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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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O problema é outro: fica mal dizer-se que se é contra a taxação adicional da riqueza. Há pessoal que é contra essa taxação mas sabe que é arriscado dizê-lo quando não levantaram vozes aquando da implementação de diversas medidas de austeridade durante a governação da Direita, que afetaram seriamente a classe média e os que já viviam à justa. Fica muito mal fazer oposição à taxação de classes mais abastadas quando as menos afortunadas o foram e nessa altura tudo era necessário e não havia alternativas.

 

E como eles o sabem, tiveram de levantar ondas de outra forma: criando a percepção que está medida iria afectar a classe média. Assim conseguiriam opor-se sem parecer mal, pois teriam as pessoas do seu lado. E carregaram forte na imprensa, na televisão, em programas de opinião, em manchetes, em colunas de opinião.

 

Teria funcionado se estivéssemos nos anos 90 ou nos 2000; só que hoje, para o bem e para o mal, estamos na era das redes sociais, e facilmente passou a palavra da mentira que estavam a tentar criar, e lá tiveram de me ter a viola no saco perante os números inequívocos: o imposto afecta uma fatia mínima dos portugueses, globalmente aqueles mais abonados. A estratégia teria de ser outra e passou a ser a da vitimização. Fazer os portugueses terem pena dos pobres coitados que pouparam uma vida inteira para comprar uma casa e agora terão um imposto à espera deles.

 

Para isso, inventam-se exemplos extremos e de partir o coração, só que de tão extremos serem tornam-se ridículos. Pessoas a acumular fortunas na ordem das centenas de milhar de euros com medo de guardar o dinheiro em bancos? Pessoas com 100 mil euros a pedir créditos habitação de 1 milhão de euros para comprar uma casa? Até se apela à revolta por o imposto não afectar pessoas que esbanjam fortunas e deixam de ter propriedades abrangidas pelo imposto. O imposto é suposto ser um castigo a quem não sabe gerir o seu dinheiro? É o Estado o responsável por castigar a má gestão das finanças caseiras dos cidadãos?

 

A questão, agora, é que estes exemplos estão completamente desfasados da realidade. Mas é a única forma de está gente se opor ao imposto sem soar mal, sem que lhes perguntem: ok, e quando havia cortes sobre portugueses que já não tinham meios de colocar comida sobre a mesa, onde estavam vocês? Onde estava a vossa sensibilidade social? Pois...

 

De qualquer forma, tenho de confessar que me coloca um sorriso nos lábios ver esta gente toda, economista e financeiros, a recorrer a contextos sociais e cheios de preocupação com o bem estar das pessoas quando nos últimos anos trataram as pessoas como números. É de um fina ironia...

 

Colega tu és um pouco demente...primeiro porque esses tais impostos de que falas durante os governos passados afectaram os ricos, tanto que com a taxa de solidariedada e um novo escalao criado de IRS, Portugal é hoje em dia o 5º pais do mundo onde os descontos são maiores para o escalão maximo (só atras de Austria, Dinamarca, Finlandia e Irlanda). E mesmo em relacao a esses paises onde aqui se começa a pagar 45% + taxa de solidariedade em qualquer um dos outros o mesmo nivel de salario paga apenas quase metade dos impostos. Ou seja estas errado nas tuas presunções e apesar de já te terem explicado isso, continuas a insistir.

 

Onde se deve equilibrar as contas publicas é no combate a economia paralela e no corte da despesa, não em mais impostos.

 

Depois se te reges por o que se diz nas redes socias em vez de economistas que percebem do assunto...és simplesmente estupido.

 

No que refere a este imposto, tanto a tal pressao que tu dizes resultou que no final nem os tais 50,000 familias de que se falava vao ser taxadas...nem mesmo as 8000 do ultimo exercicio feito pelo expresso, uma vez que já se sabe que a segunda casa também nao vai entrar no calculo. Sendo que taxar os senhorios das casas em mercado de arrendamento apenas resultaria num aumento das rendas dos inquilinos também duvido muito que esses entrem no imposto. Ou seja no final teremos 10 desgracados a serem taxados e o estado a amealhar dinheiro para comprar um rebuçado a cada funcionario publico

 

Alias a lei é tão para os ricos que o PCP nem nunca afirmou que concordava com os 500,000 e sempre falou mais em 1 milhao...

