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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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pessoal, tenho uma duvida que gostaria que me esclarecessem..

 

é o seguinte, a proposito de o congresso dos states querer criar uma lei que permite as vitimas do 11 de Setembro processarem a Arábia Saudita, a mesma

ameaçou retaliar ,vendendo os 750M em titulos americanos... a questão é, o que isso implicaria aos estados unidos? Eles ao venderem a um país terceiro, os usa

correm o risco de vir a pagar uma taxa de juro maior pelos mesmos títulos, e/ou, perdem esse financiamento por parte de Riad(n sei se o investimento aquando da compra é feito directamente, isto é, injectaram X de uma só vez aquando da compra dos títulos, ou se esse investimento é feito em parcelas... e no caso de ser feito parcialmente, perderiam essa fonte de rendimento até outro estado adquirir esses titulos).. confesso que estou pouco ou nada familiarizado com estes assuntos, e apesar de confuso, espero-me ter feito entender

Grato pela atenção

É mais uma questão de mensagem e um ameaçar de quebrar as relações económicas, esses 750 mil milhões devem ser 1% do que os EUA têm em dívida no mundo inteiro, é muito dinheiro mas é uma daquelas histórias clássicas de cão que ladra não morde: http://www.nytimes.com/2016/04/16/world/middleeast/saudi-arabia-warns-ofeconomic-fallout-if-congress-passes-9-11-bill.html

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pessoal, tenho uma duvida que gostaria que me esclarecessem..

 

é o seguinte, a proposito de o congresso dos states querer criar uma lei que permite as vitimas do 11 de Setembro processarem a Arábia Saudita, a mesma

ameaçou retaliar ,vendendo os 750M em titulos americanos... a questão é, o que isso implicaria aos estados unidos? Eles ao venderem a um país terceiro, os usa

correm o risco de vir a pagar uma taxa de juro maior pelos mesmos títulos, e/ou, perdem esse financiamento por parte de Riad(n sei se o investimento aquando da compra é feito directamente, isto é, injectaram X de uma só vez aquando da compra dos títulos, ou se esse investimento é feito em parcelas... e no caso de ser feito parcialmente, perderiam essa fonte de rendimento até outro estado adquirir esses titulos).. confesso que estou pouco ou nada familiarizado com estes assuntos, e apesar de confuso, espero-me ter feito entender

Grato pela atenção

 

Basicamente, titulos de divida têm um juro associado.

Os EUA são de longe o pais com mais titulos de divida e todos os anos criam nova divida baseada no facto que com um rating de tripple AAA, o juro que eles pagam sobre essa divida é muito baixo.

 

Hoje em dia os maiores creditores desses titulos de divida americana são os paises com balancas comercias excedentarias, nomeadamente a China e os paises do Golfo (a Arabia Saudita é de longe o maior pais do golfo e também o mais abastado)

 

Se a Arabia Saudita ou neste caso o fundo do KSA decidicem vender e não comprar mais divida americana isto criaria diminuição da procura onde que faz com que os juros da divida aumentem (para que seja mais atractivo para outros investidores substituirem os sauditas na compra da divida americana).

 

Sendo que os EUA são extremamente dependentes deste veiculo de financiamento e qualquer alteracao de decimas no juro da divida soberana (que anda em largos triliões de dollars), tem um impacto gigante no servico da divida americana, este é um problema serio para eles.

 

Tens o exemplo Portugues que enquanto a divida soberana anda a financiar-se a 1%, tudo corria bem, logo que passou para os 5% se não fosse o resgate, teriamos entrado em incumprimento, como alias já fomos mais de 20 vezes nos ultimos 500 anos. A situacao nos EUA não é tão dramatica e eles são um dos poucos paises do mundo que nunca entraram em default, mas também nunca ninguem teve uma divida tao grande como a deles...

