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As 23 mulheres (pelo menos) que foram assediadas por Harvey Weinstein

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E mais uma vez, os lobbys das LGBTs e afins, a ganharem. Chega a ser rídiculo a força que essas comunidades têm, para influenciar tudo a seu belo prazer.

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(...)

Também acho ridiculo e já não é a primeira vez que a Scarlett está envolvida em algo assim. Também houve esta indignação toda com o Leto no Dallas Buyers Club?

 

O ambiente não é comparável, muito sinceramente. O grande problema aqui é que a Scarlett está envolvida no movimento Metoo, que trata das desigualdades salariais e da presença desfasada na indústria de homens vs mulheres, mas depois aceita papéis que tiram espaço a membros de outra comunidade. Acaba por ser uma contradição.

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O ambiente não é comparável, muito sinceramente. O grande problema aqui é que a Scarlett está envolvida no movimento Metoo, que trata das desigualdades salariais e da presença desfasada na indústria de homens vs mulheres, mas depois aceita papéis que tiram espaço a membros de outra comunidade. Acaba por ser uma contradição.

 

Tiram espaço porquê? Ela é atriz? A profissão dela não é interpretar personagens que não ela?

 

Ou agora vamos dar papéis de ditadores, apenas a ditadores, os escravos apenas reperesentados por escravos, motoristas apenas pelos motoristas, polícias, apenas pessoal do FBI, etc.

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O ambiente não é comparável, muito sinceramente. O grande problema aqui é que a Scarlett está envolvida no movimento Metoo, que trata das desigualdades salariais e da presença desfasada na indústria de homens vs mulheres, mas depois aceita papéis que tiram espaço a membros de outra comunidade. Acaba por ser uma contradição.

Não acho. Há varios actores e actrizes trans por aí (laverne cox, a de sense 8, a de transparent, o chaz bono que são os que me vêm a cabeça) que estão a representar a comunidade e algumas delas são trans characters. Mas imaginemos que os actores trans começam a ser typecasted. O que é que vai acontecer aí?

 

Eu entendo que queiram representação em hollywood mas não é a acusar tudo e todos e a fazer as pessoas desistir de papeis e talvez até arriscarem que o filme não seja feito que vão a algum lado.

 

btw, uma quote do chaz bono que acho relevante:

 

How does it feel to get to play a cisgender male character on the series?

Chaz Bono: I'm a character actor. That's what I like to do, so I kind of stayed away from doing any sort of transgender parts because I don't want to be pigeonholed into something and I've seen a lot of transgender actors do that and seem to get pigeonholed. It's just a decision I made a long time ago... And it might have taken a little bit longer, but everything I've done has all been [cis male characters].

 

https://www.tvguide.com/news/american-horror-story-cult-chaz-bono-post-mortem/

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O ambiente não é comparável, muito sinceramente. O grande problema aqui é que a Scarlett está envolvida no movimento Metoo, que trata das desigualdades salariais e da presença desfasada na indústria de homens vs mulheres, mas depois aceita papéis que tiram espaço a membros de outra comunidade. Acaba por ser uma contradição.

 

E qual é a comunidade da Scarlett?

 

Já agora, se a Scarlett é criticável por aceitar um papel onde interpreta uma personagem trans também será criticável um ator ou uma atriz trans aceitar papeis que não correspondam a personagens dessa "comunidade"?

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E qual é a comunidade da Scarlett?

 

Já agora, se a Scarlett é criticável por aceitar um papel onde interpreta uma personagem trans também será criticável um ator ou uma atriz trans aceitar papeis que não correspondam a personagens dessa "comunidade"?

 

Existem vários tiers nas Olímpiadas da vitimização. Não é por acaso que a comunidade LGBT começou com 4 sílabas e já vai com uma dezena. A Scarlett ganha pontos por ser mulher, mas perde também por ser branca e heterossexual.

 

Só será criticável se o papel for de um grupo que estiver um tier acima do trans.

 

Acho que é assim que funciona.

Editado por Rōnin

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Não acho. Há varios actores e actrizes trans por aí (laverne cox, a de sense 8, a de transparent, o chaz bono que são os que me vêm a cabeça) que estão a representar a comunidade e algumas delas são trans characters. Mas imaginemos que os actores trans começam a ser typecasted. O que é que vai acontecer aí?

 

Eu entendo que queiram representação em hollywood mas não é a acusar tudo e todos e a fazer as pessoas desistir de papeis e talvez até arriscarem que o filme não seja feito que vão a algum lado.

 

btw, uma quote do chaz bono que acho relevante:

 

https://www.tvguide.com/news/american-horror-story-cult-chaz-bono-post-mortem/

 

Alguns que criticaram a Scarlett até estão nesse lote que colocaste aí (Sense 8 e Transparent). Muito sinceramente está a haver um aproveitamento claro disto, é preciso dizer, pois é uma personagem apetecível para uma série de actores e que, num bom contexto, pode dar prémios relevantes que consequentemente darão maiores cachets no futuro (Leto e a Swank ganharam um Óscar a fazer uma personagem trans, só para dar um exemplo)

 

Quanto ao Chaz Bono faz bem mas é relativamente fácil fazer isso porque ele tem o reconhecimento do seu lado logo os papéis cairão sempre. É um pouco como o Peter Dinklage por exemplo que já disse que não estava interessado em fazer papéis de anões (creio que por acaso aceitou um recentemente mas porque a personagem tinha um bom desenvolvimento no argumento, não era uma personagem tipo). Dão o exemplo porque são actores e são pagos para interpretar diferentes personagens, não uma versão caricatural deles como um anão ou uma trans, mas por outro estão numa posição fácil porque têm reconhecimento da indústria (também fizeram muito para o conseguir).

