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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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O que é preciso mais para a Mariana Mortágua perceber?

O que é preciso mais para a Mariana Mortágua perceber?

O BE caiu para uma deputada e ficou sem vereadores fora de Lisboa. O rosto colado a isto deixou de ter eficácia para passar qualquer mensagem. É incompreensível que o BE não tenha decidido mudar a liderança. Que não seja a própria Mariana Mortágua a decidi-lo. O BE, isoladamente, dificilmente tem futuro. Pode ajudar a reconstruir um espaço em profunda crise, mas isso pede outro tipo de liderança

Não aprecio o excesso de personalização dos partidos políticos. Que os líderes possam escolher candidatos a deputados e a autarcas ou tomar decisões sozinhos. Por razões culturais e ideológicas, os partidos mais à esquerda têm uma visão coletiva da liderança. E é por isso que terão menos tendência para lhes assacar as responsabilidades pelos erros. Quando a decisão é coletiva, a responsabilidade é coletiva. Perdem todos.

Claro que há erros individuais: a prestação do candidato em debates, na rua, no contacto com as pessoas. O tipo de imagem que dá ao partido. E há o pragmatismo. Se o líder é porta-voz de um coletivo, deve deixar de o ser quando a forma como é visto perturba a mensagem. Não é castigo, é assumir que está ao serviço de projetos políticos, não o oposto.

Tenho respeito intelectual e pessoal por Mariana Mortágua, que conheço há muitos anos (sobretudo tendo em conta a sua idade). Como deputada, distinguiu-se pela preparação técnica e política, principalmente em comissões de inquérito. Na televisão, sempre foi uma debatente rápida e eficaz. A sua imagem, com particular força junto de jovens raparigas emancipadas, era uma mais-valia para o partido.

A fúria da extrema-direita, que domina as redes sociais com o seu ódio fulanizado, e o comentário televisivo dominante, que cria ondas de irritação com qualquer figura mais combativa à esquerda (a esquerda deve ter vergonha de existir), transformaram as “manas Mortágua” no ódio nacional. Mulher, lésbica, filha de um revolucionário... um alvo perfeito. Isso aconselharia a ficar, para resistir ao condicionamento.

O problema é que, na liderança de Mariana Mortágua, o Bloco de Esquerda caiu para uma única deputada (e não vinha culpado pela queda do governo socialista) e ficou sem um único vereador diretamente eleito (fora a coligação de Lisboa) em todo o território nacional. O rosto que esteja colado a isto deixa de ter eficácia para passar qualquer mensagem. Até Catarina Martins, que tinha levado o Bloco ao seu melhor resultado de sempre, percebeu não ser, depois da derrota de 2022, a figura ideal para continuar a passar a mensagem do partido. Pelo menos naquela altura.

Quando se chega ao ponto a que chegou Mariana Mortágua, nada do que faça bem corre bem. Até a participação na Flotilha, por uma causa com apoio maioritário e mostrando enorme coragem (apesar do incompreensível erro de não ter sido imediatamente substituída no parlamento), acabou por ser um problema. E é evidente que a sua aparição no final da campanha de Alexandra Leitão também foi. E quando uma líder aparecer é um problema, está tudo explicado. Recordo que o BE teve vereadores com pasta com Medina e Costa e isso nunca foi embaraço para ninguém.

É óbvio que o Bloco, apertado por uma tenaz entre o PCP e o Livre, sem saber bem para quem anda a falar e num ambiente mediático muito agressivo contra a esquerda, também é o problema. Tornou-se mais tribal e a líder não terá sido estranha a isso. Mariana Mortágua exponencializa o problema, no qual teve as suas responsabilidades. Assim sendo, é incompreensível que, a preparar a sua convenção, o Bloco ainda não tenha decidido mudar a liderança. Na realidade, é impensável que não seja a própria Mariana a decidi-lo, deixando espaço e tempo para uma verdadeira escolha dos militantes.

