Tio Hans Publicado 9 Dezembro 2025 Citação de Hammerfall, Agora: bold do tio - é muito fácil e ficas com a 5ª opção avaliação anual por objetivos e métricas bem definidas se tens avaliações positivas mediante a tua produtividade, o gajo vai-te mandar embora só porque não gosta que sejas portista? Pá, isso é relativamente fácil de medir quando se fala em quantidade. Se o sr X antes fazia 1000 pares de sapatos por ano e agora faz 500, isso é facilmente mensurável. Mas quando se fala em qualidade, boa sorte com isso. Compartilhar este post Link para o post
Hammerfall Publicado 9 Dezembro 2025 Citação de Tio Hans, Agora: Pá, isso é relativamente fácil de medir quando se fala em quantidade. Se o sr X antes fazia 1000 pares de sapatos por ano e agora faz 500, isso é facilmente mensurável. Mas quando se fala em qualidade, boa sorte com isso. claro que é altamente subjetivo ao contexto de cada trabalho mas se esse sapateiro tiver um controlo de qualidade em condições e vir que do trabalhador x, esses 500 vêm sempre impecáveis e do trabalhador y que faz tudo à pressa para dar "produção" e até faz uns 1200, mas 750 desses vêm para trás para serem refeitos, como é? quem é melhor trabalhador aqui? isso já se faz na indústria textil por exemplo, onde falo com conhecimento de causa Compartilhar este post Link para o post
noikeee Publicado 9 Dezembro 2025 Citação de Rōnin, há 6 minutos: não vos deram legos quando eram miúdos? Só no CMPT é que um gajo é gozado e colado à direita por querer equilíbrio entre produtividade e proteção dos direitos dos trabalhadores. Chama-se "social democracia". Aquilo que o PSD defendia há 40 anos e que hoje em dia o PS defende, e que é uma esquerdice radical para os americanos. Se eu escrevesse aquilo que eu escrevi ali acima num forum americano, era acusado de ser comuna. Citação de Hammerfall, há 5 minutos: avaliação anual por objetivos e métricas bem definidas Boa piada. Trabalho na mesma empresa há 16 anos e há 16 anos que nunca nos entendemos sobre como devem ser as avaliações, pois é impossível definir métricas claras para o nosso tipo de trabalho, e a não ser que toda a gente seja avaliado pela mesma pessoa, por mais reuniões para tentar alinhas critérios que faças, os critérios são sempre diferentes ou são sempre puxados para cima e para baixo por politiquices de uma ou outra pessoa. Em relação a objetivos colocam sempre objetivos irrealistas no início do ano. Nunca atingimos os objetivos, assim justificam dar bónus pequenos ou não dar. 1 Compartilhar este post Link para o post
aFilipe8 Publicado 9 Dezembro 2025 Ao contrário do que a maioria comenta, há certas medidas que até beneficiam os jovens na entrada do mercado de trabalho. A questão de serem dois anos, ou três anos a ficar efetivo é uma desvantagem, contudo não acho descabido. Um bom profissional tem sempre lugar, temos é de pensar e agir de maneira diferente. As empresas é que têm de ter medo de nos perder e não nós com receio que elas não nos queiram. 2 Compartilhar este post Link para o post
Hammerfall Publicado 9 Dezembro 2025 Citação de noikeee, há 13 minutos: Em relação a objetivos colocam sempre objetivos irrealistas no início do ano. Nunca atingimos os objetivos, assim justificam dar bónus pequenos ou não dar. o que chamar a um grupo de trabalhadores que se unem no seu local de trabalho para fazer frente a esse tipo de práticas Citação de aFilipe8, Agora: Ao contrário do que a maioria comenta, há certas medidas que até beneficiam os jovens na entrada do mercado de trabalho. A questão de serem dois anos, ou três anos a ficar efetivo é uma desvantagem, contudo não acho descabido. Um bom profissional tem sempre lugar, temos é de pensar e agir de maneira diferente. As empresas é que têm de ter medo de nos perder e não nós com receio que elas não nos queiram. as empresas têm é de acabar com a benesse de ver a isenção que tem para com a SS com os jovens de 1º emprego e os trabalhadores que estão a mamar fundo de desemprego há mais de 2 anos. é um ciclo vicioso Compartilhar este post Link para o post
