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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Eu se calhar vou ser polémico, mas existe, na lei actual, uma enorme protecção laboral aos trabalhadores. Muito maior do que se pensa. Agora, não me parece que seja acessível a toda a gente e, continuam a ser feitos significativos atropelos a esses direitos dos trabalhadores, que não se sabem defender, porque não têm conhecimento da lei e não são sindicalizados, ou sendo-o, estão inseridos em estruturas sindicais absolutamente inúteis.

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ora tá aí a opinião de ouro

e adiciono, divórcios é para proibir e já

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Citação de Tio Hans, há 12 minutos:

Eu se calhar vou ser polémico, mas existe, na lei actual, uma enorme protecção laboral aos trabalhadores. Muito maior do que se pensa. Agora, não me parece que seja acessível a toda a gente e, continuam a ser feitos significativos atropelos a esses direitos dos trabalhadores, que não se sabem defender, porque não têm conhecimento da lei e não são sindicalizados, ou sendo-o, estão inseridos em estruturas sindicais absolutamente inúteis.

contudo, não estás a dizer que é preciso reduzir essa proteção laboral, certo?

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Citação de fns, há 27 minutos:

O português médio está a ver o Big Brother ou o Preço Certo na TV, um debate político na TV é só mais um porque é o que está sempre a dar e o telejornal é para ver se passam as notícias da bola. As pessoas não sabem a diferença entre esquerda e direita, não sabem se preferem privatização ou se são a favor de empresas públicas, não sabem sequer o que defende cada partido. Temos de parar de assumir que nós aqui na internet ou na nossa faixa etária somos partre da maioria e não da bolha. Somos pessoas mais informadas que a média, com escolaridade acima da média e se calhar com algum "privilégio". Nem todos somos assim. O português médio acorda às 6 ou 7 da manhã para ir deixar os míudos na creche ou escola, vai trabalhar e volta a casa pelas 19h/20h. Tem de fazer jantar e dar banho aos putos e não tem tempo ou interesse para saberem de política. Até porque o interesse por política é algo cultural. Que vem da nossa família ou dos nossos amigos. É algo que é educado desde pequeno. Não está é incluído na escolaridade obrigatória. Um português não sabe como funciona o IRS ou os escalões do IRS. Só sabe que ganha pouco e sabe dizer umas coisas do género "São todos uns gatunos". 

eu não falo dos "incautos"

conheço tanta gente da minha idade ou até mais velhos, licenciados (contabilidade), que se tornaram inexplicavelmente egoistas, acham sempre que têm razão e que têm de dar uma opinião sobre tudo, e sempre que tens que os ouvir vai sempre ser a porcaria mais reacionaria q ouviste nesse dia

temos de ver urgentemente o que é que os cursos de contabilidade andam a ensinar às pessoas

Editado por Plagio o Original

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Citação de Plagio o Original, há 29 minutos:

temos de ver urgentemente o que é que os cursos de contabilidade andam a ensinar às pessoas

Aparentemente ensina as gajas da contabilidade a ser porcas

Quer na vida universitária quer nas empresas, há sempre alguém da contabilidade com fama de porca

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Citação de Tio Hans, há 59 minutos:

Eu se calhar vou ser polémico, mas existe, na lei actual, uma enorme protecção laboral aos trabalhadores. Muito maior do que se pensa. Agora, não me parece que seja acessível a toda a gente e, continuam a ser feitos significativos atropelos a esses direitos dos trabalhadores, que não se sabem defender, porque não têm conhecimento da lei e não são sindicalizados, ou sendo-o, estão inseridos em estruturas sindicais absolutamente inúteis.

Como diria o Jaime Pacheco, é uma faca de 2 legumes.

Trabalhei vários anos na banca e quase que virava de direita. Vi muita gente que entrou no tempo das vacas gordas, vindo de negócios que praticavam salários muito acima da média (ex.: leasings), malta retornada da Grécia, Turquia, Roménia, de filiais onde eram administradores e como não lhes podiam cortar o salário voltavam no mínimo como diretores, por mais incompetentes que fossem. E estas pessoas não eram despedidas simplesmente porque eram muito caras de despedir. Eu era um fervoroso defensor da reforma laboral nessa época. Até porque uma empresa populada por velhos cristalizados no topo da pirâmide impede qualquer tipo de progressão na carreira de quem está mais abaixo.

Entretanto já estou há meia dúzia de anos no setor das telecomunicações e vejo o efeito oposto. No máximo de 2 em 2 anos há saídas massivas promovidas pela empresa, toma lá o teu 1,x por cada ano trabalhado e segue a tua vida. Não queres, ficas encostado e a cada x semanas o valor da proposta de acordo para rescisão diminui, boa sorte no tribunal. Testemunhei situações de perda total de conhecimento, porque numa equipa saíram as 2 pessoas que sabiam determinadas funções, alternantes uma da outra, e quem tinha a faca na mão nem sabia o nome das pessoas, quanto mais as funções. Pessoas com mais de x anos de idade e abaixo de y categoria profissional, adeus.

