Ghelthon Publicado 21 Outubro 2025 Citação de Lurker, há 14 minutos: Eu não consigo perceber como é que isto não está a ser um assunto com mais discussão. O relatório leva à conclusão que o acidente foi causado por falhas gravíssimas e até agora as manifestações públicas foram da Carris a dizer que a culpa foi da administração anterior e da CM Lisboa a dizer que fica provado que não há qualquer responsabilidade política no acidente. Parece que de repente ninguém se chateia muito com um homicídio por negligência de 16 pessoas. A Carris vai, obviamente, sacudir as culpas para a empresa de manutenção. Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 21 Outubro 2025 Citação de JGabriel, há 56 minutos: Está aqui o grande problema. A habitação não é vista como um bem essencial, mas sim como um activo financeiro para valorização, especulação e lucro. Há por aí muita casa vazia que é mantida vazia de propósito, sem nunca haver intenção dos donos de a habitar ou arrendar, a pressionar o mercado e a oferta de forma artificial só à espera que valorizem para vender mais caro. Uma boa parte disto resolvia-se ao proibir fundos e empresas de serem donos de imóveis para habitação e de taxar à bruta tudo o que for a partir do terceiro ou quarto imóvel em nome da mesma pessoa que não esteja no mercado para arrendamento. Só que o imobiliário, ainda mais no Tugão, dá de mamar a muita gente. Incluindo o actual primeiro ministro. Não concordo nada com isto, sinceramente. Já tive esta discussão várias vezes e nunca consegui ver números dessas casas fechadas de propósito. Se há muito boa gente a ganhar rios de dinheiro com o imobiliário? Obviamente que sim. Quem pode, neste momento, se não o fizer é um calhau com olhos. E, mais, para quem não quer ter a fama de especulador, de belzebu, de perigoso capitalista ultraliberal, eu acrescento que se pode ganhar muito dinheiro com o imobiliário e, ao mesmo tempo, contribuir activamente para meter casas no mercado e ajudar a controlar os preços. Compartilhar este post Link para o post
Ego Sum Publicado 21 Outubro 2025 (editado) Citação de Tio Hans, há 8 minutos: Não concordo nada com isto, sinceramente. Já tive esta discussão várias vezes e nunca consegui ver números dessas casas fechadas de propósito. Se há muito boa gente a ganhar rios de dinheiro com o imobiliário? Obviamente que sim. Quem pode, neste momento, se não o fizer é um calhau com olhos. E, mais, para quem não quer ter a fama de especulador, de belzebu, de perigoso capitalista ultraliberal, eu acrescento que se pode ganhar muito dinheiro com o imobiliário e, ao mesmo tempo, contribuir activamente para meter casas no mercado e ajudar a controlar os preços. Não falta malta que não mete casas a arrendar. Os meus pais compraram um apartamento quando o meu irmão foi para a faculdade pq o que pagariam pela renda de um quarto seria o que pagariam pela prestação de um T1 (os facilismos que os boomers tinham que falávamos atrás :p) Não mora lá ninguém há vários anos, foi esse tempo que demorei a convencê-los a arrendarem para cobrir os custos de manutenção e completementar a reforma. E só deu pq era um colega de trabalho de confiança. Vender não faria sentido pq depois também não saberiam o que fazer com o dinheiro a não ser meter em certificados de aforro. E como os meus pais, muitos mais da geração deles há que são assim com receio de arrendar porque ouvem muitas histórias más e emprenham dos ouvidos. Editado 21 Outubro 2025 por Ego Sum Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 21 Outubro 2025 Citação de antifa, há 1 hora: O BE precisava de meter a Mortágua na prateleira e fazer um rebranding a sério abrindo a porta a que muita gente que saiu pudesse voltar e tivesse uma voz que contasse para alguma coisa, mas mesmo assim duvido que se safassem. Aquilo actualmente já não é um partido atrativo para praticamente nenhum tipo de eleitorado, mesmo o que se pode chamar de elites urbanas de intelectuais de esquerda, artistas, etc, que eram um grupo onde dominavam, o que eu vejo hoje em dia é a manifestarem apoio pela CDU ou Livre. Até nos alternos e putos freaks da cidade o que eu vejo é irem maioritariamente para a CDU. O único grupo que o BE segura é a malta LGBT militante. E se nestes grupos é assim, então para as massas de gente trabalhadora "normal" de esquerda que em muitos casos acabou por votar BE e que compõe a maioria do eleitorado que dá lugares isso é um comboio que já passou, e com o estigma que se abateu sobre o BE e a Mortágua, dificilmente recuperam porque o Livre