Tendo apenas um lugar no parlamento, e estando algumas das figuras que melhor a poderiam substituir em listas de outros círculos eleitorais, é quase impossível uma nova liderança ocupar o lugar de deputada. Mas isso leva a outro debate, que aflorei no meu texto da edição semanal do Expresso: o BE, por si só, dificilmente tem futuro. Pode, se tiver generosidade e inteligência para tanto, usar mais de duas décadas de história, ajudar a reconstruir o espaço em profunda crise, à esquerda do PS, seja lá como isso se fizer.

Se o quiser, terá de encontrar uma liderança que corresponda a esse esforço. Talvez mais agregadora. Não sei. Saberão os seus militantes. Sei que, por culpa própria ou não, o ciclo de Mariana Mortágua acabou cedo. Porque as duas derrotas associadas ao seu rosto são impossíveis de esquecer. Ao ponto de ela ter o rosto da derrota. Percebê-lo a tempo também testa as características de um quadro político.

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Citação de Lebohang, há 3 horas:
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O que é preciso mais para a Mariana Mortágua perceber?

O que é preciso mais para a Mariana Mortágua perceber?

O BE caiu para uma deputada e ficou sem vereadores fora de Lisboa. O rosto colado a isto deixou de ter eficácia para passar qualquer mensagem. É incompreensível que o BE não tenha decidido mudar a liderança. Que não seja a própria Mariana Mortágua a decidi-lo. O BE, isoladamente, dificilmente tem futuro. Pode ajudar a reconstruir um espaço em profunda crise, mas isso pede outro tipo de liderança

Não aprecio o excesso de personalização dos partidos políticos. Que os líderes possam escolher candidatos a deputados e a autarcas ou tomar decisões sozinhos. Por razões culturais e ideológicas, os partidos mais à esquerda têm uma visão coletiva da liderança. E é por isso que terão menos tendência para lhes assacar as responsabilidades pelos erros. Quando a decisão é coletiva, a responsabilidade é coletiva. Perdem todos.

Claro que há erros individuais: a prestação do candidato em debates, na rua, no contacto com as pessoas. O tipo de imagem que dá ao partido. E há o pragmatismo. Se o líder é porta-voz de um coletivo, deve deixar de o ser quando a forma como é visto perturba a mensagem. Não é castigo, é assumir que está ao serviço de projetos políticos, não o oposto.

Tenho respeito intelectual e pessoal por Mariana Mortágua, que conheço há muitos anos (sobretudo tendo em conta a sua idade). Como deputada, distinguiu-se pela preparação técnica e política, principalmente em comissões de inquérito. Na televisão, sempre foi uma debatente rápida e eficaz. A sua imagem, com particular força junto de jovens raparigas emancipadas, era uma mais-valia para o partido.

A fúria da extrema-direita, que domina as redes sociais com o seu ódio fulanizado, e o comentário televisivo dominante, que cria ondas de irritação com qualquer figura mais combativa à esquerda (a esquerda deve ter vergonha de existir), transformaram as “manas Mortágua” no ódio nacional. Mulher, lésbica, filha de um revolucionário... um alvo perfeito. Isso aconselharia a ficar, para resistir ao condicionamento.

O problema é que, na liderança de Mariana Mortágua, o Bloco de Esquerda caiu para uma única deputada (e não vinha culpado pela queda do governo socialista) e ficou sem um único vereador diretamente eleito (fora a coligação de Lisboa) em todo o território nacional. O rosto que esteja colado a isto deixa de ter eficácia para passar qualquer mensagem. Até Catarina Martins, que tinha levado o Bloco ao seu melhor resultado de sempre, percebeu não ser, depois da derrota de 2022, a figura ideal para continuar a passar a mensagem do partido. Pelo menos naquela altura.

Quando se chega ao ponto a que chegou Mariana Mortágua, nada do que faça bem corre bem. Até a participação na Flotilha, por uma causa com apoio maioritário e mostrando enorme coragem (apesar do incompreensível erro de não ter sido imediatamente substituída no parlamento), acabou por ser um problema. E é evidente que a sua aparição no final da campanha de Alexandra Leitão também foi. E quando uma líder aparecer é um problema, está tudo explicado. Recordo que o BE teve vereadores com pasta com Medina e Costa e isso nunca foi embaraço para ninguém.