Ego Sum Publicado 9 Dezembro 2025 Citação de noikeee, há 23 minutos: Em relação a objetivos colocam sempre objetivos irrealistas no início do ano. Nunca atingimos os objetivos, assim justificam dar bónus pequenos ou não dar. Clássico. Isso ou mudar regras a meio. Toda a gente sabe quais são os dois ou três indicadores usados para calcular o bónus, mas nunca é comunicado qual é o valor exato que corresponde aos 100%. Isto porque, na prática, o que acontece é algo assim: por exemplo, este ano temos um objetivo de crescer 20%, estamos a crescer 40%, e o que fazem é rever sub-repticiamente o objetivo do bónus para que já não considere aqueles 20% iniciais. Compartilhar este post Link para o post
Hammerfall Publicado 9 Dezembro 2025 Citação de Ego Sum, Agora: Clássico. Isso ou mudar regras a meio. Toda a gente sabe quais são os dois ou três indicadores usados para calcular o bónus, mas nunca é comunicado qual é o valor exato que corresponde aos 100%. Isto porque, na prática, o que acontece é algo assim: por exemplo, este ano temos um objetivo de crescer 20%, estamos a crescer 40%, e o que fazem é rever sub-repticiamente o objetivo do bónus para que já não considere aqueles 20% iniciais. Todos os trabalhadores dessa empresa : Pirete, vamos TODOS embora para outro sítio, era bonito isso acontecer e ver esses montes de m*rda agarrados ao crl Compartilhar este post Link para o post
Tibraco Publicado 9 Dezembro 2025 Citação de fns, há 1 hora: 1) E durante anos estava intrinseco na cultura popular portuguesa que o governo do PSD de Passos Coelho foi do pior que aconteceu a isto país. 2) Não interessa o estado do país que levou a termos cá a Troika, só se lembram de quando foram afetados. Lá está, os portugueses não têm essa inteligência de perceber o estado do país e ter visão histórica recente e visão futura. Durante anos e anos o PS pregou que votar em PSD era votar em medidas da troika. E durante anos o PS pregou para a sua política de aumento ligeiro do SMN, aumento ligeirinho das reformas e dos funcionários públicos. Deu para governar vários anos. 3) Até que o Chega entrou nos media portugueses, o seu discurso chegou e está enraizado já em todo o lado. O PS deixou de ter controlo dos assuntos mediáticos políticos. O Chega conseguiu esse espaço público. E é aqui que estamos hoje. Portugueses que votavam num partido de centro esquerda desapareceram? Emigraram? Não. As pessoas não têm cultura política. Se for preciso votam PS, agora votam Chega e daqui a 4 anos votam no PCP. 1) Onde foste buscar essa ideia? É que nem é uma questão de percepção ou opinião, o homem ganhou as eleições mesmo depois de ter governado. 2) Concordo em parte. Como disseste, e bem, o governo do Passos foi imensamente criticado pelas medidas que tomou. No entanto, ganhou as eleições. Isso diz-me que provavelmente os Portugueses não descartaram assim tanto o contexto da Troika. 3) Aqui concordo. O eleitorado, principalmente, nos últimos anos, tornou-se imensamente flutuante. Mas o meu ponto não é esse. Achas que as pessoas são burras por terem votado na Direita. Passe o exagero, entendo o que queres dizer. Mas se são burras por votarem na Direita, não eram inteligentes por votar PS, qual seria a escolha que as tornariam inteligentes? Já aqui falaram do Benfica. Votaram Rui Costa, são burras. Mas aí havia a alternativa de votar Noronha. No caso do país, a alternativa inteligente é votar no Livre/BE/PCP? Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 9 Dezembro 2025 já passei por 4 situações de layoffs (versão moderna do despedimento coletivo, mas por acaso não sei se os despediram mesmo ou se chegaram a acordo) em 2 startups diferentes, desengane-se quem ache que não pode ser despedido. Já vi engenheiros muito bons a serem obrigados a ir embora por receberem muito e um diretor a ir embora porque outro diretor acima dele não gostar dele (polítiquisses) atualmente trabalho numa multinacional e é bastante claro que as avaliações são pré distribuidas, ou seja, eles dizem "só 10% das pessoas é que podem ter uma avaliação de 'exceder as expectativas', os outros 70 recebem 'de acordo com as expectativas', e os outros 20 recebem 'abaixo das expectativas'" ou seja, podem facilmente criar a narrativa que querem para vos mandarem embora nas restantes empresas em que estão 80% das pessoas, nem se quer avaliações há 1 1 Compartilhar este post Link para o post