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É mais uma questão de mensagem e um ameaçar de quebrar as relações económicas, esses 750 mil milhões devem ser 1% do que os EUA têm em dívida no mundo inteiro, é muito dinheiro mas é uma daquelas histórias clássicas de cão que ladra não morde: http://www.nytimes.c...-9-11-bill.html

 

os sauditas também sairiam prejudicados se isso acontecesse, teriam menos influencia directa no mercado americano, certo?! (e nao estou a contar com a quebra dessas relações economicas, so me refiro mesmo ao facto de deter essa divida soberana, e deixar de a ter) ou os únicos benefecios associados, são os rendimentos que adquirem com as taxas de juro associadas a compra dos títulos?... ah e falo na situação americana, que é um caso especial, porque se fosse um pais subdesenvolvida e endvidado até as orelhas, teriam que cumprir certas obrigações acordadas com os credores, havendo aí uma maior ingerencia dos países credores no mercado dos devedores, right?!

 

Basicamente, titulos de divida têm um juro associado.

Os EUA são de longe o pais com mais titulos de divida e todos os anos criam nova divida baseada no facto que com um rating de tripple AAA, o juro que eles pagam sobre essa divida é muito baixo.

 

Hoje em dia os maiores creditores desses titulos de divida americana são os paises com balancas comercias excedentarias, nomeadamente a China e os paises do Golfo (a Arabia Saudita é de longe o maior pais do golfo e também o mais abastado)

 

Se a Arabia Saudita ou neste caso o fundo do KSA decidicem vender e não comprar mais divida americana isto criaria diminuição da procura onde que faz com que os juros da divida aumentem (para que seja mais atractivo para outros investidores substituirem os sauditas na compra da divida americana).

 

Sendo que os EUA são extremamente dependentes deste veiculo de financiamento e qualquer alteracao de decimas no juro da divida soberana (que anda em largos triliões de dollars), tem um impacto gigante no servico da divida americana, este é um problema serio para eles.

 

Tens o exemplo Portugues que enquanto a divida soberana anda a financiar-se a 1%, tudo corria bem, logo que passou para os 5% se não fosse o resgate, teriamos entrado em incumprimento, como alias já fomos mais de 20 vezes nos ultimos 500 anos. A situacao nos EUA não é tão dramatica e eles são um dos poucos paises do mundo que nunca entraram em default, mas também nunca ninguem teve uma divida tao grande como a deles...

 

ok, chegaste ao cerne da questão, era mesmo isso que queria saber.. e no caso de nao haver interessados em comprar essas dividas, poderia provocar um colapso na economia americana, por faltar essa fonte de investimento corrente, uma vez que como disseste, estão muito dependentes disso..

 

ah e só mais uma coisa, não há um limite de titulos de tesouro que se podem vender? ou desde que seja, um investimento de risco reduzido, os países devedores podem continuar a emitir os títulos que bem entenderem?

 

e bgd aos 2, são uns anjos carinhoso.gif

Editado por sandiogo

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ok, chegaste ao cerne da questão, era mesmo isso que queria saber.. e no caso de nao haver interessados em comprar essas dividas, poderia provocar um colapso na economia americana, por faltar essa fonte de investimento corrente, uma vez que como disseste, estão muito dependentes disso..

 

ah e só mais uma coisa, não há um limite de titulos de tesouro que se podem vender? ou desde que seja, um investimento de risco reduzido, os países devedores podem continuar a emitir os títulos que bem entenderem?

 

e bgd aos 2, são uns anjos carinhoso.gif

Não se coloca a questão de "não haver interessados" a comprar dívida americana. É como dizeres que não há interessados em comprar pão, há sempre interessados a comprar pão, podes é ter de baixar o preço a que vendes o pão, mas haverá sempre interessados.

 

E quanto ao limite, teoricamente não, legalmente sim. Mas esse tecto legal tem sido aumentado vezes e vezes sem conta nos EUA. De vez em quando até se fala que pode ser desta que o tecto não é aumentado, mas chega-se ao fim das contas e é. E qualquer país pode emitir os títulos que bem entenderem, quem define se são de risco reduzido ou não é o mercado.

 

Até tu podes emitir um título de dívida de 50 mil milhões de euros com uma taxa de juro x paga a y anos, só que o mercado vai marcá-lo como demasiado arriscado e não vai haver ninguém a comprar-to. E o mercado é qualquer pessoa a quem fales desse título, qualquer pessoa que saiba da existência faz parte do mercado para o teu título. Para os EUA é igual, com a diferença que o mercado é gigantescamente maior e sendo uma nação com todas as características dos EUA, o risco percebido vai ser muito menor e, portanto, investidores com liquidez suficiente para comprarem o título, irão fazê-lo.