É óbvio que o Bloco, apertado por uma tenaz entre o PCP e o Livre, sem saber bem para quem anda a falar e num ambiente mediático muito agressivo contra a esquerda, também é o problema. Tornou-se mais tribal e a líder não terá sido estranha a isso. Mariana Mortágua exponencializa o problema, no qual teve as suas responsabilidades. Assim sendo, é incompreensível que, a preparar a sua convenção, o Bloco ainda não tenha decidido mudar a liderança. Na realidade, é impensável que não seja a própria Mariana a decidi-lo, deixando espaço e tempo para uma verdadeira escolha dos militantes.

Tendo apenas um lugar no parlamento, e estando algumas das figuras que melhor a poderiam substituir em listas de outros círculos eleitorais, é quase impossível uma nova liderança ocupar o lugar de deputada. Mas isso leva a outro debate, que aflorei no meu texto da edição semanal do Expresso: o BE, por si só, dificilmente tem futuro. Pode, se tiver generosidade e inteligência para tanto, usar mais de duas décadas de história, ajudar a reconstruir o espaço em profunda crise, à esquerda do PS, seja lá como isso se fizer.

Se o quiser, terá de encontrar uma liderança que corresponda a esse esforço. Talvez mais agregadora. Não sei. Saberão os seus militantes. Sei que, por culpa própria ou não, o ciclo de Mariana Mortágua acabou cedo. Porque as duas derrotas associadas ao seu rosto são impossíveis de esquecer. Ao ponto de ela ter o rosto da derrota. Percebê-lo a tempo também testa as características de um quadro político.

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Saindo a Mariana Mortágua da liderança do BE quem é que vai para lá? 

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Citação de Ego Sum, há 19 minutos:

O BE não há-de faltar muito para se CDSizar

Com a diferença que ao BE ninguém salva, como o PSD faz com o CDS.

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Citação de Puto Perdiz, há 1 hora:

Saindo a Mariana Mortágua da liderança do BE quem é que vai para lá? 

Os quadros que tinham que não se alinhavam com a corrente dela e da Catarina bazaram, ou forram corridos. Sobra quem? 

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Citação de Hidden, há 14 horas:

É absurdo preferir pagar uma renda (não muito alta por enquanto) e esperar que isto baixe?

Sim. Se tiveres dinheiro para a entrada, atira-te. Os valores não vão baixar. No melhor dos cenários, continuam a aumentar mas de forma mais lenta.

Aldrabaram-me (involuntariamente) com essa história de "espera que os valores vão baixar" entre 2019 e 2021 e quase que perdi definitivamente a hipótese de ser proprietário de uma casa à pala disso.

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Citação de Puto Perdiz, há 1 hora:

Saindo a Mariana Mortágua da liderança do BE quem é que vai para lá? 

Só há um candidato possível.

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Citação de Quan Chi, há 4 minutos:

Sim. Se tiveres dinheiro para a entrada, atira-te. Os valores não vão baixar. No melhor dos cenários, continuam a aumentar mas de forma mais lenta.

Aldrabaram-me (involuntariamente) com essa história de "espera que os valores vão baixar" entre 2019 e 2021 e quase que perdi definitivamente a hipótese de ser proprietário de uma casa à pala disso.

Isto só cai se houver uma grande crise. E se houver uma grande crise, os bancos vão fechar a torneira e só vai poder aproveitar essa grande crise quem tiver dinheiro, quem conseguir ter "cash". Quem não tem, e é a maioria da população, vai ficar à rasca na mesma. Assim sendo, concordo em absoluto contigo

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Citação de Quan Chi, há 13 minutos:

Sim. Se tiveres dinheiro para a entrada, atira-te. Os valores não vão baixar. No melhor dos cenários, continuam a aumentar mas de forma mais lenta.

Aldrabaram-me (involuntariamente) com essa história de "espera que os valores vão baixar" entre 2019 e 2021 e quase que perdi definitivamente a hipótese de ser proprietário de uma casa à pala disso.

Ainda hoje estou muito grato pelo senhorio que em 2019 mandou uma notificação a avisar que o contrato acabava dali a 6 meses.

Assumimos que nos estava a mandar embora, para poder aproveitar os preços das casas terem aumentado muito.