Estou convicto que a atual proposta de reforma laboral, por mais bem intencionada que pudesse ser (que não acredito que seja) vai prejudicar incomparavelmente mais as pessoas do 2° caso do que trazer justiça às do 1°.

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Citação de Hammerfall, há 1 hora:

contudo, não estás a dizer que é preciso reduzir essa proteção laboral, certo?

Não, porque há enormes dificuldades em aplicar essa lei. Se a lei existe, e existe mesmo, mas não funciona, é sinal que a protecção laboral é apenas, em inúmeros casos, teórica, pelo que não faz sentido mexer na lei. 

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Mas, lá está, vendem a ideia que a lei laboral é muito rígida e tal. De uma hipocrisia de dimensões gigantescas. 

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Se este pacote laboral viesse com a proibição de fumar e beber café durante todo o horário de expediente iam ver se a adesão não era de 100%.

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Citação de fns, há 1 hora:

O português médio está a ver o Big Brother ou o Preço Certo na TV, um debate político na TV é só mais um porque é o que está sempre a dar e o telejornal é para ver se passam as notícias da bola. As pessoas não sabem a diferença entre esquerda e direita, não sabem se preferem privatização ou se são a favor de empresas públicas, não sabem sequer o que defende cada partido. Temos de parar de assumir que nós aqui na internet ou na nossa faixa etária somos partre da maioria e não da bolha. Somos pessoas mais informadas que a média, com escolaridade acima da média e se calhar com algum "privilégio". Nem todos somos assim. O português médio acorda às 6 ou 7 da manhã para ir deixar os míudos na creche ou escola, vai trabalhar e volta a casa pelas 19h/20h. Tem de fazer jantar e dar banho aos putos e não tem tempo ou interesse para saberem de política. Até porque o interesse por política é algo cultural. Que vem da nossa família ou dos nossos amigos. É algo que é educado desde pequeno. Não está é incluído na escolaridade obrigatória. Um português não sabe como funciona o IRS ou os escalões do IRS. Só sabe que ganha pouco e sabe dizer umas coisas do género "São todos uns gatunos". 

Mas essa realidade era diferente quando o PS teve maioria absoluta há poucos anos?

Admitindo que o ideal seria que a sociedade seria um espelho do "nós aqui na internet", quem ganharia as eleições seria o Livre (isto baseando-me na votação que teve aqui na altura das legislativas). Melhor ainda, a direita quase não teria representação parlamentar. Seria isso um cenário desejável? O país estaria top se a sociedade, de modo geral, pensasse como o CMPT? 

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Enquanto não se proibir o futebol também 'tá bom não é?

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Citação de Lifehouse, há 9 minutos:

Mas, lá está, vendem a ideia que a lei laboral é muito rígida e tal. De uma hipocrisia de dimensões gigantescas. 

A lei é. Mas a lei não é cumprida.

Repara numa coisa, eu estou na empresa onde trabalho há quase 10 anos. Alguém aqui resolve que eu já não sirvo e querem mandar-me embora. Só têm, grosso modo, 4 opções:

  1. Ou extinguem o meu posto de trabalho e não podem contratar/subcontratar ninguém para o meu lugar;
  2. Ou fazem um despedimento colectivo e eu sou só 1;
  3. Ou me despedem por justa causa (e a história mostra que, neste país, para se ser despedido por justa causa é quase preciso matar alguém);
  4. Ou chegam a acordo comigo para a rescisão do contrato, o que, pela palavra acordo se percebe que não é unliateral.

Se esta lei for aplicada correctamente, é evidente que é rígida e isso nota-se, p.e., pela quantidade de dinossauros que enchem gabinetes quer no sector público, quer no sector privado. O problema é que não é. E há os abusos, o assédio moral, as pessoas metidas em gabinetes só com uma mesa e uma cadeira e sem nada para fazer, as pressões, o desconhecimento da lei, etc.

Editado por Tio Hans
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Citação de Tibraco, há 3 minutos:

Mas essa realidade era diferente quando o PS teve maioria absoluta há poucos anos?

Admitindo que o ideal seria que a sociedade seria um espelho do "nós aqui na internet", quem ganharia as eleições seria o Livre (isto baseando-me na votação que teve aqui na altura das legislativas). Melhor ainda, a direita quase não teria representação parlamentar. Seria isso um cenário desejável? O país estaria top se a sociedade, de modo geral, pensasse como o CMPT? 

