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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de Plagio o Original, há 43 minutos:

Concordo com tudo menos com isto

N tá certo, qlqr casa fora de lisboa pode chegar facilmente a 300k. Os meus pais na altura ainda conseguiram o credito bonificado. Atualmente promovemos a especulação e damos borlas fiscais a senhorios

Tudo resto concordo sim, a olhar pra vida dos meus pais e avós, n tem nada que ver, mas eu n tive o privilégio de andar nos salescianos, e esses tbm n merecem mtas ajudas

Essa também é uma boa linha de raciocínio. Podemos comparar as taxas de juro. Andámos desde 2016 a 2022 com taxas de juro negativas. Só a partir de meados de 2022 é que elas passaram a terreno positivo e nunca chegaram aos valores que se praticavam no início do século. Sim, antigamente havia a possibilidade de se aceder a bonificações nos juros. Porque eles eram bastante relevantes num crédito à habitação. Depois deixou de fazer sentido

Os jovens que nos últimos 2 a 3 anos quiseram avançar para a compra de casa voltaram a ter esse problema (devido à COVID e guerra na Ucrânia que causou pressão inflacionista) mas não chegaram aos valores que os seus pais tiveram que suportar. Mesmo com bonificações.

Editado por Descartes

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Citação de Descartes, há 1 hora:

Por vezes dá-me a ideia que os jovens hoje queixam-se porque não conseguem comprar ou arrendar um T3 em Campo de Ourique. Sim, mas os seus pais também não conseguiam.

Eu mal consigo comprar ou arrendar um T1, ou T2 no meio do mato em Santa Maria da Feira, e olha que ganho muito acima da média nacional.

Cá já se pedem 300-400k por casas novas, 900 €/mês por T2 com 30-40 anos (e bem mais que isso por algo mais novo) e com 60-70m2 todos a cair de podre.

Por isso, dizer que os jovens querem ir todos para Campo de Ourique é de rir.

Além que, como tu apontas e bem, o mercado de trabalho mudou completamente, somos a geração mais qualificada de sempre e não queremos gastar anos a estudar para trabalhar numa fábrica de fiambre ou no café do Sr Alberto.

E isso tem um impacto muito grande, porque os empregos qualificados estão concentrados maioritariamente no Porto e Lisboa, e talvez um ou outro polo como Braga, Aveiro, Coimbra e Leiria.

Os nossos pais, na sua grande maioria, não tinham de fazer 40-50-60km para cada lado para ir trabalhar, porque tinham emprego perto de casa.

Nós tivemos uma grande oportunidade de mudar um pouco isto com o trabalho remoto, mas as empresas começaram logo a chorar porque estavam com os tomates presos por rendas de décadas às vezes.

 

--------------

Olha nem de propósito

"Maior subida de sempre". Preços das casas dispararam 22,8% em setembro

Editado por rcoelho14
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Citação de Descartes, há 2 horas:

Meteste o (?) a seguir a "séculos". Ou seja, colocaste a dúvida no período temporal e não no postulado.

Estavas a falar de Portugal (a exposição mediática do Ventura face ao Montenegro nos últimos anos e consequente crescimento da atratividade do Chega), por isso não entendo como alargas agora o espaço de análise à Europa.

O fosso entre o top 20% e o bottom 20% não importa para nada nesta questão. Por duas razões: primeiro porque tanto o top 20% como o bottom 20%, bem como os 60% que ficam no meio pertencem todos à mesma geração; e depois porque se o top 20% passa de 100 para 500 e o bottom 20% passa de 10 para 40 o fosso agrava-se imenso mas todos melhoram a sua condição. O agravamento do fosso não é métrica para aqui chamada.

Os impostos do capital também não nos servem de nada. É só conversa para quem sempre esteve bem na vida e serve para medir se hoje estão ainda melhor. Aplica-se apenas a uma minoria e não retrata a qualidade de vida da geração.

Resta a questão de não ser notório o pulo na qualidade de vida entre quem nasceu nos anos 70 ou 80 e quem nasceu nos anos 90 ou 00. E é exatamente aqui que eu discordo frontalmente. Porque é mesmo notório esse pulo. E quem não o nota só pode ser por viés político-ideológico ou porque não estava cá há 30 ou 40 anos, ou seja, os próprios. Porque faz parte da condição humana que as novas gerações se queixem sempre das gerações anteriores.