Procurámos por casa e acabámos por comprar uma a pensar como descreves, tipo "estamos a comprar caro por força das circunstâncias".

 

No final, comprámos uma casa excelente para o que queríamos, o senhorio afinal enviou aquela notificação por rotina e até queria que continuassemos, e a casa neste momento vale o dobro 😅

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Citação de Ego Sum, há 31 minutos:

Ainda hoje estou muito grato pelo senhorio que em 2019 mandou uma notificação a avisar que o contrato acabava dali a 6 meses.

Assumimos que nos estava a mandar embora, para poder aproveitar os preços das casas terem aumentado muito.

Procurámos por casa e acabámos por comprar uma a pensar como descreves, tipo "estamos a comprar caro por força das circunstâncias".

 

No final, comprámos uma casa excelente para o que queríamos, o senhorio afinal enviou aquela notificação por rotina e até queria que continuassemos, e a casa neste momento vale o dobro 😅

Vou pegar no que asisnalei a bold. Isto é extremamente relevante para que as pessoas não sejam enganadas. A tua casa vale o dobro. A minha, tendo em conta o valor que os vizinhos de baixo, com um apartamento exactamente igual ao meu, mas pior conservado, conseguiu, já vale mais do triplo. Mas isso não me interessa rigorosamente nada. E porquê? Porque eu não posso ficar sem casa. Eu se vender a minha casa preciso ou de comprar outra ou de arrendar outra. Só tenho um apartamento e é um bem essencial sem o qual não posso ficar. A questão é que, quando eu comprei o meu apartamento, com mais 20.000€, já incluindo impostos, tinha comprado um T3 em vez de um T2, com dois lugares de garagem em vez de um, no meu prédio. Hoje, se o quiser fazer, preciso, à vontadinha, de mais 100.000€. E se forem só 100.000€ é uma sorte do caraças. Acabo por estar pior hoje do que há 13 anos quando comprei.

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https://www.noticiasaominuto.com/pais/2873856/ira-reconhecido-como-entidade-de-protecao-e-socorro-vitoria

O IRA - Intervenção e Resgate Animal foi reconhecido como "entidade de proteção e socorro com veículos prioritários", permitindo assim que as suas viaturas possam utilizar sirenes e luzes azuis. O presidente do organismo deixou ainda a nota de que Portugal se afirma assim "como exemplo de modernidade, humanidade e compaixão".

 

Peço desculpa mas não acho isto normal

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Citação de Tio Hans, há 18 minutos:

Vou pegar no que asisnalei a bold. Isto é extremamente relevante para que as pessoas não sejam enganadas. A tua casa vale o dobro. A minha, tendo em conta o valor que os vizinhos de baixo, com um apartamento exactamente igual ao meu, mas pior conservado, conseguiu, já vale mais do triplo. Mas isso não me interessa rigorosamente nada. E porquê? Porque eu não posso ficar sem casa. Eu se vender a minha casa preciso ou de comprar outra ou de arrendar outra. Só tenho um apartamento e é um bem essencial sem o qual não posso ficar. A questão é que, quando eu comprei o meu apartamento, com mais 20.000€, já incluindo impostos, tinha comprado um T3 em vez de um T2, com dois lugares de garagem em vez de um, no meu prédio. Hoje, se o quiser fazer, preciso, à vontadinha, de mais 100.000€. E se forem só 100.000€ é uma sorte do caraças. Acabo por estar pior hoje do que há 13 anos quando comprei.

Pois, isso é o que digo sempre. O casa seria listada pelo dobro, mas sendo habitação permanente é fictício pq teria de pagar o mesmo ou mais para arranjar uma similar.

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Citação de Tio Hans, há 24 minutos:

Vou pegar no que asisnalei a bold. Isto é extremamente relevante para que as pessoas não sejam enganadas. A tua casa vale o dobro. A minha, tendo em conta o valor que os vizinhos de baixo, com um apartamento exactamente igual ao meu, mas pior conservado, conseguiu, já vale mais do triplo. Mas isso não me interessa rigorosamente nada. E porquê? Porque eu não posso ficar sem casa. Eu se vender a minha casa preciso ou de comprar outra ou de arrendar outra. Só tenho um apartamento e é um bem essencial sem o qual não posso ficar. A questão é que, quando eu comprei o meu apartamento, com mais 20.000€, já incluindo impostos, tinha comprado um T3 em vez de um T2, com dois lugares de garagem em vez de um, no meu prédio. Hoje, se o quiser fazer, preciso, à vontadinha, de mais 100.000€. E se forem só 100.000€ é uma sorte do caraças. Acabo por estar pior hoje do que há 13 anos quando comprei.