 

É uma questão complicada, partilho a opinião que isto é um brutal exagero e que crucificaram a Scarlett de forma injusta porque a personagem e o projecto são apetecíveis mas por outro lado reconheço a validade de alguns argumentos dos atores trans, sobretudo a questão da escassez de papéis e a falta de peso na indústria. Mas acredito que esta situação de braço-de-ferro vai ser prejudicial para eles, já para já agora nenhuma atriz/ator vai entrar no projecto para não ser queimado e nenhum trans tem peso para puxar o filme no marketing e depois é preciso ter em conta que seria um filme a promover essa comunidade LGBT, ou seja, perdia-se um posto de trabalho hoje mas poderiam ganhar mais no futuro com o eventual sucesso do filme.

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E mais uma vez, os lobbys das LGBTs e afins, a ganharem. Chega a ser rídiculo a força que essas comunidades têm, para influenciar tudo a seu belo prazer.

Ai é que está. É que nem é um lobby a funcionar. Estas vozes não têm força nenhuma. Somos nós. Nós é que estamos preocupados em não ofender e com medo das consequências do alcance desta vozes. E por isso qualquer barulho causa-nos logo comichão.

 

Aclamar por igualdade de direitos e ao mesmo tempo censurá-los só mostra a patologia desta gente. Um actor/actriz transsexual clama pelo direito de poder fazer qualquer papel sem que a sua sexualidade interfira. Mas não admite que uma actriz não trans faça esse papel.

 

É por esta evidente falta de lógica que se torna óbvio que isto são vozes quase singulares que ecoam um pouco mais graças às novas ferramentas de comunicação e por isso a importância devia ser mínima.

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O ambiente não é comparável, muito sinceramente. O grande problema aqui é que a Scarlett está envolvida no movimento Metoo, que trata das desigualdades salariais e da presença desfasada na indústria de homens vs mulheres, mas depois aceita papéis que tiram espaço a membros de outra comunidade. Acaba por ser uma contradição.

Contradição é pedir direitos e retirá-los aos outros.

 

À Scarlett compete-lhe envolver-se nos assuntos em que ela pode intervir. Não tem que lutar por todas as desigualdades do mundo. Para isso ainda existe a figura de Deus. Aliás, se a Scarlett lutasse pelos direitos dos trans, estes vinham dizer que ela devia meter-se no lugar dela porque não sabe o que é ser trans.

 

Existem vários tiers nas Olímpiadas da vitimização. Não é por acaso que a comunidade LGBT começou com 4 sílabas e já vai com uma dezena. A Scarlett ganha pontos por ser mulher, mas perde também por ser branca e heterossexual.

 

Só será criticável se o papel for de um grupo que estiver um tier acima do trans.

 

Acho que é assim que funciona.

Agora diz-se cisgender binárix.

Editado por Mayday

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Não faz grande sentido, de facto. Acho que tanto a maior representatividade de atores trans pode perfeitamente coexistir com uma atriz que não o é fazer esse papel.

 

O pior é ela ter dado o braço a torcer

 

Edit: Aliás, no que toca à própria Scarlett há muito mais a criticar sobre como ela gere a imagem dela do que isto.

Editado por Wincing Hálldor

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Que tem a forma que ela gere a sua imagem?

Acho que se calhar para muitos dos grupos que a criticaram por aceitar a personagem trans vai mais contra aquilo que são as filosofias deles o facto de ela vender a imagem como um sex symbol da indústria.

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A Scarlett fez uma redução de peito lá para 2005 ou aproximadamente. E ela tem ficado descuidada, não está tão grossa. Não é A Scarlett.

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Não percebo o que passa na cabeça de uma pessoa para comandar este movimento quando sabia que também já teve encontros do mesmo tipo.

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É pior, acho que foi depois.

Terá sido já depois de ter denunciado o produtor norte-americano e quando já era uma das vozes mais relevantes do movimento #MeToo que Asia Argento pagou 380 mil dólares (333 mil euros) a Jimmy Bennett, o jovem ator e músico que a acusava de assédio.

Editado por kareca

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Citar

 

Mr. Bennett was 7 when he was cast in “The Heart Is Deceitful Above All Things,” a 2004 film Ms. Argento directed, starred in and helped write.

The script, based on a book by the pseudonymous writer JT LeRoy, depicts the grim relationship between a drug-addicted prostitute played by Ms. Argento and her son, played by Mr. Bennett and two other young actors. Ms. Argento’s character dresses her son as a girl to lure men, and the boy is ultimately raped.

In interviews and subsequent social media posts between the two over the years, they referred to each other as mother and son.

On May 9, 2013, the day they met for a reunion in her room at a Ritz-Carlton in Marina del Rey, Calif., she posted on Instagram: “Waiting for my long lost son my love @jimmymbennett in trepidation #marinadelrey smoking cigarettes like there was no next week.”

Mr. Bennett responded, “I’m almost there!:)”

Mr. Bennett, who has an eye condition that prevents him from driving, arrived at Ms. Argento’s hotel room that morning with a family member, according to his notice of intent.

The document lays out Mr. Bennett’s account: Ms. Argento asked the family member to leave so she could be alone with the actor. She gave him alcohol to drink and showed him a series of notes she had written to him on hotel stationery. Then she kissed him, pushed him back on the bed, removed his pants and performed oral sex. She climbed on top of him and the two had intercourse, the document says. She then asked him to take a number of photos.

 

 

https://www.nytimes.com/2018/08/19/us/asia-argento-assault-jimmy-bennett.html

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