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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de Le God, há 4 minutos:

E vão só dar o tease do Rui Tavares ou vão partilhar?

Tens o Lebo no ignore? Ou foi só preguiça de ires à página anterior?

 

Citação de Lebohang, Em 15/10/2025 at 19:20:

 

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Citação de Lebohang, Em 15/10/2025 at 19:20:

Ponham-me frente a frente com este gordo, sff.

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O PCP prefere cair no esquecimento do que nomear o Miguel Tiago a secretário geral do partido. 

É o único neste país com capacidade de bater de frente com o Ventura. 

Em relação às presidenciais, o Ventura tem o meu voto. O cargo de PR é meramente estético. Tirá-lo da política durante 5 anos seria óptimo para o Chega acabar. 

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Passos Coelho abordou os dados hoje divulgados pela AIMA, que indicam que o número de cidadãos estrangeiros a residir em Portugal quadruplicou em sete anos, com cerca de 1,5 milhões registados no final de 2024, para salientar que “em muito pouco tempo entrou imensa gente em Portugal”.

“E se tudo se mantiver como está com o reagrupamento familiar e por aí fora, bem, qualquer dia também acontecerá cá aquilo que acontece noutras sociedades em que as pessoas, os nacionais, as pessoas que fazem parte daquela sociedade, se sentem estrangeiras na sua própria terra”, disse.

Numa intervenção consagrada ao tema do liberalismo, Passos Coelho salientou que, de acordo com essa filosofia política, “não devia haver nenhum problema em que as pessoas se sentissem estrangeiras na sua própria terra”, ironizando que seriam consideradas “cosmopolitas”, o que “era ótimo”.

“O problema é que não é ótimo porque as pessoas sentem-se inseguras, ameaçadas, de certa maneira desorientadas, desconfiadas... Tudo aquilo que são características muito humanas e que, em circunstâncias normais, não valem grande coisa, em ambientes destes, as coisas podem descambar”, disse.

https://expresso.pt/politica/2025-10-16-se-tudo-se-mantiver-como-esta-na-imigracao-portugueses-vao-sentir-se-estrangeiros-na-sua-propria-terra-diz-passos-8038acbc

 

Dado curioso

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Na apresentação do livro “Introdução ao Liberalismo”, de Miguel Morgado

 

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Se Portugal tivesse um David Guiraud o Chega já estava cozinhado. 

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Citação de Descartes, há 2 horas:

Tens o Lebo no ignore? Ou foi só preguiça de ires à página anterior?

 

 

Alguém fala porquês? Não percebi nada do que o gordo nojento dizia.

Editado por Le God

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Eu parece me obvio q n é a fazer own aos cheganos que eles vão deixar de existir

Devia ser feito como faziam antes aos PNRs da vida, sem lhes darem atenção nenhuma. Eu passei a infância e a adolescência sem ouvir falar em grunhices deste tipo

Se os queremos todos os dias nas tvs e na internet já perdemos e estamos condenados à partida, aqui os temos graças a um grande esforço coletivo

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Citação de Plagio o Original, há 6 minutos:

Eu parece me obvio q n é a fazer own aos cheganos que eles vão deixar de existir

Devia ser feito como faziam antes aos PNRs da vida, sem lhes darem atenção nenhuma. Eu passei a infância e a adolescência sem ouvir falar em grunhices deste tipo

Se os queremos todos os dias nas tvs e na internet já perdemos e estamos condenados à partida, aqui os temos graças a um grande esforço coletivo

Essa é a nova versão do "Antigamente é que era bom"? Mais uma mão cheia de votos no Chega.

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Por esta altura, já fica díficil não lhes dar atenção quando nas últimas legislativas foram o segundo partido a eleger mais deputados. Era o mais sensato a fazer, mas essa ideia já devia ter sido posta em prática quando o partido ainda estava fresquinho. Agora já me parece tarde para essa abordagem.

