pode ser que se explore o assunto em breve.

 

Referes-te ao Guterres?

 

Se sim, achas que foi só por ser um "mal menor"? Será que não há méritos do português?

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Não sei muito disto, mas a Alemanha não tem grande poder dentro da ONU, correcto?

 

A Alemanha julgou que tinha algum poder mas aqui vale, como diria aquele comissário alemão que passou pela AR, qualquer coisa superior a zero. Tal como zero valem o PPE ou a Comissão Europeia. A candidatura atabalhoada da Georgieva constitui uma das derrotas mais estrondosas da diplomacia alemã que me lembro.

 

Aposto mesmo que a Rússia, a par da China que muitas vezes são coincidentes no Conselho de Segurança, vetou a Georgieva. Quando se dizia que a Rússia queria uma mulher e de Leste não estávamos a falar de uma candidata qualquer. Muito menos de uma Georgieva que, enquanto comissária europeia, esteve na linha da frente na defesa das sanções à Rússia a propósito da questão da Ucrânia. Putin não gostou da ingerência de Merkel no problema quando tendencialmente a sua favorita era Irina Bokova.

 

No Conselho de Segurança manda o P5, e dentro deste há dois que verdadeiramente mandam: Rússia e EUA. É a velha ordem bipolar da Guerra Fria a ditar lei ainda nos dias de hoje, daí os inúmeros pedidos da Alemanha, do Japão, da Índia e do Brasil para a reforma do Conselho de Segurança. O Guterres venceu porque foi sem dúvida o melhor candidato, o mais bem preparado, o que melhor passou na bateria de entrevistas e o que gerou consensos. Estando a Bokova conotada com a Rússia e Jeremic com os EUA, Guterres é a escolha mais neutral.

Editado por Carmelo Anthony

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O Guterres tem os seus méritos (um bom trabalho na pasta dos refugiados que actualmente ganhou um papel predominante nos assuntos mundiais) mas acho que o sucesso da sua candidatura foi a fraca concorrência. Nenhum dos candidatos era grande coisa e os P5 muito provavelmente acharam que mais valia meter lá alguém competente e sobretudo "neutral" do que uma incógnita que só estaria no cargo para preencher um critério geográfico que, em boa verdade, não é oficial e portanto não é obrigatório. Além disso um candidato de leste desconhecido poderia ser perigoso pois tanto podia cair nos interesses da Rússia como dos EUA com o passar do tempo. E agora com os dois envolvidos de forma mais ou menos activa na Síria...

 

Já em relação ao neutral acho que isso teve um papel preponderante. A diplomacia portuguesa pode falar de uma grande vitória mas acho que este sucesso se deveu à fraca relevância internacional portuguesa. Tanto os EUA como a Rússia não têm nada contra Portugal, a França e a GB também e a China tem uma relação também estável com Portugal. Basicamente não somos amigos importantes de ninguém e sobretudo não somos inimigos relevantes de ninguém. Somos apenas um país simpático que participa de forma relevante nas organizações internacionais e de quem toda a gente gosta.

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O Guterres tem os seus méritos (um bom trabalho na pasta dos refugiados que actualmente ganhou um papel predominante nos assuntos mundiais) mas acho que o sucesso da sua candidatura foi a fraca concorrência. Nenhum dos candidatos era grande coisa e os P5 muito provavelmente acharam que mais valia meter lá alguém competente e sobretudo "neutral" do que uma incógnita que só estaria no cargo para preencher um critério geográfico que, em boa verdade, não é oficial e portanto não é obrigatório. Além disso um candidato de leste desconhecido poderia ser perigoso pois tanto podia cair nos interesses da Rússia como dos EUA com o passar do tempo. E agora com os dois envolvidos de forma mais ou menos activa na Síria...

