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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de Slade, há 1 minuto:

O que é que a esquerda quer fazer com os alunos se não forem retidos? 

É que, se transitarem para o ano seguinte, sem condições para tal, não levam as bases que deviam ganhar no ano em que estão.

Nem sabemos se os nossos organismos conseguem criar anticorpos contra o coronavirus, deixem os putos desfrutar do pouco que lhes resta. 

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Citação de Mayday, há 9 horas:

5000€ a cada músico/banda. Quando o apoio máximo aos trabalhadores a recibos verdes, onde se incluem a grande maioria dos artistas, é de 400 e poucos euros. 

A Graça Fonseca foi posta lá para isto, por força do lobby LGBTQ. Tal como os secretários de estado que viciaram os concursos e foram afastados de fininho e vocês nem deram por nada. 

Um dia esta pouca vergonha vai ter que acabar neste sector. Podia contar aqui histórias...

Contas na tua próxima live. 

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Parece que a Holanda cedeu, resta saber em quê e com que contrapartidas.

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Citação de Mayday, há 6 minutos:

Parece que a Holanda cedeu, resta saber em quê e com que contrapartidas.

Foi no uso do ESM. Vão aceitar levantar parte dss restrições que eles exigiam. 

Os eurobonds não vão acontecer, aliás, a Alemanha veio hoje reiterar a oposição à ideia.

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Portanto, vai ser austeridade mas mais levezinha?

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Citação de Mayday, há 3 minutos:

Portanto, vai ser austeridade mas mais levezinha?

O texto deve sair daqui a pouco mas suponho que para despesas relacionadas com saúde os estados podem pedir o dinheiro que quiserem sem contrapartidas, para o resto devem ter de se comprometer com reformas.

Resta saber como vai ficar a questão das ajudas económicas a empresas e cidadãos, pedir emprestado para cobrir esses custos vai exigir esses ajustes económicos? Acho que não, nem faz sentido.

Depois ainda fica a questão sobre o tal.plano marshall de que tanto se fala. Vai acontecer eventualmente? Se sim.também não seria hoje que seria decidido, mas seria bom ver alguns sinais.

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Citação de ascom, há 5 minutos:

para o resto devem ter de se comprometer com reformas.

Se essas reformas tiverem que mexer com aquilo que o governo tentou repor nos últimos cinco anos... 

Também não há muito mais onde mexer.

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Ya, não mudou nada por aí além. 

 

Editado por Mayday

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Não sabia onde colocar isto, a única coisa onde não se pode criticar o acéfalo do Bolsonaro é no vídeo das flexões que é fake (a cara até aparece desfocada se repararem bem). De resto este homem é uma nulidade enquanto pessoa.

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Estive a ouvir 10m de Reagan em 1988, em entrevistas etc, a mandar piadas e indiretas à URSS e ao gorbachov ao mesmo tempo que tinha reuniões com ele...e fiquei a pensar no Biden a contar piadas sobre o Putin em 2024, o que acham da ideia? Plausível??

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Citação de Ticampos, há 14 minutos:

Estive a ouvir 10m de Reagan em 1988, em entrevistas etc, a mandar piadas e indiretas à URSS e ao gorbachov ao mesmo tempo que tinha reuniões com ele...e fiquei a pensar no Biden a contar piadas sobre o Putin em 2024, o que acham da ideia? Plausível??

O Joe Biden tem demência avançada, não chega ao Natal

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Quer mesmo roubar o lugar ao Trump, até já se reúne com o chefe dele.

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Visitante
Citação de Burkina2008, há 19 horas:

 


Não concordo, diz me em que é que se esbanja assim tanto nos ultimos 40 anos que seja diferente de outros paises desenvolvidos

Não é uma questão de concordar ou não, é uma afirmação objetiva e mensurável. Esta notícia do público vai guiar-te até dois estudos económicos que analisam isso mesmo: Portugal é mais eficiente que Espanha nos gastos públicos, mas ambos abaixo da média da OCDE

Deixo só aqui uma pequena curiosidade, já que isto vem a propósito de liberalismo:

"Os dois países ibéricos ficam perto da média da União Europeia (90,6%), mas ficam aquém da média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) como a Lituânia, a Estónia e o Chile."

