Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
G1njas

As 23 mulheres (pelo menos) que foram assediadas por Harvey Weinstein

Publicações recomendadas

Bad people :lol:

 

Um dos meus livro favoritos foi escrito por um tipo simpatizante do Nazismo. Um tipo que apoiou a invasão do seu país por parte dos Nazis. Um tipo péssimo, mesmo, chamado Knut Hamsun que escreveu um livro incrível sobre o que é ser artista, os sacrifico e dificuldades. Escritor fantásticos com obras ímpares na literatura mundial. Ainda bem que não o meti de parte por ser bad people.

Editado por Mayday

Compartilhar este post


Link para o post

E os criticos de arte, coitados, agora também vão ter que avaliar primeiro se o artista é bad people ou good people para poder avaliar as suas obras.

 

Bad people? terrible work.

Good people? Your work is fantástic.

 

Que nojo de mundo, este.

 

“Is it censorship? Is it an attack on the freedom of art and artists? No, it is about time” – Chris Hayes
Muito bom :lol:

 

Dizem também que o autor e a obra são inseparáveis, porque - atenção - ...Our understanding of art is shaped by the very culture that kept it as the plaything for rich, straight, white men. Another exhibition from someone with sexual misconduct allegations against them isn’t what we need from art now.

 

:lol: É a ignorância que está a tentar liderar o mundo, não há dúvida.

 

So should institutions continue cancelling exhibitions from problematic artists? Absolutely, if we don’t want art to remain stale, pale and male.”

 

Não, claro que não é censura. É apenas surreal.

 

Enfim. Uma nova ideia de censura. Vamos começar pela arte mas rapidamente vamos passar a outros estágios.

Compartilhar este post


Link para o post

Bad people :lol:

 

Um dos meus livro favoritos foi escrito por um tipo simpatizante do Nazismo. Um tipo que apoiou a invasão do seu país por parte dos Nazis. Um tipo péssimo, mesmo, chamado Knut Hamsun que escreveu um livro incrível sobre o que é ser artista, os sacrifico e dificuldades. Escritor fantásticos com obras ímpares na literatura mundial. Ainda bem que não o meti de parte por ser bad people.

 

Pelo começo da descrição até pensei que era o Céline, que também está envolvido numa bela polémica em França :mrgreen:

Compartilhar este post


Link para o post

OB0101_lg.jpg

E ler o artigo?

 

"(...)It’s this dissonance that often makes the appreciation or the understanding of art so difficult. Can you love an artist’s work if behind the canvas is a life marked by acts of sexual assault, rape or appropriation? These are questions we have to ask ourselves, especially in light of upcoming exhibitions such as Schiele at the RA and Tate Liverpool or Picasso at Tate Britain. They’re important and difficult questions – best observed in the recent Balthus controversy – but ultimately the answer to any of them does not lie in the removal of artworks. You can’t and shouldn’t erase art history but we can certainly stop history from repeating itself.(...)"

Editado por bmfpcdm

Compartilhar este post


Link para o post

Há uma diferença. É que o Knut Hamsun não fez da sua obra panfletos propagandistas, tal como o Picasso não tornou a sua obra sexista ou machista. São coisas separáveis. O autor e a sua obra. Desprezo o Knut Hamsun, mas não a sua obra.

 

O Céline, escritor dificílimo de ler, em quase todas as suas grandes obras, também não o fez, mas escreveu outras que são autênticos panfletos propagandistas de ideias perigosas. E são essas obras que se estão a tentar publicar e a causar controvérsia.

Compartilhar este post


Link para o post

E ler o artigo?

 

"(...)It’s this dissonance that often makes the appreciation or the understanding of art so difficult. Can you love an artist’s work if behind the canvas is a life marked by acts of sexual assault, rape or appropriation? These are questions we have to ask ourselves, especially in light of upcoming exhibitions such as Schiele at the RA and Tate Liverpool or Picasso at Tate Britain. They’re important and difficult questions – best observed in the recent Balthus controversy – but ultimately the answer to any of them does not lie in the removal of artworks. You can’t and shouldn’t erase art history but we can certainly stop history from repeating itself.(...)"

but we can certainly stop history from repeating itself.(...)

 

É aqui que está a confusão. Qual história? A do comportamento indevido? Sim?

 

As obras dos artistas que se querem censurar por terem sido "bad people" não reflectem o seu comportamento. Se as suas obras reflectissem esse comportamento, isto poderia ser compreensível (*), mas não, o comportamento do artista e a obra não têm relação.

 

Então como é que censurar a obra de um artista "bad people", obra essa que não tem relação com o seu mau comportamento, vai impedir que a história se repita? É censurando o legado de quem fez história?

 

No entanto, mais uma vez, a justiça social, a sede de vingança, tem que funcionar prejudicando tudo o que estiver relacionado com essa "bad people".

 

*A sacralidade do espaço e da obra, o seu contexto, e a inteligência e capacidade da pessoa deve estar sempre em evidência. Ex. Ver um quadro do Balthus num museu, uma peça sobre nazis num teatro ou um filme sobre violação no cinema...