Tibraco Publicado 9 Dezembro 2025 Citação de Plagio o Original, há 8 minutos: nas restantes empresas em que estão 80% das pessoas, nem se quer avaliações há Felizmente para alguns, diga-se. 1 Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 9 Dezembro 2025 Citação de Tibraco, Agora: Felizmente para alguns, diga-se. 👍 Compartilhar este post Link para o post
fornix Publicado 9 Dezembro 2025 Citação de Hammerfall, há 1 hora: se tens avaliações positivas mediante a tua produtividade, o gajo vai-te mandar embora só porque não gosta que sejas portista? Essa é fácil: enquadra-se, sem dúvidas nenhumas, no despedimento por justa causa. 2 Compartilhar este post Link para o post
Quan Chi Publicado 9 Dezembro 2025 Trabalho há mais de 10 anos e nunca tive objetivos quantitativos, essencialmente pela natureza do trabalho. Sempre qualitativos. É facílimo "brincar" com os objetivos nestas funções. Compartilhar este post Link para o post
Burkina2008 Publicado 9 Dezembro 2025 Citação de Tio Hans, há 2 horas: A lei é. Mas a lei não é cumprida. Repara numa coisa, eu estou na empresa onde trabalho há quase 10 anos. Alguém aqui resolve que eu já não sirvo e querem mandar-me embora. Só têm, grosso modo, 4 opções: Ou extinguem o meu posto de trabalho e não podem contratar/subcontratar ninguém para o meu lugar; Ou fazem um despedimento colectivo e eu sou só 1; Ou me despedem por justa causa (e a história mostra que, neste país, para se ser despedido por justa causa é quase preciso matar alguém); Ou chegam a acordo comigo para a rescisão do contrato, o que, pela palavra acordo se percebe que não é unliateral. Se esta lei for aplicada correctamente, é evidente que é rígida e isso nota-se, p.e., pela quantidade de dinossauros que enchem gabinetes quer no sector público, quer no sector privado. O problema é que não é. E há os abusos, o assédio moral, as pessoas metidas em gabinetes só com uma mesa e uma cadeira e sem nada para fazer, as pressões, o desconhecimento da lei, etc. Citação de noikeee, há 1 hora: É um equilíbrio f*dido de se ter, tanto a nível cultural como de legislação, porque nem a sociedade devia deixar pessoas que são completamente 100% improdutivas a se arrastar a apenas dar prejuízo ao empregador (caso seja privado) e/ou a piorar a qualidade do serviço (caso seja público); mas também as coisas não devem ser como nos USA, em que se o patrão acorda mal disposto e te olha de lado te põe na rua, mesmo que tenhas 30 anos de casa e tenhas uma idade avançada em que é quase impossível arranjar outro emprego. Em vez de se debater como se pode encontrar esse equilíbrio, o que se tem em Portugal é uma impossibilidade teórica de despedir gente, e uma realidade prática de falsos contratos a termo e uma cultura de tentar quebrar psicologicamente as pessoas quando as querem despedir. Tudo errado de cima a baixo. Eu conheco varias realidades, Portugal, Dinamarca, Alemanha como assalariado e Alemanha e States como "patrao" e sem existir uma formula perfeita, acho que Portugal tem um equilibrio muito bom nas leis actuais. Nao sao perfeitas, mas nos States dependendo de cada estado 'e mais ou menos uma bandalheira, na Alemanha e na Dinamarca, sobretudo a nivel de multinacionais existe uma inflexibilidade tao grande que se criam provisoes para gente que fica encostadas apenas porque nao quer trabalhar/actualizar-se. Agora uma coisa 'e certa e aqui 'e que a malta que defende o patronato se engana. Mais flexibilidade, nao 'e apenas desastroso para a pessoa e a sua familia, mas para a sociedade. Basta olhar para os custos sociais, estigma e ate problema medicos de pessoas que de um dia para o outro se veem nessa situacao. E aqui o Estado, que somos todos nos, tem de defender os direitos das pessoas e nao o lucro das empresas. Mesmo o gajo que alguem mencionou, que era director na Romenia e depois voltou para Portugal. Alguem o colocou l'a, se calhar por isso a mulher deixou de trabalhar para ir com ele, tem obrigacoes com imoveis, com os lares dos pais, com o que quer que seja. Agora que ja nao presta, vamos correr com ele? 6 1 Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 9 Dezembro 2025 Citação de Plagio o Original, há 1 hora: já passei por 4 situações de layoffs (versão moderna do despedimento coletivo, mas por acaso não sei se os despediram mesmo ou se chegaram a acordo) em 2 startups diferentes, desengane-se