Vamos a factos notórios em Portugal porque é esse o ponto:

Educação - Nunca houve uma geração tão qualificada como esta. Os números dos detentores de curso superior não têm qualquer comparação com o passado. Basta dizer que, para quem nasceu nas décadas de 70 ou 80 a escolaridade mínima obrigatória era o 2º ano do ciclo preparatório (hoje o 6º ano do ensino básico) e, depois, o 5º ano do liceu (hoje o 9º). Além disso o ensino superior estava praticamente vedado às pessoas provenientes da classes mais desfavorecidas e era ministrado apenas em meia dúzia de cidades no país. Hoje, principalmente com o ensino politécnico está espalhado por todo o lado e, apesar das dificuldades que continuam a existir, democratizou-se o acesso.

Saúde - O SNS, mal ou bem, continua a dar resposta. É impossível dizer que a resposta de hoje é pior do que aquela que existia nos anos 90. E a evolução da medicina é incontestável. Há 30 anos certas doenças eram uma sentença de morte e hoje são curáveis ou controláveis (a começar na SIDA passando por várias formas de cancro).

Emprego - Outra área incomparável. Os números do desemprego são substancialmente inferiores aos do passado. A que acresce o facto dos jovens de hoje, pelas suas qualificações e ambições, desprezarem empregos a que boa parte (a maioria?) dos seus pais não podiam fugir. Daí os crescentes números da imigração. Além disso a legislação laboral e os direitos conquistados pelos trabalhadores resultam no facto das condições de trabalho de hoje serem melhores do que eram antes.

Consumo - O acesso a bens de consumo que existe hoje era algo inimaginável há 30 anos. Só mesmo nos livros de ficção científica. Se isso representa maior qualidade de vida ou não, é discutível, mas convenhamos...

Poder de Compra - Os ricos sempre tiveram; os pobres nunca tiveram; a classe média hoje tem muito mais do que tinham os pais. Eu sei porque já andava por cá.

Habitação - Sim, é um grande problema nos dias de hoje. Mas também era um problema igual ou maior há 30 anos. Os bairros de barracas não apareceram ontem, o crescimento das periferias não começou no ano passado. Há 30 anos a maioria dos jovens saía de casa dos pais quando se casava, endividando-se para a vida para comprar uma casinha (muitos estarão hoje ainda a pagá-la). Por vezes dá-me a ideia que os jovens hoje queixam-se porque não conseguem comprar ou arrendar um T3 em Campo de Ourique. Sim, mas os seus pais também não conseguiam.

Tecnologia - Nem vale a pena falar, pois não? Em toda e qualquer área que se pretenda analisar, a vida de hoje é muito mais facilitada do que era há 30 anos pelos progressos tecnológicos exponenciais.

La Palisse - Os jovens de hoje têm o apoio dos seus pais enquanto que os seus pais só tiveram o dos seus avós. Como a qualidade de vida dos pais é muito melhor do que a dos avós é fácil perceber quem tem hoje melhor vida.

Conclusão: o pulo não é notório? De certeza?

Concordo com tudo e vou tentar complementar com 2 ou 3 bitaites:

 

  • Acho que existe uma tentativa muito exagerada de corresponder "vida melhor" a "ser proprietário de uma casa". A habitação é um problema grave da sociedade atual e não o quero desvalorizar, mas é apenas um dos vários fatores relevantes que mencionaste. E esqueceste-te do saneamento básico. Ex.: o meu pai usou pela primeira vez uma sanita aos 16 anos e mesmo o meu irmão mais velho ainda cagou muitas vezes em buracos no chão. Isto devia ser o suficiente para acabar logo com essa conversa.

 

  • Algumas (muitas?) pessoas da minha geração (90) assumem quase como necessidade básica um estilo de vida que inclua jantar fora com frequência, viajar para fora do país, ir a festivais e concertos. Na geração anterior isto era impensável. Mesmo que com algum esforço houvesse essa possibilidade, muitas vezes o foco era sacrificar consumo atual para permitir o consumo da geração seguinte. Para mim é mais um ponto suficientemente forte para matar a conversa.

 

  • O que concedo que seja verdade, mas que também não é sinónimo de viver melhor que a geração anterior, tem a ver com o elevador social. Vi na geração anterior à minha muitos casos de famílias de classe baixa ou média-baixa que, graças aos vários apoios sociais, sacrifício, e alguma sorte, conseguiram que os filhos formem hoje famílias de classe média ou até média-alta. Acho que atualmente essa ascensão social intergeracional é mais improvável ou mais lenta, muito pela questão dos rendimentos do trabalho vs. custos de habitação. Mas, mais uma vez, isto não é um sinónimo de viver melhor.
Editado por Quan Chi
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Citação de rcoelho14, há 52 minutos:

Eu mal consigo comprar ou arrendar um T1, ou T2 no meio do mato em Santa Maria da Feira, e olha que ganho muito acima da média nacional.