"No topo deste ranking está a Suíça, cuja eficiência está 44% acima da média da OCDE, seguida de perto da Holanda, Finlândia, Luxemburgo e Irlanda. "

Agora diz-me o que têm em comum os países que destaquei a negrito.

 

Nada disto tem que ver com liberalismo...tem que ver com mentalidade, liberalismo dificilmente iria resolver essa situacão

Concordo parcialmente, na medida em que sim, há uma componente que tem a ver com a mentalidade e tradição. Mas ter um Estado grande, uma justiça lenta, má regulação, compadrio político, entre outras maleitas, facilita e muito a captura do Estado pelos interesses privados. Não é por acaso que, sempre que o PS sobe ao poder, vemos casos como a atual deputada Begonha que tinha um salário muito simpático no seu anterior cargo sem competências (ou funções que o justificassem), ou a atual ministra da Agricultura que comprou por ajuste direto árvores cobertas de ouro (a avaliar pelo preço pago) ao pai do seu colega autarca do PS. Podia estar aqui horas a listar mais casos como estes, mas prefiro ir fazê-lo à medida que eles vão surgindo em público, para ver se te ajuda a mudar a opinião.

 

Correcto, porque o Estado não tinha dinheiro para os fazer e Portugal tinha necessidade e obrigacoes europeias de construir certas coisas (nomeadamente vias de comunicacao).

Ai é? E estes também foram obrigatoriedade da UE?

Estado aceita pagar swaps com juros acima de 100% no acordo com Santander ("A perda potencial está avaliada em 1,1 mil milhões de euros, mas este valor ainda pode mudar")

Essa da obrigatoriedade é nova para mim. Consegues desenvolver mais sobre isso? E assumindo que assim foi, então já seria aceitável o quão ruinosos esses contratos foram para as contas públicas (afinal de contas, o meu ponto aqui)? Ou o quão bem-feitos foram que nem o Governo seguinte, com a corda na garganta e país falido, conseguiu rasgar. Não é por acaso que temos então um ex-Primeiro Ministro a aguardar julgamento por corrupção, ou uma dezena de colegas partidários e de Governo a serem investigados por crimes de gestão danosa, participação económica em negócio, tráfico de influências, corrupção activa para acto ilícito, fraude fiscal agravada, branqueamento de capitais e associação criminosa.

 

Posso até concordar contigo mas sendo que a justiça nunca pode ser privada, a melhoria ai teria que ser ainda com mais dinheiro. De resto a fraude empresarial de que falas, existe tanto em PT como em toda a Europa. Aqui na DK experimenta pedires factura num café ou noutro sitios semelhantes...a diferenca é que existe um grupo de empresas gigantes que pagam 83% do IRC no pais e não na liberal Holanda...

Mais dinheiro seria sempre útil, uma vez que a falta de recursos humanos é um dos grandes problemas da Justiça em Portugal (não só nos tribunais, mas também na parte de investigação). Mas eu até estava a pensar mais na interferência política. Ou nas reformas que tardam em chegar e que permitem a quem tem dinheiro (e por conseguinte, o poder) de atrasar processos até à sua prescrição. Achas que os responsáveis pelos contratos ruinosos para o Estado, os políticos com grande e pequeno poder acusados de corrupção, os responsáveis pela queda da banca, e os responsáveis por empresas (e já agora, bancos) que se cartelizam passariam a ser julgados de forma imediata após haver mais dinheiro, no atual estado de coisas?

