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Um dia na vida do Sporting - 29/02 - E ao 616º dia, Bruno de Carvalho ressuscita

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Wendel contradiz declarações de Jorge Jesus em tribunal

Esta versão contraria a apresentada em tribunal pelo então treinador do Sporting Jorge Jesus, que afirmou que os jogadores se recusaram falar com Bruno de Carvalho

Wendel assumiu em tribunal que Bruno de Carvalho falou com o plantel todo após o ataque à academia de Alcochete e acrescentou que nunca se recusou a falar com o antigo presidente, contrariando a versão apresentada por Jorge Jesus.

"Ele [Bruno de Carvalho] falou com todos, falou com o grupo", respondeu o médio brasileiro, depois de questionado pela juíza presidente se o então presidente do clube Bruno de Carvalho esteve na academia logo após o ataque e se falou com o plantel.

Esta versão contraria a apresentada em tribunal pelo então treinador do Sporting Jorge Jesus, que afirmou que os jogadores se recusaram falar com Bruno de Carvalho, e pelos restantes jogadores que revelaram em julgamento não terem falado com o antigo presidente do clube após a invasão.

No depoimento realizado em 07 de janeiro, Jorge Jesus afirmou que os jogadores se recusaram falar com Bruno de Carvalho.

"Todos os jogadores foram para a sala de estar para não se encontrarem com ele. Nenhum queria falar com ele. Houve um telefonema a dizer que o presidente vinha à academia. Alguns jogadores até disseram: 'nem vale a pena ele vir'. Os jogadores afastaram-se dele, fugiram dele", referiu Jorge Jesus, durante o seu testemunho.

Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, perguntou hoje a Wendel se se referia aos seus companheiros (plantel) quando falou em "grupo todo", tendo o médio respondido 'claro'.

Wendel foi mais longe e afirmou que não ouviu nenhum colega dizer que não queria falar com Bruno de Carvalho, nem que, ele próprio, tenha dito alguma vez que não falava com o então presidente do Sporting.

Wendel e Luís Maximiano foram ouvidos em 09 de dezembro de 2019 por videoconferência, mas devido a falhas na gravação, tiveram de repetir hoje os testemunhos a partir do Tribunal do Montijo, na 19.ª sessão do julgamento da invasão à academia 'leonina', em 15 de maio de 2018, com 44 arguidos, incluindo o antigo presidente do clube Bruno de Carvalho, que decorre no Tribunal de Monsanto, em Lisboa.

Wendel repetiu ainda que foi agredido com estaladas na cara por um dos elementos e que viu "agressões a outros companheiros", nomeadamente Acuña e Misic, que levaram chapadas.

O médio referiu ter ouvido frases como "não eram jogadores para o Sporting" e mandaram retirar as camisolas, tendo visto uma tocha no chão. Wendel reiterou que ficou com medo que este tipo de situação voltasse a acontecer.

Questionado sobre a reunião de 14 de maio de 2018, a testemunha reiterou o que havia dito no primeiro depoimento: que não se recordava dessa reunião.

https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/sporting/noticias/wendel-contradiz-declaracoes-de-jorge-jesus-em-tribunal-11710486.html

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Sporting, a história de uma época perdida

A 19 pontos do líder Benfica no campeonato, fora da Taça de Portugal e acabadinho de cair na Taça da Liga, num jogo que acabou com duas expulsões e muita confusão em campo. Estamos em janeiro e em 2019/20 resta ao Sporting lutar pela melhor participação possível na Liga Europa, em que está longe de ser uma das equipas favoritas. Este é o filme de uma época de equívocos em Alvalade.

As contratações “cirúrgicas”. E falhadas

O mês era setembro de 2019 e acabara de fechar o mercado de transferências. Bruno Fernandes ficou, Raphinha saiu, Bas Dost já não estava. Frederico Varandas apresenta-se no relvado de Alvalade e explica ao canal do clube os movimentos do Sporting durante o verão. “Em julho fizemos cinco contratações cirúrgicas para darem estabilidade e opções. Teríamos de deixar mais para a frente mais duas ou três contratações tendo em conta quem saísse entretanto”.

Essas três contratações seriam então Bolasie, emprestado pelo Everton, Jesé, por empréstimo do PSG, e o brasileiro Fernando, jovem brasileiro emprestado pelo Shakhtar Donetsk. E os números são fáceis de somar: o avançado congolês fez 22 jogos, quatro assistências e dois golos em todas as competições; o atacante espanhol, antiga estrela em potência que se tem arrastado por vários empréstimos, foi titular em apenas oito jogos, marcou apenas um golo e tem andado desaparecido das convocatórias. E Fernando, entre lesões e falta de rendimento, já foi recambiado para a Ucrânia, sem sequer se estrear pela equipa principal dos leões. Muito pouco quando a ideia era substituir Bas Dost.