Cá já se pedem 300-400k por casas novas, 900 €/mês por T2 com 30-40 anos (e bem mais que isso por algo mais novo) e com 60-70m2 todos a cair de podre.

Por isso, dizer que os jovens querem ir todos para Campo de Ourique é de rir.

Além que, como tu apontas e bem, o mercado de trabalho mudou completamente, somos a geração mais qualificada de sempre e não queremos gastar anos a estudar para trabalhar numa fábrica de fiambre ou no café do Sr Alberto.

E isso tem um impacto muito grande, porque os empregos qualificados estão concentrados maioritariamente no Porto e Lisboa, e talvez um ou outro polo como Braga, Aveiro, Coimbra e Leiria.

Os nossos pais, na sua grande maioria, não tinham de fazer 40-50-60km para cada lado para ir trabalhar, porque tinham emprego perto de casa.

Nós tivemos uma grande oportunidade de mudar um pouco isto com o trabalho remoto, mas as empresas começaram logo a chorar porque estavam com os tomates presos por rendas de décadas às vezes.

 

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Olha nem de propósito

"Maior subida de sempre". Preços das casas dispararam 22,8% em setembro

Eu nunca disse que não existem dificuldades ou que a situação não está má. Muito pelo contrário, comecei por dizer que: " Sim, é um grande problema nos dias de hoje."

Também nunca disse que acho que os jovens querem ir todos para Campo de Ourique. Foi claramente uma figura de estilo para suportar um argumento mas, lá está, essas interpretações literais e abusivas não acontecem só no Twitter.

A questão que eu gostava de ver abordada num comentário feito como contra-argumento ao que eu disse era se a geração anterior tinha mais facilidade do que a tua no acesso à habitação. Não tinha. Claro que se pode alegar que nessa altura era mais facilitado o acesso ao crédito, o que é verdade, mas bem se viu no que deu com as bolhas imobiliárias, créditos mal-parados e imparidades. É muito discutível que alguém venha defender que antigamente se estava melhor porque os bancos emprestavam dinheiro que correspondia a 60% ou 70% de taxa de esforço do devedor.

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Citação de Descartes, há 18 minutos:

Eu nunca disse que não existem dificuldades ou que a situação não está má. Muito pelo contrário, comecei por dizer que: " Sim, é um grande problema nos dias de hoje."

Também nunca disse que acho que os jovens querem ir todos para Campo de Ourique. Foi claramente uma figura de estilo para suportar um argumento mas, lá está, essas interpretações literais e abusivas não acontecem só no Twitter.

A questão que eu gostava de ver abordada num comentário feito como contra-argumento ao que eu disse era se a geração anterior tinha mais facilidade do que a tua no acesso à habitação. Não tinha. Claro que se pode alegar que nessa altura era mais facilitado o acesso ao crédito, o que é verdade, mas bem se viu no que deu com as bolhas imobiliárias, créditos mal-parados e imparidades. É muito discutível que alguém venha defender que antigamente se estava melhor porque os bancos emprestavam dinheiro que correspondia a 60% ou 70% de taxa de esforço do devedor.

Eu sei obviamente que não foi no sentido literal, mas levei isso numa de "quer toda a gente viver no mesmo sitio"

No Porto e Lisboa até acredito que a dificuldade não seja muito diferente, mas fora dessas cidades quase que aposto que era muito menos difícil conseguir habitação numa família em que 2 pessoas trabalhavam.
Hoje mesmo nessa situação começa a ficar impossível, porque os preços da habitação estão nas nuvens e os salários nem sequer tentam acompanhar

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Citação de Descartes, há 22 minutos:

Eu nunca disse que não existem dificuldades ou que a situação não está má. Muito pelo contrário, comecei por dizer que: " Sim, é um grande problema nos dias de hoje."

Também nunca disse que acho que os jovens querem ir todos para Campo de Ourique. Foi claramente uma figura de estilo para suportar um argumento mas, lá está, essas interpretações literais e abusivas não acontecem só no Twitter.