 

Já em relação ao neutral acho que isso teve um papel preponderante. A diplomacia portuguesa pode falar de uma grande vitória mas acho que este sucesso se deveu à fraca relevância internacional portuguesa. Tanto os EUA como a Rússia não têm nada contra Portugal, a França e a GB também e a China tem uma relação também estável com Portugal. Basicamente não somos amigos importantes de ninguém e sobretudo não somos inimigos relevantes de ninguém. Somos apenas um país simpático que participa de forma relevante nas organizações internacionais e de quem toda a gente gosta.

 

Discordo. Creio que Portugal pode ter relevância internacional ao nível das médias potências. É um pequeno Estado que, pelo seu legado histórico e pela relação com o mundo, aspira a posiçao de destaque pelo exercício dos instrumentos do seu soft power. Aqui destaca-se um conceito que o Professor Adriano Moreira introduziu que é o da "soberania de serviço", isto é, o exercer e o reconhecimento de Portugal nas relações internacionais pelas boas práticas na cena internacional. E aqui temos sido relevantes, basta lembrar o papel de Portugal e do próprio Guterres na questão de Timor-Leste ou na exemplar transferência de soberania de Macau para a China. Esta soberania de serviço manifesta-se ainda na ocupação de cargos relevantes a nivel internacional, como a presidência da AG das Nações Unidas por Freitas do Amaral ou a presidência da Comissão Europeia pelo Durão Barroso.

 

Há que ter em conta o contexto da eleição mas há que valorizar a campanha do Guterres e da nossa diplomacia. Se ha campo em que somos bons é na diplomacia, sem dúvida.

Editado por Carmelo Anthony

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O Guterres tem os seus méritos (um bom trabalho na pasta dos refugiados que actualmente ganhou um papel predominante nos assuntos mundiais) mas acho que o sucesso da sua candidatura foi a fraca concorrência. Nenhum dos candidatos era grande coisa e os P5 muito provavelmente acharam que mais valia meter lá alguém competente e sobretudo "neutral" do que uma incógnita que só estaria no cargo para preencher um critério geográfico que, em boa verdade, não é oficial e portanto não é obrigatório. Além disso um candidato de leste desconhecido poderia ser perigoso pois tanto podia cair nos interesses da Rússia como dos EUA com o passar do tempo. E agora com os dois envolvidos de forma mais ou menos activa na Síria...

 

Já em relação ao neutral acho que isso teve um papel preponderante. A diplomacia portuguesa pode falar de uma grande vitória mas acho que este sucesso se deveu à fraca relevância internacional portuguesa. Tanto os EUA como a Rússia não têm nada contra Portugal, a França e a GB também e a China tem uma relação também estável com Portugal. Basicamente não somos amigos importantes de ninguém e sobretudo não somos inimigos relevantes de ninguém. Somos apenas um país simpático que participa de forma relevante nas organizações internacionais e de quem toda a gente gosta.

Não existem regras exactas sobre o perfil dos candidatos mas o que se espera é que sejam pessoas com menor exposição e que não façam parte do lote dos ´líderes' mundiais. Ou seja, a concorrência não era fraca tu é que não os conhecias (tal como eu) porque o trabalho que desenvolvem, muitos com funções ministeriais nos negócios estrangeiros e ex-quadros das NU, não é propriamente mediático para o cidadão comum.

 

Eu acho engraçado que toda a gente diz que o Guterres fez um bom trabalho com os refugiados, mas ninguém sabe dizer o quê em concreto. Eu não digo o contrário, sempre ouvi elogios, mas não tenho conhecimento de nenhuma acção particular.

 

 

Obrigado UKIP: https://www.theguardian.com/politics/2016/oct/06/ukip-leadership-favourite-steven-woolfe-collapses-in-european-parliament

:lol:

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Visitante

Foram razoáveis, saíram do edificio para andar à porrada, e voltaram quando já estavam satisfeitos.

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Lá coragem não lhe falta, parece que quis andar à pancada com um indivíduo que fez parte dos Comandos e manifestamente a coisa não lhe correu bem.

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