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As 23 mulheres (pelo menos) que foram assediadas por Harvey Weinstein

Publicações recomendadas

No meio de todo este turbilhão de histórias continuo a achar incrível (i) a facilidade com que se julga e condena qualquer suspeito da prática dos referidos crimes e (ii) como é que se toma por absoluta verdade o que as alegadas vítimas dizem.

 

Faz-me especial confusão como é que se faz tábua rasa do princípio da presunção de inocência. Para alguns que estão esquecidos, estamos a falar do direito a ser tido como inocente ao longo de todo o processo penal, ou seja, a ser tratado como inocente e julgado como inocente, pelos Tribunais e pela Comunidade, enquanto a culpa não for demonstrada para além de uma dúvida razoável. E reforço a questão da Comunidade. É irresponsável fazer este tipo de acusações públicas e depois nós, cidadãos em geral, andarmos a propagar este tipo de acusações.

 

O curioso é que quem defende, e bem, o ser humano contra qualquer tipo de abuso, esquece-se que a presunção da inocência consta da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Mas parece-me que só dá jeito falar nisso em algumas situações. Afinal o que faz capa de jornais e revistas, sucesso nas redes sociais e, certamente, parecer um cidadão exemplar, é condenar outro por um crime alegadamente cometido, sobre o qual não existe decisão judicial.

 

É o chamado fuck logic. Mas vamos continuar a escrever parágrafos e parágrafos a tomar como verdade absoluta a declaração de uma das partes e a julgar e condenar, em praça pública, o alegadamente criminoso. Mas depois andam aqui a bater no peito a falar do ser humano, de abusos, de moralidade e do crl. Sejam honestos.

Editado por w0

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Por acaso também fiquei com essa ideia. Mas tb pode ser por não o dissociar da personagem em Parks & Rec,

(...)

 

Eu não vi a série mas se algum amigo me contasse isso eu não me ria mas também não ficaria chocado. Para mim é uma piada que ele tentou utilizar para inverter o "jogo" a seu favor, talvez tenha visto que ela estava nervosa ou pouco confiante e tentou fazer isso para a colocar mais confortável. Contudo considero que é um pouco de mau gosto por causa do termo "sexo": as mulheres por norma não gostam de relações/homens que banalizem isso.

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Saliento que em nenhum momento da discussão acusei o Aziz de ser criminoso, monstro ou o quer que seja. Eu não defendo que ele deva ser preso, ou que a sua entidade empregadora o deva despedir. Eu nem sequer sei qual é a legislação local e o possível enquadramento legal. Em toda a discussão a minha preocupação sempre foi em tentar perceber de que forma aquele encontro correu mal e perceber o ponto de vista de quem se sentiu emocionalmente abusado.

 

 

The Aziz Ansari story is a good litmus test for who sees sexual misconduct as a strictly legal question and who is concerned about improving the overall culture surrounding sex and dating. It's also many times more relevant to the average person's experience than, say, Weinstein.

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No meio de todo este turbilhão de histórias continuo a achar incrível (i) a facilidade com que se julga e condena qualquer suspeito da prática dos referidos crimes e (ii) como é que se toma por absoluta verdade o que as alegadas vítimas dizem.

 

Faz-me especial confusão como é que se faz tábua rasa do princípio da presunção de inocência. Para alguns que estão esquecidos, estamos a falar do direito a ser tido como inocente ao longo de todo o processo penal, ou seja, a ser tratado como inocente e julgado como inocente, pelos Tribunais e pela Comunidade, enquanto a culpa não for demonstrada para além de uma dúvida razoável. E reforço a questão da Comunidade. É irresponsável fazer este tipo de acusações públicas e depois nós, cidadãos em geral, andarmos a propagar este tipo de acusações.