A questão que eu gostava de ver abordada num comentário feito como contra-argumento ao que eu disse era se a geração anterior tinha mais facilidade do que a tua no acesso à habitação. Não tinha. Claro que se pode alegar que nessa altura era mais facilitado o acesso ao crédito, o que é verdade, mas bem se viu no que deu com as bolhas imobiliárias, créditos mal-parados e imparidades. É muito discutível que alguém venha defender que antigamente se estava melhor porque os bancos emprestavam dinheiro que correspondia a 60% ou 70% de taxa de esforço do devedor.

Não só no acesso à habitação, mas todos os argumentos que tu mencionaste como sendo melhor também é resultado da evolução do mundo (tecnologia e globalização por exemplo) e também pela entrada na antiga CEE e a abertura ao mundo que o país teve.

É que se formos pegar num país "pobre" qualquer em África, por exemplo, também devemos encontrar essas melhorias todas que tu referenciaste. Daí a dizer que grande parte dessas pessoas vive em condições é que já será provavelmente diferente.

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Só para enquadrar. Houve uma altura na vida dos nossos pais, em que as taxas de juro eram na casa de 20%. Os primeiros anos eram durissímos. Foi nos governos do Cavaco que isso acabou.

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Citação de rcoelho14, há 1 hora:

Eu mal consigo comprar ou arrendar um T1, ou T2 no meio do mato em Santa Maria da Feira, e olha que ganho muito acima da média nacional.

Cá já se pedem 300-400k por casas novas, 900 €/mês por T2 com 30-40 anos (e bem mais que isso por algo mais novo) e com 60-70m2 todos a cair de podre.

Por isso, dizer que os jovens querem ir todos para Campo de Ourique é de rir.

Além que, como tu apontas e bem, o mercado de trabalho mudou completamente, somos a geração mais qualificada de sempre e não queremos gastar anos a estudar para trabalhar numa fábrica de fiambre ou no café do Sr Alberto.

E isso tem um impacto muito grande, porque os empregos qualificados estão concentrados maioritariamente no Porto e Lisboa, e talvez um ou outro polo como Braga, Aveiro, Coimbra e Leiria.

Os nossos pais, na sua grande maioria, não tinham de fazer 40-50-60km para cada lado para ir trabalhar, porque tinham emprego perto de casa.

Nós tivemos uma grande oportunidade de mudar um pouco isto com o trabalho remoto, mas as empresas começaram logo a chorar porque estavam com os tomates presos por rendas de décadas às vezes.

 

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Olha nem de propósito

"Maior subida de sempre". Preços das casas dispararam 22,8% em setembro

Ganhas muito acima da média, mas tens dificuldade em comprar/arrendar? Como assim?!

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Citação de Faustino Asprilla, há 1 minuto:

Ganhas muito acima da média, mas tens dificuldade em comprar/arrendar? Como assim?!

Estou sozinho e os preços ainda não pararam de subir.

É como disse, dar 900€/mês para arrendar, ou 250-300k para comprar fica impossível

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Citação de Le God, há 20 horas:

Está documentado nestas páginas que o Rui Tavares comeu a mulher do @AntiZio

A mulher é israelita 

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Não vejo mal em condenar a serviço comunitário os putos do drill que usam aquelas meias na cara. Assim como as meninas da burca. 

Presumo que seja essa a intenção da lei. Eu vou usar sempre um boné e um cachecol no inverno. 

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Citação de rcoelho14, há 28 minutos:

Eu sei obviamente que não foi no sentido literal, mas levei isso numa de "quer toda a gente viver no mesmo sitio"

No Porto e Lisboa até acredito que a dificuldade não seja muito diferente, mas fora dessas cidades quase que aposto que era muito menos difícil conseguir habitação numa família em que 2 pessoas trabalhavam.
Hoje mesmo nessa situação começa a ficar impossível, porque os preços da habitação estão nas nuvens e os salários nem sequer tentam acompanhar

E era por aí. A questão é que hoje o "mesmo sítio" está mais alargado. A área de influência das grandes cidades tem aumentado e, por consequência, aquilo que é entendido por periferia. Quando há 30 anos os jovens não tinham condições de comprar casa em Lisboa ou na sua 1ª coroa de influência iam para Corroios, para a Amora ou para a Sobreda da Caparica. Agora o jovem médio já não tem condições para morar aí e vai para Fernão Ferro, para a Quinta do Conde ou Pinhal Novo.

A questão é que, hoje como ontem, vai-se morar para onde se pode. Não é por isso que a qualidade de vida é pior (descontando a questão da mobilidade que, esse sim, é um dos aspetos em que concordo que se vive pior agora). Além disso, como referiu o @Quan Chi, as casas hoje têm melhores condições de habitabilidade.