e o voto útil no PS parece muito mais consequente. A continuar assim rapidamente se transformam apenas num grupo ativista que faz as suas conferências e as suas acções onde vão sempre os mesmos, porque ao dia de hoje o BE já é pouco mais que um grupo de colegas. Eu acho que o BE se tornou um bocado num partido que se dedica a odiar. O partido esqueceu-se de defender os seus princípios, de defender aquilo em que acredita, para passar a odiar quem o partido acha que vai contra esses princípios. E não estou a falar de odiarem fascistas, racistas e afins. Mais, há a questão de terem vários casos em que se aplica o critério do "olha para o que eu digo e não olhes para o que eu faço". Foi o caso Robles, foram os despedimentos no partido, foi o #metoo à portuguesa que faleceu no dia em que um camarada de partido foi acusado de acertar o passo à namorada. Adicionalmente, há o problema da liderança. A Mariana Mortágua é uma das melhores deputadas do país. O trabalho que ela fez relativo ao BES ou aos calotes na CGD é absolutamente brilhante e o país devia reconhecê-la bem mais do que o que faz por isso. Mas a Mariana Mortágua não é uma figura simpática, não é uma figura empática, fala de uma forma altiva e isso prejudica-a imenso. Pá, eu não sou de esquerda, nunca serei. E por isso estou à vontade para dizer que, sim, faz todo o sentido o que dizes. Eu se fosse de esquerda, neste momento não votaria no BE. Muito mais depressa votaria no Livre ou mesmo na CDU. E como indivíduo de direita, se tivesse que escolher, mais depressa votava no Livre ou na CDU do que no BE, neste momento. Citação de Ego Sum, há 10 minutos: Não falta malta que não mete casas a arrendar. Os meus pais compraram um apartamento quando o meu irmão foi para a faculdade pq o que pagariam pela renda de um quarto seria o que pagariam pela prestação de um T1 (os facilismos que os boomers tinham que falávamos atrás :p) Não mora lá ninguém há vários anos, foi esse tempo que demorei a convencê-los a arrendarem para cobrir os custos de manutenção e completementar a reforma. E só deu pq era um colega de trabalho de confiança. Vender não faria sentido pq depois também não saberiam o que fazer com o dinheiro a não ser meter em certificados de aforro. E como os meus pais, muitos mais da geração deles há que são assim com receio de arrendar porque ouvem muitas histórias más e emprenham dos ouvidos. OK. Mas essas pessoas, como os teus pais, não são perigosos capitalistas que estão a especular com um imóvel, pois não? Compartilhar este post Link para o post
JGabriel Publicado 21 Outubro 2025 Citação de Banks29, há 2 horas: Eu não acho que a culpa da queda do BE seja só da Mortágua, acho que houve muita gente no partido que decidiu saltar fora quando a Catarina Martins decidiu deitar o governo abaixo quando estavam em coligação e isso influenciou também para a Maioria absoluta do PS nas eleições que se seguiram. Nunca houve coligação. E quem deitou o governo abaixo foi o PCP, o Bloco retirou o apoio bem antes. Citação de Tio Hans, há 2 horas: Não concordo nada com isto, sinceramente. Já tive esta discussão várias vezes e nunca consegui ver números dessas casas fechadas de propósito. Se há muito boa gente a ganhar rios de dinheiro com o imobiliário? Obviamente que sim. Quem pode, neste momento, se não o fizer é um calhau com olhos. E, mais, para quem não quer ter a fama de especulador, de belzebu, de perigoso capitalista ultraliberal, eu acrescento que se pode ganhar muito dinheiro com o imobiliário e, ao mesmo tempo, contribuir activamente para meter casas no mercado e ajudar a controlar os preços. Pois pode, mas não querem saber. Principalmente os fundos que só querem é mais e mais o mais depressa possível, não querem controlo de preços nenhum. Compartilhar este post Link para o post
Puto Perdiz Publicado 21 Outubro 2025 Citação de mestes, há 4 horas: Noutra fase do partido e do país acho que lhes caía bem o José Soeiro. Nesta altura talvez precisem duma figura mais experiente e respeitada como o regresso do Louçã (não me parece para aí virado) ou o José Manuel Pureza (fez uma campanha interessante nas autárquicas em Coimbra, mas teve um resultado muito fraco). O Pedro Filipe Soares anda desaparecido talvez pudesse ter potencial. Seja quem for vai ter muito trabalho a fazer. Qualquer um deles foi trucidado nas últimas eleições que participaram. O Louçã morreu nas legislativas. Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 21 Outubro 2025 Citação de Tio Hans, há 2 horas: Eu acho que o BE se tornou um bocado num partido que se dedica a odiar. O partido esqueceu-se de defender os seus princípios, de defender aquilo em que acredita, para passar a odiar quem o partido acha que vai contra esses princípios. E não estou a falar de odiarem fascistas, racistas e afins. Eu lembro-me de ter escrito isso nas últimas Legislativas mas para mim um dos maiores erros do BE foi ter feito do Chega um inimigo "mortal" sem conhecer a verdadeira natureza do Chega na sociedade portuguesa. E a julgar pela entrevista da Catarina Martins à Lusa continuam sem perceber Compartilhar este post Link para o post