quem ache que não pode ser despedido. Já vi engenheiros muito bons a serem obrigados a ir embora por receberem muito e um diretor a ir embora porque outro diretor acima dele não gostar dele (polítiquisses) atualmente trabalho numa multinacional e é bastante claro que as avaliações são pré distribuidas, ou seja, eles dizem "só 10% das pessoas é que podem ter uma avaliação de 'exceder as expectativas', os outros 70 recebem 'de acordo com as expectativas', e os outros 20 recebem 'abaixo das expectativas'" ou seja, podem facilmente criar a narrativa que querem para vos mandarem embora nas restantes empresas em que estão 80% das pessoas, nem se quer avaliações há Ah, gostava de adicionar: as pessoas foram despedidas no dia. No dia seguinte já lá não estavam. E no slack a foto das pessoas ficou a preto e branco (rip) e o nome das pessoas dizia no fim: (deactivated) Compartilhar este post Link para o post
JGabriel Publicado 9 Dezembro 2025 Citação de Plagio o Original, há 1 hora: atualmente trabalho numa multinacional e é bastante claro que as avaliações são pré distribuidas, ou seja, eles dizem "só 10% das pessoas é que podem ter uma avaliação de 'exceder as expectativas', os outros 70 recebem 'de acordo com as expectativas', e os outros 20 recebem 'abaixo das expectativas'" ou seja, podem facilmente criar a narrativa que querem para vos mandarem embora Começaram a aplicar a fundo essa m*rda este ano na empresa onde estou e à conta disso e de outros critérios de m*rda (relacionados com o valor de mercado da pessoa, seja lá o que crl isso for porque não foram nada claros) tiveram justificação para o meu aumento salarial este ano ser 0. E o meu chefe só disse "não há justificação, a tua performance foi boa, foi simplesmente um ano mau" Depois vim a descobrir que já estava decidido que me iam chutar para outro departamento no final deste ano sem me darem escolha e que outras pessoas na mesma posição que eu foram aumentados. E só me apeteceu desatar ao murro a quem me aparecesse pela frente. Compartilhar este post Link para o post
Ego Sum Publicado 9 Dezembro 2025 Citação de Plagio o Original, há 14 minutos: Ah, gostava de adicionar: as pessoas foram despedidas no dia. No dia seguinte já lá não estavam. E no slack a foto das pessoas ficou a preto e branco (rip) e o nome das pessoas dizia no fim: (deactivated) Isso são despedimentos coletivos, que podem ser ativados situações excepcionais como restruturações de uma empresa (tipo o que aconteceu na Farfetch). Não é algo que se possa ativar ocasionamente pq sim para mandar malta que está encostada embora. Se não for despedimento coletivo, então é porque chegaram a acordo com as pessoas relativamente à indemnização para assinarem rescisão bilateral de contrato. Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 9 Dezembro 2025 Citação de Burkina2008, há 1 hora: Eu conheco varias realidades, Portugal, Dinamarca, Alemanha como assalariado e Alemanha e States como "patrao" e sem existir uma formula perfeita, acho que Portugal tem um equilibrio muito bom nas leis actuais. Nao sao perfeitas, mas nos States dependendo de cada estado 'e mais ou menos uma bandalheira, na Alemanha e na Dinamarca, sobretudo a nivel de multinacionais existe uma inflexibilidade tao grande que se criam provisoes para gente que fica encostadas apenas porque nao quer trabalhar/actualizar-se. Agora uma coisa 'e certa e aqui 'e que a malta que defende o patronato se engana. Mais flexibilidade, nao 'e apenas desastroso para a pessoa e a sua familia, mas para a sociedade. Basta olhar para os custos sociais, estigma e ate problema medicos de pessoas que de um dia para o outro se veem nessa situacao. E aqui o Estado, que somos todos nos, tem de defender os direitos das pessoas e nao o lucro das empresas. Mesmo o gajo que alguem mencionou, que era director na Romenia e depois voltou para Portugal. Alguem o colocou l'a, se calhar por isso a mulher deixou de trabalhar para ir com ele, tem obrigacoes com imoveis, com os lares dos pais, com o que quer que seja. Agora que ja nao presta, vamos correr com ele? Na Alemanha se calhar o works council estar minado a coisa pode ser muito difícilm Compartilhar este post Link para o post