Não, a diferença é que existe um país que leva o seu papel de regulador a sério, e outro país que fecha os olhos à economia paralela de 50% do PIB:

Denmark Will Buy Leaked Panamanian Documents in Fight Against Tax Evasion

E como essa atitude dos dinamarqueses perante a fuga aos impostos, existirão muitas outras, como saberás melhor do que eu. Em Portugal, vamo-nos contentando com este tipo de coisas: Políticos portugueses implicados em pagamentos do GES ou Governos portugueses permitiram limpar rasto do dinheiro vindo da Suíça

 

Sim mas supervisao de melhor nivel necessita de mais dinheiro...do Estado. E quanto aos bancos apesar de ser verdade, a realidade é que a nivel Europeu contamos pelos dedos os paises onde o governo não necessitou de salvar bancos recentemente, para assim salvar todo o sistema bancario, sobretudo privado.

Ah, ora aí está uma calinada bem comum! Confundir liberalismo com neo-liberalismo. Defender a redução do tamanho do Estado não é a mesma coisa que defender nenhum Estado. Qualquer liberal clássico te vai falar no papel crucial que o Estado tem enquanto regulador forte de uma economia de mercado, sem o qual os indivíduos não poderiam participar nesta em pé de igualdade e, por conseguinte, onde não seria possível competir pelo mérito. Eu defendo menos Estado enquanto agente económico, e o papel de regulador está bem acima disso. Claro que mais dinheiro poderia ajudar, mas eu vejo aqui a raiz dos problemas no facto de termos um sistema altamente burocrático, montado astutamente por políticos-advogados (dependendo se àquela hora estão na Assembleia ou no escritório) para beneficiar interesses interesses privados à custa dos contribuintes, da livre-concorrência e dos cofres do Estado, claro está.

 

Achas mesmo? Para mim a funcão publica tem certamente coisas boas, como garantias...no entanto também tem coisas pessimas, como tabelas de vencimento e promocoes lentas. Ou seja vais para o privado e trocas algumas regalias da função publica por a possibilidade de ganhares mais e mais rapido. Querias que fosse tudo melhor no privado? E depois como é que o Estado atraia pessoas para la trabalharem? De resto Portugal ate esta abaixo da media europeia em pessoal a trabalhar na funcao publica.

Tabelas de vencimento essas em que, ainda assim, pagam salários mais altos do que em funções equivalentes no Privado por vezes. E promoções lentas? Isso será certamente um recency bias fruto do apertar do cinto depois da última crise, já que até aí as progressões de carreira eram transversais e dependentes apenas do tempo de serviço, não havendo sequer espaço a avaliações de performance e, por conseguinte, não existindo incentivo para promover pelo mérito.

Mas não me interpretes mal, eu não sou contra dar uma boa remuneração aos funcionários públicos. Eu sou contra a falta de incentivos para que a função pública faça um trabalho de qualidade. Sou contra a contratação de funcionários públicos através de processos pouco transparentes, como aqueles que se baseiam em cartões partidários e não nas competências profissionais. Sou contra a compra de votos de funcionários públicos ao diminuir o horário de trabalho, quando os serviços públicos já não funcionam bem e mentindo ao dizer que seria uma medida que não acarretaria custos adicionais (como rapidamente se percebeu que era mentira).

Quanto ao gráfico que escolheste para demonstrar o número de funcionários públicos em proporção da população empregada, não deixa de ser curioso que se refira ao ano de 2016. Exatamente o ano em que Portugal terminou o período de ajustamento e em que sai de funções o governo que registou uma queda de 10 pontos percentuais no total da função pública (71 mil funcionários). 

Número de funcionários públicos aumentou em quase 26 mil desde 2016

"O aumento contraria a promessa do Governo socialista que se comprometeu com uma redução de 10 mil trabalhadores por ano e uma poupança anual de 100 milhões de euros, em 2016."

 

Certo mas tambem nada tem que ver com liberalismo e que eu saiba diversos partidos de todos os lados da bancada tentaram um concenso para algo deste genero. No Estado Novo curiosamente existiam aulas de "governo da casa" ou algo do genero.

Ou seja no final a maioria das coisas que querias melhorar, necessitam de mais dinheiro (e não menos) do Estado.