 

Os EUA têm ainda outra particularidade, os seus títulos (não todos) são considerados risk-free e são sempre o "porto seguro" de qualquer investidor.

 

Acabou por ser curioso que nesta última crise, os EUA criaram-na e os investidores foram a correr comprar títulos dos EUA porque eram os mais seguros.

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Não se coloca a questão de "não haver interessados" a comprar dívida americana. É como dizeres que não há interessados em comprar pão, há sempre interessados a comprar pão, podes é ter de baixar o preço a que vendes o pão, mas haverá sempre interessados.

 

E quanto ao limite, teoricamente não, legalmente sim. Mas esse tecto legal tem sido aumentado vezes e vezes sem conta nos EUA. De vez em quando até se fala que pode ser desta que o tecto não é aumentado, mas chega-se ao fim das contas e é. E qualquer país pode emitir os títulos que bem entenderem, quem define se são de risco reduzido ou não é o mercado.

 

Até tu podes emitir um título de dívida de 50 mil milhões de euros com uma taxa de juro x paga a y anos, só que o mercado vai marcá-lo como demasiado arriscado e não vai haver ninguém a comprar-to. E o mercado é qualquer pessoa a quem fales desse título, qualquer pessoa que saiba da existência faz parte do mercado para o teu título. Para os EUA é igual, com a diferença que o mercado é gigantescamente maior e sendo uma nação com todas as características dos EUA, o risco percebido vai ser muito menor e, portanto, investidores com liquidez suficiente para comprarem o título, irão fazê-lo.

 

Os EUA têm ainda outra particularidade, os seus títulos (não todos) são considerados risk-free e são sempre o "porto seguro" de qualquer investidor.

 

Acabou por ser curioso que nesta última crise, os EUA criaram-na e os investidores foram a correr comprar títulos dos EUA porque eram os mais seguros.

 

quanto ao bold, eu sei, so queria era perceber como as coisas funcionam caso deixasse de haver interessados..

e quanto a isso do limite, no caso de haver um país com um "tecto legal" acima das suas capacidades (isto é algo desporcional as capacidades que um país tem em cumprir as suas obrigações), n poderá haver uma especie de "medieção externa" tipo FMI que venha delimitar esse tecto?).. p.e, um país decide emitir uma enorme quantidade de titulos de tesouro para ganhar essas fontes de investimento externo, e supondo que até surjem bastantes interessados na compra das mesmo, mas sabendo que se trata de um investimento de elvado risco, em que o país poucas ou nenhumas condições tem para cumprir com as suas obrigações, de modo a evitar essa situação de default, nao há mecanismos externos (como o FMI) que regulam e estabelecem esses tais tectos, ou sao unica e exclusivamente delienados pelos países em causa?

Editado por sandiogo

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Quem é que está a ver o debate? Que demência...

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Está a ser maravilhoso, obrigado USA. Que tempo fantástico para estar estar vivo. :heart:

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O Trump tem o seu discurso muito coeso e seguro, e embora seja desprezivel, discursa muito bem. Mas é tão burro :lol:

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Opah, aquilo é discursar bem para idiotas.

 

Basicamente é dizer tudo aquilo que as pessoas querem ouvir.

 

Ela vai aumentar a divida e eu vou diminuir! Yayy

 

Ela vai aumentar os impostos e eu diminuir! Yaay

 

Black Lives matter!

 

Os policias precisam de mais autoridade!

 

Tenho e faço imenso dinheiro!

 

yada yada yada

 

Ja e mt tarde para andar a pensar mt nisto, mas isto para mim está ao nivel das eleicoes para presidente de turma.

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Esta postura de deixar o Trump manter a personagem dele e enterrar-se ainda vai custar caro à Hillary.

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Esta postura de deixar o Trump manter a personagem dele e enterrar-se ainda vai custar caro à Hillary.

 

Também acho que sim. Eu acho que numas eleições sérias, com eleitores ponderados, a Hillary teria dado um bigode ao Trump. Aliás, nem tínhamos debate, que o Trump já há muito estava arrumado.