Aí, a meu ver, tinhas culturalmente a política enraizada num bipartidarismo. PS e PSD. A maioria da população não conhecia os partidos "novos". E durante anos estava intrinseco na cultura popular portuguesa que o governo do PSD de Passos Coelho foi do pior que aconteceu a isto país. Não interessa o estado do país que levou a termos cá a Troika, só se lembram de quando foram afetados. Lá está, os portugueses não têm essa inteligência de perceber o estado do país e ter visão histórica recente e visão futura. Durante anos e anos o PS pregou que votar em PSD era votar em medidas da troika. E durante anos o PS pregou para a sua política de aumento ligeiro do SMN, aumento ligeirinho das reformas e dos funcionários públicos. Deu para governar vários anos.

Até que o Chega entrou nos media portugueses, o seu discurso chegou e está enraizado já em todo o lado. O PS deixou de ter controlo dos assuntos mediáticos políticos. O Chega conseguiu esse espaço público. E é aqui que estamos hoje. Portugueses que votavam num partido de centro esquerda desapareceram? Emigraram? Não. As pessoas não têm cultura política. Se for preciso votam PS, agora votam Chega e daqui a 4 anos votam no PCP. 

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Citação de Tio Hans, há 7 minutos:

Repara numa coisa, eu estou na empresa onde trabalho há quase 10 anos. Alguém aqui resolve que eu já não sirvo e querem mandar-me embora. Só têm, grosso modo, 4 opções:

  1. Ou extinguem o meu posto de trabalho e não podem contratar/subcontratar ninguém para o meu lugar;
  2. Ou fazem um despedimento colectivo e eu sou só 1;
  3. Ou me despedem por justa causa (e a história mostra que, neste país, para se ser despedido por justa causa é quase preciso matar alguém);
  4. Ou chegam a acordo comigo para a rescisão do contrato, o que, pela palavra acordo se percebe que não é unliateral.

Faltou a quinta opção, que é simplesmente mandarem-te embora e indemnizarem-te por isso.

Mas na verdade eu tendo a concordar contigo. Acho que ninguém despede um bom trabalhador, a questão é que a esmagadora maioria dos empregos são não qualificados e portanto seres tu ou outro é igual. E acho que é sobretudo aí que é importante que a lei incida.

No teu caso, como no meu, as empresas onde trabalhamos precisam mais de nós do que nós delas, e se elas não quiserem, facilmente arranjamos outra.

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Citação de Ghelthon, há 2 minutos:

Faltou a quinta opção, que é simplesmente mandarem-te embora e indemnizarem-te por isso.

Mas na verdade eu tendo a concordar contigo. Acho que ninguém despede um bom trabalhador, a questão é que a esmagadora maioria dos empregos são não qualificados e portanto seres tu ou outro é igual. E acho que é sobretudo aí que é importante que a lei incida.

No teu caso, como no meu, as empresas onde trabalhamos precisam mais de nós do que nós delas, e se elas não quiserem, facilmente arranjamos outra.

Essa quinta opção simplesmente não existe, nos contratos sem termo. Existe uma figura de despedimento por "inadaptação", mas boa sorte em provar isso em tribunal.

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Citação de Tio Hans, há 1 minuto:

Essa quinta opção simplesmente não existe, nos contratos sem termo. Existe uma figura de despedimento por "inadaptação", mas boa sorte em provar isso em tribunal.

Bom certo, nesses não existe, e sinceramente não me faz sentido. Acho que devia existir, mesmo que a indemnização fosse altamente agravada.

Editado por Ghelthon

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Citação de Plagio o Original, há 1 hora:

, que se tornaram inexplicavelmente egoistas,

Isso é inato à condição humana. 

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Citação de Tio Hans, há 7 minutos:

Essa quinta opção simplesmente não existe, nos contratos sem termo. Existe uma figura de despedimento por "inadaptação", mas boa sorte em provar isso em tribunal.

Mas ainda vai haver contratos sem termo depois deste pacote laboral?

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Citação de Ghelthon, há 9 minutos:

Faltou a quinta opção, que é simplesmente mandarem-te embora e indemnizarem-te por isso.

Mas na verdade eu tendo a concordar contigo. Acho que ninguém despede um bom trabalhador, a questão é que a esmagadora maioria dos empregos são não qualificados e portanto seres tu ou outro é igual. E acho que é sobretudo aí que é importante que a lei incida.

No teu caso, como no meu, as empresas onde trabalhamos precisam mais de nós do que nós delas, e se elas não quiserem, facilmente arranjamos outra.

O que tu dizes é a 4ª opção do Tio Hans, em que o acordo é um ""acordo"". É bastante comum.

E tens sorte de não conheceres empresas que despedem bons trabalhadores. Sobretudo em empresas com muitos níveis na pirâmide, o centro de decisão está demasiado longe da base para saber o que é um bom trabalhador.