Mas porquê mais dinheiro? O que é que a escolha das matérias que se lecionam tem a ver com haver dinheiro? E discordo totalmente que isto não tenha a ver com liberalismo. Se terminas 12 anos de escolaridade obrigatória e não tens competências práticas que te permitam ter um papel ativo na economia (sendo ativo aqui do ponto de vista da produtividade), como é que nos vamos desenvolver? Como é que um país consegue criar capital para investir, quando Portugal tem uma das taxas de poupança média mais baixas da OCDE? Ou quando Portugal bate máximos nos pedidos de crédito ao consumo em 2019 (obrigando o Banco de Portugal a intervir para travar a tendência)?

 

No entanto a grande proposta é ter uma taxa fixa de IRS de 15% para valores acima de 650 Euros mes...o que faria com que o Estado tivesse uma gigantesca perda de receitas, tudo para que eu possa escolher entre meter o meu filho no colegio privado (que o Estado teria de pagar ate uma certa percentagem) ou o publico, ou que eu tenha a liberdade de escolher o hospital que quero sem ter de pagar para o SNS (sim nao incide directamente sobre o IRS mas tambem falam disso). Ou seja quem vai ao privado teria uma pequena compaticipacao do Estado e quem não consegue pagar essa diferença vai a um SNS ainda com menos dinheiro e condicoes... 

Essa discussão já foi tida várias vezes aqui, mas vamos lá desmontar essa ideia mais uma vez.

A IL propõe (ou propunha, não vi a medida no programa atual) uma taxa única de IRS na ordem dos 15%, sim senhor. Atualmente, a taxa efetiva média de IRS em Portugal andará à volta dos 13%. Segundo contas da IL (e já agora, o CDS fez umas contas parecidas), esta medida traria uma perda direta de receita na ordem dos 0.5% a 1% do PIB (gigantesca, como tu dizes). No entanto, isto é assumindo que quem foge aos impostos irá continuar a fugir, e que os contribuintes que registam esta poupança com o IRS vão guardar o dinheiro no banco ou debaixo do colchão.

A realidade não seria essa, claro - a perda de receita direta nos primeiros anos seria posteriormente compensada (ou mais do que compensada, talvez) pelo aumento da base fiscal, decorrente do facto de que uma menor retenção por parte do Estado significaria mais dinheiro a circular na economia (ganhos com impostos indiretos), mais capital para investimento que ajudariam a crescer a economia (mais IRC e ganhos de capital) e, possivelmente, menor incentivo à fuga de impostos. Portanto sim, essa medida acarretaria um custo decorrente da perda de receita, mas a ideia é que essa poupança se possa traduzir num estimulo para a Economia sem implicar sequer um grande corte na despesa pública (até temos excedente orçamental, e tudo.

Depois, uma coisa que não mencionaste (convenientemente) mas que seria importante relembrar, é que esta medida não seria aplicada de um momento para o outro, mas sim de forma gradual ano para ano. Até haveria tempo, então, para acondicionar essa potencial perda de receita e verificar gradualmente se ela seria ou não compensada por esse aumento da base fiscal, não é assim?

Depois, falas em Educação e Saúde, que são duas propostas bem diferentes do programa deles. Apesar de não as defender exatamente como eles a propõem, não me importo de te dar o contraditório:

Começando pela Saúde, não estou a ver onde é que a tua descrição difere muito do estado atual das coisas. Primeiro, para deixar claro, ninguém defende deixar de contribuir para o SNS para ir para o Privado. A IL defende uma formalização e maior integração entre o SNS e o Privado que já existe, e que é o que permite aliviar as listas de esperas de ANOS para certos tipos de consultas e cirurgias. Depois, defende também uma reforma e alargamento da ADSE aos trabalhadores do Privado, e que funcionaria como um seguro de saúde social que permitira a quem a ele aderisse poder escolher entre os aderentes. Este sistema já existe, funciona razoavelmente bem e, durante algum tempo, até deu lucro ao Estado. Porquê tê-lo apenas acessível a alguns? Porque não tirar partido de uma medida do género para aliviar a sobrelotação de algumas áreas do SNS? Não se está a falar num desmantelamento do SNS, mas sim na ideia de que quem tiver essa possibilidade e não se importar de contribuir mais, poder ter alguma escolha de onde quer ser tratada. É por ideologia ou por orgulho que se mantém o SNS a rebentar pelas costuras e não se procuram estabelecer alternativas?