Puto Perdiz Publicado 21 Outubro 2025 Citação de Banks29, há 3 horas: Eu não acho que a culpa da queda do BE seja só da Mortágua, acho que houve muita gente no partido que decidiu saltar fora quando a Catarina Martins decidiu deitar o governo abaixo quando estavam em coligação e isso influenciou também para a Maioria absoluta do PS nas eleições que se seguiram. A Mortágua está para o Be como o Chicão esteve para o CDS. Ambos apanharam o partido a afundar-se; a diferença é que o Chicão era visto como alguém fora da cúpula e alguém da mudança (o João Almeida era a continuidade da Assunção Cristas). No BE a Mortágua era vista como a continuidade da ideia de projeto encabeçado pela Catarina Martins. Compartilhar este post Link para o post
Interstellar Publicado 21 Outubro 2025 Citação de antifa, há 3 horas: O BE precisava de meter a Mortágua na prateleira e fazer um rebranding a sério abrindo a porta a que muita gente que saiu pudesse voltar e tivesse uma voz que contasse para alguma coisa, mas mesmo assim duvido que se safassem. Aquilo actualmente já não é um partido atrativo para praticamente nenhum tipo de eleitorado, mesmo o que se pode chamar de elites urbanas de intelectuais de esquerda, artistas, etc, que eram um grupo onde dominavam, o que eu vejo hoje em dia é a manifestarem apoio pela CDU ou Livre. Até nos alternos e putos freaks da cidade o que eu vejo é irem maioritariamente para a CDU. O único grupo que o BE segura é a malta LGBT militante. E se nestes grupos é assim, então para as massas de gente trabalhadora "normal" de esquerda que em muitos casos acabou por votar BE e que compõe a maioria do eleitorado que dá lugares isso é um comboio que já passou, e com o estigma que se abateu sobre o BE e a Mortágua, dificilmente recuperam porque o Livre e o voto útil no PS parece muito mais consequente. A continuar assim rapidamente se transformam apenas num grupo ativista que faz as suas conferências e as suas acções onde vão sempre os mesmos, porque ao dia de hoje o BE já é pouco mais que um grupo de colegas. Não discordando de alguns problemas que apontas, discordo sobretudo da conclusão. Concordo com o ponto sobre as bases de apoio, no entanto convém não esquecer que o campo de batalha político mudou radicalmente. Vive-se hoje um contexto diferente: o do digital e o do imediatismo. É um contexto tendencialmente desfavorável para os partidos de esquerda que, como tinha colocado a certa altura o Happy King, nunca viveram de explicações simples. Isto é relevante porque aqui entendo que o BE tem clara vantagem sobre os restantes partidos do mesmo arco. É o partido com a 2ª maior presença nas redes sociais, depois do Chega, e em melhor posição para marcar agenda. É também o partido que atualmente parece recolher maior apoio da população imigrante, algo que obviamente só poderá refletir-se em resultados no futuro, à semelhança do que aconteceu com a liberalização do mercado imobiliário e os AL para os partidos de direita. Noutra nota, quanto à ideia de que precisam "de meter a Mortágua na prateleira". Mais do que um erro de análise, creio que isso seria ceder à narrativa adversária e que pouco resolverá o que quer que seja quando o estigma é meramente superficial e transferível. A Mortágua sempre foi uma das vozes mais bem preparadas no parlamento e metê-la de lado seria um erro crasso para toda a esquerda. O BE não tem é sabido capitalizar com esse estigma, mas é perfeitamente possível que o venham a fazer. Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 21 Outubro 2025 Citação de JGabriel, há 49 minutos: Pois pode, mas não querem saber. Principalmente os fundos que só querem é mais e mais o mais depressa possível, não querem controlo de preços nenhum. O que eu queria saber é onde estão essas casas vazias, esses prédios novos vazios. Pá, ainda por cima se geridos por fundos, é uma estupidez incrível ter as casas vazias. Mais vale por no mercado de arrendamento. Ao preço a que estão as rendas se for necessário fazer obras no fim elas estão mais que pagas. Citação de Interstellar, há 1 minuto: Noutra nota, quanto à ideia de que precisam "de meter a Mortágua na prateleira". Mais do que um erro de análise, creio que isso seria ceder à narrativa adversária e que pouco resolverá o que quer que seja quando o estigma é meramente superficial e transferível. A Mortágua sempre foi uma das vozes mais bem preparadas no parlamento e metê-la de lado seria um erro crasso para toda a esquerda. O BE não tem é sabido capitalizar com esse estigma, mas é perfeitamente possível que o venham a fazer. Lá porque a Mariana Mortágua já deu provas cabais da sua capacidade de trabalho e da sua competência técnica, isso não faz dela, automaticamente, uma boa líder partidária. É a mesma coisa que acontece, erradamente, em inúmeras empresas, quando ser chefe (ou manager, lol) é uma promoção e em vez de se escolher aquele que melhor sabe liderar equipas se escolhe o mais competente tecnicamente. Compartilhar este post Link para o post
Hammerfall Publicado 21 Outubro 2025 Citação de antifa, há 4 horas: Ir para além de aterrorizar velhotes ciganos é mau para o negócio, aquilo é um scam para uns broncos viverem à grande das doações e agora provavelmente dos subsídios. como são a esmagadora maioria das associações desse meio 1 Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 21 Outubro 2025 (editado) Citação de Interstellar, há 51 minutos: Não discordando de alguns problemas que apontas, discordo sobretudo da conclusão. Concordo com o ponto sobre as bases de apoio, no entanto convém não esquecer que o campo de batalha político mudou radicalmente. Vive-se hoje um contexto diferente: o do digital e o do imediatismo. É um contexto tendencialmente desfavorável para os partidos de esquerda que, como tinha colocado a certa altura o Happy King, nunca viveram de explicações simples. Isto é relevante porque aqui entendo que o BE tem clara vantagem sobre os restantes partidos do mesmo arco. É o partido com a 2ª maior presença nas redes sociais, depois do Chega, e em melhor posição para marcar agenda. É também o partido que atualmente parece recolher maior apoio da população imigrante, algo que obviamente só poderá refletir-se em resultados no futuro, à semelhança do que aconteceu com a liberalização do mercado imobiliário e os AL para os partidos de direita. Noutra nota, quanto à ideia de que precisam "de meter a Mortágua na prateleira". Mais do que um erro de análise, creio que isso seria ceder à narrativa adversária e que pouco resolverá o que quer que seja quando o estigma é meramente superficial e transferível. A Mortágua sempre foi uma das vozes mais bem preparadas no parlamento e metê-la de lado seria um erro crasso para toda a esquerda. O BE não tem é sabido capitalizar com esse estigma, mas é perfeitamente possível que o venham a fazer. A questão da Mariana Mortágua é que efectivamente tornou-se no que agora está na moda chamar um ativo tóxico, e isso quer externa quer internamente. Externamente porque não se consegue desligar das caricaturas e da baixaria feita pela direita tipo chega ou liberal e que cola muito bem, ao mesmo tempo que para quem poderia agradar tem uma personalidade e discurso difícil de simpatizar e mobilizar (por exemplo comparando com o Rui Tavares), e internamente porque é efetivamente uma das responsáveis pelo rumo do partido e por práticas que têm levado ao afastamento de militantes de tendências não valorizadas. As grandes prestações nas comissões de inquérito já foram há mesmo muitos anos e o que se pede hoje, ainda muito mais como deputada única, numa perspectiva de conseguir fazer crescer o partido, é quase impossível que ela consiga dar. Editado 21 Outubro 2025 por antifa Compartilhar este post Link para o post
Interstellar Publicado 21 Outubro 2025 Citação de Tio Hans, há 23 minutos: Lá porque a Mariana Mortágua já deu provas cabais da sua capacidade de trabalho e da sua competência técnica, isso não faz dela, automaticamente, uma boa líder partidária. É a mesma coisa que acontece, erradamente, em inúmeras empresas, quando ser chefe (ou manager, lol) é uma promoção e em vez de se escolher aquele que melhor sabe liderar equipas se escolhe o mais competente tecnicamente. Correcto, mas isto vai do entendimento e avaliação de cada um e é precisamente esse o ponto que rebato. O sucesso político é negativo, a avaliar pelos resultados eleitorais, mas não creio que este deva ser medido como se mede o sucesso de um comercial de vendas. Enquanto projecto