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Bom Português

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Recentemente descobri que se diz "cônjuje" e não "cônjugue". A malta da tv diz da 2ª maneira :mrgreen: obg aulas de direito.

 

A primeira por acaso digo bem, mas as restantes digo glicémia e septicémia. A maneira certa de pronunciar é com "e" fechado, é isso? Fica esquisito :mrgreen:

Aqui é exatamente o contrário, eu dizia "alcoolémia". Já devo ter ouvido polícias a dizer a palavra com essa pronúncia.

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Tenho sempre duvidas onde devo colocar a vírgula antes ou depois do "mas".

É antes. Por exemplo, "A televisão foi cara, mas não era de grande qualidade".

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Depende também do seguimento que dás à frase. Imagina algo como "O produto tem qualidade mas, analisando o seu preço, existem melhores opções."

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confesso que o "ganhas-te" me dá uma vontade louca de arrancar os olhos

é dos erros mais comuns e faz-me uma confusão enorme haver sequer dúvida entre usar um "ganhaste" e "ganhas-te"

isso e o clássico "há"/ "à"

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Ainda ninguém falou do "deslarga-me"?

 

deslargai-me*

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Há uma "curiosidade" relativamente ao plural de algumas palavras em latim, como: curriculum e o seu plural curricula, ou ainda forum e o seu plural fora.

Editado por malaquias

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Belo tópico, foi o primeiro que vim ler agora que cheguei a casa!

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Ainda ninguém falou do "deslarga-me"?

 

Sempre que alguém me diz isto, agarro a pessoa com mais força e ficam sempre a olhar para mim com cara de parvos.

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Depende também do seguimento que dás à frase. Imagina algo como "O produto tem qualidade mas, analisando o seu preço, existem melhores opções."

 

 

Eu costumo pensar em se a frase teria sentido sem o "analisando o seu preço", o que é verdade.

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E o "amigo pessoal"? Ou o "elo de ligação", entre tantos outros casos de redundâncias desnecessárias.

 

Ok. Eu aceito o desafio. Dá-me exemplos de redundâncias necessárias.

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Ok. Eu aceito o desafio. Dá-me exemplos de redundâncias necessárias.

Pleonasmos, aliás.

 

Vida pessoal; ver com os próprios olhos; "vou só dar aqui uns acabamentos finais"; "outro dia vi um gajo que jantou comigo há três anos atrás" e o certeza absoluta, que uso muitas vezes, mas acaba por ser desnecessário.

 

Claro que muitos funcionam como bengalas discursivas e não tenho nada contra, agora outros... Dei o exemplo dos que me fui lembrando, existirão mais, claro.

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Pleonasmos, aliás.

 

Vida pessoal; ver com os próprios olhos; "vou só dar aqui uns acabamentos finais"; "outro dia vi um gajo que jantou comigo há três anos atrás" e o certeza absoluta, que uso muitas vezes, mas acaba por ser desnecessário.

 

Claro que muitos funcionam como bengalas discursivas e não tenho nada contra, agora outros... Dei o exemplo dos que me fui lembrando, existirão mais, claro.

 

Não encontro diferença nenhuma entre esses exemplos e o "amigo pessoal" e o "elo de ligação"...

 

Fiquei sem perceber se consideras esses exemplos como redundâncias necessárias ou se estás apenas a dar mais exemplos de redundâncias desnecessárias.

 

Já agora, falando de redundâncias, as que me deixam mais abespinhado são: "subir para cima", "descer para baixo", "entrar para dentro" e "sair para fora".

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Não encontro diferença nenhuma entre esses exemplos e o "amigo pessoal" e o "elo de ligação"...

 

Fiquei sem perceber se consideras esses exemplos como redundâncias necessárias ou se estás apenas a dar mais exemplos de redundâncias desnecessárias.

 

Já agora, falando de redundâncias, as que me deixam mais abespinhado são: "subir para cima", "descer para baixo", "entrar para dentro" e "sair para fora".

Ah, já percebi o que quiseste dizer. Para ti todas as redundâncias são desnecessárias, claro. E são. Contudo, e daí ter frisado, há umas que são ainda mais que outras. As que acabaste de referir, são as "supra-sumo" do inútil.

 

O "certeza absoluta", por exemplo, não considero assim tão inútil. Apesar de redundante, serve para frisar um ponto. Era esta distinção que queria fazer ao dizer "redundâncias desnecessárias".

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Ah, já percebi o que quiseste dizer. Para ti todas as redundâncias são desnecessárias, claro. E são. Contudo, e daí ter frisado, há umas que são ainda mais que outras. As que acabaste de referir, são as "supra-sumo" do inútil.

 

O "certeza absoluta", por exemplo, não considero assim tão inútil. Apesar de redundante, serve para frisar um ponto. Era esta distinção que queria fazer ao dizer "redundâncias desnecessárias".

