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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de Lebohang, Em 30/08/2019 at 08:54:

Até pode ter ideias interessantes, porque o Livre é um excelente partido, mas quando se joga a carta da mulher e da africana ao mesmo tempo alguma coisa está muito mal...

Puxo umas páginas atrás para pegar neste assunto pois tem sido tópico de discussão no Twitter. Há muita gente a aperceber-se do mesmo: a jogada excessiva da cartada da cor e do ser mulher.

Para quem está à procura de votos, a abordagem da Joacine não me parece a mais indicada.

 

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Se ela tem mais coisas para oferecer, provavelmente pouca gente saberá, porque ela própria decidiu começar a campanha com a cartada da cor da pele.

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Citação de Ghelthon, há 55 minutos:

Se ela tem mais coisas para oferecer, provavelmente pouca gente saberá, porque ela própria decidiu começar a campanha com a cartada da cor da pele.

Essa dupla vitimização toda... fds

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Juro que não percebo esta conversa. Já tentei e não chego lá.

Quando a Assunção se apresenta como a mulher católica, de família e com uma ranchada de filhos - precisamente para apelar ao SEU eleitorado, católico, centralizado na família, conservador - não vem nada de mal ao mundo. Se a preta o faz já é puxar uma cartada baixa.

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Citação de IlidioMA, Agora:

Juro que não percebo esta conversa. Já tentei e não chego lá.

Quando a Assunção se apresenta como a mulher católica, de família e com uma ranchada de filhos - precisamente para apelar ao SEU eleitorado, católico, centralizado na família, conservador - não vem nada de mal ao mundo. Se a preta o faz já é puxar uma cartada baixa.

Eu acho que estão as duas mal. 

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Citação de ascom, há 5 minutos:

Eu acho que estão as duas mal. 

pois, pois, agora toda a gente vai aparecer a dizer que achas as duas mal. Mas o que é certo é que não há o uproar que tem havido quando a Assunção aparece num comício com os seus 325 filhos, que há quando a Joacine realça a sua condição de mulher e negra. Uma pode apelar ao que é para se cimentar no seu eleitorado e o twitter não vem abaixo. Outra faz o mesmo e o twitter implode.

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pois mas é o que eu digo. Eu acredito com sinceridade que haja mesmo muita gente a achar as duas coisas igualmente más. O facto é que eu nunca vi cá este assunto falar-se quando a Assunção realça a sua condição de mulher mui pia e católica, dedicada à familia. Não vi.

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Citação de IlidioMA, há 2 minutos:

pois, pois, agora toda a gente vai aparecer a dizer que achas as duas mal. Mas o que é certo é que não há o uproar que tem havido quando a Assunção aparece num comício com os seus 325 filhos, que há quando a Joacine realça a sua condição de mulher e negra. Uma pode apelar ao que é para se cimentar no seu eleitorado e o twitter não vem abaixo. Outra faz o mesmo e o twitter implode.

Mas isso tem uma explicação. A assunção, como líder de um partido tem muito mais tempo de antena e puxa esses assuntos pessoais mas também aparece a mandar bitaites sobre muitos outros assuntos. A joacine tem muito menos protagonismo e quando o tem usa-o para falar de características pessoais dela, ou seja, vai ficar muito mais ligada a esse discurso. 

É uma opção, eu particularmente acho que é pobrezinho, portugal já teve e tem uma série de gays, não brancos etc na política que tiveram sucesso e não tiveram necessidade de falar do que eles são. 

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O Hélder Amaral é negro. Utilizou isso nas suas campanhas para ser eleito para o Parlamento? Não.

O Mesquita Nunes é gay. Utilizou alguma vez isso nas suas campanhas? Não, embora podemos dizer que tendo em conta o seu partido se calhar até perderia votos se assumisse.

É possível fazer uma campanha diferenciada sem recorrer às cartas da cor, sexualidade ou género. A competência estará sempre lá, assim como as ideias. Obama ganhou a Presidência porque foi o melhor, não porque era negro. Hillary Clinton perdeu porque os americanos a associaram a uma velha política, não porque era mulher.

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Citação de Lebohang, há 3 minutos:

O Hélder Amaral é negro. Utilizou isso nas suas campanhas para ser eleito para o Parlamento? Não.

O Mesquita Nunes é gay. Utilizou alguma vez isso nas suas campanhas? Não, embora podemos dizer que tendo em conta o seu partido se calhar até perderia votos se assumisse.

É possível fazer uma campanha diferenciada sem recorrer às cartas da cor, sexualidade ou género. A competência estará sempre lá, assim como as ideias. Obama ganhou a Presidência porque foi o melhor, não porque era negro. Hillary Clinton perdeu porque os americanos a associaram a uma velha política, não porque era mulher.

O António Costa é outro bom exemplo. 

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Citação de Lebohang, há 2 minutos:

 Mesquita Nunes é gay. Utilizou alguma vez isso nas suas campanhas? Não, embora podemos dizer que tendo em conta o seu partido se calhar até perderia votos se assumisse.

Não deixa de ser ironia o CDS ter perdido votos e ele ter assumido. 

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Citação de IlidioMA, há 52 minutos:

Juro que não percebo esta conversa. Já tentei e não chego lá.

Quando a Assunção se apresenta como a mulher católica, de família e com uma ranchada de filhos - precisamente para apelar ao SEU eleitorado, católico, centralizado na família, conservador - não vem nada de mal ao mundo. Se a preta o faz já é puxar uma cartada baixa.

Dizes isso como se a Cristas tivesse grande coisa para oferecer, também... 😅

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Citação de IlidioMA, há 1 hora:

Juro que não percebo esta conversa. Já tentei e não chego lá.