E olhando para as tais “contratações cirúrgicas”, não se pode dizer que a tal preparação da época que Frederico Varandas dizia já estar a fazer em entrevista ao Expresso em outubro de 2018 tenha corrido bem: de Vietto (que chegou como moeda de troca no acordo entre Sporting e At. Madrid por Gelson), Rosier, Camacho, Eduardo e Luís Neto, digamos que apenas o argentino foi quase sempre aposta no onze, até se lesionar. E mesmo assim marcou apenas cinco golos em 25 jogos.

Para o mercado de inverno, já chegou Sporar para o ataque, mas há boas probabilidades do Sporting perder Bruno Fernandes, de longe o jogador mais influente dos leões. E esse é quase impossível de substituir.

Saídas não colmatadas

Raphinha foi vendido porque o Sporting precisava de dinheiro em caixa depois de não vender Bruno Fernandes no verão. Bas Dost regressou à Alemanha porque o salário era alto. A contratação a título definitivo de Gudelj não avançou. E para nenhum deles o Sporting conseguiu encontrar substituto à altura.

O extremo brasileiro tinha feito sete golos e nove assistências e o seu substituto natural, Rafael Camacho, tarda a afirmar-se como titular. Com a saída de Bas Dost, o Sporting ficou com apenas Luiz Phellype para a grande área. O brasileiro, em 25 jogos esta temporada, marcou apenas 9 golos, muito longe dos números do holandês que na sua pior época nos leões, a última, fez 23 golos em 35 jogos.

No lugar de Gudelj (e com Battaglia só agora de regresso), tanto Keizer, como Leonel Pontes e Silas têm apostado no jovem Doumbia, contratado em janeiro de 2019, mas o marfinense não convence. Eduardo, contratado ao Belenenses, onde na última época foi uma das boas surpresas do campeonato, praticamente não tem jogado.

A dança dos treinadores

Marcel Keizer foi o treinador do projeto de Varandas mas a história de amor entre o holandês e o Sporting acabou apenas um mês após o arranque da época, ainda que a contestação tenha começado bem antes disso. “Alguém ia despedir um treinador que tinha ganho uma Taça da Liga e uma Taça de Portugal naquelas condições?”, questionou Varandas numa entrevista à Sporting TV pouco depois de despedir o holandês.

A pergunta deixava claro que a continuidade de Keizer para a nova época já trazia dúvidas. A derrota na Supertaça, frente ao Benfica, e o mau arranque no campeonato tornou as dúvidas em certezas.

Ao holandês sucedeu Leonel Pontes, treinador nos sub-23, mas o “efeito Bruno Lage” não aconteceu em Alvalade: depois de um empate e três derrotas, Pontes voltou para os sub-23 e o Sporting contratou Silas, depois de, nas palavras de Frederico Varandas, ter tentado Leonardo Jardim e José Mourinho, que recusaram o lugar.

Os falhanços nos momentos fulcrais

Na altura era impossível dizer, mas o arranque oficial da época para o Sporting seria um prenúncio para o que viria a seguir: derrota inequívoca por 5-0 frente ao Benfica e os primeiros sinais de fragilidades e de falta de competitividade e soluções face aos rivais diretos.

No 1.º jogo do campeonato, os leões não passaram no Funchal (empate frente ao Marítimo) e a derrota em casa com o Rio Ave à 4.ª jornada marcaria o fim de Marcel Keizer. Mas com Silas o Sporting continua a ser uma equipa permeável nos momentos fulcrais e falta pedalada nos jogos decisivos. Foi inesperadamente eliminado da Taça de Portugal, troféu que defendia, pelo Alverca, na 3.ª eliminatória. Na Liga Europa, num jogo que podia valer o 1.º lugar no grupo, os leões foram completamente dominados pelo LASK Linz, perdendo por 3-0 na Áustria.

E depois seguiram-se duas derrotas frente aos principais rivais, para piorar, ambas em Alvalade: frente ao FC Porto (2-1) na 15.ª jornada, e Benfica (2-0) na última jornada.