 

O curioso é que quem defende, e bem, o ser humano contra qualquer tipo de abuso, esquece-se que a presunção da inocência consta da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Mas parece-me que só dá jeito falar nisso em algumas situações. Afinal o que faz capa de jornais e revistas, sucesso nas redes sociais e, certamente, parecer um cidadão exemplar, é condenar outro por um crime alegadamente cometido, sobre o qual não existe decisão judicial.

 

É o chamado fuck logic. Mas vamos continuar a escrever parágrafos e parágrafos a tomar como verdade absoluta a declaração de uma das partes e a julgar e condenar, em praça pública, o alegadamente criminoso. Mas depois andam aqui a bater no peito a falar do ser humano, de abusos, de moralidade e do crl. Sejam honestos.

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Aquilo é arrependimento puro e duro. É a mesma coisa que um gajo se meter com uma baleia na noite porque estava com os copos e aquela m*rda atormentá-lo para o resto da semana :lol:

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Penso que já estamos a entrar num ponto onde já se começa a prejudicar mais a causa do que a ajudar.

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Penso que já estamos a entrar num ponto onde já se começa a prejudicar mais a causa do que a ajudar.

Uma causa sem consequências legais. Talvez façam um filme disto no futuro e as actrizes do cast são assediadas sexualmente. Sexeption.

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Aziz Ansari Is Guilty. Of Not Being a Mind Reader.

By BARI WEISS JAN. 15, 2018

 

I’m apparently the victim of sexual assault. And if you’re a sexually active woman in the 21st century, chances are that you are, too.

That is what I learned from the “exposé” of Aziz Ansari published this weekend by the feminist website Babe — arguably the worst thing that has happened to the #MeToo movement since it began in October. It transforms what ought to be a movement for women’s empowerment into an emblem for female helplessness.

The headline primes the reader to gird for the very worst: “I went on a date with Aziz Ansari. It turned into the worst night of my life.” Like everyone else, I clicked.

 

The victim in this 3,000-word story is called “Grace” — not her real name — and her saga with Mr. Ansari began at a 2017 Emmys after-party. As recounted by Grace to the reporter Katie Way, she approached him, but he brushed her off at first. Then they bonded over their devotion to the same vintage camera.

Grace was at the party with someone else, but she and Mr. Ansari exchanged numbers and soon arranged a date in Manhattan. After arriving at his TriBeCa apartment on the appointed evening — she was “excited,” having carefully chosen her outfit after consulting with friends — they exchanged small talk and drank wine. “It was white,” she said. “I didn’t get to choose and I prefer red, but it was white wine.” Yes, we are apparently meant to read into the nonconsensual wine choice.

 

They went out to dinner nearby and then returned home to Mr. Ansari’s apartment. As Grace tells it, the actor was far too eager to get back to his place after he paid for dinner: “Like, he got the check and then it was bada-boom, badabing, we’re out of there.” Another sign of his apparent boorishness.

Grace complimented Mr. Ansari’s kitchen countertops. The actor then made a move, asking her to sit on the counter. They started kissing. He undressed her and then himself.

In the 30 or so minutes that followed — recounted beat by cringe-inducing beat — they hooked up. Mr. Ansari persistently tried to have penetrative sex with her, and Grace says she was deeply uncomfortable throughout. At various points, she told the reporter, she attempted to voice her hesitation, and that Mr. Ansari ignored her signals.

At last, she uttered the word “no” for the first time during their encounter, to Mr. Ansari’s suggestion that they have sex in front of a mirror. He said: “‘How about we just chill, but this time with our clothes on?’”

They got dressed, sat on the couch and watched “Seinfeld.” She said to him: “You guys are all the same.” He called her an Uber. She cried on the way home. Fin.

 

If you are wondering what about this evening constituted the “worst night” of Grace’s life, or why it is being framed as a #MeToo story by a feminist website, you probably feel as confused as Mr. Ansari did the next day. “It was fun meeting you last night,” he texted.

“Last night might’ve been fun for you, but it wasn’t for me,” she responded.

