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As 23 mulheres (pelo menos) que foram assediadas por Harvey Weinstein

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Porque pode ser aí que reside a confusão dos jovens que responderam a esse inquérito. No contexto de assédio em que a pergunta lhes é colocada, os jovens podem fazer essa associação, a associação de que o convite para uma bebida pode ter um fim sexual.

Então afinal os ineptos são os tipos que responderam. "WOULD YOU CONSIDER IT SEXUAL HARASSMENT IF". O inquérito pergunta claramente se eles acham que convidar alguém para uma bebida é assédio sexual. Quase 25% dos jovens americanos que responderam ao inquérito acham que sim.

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Então afinal os ineptos são os tipos que responderam. "WOULD YOU CONSIDER IT SEXUAL HARASSMENT IF". O inquérito pergunta claramente se eles acham que convidar alguém para uma bebida é assédio sexual. Quase 25% dos jovens americanos que responderam ao inquérito acham que sim.

Jovens americanos e franceses. Longe de mim acusá-los de ineptos, mas também não consigo retirar a conclusão de que existe perversidade nesses resultados. Daí eu falar em educação sexual como uma ferramenta essencial para combater esse tipo de confusão e/ou desconhecimento.

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‘Was I too naive? Was it my fault?’

Isto é muito importante para reterem. Eu durante muito tempo também senti o mesmo, tal como o relativizar da experiência, que podia ter sido muito pior e que há casos piores. Por isso é que não me veem aqui a trivializar a história do Aziz, pois sei que existe a possibilidade de alguém ter passado por algo traumático, que embora não se compare ao que eu passei, ou ao que outras vítimas de abusos ainda piores passaram, não deixa de ter importância.

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Não é tão importante como os casos que deram resultado neste movimento, desculpa lá que te diga.

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é esse caso do aziz enquanto que o da eliza dushku que é muito mais grave é posto para o lado.

 

foi um date que não correu muito bem, foi um bocado awkward. e se calhar fez uma ou outra coisa que não lhe fica muito bem mas não o obrigou a nada nem estava numa posição de poder para com ela como aconteceu com esses casos se quiserem pegar por aí.

 

volto para o caso da dushku e se ouvirem bem as palavras dela, contou a bastante gente que mandou vir/avisou o homem mas não fizeram nada depois disso, se não me engano entre eles o James Cameron, a Jamie Lee Curtis (ela acho que fez atenção, mas o homem pelo que fez deveria estar na prisão e não receber umas palavrazitas) e o Arnold Schwarznegger (vou mudar de nick)...além dos pais dela.

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Isto é muito importante para reterem. Eu durante muito tempo também senti o mesmo, tal como o relativizar da experiência, que podia ter sido muito pior e que há casos piores. Por isso é que não me veem aqui a trivializar a história do Aziz, pois sei que existe a possibilidade de alguém ter passado por algo traumático, que embora não se compare ao que eu passei, ou ao que outras vítimas de abusos ainda piores passaram, não deixa de ter importância.

Eu não percebi isto, passou-se alguma coisa?

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Eu não percebi isto, passou-se alguma coisa?

Para tentar colocar em perspetiva as emoções e ações da fotógrafa para alguns utilizadores daqui, tentei explicar como foi a minha experiência (uma ocasião de coerção sexual na minha pré-adolescência) a nível psicológico, que no momento é fácil não se reconhecer sinais de que algo está errado e que quando nos apercebemos pode ser extremamente difícil de tomar ações decisivas.

 

Ao ter passado por uma situação traumática deste género, é-me impossível ficar indiferente em relação às experiências de outras pessoas, independentemente da dimensão, gravidade, ou importância que se possa atribuir aos seus casos. É algo visceral, uma empatia inarrável. Ainda há uns tempos estava a ouvir

e quando ele relata a sua minúscula experiência fiquei emocional, pois é um exercício de empatia em que ele utiliza essa experiência para colocar em perspetiva e entender a posição de vítimas de coerção sexual. Editado por bmfpcdm

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Estou no tlm e não tenho tempo para por links mas no r/television tem lá um artigo do news.cnn que diz algo sobre ter sido o babe que contactou a gaja e não o contrário.

 

Views, views, views.

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As feministas à procura de inimigos para a sua causa, claro.

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A parte sobre a história do Aziz Ansari é spot on.

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É desonesto que ela pense que partilhar aquele tipo de informações não poderá ter o mesmo tipo de consequências de outros casos bem piores que foram expostos. É a realidade do mundo das redes sociais em que vivemos, mas calha bem pensar o contrário.

