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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Discordo. Creio que Portugal pode ter relevância internacional ao nível das médias potências. É um pequeno Estado que, pelo seu legado histórico e pela relação com o mundo, aspira a posição de destaque pelo exercício dos instrumentos do seu soft power. Aqui destaca-se um conceito que o Professor Adriano Moreira introduziu que é o da "soberania de serviço", isto é, o exercer e o reconhecimento de Portugal nas relações internacionais pelas boas práticas na cena internacional. E aqui temos sido relevantes, basta lembrar o papel de Portugal e do próprio Guterres na questão de Timor-Leste ou na exemplar transferência de soberania de Macau para a China. Esta soberania de serviço manifesta-se ainda na ocupação de cargos relevantes a nivel internacional, como a presidência da AG das Nações Unidas por Freitas do Amaral ou a presidência da Comissão Europeia pelo Durão Barroso.

 

Há que ter em conta o contexto da eleição mas há que valorizar a campanha do Guterres e da nossa diplomacia. Se há campo em que somos bons é na diplomacia, sem dúvida.

 

Atenção que, se não me engano, a eleição do Durão foi diferente. Na altura ele nem sequer era uma hipótese real mas os maiores países da UE (GB, França, Alemanha) foram bloqueando nomes que não lhes agradavam. O Durão foi uma espécie de opção de recurso que não colocava entraves ou prejuízos a nenhum dos "manda-chuvas" europeus (a chamada opção neutra). E se bem me recordo ele foi para lá porque o então PM luxemburguês recusou o cargo.

 

Quanto ao resto (as boas práticas) concordo. No entanto continuo a achar que isso por si só não explica estas vitórias da diplomacia portuguesa. Podemos trabalhar muito bem nesta área mas acredito que Portugal é elevado a cargos importantes não só por causa das boas práticas que temos mas também porque não somos uma ameaça relevante para ninguém.

 

Não existem regras exactas sobre o perfil dos candidatos mas o que se espera é que sejam pessoas com menor exposição e que não façam parte do lote dos ´líderes' mundiais. Ou seja, a concorrência não era fraca tu é que não os conhecias (tal como eu) porque o trabalho que desenvolvem, muitos com funções ministeriais nos negócios estrangeiros e ex-quadros das NU, não é propriamente mediático para o cidadão comum.

 

Eu acho engraçado que toda a gente diz que o Guterres fez um bom trabalho com os refugiados, mas ninguém sabe dizer o quê em concreto. Eu não digo o contrário, sempre ouvi elogios, mas não tenho conhecimento de nenhuma acção particular.

 

(...)

 

Creio que os jornais nacionais também não têm apesar de também dizerem que ele fez um bom trabalho. :mrgreen:

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Não sei o que se terá passado, mas esta candidatura da sujeita búlgara à pressão terá sido um dos maiores enterranços diplomáticos de que há memória.

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Guterres reformou toda a estrutura do Alto Comissariado para os refugiados. cortou um bocado com o pessoal que estava nos escritórios e conseguiu aumentar o pessoal no terreno. A atividade do Alto Comissariado triplicou com o Guterres. Apesar de existir sempre alguma falta de eficiência na gestão dos recursos aqui e ali, sobretudo numa organização que têm biliões para gastar em Países de terceiro mundo, a big Picture é de um bom trabalho por parte do Guterres.

 

Eu não acho que o Guterres tenha ganho por falta de concorrência, ele é provavelmente um dos SG mais qualificados de sempre.

 

Mais, em termos diplomáticos o tipo é altamente reconhecido para quem foi PM de um País pequeno como Portugal. O tipo foi crucial na questão de Timor - o próprio Bill Clinton o admite e mesmo em termos europeus ele foi muito importante na negociação na Estratégia de Lisboa e na nova distribuição de votos entre Países grandes e pequenos. Tanto que negociou diretamente com o Jacques Chirac como uma espécie de porta voz dos países mais pequenos.

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Guterres reformou toda a estrutura do Alto Comissariado para os refugiados. cortou um bocado com o pessoal que estava nos escritórios e conseguiu aumentar o pessoal no terreno. A atividade do Alto Comissariado triplicou com o Guterres. Apesar de existir sempre alguma falta de eficiência na gestão dos recursos aqui e ali, sobretudo numa organização que têm biliões para gastar em Países de terceiro mundo, a big Picture é de um bom trabalho por parte do Guterres.