 

Citação de JohnyM, há 22 minutos:

Não só no acesso à habitação, mas todos os argumentos que tu mencionaste como sendo melhor também é resultado da evolução do mundo (tecnologia e globalização por exemplo) e também pela entrada na antiga CEE e a abertura ao mundo que o país teve.

É que se formos pegar num país "pobre" qualquer em África, por exemplo, também devemos encontrar essas melhorias todas que tu referenciaste. Daí a dizer que grande parte dessas pessoas vive em condições é que já será provavelmente diferente.

Claro. O que é um dado relevante a ter em conta antes de se dizer, tout-court, que a geração atual vive pior do que a dos seus pais.

 

Citação de Su1, Agora:

A mulher é israelita 

A mulher do Anti-Zio é israelita? E assim começa a explicar-se a aversão dele...

  • Haha 3

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Citação de Su1, há 14 minutos:

A mulher é israelita 

É? 

Que ele tem família israelita, tem, mas isso não sabia...


Ainda estou à espera que alguém diga que o gajo ia apoiar a kamala harris se ela estivesse a matar a família dele e não as famílias dos outros. Ou que é razoável ele poder viver na Palestina ocupada, mas não defender o direito de regresso para quem foi expulso violentamente!

Alguém se chegue à frente e defenda o homem! Expliquem que ele apelava ao voto numa candidata que matasse a família dele como fez para as famílias dos outros! 

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Para não ser só arroz com o Rui Tavares o partido europeu ao qual o PS pertence recebeu este m*rda genocidas: 
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Se calhar não vale perder muito tempo neles porque o PS era claramente pró-genocídio, portanto não há surpresa nenhuma... 

Editado por AntiZio

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Citação de Descartes, há 5 horas:

Estavas a falar de Portugal (a exposição mediática do Ventura face ao Montenegro nos últimos anos e consequente crescimento da atratividade do Chega), por isso não entendo como alargas agora o espaço de análise à Europa.

Porque a mesma situacao se passa na maioria dos paises da Europa, logo nao 'e um fenomeno portugues.

Citação de Descartes, há 5 horas:

Educação - Nunca houve uma geração tão qualificada como esta. Os números dos detentores de curso superior não têm qualquer comparação com o passado. Basta dizer que, para quem nasceu nas décadas de 70 ou 80 a escolaridade mínima obrigatória era o 2º ano do ciclo preparatório (hoje o 6º ano do ensino básico) e, depois, o 5º ano do liceu (hoje o 9º). Além disso o ensino superior estava praticamente vedado às pessoas provenientes da classes mais desfavorecidas e era ministrado apenas em meia dúzia de cidades no país. Hoje, principalmente com o ensino politécnico está espalhado por todo o lado e, apesar das dificuldades que continuam a existir, democratizou-se o acesso.

Primeiro quem nasceu nos anos 80 ja nao tinha o ensino superior praticamente vedado as pessoas provenientes de classes mais desfavorecidas. Depois la por as pessoas terem um canudo como se ve nao lhes permitiu subir socialmente, logo mais conhecimento nao equivale a melhor qualidade de vida. Existirem 100,000 formados em sociologia dos quais 99,900 trabalham como caixa de supermercado, esta longe de ser um aumento da qualidade de vida.

Sim ate a 2004-2006 o curso superior era suficiente e quase gratuito. Hoje em dia ou desde essa altura ja se pedem mestrados que ja teem um custo, logo o ensino superior ja nao 'e tao universal e gratuito como foi.

Citação de Descartes, há 5 horas:

Saúde - O SNS, mal ou bem, continua a dar resposta. É impossível dizer que a resposta de hoje é pior do que aquela que existia nos anos 90. E a evolução da medicina é incontestável. Há 30 anos certas doenças eram uma sentença de morte e hoje são curáveis ou controláveis (a começar na SIDA passando por várias formas de cancro).

Sim na saude a nivel de avancos cientificos estamos obviamente melhor, seria impossivel que assim nao fosse. E ai ate podes colocar o flagelo da droga que acho que tambem assististe como eu, que teve uma reducao exemplar. Dito isto e tendo uma mae que ainda com 75 anos trabalha para no publico 3 vezes por semana por falta de medicos, apesar de anedotico, acho que hoje no maximo estamos iguais (pelo menos em Lisboa). Possivelmente noutros pontos do pais estamos melhor, mas nao tenho conhecimento suficiente para afirmar mais do que isso.