 

Pois. Teoricamente, em termos linguísticos, todas as redundâncias são desnecessárias. Pelo que dizer que uma redundância é desnecessária é uma redundância. Desnecessária, diga-se...:mrgreen:

 

É claro que isto é em termos teóricos. Porque na prática há muitas redundâncias que dão imenso jeito. E na arte, então... Se fossem desprezíveis o Fernando Pessoa nunca poderia ter escrito o "Mar Português".

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Tenho sempre duvidas onde devo colocar a vírgula antes ou depois do "mas".

 

O "mas" leva sempre, em qualquer situação, uma vírgula antes.

 

Depende também do seguimento que dás à frase. Imagina algo como "O produto tem qualidade mas, analisando o seu preço, existem melhores opções."

 

Neste caso estaria entre vírgulas.

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Ainda ninguém falou do "deslarga-me"?

 

Acho que deslargar, assentar, alevantar, arrebentar, etc já faz tudo parte do dicionário e portanto não está incorrecto. Mas vai-me soar sempre mal.

 

Também tenho uma dúvida. Diz-se "vai-me soar" ou "vai soar-me". Eu uso a primeira, como quase toda a gente, acho, mas a segunda parece fazer mais sentido.

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A propósito, ontem estive numa reunião em que estava uma senhora que ocupa um cargo com alguma responsabilidade nos RH da minha empresa e, como se não bastasse a utilização sistemática do "Há-dem" (é assim que se escreve sequer?), ainda conseguiu um combo genial que foi "Vocês depois há-dem fazer-me chegar uma confirmação oficiosa". Acho que não se aproveita nada nesta frase, que mau aspecto :lol:

Era oficial, não era?

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Criticar quem mete "s" a mais em verbos conjugados na segunda pessoa do singular não é ser picuinhas, é ser uma pessoa decente.

Editado por Ghelthon

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Também tenho uma dúvida. Diz-se "vai-me soar" ou "vai soar-me". Eu uso a primeira, como quase toda a gente, acho, mas a segunda parece fazer mais sentido.

Ambas estão corretas.

 

II Com uma locução verbal.

 

1. Nas locuções verbais em que o verbo principal está no infinitivo ou no gerúndio pode dar-se:

1.º) Sempre a ênclise ao infinitivo ou ao gerúndio:

O roupeiro veio interromper-me.

– Que poderá dizer-nos aquele rato de biblioteca?

Nós íamos seguindo; e, em torno, imensa, ia desenrolando-se a paisagem.

 

2.º) A próclise ao verbo auxiliar, quando ocorrem as condições exigidas para a antecipação do pronome a um só verbo, isto é:

a) quando a locução verbal vem precedida de palavra negativa, e entre elas não há pausa:

Tempo que navegaremos não se pode calcular.

– Ninguém o havia de dizer.

b) nas orações iniciadas por pronomes ou advérbios interrogativos:

– Que mal me havia de fazer?

– Em que lhe posso ser útil, senhor Petra?

c) nas orações iniciadas por palavras exclamativas, bem como nas orações que exprimem desejo (optativas):

Como se vinha trabalhando mal!

Deus nos há-de proteger!

d) nas orações subordinadas desenvolvidas, inclusive quando a conjunção está oculta:

O sufrágio que me vai dar será para mim uma consagração.

 

3.º) A ênclise ao verbo auxiliar, quando não se verificam essas condições que aconselham a próclise:

Vão-me buscar, sem mastros e sem velas (…)

Ia-me esquecendo dela.

 

2. Quando o verbo principal está no particípio, o pronome átono não pode vir depois dele. Virá, então, proclítico ou enclítico ao verbo auxiliar, de acordo com as normas expostas para os verbos nas formas simples:

– Tenho-o trazido sempre…

– Arrependa-se do que me disse, e tudo lhe será perdoado.

 

https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/a-colocacao-dos-pronomes-atonos/11366

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O "mas" leva sempre, em qualquer situação, uma vírgula antes.

 

Errado.

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olha, a que me deixa pior que estragado é o 'na minha opinião'

 

acho que ainda não falei nisso aqui

"Para mim, na minha opinião (...)"

Ouvi isto na cmtv há uns dias atrás.

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Quanto a isso das vírgulas, há vários exemplos onde a vírgula não é obrigatória. Exemplo:

 

Se o dia chegar mas estiver a chover, não vou.

_______________

 

olha, a que me deixa pior que estragado é o 'na minha opinião'

 

acho que ainda não falei nisso aqui

Isso só é errado se for algo tipo "Na minha opinião, acho que (...)". Às vezes faz sentido usar "na minha opinião", para se saber que é realmente a tua opinião - porque, por exemplo, podes estar a citar a opinião de alguém.

Editado por Ghelthon

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