“You ignored clear nonverbal cues; you kept going with advances. You had to have noticed I was uncomfortable.” He replied with an apology.

Read Grace’s text message again. Put in other words: I am angry that you weren’t able to read my mind.

 

It is worth carefully studying Grace’s story. Encoded in it are new yet deeply retrograde ideas about what constitutes consent — and what constitutes sexual violence.

We are told by the reporter that Grace “says she used verbal and nonverbal cues to indicate how uncomfortable and distressed she was.” She adds that “whether Ansari didn’t notice Grace’s reticence or knowingly ignored it is impossible for her to say.” We are told that “he wouldn’t let her move away from him,” in the encounter.

Yet Mr. Ansari, in a statement responding to Grace’s story, said that “by all indications” the encounter was “completely consensual.”

 

I am a proud feminist, and this is what I thought while reading Grace’s story: If you are hanging out naked with a man, it’s safe to assume he is going to try to have sex with you.

If the inability to choose a pinot noir over a pinot grigio offends you, you can leave right then and there.

If you don’t like the way your date hustles through paying the check, you can say, “I’ve had a lovely evening and I’m going home now.”

If you go home with him and discover he’s a terrible kisser, say “I’m out.”

If you start to hook up and don’t like the way he smells or the way he talks (or doesn’t talk), end it.

If he pressures you to do something you don’t want to do, use a four-letter word, stand up on your two legs and walk out his door.

 

Aziz Ansari sounds like he was aggressive and selfish and obnoxious that night. Isn’t it heartbreaking and depressing that men — especially ones who present themselves publicly as feminists — so often act this way in private?

Shouldn’t we try to change our broken sexual culture? And isn’t it enraging that women are socialized to be docile and accommodating and to put men’s desires before their own? Yes. Yes. Yes.

But the solution to these problems does not begin with women torching men for failing to understand their “nonverbal cues.” It is for women to be more verbal. It’s to say: “This is what turns me on.” It’s to say “I don’t want to do that.”

And, yes, sometimes it means saying piss off.

 

The single most distressing thing to me about Grace’s story is that the only person with any agency in the story seems to be Aziz Ansari. Grace is merely acted upon.

All of this put me in mind of another piece published this weekend, this one by the novelist and feminist icon Margaret Atwood. “My fundamental position is that women are human beings,” she writes. “Nor do I believe that women are children, incapable of agency or of making moral decisions. If they were, we’re back to the 19th century, and women should not own property, have credit cards, have access to higher education, control their own reproduction or vote. There are powerful groups in North America pushing this agenda, but they are not usually considered feminists.”

Except, increasingly, they are.

 

Grace’s story was met with so many digital hosannas by young feminists, who insisted that consent is only consent if it is affirmative, active, continuous and — and this is the word most used — enthusiastic. Consent isn’t the only thing they are radically redefining. A recent survey by The Economist/YouGov found that approximately 25 percent of millennial-age American men think asking someone for a drink is harassment. More than a third of millennial men and women say that if a man compliments a woman’s looks it is harassment.

To judge from social media reaction to Grace’s story, they also see a flagrant abuse of power in this sexual encounter. Yes, Mr. Ansari is a wealthy celebrity with a Netflix show. But he had no actual power over Grace — professionally or otherwise. And lumping him in with the same movement that brought down men who ran movie studios and forced themselves on actresses, or the factory floor supervisors who demanded sex from women workers, trivializes what #MeToo first stood for.

 

I’m sorry Grace had this experience. I too have had lousy romantic encounters, as has every adult woman I know. I have regretted these encounters, and not said anything at all. And I have regretted them and said so, like Grace did. And I know I am lucky that these unpleasant moments were far from being anything approaching assault or rape, or even the worst night of my life.

But the response to Grace’s story makes me think that many of my fellow feminists might insist that my experience was just that, and for me to define it otherwise is nothing more than my internalized misogyny.

