Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

Publicações recomendadas

Tambem não tenho seguidos as noticias de forma muito atenta, mas resumidamente o que aconteceu foi que os protestos iniciaram-se quando o presidente da Ucrânia, à ultima hora, decidiu cancelar um acordo com a União Europeia, que basicamente garantia a entrada do país na zona de livre comercio e era visto como um primeiro passado para a entrada futura deles da UE. Isto aconteceu, segundo o governo, porque nos meses anteriores à data prevista da assinatura do acordo foram implementadas uma série de medidas politicas e economicas exigidas pela UE que fizeram com que as exportações do país descessem de forma muito consideravel, especialmente as exportações para a zona de comércio dominada pela Russia e seus aliados. Assim sendo o governo riscou o acordo com a UE e achou prioritario estreitar os laços com o vizinho do lado.

E aí começaram os protestos, considerados os maiores protestos pró União Europeia que alguma vez aconteceram, tendo chegado a estar 1 milhão de pessoas nas ruas de Kiev. Nessa altura, e ainda agora, uma das principais figuras do protesto é o Vitali Klitschko, antigo campeão mundial de boxe, e agora lider de um dos maiores partidos da oposição pró-UE. Entretanto a repressão aos protestos foi brutal o que ainda aumentou mais a participação nestes e fez com que a coisa passasse a ser um protesto contra o governo e exigindo a demissão do presidente.

Nisto já passou um mês e agora entrou-se numa fase crítica, com protestos a tornarem-se muito violentos e a acontecerem coisas como a ocupação da câmara municipal de Kiev. Isto tem acontecido porque agora a ganhar mais visibilidade estão essencialmente 2 movimentos de extrema direita, o Svoboda, partido que teve 10,4% nas ultimas eleições e um outro movimento, herdeiro de um tal UPA, exercito insurgente ucrâniano, seguidores do pensamento de um tal Stepan Bandera, é um movimento nacionalista que existiu durante a 2ª Guerra Mundial, conhecido por em algumas alturas ter sido aliado dos nazis e responsavel pelo massacre de civis Polacos e esquerdistas. São estes que têm estado em evidência nos ultimos dias e têm manchado um protesto muito mais generalizado de uma parte da sociedade Ucrâniana.

 

 

http://www.theguardian.com/world/2014/jan/23/ukrainian-far-right-groups-violence-kiev-pravy-sektor

Ukrainian far-right group claims to be co-ordinating violence in Kiev

Andriy Tarasenko, one of Pravy Sektor's co-ordinators, agreed to meet the Guardian in a cafe in central Kiev. Wearing a rollneck jumper and with a quiet voice, he seemed a far cry from the warriors on the street, but his message was clear.

 

"For us, Europe is not an issue, in fact joining with Europe would be the death of Ukraine. Europe means the death of the nation state and the death of Christianity. We want a Ukraine for Ukrainians, run by Ukrainians, and not serving the interests of others."

 

Tarasenko said the goal of the group was a "national revolution" that would result in a "national democracy" with none of the trappings of the "totalitarian liberalism" that the EU represents for him.

 

He also has little time for the trio of opposition politicians who have been the de facto protest leaders, including the former heavyweight boxer Vitali Klitschko. "The only negotiations with [President Viktor] Yanukovych should be about how he gives up power. If any of these leaders were capable of seizing power, they would have done it already."

Editado por antifa

Compartilhar este post


Link para o post

Gosto da maneira como alguns users gostam de insultar as ideias dos outros quando elas sao a realidade noutros paises mais desenvolvidos e tidos como exemplo de estado social....

 

Anyway tem tempo de bater com os burritos na lama

..

 

 

Dá me um exemplo em que nao respondi ao que me perguntaram

Segundo nao me importo que me critiquem, mas insultar ideias é diferente

E dizer que uma ideia é parva ou que um argumento é parvo, é insultar nao é criticar...