De fora da Taça de Portugal, a 19 pontos da frente do campeonato, com a pior campanha de sempre nos primeiros oito jogos em casa para o campeonato (quatro derrotas) e pouco ou nada favorito à conquista da Liga Europa, onde jogará em fevereiro os 16 avos-de-final frente ao Istambul Basaksehir, restava defender o título na Taça da Liga. Mas na terça-feira tudo se desmoronou: exibição fraca, duas expulsões, ânimos muito exaltados e derrota frente ao Sp. Braga na primeira das meias-finais, por 2-1.

As confusões fora de campo: o julgamento de Alcochete, as claques

Se dentro de campo a época do Sporting parece invariavelmente perdida, o que se passa fora também nada tem ajudado à estabilidade do clube. O julgamento do caso da invasão da Academia de Alcochete continua no tribunal de Monsanto e com vários dos jogadores do plantel a testemunhar.

Consequência mais ou menos direta do ataque à Academia, a guerra da atual direção com as claques. Ao fim do protocolo seguiram-se protestos em jogos, ameaças por parte do Diretivo Ultras XXI em colocar a SAD do clube em tribunal e lançamento de tochas do último jogo em casa, frente ao Benfica, que obrigou à interrupção da partida. Situação que terá sido a gota de água para a direção que, segundo o diário desportivo “A Bola”, quer colocar os elementos dos quatro grupos organizados na bancada B a partir da próxima época e dentro de uma caixa de segurança, vulgo “gaiola”, tal como acontece normalmente com as claques das equipas adversárias.

A juntar aos constantes gritos de #VarandasOut em Alvalade, no início do ano, o movimento Dar Futuro ao Sporting pediu ainda a realização de uma AG de destituição da atual direção.

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Mas esse ainda tem acesso à net?

Cá para mim roubou a pass do vizinho.

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Citar o Taveira ❤️

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Citação de Ed, há 15 minutos:

Citar o Taveira ❤️

Faz sentido, foi o arquiteto de Alvalade XXI

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O que vale é que ele vai relembrando consecutivamente que não tem a mínima elevação para ser presidente do Sporting ou de qualquer entidade de importância social. Que pessoa tão reles.

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Citação de Black Hawk, há 14 minutos:

O que vale é que ele vai relembrando consecutivamente que não tem a mínima elevação para ser presidente do Sporting ou de qualquer entidade de importância social. Que pessoa tão reles.

Mas durante algum tempo foi quase um Semi-DEUS, na zona de alvalade.

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Citação de Bazuka, há 27 minutos:

Mas durante algum tempo foi quase um Semi-DEUS, na zona de alvalade.

Ainda é.

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Citação de Lebohang, há 2 horas:

 

?

ele foi expulso de sócio e pode fazer campanhas destas?

Editado por Leston

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Só receberá quando o Sporting foi campeão nacional 😂 Acordou hoje com uma dose forte 

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Citação de Simeone, há 1 hora:

 

Pera, isto é mesmo a sério? Fds ahah

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Citação de Jpa, há 1 minuto:

Pera, isto é mesmo a sério? Fds ahah

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Bruno de Carvalho saiu a público, esta sexta-feira, a predispor-se para liderar a SAD do Sporting. Mais: o antigo presidente diz mesmo que aceita trabalhar ao lado de Frederico Varandas.
 

 
«Quero o Sporting estável, a ganhar, a desenvolver-se. Por isso, predisponho-me a ir para a frente da SAD do Sporting, com o Frederico Varandas na presidência do clube. Não quero carros, não quero dinheiro, nada. A não ser quando o Sporting for campeão nacional de futebol. Aí quero receber com retroativos, mas só quando formos campeões nacionais de futebol masculino. Predisponho-me gratuitamente, até tendo como braço direito Salgado Zenha, o atual responsável financeiro», disse Bruno de Carvalho, que falava no seu comentário semanal na Rádio Estádio.
 

 

«Não interessa se fui expulso ou não. Não coloco condição nenhuma. Já não consigo mais ver esta destruição, esta autêntica guerra civil. Amo muito este clube e não consigo continuar a fingir que estou alheado. Peguei num clube que estava no 12.º lugar, afogado em dívidas, que não pagava salários há três meses, com jogadores a lutar no balneário. No ano seguinte, com um orçamento de 25 milhões, ficámos em segundo, lutámos pelo título e fomos à Liga dos Campeões. Não me venham dizer que não é possível…»

«Não entremos em guerra cívil. Sou sportinguista, não sou sócio, tudo bem.  Não exijo nada. Quero dar, não quero receber», rematou.

https://www.abola.pt/nnh/2020-01-24/sporting-bruno-de-carvalho-predispoe-se-a-liderar-a-sad/826034

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