Scirea Publicado 9 Dezembro 2025 CEO do PSI ganham 32 vezes mais do que os trabalhadores – ECO Para quem falou de não haver aumentos nas suas empresas, de não se poder aumentar, da desculpa de não haver dinheiro, etc. Bullshit. Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 9 Dezembro 2025 Citação de Ego Sum, há 6 minutos: Isso são despedimentos coletivos, que podem ser ativados situações excepcionais como restruturações de uma empresa (tipo o que aconteceu na Farfetch). Não é algo que se possa ativar ocasionamente pq sim para mandar malta que está encostada embora. Se não for despedimento coletivo, então é porque chegaram a acordo com as pessoas relativamente à indemnização para assinarem rescisão bilateral de contrato. ok e? vais escolher na mesma quem vai embora. e vai ser de acordo com criterios saidos do olho do cu de alguém Compartilhar este post Link para o post
Burkina2008 Publicado 9 Dezembro 2025 Citação de Tio Hans, há 5 minutos: Na Alemanha se calhar o works council estar minado a coisa pode ser muito difícilm Qualquer empresa com Betriebsrat faz com que qualquer despedimento sem ser por razoes de "compliance" seja impossivel sem chegar a acordo...e qualquer empresa que tenha 200 empregados tem Betreibsrat na maioria das vezes e com 500 ou mais nao conheco um unico caso que nao tenha. Compartilhar este post Link para o post
fns Publicado 9 Dezembro 2025 Citação de aFilipe8, há 3 horas: Ao contrário do que a maioria comenta, há certas medidas que até beneficiam os jovens na entrada do mercado de trabalho. A questão de serem dois anos, ou três anos a ficar efetivo é uma desvantagem, contudo não acho descabido. Um bom profissional tem sempre lugar, temos é de pensar e agir de maneira diferente. As empresas é que têm de ter medo de nos perder e não nós com receio que elas não nos queiram. Podes enumerar e alongar? Estou genuinamente curioso porque nunca li ninguém com esse ponto de vista. Citação de Tibraco, há 3 horas: 1) Onde foste buscar essa ideia? É que nem é uma questão de percepção ou opinião, o homem ganhou as eleições mesmo depois de ter governado. 2) Concordo em parte. Como disseste, e bem, o governo do Passos foi imensamente criticado pelas medidas que tomou. No entanto, ganhou as eleições. Isso diz-me que provavelmente os Portugueses não descartaram assim tanto o contexto da Troika. 3) Aqui concordo. O eleitorado, principalmente, nos últimos anos, tornou-se imensamente flutuante. Mas o meu ponto não é esse. Achas que as pessoas são burras por terem votado na Direita. Passe o exagero, entendo o que queres dizer. Mas se são burras por votarem na Direita, não eram inteligentes por votar PS, qual seria a escolha que as tornariam inteligentes? Já aqui falaram do Benfica. Votaram Rui Costa, são burras. Mas aí havia a alternativa de votar Noronha. No caso do país, a alternativa inteligente é votar no Livre/BE/PCP? 1 - Porque foi a altura em que comecei a interessar-me por política, falar disso com família e amigos e sentia que isso era uma opinião da maioria das pessoas. Mas se calhar tens razão. É uma questão de percepção. Se formos a números o Passos na segunda eleição teve o mesmo número de votos (e mais em termos percentuais) do que o Montenegro este ano. 3 - Não acho que as pessoas sejam burras por mudarem de voto do Chega para o PCP ou do PS para o Ergue-te. Acho é que as pessoas são ignorantes e pouco educadas. Longe disso ser um insulto à inteligência. Para mim a alternativa inteligente seria dar-mos aos portugueses uma educação e uns media mais pro-ativos na informação e que tenham espaços melhores para os partidos explicarem aquilo que defendem e não aquilo que são os debates ao dia de hoje. Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 9 Dezembro 2025 Não sei se é mais triste o debate deste momento, se o facto de um destes poder acabar a ser a escolha menos má numa 2ª volta ☠️ Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 10 Dezembro 2025 (editado) Sindicalização baixou para 7,2%. Sindicatos dizem que mais trabalhadores pagam quotas à revelia das empresas Spoiler O fenómeno é comum a quase todos os países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) e Portugal não foge à regra: nas últimas décadas a taxa de sindicalização tem vindo a ser cada vez mais baixa. Porque é que isto acontece? Mudanças no mundo e no mundo