 

Eu não acho que o Guterres tenha ganho por falta de concorrência, ele é provavelmente um dos SG mais qualificados de sempre.

 

Mais, em termos diplomáticos o tipo é altamente reconhecido para quem foi PM de um País pequeno como Portugal. O tipo foi crucial na questão de Timor - o próprio Bill Clinton o admite e mesmo em termos europeus ele foi muito importante na negociação na Estratégia de Lisboa e na nova distribuição de votos entre Países grandes e pequenos. Tanto que negociou diretamente com o Jacques Chirac como uma espécie de porta voz dos países mais pequenos.

 

Melhor que o MJ? Duvido.

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Para não estar a quotar vários posts, e sobre o assunto do Guterres: julgo que sim, a sua maior força acaba por ser o facto de não estar conotado com qualquer um dos grandes jogadores internacionais. Não lhe retiro méritos, quer intrínsecos ao indivíduo, quer aos da diplomacia portuguesa, mas em momento algum Portugal teria força para levar adiante o partido do Guterres sem a conivência dos pesos pesados da política internacional.

 

Ter alguém como o Guterres representa a existência de equilíbrio no cargo teoricamente mais importante das Nações Unidas. Nenhum dos blocos sai beneficiado directamente, ninguém consegue uma posição hegemónica, ninguém sai a ganhar mas também ninguém perdeu - excepto a Alemanha, esses empenharam-se a fundo com a Georgieva e levaram uma tareia que nem é bom pensar. E não sei se não foi propositado, ainda para mais quando além de não representar nenhum dos grandes blocos, o Guterres ainda é um sujeito bem visto na política internacional e com obra feita enquanto Alto Comissário para os Refugiados (não me perguntes qual, Fusão, também não faço ideia, mas a verdade é que isso foi realçado por todos os blocos).

 

Eu julgo que nos dias de hoje já todos perceberam que a melhor estratégia é manter um certo equilíbrio de forças, e isto tanto vale no aspecto militar, como político, como na esfera de influência dos Estados sobre outras nações. Os ingleses perceberam isso já no século XVII, julgo que os americanos também o perceberam quando levaram com as ondas de choque por se tornarem os "polícias do mundo" após a queda da União Soviética, e seria de se esperar que os alemães também o tivessem percebido após a 2ª Guerra Mundial, mas os últimos anos mostram que se calhar ainda vão a tempo de o aprenderem novamente.

Editado por Hrakkar

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Guest Alonso.

Qualidade da que? Parei de ler logo no Barroso. Um gajo que tem reuniões secretas com Goldman e depois curiosamente vai para lá :lol:

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Eu cá continuo entretido a ver o comboio inglês descarrilar.

 

O que se anda a passar?

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A Theresa May anunciou que em breve iniciariam oficialmente a saída da UE e que iriam colocar restrições à emigração, ao que a Merkl respondeu com um apelo aos empresário alemães para que apertem com os ingleses, ao mesmo tempo que disse que não haveria excepções às regras do mercado único.

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Ações da EDP. Rocha Andrade com novo conflito de interesses?

Segundo avança o Jornal Económico a declaração de rendimentos indica que o governante tem 872 ações da EDP e 380 ações da EDP Renováveis, títulos que, juntos, valem cerca de 5 mil euros — montante de investimento que não é muito elevado. No caso da EDP — já que a EDP Renováveis tem sede em Espanha — as ações à cotação atual valem 2,4 mil euros.

 

Isto representa em si mesmo um conflito de interesses? Não necessariamente. A secretaria de Estado dos assuntos Fiscais rejeita a ideia, dizendo àquele jornal que “nenhuma norma do Estatuto dos Titulares de Cargos Políticos obstaculiza à detenção de carteiras de ações desta natureza”. O Governo nega ainda “pertinência das questões”, uma vez que as ações do governante representam “uma ínfima parte do capital social” daquelas empresas.

 

Lixo de jornal. Nem assinam.

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O que se anda a passar?

Acontece que estão a ser ingleses e que o orgulhosamente sós já não tem lugar nos dias de hoje.

As únicas entidades que estão a ganhar com isto (para além dos especuladores, como é óbvio) são as multinacionais que operam no RU e recebem em dólares, de resto ainda estou para ver o que é que o grosso da população vai beneficiar com esta infantilidade. É assustador ver que gente com a responsabilidade do governo de uma das maiores economias mundiais acha que se acreditar com muita força que voltou 50 anos atrás o mundo realmente vai voltar 50 anos atrás.