 

Informa-te e deixa de pensar que por leres nas redes socias esta correcto

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Se houver alguem que tem 10M mas estourou tudo em drogas, festas e carros acho que o maior problema nem é se paga imposto ou não, é se sobrevive até amanhã

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Visitante

Tive de repartir o post, porque tens aqui diferentes coisas onde quero pegar.

 

O problema é outro: fica mal dizer-se que se é contra a taxação adicional da riqueza. Há pessoal que é contra essa taxação mas sabe que é arriscado dizê-lo quando não levantaram vozes aquando da implementação de diversas medidas de austeridade durante a governação da Direita, que afetaram seriamente a classe média e os que já viviam à justa. Fica muito mal fazer oposição à taxação de classes mais abastadas quando as menos afortunadas o foram e nessa altura tudo era necessário e não havia alternativas.

 

Primeiro, fica mal porque num país onde a maioria das pessoas aufere rendimentos baixos, ver casos de familias que enriquecem de forma ilegal cria um ressentimento que se estende a todos aqueles que conseguem ter um nível de vida acima da média, independentemente da forma como lá chegaram (e a maioria chegou lá através do trabalho). Depois, taxar riqueza é fundamentalmente errado. Isto porque riqueza é um stock que resulta da acumulação de rendimentos, que são um fluxo. Esse fluxo é alvo de impostos, logo, quando o rendimento te chega às mãos, já foi descontada a parte do Estado. A poupança presente é equivalente a consumo ou investimento futuro, que por sua vez serão novamente taxados nesse momento. Por isso é que taxar riqueza é errado, e traz consequências, desde logo: fuga de capital do país e emperramento da economia. Qualquer uma destas consequências irá afectar a vida daqueles que têm menos rendimentos (de forma directa, por trabalharem por conta de outrem, ou de forma indirecta, enquanto agentes económicos), e as consequências serão agravadas pelo efeito multiplicador. Segundo ponto, por muito que se repita isso, é falso que não tenham sido levantadas ondas quando a austeridade chegou às classes mais baixas, tiveste manifestações e mil e um artigos a criticar essa política. Terceiro ponto, as pessoas que auferem rendimentos mais baixos foram brutalmente afectadas pela austeridade, mas não é menos verdade que os mais abastados também o foram e de igual forma - através da falência das suas empresas e impostos agravados. Uma imagem engraçada: https://oinsurgente.files.wordpress.com/2016/09/distribuicao_populacao_irs_pago1.png

 

 

E como eles o sabem, tiveram de levantar ondas de outra forma: criando a percepção que está medida iria afectar a classe média. Assim conseguiriam opor-se sem parecer mal, pois teriam as pessoas do seu lado. E carregaram forte na imprensa, na televisão, em programas de opinião, em manchetes, em colunas de opinião.

 

Teria funcionado se estivéssemos nos anos 90 ou nos 2000; só que hoje, para o bem e para o mal, estamos na era das redes sociais, e facilmente passou a palavra da mentira que estavam a tentar criar, e lá tiveram de me ter a viola no saco perante os números inequívocos: o imposto afecta uma fatia mínima dos portugueses, globalmente aqueles mais abonados. A estratégia teria de ser outra e passou a ser a da vitimização. Fazer os portugueses terem pena dos pobres coitados que pouparam uma vida inteira para comprar uma casa e agora terão um imposto à espera deles.

 

 

Existem vários argumentos contra o imposto, o de afectar a classe média é um deles. E esse argumento é fácil de rebater com a informação que dispomos hoje, não era tão fácil antes de se saber o que seria tido em conta na medida. No entanto, continuam a existir outros argumentos contra o imposto ou contra o limite de 500 mil, tens vários deles ainda neste tópicos, e tens outros distribuidos pela imprensa. Se há quem faça propaganda tendenciosa para travar este imposto, não é menos errado pegar em parte do problema e toma-lo como um todo, e há muita gente que o faz.