There is a useful term for what Grace experienced on her night with Mr. Ansari. It’s called “bad sex.” It sucks.

 

The feminist answer is to push for a culture in which boys and young men are taught that sex does not have to be pursued like they’re in a porn film, and one in which girls and young women are empowered to be bolder, braver and louder about what they want. The insidious attempt by some women to criminalize awkward, gross and entitled sex takes women back to the days of smelling salts and fainting couches. That’s somewhere I, for one, don’t want to go.

 

https://www.nytimes.com/2018/01/15/opinion/aziz-ansari-babe-sexual-harassment.html

Sugiro a leitura. Tal como a gaja diz, o que eu consigo retirar desta história (a que foi escrita no tal Babe) é que o Aziz foi um bronco, correndo a coisa como ela contou. E devemos retirar algo de situações como esta, porque continua a existir um problema na forma como algumas pessoas vêem o rumo das relações, sexuais ou não. Mas ser um bronco não faz com que isto configure um caso de violação ou sequer de assédio. Receio que a falta de limites na definição destes casos acabe por prejudicar mais a causa do que outra coisa.

No ponto em que estamos, corremos o risco da definição de assédio se tornar tão vasta que este é, em si, inócuo. Caso não tenham passado os olhos pelo texto, pelo meio está isto: "A recent survey by The Economist/YouGov found that approximately 25 percent of millennial-age American men think asking someone for a drink is harassment". Isto é ir longe de mais, estamos a começar a inibir as pessoas de se relacionarem.

 

No meio de todo este turbilhão de histórias continuo a achar incrível (i) a facilidade com que se julga e condena qualquer suspeito da prática dos referidos crimes e (ii) como é que se toma por absoluta verdade o que as alegadas vítimas dizem.

 

Faz-me especial confusão como é que se faz tábua rasa do princípio da presunção de inocência. Para alguns que estão esquecidos, estamos a falar do direito a ser tido como inocente ao longo de todo o processo penal, ou seja, a ser tratado como inocente e julgado como inocente, pelos Tribunais e pela Comunidade, enquanto a culpa não for demonstrada para além de uma dúvida razoável. E reforço a questão da Comunidade. É irresponsável fazer este tipo de acusações públicas e depois nós, cidadãos em geral, andarmos a propagar este tipo de acusações.

 

O curioso é que quem defende, e bem, o ser humano contra qualquer tipo de abuso, esquece-se que a presunção da inocência consta da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Mas parece-me que só dá jeito falar nisso em algumas situações. Afinal o que faz capa de jornais e revistas, sucesso nas redes sociais e, certamente, parecer um cidadão exemplar, é condenar outro por um crime alegadamente cometido, sobre o qual não existe decisão judicial.

 

É o chamado fuck logic. Mas vamos continuar a escrever parágrafos e parágrafos a tomar como verdade absoluta a declaração de uma das partes e a julgar e condenar, em praça pública, o alegadamente criminoso. Mas depois andam aqui a bater no peito a falar do ser humano, de abusos, de moralidade e do crl. Sejam honestos.

Já há muito que discuto com amigos o desaparecimento da presunção de inocência na nossa sociedade, particularmente em casos de crimes sexuais. Os acusados são imediatamente culpados em praça pública. Acho isso extremamente perigoso.

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...they exchanged small talk and drank wine. “It was white,” she said. “I didn’t get to choose and I prefer red, but it was white wine.” :lol:

 

Nem a deixou escolher o vinho e ela prefere tinto e não branco. Obrigou-a a beber um vinho que não gosta. Isto deve ter pesado na decisão do júri da justiça social.

