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nopla

Bom Português

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É desagradável sim senhor. Outra coisa que me aborrece são os jornalistas conjugarem frases referentes ao passado com verbos no presente, "Esta manhã falamos" e por aí fora.

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“O mais novo parecia um pote, vestido de casimira fina, com uma enorme face a estourar de sangue, jocundo, crasso, lembrando ares sadios e lombo de porco.”

Os Maias, de José Maria Eça de Queirós

 

Mas aqui o "crasso" não significa o mesmo que na expressão "erro crasso"... o que eu queria dizer é que nessa expressão a palavra quantifica a dimensão do erro. E em mais nenhuma expressão ou frase se consegue utilizar a palavra com o sentido de quantificar a dimensão de algo.

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Mas aqui o "crasso" não significa o mesmo que na expressão "erro crasso"... o que eu queria dizer é que nessa expressão a palavra quantifica a dimensão do erro. E em mais nenhuma expressão ou frase se consegue utilizar a palavra com o sentido de quantificar a dimensão de algo.

Essa expressão é particular, mas eu acredito que a palavra possa descrever a dimensão de algo. Outro exemplo do mesmo livro:

 

Às vezes Afonso, indignado, vinha ao quarto, interrompia a doutrina, agarrava a mão do Pedrinho — para o levar, correr com ele sob as árvores do Tamisa, dissipar-lhe na grande luz do rio o pesadume crasso da cartilha.

"(...)pesadume crasso da cartilha." Neste caso eu interpreto que "crasso" descreve a grandeza, ou dimensão, do peso da cartilha, mesmo que figurativamente.

Editado por bmfpcdm

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Não sei se falaram aí para trás, mas odeio ouvir alguém dizer "prontos". «Prontos, vamos lá». Sigh.

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Uma citação não deve ser rigorosa perante o discurso que se menciona? Não querendo ser implicativo, vejo, regularmente, principalmente em notícias desportivas, uma adulteração daquilo que realmente é dito. Colocam-na por outras palavras, com sinónimos, mas entre aspas, como se fosse uma referência exata.

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Uma citação não deve ser rigorosa perante o discurso que se menciona? Não querendo ser implicativo, vejo, regularmente, principalmente em notícias desportivas, uma adulteração daquilo que realmente é dito. Colocam-na por outras palavras, com sinónimos, mas entre aspas, como se fosse uma referência exata.

Não tens de o fazer obrigatoriamente. Basta veres as entrevistas. São editadas até mais não. Claro que se ele diz "vamos ganhar à Académica", o jornalista não pode escrever "o que nós queremos é não perder". A "suposta" adulteração de palavras faz-se muitas vezes por problemas de espaço e também por motivos de compreensão, claro. Não esquecer que o português falado é bastante diferente do português escrito.

Editado por nopla

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Não tens de o fazer obrigatoriamente. Basta veres as entrevistas. São editadas até mais não. Claro que se ele diz "vamos ganhar à Académica", o jornalista não pode escrever "o que nós queremos é não perder". A "suposta" adulteração de palavras faz-se muitas vezes por problemas de espaço e também por motivos de compreensão, claro. Não esquecer que o português falado é bastante diferente do português escrito.

Percebo isso. Num contexto de entrevista, devido a limitações de espaço, por exemplo, até se percebe que sejam feitos alguns ajustes, mas há situações em que, de facto, não compreendo o porquê de não se ser rigoroso nas citações. Hoje, após a CI do Raúl José, o jornal Abola citou-o, com o seguinte: "Penso que a reação de Jesus não merecia a expulsão do jogo", quando, na verdade, o que foi dito foi: "O Jorge disse duas palavras e não merecia ser excluído deste jogo.". Sei que pode ser um reparo inútil, sem sentido, porque a ideia transmitida é a mesma, mas fica a minha dúvida.

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Já que descobri este tópico, deixo aqui uns exemplos que a mim me deixam confuso.

 

Quando é que se deve dizer por exemplo "ganho" ou "ganhado", "morto" ou "matado". Porque é que se diz/escreve "escrito" e não "escrevido"? (Aliás, eu tinha uma professora de Português (não era muito boa da cabeça, por sinal) que dizia que "escrevido" era correcto.

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Já que descobri este tópico, deixo aqui uns exemplos que a mim me deixam confuso.

 

Quando é que se deve dizer por exemplo "ganho" ou "ganhado", "morto" ou "matado". Porque é que se diz/escreve "escrito" e não "escrevido"? (Aliás, eu tinha uma professora de Português (não era muito boa da cabeça, por sinal) que dizia que "escrevido" era correcto.

 

Explicado pela minha filha (que me dá sempre na cabeça quando me engano):

 

Depois do verbo "ter" deve utilizar-se sempre "ganhado", "matado", etc...

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depois dos verbos ter e haver usa-se o ganhado.

 

depois dos verbos ser e estar usa-se o ganho.

 

O matado e escrevido é mesma coisa mas são formas que caíram em desuso e já nem nos soam bem.

Editado por Woyzeck

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Qual a diferença entre guardar e resguardar?

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Qual a diferença entre guardar e resguardar?

 

O hábito diz-me que resguardar é utilizado sempre no sentido de "proteger". Guardar pode ser apenas "arrumar".

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Estava a referir-me à oralidade, mas vai na volta é o AO a ter já influência na forma como as pessoas pronunciam as palavras.

Editado por whatever

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a única que me tira mesmo do sério é a tão lisboeta "fiquei pouco tempo, derivado a estar com pressa" :cadeirada:

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E o pessoal que separa o sujeito do predicado por vírgula? "Esta, é uma técnica que consiste na separação de heranças.." . É menos frequente que o erro referente ao vocativo, mas é igualmente irritante.

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Isso é coisa para me fazer ficar enjoado logo. É horrível ler "O João, ficou em casa". Entre esse erro e o há/á, não sei qual o que me dói mais, sinceramente.

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Visitante

Isso é coisa para me fazer ficar enjoado logo. É horrível ler "O João, ficou em casa". Entre esse erro e o há/á, não sei qual o que me dói mais, sinceramente.

 

O que me causa mais confusão, mesmo podendo não estar errado, é quando dizem "João ficou em casa", sem o determinante. São sobretudo as pessoas mais velhas que vejo utilizar esta forma, e irrita para caramba :lol:

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Tenho uma dúvida.

 

Imaginem o verbo "desviar". Nós desviámo-nos? Ou desviámos-nos?

 

Ou seja, leva aquele "s" ou não?

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