 

 

Julgo que esse comentário foi para mim. Eu é que disse que tinhas vindo para aqui debitar disparates. Vamos então ao detalhe:

 

- Entraste na conversa a dizer que "os subsídios têm uma finalidade e ir para o café fumar e ver bola não é uma delas... " - Disparate nº 1

 

- Eu perguntei-te que finalidade era essa e pedi-te informações sobre a legislação em que ela se suporta.

 

- Tu desviaste a questão falando sobre o sistema dinamarquês e concluiste que "O problema do nosso país é que o corrupção e o facilitismo não são só dos "ricos" começa no mais pobre dos pobres... " - Disparate nº 2

 

- O Puro e o Vaart reforçaram o meu pedido sobre o diploma legal que regula os gastos admissíveis dos beneficiários de subsídios do Estado.

 

- Em resposta reconheceste que não havia nada do género, mas, com assinalável jogo de cintura, viraste a questão para o plano da moralidade, o que nos leva, naturalmente, ao disparate nº 3.

 

- Em seguida eu rebati o exemplo dinamarquês dizendo que em Portugal a atribuição de subsídios tem regras semelhantes. Acrescentei também que a preguiça e malandrice que se aponta habitualmente aos beneficiários dos subsídios e que os estigmatiza aos olhos da sociedade não passa de mito.

 

- Ignoraste a comparação com a Dinamarca e respondeste de forma seca ao mito.

 

- Depois de eu ter classificado os teus argumentos como disparates tentas defender-te dizendo que estás a retratar realidades de países mais desenvolvidos.

 

 

Depois da cronologia vamos dissecar os disparates. É conveniente fazer um enquadramento: eu parto do princípio que te estás a referir apenas aos beneficiários do Rendimento Social de Inserção, para que o disparate não seja ainda maior. Não estás a falar de pensionistas, reformados ou desempregados que só têm direito às prestações sociais porque apresentam uma carreira contributiva que lhes dá acesso às mesmas. Estás a falar de quem recebe RSI suportado pelos contribuintes. E falas com a autoridade de contribuinte que se acha no direito de saber como está a ser gasto o seu dinheiro.

 

Vamos então ao RSI.

 

Portugal tem atualmente cerca de 20% da população com rendimentos abaixo do limiar de pobreza definido pela União Europeia. Beneficiários do RSI são apenas cerca de 3% da população (cerca de 300.000 beneficiários). Ou seja, o RSI não é distribuído aos pobres. É concedido aos miseráveis.

 

Do total de beneficiários do RSI cerca de 80% correspondem a pessoas não empregáveis: idosos, crianças, jovens dependentes e pessoas com trabalho. Dos 20% que restam há que descontar deficientes, pessoas com doenças incapacitantes, toxicodependentes e desempregados de (muito) longa duração. Nenhum empregador aceita pessoas com estas características tendo em conta os níveis de desemprego que o país apresenta.

 

Como tal restam muito poucos cuja presença constante em cafés a "fumar e a ver a bola" seja considerada revoltante ou moralmente criticável.

 

Além disso todos os beneficiários do RSI têm que assinar um contrato anual com a Segurança Social em que estão estabelecidas as suas obrigações (do mais restritivo e exigente que se conhece no enquadramento jurídico português). Eles são obrigados a aceitar qualquer proposta de emprego que a Segurança Social entenda "conveniente", são obrigados a realizar trabalho "socialmente necessário" ou "socialmente útil" gratuitamente, são obrigados a frequentar quaisquer ações de formação que lhes destinem, são obrigados a comparecer a todas as reuniões que os serviços locais lhes marquem, são obrigados a fornecer autorização para que a Segurança Social tenha acesso, via Banco de Portugal, a todos os seus rendimentos e património, são obrigados a tratar convenientemente as crianças do agregado familiar, caso existam, e a assegurar a sua assiduidade escolar. Qualquer falta ou recusa implica a suspensão e cancelamento da prestação. Eu não sei como funciona na Dinamarca e nos outros países mais desenvolvidos mas mais rigoroso que isto só com um funcionário atrás de cada beneficiário...