 

Ver o quadro do Balthus que alguém achou que sexualizava uma criança não me torna pedófilo e deve estar disponível se eu quiser ir lá vê-lo e pensar sobre aquilo.

Editado por Mayday

Compartilhar este post


Link para o post

Repetir a história dos artistas que passam a vida impunes, sendo celebrados e idolatrados.

 

Eu não me oponho a que o Victor Salva, por exemplo, continue a escrever e a realizar filmes (embora considere fundamental que ele não trabalhe com menores), mas não consigo criticar aqueles que procuram boicotar o seu trabalho, pois consideram que a punição foi demasiado leve para o crime que ele cometeu e que alguém como ele não merece continuar a enriquecer através daquela indústria.

 

É um assunto demasiado complexo para ter uma resposta definitiva, daí que seja tão calorosamente discutido.

Compartilhar este post


Link para o post

Já tinha percebido: Fundamentalismo, Censura e Justiça Social. Os novos padrões da democracia moderna.

 

Censura à obra do artista e censura a quem quer adorar a obra do artista.

Compartilhar este post


Link para o post

Repetir a história dos artistas que passam a vida impunes, sendo celebrados e idolatrados.

 

Eu não me oponho a que o Victor Salva, por exemplo, continue a escrever e a realizar filmes (embora considere fundamental que ele não trabalhe com menores), mas não consigo criticar aqueles que procuram boicotar o seu trabalho, pois consideram que a punição foi demasiado leve para o crime que ele cometeu e que alguém como ele não merece continuar a enriquecer através daquela indústria.

 

É um assunto demasiado complexo para ter uma resposta definitiva, daí que seja tão calorosamente discutido.

É isto. E acrescento: nem é preciso achar que a punição foi demasiado leve, há pessoas que simplesmente podem não se sentir à vontade em continuar a consumir arte de pessoas com determinado historial. É legítimo e é uma decisão pessoal de cada um.

Compartilhar este post


Link para o post

É isto. E acrescento: nem é preciso achar que a punição foi demasiado leve, há pessoas que simplesmente podem não se sentir à vontade em continuar a consumir arte de pessoas com determinado historial. É legítimo e é uma decisão pessoal de cada um.

Então e quem se sente à vontade em continuar a consumir a obra arte de pessoas com determinado historial?

 

É que a arte não é obrigatória. Tu vês, ouves ou lês, se queres. Se não queres, não tentes censurá-la. Ignora-a. Procura o que gostas e te deixa à vontade. Se queres ir ao museu e está lá uma obra de um artista com determinado historial que não te deixa à vontade, não a vás ver. A mim deixa-me à vontade e eu quero vê-la.

 

É que o teu post é uma contradição. Se é uma decisão pessoal de cada um como é que a censura resolve isso? Se um não gosta, ninguém vê? É melhor assim?

Compartilhar este post


Link para o post

Então e quem se sente à vontade em continuar a consumir a obra arte de pessoas com determinado historial?

 

É que a arte não é obrigatória. Tu vês, ouves ou lês, se queres. Se não queres, não tentes censurá-la. Ignora-a. Procura o que gostas e te deixa à vontade. Se queres ir ao museu e está lá uma obra de um artista com determinado historial que não te deixa à vontade, não a vás ver. A mim deixa-me à vontade e eu quero vê-la.

 

É que o teu post é uma contradição. Se é uma decisão pessoal de cada um como é que a censura resolve isso? Se um não gosta, ninguém vê? É melhor assim?

Não foi isso que eu disse, ou pelo menos que queria dizer. Eu interpretei o boicotar que o Bmfcpdm falou como um não consumir nada de determinado artista. Não quero censurar nada.

Compartilhar este post


Link para o post

Já tinha percebido: Fundamentalismo, Censura e Justiça Social. Os novos padrões da democracia moderna.

 

Censura à obra do artista e censura a quem quer adorar a obra do artista.

Nunca censurar. Eu que amo a escrita de H. P. Lovecraft, que amo o filme "Rosemary's Baby", alguma vez ia defender que obras fossem destruidas ou censuradas? Não, mas entendo quem se oponha à celebração do artista, celebração que às vezes ignora ou "varre para debaixo do tapete" os aspetos maus daquela pessoa, aspetos que muitas vezes até informam sobre a natureza do seu trabalho (como é o caso de H. P. Lovecraft, por exemplo). Não me oponho a algo como isto: World Fantasy award drops HP Lovecraft as prize image

Compartilhar este post


Link para o post

Mas se se retira uma obra de um museu porque o artista é ou foi "bad people", isso é censura.

 

Expor a obra de um artista, p.e, não é celebração. Os museus não celebram (a não ser num centenário ou similar). A cultura, pode ser, mas não é celebração. Não celebro o fascismo quando leio Knut Hamsun. Não celebro a violação quando vejo o Rosemary's Baby.

 

E sim, quando se expõe um obra, edita um livro, exibe um filme, deve-se varrer para debaixo do tapete os aspectos maus e os bons daquela pessoa. Não é isso que interessa. Interessa a obra.

