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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Nada melhor que a Páscoa em família para perceber que metade dela votou no Chega.

Salários, corrupção, imigração, ciganos, censura da comunicação. A caricatura perfeita.

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Citação de Steins, há 1 minuto:

Nada melhor que a Páscoa em família para perceber que metade dela votou no Chega.

Salários, corrupção, imigração, ciganos, censura da comunicação. A caricatura perfeita.

Tal e qual.

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Citação de bmfpcdm, há 40 minutos:

Pode ser recuperado, sim. Contudo, imaginemos que temos uma boa legislatura da AD, e nas próximas eleições o Chega perde um quarto dos votos. No teu ver, quiçá recuperou-se esse quarto. No meu ver, isso não é tão claro, pois para que eu os pudesse considerar recuperados, necessitaria da garantia que jamais iriam votar num partido daquele género.

Mas qual garantia? Os eleitores não são do Partido A nem do Partido B. Votam onde muito bem entendem, ontem, hoje e amanhã. Também não tens qualquer garantia que aqueles que hoje concordam com as tuas posições irão sempre concordar contigo. Nem sequer tens qualquer garantia que tu próprio não penses de maneira diferente em algumas matérias daqui a 5 ou 10 anos.

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Citação de Descartes, há 2 minutos:

Mas qual garantia? Os eleitores não são do Partido A nem do Partido B. Votam onde muito bem entendem, ontem, hoje e amanhã. Também não tens qualquer garantia que aqueles que hoje concordam com as tuas posições irão sempre concordar contigo. Nem sequer tens qualquer garantia que tu próprio não penses de maneira diferente em algumas matérias daqui a 5 ou 10 anos.

Eu não estava a falar de Partido A ou B, estava a falar de partidos onde ódios façam parte da agenda.

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António Costa já praticou o acto simbólico mais importante: reconheceu o massacre de wiriyamo e pediu desculpa.

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Citação de Mayday, Agora:

António Costa já praticou o acto simbólico mais importante: reconheceu o massacre de wiriyamo e pediu desculpa.

E ai o Chega perdeu tantos votantes...

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Citação de Burkina2008, há 21 minutos:

E ai o Chega perdeu tantos votantes...

Ah tá...mas, assim, tipo, imagina...

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O que é que poderia esvaziar a votação no Chega:

- atribuir casas aos portugueses que necessitam

Ou

- reduzir o IRS, o IRC e o IMI?

Estou mais chegado à segunda opção, se entretanto obrigarmos os putos a ir para a tropa e construirmos uns bunkers em Algés para combater com a Rússia, se calhar o PSD até tem maioria absoluta nas próximas eleições. 

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Citação de bmfpcdm, há 39 minutos:

Eu não estava a falar de Partido A ou B, estava a falar de partidos onde ódios façam parte da agenda.

E eu estou a falar daqueles que acham que os eleitores são propriedades que alguém pode ter ou perder.

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Na questão da reavaliação dos Descobrimentos, o Descartes só não quer é que lhe tirem a cruz de Cristo do seu Belenenses.

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Só há dia maneiras de se reduzir o Chega

1 ilegalizar o partido que é difícil/impossivel

2 que o o próximo(s) governos resolvam os problemas que realmente inquietam o português medio (emprego, habitação,saúde). 
 

Achar que qualquer outra coisa vai resolver o problema sobretudo numa conjuntura europeia em as extremas direitas que trem participado em governos da Europa dos 15 estão longe de criar regimes autoritários e suprimir a democracia (casos de Itália ou Holanda), é completa ingenuidade

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Citação de Descartes, há 3 minutos:

E eu estou a falar daqueles que acham que os eleitores são propriedades que alguém pode ter ou perder.

Eu já esclareci em que contexto eu usei a palavra. Perdoa-me, mas não estou para perder tempo com semânticas.

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Citação de bmfpcdm, há 3 minutos:

Eu já esclareci em que contexto eu usei a palavra. Perdoa-me, mas não estou para perder tempo com semânticas.

Percebido.

Fiquei assim esclarecido que falar de Partidos onde o ódio faça parte da agenda não podem ser identificados como Partido A ou Partido B. Porque, naturalmente, será uma questão que ultrapassa a semântica.

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Citação de Descartes, há 2 minutos:

Percebido.

Fiquei assim esclarecido que falar de Partidos onde o ódio faça parte da agenda não podem ser identificados como Partido A ou Partido B. Porque, naturalmente, será uma questão que ultrapassa a semântica.

Estávamos a discutir sobre racismo/antirracismo, e depois a conversa já estava a fugir para abstratos (em que mundo é que daqui a 5 ou 10 anos eu vou andar a votar num partido do género do Chega? que era o que se estava a discutir). Claro que tentei retificar o curso da discussão, mas como resposta completou-se o círculo da conversa com o verbo "perder". A partir dali estaríamos os dois a patinar no gelo, e eu não sou perito nisso, perco o equilíbrio.