Quando a Assunção se apresenta como a mulher católica, de família e com uma ranchada de filhos - precisamente para apelar ao SEU eleitorado, católico, centralizado na família, conservador - não vem nada de mal ao mundo. Se a preta o faz já é puxar uma cartada baixa.

A Cristas usa a cartada da família e de ser católica. Coisas que mostram uma série de valores na pessoa (isto sem querer estar a discutir a pertinência ou se esses valores são bons/maus). A senhora do Livre usa a cena de ser mulher e preta. Isto demonstra valores? Demonstra algo? Não, que eu saiba ela nasceu assim, é apenas uma característica fisiológica. Não demonstra escolhas de vida, valores, nada de nada.

Editado por Duluoz-

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Citação de IlidioMA, há 2 horas:

Juro que não percebo esta conversa. Já tentei e não chego lá.

Quando a Assunção se apresenta como a mulher católica, de família e com uma ranchada de filhos - precisamente para apelar ao SEU eleitorado, católico, centralizado na família, conservador - não vem nada de mal ao mundo. Se a preta o faz já é puxar uma cartada baixa.

Eu teorizo que essa dissonância se deva ao desejo subconsciente (nutrido por séculos de preconceito) da nossa sociedade em tentar criar um sentimento de vergonha em alguém que, fazendo parte de uma minoria ou de um grupo subjugado e/ou ostracizado, proclama a sua identidade sem pudores e com orgulho. Nosce te ipsum, ou o coloquial temet nosce, é um pilar filosófico; todavia, quando a manifestação dessa máxima é colocada em prática por minorias, especialmente num contexto político-cultural, encontra uma avassaladora resistência; resistência essa que, no fundo, procura ignorar/fechar os olhos/esconder/tratar como irrelevante essa mesma identidade.

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Citação de bmfpcdm, há 9 minutos:

Eu teorizo que essa dissonância se deva ao desejo subconsciente (nutrido por séculos de preconceito) da nossa sociedade em tentar criar um sentimento de vergonha em alguém que, fazendo parte de uma minoria ou de um grupo subjugado e/ou ostracizado, proclama a sua identidade sem pudores e com orgulho. Nosce te ipsum, ou o coloquial temet nosce, é um pilar filosófico; todavia, quando a manifestação dessa máxima é colocada em prática por minorias, especialmente num contexto político-cultural, encontra uma avassaladora resistência; resistência essa que, no fundo, procura ignorar/fechar os olhos/esconder/tratar como irrelevante essa mesma identidade.

@JorgeFerreira aprende.

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Citação de Ghelthon, há 2 horas:

Se ela tem mais coisas para oferecer, provavelmente pouca gente saberá, porque ela própria decidiu começar a campanha com a cartada da cor da pele.

até me admira não ter apelado ao voto de quem tem problema de dicção.

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Citação de Puto Perdiz, há 11 minutos:

até me admira não ter apelado ao voto de quem tem problema de dicção.

Autch. 😂

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Citação de Pickle Rick, há 16 minutos:

A grande questão é, alguém liga ou passa cartão ao que a Cristas diz ? Ela é um meme...

Como ousas dizer isso da grande líder da oposição que luta para ser primeira-ministra, a única verdadeira alternativa ao governo das esquerdas?

Btw, há uma centralização do debate político que não só é transversal aos políticos (Catarina, Rio, etc...) mas também aos portugueses, ao contrário da grande maioria dos países europeus, falarei disso daqui a 1 ou 2h no meu tópico. Estas eleições mais do que nunca ganham-se ao centro, pois há mais eleitorado de centro e menos de direita e esquerda vincada. 

Editado por Ticampos

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Mas eu não percebo a dúvida aqui. A JKM usar a cor da pele enquanto exemplo daquilo que quer ver na sociedade, em conjunto com as restantes minorias, como aparecem no tal videoclip, não é logo dizer que uma das ideias base da candidatura dela é o combate ao racismo, homofobia, transfobia e o maior aparecimento de pessoas de minorias na sociedade? Isso não é uma ideia política? 

A pertinência de colocar intencionalmente, como candidata principal, alguém que tem um problema grave de gaguez, que a pode impedir de transmitir as ideias com clareza, já é outra questão.

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Citação de bmfpcdm, há 1 hora:

Eu teorizo que essa dissonância se deva ao desejo subconsciente (nutrido por séculos de preconceito) da nossa sociedade em tentar criar um sentimento de vergonha em alguém que, fazendo parte de uma minoria ou de um grupo subjugado e/ou ostracizado, proclama a sua identidade sem pudores e com orgulho. Nosce te ipsum, ou o coloquial temet nosce, é um pilar filosófico; todavia, quando a manifestação dessa máxima é colocada em prática por minorias, especialmente num contexto político-cultural, encontra uma avassaladora resistência; resistência essa que, no fundo, procura ignorar/fechar os olhos/esconder/tratar como irrelevante essa mesma identidade.

thank you

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Eu sei que o CDS tem muito mais tempo de antena que o Livre, o que pode enviesar as coisas, mas eu olho para a Assunção Cristas e vejo a Assunção Cristas. Depois vem a parte de ser beata, mãe de uma carrada de filhos, etc.

Por outro lado, tudo o que eu ouvi do Livre foi "a primeira mulher negra a ser cabeça de lista numa eleições legislativas". Pior, toda a campanha do Livre foi montada à volta da JKM. Um gajo ouve falar no CDS, no PSD, no PAN, no BE ou na IL e depois nos seus líderes e candidatos. Toda a campanha do Livre é alicerçada na JKM. Um gajo os sites do PS, do PSD, do BE e não temos que levar com a fronha do AC, do RR ou da CM. Abre-se o do CDS e aí sim, aparece a AC e desaparece logo a seguir. Abre-se o do Livre e é só ver o destaque dado a JKM.

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