 

Termino o testamento dizendo que a prestação média de RSI por beneficiário anda à volta dos 80 euros. E pouco passa dos 200 em média por agregado familiar.

 

 

Concluindo: não acredito que haja beneficiários do RSI a passar a vida nos cafés. Havendo, só há duas hipóteses: ou acaba-se depressa ou estamos perante procedimentos fraudulentos e criminosos. E crime é crime. Não é uma questão de moralidade. É legal e do funcionamento correto da fiscalização. E dizer que em Portugal o mais pobre dos pobres se dedica à corrupção mais do que disparate é ofensivo. Ofensivo para quem mal tem condições para pôr uma côdea de pão na mesa e ainda é alvo de maledicências...

Editado por Descartes

Compartilhar este post


Link para o post

Julgo que esse comentário foi para mim. Eu é que disse que tinhas vindo para aqui debitar disparates. Vamos então ao detalhe:

 

- Entraste na conversa a dizer que "os subsídios têm uma finalidade e ir para o café fumar e ver bola não é uma delas... " - Disparate nº 1

 

- Eu perguntei-te que finalidade era essa e pedi-te informações sobre a legislação em que ela se suporta.

 

- Tu desviaste a questão falando sobre o sistema dinamarquês e concluiste que "O problema do nosso país é que o corrupção e o facilitismo não são só dos "ricos" começa no mais pobre dos pobres... " - Disparate nº 2

 

- O Puro e o Vaart reforçaram o meu pedido sobre o diploma legal que regula os gastos admissíveis dos beneficiários de subsídios do Estado.

 

- Em resposta reconheceste que não havia nada do género, mas, com assinalável jogo de cintura, viraste a questão para o plano da moralidade, o que nos leva, naturalmente, ao disparate nº 3.

 

- Em seguida eu rebati o exemplo dinamarquês dizendo que em Portugal a atribuição de subsídios tem regras semelhantes. Acrescentei também que a preguiça e malandrice que se aponta habitualmente aos beneficiários dos subsídios e que os estigmatiza aos olhos da sociedade não passa de mito.

 

- Ignoraste a comparação com a Dinamarca e respondeste de forma seca ao mito.

 

- Depois de eu ter classificado os teus argumentos como disparates tentas defender-te dizendo que estás a retratar realidades de países mais desenvolvidos.

 

 

Depois da cronologia vamos dissecar os disparates. É conveniente fazer um enquadramento: eu parto do princípio que te estás a referir apenas aos beneficiários do Rendimento Social de Inserção, para que o disparate não seja ainda maior. Não estás a falar de pensionistas, reformados ou desempregados que só têm direito às prestações sociais porque apresentam uma carreira contributiva que lhes dá acesso às mesmas. Estás a falar de quem recebe RSI suportado pelos contribuintes. E falas com a autoridade de contribuinte que se acha no direito de saber como está a ser gasto o seu dinheiro.

 

Vamos então ao RSI.

 

Portugal tem atualmente cerca de 20% da população com rendimentos abaixo do limiar de pobreza definido pela União Europeia. Beneficiários do RSI são apenas cerca de 3% da população (cerca de 300.000 beneficiários). Ou seja, o RSI não é distribuído aos pobres. É concedido aos miseráveis.

 

Do total de beneficiários do RSI cerca de 80% correspondem a pessoas não empregáveis: idosos, crianças, jovens dependentes e pessoas com trabalho. Dos 20% que restam há que descontar deficientes, pessoas com doenças incapacitantes, toxicodependentes e desempregados de (muito) longa duração. Nenhum empregador aceita pessoas com estas características tendo em conta os níveis de desemprego que o país apresenta.

 

Como tal restam muito poucos cuja presença constante em cafés a "fumar e a ver a bola" seja considerada revoltante ou moralmente criticável.