 

Mas este gajo anda a jogar outro jogo. Tem outras regras. Evita perguntas como se nada fosse, fala constantemente por cima do oponente e divaga sobre assuntos extra política sem qualquer consequência. Ele não só tem inúmeras declarações imoralmente desacertadas, como factualmente cai constantemente no erro. Mas isto nunca o afecta assim tanto. É tão comum que já se tornou natural, tanto que ele agora atira números para o ar para depois os corrigir sem rigor nenhum tipo: "bla bla bla 50%.... ou 70%, acho eu"

 

Enfim, é rir para não chorar.

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Este debate é só mais uma prova que o Idiocracy é um filme visionário e que o mundo a partir de Novembro vai ser ainda mais perigoso do que já é, havemos de ter mais desgraças já ao virar da esquina.

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Visitante

O Trump tem o seu discurso muito coeso e seguro, e embora seja desprezivel, discursa muito bem. Mas é tão burro :lol:

 

 

Opah, aquilo é discursar bem para idiotas.

 

 

Grande joe :lol:

Não vi o debate, nem sequer li os artigos relativos a isso. Espero logo à noite, junto a um balde de pipocas, rir-me bastante :mrgreen:

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Grande joe :lol:

Não vi o debate, nem sequer li os artigos relativos a isso. Espero logo à noite, junto a um balde de pipocas, rir-me bastante :mrgreen:

Estava à espera de mais espectáculo, mas ainda dá para rir um pouco.

 

E concordo muito com o Wozyeck. O discurso do Trump é muito bom (conteúdo à parte claro :mrgreen:) e pelo contrário o da Hillary é terrível.

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Eu vi logo que ias puxar desse artigo em vez dos três do mesmo site do bloco de esquerda que enaltecem a "revolução chavista"

 

Mesmo assim esse artigo que tens ai é mais uma no cravo e a outra na ferradura... Primeiro porque tenta comparar um pais num contexto da America do Sul (onde hoje é o unico pais "não-democrata", com um africano onde a semi-ditadura é a norma e se contam pelos dedos dos 52 paises africanos quais deles são verdadeiras democracias...

 

Mas mesmo assim insiste que a "revolução chavista" aliviou a pobreza da Venezuela...um pais onde hoje o salario a nivel de verdadeiro poder de compra é menos de 10% do que a media em Angola e onde farinha, açucar ou mesmo agua engarrafada já são considerados bens de luxo

 

Epá essa gaja que va atirar areia para os olhos de quem se quer enganar...é pior do que os demagogos da nossa direita popular

 

E isso foi obra da revolução chavista ou deste mentecapto do Maduro? Não confundamos. A Venezuela melhorou imenso com a governação de Chávez e não vejo onde é que está o extraordinário ou a pancada em um partido de esquerda elogiar a boa governação de um governo de esquerda num determinado país. :maluco:

 

Aquele artigo reflecte uma posição correcta do partido. Elogiou a governação na Venezuela quando teve que o fazer e critica-a agora, sem qualquer tipo de problema. Eu fico mais preocupado é com as falinhas mansas do CDS-PP para com o regime angolano ou a solidariedade internacionalista do PCP em contextos absurdos.

Editado por Peplin

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Eu acho assustador como é que antes do debate estava empate técnico entre os dois...

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Eu acho assustador como é que antes do debate estava empate técnico entre os dois...

 

São os dois uma merda.

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Eu acho assustador como é que antes do debate estava empate técnico entre os dois...

Empate técnico com 20% de indecisos...

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Sobre o debate de ontem, fiquei com a certeza que os EUA estão entregues à bicharada nos próximos 4 anos. Claro que o Trump bate num fundo que não o da Hillary, mas ela é tão fraquinha... acho que conseguíamos espremer mais sumo num debate entre o José Pinto Coelho e a Assunção Cristas. Depois, fez-me imensa confusão terem passado uma boa parte do debate a discutirem questões pessoais e a mandarem bocas um ao outro, coisas dignas de tasqueiros e não de candidatos à presidência do país mais poderoso do Mundo.

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Depois, fez-me imensa confusão terem passado uma boa parte do debate a discutirem questões pessoais e a mandarem bocas um ao outro, coisas dignas de tasqueiros e não de candidatos à presidência do país mais poderoso do Mundo.

 

Aquilo é um mundo à parte.

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