 

Também é interessante que ela mencione que isto não se trata apenas de violações ou de assédio sexual no trabalho, mas de todo o tipo de situações. No entanto, só fala de mulheres. Porque só as mulheres é que sofrem assédio sexual.

 

Isto para dizer que há ali muita ginástica mental para defender algo que a meu ver não é defensável. Ninguém está a defender o tarado do Aziz, mas se ninguém meter limites neste movimento, então qualquer tipo de interacção sexual poderá ser equiparada a violações se der para o torto.

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Estou com o perep neste assunto. Isto faz lembrar a discussão de outro tópico sobre o bom senso e o que disse por lá começa a parecer, cada vez mais, inevitável: a regulamentação dos comportamentos para se saber o que é aceitável e o que não é.

 

Escusado será dizer que isto seria uma limitação brutal da liberdade individual de que todos usufruímos, mas parece ser o ponto para o qual nos dirigimos.

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É desonesto que ela pense que partilhar aquele tipo de informações não poderá ter o mesmo tipo de consequências de outros casos bem piores que foram expostos. É a realidade do mundo das redes sociais em que vivemos, mas calha bem pensar o contrário.

 

Também é interessante que ela mencione que isto não se trata apenas de violações ou de assédio sexual no trabalho, mas de todo o tipo de situações. No entanto, só fala de mulheres. Porque só as mulheres é que sofrem assédio sexual.

 

Isto para dizer que há ali muita ginástica mental para defender algo que a meu ver não é defensável. Ninguém está a defender o tarado do Aziz, mas se ninguém meter limites neste movimento, então qualquer tipo de interacção sexual poderá ser equiparada a violações se der para o torto.

 

O que não falta neste tópico é gente a defender "o tarado do Aziz". :mrgreen:

E quanto à questão da lista também discordo dela, daí ter focado de todo o vídeo, a parte do Aziz. Aliás, eu gosto de a ouvir mas acho que exagera em muita coisa. Aliás, o choro após as presidenciais foi sintomático de uma forma de estar em certos temas que é um bocado ao lado. Mas isso não invalida que esteja spot on no caso do Aziz. A defesa na maioria dos comentários que vejo é basicamente "isto não é como os outros casos!" "baixem as forquilhas!" quando ninguém veio pedir prisão ou o despedimento do homem e só se questionou a moral de um gajo que se diz feminista mas tem comportamentos menos correctos quando não há câmaras por perto. Isso e que se calhar muitos homens deviam repensar a forma como abordam determinadas situações.

Mas acho que há muito pessoal tem medo de discutir o que considera normal e de lhe dizerem que normal ou não a sua forma de ver determinados tipos de interacções está longe de ser o melhor. E acho que este caso em particular o deixou a nu. Os limites que irão surgir a este ou qualquer tipo de movimento será o do bom senso e é o motivo pelo qual por exemplo esta lista é um não assunto no mainstream. É um excesso e esses excessos tendem a ser corrigidos por quem os olha como tal.

 

Mas porque focou nas mulheres?

Ela focou nas mulheres por dois motivos: porque é uma feminista um bocado radical e porque a esmagadora maioria dos casos envolve mulheres (não só, mas principalmente). Curiosamente, tirando o Weinstein o gajo mais esmagado por este caso foi muito provavelmente o Kevin Spacey cujo caso surgiu por denúncia de outro homem, ou seja, não me parece que se estejam a negligenciar propriamente esses casos se é o que estás a insinuar.

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Não vi tanto foco dos media nem das feministas quando foi o Terry Crews a chegar-se à frente com o relato do abuso que sofreu como estou a ver desta anónima. O caso da Dushku parece que também passou ao lado. Os das atletas de ginástica dos USA também.

 

Esses são casos bem piores do que este, a meu ver e não estão a ter a devida atenção.

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A parte sobre a história do Aziz Ansari é spot on.

 

é uma feminista um bocado radical

:post_lock:

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O que não falta neste tópico é gente a defender "o tarado do Aziz". :mrgreen:

 

 

Foi essa a conclusão que chegaste?

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Li agora este tópico. Confesso que andava a fugir do tema. Nem tinha intenção em postar o que quer que fosse. Mas a história do Aziz convenceu-me a fazê-lo.