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Citação de Tio Hans, há 25 minutos:

Se esta lei for aplicada correctamente, é evidente que é rígida e isso nota-se, p.e., pela quantidade de dinossauros que enchem gabinetes quer no sector público, quer no sector privado. O problema é que não é. E há os abusos, o assédio moral, as pessoas metidas em gabinetes só com uma mesa e uma cadeira e sem nada para fazer, as pressões, o desconhecimento da lei, etc.

Isto podia ser o ponto do debate. De como fazer essa reforma. Mas não nos termos que é proposto. Porque não é isso que está em questão nas alterações propostas.

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Citação de Tio Hans, há 52 minutos:

A lei é. Mas a lei não é cumprida.

Repara numa coisa, eu estou na empresa onde trabalho há quase 10 anos. Alguém aqui resolve que eu já não sirvo e querem mandar-me embora. Só têm, grosso modo, 4 opções:

  1. Ou extinguem o meu posto de trabalho e não podem contratar/subcontratar ninguém para o meu lugar;
  2. Ou fazem um despedimento colectivo e eu sou só 1;
  3. Ou me despedem por justa causa (e a história mostra que, neste país, para se ser despedido por justa causa é quase preciso matar alguém);
  4. Ou chegam a acordo comigo para a rescisão do contrato, o que, pela palavra acordo se percebe que não é unliateral.

Se esta lei for aplicada correctamente, é evidente que é rígida e isso nota-se, p.e., pela quantidade de dinossauros que enchem gabinetes quer no sector público, quer no sector privado. O problema é que não é. E há os abusos, o assédio moral, as pessoas metidas em gabinetes só com uma mesa e uma cadeira e sem nada para fazer, as pressões, o desconhecimento da lei, etc.

É um equilíbrio f*dido de se ter, tanto a nível cultural como de legislação, porque nem a sociedade devia deixar pessoas que são completamente 100% improdutivas a se arrastar a apenas dar prejuízo ao empregador (caso seja privado) e/ou a piorar a qualidade do serviço (caso seja público); mas também as coisas não devem ser como nos USA, em que se o patrão acorda mal disposto e te olha de lado te põe na rua, mesmo que tenhas 30 anos de casa e tenhas uma idade avançada em que é quase impossível arranjar outro emprego.

Em vez de se debater como se pode encontrar esse equilíbrio, o que se tem em Portugal é uma impossibilidade teórica de despedir gente, e uma realidade prática de falsos contratos a termo e uma cultura de tentar quebrar psicologicamente as pessoas quando as querem despedir. Tudo errado de cima a baixo.

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Citação de noikeee, há 1 minuto:

É um equilíbrio f*dido de se ter, tanto a nível cultural como de legislação, porque nem a sociedade devia deixar pessoas que são completamente 100% improdutivas a se arrastar a apenas dar prejuízo ao empregador (caso seja privado) e/ou a piorar a qualidade do serviço (caso seja público); mas também as coisas não devem ser como nos USA, em que se o patrão acorda mal disposto e te olha de lado te põe na rua, mesmo que tenhas 30 anos de casa e tenhas uma idade avançada em que é quase impossível arranjar outro emprego.

Em vez de se debater como se pode encontrar esse equilíbrio, o que se tem em Portugal é uma impossibilidade teórica de despedir gente, e uma realidade prática de falsos contratos a termo e uma cultura de tentar quebrar psicologicamente as pessoas quando as querem despedir. Tudo errado de cima a baixo.

Não há soluções perfeitas, mas estou totalmente de acordo contigo.

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Citação de noikeee, há 24 minutos:

É um equilíbrio f*dido de se ter, tanto a nível cultural como de legislação, porque nem a sociedade devia deixar pessoas que são completamente 100% improdutivas a se arrastar a apenas dar prejuízo ao empregador (caso seja privado) e/ou a piorar a qualidade do serviço (caso seja público); mas também as coisas não devem ser como nos USA, em que se o patrão acorda mal disposto e te olha de lado te põe na rua, mesmo que tenhas 30 anos de casa e tenhas uma idade avançada em que é quase impossível arranjar outro emprego.

Em vez de se debater como se pode encontrar esse equilíbrio, o que se tem em Portugal é uma impossibilidade teórica de despedir gente, e uma realidade prática de falsos contratos a termo e uma cultura de tentar quebrar psicologicamente as pessoas quando as querem despedir. Tudo errado de cima a baixo.

 

Citação de Tio Hans, há 1 hora:

A lei é. Mas a lei não é cumprida.

Repara numa coisa, eu estou na empresa onde trabalho há quase 10 anos. Alguém aqui resolve que eu já não sirvo e querem mandar-me embora. Só têm, grosso modo, 4 opções:

bold do tio - é muito fácil e ficas com a 5ª opção

avaliação anual por objetivos e métricas bem definidas

se tens avaliações positivas mediante a tua produtividade, o gajo vai-te mandar embora só porque não gosta que sejas portista?

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