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Que mais mulheres, como nestes ultimos artigos/videos, continuem a chamar à atenção do que isto realmente é e do perigo que se está a tornar ao resto do pessoal que se auto-intitula 'feminista'

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This Is a Turning Point for #MeToo – But It's Not the End

 

 

Sugiro a leitura. Tal como a gaja diz, o que eu consigo retirar desta história (a que foi escrita no tal Babe) é que o Aziz foi um bronco, correndo a coisa como ela contou. E devemos retirar algo de situações como esta, porque continua a existir um problema na forma como algumas pessoas vêem o rumo das relações, sexuais ou não. Mas ser um bronco não faz com que isto configure um caso de violação ou sequer de assédio. Receio que a falta de limites na definição destes casos acabe por prejudicar mais a causa do que outra coisa.

No ponto em que estamos, corremos o risco da definição de assédio se tornar tão vasta que este é, em si, inócuo. Caso não tenham passado os olhos pelo texto, pelo meio está isto: "A recent survey by The Economist/YouGov found that approximately 25 percent of millennial-age American men think asking someone for a drink is harassment". Isto é ir longe de mais, estamos a começar a inibir as pessoas de se relacionarem.

 

 

Já há muito que discuto com amigos o desaparecimento da presunção de inocência na nossa sociedade, particularmente em casos de crimes sexuais. Os acusados são imediatamente culpados em praça pública. Acho isso extremamente perigoso.

O caso não se trata de "sexual assault". E a fotógrafa teve agência, tanto teve que o comportamento coercivo não funcionou, eles não tiveram sexo, e no final ela foi-se embora após nova investida enquanto viam televisão, já depois de ter verbalmente rejeitado os avanços. Pintá-la de inepta é distorcer aquela versão dos factos. A solução para resolver coerção passa por educar jovens de ambos os sexos, por exemplo, que insistir e pressionar na prática de determinado ato sexual após o parceiro indicar relutância ou indisponibilidade é errado e um comportamento coercivo, que consentimento para um tipo de ato sexual não é consentimento para todos, que coerção não física tem um efeito psicológico que muitas pessoas ignoram, etc.

 

Percebam que coerção é diferente de assédio ou violação, e nem sempre tem enquadramento legal. Trata-se de uma realidade nefasta, jovens adolescentes de ambos os sexos às vezes nem têm consciência de que praticam comportamentos coercivos e alguns são pressionados a iniciar a sua vida sexual devido a essa conduta nada saudável dos seus parceiros.

 

Estudo mostra que um em cada três jovens é vítima de coerção sexual

 

Da simples insistência para ter relações sexuais à ameaça, passando pela chantagem e, nalguns casos, pela agressão física: 30% dos jovens até aos 21 anos foram vítimas de coerção sexual. Os dados são de um estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto que avaliou 606 jovens adultos nascidos em 1990.

 

Segundo os dados preliminares desta avaliação, os autores da coerção sexual tendem a ser em simultâneo vítimas, não havendo aqui grandes diferenças de género a assinalar. Em números: a prevalência da vitimização por coerção sexual no último ano foi de 30,4% nas raparigas e 28,7% nos rapazes; já a prevalência da coerção sexual foi de 22,9% nas raparigas e 31,8% nos rapazes.

 

"A maior parte das vítimas são agressores em simultâneo. Há alguma bidireccionalidade neste tipo de violência", adianta Sílvia Fraga, autora do estudo e investigadora do Instituto de Saúde Pública e da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. "O mais preocupante", porém, é que "esta coerção sexual também está associada a comportamentos de risco, nomeadamente o não-uso do preservativo e a manutenção de vários parceiros sexuais".

 

Esta avaliação ainda está em curso. No total, serão inquiridos quase três mil jovens - os mesmos envolvidos no Epiteen, um projecto iniciado no ano lectivo 2003/04 que se propõe compreender de que forma os hábitos e comportamentos adquiridos na adolescência se vão reflectir na saúde do adulto (ver caixa).