Depois, a Educação. No programa do partido fazem lá uma descrição em vários pontos de como se poderia reformar o sistema de ensino público em Portugal e, pelo meio, há uma linha que diz que os apoios devem ser dados às familias e não às escolas e que, portanto, cabe a estas decidir qual a melhor alternativa entre público e privado, que variará de certo de acordo com o contexto geográfico e social em que se insiram. Uma vez que todas as escolas sem exceção recebem apoio financeiro por cada aluno que lá tenham a estudar, porque é que parte desse apoio não deveria ser dado a escolas privadas, se os pais decidam que é lá que vão encontrar a melhor educação para os filhos. Deve ser a capacidade financeira das familias a limitar os pais de dar a melhor educação possível aos filhos? Todas as familias que pagam impostos estão, indiretamente, a financiar a manutenção de escolas públicas. Porque é que uma familia não há de poder pedir para que parte dessa contribuição seja usada para financiar propinas da escola onde os filhos realmente vão estudar? O papel do Estado não é garantir apenas que há uma alternativa de Ensino a todos os portugueses? 

E se achas isto descabido, olhemos para o ensino universitário. O custo médio de cada aluno numa universidade do meu tempo andava à volta dos 4 mil euros anuais, sendo que as propinas cobriam 1/4 disso. Quando fui fazer o meu mestrado numa universidade privada, por achar que me dava mais perspetivas de carreira e uma educação de maior qualidade, aumentou imenso o valor das propinas mas, ainda assim, continuava a não pagar o valor total dos meus custos enquanto aluno, uma vez que o Estado continuava a comparticipar do meu Ensino (provavelmente poupava mais por me comparticipar uma educação no Privado do que se estivesse a estudar no Público). Já agora, porque sei que és alumnum da Nova (que é pública mas que se comporta como privada), a lógica é a mesma.

 

Alias a ideia do flat tax é tão boa que vamos ver os paises (tudo economias pujantes e/ou democracias sem pobreza oficial

Vamos ver o que o World Bank nos diz quanto a isso - crescimento médio do PIB desde 2000:

- Portugal (vários escalões) - 0.8%
- Estonia (taxa única) - 4.1%
- Letónia (taxa única) - 3.9%
- Lituânia (taxa única) - 4.2%
- Bulgária (taxa única) - 3.7%
- Hungria (taxa única) - 2.5%
- Bósnia (taxa única) - 3.4%
- Roménia (taxa única) - 4.0%
- Rússia (taxa única) - 3.8%
- Irlanda (taxa dual, semelhante ao período transitório proposto) - 5.0%
- Eslováquia (taxa dual, semelhante ao período transitório proposto) - 3.9%


É preciso dizer mais alguma coisa? Algumas destas economias já ultrapassaram Portugal em termos de volume do PIB, e todas as que ainda não fizeram vão fazê-lo em pouco tempo a manter-se a tendência.

 

Repudio total a um partido com ideias com mofo que tem como unico objectivo o bem estar de uma minoria em detrimento da maioria de pobres. É obvio que eu também considero que a gestão privada em muitas vertentes é melhor do que a publica, mas por vezes é melhor ter algum despesismo para que todos tenham o suficiente, do que o contrario. 

Para rematar então. Acreditas que seja o partido a ter ideias que beneficiam uma minoria ou, por outro lado, achas que o problema está no liberalismo enquanto ideologia? 

Dependendo da tua resposta, seria mais interessante para mim ter uma discussão mais abstrata sobre esse teu argumento de benefício a uma minoria sem ter as amarras de fazer a defesa das medidas de um partido do qual nem sequer faço parte ou para o qual contribui de alguma forma.

Ah, e já que tiveste direito a alguns "Concordo", essas pessoas que estejam também à vontade para me debater em qualquer um destes pontos 🙂

Editado por Visitante

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Citação de ElliotReid13, há 1 hora:

Ah, e já que tiveste direito a alguns "Concordo", essas pessoas que estejam também à vontade para me debater em qualquer um destes pontos

Ui. Custou-te assim tanto haver "Concordos" para quem estava a debater contigo?