político não me parece, de todo, que esteja a ser mal liderado. E não creio que a competência técnica seja de somenos neste contexto. Antes pelo contrário, é uma arma fundamental numa era de debates superficiais e em que é preciso saber educar eleitores e forçar adversários a focarem-se na substância. Apostar numa comunicação mais consensual (e menos numa de debate confrontacional) não seria uma evolução para o Bloco. Seria abdicar da sua identidade para ocupar um terreno que já tem dono: Livre. Que, aproveito, está praticamente tão alheado das redes como a CDU. Citação de antifa, há 1 minuto: A questão da Mariana Mortágua é que efectivamente tornou-se no que agora está na moda chamar um ativo tóxico, e isso quer externa quer internamente. Externamente porque não se consegue desligar das caricaturas e da baixaria feita pela direita tipo chega ou liberal e que cola muito bem, ao mesmo tempo que para quem poderia agradar tem uma personalidade e discurso difícil de simpatizar e mobilizar, e internamente porque é efetivamente uma das responsáveis pelo rumo do partido e por práticas que têm levado ao afastamento de militantes de tendências não valorizadas. As grandes prestações nas comissões de inquérito já foram há mesmo muitos anos e o que se pede hoje, ainda muito mais como deputada única, numa perspectiva de conseguir fazer crescer o partido, é quase impossível que ela consiga dar. Concordo com a parte de não se conseguir desligar principalmente, porque é algo que também podia ser utilizado para entricheirar ainda mais o seu eleitorado e em que não têm sabido capitalizar, ao contrário do Chega. De resto, já deixei o que penso na minha resposta agora ao Hans. Eu vejo nesse rumo algo com bastante potencial. Mas claro, posso estar completamente enganado. Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 21 Outubro 2025 Citação de Tio Hans, há 4 horas: Não concordo nada com isto, sinceramente. Já tive esta discussão várias vezes e nunca consegui ver números dessas casas fechadas de propósito. Se há muito boa gente a ganhar rios de dinheiro com o imobiliário? Obviamente que sim. Quem pode, neste momento, se não o fizer é um calhau com olhos. E, mais, para quem não quer ter a fama de especulador, de belzebu, de perigoso capitalista ultraliberal, eu acrescento que se pode ganhar muito dinheiro com o imobiliário e, ao mesmo tempo, contribuir activamente para meter casas no mercado e ajudar a controlar os preços. Eu é q n concordo nada com isto É urgente haver uma redistribuição de riqueza geracional. E quem não vê isso é um calhau sem olhos. Estamos a caminhar para que as pessoas para terem acesso a qualquer tipo de propriedade (ações e outro ativos financeiros incluidos) tem que ser por heranças 1 Compartilhar este post Link para o post
Rain Dog Publicado 21 Outubro 2025 Mas quem é que precisa de casa? Eu tenho uma DD Tarp XL que bem configurada caibo eu e a minha omnium mini-max mas muito fácil. Levo alho e cebolas no frame bag, roubo castanhas a caminho do trabalho, cago nas florestas ao lado da autoestrada. Já alguma vez grelharam rãs? Tenho tudo o que preciso. E ainda recebo reembolso do IRS todos os anos. A vida é só coisas belas. Há catedrais em todo o lado para aqueles com olhos para ver. Compartilhar este post Link para o post
joe Publicado 21 Outubro 2025 Citação de Tio Hans, Em 20/10/2025 at 16:40: Vou pegar no que asisnalei a bold. Isto é extremamente relevante para que as pessoas não sejam enganadas. A tua casa vale o dobro. A minha, tendo em conta o valor que os vizinhos de baixo, com um apartamento exactamente igual ao meu, mas pior conservado, conseguiu, já vale mais do triplo. Mas isso não me interessa rigorosamente nada. E porquê? Porque eu não posso ficar sem casa. Eu se vender a minha casa preciso ou de comprar outra ou de arrendar outra. Só tenho um apartamento e é um bem essencial sem o qual não posso ficar. A questão é que, quando eu comprei o meu apartamento, com mais 20.000€, já incluindo impostos, tinha comprado um T3 em vez de um T2, com dois lugares de garagem em vez de um, no meu prédio. Hoje, se o quiser fazer, preciso, à vontadinha, de mais 100.000€. E se forem só 100.000€ é uma sorte do caraças. Acabo por estar pior hoje do que há 13 anos quando comprei. Não interessa? O custo da casa nova pode comer-te o lucro da valorização, mas se não tivesses exposto ao mercado imobiliário hoje em dia estarias (possivelmente, não sei o teu caso lol) priced out do mercado e sem possibilidade de comprar seja o que for. E em todo o caso podes pegar nos 200% de lucro que fizeste e saber que nos próximos larguíssimos anos podes arrendar uma casa com a renda a ser paga pela inflação do mercado habitacional e não pelo rendimento do teu trabalho. Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 21 Outubro 2025 (editado) Esta parte do relatório do acidente do elevador da Glória assinalada pelo João Ferreira no twitter é surreal. O elevador está preso por uma m*rda feita por um processo empírico passado de geração em geração sem procedimento escrito cuja execução depois é passada a uma empresa que não faz ideia como é que aquilo se faz. Editado 21 Outubro 2025 por antifa Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 21 Outubro 2025 Citação de JGabriel, há 8 horas: Está aqui o grande problema. A habitação não é vista como um bem essencial, mas sim como um activo financeiro para valorização, especulação e lucro. Há por aí muita casa vazia que é mantida vazia de propósito, sem nunca haver intenção dos donos de a habitar ou arrendar, a pressionar o mercado e a oferta de forma artificial só à espera que valorizem para vender mais caro. Uma boa parte disto resolvia-se ao proibir fundos e empresas de serem donos de imóveis para habitação e de taxar à bruta tudo o que for a partir do terceiro ou quarto imóvel em nome da mesma pessoa que não esteja no mercado para arrendamento. Só que o imobiliário, ainda mais no Tugão, dá de mamar a muita gente. Incluindo o actual primeiro ministro. E quando um Governo apresenta uma medida que visa atenuar esse efeito, ai meu Deus que vão avançar para expropriações e temos que salvaguardar a propriedade privada... Citação de JGabriel, há 8 horas: Pode haver muita malta nesse grupo com boas intenções, pena haver neonazis encapotados lá enfiados que f*dem tudo e que usam o grupo como desculpa para dar porrada. As claques de futebol o quê? Citação de Banks29, há 7 horas: Eu não acho que a culpa da queda do BE seja só da Mortágua, acho que houve muita gente no partido que decidiu saltar fora quando a Catarina Martins decidiu deitar o governo abaixo quando estavam em coligação e isso influenciou também para a Maioria absoluta do PS nas eleições que se seguiram. Houve coligação formal (por acordo escrito) até às eleições de 2019. Nessa altura o PS cresceu e a CDU e o BE desceram. O Costa não achou necessário novo acordo escrito, portanto a coligação acabou formalmente aí. O Bloco votou contra o Orçamento de 2021 que passou com o apoio do PCP. O PCP juntou-se ao Bloco no Orçamento para 2022, chumbando-o. O que resultou em eleições antecipadas em 2022 e maioria absoluta para o PS. Foi o PCP que "deitou o Governo abaixo". Entre aspas porque o chumbo do orçamento não implica a dissolução da AR e consequente queda do Governo. 1 Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 21 Outubro 2025 Há fanáticos religiosos que praticam o uso do cilício como forma de penitência. Eu não vou tão longe. De vez em quando leio textos da Joana Petiz, jornalista formada na Católica que assina os seus artigos como Diretora Editorial do SAPO, e chega-me bem para efeitos de penitência. Acabei de ler este artigo que não resisto a partilhar convosco: https://sapo.pt/artigo/repetir-eleicoes-a-cdu-fara-o-que-for-preciso-para-ser-a-segunda-pior-em-lisboa-68f7929d4080a2b6f46d21bf Como é que é possível dizer tantos disparates, com tanta falta de rigor e desinformação, para chegar a uma conclusão com a qual eu até concordo? Coisa estranha... Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 21 Outubro 2025 Citação de antifa, há 1 hora: Esta parte do relatório do acidente do elevador da Glória assinalada pelo João Ferreira no twitter é surreal. O elevador está preso por uma m*rda feita por um processo empírico passado de geração em geração sem procedimento escrito cuja execução depois é passada a uma empresa que não faz ideia como é que aquilo se faz. Fdx lol, se ninguém for preso… Mas chocante ainda ninguém se ter demitido, surreal. Felizmente, o Moedas já veio dizer que o relatório prova que não há responsabilidade política, portanto está tudo bem. Compartilhar este post Link para o post