Citação de Descartes, há 5 horas:

Emprego - Outra área incomparável. Os números do desemprego são substancialmente inferiores aos do passado. A que acresce o facto dos jovens de hoje, pelas suas qualificações e ambições, desprezarem empregos a que boa parte (a maioria?) dos seus pais não podiam fugir. Daí os crescentes números da imigração. Além disso a legislação laboral e os direitos conquistados pelos trabalhadores resultam no facto das condições de trabalho de hoje serem melhores do que eram antes.

Interessante o teu ponto de vista. O desemprego formal 'e bastante mais baixo, do que na nossa geracao que tive as taxas de desemprego mais altas de que ha registo. Dito isto, o facto de que uma percentagem tao grande ou maior do que a dos anos 60-70 imigrou (por razoes diferentes, mas tambem em busca de melhor qualidade de vida) 'e demonstrativo do mercado de trabalho, ja que a geracao entremedia (a nossa) teve uma percentagem bastante menor de gente a imigrar. Vivemos o tempo das "vacas gordas" 'e verdade e esse acabou antes da crise de 2008.

Citação de Descartes, há 5 horas:

Consumo - O acesso a bens de consumo que existe hoje era algo inimaginável há 30 anos. Só mesmo nos livros de ficção científica. Se isso representa maior qualidade de vida ou não, é discutível, mas convenhamos...

Tecnologia - Nem vale a pena falar, pois não? Em toda e qualquer área que se pretenda analisar, a vida de hoje é muito mais facilitada do que era há 30 anos pelos progressos tecnológicos exponenciais.

Incontestavel

Citação de Descartes, há 5 horas:

Poder de Compra - Os ricos sempre tiveram; os pobres nunca tiveram; a classe média hoje tem muito mais do que tinham os pais. Eu sei porque já andava por cá.

Tem mais coisas, sim, mas tambem tem mais coisas que sao obrigados a ter, aumentando o custo de vida.

Uma pessoa hoje poder ter 100 t-shirts que se usam duas vezes da temu, pelo preco de duas com qualidade 'e mesmo qualidade de vida?

Citação de Descartes, há 5 horas:

Habitação - Sim, é um grande problema nos dias de hoje. Mas também era um problema igual ou maior há 30 anos. Os bairros de barracas não apareceram ontem, o crescimento das periferias não começou no ano passado. Há 30 anos a maioria dos jovens saía de casa dos pais quando se casava, endividando-se para a vida para comprar uma casinha (muitos estarão hoje ainda a pagá-la). Por vezes dá-me a ideia que os jovens hoje queixam-se porque não conseguem comprar ou arrendar um T3 em Campo de Ourique. Sim, mas os seus pais também não conseguiam.

Isso nao 'e verdade...o home ownership nas geracoes apos a segunda guerra aumentou para valores onde 80%+ tinha casa propria. Hoje vemos esses valores decrescer ao ponto de esses mesmos jovens que se endividavam aos 30 anos depois de sairem de casa dos pais, irem gastar o mesmo hoje em dia numa renda de algo que nunca sera deles.

Citação de Descartes, há 5 horas:

La Palisse - Os jovens de hoje têm o apoio dos seus pais enquanto que os seus pais só tiveram o dos seus avós. Como a qualidade de vida dos pais é muito melhor do que a dos avós é fácil perceber quem tem hoje melhor vida.

Conclusão: o pulo não é notório? De certeza?

Se qualidade de vida 'e ter mais "coisas" e evolucao tecnologica/cientifica. Sim isso sera inequivoco para todas as geracoes a nao ser que exista algum desastre planetario.

Se qualidade de vida 'e ter uma vida mais confortavel, estavel e com seguranca no futuro entao na minha opiniao, nao!

Eu sei que romantizamos o passado, alias 'e algo normal e talvez chegemos ao ponto em que se verifica que esta geracao vai conseguir um rendimento minimo universal e que os robots trabalhem pelos humanos, passando a ser uma vida de ocio completo, mas eu nao tenho esse optimismo.

 

Citação de Tio Hans, há 2 horas:

Só para enquadrar. Houve uma altura na vida dos nossos pais, em que as taxas de juro eram na casa de 20%. Os primeiros anos eram durissímos. Foi nos governos do Cavaco que isso acabou.

Foi em 1985, no entanto nesse ano tambem os aumentos da funcao publica foram 15% e no privado em media 19%. E essa taxa tambem nao era fixa.