PS: não fui um deles, só para que conste 😁

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Citação de Mayday, Em 09/04/2020 at 10:38:

Porca miséria de país. 

Estes contratos são de lesa-pátria.

De forma séria, alguém me consegue explicar um cenário em que pagar às concessionárias fica mais barato do que o Estado ter a sua própria empresa a cuidar das auto-estradas, e em que as portagens apenas pagam o necessários para esses salários e para os custos de manutenção?

É que estes contratos são absolutamente ruinosos, porque o Estado paga sempre. Paga um X pelo contrato, depois paga outro X se o número de carros a passar em determinada auto-estrada for inferior ao contratualizado, mas também tem de pagar se o número for superior.

Isto é absolutamente insano. Eu sei que há muita gente amiga de ministros e tal a mamar, portanto o sistema vai continuar. Mas não consigo entender, sinceramente. Não consigo entender como é possível eu pagar, por exemplo, mais de 4€ nas auto-estradas que agora uso mais regularmente, numa extensão de 60 e tal km (depois faço a maioria da viagem na IP2, senão mais me valia ficar em casa), quando na Suíça, por exemplo, pagam 40€ por ano para ter um selo no pára-brisas e andam o ano todo nas auto-estradas sem pagar mais nada.

EDIT: Mas esta parte da forma de pagamento é irrelevante, claro. A minha questão vai para o preço. Por mim podem ficar os mesmos pórticos/portagens que já existem, mas com um preço grandemente reduzido.

Editado por Ghelthon
  • Concordo! 1

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Visitante
Citação de Black Hawk, há 41 minutos:

Ui. Custou-te assim tanto haver "Concordos" para quem estava a debater contigo?

PS: não fui um deles, só para que conste 😁

Já viste o tamanho do post e o tempo que levou a fundamentar aquilo? Direcionar tudo só para uma só pessoa seria um exagero 😩

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Citação de ElliotReid13, há 1 hora:

Ah, e já que tiveste direito a alguns "Concordo", essas pessoas que estejam também à vontade para me debater em qualquer um destes pontos 🙂

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Citação de ElliotReid13, há 3 horas:


Não concordo, diz me em que é que se esbanja assim tanto nos ultimos 40 anos que seja diferente de outros paises desenvolvidos

Não é uma questão de concordar ou não, é uma afirmação objetiva e mensurável. Esta notícia do público vai guiar-te até dois estudos económicos que analisam isso mesmo: Portugal é mais eficiente que Espanha nos gastos públicos, mas ambos abaixo da média da OCDE

 

Antes de mais quero louvar a resposta e obviamente reiterar que não leves nada do que escrevo como um ataque pessoas

That said...existe muito coisa referida em que fazes com que os dados se adaptem ao discurso "cherry-picking", assim vendo, e comecando desde o principio (vou ponto a ponto, so não transcrevo porque fica demasiado longo):

Ponto 1

 Portugal é mais eficiente que Espanha nos gastos públicos, mas ambos abaixo da média da OCDE é um estudo de um think tank liberal, não encontro nenhum estudo de entidades "independentes" que chegue a essa conclusão, mas encontro de sites de esquerda com estudos que indicam o contrario. De resto colocar o Chile ou a Estonia como comparações é desonesto, no Chile porque todo esse gasto eficiente levou a tumultos socias com uma queda recente do poder de compra de cerca de 30% e com despesas da saude a ser o motivo no1 do bankrupcy pessoal e do suicidio no Chile. Alias como podes ver ai num posto que fiz no ano passado quando estive no Chile durante estas manifs. A Estonia ja la vamos mas abaixo.

Em relacao a Irlanda e Holanda, enfim não é muito dificil quando se "rouba" de outros paises devido a regimes fiscais. Podes dizer que Portugal tambem o poderia ter feito...sure, mas como não faz é dificil comparar os paises dessa forma. Alias alguem postou um link esta semana que a Holanda recebia um net effect desses beneficios fiscais de 2 ou 3% do PIB, que claro tinha um efeito igual mas negativo em varios paises da Europa, incluindo Portugal.