 

Portanto, estamos perante uma denúncia feita por uma mulher adulta, livre e independente. Que alega ter sido sexualmente agredida embora no momento não o tenha percebido. Só mais tarde... Assim como se uma pessoa levasse um soco e só no dia seguinte, notando o olho negro ao espelho, pensasse com os seus botões: "Espera lá... eu fui agredido! Que aborrecimento...."

 

Pelo que percebi da história a tal mulher adulta e independente combinou um encontro com um homem do qual não se conhece qualquer relação de poder, autoridade ou domínio. Depois do jantar (anacronicamente pago pelo homem) ela aceitou de livre vontade ir a casa do homem. Não consta dos relatos qualquer agressão, ameaça, chantagem ou intimidação promovida pelo homem. Não consta qualquer intenção da mulher em abandonar os aposentos nem que ele tivesse sequer sugerido que ela estaria impedida de o fazer.

 

Ambos se despem. Ela acede em fazer sexo oral. Mas... Há sempre um mas. Ele não identificou os sinais não verbais. Erro crasso do macho rebarbado cujo cérebro fugiu para o membro fálico. Uma mulher adulta e independente, em sua casa, despida, brindando-o com sexo oral e ele, idiota, sem perceber que ela não estava a retribuir aos seus beijos como seria expectável. Não fosse ele um tarado abominável e, nesse ponto, deveria ter pensado: "Espera lá... Ela está aqui toda descascada mas não me está a beijar como é suposto. Hummmmm! :-k Aqui há gato! Ela deve estar a sentir-se desconfortável... Se calhar é melhor fazer-lhe uma massagem nos ombros ou um cafoné no cabelo..."

 

Já não se fazem homens como antigamente... E ainda lhe pagou o jantar, o bandido! Já ia com ela fisgada... E para piorar as coisas ainda lhe ofereceu uma bebida quando estavam já em casa... A ver se a embebedava para ser mais fácil saltar-lhe para a espinha. E a rapariga, coitada, que alimentava esperanças de que aquilo podia evoluir para casório...

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O importante não deveria ser qualificar a pessoa que demonstrou uma conduta imprópria. O importante deveria ser ouvir quem se sentiu violado e tentar perceber o porquê, para que possamos aprender e tentar melhorar como sociedade no que concerne este tipo de interações. Não se trata da regulamentação do comportamento humano, trata-se de considerar e reconhecer o espetro de emoções e ações humanas, trata-se de mesmo num contexto de sexo casual perceber que do outro lado está uma pessoa com sentimentos, não um objeto para nos satisfazer. Quando alguém diz que fica para um próximo encontro, esse é um sinal claro de que não vai acontecer naquela noite. Não vão ser uns minutos que vão por a pessoa no ‘mood’ certo, muito menos vai ser um episódio de “Seinfeld”, uma série que muitas vezes foca as inadequações deste tipo de interação humana. Só porque as duas pessoas estão nuas, não quer dizer que seja correto insistir-se duas, três, quatro vezes para que a mulher abra as pernas. Como algumas pessoas não veem ilegalidade nesse tipo de conduta, pouco interessa que seja imoral, o que interessa é trivializar a experiência pessoal de alguém que se sentiu violada, evitando assim a confrontação de um problema grave da nossa sociedade.

 

 

I’m a sexual consent educator. Here’s what’s missing in the Aziz Ansari conversation.

 

 

“How do you know what you want to say ‘yes’ or ‘no’ to in bed?”

 

The first time I heard the question, it caught me by surprise. I was talking with a student journalist about my first book, Yes Means Yes: Visions of Female Sexual Power and a World Without Rape. The book is framed around the idea of affirmative consent — that “no means no” is not enough, and only a freely given, enthusiastic “yes” counts when it comes to sex. As the interview wound down, the reporter, a young woman, asked me the surprisingly personal question off the record. She wanted me to teach her how to know what she wanted in bed.

 

That was the first of many times I’d come to hear that kind of question from women young and old who have been so discouraged from prioritizing their own sexual pleasure. I heard it enough that I wrote my next two books to help women overcome that self-alienation, and help all of us change the cultural institutions that create it. Their distress demonstrates why we so badly need to change the way we think about sex — and why people who don’t actively pay attention to their partner’s needs in the bedroom risk violating them.

 

The collective anguish of all these women has been haunting me this week in the wake of the publication of a Babe.net piece about one woman’s evening with Aziz Ansari, which ended, she says, with him repeatedly disregarding her verbal and nonverbal boundaries as he pursued his own sexual agenda. I’ve lost track of the number of people in both low and high places who’ve written that the encounter was “fair game.” The response reveals the deeply ingrained ways our culture believes a woman’s resistance is a fun challenge for men to overcome, and that “consent” is a free pass one can bully out of a woman if persistent or crafty enough.