 

Apesar disso, Sílvia Fraga considera que uma das conclusões a retirar deste estudo é que estes jovens não se percepcionam como vítimas ou autores de violência. "Estes jovens - e só responderam ao inquérito os que estiveram numa relação com pelo menos um mês - foram convidados a dizer se o namorado ou namorada alguma vez tinham insistido para ter relações sexuais contra a sua vontade e, na perspectiva da vitimização, se já tinham insistido para manter relações sexuais, se tinham sido coagidos a não usar preservativo, se tinham sido vítimas de ameaça ou ameaçado; enfim, mas não podemos dizer que eles percepcionem estes comportamentos como violentos, porque nalgumas culturas são entendidos como algo natural".

 

Daí que, ainda segundo Sílvia Fraga, haja aqui "um trabalho de sensibilização a fazer, dado o risco de estes comportamentos degenerarem noutro tipo de violência mas também porque estes comportamentos têm implicações em termos de saúde". De facto, entre as raparigas, as vítimas, por comparação às não-vítimas, revelaram maiores probabilidades de terem tido a primeira relação sexual antes dos 17 e de terem somado mais parceiros e usado o preservativo de forma mais inconsistente. Do mesmo modo, entre os rapazes, a probabilidade de terem realizado mais testes de VIH era maior.

 

Victims of sexual coercion are often blind to the crime

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Deviam fazer um estudo quando a mulher quer engravidar no período fértil. Há muito homem que deve ser vítima de coerção.

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O caso não se trata de "sexual assault". E a fotógrafa teve agência, tanto teve que o comportamento coercivo não funcionou, eles não tiveram sexo, e no final ela foi-se embora após nova investida enquanto viam televisão, já depois de ter verbalmente rejeitado os avanços. Pintá-la de inepta é distorcer aquela versão dos factos. A solução para resolver coerção passa por educar jovens de ambos os sexos, por exemplo, que insistir e pressionar na prática de determinado ato sexual após o parceiro indicar relutância ou indisponibilidade é errado e um comportamento coercivo, que consentimento para um tipo de ato sexual não é consentimento para todos, que coerção não física tem um efeito psicológico que muitas pessoas ignoram, etc.

 

Percebam que coerção é diferente de assédio ou violação, e nem sempre tem enquadramento legal. Trata-se de uma realidade nefasta, jovens adolescentes de ambos os sexos às vezes nem têm consciência de que praticam comportamentos coercivos e alguns são pressionados a iniciar a sua vida sexual devido a essa conduta nada saudável dos seus parceiros.

Acho que toda a gente percebeu. Mas tem que existir um limite na definição de coerção e, a meu ver, se o limite for este estamos a castrar as pessoas. Tenho problemas com algumas coisas que ela diz que o Aziz fez/disse. Agora o gajo aceitar que ela não quer nada, irem para o sofá ver uma série e passado um bocado voltar a tentar... f*da-se isto é normal man! Às vezes o mood não está lá, um gajo tenta ajustar e vê se já há abertura para a cena se dar. Os contextos importam nestas m*rda. Repara que por esta altura já eles tinham tirado a roupa e tinham estado aos amassos. Isto é relevante para o contexto.

 

Repara que quem se pinta de inepta é ela. A única vez que disse "não" ele recuou e foram ver uma série para o sofá. O resto da noite, de acordo com ela, passa-se com uma gaja que está por uma segunda vez com um gajo à espera que ele perceba "cues não verbais" de que não quer nada. Sim, ele podia e devia ter agido de outra forma quando voltou a tentar. Mas não vejo mal em que o tenha feito, por si.

 

 

Não comentaste muito do que está ali. O que achas disto: "A recent survey by The Economist/YouGov found that approximately 25 percent of millennial-age American men think asking someone for a drink is harassment"? Não achas perverso? Não achas que é sintomático?

Editado por andriy pereplyotkin

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Acho que toda a gente percebeu. Mas tem que existir um limite na definição de coerção e, a meu ver, se o limite for este estamos a castrar as pessoas. Tenho problemas com algumas coisas que ela diz que o Aziz fez/disse. Agora o gajo aceitar que ela não quer nada, irem para o sofá ver uma série e passado um bocado voltar a tentar... f*da-se isto é normal man! Às vezes o mood não está lá, um gajo tenta ajustar e vê se já há abertura para a cena se dar. Os contextos importam nestas m*rda. Repara que por esta altura já eles tinham tirado a roupa e tinham estado aos amassos. Isto é relevante para o contexto.