do trabalho em concreto ajudam a explicar o declínio da sindicalização. Mas os sindicatos avisam que não morreram e que, para os trabalhadores, continuam a ser o último apoio quando tudo o resto falha. Os dados mais recentes da OCDE sobre a taxa de sindicalização foram divulgados em Setembro e apontam para uma redução para metade, entre 1985 e o período 2023-2024. A média caiu de 30%, em 1985, para 15%, em 2023-2024, um “declínio abrangente”, com poucos países, como a Islândia e a Bélgica, a contrariar a tendência. Portugal não contraria esta descida. A mesma OCDE dizia que em 1977, ainda no rescaldo do 25 de Abril de 1974, o país tinha das taxas de sindicalização mais elevadas – 63%. Mas, em 2016, já estávamos abaixo da média da OCDE (16,2%), não indo além dos 15,3%. E em 2023, a taxa de sindicalização nacional ficava-se pelos 7,2%. Um valor que tanto a CGTP como a UGT consideram que pecará por defeito. Isto porque este dado oficial só tem em conta a informação prestada pelas empresas e há cada vez mais trabalhadores, dizem representantes das duas organizações, que optam por não descontar directamente do salário a quota para o sindicato, pagando-a directamente. “Há uma dimensão da sindicalização que acontece sem a empresa conhecer”, diz Filipe Marques, da comissão executiva da CGTP e responsável pela área da organização sindical. Aliás, de acordo com os dados que a própria central sindical tem vindo a congregar nos seus congressos, de quatro em quatro anos, em 2024, até houve um aumento de trabalhadores sindicalizados, depois de uma queda anterior: eram 614.088 em 2012, 550.500 em 2016, 556.363 em 2020 e 562.500 em 2024. Opinião idêntica tem Sérgio Monte, secretário-geral-adjunto da UGT. “A taxa de 7% ou 8% é subvalorizada, porque a fonte são os relatórios únicos das empresas, por isso, só se contabiliza quem desconta as quotas directamente. O que sabemos — e isto é rigorosamente verdade — é que há trabalhadores que pagam as quotas aos balcões dos sindicatos porque não querem que a empresa saiba que são sindicalizados, com medo de serem prejudicados na evolução profissional ou na avaliação de desempenho”, diz. “Três décadas gloriosas” Mas, mesmo que a taxa se encontre acima dos valores oficiais, ela estará sempre muito longe do que era há algumas décadas. E isso não é de espantar. Aliás, essa tem sido mais a regra do que a excepção na vida do sindicalismo, conforme explica o sociólogo Elísio Estanque, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. “A redução e fragilização do campo sindical é uma tendência que se vem notando há várias décadas. Houve três décadas gloriosas depois do fim da Segunda Guerra Mundial, até meados dos anos 1970, mas depois, com vários problemas e crises económicas, começou-se a questionar o modelo fordista, que tinha como princípio oferecer a possibilidade de emprego estável e em que o pacto social era respeitado pelos diferentes corpos da sociedade”, diz. Manuel Loff, historiador da Universidade do Porto, faz uma avaliação similar: “O movimento operário e os sindicatos nascidos no século XIX passaram por cerca de cem anos de enorme dificuldade de sindicalização, até à Segunda Guerra Mundial. O único momento da História em que podemos dizer que a sindicalização estava mais disseminada e era muito forte foi entre a Segunda Guerra Mundial e o ataque que os neoliberais como Margaret Thatcher [primeira-ministra britânica] e [o Presidente norte-americano] Ronald Reagan lhe fizeram na década de 1980.” Em Portugal, foi só com a chegada da democracia, em 1974, que aquele crescimento se deu, por isso, não teve tantos anos de um sindicalismo pujante como aconteceu noutros países. As mudanças em curso, logo a partir da década de 1980, levaram à queda gradual da sindicalização. “A análise económica da evolução da globalização do capitalismo, nos últimos 30 anos, sustentada na atomização e precarização das relações do trabalho [contribuiu para a redução do sindicalismo]. A concepção de que o trabalho é algo efémero, que dura pouco, que não dará origem a uma carreira estável, mas é um conjunto de tarefas mais ou menos atomizadas que vamos prestando ao empregador, tem ajudado à não sindicalização”, sustenta o historiador. “Há uma perda do sentido do colectivo no campo do