Mas se não tivesses comprado naquela altura, provavelmente hoje nem um T1 terias.

Mas concordo com o teu ponto, uma casa de primeira habitação é apenas um ativo para passar em herança.

O verdadeiro valor de ser proprietário de uma casa é fugir ao custo de oportunidade que seria pagar uma renda várias vezes superior ao preço da prestação, durante décadas.

Editado por Quan Chi

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Já há até quem fale em fórmulas para calcular se vale mais a pena ter uma renda ou comprar a casa

O máximo de propriedade que a geração daqui para a frente vai ter vai ser a nintendo switch 2 com o super mario kart. É tudo o que vão ter

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Citação de challenger, há 4 minutos:

 

Spoiler

Gabinete de investigação de acidentes revela, num relatório preliminar, que o cabo que cedeu “não estava certificado para utilização em instalações para o transporte de pessoas”, embora seja cedo ainda para concluir que as “desconformidades” identificadas na utilização desse cabo tenham sido decisivas no acidente que matou 16 pessoas. Relatório alerta também para falhas na manutenção do ascensor

pesar de ser cauteloso nas suas conclusões provisórias, o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) traz algumas revelações importantes num relatório preliminar de 35 páginas que finalizou esta segunda-feira sobre as causas do trágico acidente do ascensor da Glória, em Lisboa, a 3 de setembro, em que morreram 16 pessoas e ficaram feridas outras 23. 

Uma das principais constatações é que o cabo que ligava a cabina 1, onde seguiam os passageiros que morreram, à cabine 2 — num sistema centenário de contrapesos que fazia o elevador subir e descer a calçada de forma coordenada — e que acabou por ceder nesse dia “não estava certificado para [a] utilização em instalações para o transporte de pessoas”, não estando “conforme com a especificação da CCFL [Companhia Carris de Ferro de Lisboa] para utilização no Ascensor da Glória”. 

Segundo o relatório, a que o Expresso teve acesso, o cabo de tração ou de equilíbrio, como é conhecido na Carris, sofreu “uma rotura” no ponto de fixação à cabina 1 onde seguiam os passageiros. O documento chama a este ponto a “pinha de fixação”, sendo que a rotura aconteceu “dentro do destorcedor”. Para já, o GPIAAF não sabe ainda a razão exata para isso ter acontecido, assumindo que existem “fatores causais [que] ainda carecem de determinação no decurso da investigação, na sequência de análises a realizar”.

De qualquer forma, ainda sem certezas sobre os contornos técnicos capazes de explicar a cedência do cabo naquele ponto, o GIAAP aponta o dedo à Carris: “A utilização de cabos multiplamente desconformes com as especificações e restrições de utilização deveu-se a diversas falhas acumuladas no seu processo de aquisição, aceitação e aplicação pela CCFL [Carris], cujos mecanismos organizacionais de controlo interno não foram suficientes ou adequados para prevenir e detetar tais falhas”, lê-se no relatório. 

Falhas na manutenção

A manutenção do elevador está subcontratada pela Carris ao mesmo prestador de serviços desde 2019. O relatório indica que, no caderno de encargos e no contrato, está prevista a obrigação de esta manutenção ser executada “com a diligência e qualidade requeridas pelo tipo de trabalho em causa”. Contudo, frisa o GPIAAF, os trabalhadores “agem essencialmente como colaboradores da CCFL [Carris]” e, na execução dos trabalhos especializados, “não há por parte do quadro técnico do prestador de serviços de manutenção qualquer orientação aos trabalhadores ou supervisão”.

“Há evidências de que tarefas de manutenção registadas como cumpridas nem sempre correspondem às tarefas efetivamente realizadas, bem como de serem executadas tarefas críticas para a segurança de forma não padronizada, com parâmetros de execução e validação díspares”, conclui.