 

Repara que quem se pinta de inepta é ela. A única vez que disse "não" ele recuou e foram ver uma série para o sofá. O resto da noite, de acordo com ela, passa-se com uma gaja que está por uma segunda vez com um gajo à espera que ele perceba "cues não verbais" de que não quer nada. Sim, ele podia e devia ter agido de outra forma quando voltou a tentar. Mas não vejo mal em que o tenha feito, por si.

 

 

Não comentaste muito do que está ali. O que achas disto: "A recent survey by The Economist/YouGov found that approximately 25 percent of millennial-age American men think asking someone for a drink is harassment"? Não achas perverso? Não achas que é sintomático?

Dizer que é normal para justificar um comportamento é tremendamente perigoso... Há comportamentos hoje considerados aberrantes que já foram normais em algum momento.

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Acho que toda a gente percebeu. Mas tem que existir um limite na definição de coerção e, a meu ver, se o limite for este estamos a castrar as pessoas. Tenho problemas com algumas coisas que ela diz que o Aziz fez/disse. Agora o gajo aceitar que ela não quer nada, irem para o sofá ver uma série e passado um bocado voltar a tentar... f*da-se isto é normal man! Às vezes o mood não está lá, um gajo tenta ajustar e vê se já há abertura para a cena se dar. Os contextos importam nestas m*rda. Repara que por esta altura já eles tinham tirado a roupa e tinham estado aos amassos. Isto é relevante para o contexto.

 

Repara que quem se pinta de inepta é ela. A única vez que disse "não" ele recuou e foram ver uma série para o sofá. O resto da noite, de acordo com ela, passa-se com uma gaja que está por uma segunda vez com um gajo à espera que ele perceba "cues não verbais" de que não quer nada. Sim, ele podia e devia ter agido de outra forma quando voltou a tentar. Mas não vejo mal em que o tenha feito, por si.

 

 

Não comentaste muito do que está ali. O que achas disto: "A recent survey by The Economist/YouGov found that approximately 25 percent of millennial-age American men think asking someone for a drink is harassment"? Não achas perverso? Não achas que é sintomático?

Isso acontece já depois de ela claramente dizer que não a sexo, depois de se vestirem e darem por terminada a atividade sexual tida até ali, depois ele volta a tentar despir-lhe as calças e aí ela percebe que a única alternativa é ir embora.

 

Essa última parte é demonstrativo da falta de educação sexual, que vale tanto para um extremo como para o outro, exatemente o que eu aponto como o problema essencial e o caminho para a solução.

 

P.S.: Harassment =/= Coercion

Editado por bmfpcdm

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Dizer que é normal para justificar um comportamento é tremendamente perigoso... Há comportamentos hoje considerados aberrantes que já foram normais em algum momento.

Sobreanalisar terminologia também me parece perigoso. Já dar um bocado de espaço e tentar deixar uma pessoa confortável para ver se a coisa rola parece-me ter, como maior perigo, uma segunda tampa.

 

Isso acontece já depois de ela claramente dizer que não a sexo, depois de se vestirem e darem por terminada a atividade sexual tida até ali, depois ele volta a tentar despir-lhe as calças e aí ela percebe que a única alternativa é ir embora.

 

Essa última parte é demonstrativo da falta de educação sexual, que vale tanto para um extremo como para o outro, exatemente o que eu aponto como o problema essencial e o caminho para a solução.

 

P.S.: Harassment =/= Coercion

E vai.

 

É só de falta de educação sexual? Repara que isto só acontece nos EUA. Eles têm um dose assim tão menor de educação sexual face aos outros países apontados no inquérito?