 

EDIT: De resto mais este 'acidente' com a Libra só mostra o que toda a gente sabe, vivemos numa bolha financeira monstruosa e que existe muito menos dinheiro do que dizem os números.

 

Ações da EDP. Rocha Andrade com novo conflito de interesses?

Segundo avança o Jornal Económico a declaração de rendimentos indica que o governante tem 872 ações da EDP e 380 ações da EDP Renováveis, títulos que, juntos, valem cerca de 5 mil euros — montante de investimento que não é muito elevado. No caso da EDP — já que a EDP Renováveis tem sede em Espanha — as ações à cotação atual valem 2,4 mil euros.

 

Isto representa em si mesmo um conflito de interesses? Não necessariamente. A secretaria de Estado dos assuntos Fiscais rejeita a ideia, dizendo àquele jornal que “nenhuma norma do Estatuto dos Titulares de Cargos Políticos obstaculiza à detenção de carteiras de ações desta natureza”. O Governo nega ainda “pertinência das questões”, uma vez que as ações do governante representam “uma ínfima parte do capital social” daquelas empresas.

 

Lixo de jornal. Nem assinam.

A SICN hoje de manhã só lhes faltou meter isso em rodapé, na notícia até falavam em milhões.

Editado por whatever

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Visitante

Foram os algoritmos, não foi foi por acaso.

 

Não sei se foi o caso, mas talvez. Existem fundos de high frequency trading que são usados para aproveitar falhas momentâneas no mercado através de algoritmos e softwares específicos, e que ocorrem em fracções de segundo. Por vezes geram-se estes pequenos crashs dada a irracionalidade das máquinas e a rapidez com que actuam, mas o próprio mercado tem um mecanismo em que todas as transacções param durante alguns segundos, para depois voltar à normalidade. Pode ter sido o caso aqui, dado que o pico foi muito atingido muito rapidamente.

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A Theresa May anunciou que em breve iniciariam oficialmente a saída da UE e que iriam colocar restrições à emigração

 

E qual o motivo para a colocação dessas restrições?

 

Acontece que estão a ser ingleses e que o orgulhosamente sós já não tem lugar nos dias de hoje.

 

Não só não tem lugar, como o Reino Unido já não é a potência que julga ser.

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E qual o motivo para a colocação dessas restrições?

Para o caso era imigração. Troquei-me ali. :mrgreen:

É o "espírito do referendo", parece-me.

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E qual o motivo para a colocação dessas restrições?

 

Muitos que votaram Sim no Brexit, tinham em mente isso mesmo. Ou pensaram que o referendo iria levar avante isso.

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É o "espírito do referendo", parece-me.

Eu acho que é por obsessão ideológica e por cegueira eleitoral, mas enfim.

Eu sei que toda aquela gente é mais inteligente que eu e que tem conhecimentos que eu nunca na vida vou ter, mas ultrapassa-me como é que algo para mim (e para muitas outras pessoas) é evidente para um governo inteiro parece ser exactamente o contrário.

 

Neste momento temos o pateta alegre do Juncker a fazer o papelão da vida dele e a passar por guardião da intransigência política da união europeia, acho que isto diz tudo sobre o quão alheados da realidade parecem estar alguns ingleses, mas se calhar sou eu que não percebo nada disto e daqui a 20 anos o RU está maravilhosamente bem.

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Visitante

Os políticos agem segundo a vontade daqueles que os elegem. Se quem os elege é burro, é óbvio que eles optem por seguir políticas burras para agradar. Basta olhar para o nosso cantinho.

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Os políticos agem segundo a vontade daqueles que os elegem. Se quem os elege é burro, é óbvio que eles optem por seguir políticas burras para agradar. Basta olhar para o nosso cantinho.

 

Parece-me muito mais evidente que, na verdade, funciona ao contrário.

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Honestamente, parece-me que muita da culpa da queda é dele.

 

Mas tudo isso é ridículo. Por exemplo, olhando para esse vídeo facilmente se percebe que alguém em cadeira de rodas jamais será Presidente da AR, porque é praticamente impossível fazer uma adaptação do género para a tribuna do Presidente.

Editado por Ghelthon

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