Além disso, as inspeções previstas para o dia do acidente e dias antecedentes “estão registadas como executadas”, e confirma-se que os trabalhadores estiveram presentes, “mas as evidências não suportam o período horário indicado nas folhas de trabalho para a sua execução”.

No dia do acidente, o cabo não foi observado no fosso, “nem tal estava previsto no plano de manutenção”. Quanto à lubrificação do cabo, “prevista com periodicidade semanal”, está registada como tendo sido realizada em 28 de agosto e a inspeção mensal em 1 de setembro.

O relatório indica ainda que o local onde o cabo sofreu a rotura “não é passível de inspeção nas operações de manutenção previstas”, sendo apenas possível inspecionar “através da imobilização das cabinas e desmontagem dos destorcedores, operação que implica a paragem do equipamento durante pelo menos dois dias”.

Sendo ainda este um relatório preliminar, o GPIAAF frisa que, para já, “não é possível afirmar se algum indício de anomalia no cabo poderia ou não ser observado algum tempo antes da rotura numa inspeção à parte visível junto ao trambolho”.

Nunca tinha sido testado o freio em caso de falha no cabo

Sobre o sistema de freios, o relatório conclui que o sistema existente no ascensor “atuou devidamente, cortando a energia elétrica às cabinas a fim de desencadear nelas uma frenagem de emergência com vista à sua imobilização segura”. Contudo, não foi eficaz para as imobilizar, apesar de terem sido aplicados todos os freios existentes, quer automáticos quer manuais.

“Não se conhecem cálculos do freio de emergência das cabinas”, lê-se no documento. A informação recolhida pelo gabinete de investigação aponta para que o sistema de freios tenha sido modificado uns anos após a eletrificação do ascensor, eliminando algumas componentes, mas também há “indícios” de que o peso das cabinas” aumentou de forma não negligenciável”, existindo indicações díspares quanto ao peso atual.

Apesar de o sistema de freios das cabinas ser sujeito com “alguma frequência” a ajustes pelo prestador de serviços de manutenção, as anomalias que motivavam esses ajustes “raramente eram objeto de registo nas folhas de avaria a cargo dos guarda-freios, tal como raramente eram registados nas folhas de intervenção pelo prestador de serviços de manutenção os ajustes realizados”.

Além disso, lê-se no relatório, “não há memória na CCFL [Carris] de alguma vez ter sido testado o freio de emergência na situação de falha no cabo”. Se por um lado a Carris não tinha definidos os valores de afinação dos componentes mecânicos do sistema de freios, o responsável pela manutenção também “não estabeleceu qualquer sistema de controlo da qualidade dos trabalhos que realizava no sistema de freio”.

[texto atualizado às 18h53]

 

Citação de challenger, há 4 minutos:

 

Spoiler

Recurso a cabo com núcleo em fibra apontado como causa por especialistas do IST. Óleo na calha pode ter comprometido travões

Tudo o que podia correr mal no elevador da Glória correu. O cabo soltou-se, os travões não atuaram e a carruagem não aguentou o embate e ficou totalmente destruída a 60 km/h. O que explica que um ascensor histórico com um registo quase imaculado ao longo de 140 anos se tenha descarrilado e provocado a morte a 16 pessoas? A nota informativa do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) aponta pistas, entre as quais a mudança do tipo de cabo utilizado no ascensor e o não funcionamento dos sistemas de travagem.

Uma explicação avançada por especialistas, tendo por base essa nota, aponta como origem do acidente uma alteração feita há seis anos, quando se mudou de um cabo totalmente em aço para um formado por seis cordões de aço com “alma em fibra”. O seu núcleo passou a ser constituído por uma “corda” que se “deformou” de forma irreversível quando foi apertada e que continuou a deformar-se ao longo dos meses, perdendo volume e levando o cabo a soltar-se.