 

Além disso todos os beneficiários do RSI têm que assinar um contrato anual com a Segurança Social em que estão estabelecidas as suas obrigações (do mais restritivo e exigente que se conhece no enquadramento jurídico português). Eles são obrigados a aceitar qualquer proposta de emprego que a Segurança Social entenda "conveniente", são obrigados a realizar trabalho "socialmente necessário" ou "socialmente útil" gratuitamente, são obrigados a frequentar quaisquer ações de formação que lhes destinem, são obrigados a comparecer a todas as reuniões que os serviços locais lhes marquem, são obrigados a fornecer autorização para que a Segurança Social tenha acesso, via Banco de Portugal, a todos os seus rendimentos e património, são obrigados a tratar convenientemente as crianças do agregado familiar, caso existam, e a assegurar a sua assiduidade escolar. Qualquer falta ou recusa implica a suspensão e cancelamento da prestação. Eu não sei como funciona na Dinamarca e nos outros países mais desenvolvidos mas mais rigoroso que isto só com um funcionário atrás de cada beneficiário...

 

Termino o testamento dizendo que a prestação média de RSI por beneficiário anda à volta dos 80 euros. E pouco passa dos 200 em média por agregado familiar.

 

 

Concluindo: não acredito que haja beneficiários do RSI a passar a vida nos cafés. Havendo, só há duas hipóteses: ou acaba-se depressa ou estamos perante procedimentos fraudulentos e criminosos. E crime é crime. Não é uma questão de moralidade. É legal e do funcionamento correto da fiscalização. E dizer que em Portugal o mais pobre dos pobres se dedica à corrupção mais do que disparate é ofensivo. Ofensivo para quem mal tem condições para pôr uma côdea de pão na mesa e ainda é alvo de maledicências...

 

Falar com pessoas que pensam que têm o dom da "verdade suprema" é dificil

Alem de te contradizeres nesse texto e adicionando coisas que disseste em posts anteriores, por varias vezes (nomeadamente trabalho, não tenho tempo para andar a ver quem esta no café, mas tenho tempo de me certificar que a ideia de existir gente que não utiliza o subsidio de forma ilicita/ilegal/passar a vida no café, ou ainda o que está a bold, eu dizer que os subsidios não são para tar no café é um disparate, mas a tua afirmação mais abaixo que diz que se eles são utilizados para esse fim é um crime já não é)

 

Temos também exemplos já dados aqui por 2 users de pessoas que eles conhecem que recebem subsidio e passam a vida a roçar o cu pelas cadeiras, mas TU continuas a não acreditar que essa gente exista, aliás quando alguém diz que conhece uma pessoa que abusa desta situação para ti é um caso isolado sem qualquer representação estatística, mas a tua afirmação que não existe qualquer pessoa a receber o RSI e a passar a vida no café deve ser de um profundo conhecimento/estudo de toda a população portuguesa...

 

Em relação à corrupção começar nos mais pobres ou mesmo miseráveis...é uma verdade irrefutável. O fazer um favorzinho e um trabalhinho sem passar qualquer recibo, ir à garagem do bairro que o tipo dá um jeitinho está embebido nos portugueses e é como os romanos diziam "o nosso povo tem a corrupção enraizada do senado ao pedinte"

 

E eu mesmo sem viver em Portugal conheço alguns casos, porque a minha mãe é medica na Penha de França e tem um conjunto considerável de utentes que apesar de receberem subvenções do estado, não pagarem taxas moderadoras e etc, fumam um maço por dia e tomam o pequeno almoço no café. Quando alguém lhes pergunta como fazem, dizem logo que fazem uns biscates aqui e ali...

 

Em relação aos subsídios de desemprego, quem trabalhou 10-20-30 anos é obvio que tem direito a eles porque descontou para isso, agora existe muita gente que não esta nessa situação e que esta a ser subsidiada com dinheiro que algum dia vai fazer falta a quem se vai reformar e descontou 45 anos. Da mesma maneira que muitos reformados, nomeadamente gente depois do 25 de abril que se reformou com 45-50 anos (e que descontaram menos de 10), hoje tem reformas que quem efectivamente descontou 45 anos nunca irá receber no futuro...