 

Para isso, inventam-se exemplos extremos e de partir o coração, só que de tão extremos serem tornam-se ridículos. Pessoas a acumular fortunas na ordem das centenas de milhar de euros com medo de guardar o dinheiro em bancos? Pessoas com 100 mil euros a pedir créditos habitação de 1 milhão de euros para comprar uma casa? Até se apela à revolta por o imposto não afectar pessoas que esbanjam fortunas e deixam de ter propriedades abrangidas pelo imposto. O imposto é suposto ser um castigo a quem não sabe gerir o seu dinheiro? É o Estado o responsável por castigar a má gestão das finanças caseiras dos cidadãos?

 

A questão, agora, é que estes exemplos estão completamente desfasados da realidade. Mas é a única forma de está gente se opor ao imposto sem soar mal, sem que lhes perguntem: ok, e quando havia cortes sobre portugueses que já não tinham meios de colocar comida sobre a mesa, onde estavam vocês? Onde estava a vossa sensibilidade social? Pois...

 

De qualquer forma, tenho de confessar que me coloca um sorriso nos lábios ver esta gente toda, economista e financeiros, a recorrer a contextos sociais e cheios de preocupação com o bem estar das pessoas quando nos últimos anos trataram as pessoas como números. É de um fina ironia...

 

Antes de mais, na minha opinião, a interpretação que fizeste do artigo não está correcta. Provavelmente achas que eu sou um direitolas e que não iria colocar aqui nada que não fosse condizente com a minha visão ideológica. Mas fizeste mal, porque primeiro, o artigo é de um professor da LSE (uma das universidades mais reputadas do Mundo) e totalmente imparcial nos artigos que vai colocando sobre a nossa economia, e por isso, vale a pena não se dar à leitura já com preconceitos. E depois, porque o artigo não tem nada a ver com a plausibilidade de todos esses exemplos que tu enumeras e que ele apresenta. A intenção do autor é mostrar que taxar a riqueza é errado porque a distinção entre ricos e pobres não pode ser feita com base num valor monetário que automaticamente distinga as duas classes, porque existem mil e uma nuances que podem levar alguém com muitos rendimentos a acumular pouca riqueza, e alguém com menos rendimentos, a acumular mais riqueza. E agora, achas que o artigo faz mais sentido?

 

Quanto ao último parágrafo, eu também não consigo deixar de sorrir quando penso na importância que a teoria económica teve na melhoria transversal das condições de vida das populações nos países desenvolvidos no último século, e mesmo assim, na era da informação, temos pessoas que não entendem a complexidade dos problemas que atravessamos e, baseando-se no senso comum, acham que determinada classe está errada nas decisões que toma, ou age em conspiração contra os menos informados :)

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A classe que detém os meios de comunicação é aquela que forma e propaga a opinião. Determinada classe informa e molda a informação. Basta ver que o outro sujeito dos 500 mil portugueses diz barbaridades em horário nobre. É o bê à bá da hegemonia social.

 

Se as pessoas se informam ou não, é outra questão. Existe uma larga proporção da população que não se quer informar e nem sequer vota.

 

Falo por mim, recentemente decidi abster-me dos meios de comunicação portugueses porque aquilo são banhos ideológicos, clickbaits e nhanha e às vezes é tudo em simultâneo.

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Visitante

Falo por mim, recentemente decidi abster-me dos meios de comunicação portugueses porque aquilo são banhos ideológicos, clickbaits e nhanha e às vezes é tudo em simultâneo.

 

Por isso mesmo é que não te deves abster de ler. Se tens convicções e estás seguro que essas fazem sentido tendo em conta a tua experiência de vida e os pedaços de informação que vais recolhendo das tuas leituras, então põe-nas à prova. Lê esses banhos ideológicos, desmonta os raciocínios e intenções que estão por detrás dos mesmos, traz para discutir com a malta, etc. Só assim é que um gajo cresce e desenvolve o seu espirito crítico. ;)

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Não sei como algo que nunca gerou arrependimento por parte de quem praticou, pode ter milhares de assinaturas contra a sua realização numa petição.

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Quem são os políticos portugueses que mantêm a defesa as bases filosóficas do PSD do Sã-Carneiro? O Pacheco Pereira, a Ferreira Leite ?

António Costa.

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Guest Alonso.