A possibilidade foi levantada ao Expresso por um engenheiro mecânico na reforma, Fernando Correia, e é corroborada por especialistas em engenharia de Materiais do Instituto Superior Técnico (IST), que dizem que a avaliação ao tipo de material explica o momento zero que fez com que o cabo que suporta o ascensor se tenha soltado do trambolho, a peça onde é amarrado. “Existiu efetivamente a troca do cabo que era de aço e passou a ser um de alma de fibra (possivelmente polimérica), mudando o interior (core) para uma rigidez muito inferior, o que implica uma mudança de sistema”, começa por dizer Pedro Amaral, engenheiro de materiais.

Em causa não está a “resistência” ao peso e a “tração” do ascensor, porque tanto os cabos com núcleo em aço como em fibra têm resistência de largas toneladas, “muito maior do que a necessidade do sistema”, argumenta Pedro Amaral, mas sim a sua resistência quando é apertado num torno. E era assim que o cabo era fixado no trambolho, com uma força aplicada em todo o seu diâmetro (“compressão diametral”, segundo o professor). No caso de uma “alma em fibra”, para ser segura, a amarração teria de ser feita com um sistema diferente.

Com estas características, ao longo do tempo o cabo terá perdido resistência ao aperto feito no trambolho. Além disso, há outros fatores a ter em conta: as elevadas temperaturas potenciadas pela vibração e fricção dos materiais; e o facto de o cabo ser constituído por dois elementos com comportamentos físicos diferentes. “Quando se aperta num primeiro momento, fica tudo apertado, mas depois é preciso olhar para o fator tempo. Há dilatações, vibrações e a compatibilidade entre ambos os materiais é diferente do que se fosse aço com aço.”

Esta é, aliás, a primeira constatação do GPIAAF na sua nota, quando diz que “do estudo feito aos destroços no local, foi de imediato constatado que o cabo que unia as duas cabinas cedeu no seu ponto de fixação dentro do trambolho superior da cabina nº 1”. A expressão “ceder” é importante para os especialistas em engenharia de materiais: significa “deformar plasticamente”. Segundo Amaral, “após a aplicação da carga, quando há cedência, existe uma deformação que é irreversível. Isso parece visível numa das imagens do relatório”. O que não aconteceria se o cabo fosse totalmente em aço, acrescenta. “Um cabo de alma em fibra começa a deformar-se, perde resistência no aperto. A certa altura já não está apertado.”

Elevador da Glória: escolha de cabo com "núcleo de corda de plástico" na origem do acidente

 

O cabo, cujo fornecimento é garantido pela própria Carris, tinha sido trocado em setembro de 2024 e faltavam ainda 263 dias para ser substituído. Isso não interfere, no entanto, com a conclusão dos especialistas. Segundo Pedro Amaral, este material, que está especificado por siglas na nota do GPIAAF, vai-se “deformando em contínuo”.

O relatório preliminar do GPIAAF sairá apenas ao fim de 45 dias e irá concentrar-se, segundo a nota informativa, entre outros aspetos, na investigação sobre “o tipo de cabo e a sua fixação nos trambolhos, controlos de qualidade da execução e receção”, e também sobre o “mecanismo de desligamento entre o cabo e o trambolho, com uma análise da condição da fixação do cabo nos trambolhos e da sua execução”.

Pode, assim, ter contribuído para o acidente o facto de a Carris não ter considerado uma fixação diferente quando mudou o tipo de cabo utilizado. Para Fernando Branco, professor catedrático de engenharia civil do IST, “se se muda o cabo, o sistema de amarração também tem de ser testado”. Pedro Amaral concorda: “A amarração deve ser repensada quando se faz uma alteração destas.” E acrescenta: é preciso perceber se a manutenção passou a fazer “apertos sucessivos”.

Será que isso aconteceu? Confrontada pelo Expresso com uma série de questões nos últimos dias, a Carris não respondeu antes do fecho desta edição.

Num artigo de opinião de dois professores do IST dos departamentos de Matemática e Física — Henrique M. Oliveira e Luís Viseu Melo —, partilhado com o Expresso, os especialistas reforçam o argumento dos colegas: “Por mais robusto que seja o corpo do cabo, se as amarrações não forem concebidas com redundância e testadas com segurança, a sua vulnerabilidade compromete todo o sistema.” Afirmam ainda que a manutenção “revela-se insuficiente porque não incide nos pontos críticos do sistema: as amarrações do cabo entre substituições deste e os travões”.