 

Enfim Portugal é assim...eu nem pago muito de impostos porque ai só mesmo IMI, que mesmo assim para as duas casas são quase 5000 euros ano, que das duas uma, ou são usados no pagamento de algum negocio ruinoso do estado ou então para pagar algum subsidio a alguém.

A verdade é que se caminha felizmente para um flat tax e para acabar com estas prestações sociais a quem nunca contribuiu nada. Penso que a Hungria já foi a primeira a introduzir flat tax na união europeia, está a ser estudado na Austria e na Eslovénia...

Compartilhar este post


Link para o post

Falar com pessoas que pensam que têm o dom da "verdade suprema" é dificil

Alem de te contradizeres nesse texto e adicionando coisas que disseste em posts anteriores, por varias vezes (nomeadamente trabalho, não tenho tempo para andar a ver quem esta no café, mas tenho tempo de me certificar que a ideia de existir gente que não utiliza o subsidio de forma ilicita/ilegal/passar a vida no café, ou ainda o que está a bold, eu dizer que os subsidios não são para tar no café é um disparate, mas a tua afirmação mais abaixo que diz que se eles são utilizados para esse fim é um crime já não é)

 

Eu disse que não acredito que haja gente que faça "vida de café" com o RSI. Porque as obrigações a que estão sujeitos não são compatíveis com essa ocupação ociosa do seu tempo por períodos prolongados e porque os montantes em causa não são suficientes para fazer essa vida. Daí eu dizer que, se houver, acaba-se depressa. Ou porque estão obrigados regularmente a ocupar o seu tempo de outra forma ou porque lhes é cancelado o subsídio.

 

Eu não disse que é crime utilizar o RSI para fazer "vida de café". A questão é que, para fazer "vida de café" a pessoa tem obrigatoriamente que ter rendimentos paralelos não declarados. Crime é a ocultação dessa informação, não é o improvável gasto do RSI para pagar cafés e bolos.

 

Temos também exemplos já dados aqui por 2 users de pessoas que eles conhecem que recebem subsidio e passam a vida a roçar o cu pelas cadeiras, mas TU continuas a não acreditar que essa gente exista, aliás quando alguém diz que conhece uma pessoa que abusa desta situação para ti é um caso isolado sem qualquer representação estatística, mas a tua afirmação que não existe qualquer pessoa a receber o RSI e a passar a vida no café deve ser de um profundo conhecimento/estudo de toda a população portuguesa...

 

O Lewa não aprofundou o seu conhecimento mas o Carlos Gouveia fê-lo. Ele disse claramente que não tem conhecimento pessoal dessa situação. Relatou que esteve, um dia, em trabalho, num local em que uma cliente se gabava de o fazer. Resta saber se ela não estava a mentir. Resta saber há quanto tempo ela vivia dessa forma e por mais quanto tempo o fez. E resta ainda saber, em ambos os casos, se estamos a falar de RSI ou de outro tipo de subsídios. Acho perfeitamente natural que haja pessoas a fazer essa vida com subsídio de desemprego durante alguns meses. Com RSI tenho muitas dúvidas.

 

Em relação à corrupção começar nos mais pobres ou mesmo miseráveis...é uma verdade irrefutável. O fazer um favorzinho e um trabalhinho sem passar qualquer recibo, ir à garagem do bairro que o tipo dá um jeitinho está embebido nos portugueses e é como os romanos diziam "o nosso povo tem a corrupção enraizada do senado ao pedinte"

 

Precisas de aprofundar melhor o conceito de corrupção. O máximo que eu te concedo é que admito que exista uma boa fatia da população pobre que, se estivesse em posição e condição para o fazer, não se coibiria a enveredar por práticas de corrupção. Mas não está!

 

E eu mesmo sem viver em Portugal conheço alguns casos, porque a minha mãe é medica na Penha de França e tem um conjunto considerável de utentes que apesar de receberem subvenções do estado, não pagarem taxas moderadoras e etc, fumam um maço por dia e tomam o pequeno almoço no café. Quando alguém lhes pergunta como fazem, dizem logo que fazem uns biscates aqui e ali...