Burkina2008 Publicado 21 Outubro 2025 Citação de Tio Hans, há 8 horas: OK. Mas essas pessoas, como os teus pais, não são perigosos capitalistas que estão a especular com um imóvel, pois não? Isso depende do partido que te responder a isso... Eu nao sei quantos fogos estao vazios no Porto e Lisboa, mas a pergunta tambem seria, quantos estao habitaveis e quantos estao presos por partilhas. Nao seria contra uma expropriacao de alguns imoveis em Lisboa, sendo que duvido que o estado tenha dinheiro e capacidade de tomar conta, renovar e explorar. Mas aquilo que se diz "Existem 800,000 casas vazias". Onde? Quais? A minha casa e a do meu irmao estao oficialmente desocupadas em Lisboa porque ambos temos residencia fiscal fora do pais, isso sao duas casas vazias? A quantidade signifcativa de portugueses que vivem fora devem fazer uma parte significativa desses imoveis. Tirando alguns edificios devolutos ou onde estao a espera que o ultimo proprietario morra para deitar abaixo e contruir novo sao os unicos e poucos fogos "disponiveis" que conheco em Lisboa (No Porto nao si) Sim pelo menos em Lisboa ha uma quantidade significativa de ALs que nasceram na ultima decada e de edificios transformados em hoteis. Dito isto esses edificios, sobretudo na Baixa, Av. Liberdade, Saldanha, Entrecampos nunca seriam fogos acessiveis para os jovens... 1 Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 21 Outubro 2025 Citação de Ghelthon, há 10 minutos: Fdx lol, se ninguém for preso… Mas chocante ainda ninguém se ter demitido, surreal. Felizmente, o Moedas já veio dizer que o relatório prova que não há responsabilidade política, portanto está tudo bem. O Diretor da Manutenção da Carris já foi demitido. Mas esse não interessa muito. É o bode-expiatório. O pessoal quer é "sangue azul" a escorrer... 1 Compartilhar este post Link para o post
Scirea Publicado 21 Outubro 2025 (editado) A crise da habitação está a minar a democracia (by Helena Roseta in Publico, 14-06-2025 link) Citação A oferta de habitação é sempre local e territorialmente limitada, enquanto a procura é global e virtualmente ilimitada. Uma situação destas não é resolúvel sem regulação pública, nacional e europeia.(...) Mas falar em regulação, em Portugal, é acordar o fantasma do congelamento de rendas iniciado por Salazar e alargado a todo o país no PREC. O trauma ficou e a resistência à intervenção pública nos preços da habitação é garantida. 1. Em abril deste ano, segundo o Eurostat, éramos na Europa o país com pior acesso à habitação. O fosso da desigualdade habitacional agravou-se e aumentou a desesperança de muitos. A subida constante dos preços proporciona uma especulação desenfreada e grande evasão fiscal. Há muito arrendamento sem contrato e sem recibo e um número crescente de pessoas em novas barracas e alojamentos precários. São sinais de alarme sintomáticos de duas questões de fundo: continuada insuficiência e ineficácia das políticas públicas de habitação; e profundo disfuncionamento do mercado habitacional, que só floresce no segmento de luxo. 2. As grandes linhas da política pública de habitação decorrem do direito à habitação consagrado na Constituição, que comete ao Estado o dever de o garantir a todos. A lei de bases da habitação, de 2019, desenvolveu essas grandes linhas. Passam por quatro tipos de instrumentos: habitação pública, medidas fiscais, subsidiação e regulação. Na promoção pública e até 2018 houve apenas dois programas relevantes: o SAAL, em 1974, para apoiar soluções em bairros precários de todo o país, e o PER, em 1993, para erradicar as barracas nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Nos anos 70 e 80 houve algum apoio público ao setor cooperativo, mas decaiu. O financiamento público centrou-se desde então na bonificação de juros para acesso à casa própria e em subsídios ao arrendamento jovem. Paralelamente, vendeu-se grande parte da habitação pública e lançou-se a cobertura do país com planos diretores municipais pensados para o dobro da população residente. Acreditava-se que o mercado, com apoio da banca, iria satisfazer as necessidades habitacionais. A crise de 2008 e o resgate financeiro de Portugal criaram dificuldades adicionais. Só em 2018 se iniciou a “Nova Geração de Políticas de Habitação”, que inclui o 1º Direito, o mais ambicioso programa público de habitação até à data. 3. Entretanto, os mercados habitacional, turístico e financeiro mudaram de escala e tornaram-se globais. Cresceram igualmente os movimentos migratórios. A procura de habitação disparou em toda a Europa, alavancada por três fenómenos: a financeirização, que faz da habitação, de preferência desocupada, um mero produto financeiro; a gentrificação, que privilegia a procura externa com maior poder de compra sobre a procura interna; e a imigração de população pobre em demanda de paz e trabalho, alvo prioritário de tráfico ilegal e sobre-exploração habitacional. As consequências conjugadas destes fenómenos entre nós, impulsionadas por políticas públicas erráticas, traduziram-se em subidas estratosféricas e insustentáveis do preço da habitação, tanto na compra como no arrendamento. 