A situacao nao 'e diferente se hoje se tiveres juros de 3% e receberes aumentos de 2,5%

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Citação de Burkina2008, há 6 horas:

Porque a mesma situacao se passa na maioria dos paises da Europa, logo nao 'e um fenomeno portugues.

Primeiro quem nasceu nos anos 80 ja nao tinha o ensino superior praticamente vedado as pessoas provenientes de classes mais desfavorecidas. Depois la por as pessoas terem um canudo como se ve nao lhes permitiu subir socialmente, logo mais conhecimento nao equivale a melhor qualidade de vida. Existirem 100,000 formados em sociologia dos quais 99,900 trabalham como caixa de supermercado, esta longe de ser um aumento da qualidade de vida.

Sim ate a 2004-2006 o curso superior era suficiente e quase gratuito. Hoje em dia ou desde essa altura ja se pedem mestrados que ja teem um custo, logo o ensino superior ja nao 'e tao universal e gratuito como foi.

Sim na saude a nivel de avancos cientificos estamos obviamente melhor, seria impossivel que assim nao fosse. E ai ate podes colocar o flagelo da droga que acho que tambem assististe como eu, que teve uma reducao exemplar. Dito isto e tendo uma mae que ainda com 75 anos trabalha para no publico 3 vezes por semana por falta de medicos, apesar de anedotico, acho que hoje no maximo estamos iguais (pelo menos em Lisboa). Possivelmente noutros pontos do pais estamos melhor, mas nao tenho conhecimento suficiente para afirmar mais do que isso.

Interessante o teu ponto de vista. O desemprego formal 'e bastante mais baixo, do que na nossa geracao que tive as taxas de desemprego mais altas de que ha registo. Dito isto, o facto de que uma percentagem tao grande ou maior do que a dos anos 60-70 imigrou (por razoes diferentes, mas tambem em busca de melhor qualidade de vida) 'e demonstrativo do mercado de trabalho, ja que a geracao entremedia (a nossa) teve uma percentagem bastante menor de gente a imigrar. Vivemos o tempo das "vacas gordas" 'e verdade e esse acabou antes da crise de 2008.

Incontestavel

Tem mais coisas, sim, mas tambem tem mais coisas que sao obrigados a ter, aumentando o custo de vida.

Uma pessoa hoje poder ter 100 t-shirts que se usam duas vezes da temu, pelo preco de duas com qualidade 'e mesmo qualidade de vida?

Isso nao 'e verdade...o home ownership nas geracoes apos a segunda guerra aumentou para valores onde 80%+ tinha casa propria. Hoje vemos esses valores decrescer ao ponto de esses mesmos jovens que se endividavam aos 30 anos depois de sairem de casa dos pais, irem gastar o mesmo hoje em dia numa renda de algo que nunca sera deles.

Se qualidade de vida 'e ter mais "coisas" e evolucao tecnologica/cientifica. Sim isso sera inequivoco para todas as geracoes a nao ser que exista algum desastre planetario.

Se qualidade de vida 'e ter uma vida mais confortavel, estavel e com seguranca no futuro entao na minha opiniao, nao!

Eu sei que romantizamos o passado, alias 'e algo normal e talvez chegemos ao ponto em que se verifica que esta geracao vai conseguir um rendimento minimo universal e que os robots trabalhem pelos humanos, passando a ser uma vida de ocio completo, mas eu nao tenho esse optimismo.

 

Foi em 1985, no entanto nesse ano tambem os aumentos da funcao publica foram 15% e no privado em media 19%. E essa taxa tambem nao era fixa.

A situacao nao 'e diferente se hoje se tiveres juros de 3% e receberes aumentos de 2,5%

Vamos acabar por entrar numa discussão conceptual que considero pouco interessante. Discutir o que é qualidade de vida, como se mede, o que significa estar melhor ou pior. Cada pessoa terá a sua visão e há argumentos de sobra para serem utilizados. O que é mais uma razão para discordar de quem apresenta o postulado de que os jovens agora vivem pior do que a geração anterior. Ainda por cima dizendo que tal acontece pela primeira vez na história. Apresentando essa conclusão como se fosse um dogma, quando não passa apenas de uma visão que tem sido induzida nos próprios jovens alimentando o seu desencanto e conduzindo-os a opções políticas mais extremistas para "mudar o sistema" que os trouxe a esta miséria.