 

Vou deixar de te responder aos assuntos de puro preconceito.

 

Em relação aos subsídios de desemprego, quem trabalhou 10-20-30 anos é obvio que tem direito a eles porque descontou para isso, agora existe muita gente que não esta nessa situação e que esta a ser subsidiada com dinheiro que algum dia vai fazer falta a quem se vai reformar e descontou 45 anos. Da mesma maneira que muitos reformados, nomeadamente gente depois do 25 de abril que se reformou com 45-50 anos (e que descontaram menos de 10), hoje tem reformas que quem efectivamente descontou 45 anos nunca irá receber no futuro...

 

Quer no que respeita aos subsídios de desemprego, quer no que respeita às reformas os beneficiários recebem aquilo a que têm direito face ao enquadramento legal vigente. Neste ponto não há bandidos nem aproveitamentos ilícitos. Entretanto o quadro legal tem evoluído e hoje em dia já não acontecem situações dessas. Pelo menos no que respeita às pensões de reforma. Mas não vale a pena continuar a bater na mesma tecla. Estou convencido que daqui a 10 ou 20 anos ainda haverá quem se queixe das reformas milionárias auferidas por aqueles que se reformaram depois do 25 de Abril. Quando todos já estiverem a fazer tijolo...

 

Enfim Portugal é assim...eu nem pago muito de impostos porque ai só mesmo IMI, que mesmo assim para as duas casas são quase 5000 euros ano, que das duas uma, ou são usados no pagamento de algum negocio ruinoso do estado ou então para pagar algum subsidio a alguém.

A verdade é que se caminha felizmente para um flat tax e para acabar com estas prestações sociais a quem nunca contribuiu nada. Penso que a Hungria já foi a primeira a introduzir flat tax na união europeia, está a ser estudado na Austria e na Eslovénia...

 

Tu és um azarado. É preciso pontaria para que nem um cêntimo teu esteja a ser aplicado na limpeza das ruas em que tens as casas, nem um cêntimo na recolha do lixo, nem um cêntimo aplicado nas Escolas Básicas que servem essas zonas residenciais, nem um cêntimo na iluminação pública, nem um cêntimo para pagar ao polícia que por lá passa de vez em quando. Vai na volta sou eu que te estou a pagar esses serviços... Mas não devo ser. O meu está a ser enviado para encher os bolsos de uns quantos tipos que nos "salvaram" emprestando-nos dinheiro a taxas de juro dignas do mais puro agiota.

 

Quem introduziu primeiro a flat tax na Europa foram os países bálticos. Primeiro a Estónia e depois a Letónia e a Lituânia. Mas parece que a coisa não está a correr tão bem como esperavam...

Compartilhar este post


Link para o post

Quem introduziu primeiro a flat tax na Europa foram os países bálticos. Primeiro a Estónia e depois a Letónia e a Lituânia. Mas parece que a coisa não está a correr tão bem como esperavam...

Essa flat tax é cega ou obedecer a uma progressividade por dedução? Se é cega só podia correr mal.

 

EDIT: E estou a perguntar porque desconheço mesmo.

Editado por Carlos Gouveia

Compartilhar este post


Link para o post

Essa flat tax é cega ou obedecer a uma progressividade por dedução? Se é cega só podia correr mal.

 

EDIT: E estou a perguntar porque desconheço mesmo.

 

Não te sei dizer. Sei que foram esses países os primeiros a introduzi-la mas não conheço os pormenores. Tenho a ideia que na Estónia fixaram uma taxa inicialmente (25%?) e depois alteraram-na passados 2 ou 3 anos (para 21%?) mas só me ficou isso na memória do artigo que li. E ficou-me também a conclusão que aparentemente os efeitos não estavam a ser os esperados.

Compartilhar este post


Link para o post

Se é uma flat tax, por definição, tem de ser igual para todos.