Editado por andriy pereplyotkin

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Sobreanalisar terminologia também me parece perigoso. Já dar um bocado de espaço e tentar deixar uma pessoa confortável para ver se a coisa rola parece-me ter, como maior perigo, uma segunda tampa.

 

 

E vai.

 

É só de falta de educação sexual? Repara que isto só acontece nos EUA. Eles têm um dose assim tão menor de educação sexual face aos outros países apontados no inquérito?

Não é sobreanalisar terminologia, é chamar as coisas pelos seus nomes. Esse inquérito pode ser indicativo da confusão que existe, pois oferecer álcool por si só não tem mal nenhum, mas quando se oferece álcool ou outra droga com o fim de inebriar uma pessoa de forma a ter relações sexuais já é coerção. Estas questões deviam ser clarificadas e esclarecidas através de educação, neste caso educação sexual.

 

Eu teria muitas reservas em afirmar que este tipo de confusão e desconhecimento é exclusivo dos EUA (nesse inquérito específico, França também tem resultados semelhantes nessa pergunta).

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Não é sobreanalisar terminologia, é chamar as coisas pelos seus nomes. Esse inquérito pode ser indicativo da confusão que existe, pois oferecer álcool por si só não tem mal nenhum, mas quando se oferece álcool ou outra droga com o fim de inebriar uma pessoa de forma a ter relações sexuais já é coerção. Estas questões deviam ser clarificadas e esclarecidas através de educação, neste caso educação sexual.

 

Eu teria muitas reservas em afirmar que este tipo de confusão e desconhecimento é exclusivo dos EUA (nesse inquérito específico, França também tem resultados semelhantes nessa pergunta).

espera lá, se eu vejo uma mulher interessante e lhe oferecer um copo estou a forçá-la/pressioná-la a ter relações sexuais comigo? Ou estar a falar de inebriar no sentido de embriagar e drogar, é que aí é mesmo violação, vai mais longe do que coagir.

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Não é sobreanalisar terminologia, é chamar as coisas pelos seus nomes. Esse inquérito pode ser indicativo da confusão que existe, pois oferecer álcool por si só não tem mal nenhum, mas quando se oferece álcool ou outra droga com o fim de inebriar uma pessoa de forma a ter relações sexuais já é coerção. Estas questões deviam ser clarificadas e esclarecidas através de educação, neste caso educação sexual.

 

Eu teria muitas reservas em afirmar que este tipo de confusão e desconhecimento é exclusivo dos EUA (nesse inquérito específico, França também tem resultados semelhantes nessa pergunta).

O inquérito especifíca "convidar alguém para uma bebida". Porque raio saltas daqui para oferecer álcool/drogas com o fim de inebriar e ter relações? Achando que a educação sexual é essencial, não me parece que seja isso que leva alguém a fazer essa ponte de pensamento.

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espera lá, se eu vejo uma mulher interessante e lhe oferecer um copo estou a forçá-la/pressioná-la a ter relações sexuais comigo? Ou estar a falar de inebriar no sentido de embriagar e drogar, é que aí é mesmo violação, vai mais longe do que coagir.

Não, a intenção é o ponto fulcral. Se com isso se tem intenção de inebriar a pessoa para que se possa ter relações sexuais sem consentimento, estamos a falar de comportamento coercivo, se o fim for alcançado, já estaremos a falar de violação, sim.

 

O inquérito especifíca "convidar alguém para uma bebida". Porque raio saltas daqui para oferecer álcool/drogas com o fim de inebriar e ter relações? Achando que a educação sexual é essencial, não me parece que seja isso que leva alguém a fazer essa ponte de pensamento.

Porque pode ser aí que reside a confusão dos jovens que responderam a esse inquérito. No contexto de assédio em que a pergunta lhes é colocada, os jovens podem fazer essa associação, a associação de que o convite para uma bebida pode ter um fim sexual.

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