 

Ponto 2

Novamente cherry-picking, claro que existiram negocios mal feitos  e corrupção, mas esse não é o grande factor do custo de toda essa obra publica. Alias num dos paises com CPI mais baixo do mundo (Alemanha), tens os derrapes do Aeroporto de Berlin (que basicamente são tão grandes como o que se passou com todos os elefantes brancos de portugal nos ultimos 20 anos) ou o Schroder, que saiu de Kanzler para a admin da Gazprom que tinha ganho uns contratos milionarios na Alemanha.... E falando na Dinamarca, essa noticia que falas embora verdadeira não deu em nada no final. Alias tambem aqui se sucedem casos de corrupcao a varios niveis (gente e empresas que jogam com o regime fiscal do outro lado da ponte é mato), mas tambem ha gente da familia real e politicos presos, a diferenca grande em relacao a Portugal e ao sul é que quando alguem é apanhado (mesmo sem se provar ainda), essa pessoa demite-se e sai da cena politica. Portugal pode ate ter mais corrupcao que a Dinamarca, mas tem o mesmo que no Chile, por exemplo, fazendo que isto seja algo mais cultural do que outra coisa ligada a politica.

 

Ponto 3

Eu não confundo liberalismo com neo-liberalismo, alias quem foi o primeiro a levantar o tema agora nesta crise foi a IL, que a defesa dos trabalhadores deve ser feita com lay-offs mais simples e apoios as empresas...mas isto é uma conversa que só não vê quem não quer.

 

Ponto 4

Função publica quando referia progressoes lentas digo que são mais lentas quando comparado com o privado (se fores "bom"). Isso não tem discussão. Não estava a falar do gajo que trabalho no MacDonnalds, estou a falar de coisas comparaveis (sei lá auditor financeiro), um gajo num segundo ano de uma consultora ganhará mais do que um investigador tributario das financas ao fim de 20 anos. Sei que é um exemplo peculiar, mas a mim custa me entender como alguem que estudou medecina 6 anos, entra no mercado de trabalho a ganhar menos que eu que fui há 20 anos para uma big 4....

De resto o tal exemplo dos 26mil que deste é um desastre porque so aumentaria em menos de 1% o peso da funcao publica no ano seguinte, mantendo o peso bem abaixo da media comunitaria

 

Ponto 5 

Eu referia mais dinheiro no sentido das medidas mais acima, não no tema de existir uma materia de financas pessoais na escola. Penso que na existencia da mesma estamos de acordo. Quanto a taxa de poupanca, desculpa que te diga mas a tua logica esta completamente errada...alias Portugal nos anos 60 tinha das maiores taxas de poupanca do mundo e 50% nem sabia ler nem escrever. Isto esta mais que estudado, a taxa de poupanca é infuenciada unicamente por dois factores (existencia ou nao de estado social e rendimento). Assim veja-se, os paises com as maiores taxas de poupanca são os paises com maiores salarios ou nos casos do Mexico, EUA, Chile, etc onde o Estado nao colecta 10% do rendimento para a SS e que depois é aplicado privadamente em coisas como 401k. Portugal sendo um pais onde os rendimentos são baixos e onde o estado assegura saude e uma reforma, o incentivo de poupar para a velhice its simply not there...mas olha que alguns dos teus campeoes do liberalismo Europeu tambem nao estao muito melhor nesta materia...

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Ponto 6

Flat tax - again cherry picking. Eu dei-te uma lista de TODOS os paises que teem essa flat tax. Tu escolheste metade com taxas de crescimento acima de Portugal. No entanto se tirarmos a Irlanda (que ja falei vai buscar impostos por outra via que se fosse utilizada por todos os paises da EU a tornaria nula), todos os paises que falaste entraram na EU no sec XXI vindos de economias destruidas pelo comunismo. Se comparares com Portugal 15 anos depois de entrar na EU tambem tens as mesmas taxas de crescimento entre 4% e 5%. Vamos esperar mais 10 anos para ver se esses paises crescem a esse nivel. 