 

Provavelmente nem inclui deduções, a ideologia por trás da flat tax é a simplificação fiscal.

Compartilhar este post


Link para o post

Se é uma flat tax, por definição, tem de ser igual para todos.

 

Provavelmente nem inclui deduções, a ideologia por trás da flat tax é a simplificação fiscal.

Há flat taxes que aplicam a chamada progressividade por dedução.

 

O cálculo será feito:

Imp. a pagar = (Rend. - ded.)*t

 

A dedução é fixa e a taxa também. A simplicidade é a mesma e torna-se mais justo dado que é, automaticamente, um imposto progressivo.

Compartilhar este post


Link para o post

Não sabia :compinchas:

 

No meu tempo era sem deduções, para maior simplicidade.

 

Após uma vista de olhos rápido pelas internets, já vi que alguns falam em deduções, mas a maior parte ainda refere sem as mesmas.

Compartilhar este post


Link para o post

Há coisas estranhas nos mercados. Depois das supostas boas notícias de ontem, hoje os juros da dívida portuguesa estão a subir em todos os prazos.

Compartilhar este post


Link para o post

Mudando o tom da conversa de RSI, crise e juros, Ucrânia, etc., acham que a liberalização da marijuana no Colorado pode trazer uma "globalização", e se com essa "globalização" a coisa chega cá?

Editado por Ed

Compartilhar este post


Link para o post

Vai demorar muito tempo. Se o parlamento na questão da co-adopção continua a ter medo da igreja, a mesma coisa vai acontecer quando se meter essa questão, que só vai aparecer daqui a uns bons anos quando a UE propuser isso.

 

Incrível como esse pdf que o Sumudicas meteu dá a solução mais óbvia até para um leigo como eu: Regredir a tendência do controlo da dívida de modo a ser detida nacionalmente em vez de internacionalmente e apostar no crescimento. Além disso fala de como as dívidas escondidas das swaps e das PPP vão constantemente impedir qualquer tipo de crescimento real. Quanto tempo até Portugal acordar?

Compartilhar este post


Link para o post

Já o José Gomes Ferreira disse há uns dois ou três anos que se os portugueses aplicassem todo o dinheiro que têm 'parado' em depósitos bancários em dívida pública seríamos praticamente os credores exclusivos do país.

Compartilhar este post


Link para o post

o JGF ontem à noite fartou-se de beijar o rabinho ao governo por a austeridade estar a dar resultado. estamos todos de parabéns pelo esforço :)

Compartilhar este post


Link para o post

Mudando o tom da conversa de RSI, crise e juros, Ucrânia, etc., acham que a liberalização da marijuana no Colorado pode trazer uma "globalização", e se com essa "globalização" a coisa chega cá?

 

Já achei mais difícil, sinceramente. Até o Obama já abordou a questão. O país ainda tem muita mentalidade tacanha por aí mas um projecto de lei bem construído e explicado à sociedade tem, na minha opinião, hipótese de ser aprovado daqui a uns anos.

 

Já o José Gomes Ferreira disse há uns dois ou três anos que se os portugueses aplicassem todo o dinheiro que têm 'parado' em depósitos bancários em dívida pública seríamos praticamente os credores exclusivos do país.

 

Basta olhar para o Japão e os seus mais de 200 % de dívida pública. Ninguém põe em causa a sustentabilidade da dívida.

Compartilhar este post


Link para o post

Estimo que esse Nuno Ferreira, um dia, tenha 0€ para comprar comida e para o seu cão Bobi e seja obrigado a emigrar tipo os "calimeros" que ele fala. Se calhar aí vai perceber o que essas pessoas passam.

Compartilhar este post


Link para o post
Visitante
Este tópico está impedido de receber novos posts.
Entre para seguir isso  

  • Todo o Mundial 2026 no CMPT
  • Popular Agora

  • Outros membros neste tópico

    Nenhum utilizador registado está a visualizar esta página.

×
×
  • Criar Novo...