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Citação de Simeone, há 26 minutos:

Por esta altura, já fica díficil não lhes dar atenção quando nas últimas legislativas foram o segundo partido a eleger mais deputados. Era o mais sensato a fazer, mas essa ideia já devia ter sido posta em prática quando o partido ainda estava fresquinho. Agora já me parece tarde para essa abordagem.

E agora já fomos, perdemos, "já passaram"

Mas imagina que os cancelavamos logo na altura. Que n apareciam nas noticias. Que achas que iam dizer um ricardo araujo pereira, ou um daniel oliveira, ou um joao miguel tavares, ou a outra senhora que escreve artigos a falar do moço informatico que quer deixar a mãe e a avó para ir para o brasil ou a china? Achas que iam dizer "sim senhora, bem cancelado "?

Editado por Plagio o Original

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Citação de Simeone, há 7 horas:

Por esta altura, já fica díficil não lhes dar atenção quando nas últimas legislativas foram o segundo partido a eleger mais deputados. Era o mais sensato a fazer, mas essa ideia já devia ter sido posta em prática quando o partido ainda estava fresquinho. Agora já me parece tarde para essa abordagem.

Pois fica, mas entrevistar o André Ventura 321 vezes por ano nos diferentes canais é um absurdo a que as televisões se propuseram para terem audiências e que não se pode aceitar.

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Citação de gonalois, há 9 horas:

Os "owns" ao Chega até hoje não funcionaram.

Nem ao Chega, nem ao Trump nem a ninguém do género. Não é com "owns" de oratória nem com horas de comediantes a fazer piadas sobre eles que se vai lá, está mais que visto. Pelo contrário, até faz é os apoiantes se entrincheirarem cada vez mais. 

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Citação de Lebohang, há 11 horas:

 

Dado curioso

 

engraçado que eu sinto-me estrangeiro no meu país, sem dúvida. Mas as pessoas que me fazem sentir estrangeiro no meu país não me fazem sentir inseguro. Ou será que não se está a referir ao mesmo perfil de pessoas? Hmmmmmm 🤔🤔🤔

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Citação de antifa, há 59 minutos:

Nem ao Chega, nem ao Trump nem a ninguém do género. Não é com "owns" de oratória nem com horas de comediantes a fazer piadas sobre eles que se vai lá, está mais que visto. Pelo contrário, até faz é os apoiantes se entrincheirarem cada vez mais. 

Exemplo disso é, como dizes e o RAP está sempre a lembrar, o gozo feito ao Trump. Foi passado a ferro por todos os comediantes americanos, incluindo os mais conhecidos e com mais tempo de antena, e ganhou duas vezes. Adianta zero.

E pronto, gente que tende a votar Trump/Ventura/etc. dificilmente se deixará afectar por argumentos racionais, venham eles de humoristas ou não.

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Livre voltou a “crescer à custa do BE”. “Estão a acotovelar-se no mesmo espaço”

Livre voltou a “crescer à custa do BE”. “Estão a acotovelar-se no mesmo espaço”
Se o Livre cresceu, ainda que moderadamente, o Bloco, partido ideologicamente próximo do de Rui Tavares, prolongou o processo de erosão eleitoral. Questionado pelo PÚBLICO sobre se o reforço eleitoral do Livre está a secar o Bloco, o politólogo José Palmeira começa por dizer que essa é "uma constatação que os próprios números comprovam”, concluindo que o Livre voltou a “crescer à custa do BE”.

Livre voltou a “crescer à custa do BE”. “Estão a acotovelar-se no mesmo espaço”
Recentrando a conversa nas autárquicas de domingo, José Palmeira anota que o “Livre é visto pelo eleitor moderado que normalmente vota PS como um aliado benigno, enquanto o BE é visto como um aliado maligno, e isso viu-se de certa forma em Lisboa”. “Por outro lado, o Livre é visto mais como um partido intelectual, e o BE, com um discurso mais agressivo, é visto mais como um perigo. Essa diferença permite ao Livre ir buscar mais votos a eleitores tradicionais do PS”, prossegue o especialista em Ciência Política, para quem tal realidade constitui um risco para o partido da papoila vermelha.