4. É inegável que precisamos de aumentar a oferta de habitação pública. Em Portugal havia em 2021 pouco mais de 120 mil habitações públicas, apenas 2% da habitação existente, um dos mais baixos valores na Europa. A meta de 26 mil habitações novas ou renovadas até 2026, no âmbito do Programa 1º Direito e financiadas a 100% pelo PRR, já foi reduzida, embora o governo tenha prometido financiar mais 30 mil habitações até 2030. Mesmo assim, ficaremos longe da média europeia e a menos de metade das 143.283 situações de indignidade habitacional identificadas pelos municípios, referidas no último relatório da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR. 5. É também inegável que se construiu muito em Portugal desde o 25 de abril. Será preciso construir mais para aumentar a oferta privada? Certamente que sim, mas não de qualquer maneira e não em todo o lado. Segundo o INE, em 2021 havia 5,9 milhões de habitações para 4,1 milhões de famílias. Desses quase 6 milhões de habitações, 1 milhão e cem mil eram residências secundárias e 723 mil estavam vagas. Dois terços das casas vagas estavam em edifícios habitáveis sem obras, ou apenas com reparações ligeiras, mas só menos de metade delas estava disponível para venda ou arrendamento. Por outras palavras, há em Portugal muita habitação em condições de ser habitada, a maior parte dela privada, que não é mobilizada pelo mercado para satisfazer a procura da população. O mesmo acontece com uma parte substancial dos terrenos classificados com urbanos. Em suma, o nosso grande paradoxo é sermos, ao mesmo tempo, o país com a pior acessibilidade à habitação na Europa e um dos que tem maior superavit de casas face ao número de famílias. Precisamos de perceber porquê, município a município, no litoral, no interior e nas ilhas. 6. Temos de compreender que a oferta de habitação é sempre local e territorialmente limitada, enquanto a procura é global e virtualmente ilimitada. Uma situação destas não é resolúvel sem regulação pública, nacional e europeia. Uma nova estratégia europeia para a habitação acessível está a dar os primeiros passos. A própria Comissão Europeia, no seu relatório de 2025 sobre a situação de Portugal, propôs há poucos dias medidas relevantes. Há muito conhecimento comprovado e muita gente competente, nos vários setores profissionais, na Academia e nas autarquias, que deve ser ouvida pelos nossos poderes públicos. Mas falar em regulação, em Portugal, é acordar o fantasma do congelamento de rendas iniciado por Salazar e alargado a todo o país no PREC. O trauma ficou e a resistência à intervenção pública nos preços da habitação é garantida. No entanto, assegurar o funcionamento eficiente dos mercados é uma incumbência constitucional prioritária do Estado, que dela não pode demitir-se. 7. A falta de acesso à habitação é uma questão estrutural de enorme gravidade. Os sinais de alerta estão todos à vista. Uma geração inteira está a ser privada de futuro. A coesão social e o desenvolvimento económico estão a ser afetados. É tempo de exigir uma política nacional de habitação consistente, baseada nos recursos e capacidades existentes e nos instrumentos financeiros, fiscais e legais necessários para apoiar quem precisa e penalizar quem abusa. Sem isso não será possível vencer a crise da habitação que está a minar a nossa democracia. Editado 21 Outubro 2025 por Scirea 1 Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 21 Outubro 2025 Citação de Burkina2008, há 20 horas: Mesmo lindo Eu consola-me nessa garrafeira após ter virado meio leitão na sala do lado Compartilhar este post Link para o post
andriy pereplyotkin Publicado 21 Outubro 2025 Citação de Descartes, há 1 hora: Há fanáticos religiosos que praticam o uso do cilício como forma de penitência. Eu não vou tão longe. De vez em quando leio textos da Joana Petiz, jornalista formada na Católica que assina os seus artigos como Diretora Editorial do SAPO, e chega-me bem para efeitos de penitência. Acabei de ler este artigo que não resisto a partilhar convosco: https://sapo.pt/artigo/repetir-eleicoes-a-cdu-fara-o-que-for-preciso-para-ser-a-segunda-pior-em-lisboa-68f7929d4080a2b6f46d21bf Como é que é possível dizer tantos disparates, com tanta falta de rigor e desinformação, para chegar a uma conclusão com a qual eu até concordo? Coisa estranha... Que verborreia, arre. Compartilhar este post Link para o post