Mas podemos ver esses numeros de maneiras distintas, comparando todos os paises que entraram na UE no sec. XXI e voila, todas cresceram dentro da mesma banda, com ou sem taxa unica...alias as que cresceram mais ate foram duas sem taxa unica, a Polonia e Malta...sendo que Malta nem devia contar.

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Mas posso ser ainda mais desonesto como tu foste, vamos la comparar Irlanda, Russia e Estonia com outros paises sem taxa unica...tanto Ethiopia, como Bangladesh e Vietnam, cresceram mais do que Estonia, Russia ou mesmo Irlanda...se calhar devemos adaptar o modelo destas nacoes...

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Por outro lado esse estudo do CDS não parece nada suspeito...alias para que acreditar em paises que tiveram taxa unica, mas que tiveram de abandonar a ideia por simplesmente ser uma quebra demasiado grande em tax revenue, quando ha um calculo (que nao é demonstrado em lugar nenhum), do CDS que na altura queria apresentar esta proposta onde o efeito é baixo ou nulo...?

Nao me leves a mal...eu e a minha familia toda com esse flat tax de 15% iamos poupar umas dezenas de milhares de impostos anuais. Eu e a familia raramente utilizamos os servicos publicos mas isso não quer dizer que não tenha a consciencia que alguem tem de pagar para quem tem pouco ter um servico menos completo ou de menor qualidade. Ou seja tirar impostos a quem ja tem o suficiente é ridiculo.

Até a logica economica desse excedente de riqueza disponivel, ser positivo para a economia ainda esta por provar, porque, 1 - existem externalidades, 2 - como basicamente estas a dar mais rendimento disponivel a classe media/alta e alta, o dinheiro que o Estado gastaria em servicos publicos/obras publicas, etc...fica disponivel para pessoas que normalmente ja teem grande parte das necessidades basicas satisfeitas, logo o consumo vai maioritariamente para bens importados (mau), poupanca (efeito nulo), ou investimento no pais (bom)...basicamente a parte de leão vai para bens importados num pais como Portugal.

 

Ponto 7

"Acreditas que seja o partido a ter ideias que beneficiam uma minoria ou, por outro lado, achas que o problema está no liberalismo enquanto ideologia?"

Ambos, mas acho que isto é mais uma discussao para podcasts do que estar aqui a escrever posts que me levam mais de uma hora...

 

Ponto 8

"Ah, e já que tiveste direito a alguns "Concordo" " - quando li isto a primeira vez não entendi que não era para mim...mas isso é porque eu sou demasiado narcisista

 

Rematando, a discussão é interessante e se te ofendi nalgum ponto não foi, nem é minha intenção, mas isto é demasiado maçudo para um post do cmportugal...se quiseres podemos continuar por canais mais "rapidos"

Outra coisa, sorry a todos pelas calinadas no PT (custa me estar a mudar o teclado para PT, por isso é raro sairem acentos) e pela construcao frasica que é uma desgraça porque não releio...

 

 

Editado por Burkina2008
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Fácil, basta-lhe ligar para o jornal e fazer um pedido. 

 

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Sobre o Pingo Doce.

https://expresso.pt/coronavirus/2020-04-08-Covid-19.-Pingo-Doce-pede-desconto-nas-rendas-pagas-pelos-seus-supermercados

Usam-se do drama dos profissionais de saúde para fazer publicidade mas continuam a ser o pingo doce

http://www.cgtp.pt/accao-e-luta-geral/13923-trabalhadores-do-pingo-doce-em-quarentena-e-com-filhos-menores-obrigados-a-ir-trabalhar-na-pascoa

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Investi parte da noite a melhorar a minha fórmula de previsão distrital para legislativas, agora o erro médio nos resultados por distrito é de 1.75% contra os antigos 1.89%. Amanhã postarei aqui novos resultados previstos legislativos. 

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