 

It doesn’t have to be this way. But to change things, we need to talk about how we can better educate young people in this country about sex, consent, and pleasure.

 

 

We don’t prioritize sex education in this country

 

 

The basic principle at the heart of affirmative consent is simple: We’re each responsible for making sure our sex partners are actually into whatever is happening between us. Since decent human beings only want to have sex with people who are into it, this shouldn’t be a hard sell. But if you’ve been raised to think of sex as a battle of the sexes, or a business deal in which men “get some” and women either “give it up” or “save it” for marriage, it can still be a jarring idea, like suggesting to someone that there’s something they could breathe other than air.

 

In the absence of comprehensive, pleasure-based sex ed, we rely on media and other cultural institutions to model what sex should be like. Whether you turn to abstinence propagandists, mainstream pop culture, or free internet porn to fill in those gaps, you’re likely to wind up with an incredibly narrow and bankrupt idea of how sex works, one that positions men as sexual actors, women as the (un)lucky recipients of men’s desire, and communication of consent as lethal to both boners and romance.

 

(That’s not to say there aren’t a few good models out there for those who seek them out. One of the sexiest movies in recent memory — Call Me by Your Name — shows a man breathlessly asking another man if he can kiss him. It is scorchingly hot.)

 

We already prioritize educating kids on safety outside the realm of sexuality. Take the risk of getting injured in a fire: In any given year, around 3 percent of US school-aged kids will encounter a fire at school. The odds of a student being injured in one of those fires are so small as to be functionally zero. It’s likely that the fire risk to American students is so low in part because we prepare them so well to stay safe. We teach them fire safety every year starting in kindergarten, and build on that knowledge with regular drills, until responding to the threat of fire becomes second nature. Imagine if we prepared students that well to take care of each other during sex.

 

Sex ed in US public schools isn’t regulated by the federal government, and the resulting patchwork of curricula is a de-standardized mess. Nineteen states require sex educators to teach that sex should only happen after marriage. Only 24 states and Washington, DC, mandate that schools teach any kind of sex ed at all. And only one — California — mandates that students receive education in affirmative consent.

 

 

Affirmative consent changes the morality at the core of sexual interactions

 

 

The need for affirmative consent education shouldn’t be taken to imply that perpetrators of sexual violence are just hopelessly confused. Studies show that most rapists are perfectly aware their victims aren’t into what’s happening. And social science has also clearly demonstrated that men (and women!) are perfectly capable of understanding social cues, even ones where someone is saying “no” without using that actual word.

 

It’s impossible to know for sure what Ansari was thinking on the night in question, but this is a seasoned performer who knows how to read a crowd, and a “relationship expert” to boot. It strains credulity to imagine he truly thought she was excited about what was happening between them. What’s much more likely is that he didn’t care how she felt one way or the other and treated her boundaries as a challenge. Either way, his alleged behavior was dehumanizing.

 

Teaching affirmative consent does something profound: It shifts the acceptable moral standard for sex, making it much clearer to everyone when someone is violating that standard. I think often of the two men who intervened when they came upon Brock Turner assaulting an unconscious woman at Stanford — they knew instantly that something was wrong, because she was clearly not participating. Contrast that with Evan Westlake, who in high school witnessed his two friends raping a semi-conscious girl at a party in Steubenville, Ohio. When asked why he didn’t intervene, he told the court, “Well, it wasn’t violent. I didn’t know exactly what rape was. I always pictured it as forcing yourself on someone.”

 

I’m sure there are many differences between Westlake and the two men in the Turner case — and these cases are different from the Ansari situation — but the one that stands out to me is that Westlake was raised here in the US. The two men on bicycles in Palo Alto were Swedes, raised in a country that teaches healthy attitudes toward sexuality and gender in school, starting in kindergarten, including lessons on not just biology but healthy relationships, destigmatizing taboos around sex, and, yes, affirmative consent. They knew that a woman who is lying still and not participating in sex is a woman who isn’t consenting. And it prompted them to take action.

 

Affirmative consent, when taught well, also removes heteronormative assumptions from sex ed. If we’re each equally responsible to make sure our partner is enthusiastic about what’s happening, gender stereotypes — such as that women are passive and men are aggressive — about sexuality begin to break down.