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Eu acho que as pessoas não votam em partidos de extrema direita por acharem que estão a odiar alguém. Até podem estar na prática a odiar alguém mas na sua cabeça não é esse o raciocínio.

Acho que é mais sentimento de desespero por não se sentirem bem na vida (financeiramente) e não terem esperança no futuro e já não terem confiança nos partidos principais de que possam fazer a coisa mudar; sentimento de saudosismo por uma ordem mais clara da sociedade em que as coisas eram explicáveis de forma mais simples; sentimento de medo de acharem que as pessoas que vêm para cá podem lhes fazer mal e/ou competir com eles pelos recursos do estado; de medo por acharem que as liberdades de hoje em dia em relação à expressão e identidade sexual possa ser uma má educação para os seus filhos; medo por acharem que a sua segurança está em perigo e podem ser vítimas de crimes a qualquer momento. Podem ser pressupostos completamente errados (e são) mas eu não acredito que uma percentagem grande de votantes do Chega o faça porque a sua preocupação #1 é "eu quero fazer mal a negros/ciganos/indostanos".

Esta distinção pode na prática não servir para absolutamente nada, mas se conseguirmos perceber vagamente o que é que crl estas pessoas estão a pensar, pode ser que consigamos empatizar um pouco melhor com elas, e estar mais perto de as convencer de pararem de ajudar a destruir a democracia, com votos em partidos que o querem fazer. Porque olhando para experiências similares no estrangeiro, p.ex América e afins, não me parece que vai ser a berrar com estas pessoas que o vamos fazer.

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A geração que vem a seguir vive sempre melhor que a anterior. Eu não vou ter casa mas vivo de consciência tranquila pois hoje existem air friers, máquinas de lavar a roupa de 14kg, robots aspiradores, etc. 

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O meu foco nem era em quem votou no Chega, mas sim em incutir atitudes antirracistas na restante população que não votou no Chega, para assegurar que não tenha a tentação de meter lá a cruzinha, seja qual for a desculpa.

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Citação de noikeee, há 20 minutos:

Eu acho que as pessoas não votam em partidos de extrema direita por acharem que estão a odiar alguém. Até podem estar na prática a odiar alguém mas na sua cabeça não é esse o raciocínio.

Acho que é mais sentimento de desespero por não se sentirem bem na vida (financeiramente) e não terem esperança no futuro e já não terem confiança nos partidos principais de que possam fazer a coisa mudar; sentimento de saudosismo por uma ordem mais clara da sociedade em que as coisas eram explicáveis de forma mais simples; sentimento de medo de acharem que as pessoas que vêm para cá podem lhes fazer mal e/ou competir com eles pelos recursos do estado; de medo por acharem que as liberdades de hoje em dia em relação à expressão e identidade sexual possa ser uma má educação para os seus filhos; medo por acharem que a sua segurança está em perigo e podem ser vítimas de crimes a qualquer momento. Podem ser pressupostos completamente errados (e são) mas eu não acredito que uma percentagem grande de votantes do Chega o faça porque a sua preocupação #1 é "eu quero fazer mal a negros/ciganos/indostanos".

Esta distinção pode na prática não servir para absolutamente nada, mas se conseguirmos perceber vagamente o que é que crl estas pessoas estão a pensar, pode ser que consigamos empatizar um pouco melhor com elas, e estar mais perto de as convencer de pararem de ajudar a destruir a democracia, com votos em partidos que o querem fazer. Porque olhando para experiências similares no estrangeiro, p.ex América e afins, não me parece que vai ser a berrar com estas pessoas que o vamos fazer.

Também é o que eu acho e essa explicação tem aparecido aqui de forma cíclica, apenas com outras palavras. Mas identificar o problema é uma coisa, resolve-lo é outra. Se é o partido do protesto, o objetivo era não ter com que protestar (ie. justiça, educação, saúde e emprego sempre a melhorar). Atingir esse objetivo é que é deveras difícil, para além de que a definição de "funcionar" consegue, também ela, ser ambígua.

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Citação de jean-luc godard, há 3 horas:

Badajoz é das cidades mais feias que alguma vez estive, jesus 

É verdade. Mas mal sais da fronteira notas logo uma diferença na estrada, e é muito mais cidade que elvas. Então a diferença antes da fronteira do Gerês para a galiza, nem se compara

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Assumimos que nesse milhão de pessoas que votou no chega não há nem pessoas de origem cigana nem de origem africana? 

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Citação de Jimpo, há 13 minutos:

Assumimos que nesse milhão de pessoas que votou no chega não há nem pessoas de origem cigana nem de origem africana? 

Como é óbvio nesses votantes há gente com todas as origens. Ouvi dizer da boca de um brasileiro homossexual que votou no Chega para ver se o país endireitava.

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Citação de whatever, há 37 minutos:

Como é óbvio nesses votantes há gente com todas as origens. Ouvi dizer da boca de um brasileiro homossexual que votou no Chega para ver se o país endireitava.

Era giro o Cabo da Roca estar em linha com o Farol do Cabo de São Vicente, mas acho que esse eleitor colocou o Chega num pedestal.

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