Já voto Livre desde o seu inicio e fico bastante satisfeito com o caminho que vem fazendo (mesmo com todo o caos com a Joacine). O meu voto surge também pelo distanciamento que comecei a aperceber-me com a marca ideológica e moralista do Bloco de Esquerda ao longo do tempo (tanto na fase final da Catarina Martins como agora com a Mariana Mortágua em que se acentuou consideravelmente). Se por um lado pressinto um platô no Livre e um caminhar para a insignificância do BE, fiquei curioso com a possibilidade proposta pelo politólogo do artigo.

Temos um passado de um Partido Comunista forte (ainda que para isso muito se devesse uma forte sindicalização que hoje em dia não ocorre, por diversos motivos, recomendo o podcast do Daniel Oliveira, Perguntar não ofende, sobre o tópico com o Carvalho da Silva e o Torres Couto) e que provavelmente ainda paira caso tenha uma nova vida com alguém que consiga mobilizar tudo isso, apesar de ser um movimento de cadeiras equivalente ao alinhar das estrelas mas que ainda assim poderia passar-se, tanto ao nível sindical, como partidário e também de outros movimentos e vontades sociais. No entanto, pressinto que possamos inviabilizar esse oscilar de forças com esta esquerda e os seus projetos como temos atualmente.

O Partido Comunista está numa deriva e numa busca de si. O Paulo Raimundo e a comissão nacional julgam ver o futuro na sua bola de cristal e mantêm-se presos a um manifesto bafiento e de vistas curtas. Faz 3 anos em novembro e pouco ou nada mobiliza. Duvido que se torne um Jeronimo e muito menos seja um Cunhal mascarado. O PCP caminha para uma morte lenta e uma insignificância que poderia ser mobilizadora e útil pelos interesses do povo e pelos trabalhadores mas o discurso não chega ao destinatário e o abraço do urso da geringonça destruiu o que restava. Pode-se dizer o mesmo do BE a acrescentar o seu 'moralismo de papel' que ao mínimo toque vai abaixo e depois de episódios como o das grávidas ou dos 100 e tal que se demitiram em Santarém por ser uma direção "castradora e sem democracia". Não tenho dúvidas que a Mariana se vai demitir (a flotilha parece-me que foi apenas o rastilho) mas não sei quem têm para encabeçar um projeto sem estar diretamente ligado a tudo o que se vem passando e consiga marcar uma nova direção.

No final fica apenas a questão ou a hipótese de uma radicalização do discurso poder ser uma escapatória para o Bloco? O Livre ter a capacidade de absorver ou ser absorvido pelo PS?

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Reorganizem-se!

Reorganizem-se!

Se quer contar entre os desencantados, o campo mais à esquerda tem de deixar de ser visto como “da situação”. Não se trata de partir PS ou unir os restos, mas de ir para lá dessas contas, como o Chega conseguiu. O que pode oferecer ao povo quando nada de construtivo o mobiliza?

Podemos suspirar de alívio, mas só por uma semana. Os confrontos nos principais concelhos foram entre os do costume, dando a ilusão de normalidade. O PS perdeu, mas ainda se segura como segunda força onde se mede a capilaridade no território. Só que a palavra-chave é “ainda”. Apesar do número modesto de câmaras, ficando atrás do PCP e até do CDS, o Chega têm 137 vereadores. Não impõem as políticas ou distribui lugares e dinheiro, mas terá pelouros, passando da normalização do discurso para a da prática. Os resultados à volta da capital são claros numa dinâmica que confirma a conquista do voto mais popular, vindo de socialistas nas legislativas e de comunistas nas autárquicas (até podem ser os mesmos eleitores). Em Almada, Barreiro ou Moita, o Chega está próximo, umas vezes à frente, outras atrás, da CDU. Noutras muito à frente, como Montijo, Amadora, Odivelas ou Vila Franca. Em muitos casos fica em segundo lugar, noutros até cheira a vitória. Em Sesimbra e Palmela não ganha por 200 votos. O PCP cai em todos estes concelhos, em alguns casos a pique. Nas freguesias mais populares, o padrão é evidente: o Chega cresce no eleitorado popular de esquerda.