 

It also requires that we teach and model sexual communication. Good consent education teaches students things like how to overcome awkwardness and make sexual communication feel like a fun part of the action, the importance of paying attention to body language, and the most vital part: that if you can’t tell if your partner is having a good time, you have to check in.

 

We need to teach girls that sex is supposed to be pleasurable

 

 

Consent education does something else transformative: It tells girls that sex is supposed to be for them.

 

When I speak at schools, I always ask young people if the clitoris was included in their anatomy diagrams, because it’s a quick test of whether sexual pleasure — especially female sexual pleasure — is part of the sex ed conversation. (It almost never is.) Traditional sex ed, when it’s not outright abstinence propaganda, focuses on telling kids how to avoid pregnancy and disease. Many adults fear that if we acknowledge to young people that sex might be pleasurable, it will encourage them to have it. That’s ridiculous.

 

Most kids figure out that sex seems like fun all on their own, and when we refuse to admit that basic fact to them, we just seem like unreliable sources. What’s more, countries with a pleasure-first approach to sex ed have roughly the same average age as the United States for first sexual encounters (around 17 or 18 years old).

 

But the most damaging thing that happens when we leave pleasure out of sex ed is that we allow girls to go on thinking that sex is something that’s not really for or about them. Boys learn not to worry about girls’ pleasure, and when girls and women have sexual encounters that don’t feel good — whether they’re just unsatisfying or actively abusive — they’re primed to accept that’s just how sex is.

 

Which brings us back, reluctantly, to what happened in Aziz Ansari’s apartment that night. This not a story about how inherently confusing sex is, or how women need to make throwing drinks in men’s faces great again, or any of the hot takes you’ve read recently. I get the appeal of these frames — they require so little of us. But cultures are made of people, and people can always change them. Even the sexual culture.

 

The Ansari story is, at its heart, about how much pain our outmoded sexual culture is causing. How this culture is so profoundly enabling of sexual violation that it comes to seem “normal.” Statistically speaking, it probably even is. But it doesn’t have to be.

 

This essay is adapted from the book Unscrewed: Women, Sex, Power and How to Stop Letting the System Screw Us All, by Jaclyn Friedman.

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O importante não deveria ser qualificar a pessoa que demonstrou uma conduta imprópria. O importante deveria ser ouvir quem se sentiu violado e tentar perceber o porquê, para que possamos aprender e tentar melhorar como sociedade no que concerne este tipo de interações. Não se trata da regulamentação do comportamento humano, trata-se de considerar e reconhecer o espetro de emoções e ações humanas, trata-se de mesmo num contexto de sexo casual perceber que do outro lado está uma pessoa com sentimentos, não um objeto para nos satisfazer. Quando alguém diz que fica para um próximo encontro, esse é um sinal claro de que não vai acontecer naquela noite. Não vão ser uns minutos que vão por a pessoa no ‘mood’ certo, muito menos vai ser um episódio de “Seinfeld”, uma série que muitas vezes foca as inadequações deste tipo de interação humana. Só porque as duas pessoas estão nuas, não quer dizer que seja correto insistir-se duas, três, quatro vezes para que a mulher abra as pernas. Como algumas pessoas não veem ilegalidade nesse tipo de conduta, pouco interessa que seja imoral, o que interessa é trivializar a experiência pessoal de alguém que se sentiu violada, evitando assim a confrontação de um problema grave da nossa sociedade.

 

Eu confesso que não tenho grande experiência na matéria mas parece-me que isso encerra uma grande contradição. Na minha ótica sexo casual quer dizer pura e simplesmente satisfação de necessidades fisiológicas. De ambos os parceiros. Não tem nada a ver com sentimentos. Os sentimentos e emoções entram noutro tipo de relacionamentos.

 

Ai não? Então estão nuas para quê? Porque está calor? Se não é correta a insistência, quem se sente incomodado pega nos seus trapinhos e vai-se embora. Já não aconteceria a 3ª ou 4ª insistência. Se fica está a incentivar a insistência. Isto para mim é senso comum.

 

Finalmente, estive à procura nesse texto que colocaste e não encontrei nenhuma passagem a apontar para uma questão que para mim é simples: se a pessoa não está interessada em concretizar o ato sexual a primeira coisa que deve fazer é manter a sua roupa vestida. Despindo-se há uma enorme probabilidade de enviar sinais de encorajamento ao parceiro entrando em contradição com uma eventual recusa posterior. É que no fim desta história eu tenho grandes dúvidas sobre qual dos dois terá sido o agressor e qual terá sido a vítima...

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