 

Mas mais intrigado estou porque percebo que só interessa ver o que é bom. Puritanizar a sociedade até nesses momentos sacros da cultura. Não podemos observar, pensar, discutir sobre o mal. Não num museu, não num cinema, não num teatro, não na TV e não na internet. Espaços que servem para isso mesmo. Querem-me convencer que eu não devo ou não posso (talvez, como com as mulheres, não sou suficientemente capaz, tenho que ser protegido) de me relacionar com o mal porque me torno cúmplice dele.

Editado por Mayday

Compartilhar este post


Link para o post

Até concordo com os defensores da discriminação no que toca a esta discussão.

 

Censurar arte é parvo. Mais parvo ainda quando a arte não vai desaparecer. Podem cancelar o House of Cards que ainda vai haver gente a ver, podem acabar com os Brand New que ainda vai haver gente a ouvir, podem acabar com peças de teatro onde há pessoas nuas a dizer palavrões que ainda vai haver gente a assistir.

Compartilhar este post


Link para o post

É uma chatice ainda não terem inventado as viagens no tempo para que alguns justiceiros voltassem atrás e castigassem devidamente todos aqueles que, no seu tempo, tiveram comportamentos vistos hoje como inaceitáveis. O gozo que daria a alguns terem o poder de corrigir a história moldando-a segundo os seus interesses... À falta de melhor censura-se o legado desses "bad people".

 

Se retirarmos da história todos os criminosos, pedófilos, praticantes de violência doméstica, drogados, bêbados, assediadores, libertinos, fumadores, malcheirosos e malucos em geral ficaríamos lindamente... Acho que nem um dos grandes vultos da história passaria no crivo dos justiceiros facebookianos de hoje. :lol:

Editado por Descartes

Compartilhar este post


Link para o post

O que é mais chocante no meio disto tudo é mesmo a morte lenta de um dos princípios mais básicos de qualquer estado Democrático de Direito que é o principio da presunção da inocência.

Nos dias que correm uma pessoa tem de ter muito cuidado com aquilo que faz, não vá alguém lembrar-se de lançar uma acusação e o seu julgamento ser feito de forma imediata, é assustador para crl pensar que podemos estar a assistir a uma mudança radical na nossa sociedade em que o julgamento de alguém está à distancia de um clique, de um artigo, de um blog ou de uma notícia.

Compartilhar este post


Link para o post

Mas nenhum famoso vai preso por violar outra pessoa. Perde o emprego. O Estado de Direito continua na mesma porque nenhum famoso vai a julgamento por ser predador sexual. Perde o emprego.

Compartilhar este post


Link para o post

Mas se se retira uma obra de um museu porque o artista é ou foi "bad people", isso é censura.

 

Expor a obra de um artista, p.e, não é celebração. Os museus não celebram (a não ser num centenário ou similar). A cultura, pode ser, mas não é celebração. Não celebro o fascismo quando leio Knut Hamsun. Não celebro a violação quando vejo o Rosemary's Baby.

 

E sim, quando se expõe um obra, edita um livro, exibe um filme, deve-se varrer para debaixo do tapete os aspectos maus e os bons daquela pessoa. Não é isso que interessa. Interessa a obra.

Ok, acho que estamos de acordo. No entanto, percebo perfeitamente que uma produtora de filmes, por exemplo, não queira trabalhar mais com determinado ator envolvido numa situação destas. Ou que uma editora não queira editar mais livros de determinado escritor. Por detrás das produtoras ou das editoras também estão pessoas que não querem colaborar com as "bad people". Outras haverão em que esse problema não se põe, and I'm fine with that. Eu próprio tenho artistas de quem consigo distanciar o talento da pessoa, e outros que não.

 

O que é mais chocante no meio disto tudo é mesmo a morte lenta de um dos princípios mais básicos de qualquer estado Democrático de Direito que é o principio da presunção da inocência.

Nos dias que correm uma pessoa tem de ter muito cuidado com aquilo que faz, não vá alguém lembrar-se de lançar uma acusação e o seu julgamento ser feito de forma imediata, é assustador para crl pensar que podemos estar a assistir a uma mudança radical na nossa sociedade em que o julgamento de alguém está à distancia de um clique, de um artigo, de um blog ou de uma notícia.

Isto é mesmo o pior.

Editado por Jamarcus

Compartilhar este post


Link para o post

O Tarantino já tinha andado a entender que sabia muita coisa sobre o Weinstein mas isso é um novo nível de degredo.

 

Por outro lado, Ethan Hawke :prayer:

Compartilhar este post


Link para o post

Thurman says that in “Kill Bill,” Tarantino had done the honors with some of the sadistic flourishes himself, spitting in her face in the scene where Michael Madsen is seen on screen doing it and choking her with a chain in the scene where a teenager named Gogo is on screen doing it.

 

giphy.gif

Compartilhar este post


Link para o post

 

Video da tentativa de homicídio do Tarantino.

Compartilhar este post


Link para o post

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisa de ser membro desta comunidade para poder comentar

Criar uma conta

Registe-se na nossa comunidade. É fácil!

Criar nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Autentique-se agora
Entre para seguir isso  

×
×
  • Criar Novo...