trabalho, a imposição da regra de cada um por si, [de] cada um com o seu contrato, numa permanente prestação de serviços, que tem promovido, sobretudo nos mais novos, não apenas o medo, mas formas perfeitamente clandestinas de articulação com os sindicatos, pagando quotas que não são descontadas pelo empregador”, acrescenta. Elísio Estanque faz uma análise no mesmo sentido, a que junta outra componente. “Temos também a parte do discurso sindical, o funcionamento dos próprios sindicatos, que tendencialmente revelaram uma grande dificuldade, para não dizer incapacidade, para acompanhar as mudanças. Houve algum enquistamento, alguma burocracia, um discurso que se foi repetindo e que foi perdendo alguma credibilidade, sobretudo a capacidade de atingir as camadas mais jovens, com outra mentalidade, já não aberta a um discurso de vitimização, da opressão das classes trabalhadoras. Isto também contribuiu para o desgaste sindical.” Conflitos, salários e tribunais O mundo actual, com o apelo ao consumo e a importância da era digital, “que contribui para o indivíduo se fechar em si próprio ou participar apenas em grupinhos com quem se identifica, esbatendo-se muito o debate de ideias, a leitura, o ter um pensamento mais informado”, destaca o sociólogo, também não ajudam, assim como o facto de os sindicatos por cá, ao contrário do que acontece em vários países europeus, serem meros consultores e não verdadeiros decisores na gestão de diferentes aspectos da vida em sociedade. Algo que é recordado por Sérgio Monte, da UGT: “Na Bélgica, são os sindicatos que gerem o subsídio de emprego, as prestações sociais pagas aos trabalhadores, e isso incute a necessidade de serem sindicalizados. Cá, o que temos? A Constituição diz que os sindicatos devem participar na gestão da Segurança Social, mas o que se fez? Só participamos em conselhos consultivos e isto muda tudo.” Ainda assim, no momento em que CGTP e UGT se juntam para uma greve geral, nenhum dos seus representantes antevê a morte do sindicalismo. A própria OCDE diz que houve um ligeiro crescimento das taxas durante a pandemia – quando os trabalhadores terão enfrentado mais riscos — e Filipe Marques afirma que, nas últimas semanas, há mais pessoas a avançarem com pedidos de pré-sindicalização. “Os trabalhadores sindicalizam-se, sobretudo, por três motivos: conflitos laborais, por reverem no sindicato uma organização combativa na questão salarial e pelo apoio jurídico que recebem. A questão dos salários é algo muito objectivo, porque sentem que individualmente não chegam lá”, diz o responsável da CGTP. Do lado da UGT, Sérgio Monte não tem dúvidas sobre a importância da sindicalização: “Há muita gente a profetizar o fim dos sindicatos, mas estão enganados. Quando tudo falha, o trabalhador tem de ir ao sindicato. Pode dar-se bem com o patrão, ter benesses, mas, se alguma coisa falha, é ao sindicato que vai desaguar.” Sindicalização é menor entre os mais pobres. Precarização e medo ajudam a explicar Spoiler Pode parecer um contra-senso, mas há razões que o explicam e que fazem todo o sentido. Quem ganha mais é quem tem taxas mais elevadas de sindicalização, e não quem tem salários mais baixos. Precarização e medo, por um lado, e carreiras mais estáveis associadas a níveis educacionais mais elevados, por outro, são as razões para isto. Segundo o relatório anual Portugal, Balanço Social 2024, da Nova School of Business & Economics, divulgado em Junho, a filiação sindical no país ficava-se pelos 11,6% entre os trabalhadores mais pobres, um valor superado em mais do dobro (26,8%) quando se olhava para os mais ricos. Para o investigador Elísio Estanque, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, o dado não é surpreendente. “É uma aparente contradição, de acordo com as velhas ideias revolucionárias que os mais carenciados são os que mais se mobilizam, mas na prática nunca foi assim”, diz. Uma eventual explicação para isto prende-se com as qualificações de quem tem uma vida laboral mais estável, argumenta o sociólogo: “O trabalhador que tem uma condição mais desafogada tem, em geral, mais qualificações e mais capacidade para ter um pensamento estratégico, [para] tomar consciência de que é preferível fortalecer o campo sindical do que manter-se no individualismo.” O