O caso de Loures é interessante, porque desenha o guião do futuro. Aí, a estratégia de Ricardo Leão, que criminalizou a miséria para não ficar com os restos da estratificação socioeconómica da área metropolitana, foi premiada: o PS passa de 31% para 44%. Não impede que o Chegue salte dos 8% para os 21%, passando a segunda força. PS e Chega partilham, com discursos próximos, os despojos de um PCP que cai de 29% para 11%. Apesar de ferir o núcleo da esquerda tradicional — a universalidade dos direitos sociais e a recusa da marginalização dos miseráveis —, Leão será o modelo. O centro-esquerda que, com Blair e Schroeder, aplicou com zelo a receita liberal, fará o mesmo com a direita xenófoba. Esta é a vitória invisível do Chega: conquista o povo de esquerda, conquistará as políticas do centro.

Reorganizem-se!
Tiago Miranda

Quando o eleitorado popular estava em debandada para a extrema-direita, os comunistas recusaram a única aliança que, pela urgência de travar a expulsão da classe média-baixa da capital (Leitão venceu em 9 das 11 freguesias com rendimento abaixo da mediana, Moedas em 11 das 12 acima), pelo perfil da candidata e da coligação e pela excecionalidade daquele embate, lhe seria possível. A decisão era nacional e sem exceções, ao contrário do que sucedeu em 1989, quando, numa situação internacional e nacional muito difícil, perceberam a importância de criar uma brecha, porque a sua própria sobrevivência dependia da situação do resto da esquerda. Agora, resistiram na cidade, crescendo nas freguesias burguesas e caindo, em percentagem, nas mais populares. No meio da sangria nacional de votos para a extrema-direita, o PCP terá concluído, satisfeito com o seu feito, que é quem melhor resiste à direita, como se a resistência fosse uma prova de esforço, sem objetivos políticos. Não percebe que a luta pela sobrevivência não pode matar as condições para essa sobrevivência,

No BE também não tocaram as sirenes. Nem quando todos perceberam que a presença da líder em campanha era um problema. Não será responsabilidade única de Mariana Mortágua, mas devia chegar para mudar a liderança. O BE não tem futuro. Percebê-lo não serve para desmobilizarem. Serve para pensarem como podem contribuir, com um líder de transição, para mudar o cenário catastrófico à esquerda da “abstenção exigente”. Quanto ao Livre, temo que esteja satisfeito com as migalhas da tragédia. Nestas autárquicas, nem isso. Sabendo, espero, que não serão jovens académicos dependentes do brilho do líder a conquistar o voto popular em fuga. E essa é que é a questão. Com as presidenciais, a ressaca de todos ainda será maior.

Perante isto, italianos, franceses ou espanhóis já estariam a pensar em fusões, refundações, reinvenções. Aqui, há um apego fetichista às siglas e menos fetichista aos tronos. Por razões diferentes, nenhum destes atores pode criar, sozinho, um polo à esquerda dos socialistas para disputar o voto popular e reequilibrar a rampa deslizante para a direita. Mas, tirando o PCP, que se dedicará à preservação da sigla e à gestão do seu declínio nas classes que representou, o espaço à esquerda do PS terá mesmo de se reinventar. Não só no plano partidário, também na intervenção social. Se quer contar entre os desencantados, tem de deixar de ser visto como “da situação”. Não se trata de partir PS ou unir os restos. Trata-se de ir para lá dessas contas, como o Chega conseguiu. A pergunta difícil: o que pode a esquerda oferecer ao povo quando nada de construtivo o parece mobilizar?

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