Travões mal concebidos

Segundo o GPIAAF, o guarda-freio acionou o travão pneumático e o travão manual, mas “na configuração existente, os freios não têm a capacidade suficiente para imobilizar as cabinas em movimento” quando não estão ligadas pelo cabo. “Desta forma, não constitui um sistema redundante”, conclui a nota informativa. Para Fernando Branco, esta é “a maior perplexidade” da tragédia. “Se assim é, trata-se de uma falha de conceção grave ninguém ter percebido que o sistema de travagem afinal não tinha capacidade para aguentar com o ascensor se o cabo se partisse. Choca-me muito.”

No artigo dos dois professores do IST lê-se que os “travões nunca dispuseram da capacidade redundante necessária para imobilizar autonomamente os veículos em caso de falhas no cabo”, embora não fosse difícil conceber um sistema eficaz. Os autores referem “erros graves de conceção, talvez aceitáveis no início do século XX, mas absolutamente inconcebíveis nos dias de hoje”.

Outra das explicações possíveis levantadas para a falha dos travões — partindo da observação das imagens do dia do acidente, nas quais os operários são vistos com muito óleo nas luvas ao retirarem o cabo da calha — é a existência de óleo em excesso que possa ter afetado um dos sistemas de freios. “Haver óleo é uma hipótese que reduziria a capacidade de travagem contra as paredes da calha, mas a nota não refere esse aspeto”, diz Fernando Branco. Pedro Amaral considera que essa é uma explicação plausível: o ruído que se ouve nos vídeos “demonstra que o sistema de travões não estava a ser efetivo” a suster o ascensor.

Artigo alterado dia 12 às 13h28, corrigindo a designação de “relatório preliminar” do GPIAFF para “nota informativa”

 

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O problema da habitação é um problema de abstração. Existem casas vazias. Achado não é roubado, é usucapião. 

É a mesma coisa que os traços contínuos, são linhas em alcatrão. O mundo é humano, podes trocar de faixa, o chão não vai desabar. 

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Citação de Che, há 1 minuto:

O problema da habitação é um problema de abstração. Existem casas vazias. Achado não é roubado, é usucapião. 

É a mesma coisa que os traços contínuos, são linhas em alcatrão. O mundo é humano, podes trocar de faixa, o chão não vai desabar. 

procurei por @Policia, procurei por @Transito, para poder taggar a polícia de transito, mas nunca pensei que pudesse alguma vez ver o nickname do cmpt @transando.ao.som.de.bach

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Citação de Hidden, há 18 horas:

É absurdo preferir pagar uma renda (não muito alta por enquanto) e esperar que isto baixe?

Estamos juntos. Pago 450€ por uma renda de um T1 e infelizmente fomos adiando a compra de casa até ao ponto que neste momento é impossível sequer pensar nisso, pelo preço e por outras razões.

Poderá estagnar, mas não estou a ver a baixar, quando o estado e quem nos governa são os primeiros a beneficiar disto. 

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eu ganho tão pouco que não consigo alugar casa sozinho e vivo na casa do meu patrão, se alguém conseguir bater esta que se pronuncie

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Citação de Rain Dog, há 17 minutos:

eu ganho tão pouco que não consigo alugar casa sozinho e vivo na casa do meu patrão, se alguém conseguir bater esta que se pronuncie

Mais um que vive com os pais.

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Citação de SAS_Robben, há 4 horas:

https://www.noticiasaominuto.com/pais/2873856/ira-reconhecido-como-entidade-de-protecao-e-socorro-vitoria

O IRA - Intervenção e Resgate Animal foi reconhecido como "entidade de proteção e socorro com veículos prioritários", permitindo assim que as suas viaturas possam utilizar sirenes e luzes azuis. O presidente do organismo deixou ainda a nota de que Portugal se afirma assim "como exemplo de modernidade, humanidade e compaixão".

 

Peço desculpa mas não acho isto normal

É só malta a bater palmas nas redes sociais, pena não saberem o posicionamento político de alguns membros. 

Uma amiga de uma amiga minha, moradora na rua onde eles têm a sede, foi uma vez ameaçada porque estacionou o carro no "estacionamento deles".

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