 

vi isto em direto :lol:

 

LOL isto é escandaloso

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Não me espanta que ele obtenha os números de que fala a partir do ministério. A algum sítio os teria de ir buscar. :mrgreen:

 

Claro que dizer que estudou detalhadamente...

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Sinceramente não sei quais são as bases filosóficas do PSD do Sá Carneiro para além do Dom-Sebastianismo.

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Claro que dizer que estudou detalhadamente...

 

O problema está aí. Deram-lhe a matéria toda "mastigada", ele só teve de a debitar. Qual estudo qual quê.

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Já agora, bela implosão do PSOE com um dos pontos altos a ser o dia de ontem. Os barões conservadores do partido, que é como quem diz os líderes regionais das regiões centralistas e os bastiões da Andaluzia e Extremadura, obrigaram o Pedro Sanchez a demitir-se, o que basicamente abre caminho a um novo mandato do governo PP de Rajoy.

Para isso aparentemente acusaram o líder do partido de estar secretamente a preparar uma aliança com o Podemos e pior ainda, com os partidos independentistas, de forma a conseguir formar um governo alternativo.

Editado por antifa

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O único problema é mesmo o homem ter mandado essa dica que tinha ido estudar, qd não estudou nada. Isto quase nem caso é, ninguém tá à espera que o comentador afiliado ao PS seja imparcial...

 

Já jornalistas do mesmo canal é que esperamos isso deles. Há um que todas as semanas faz questão de mostrar que não o é...

E depois há a questão de haver um porradão deles que são suspeitos de mamarem do saco azul. Isso sim é escandaloso....

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Já agora, bela implosão do PSOE com um dos pontos altos a ser o dia de ontem. Os barões conservadores do partido, que é como quem diz os líderes regionais das regionais centralistas e os bastiões da Andaluzia e Extremadura, obrigaram o Pedro Sanchez a demitir-se, o que basicamente abre caminho a um novo mandato do governo PP de Rajoy.

Para isso aparentemente acusaram o líder do partido de estar secretamente a preparar uma aliança com o Podemos e pior ainda, com os partidos independentistas, de forma a conseguir formar um governo alternativo.

Pasokaram.

 

O PS também esteve nesse limbo nestas legislativas.

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Meanwhile na Hungria hoje realizou-se um referendo para decidir sobre o acolhimento ou não de refugiados (1300 para ser especifico)

.

Pelo que se vai dizendo no twitter a participação será baixíssima, menos de 50%, um fracasso claro do governo de Orban. Ainda assim e com esses números não será de estranhar que o resultado seja vinculativo sabendo de quem se trata.

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Aqui nos Açores, tudo aponta para que o PS ganhe com uma maioria acima dos 60%.

 

Nem será tanto pelo trabalho que o Governo Regional tem feito, mas sim pelo que a oposição do PSD não tem feito. O Duarte Freitas é muito "tenrinho" para estas andanças e, para piorar, colocou à sua volta gente como o Luis Mauricio.

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O problema está aí. Deram-lhe a matéria toda "mastigada", ele só teve de a debitar. Qual estudo qual quê.

 

Não é assim com praticamente todos os comentadores quer políticos, quer desportivos, caramba... até de cinema de hollywood. É para o lado onde houver interesses que debitamos as coisas conforme nos pedirem. Não vamos transformar isto num problema de um partido ou governo em particular, quando é algo transversal a diversas atividades.

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Para mim, pior do que a tirada "Eu fui estudar mesmo isto a fundo!", é o facto de todos os programas fazer questão de frisar que não fala em nome do Governo, que não é porta-voz do Governo, que não tem nada a ver com o Governo. Depois, vai-se a ver e anda a fazer de caixa de ressonância do Ministro da Economia :lol: Que ele não é imparcial, todos sabemos (nem tem que ser), mas mais valia não esconder ao que vinha...Ao menos não fazia figura de pateta.

 

Mas vindo de quem vem, não é propriamente uma surpresa.

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O Jorge Coelho é oficialmente o João Gobern do comentário político, logo quando uma pessoa pensava que não podia descer mais baixo.

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Todos os comentadores fazem o mesmo que ele. Sejam a favor do governo ou da oposição. Ele é que se deixou apanhar, azar.

 

Quem esteve muito mal foi a realização do programa ao dar um close dos papeis pessoais do comentador.

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