historiador Manuel Loff acrescenta outras razões para que assim seja. “Se se cruzar as taxas de sindicalização com a idade ou o número de anos dentro de uma função profissional, eu diria que está mais sindicalizado quem tem mais anos de empresa ou de trabalho e tem um contrato com vínculo mais seguro do que quem não o tenha. É essa a experiência que temos em todos os locais de trabalho, quando se convoca qualquer reunião para discutir direitos. Os trabalhadores precários têm medo de participar, de serem vistos nessas reuniões”, afirma. Esta é uma das razões pelas quais Loff, que foi deputado do PCP na Assembleia da República, se bate: “Não há democracia nos locais de trabalho. São regimes profundamente hierárquicos, onde a intimidação é muito frequente. Se queremos protestar, somos advertidos, nuns casos dizendo que assim não se progride na carreira ou que a todo o momento podem revogar o contrato ou alterá-lo”, defende. Entre os representantes das duas principais centrais sindicais, as diferenças nas taxas de sindicalização entre os trabalhadores com rendimentos mais baixos e os que têm rendimentos mais altos também não constituem uma surpresa, como se depreende das palavras de Filipe Marques, da comissão executiva da CGTP, e de Sérgio Monte, secretário-geral-adjunto da UGT. “No ano passado, 74% dos novos contratos celebrados tiveram um vínculo precário e isto tem, é claro, reflexo na sindicalização. O trabalhador precário sofre uma maior pressão, está numa posição mais fragilizada”, diz Filipe Marques. O também responsável pela área da organização sindical na CGTP salvaguarda que, ainda assim, “não se pode generalizar” e que entre os trabalhadores com remunerações mais baixas ou contratos precários a sindicalização também é uma realidade presente, ainda que, por vezes, possa ser feita à margem das empresas. “Não é que não se sindicalizem, vão é ao sindicato fazê-lo directamente, sem a empresa saber”, diz. Sérgio Monte diz ainda que o facto de um trabalhador ter um baixo salário pode ter uma influência muito directa na decisão de não se sindicalizar, por mera incapacidade económica. “Uma filiação sindical mais elevada entre trabalhadores com salário maior resulta, eventualmente, das qualificações destes trabalhadores ou de terem uma carreira que progride, e que é algo que se foi destruindo. Entre os que têm salários mais baixos, muitos não pagam as quotas do sindicato para poupar dinheiro. Conheço muitos. E isto é um dado importante, que poderá justificar, em parte, essa discrepância”, argumenta. 61% dos portugueses concordam com a greve geral, metade dos eleitores AD também Spoiler 61% dos portugueses dizem concordar com a greve geral marcada para esta quinta-feira, de acordo com o barómetro DN/Aximage, uma opinião partilhada por metade dos que votaram na AD e PS nas últimas eleições legislativas (54% e 52% respetivamente) e progressivamente mais unânime entre os simpatizantes dos partidos à esquerda. Para além da unanimidade entre votantes na CDU, também 67% dos apoiantes do Chega apoiam a greve, neste caso contrariando a posição oficial do partido. Até entre os votantes da IL esse é o caso: 67% estão ao lado da greve. Também do ponto de vista socio-demográfico se percebe o relativo consenso social em torno do protesto decretado pela UGT e CGTP: ele é sobretudo maioritário entre os mais jovens (70% dos inquiridos até aos 35 anos), igual entre mulheres e homens (60%) e, naturalmente, mais forte entre classes mais baixas (em torno dos 60%). De acordo com o barómtero, mais de dois terços dos portugueses -- 69% -- manifesta-se a par das alterações ao código laboral que justifica esta greve geral e só 22% se dizem ao lado do Governo, bastante abaixo das intenções de voto manifestadas nos partidos que o compõem. Editado 10 Dezembro 2025 por rcoelho14 Compartilhar este post Link para o post
smashing_pumpkin Publicado 10 Dezembro 2025 (editado) Hoje(ou ontem) o bispo de setúbal veio falar contra a greve, e momentos, e ser pré-presidenciais. Se a comunhão igreja-governo regional já me dá urticária, nem consigo descrever o que isto me dá. É um belo caminho que estamos a percorrer rumo a um grandioso futuro, sim senhor. Editado 10 Dezembro 2025 por smashing_pumpkin 1 Compartilhar este post Link para o post