E esse exemplo que apontas das pessoas que são sobre-qualificadas para as funções que desempenham é excelente para perceber que há mais do que uma perspetiva para se olhar para a realidade. Podemos afirmar, com razão, que um detentor de curso superior tem hoje mais dificuldade em encontrar um emprego qualificado do que tinham na geração anterior. Mas podemos igualmente dizer que os caixas de supermercado são hoje mais qualificados e estão mais preparados para evoluir em termos profissionais do que estavam na geração anterior.

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Citação de Burkina2008, há 13 horas:

 

Foi em 1985, no entanto nesse ano tambem os aumentos da funcao publica foram 15% e no privado em media 19%. E essa taxa tambem nao era fixa.

A situacao nao 'e diferente se hoje se tiveres juros de 3% e receberes aumentos de 2,5%

Por isso eu referi "nos primeiros anos". Taxas de esforço superiores a 50% eram banais. Juros a serem capitalizados, idem. Depois, com os aumentos e a inflação torna-se tudo muito simples. Mas o início era tão ou mais difícil do que agora 

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Citação de Descartes, há 19 horas:

Essa também é uma boa linha de raciocínio. Podemos comparar as taxas de juro. Andámos desde 2016 a 2022 com taxas de juro negativas. Só a partir de meados de 2022 é que elas passaram a terreno positivo e nunca chegaram aos valores que se praticavam no início do século. Sim, antigamente havia a possibilidade de se aceder a bonificações nos juros. Porque eles eram bastante relevantes num crédito à habitação. Depois deixou de fazer sentido

Os jovens que nos últimos 2 a 3 anos quiseram avançar para a compra de casa voltaram a ter esse problema (devido à COVID e guerra na Ucrânia que causou pressão inflacionista) mas não chegaram aos valores que os seus pais tiveram que suportar. Mesmo com bonificações.

As taxas de juros eram elevadas pq a inflação e os aumentos salariais também o eram.

Achar que taxas de juro a 10% ou 20% era um calvário é não olhar para as restantes variáveis.

Compras uma casa por 40k em 1990.  Em 2025 ainda estás com o crédito.

Tens de pagar uma fração de 40k com salários de 2025, não com salários de 1990.
Para dar uma noção, o salário mínimo era prai 200€ e agora quase 1000€.

E o mesmo foi sendo verdade ao longo do tempo do crédito.

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Citação de Ego Sum, há 1 hora:

As taxas de juros eram elevadas pq a inflação e os aumentos salariais também o eram.

Achar que taxas de juro a 10% ou 20% era um calvário é não olhar para as restantes variáveis.

Compras uma casa por 40k em 1990.  Em 2025 ainda estás com o crédito.

Tens de pagar uma fração de 40k com salários de 2025, não com salários de 1990.
Para dar uma noção, o salário mínimo era prai 200€ e agora quase 1000€.

E o mesmo foi sendo verdade ao longo do tempo do crédito.

Tem mais um argumento no poste do Descartes sobre as taxas de juro que não é bom para a argumentação dele

As taxas de juro mt baixas ou negativas ao longo dos ultimos 20 anos. Naturalmente, subiram os preços dos ativos financeiros como as stocks ou as casas. No entanto os salarios estagnam ou crescem em muito menor velocidade que o preço dos ativos financeiras, em todo o mundo.

Se os ativos financeiros sobem, é porque alguém os anda a acumular. E de certeza não é o português que recebe 1000 euros brutos por mês (tm)

Nunca se assistiu a uma desigualdade tão grande a nível global

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A desigualdade gera prosperidade. O português não quer é competir no mercado colaboracionista. Os indianos vivem todos juntos em beliches. Porque é que os portugueses não aceitam competir nesta realidade? Porque é que os portugueses querem a papinha na boca? Porque é que querem créditos habitação e casas baratas e rendas acessíveis quando outras etnias e nacionalidades no mesmo contexto estão a prosperar? 

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Disseram ai em cima que isto começou com o reagan e a tatcher. Eu vou mais longe: começou quando caiu a urss e os porcos capitalistas se viram de passadeira vermelha para comer o mundo

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Eu ainda vou mais: começou com a recessão mundial provocada pelo José Sócrates. 

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Citação de Caviar, há 3 minutos:

Eu ainda vou mais: começou com a recessão mundial provocada pelo José Sócrates. 

Os devaneios despesistas de José Sócrates levaram o mundo a uma crise profunda e ainda hoje a Grécia padece com a herança do ex primeiro ministro que teima em não ser condenado. Portugal tem sangue nas mãos. É literalmente a nossa faixa de Gaza. 

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