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Lebohang

Oficial: Rúben Amorim novo treinador do Sporting CP

Publicações recomendadas

Citação de bug, há 20 minutos:

Os adjuntos do Amorim têm 23 e 25 anos. Nada contra. A qualidade não tem idade e o respeito não se impõe, conquista-se.

Mas é estranho como o crl. Ver um puto de 20 e poucos anos a dizer ao Sr. Mathieu o que ele deve fazer.

Então, vão andar em estágios até aos 40?

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Citação de jean-luc godard, há 1 hora:

Onde é que se falou do Palhinha para o Arsenal, ainda mais por 30M? Só se for para o Arsenal de Sarandi

Li um artigo qualquer a meio de janeiro em que o Arsenal estava a ponderar avançar para a compra do palhinha por 30M€, mas sinceramente não me lembro onde foi, e agora não o encontro.

 

Citação de Ghelthon, há 17 minutos:

Ora essa, no Braga pôde sempre ir, tal como o Silas no Sporting. Não consultei as fichas, mas diria que ambos estão/estavam como adjuntos.

Esta época não havia problemas por o novo decreto de lei só entra vigor na próxima, em que a fiscalização deixa de estar sob controlo do IPDJ e passa para a ASAE.

Ontem o do mais futebol falou nisso.

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Um ponto positivo é que se isto tivesse sido a semana passada tinhamos levado com o Rolando 

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Citação

RÚBEN AMORIM É O "NOVO MOURINHO" QUE O SPORTING NÃO QUER ARRISCAR PERDER

Não, este não é um artigo em que Rúben Amorim é apontado como o novo Special One do futebol português. É antes duas cronologias de dois momentos da história do clube de Alvalade. Há quase 20 anos, Luís Duque não arriscou no jovem José Mourinho; desta vez, Frederico Varandas dispôs-se a tudo para não perder a possibilidade de agarrar um jovem talento. Já é antigo o ditado: "quem não arrisca, não petisca".

Era segunda-feira, dia quatro de dezembro. Estávamos em 2000. Numa conferência de imprensa, Luís Duque, antigo presidente do Sporting Clube de Portugal, estava sentado ao lado de Augusto Inácio. Era a despedida do homem que na temporada que virou o século, com uma goleada por 0-4 no terreno do Salgueiros, em Vidal Pinheiro, colocou fim a um jejum de 18 anos em que a turma de Alvalade não venceu o campeonato, mas que tinha começado a época 2000/01 de forma desastrosa.

Os campeões nacionais, até chegarem a este dia, somavam, em todas as competições, nove vitórias, cinco empates e sete derrotas. No meio da estatística, estava um último lugar no Grupo A da Liga dos Campeões, com uns modestos dois pontos fruto de dois empates em Alvalade, frente ao Bayer Leverkusen e ao Real Madrid, uma derrota no estádio da Luz por 3-0 e um quarto lugar no campeonato, a cinco pontos do líder FC Porto, que assentava mal à equipa que envergava o escudo de campeão nacional entre as riscas verdes e brancas.

O Sporting estava mal e o nome que era apontado aos leões causava revolta entre os adeptos. “Inácio, tu até podes ir embora. O que nós não queremos é que venha o Mourinho”, ouve-se um adepto gritar naquela noite de segunda-feira. O treinador do SL Benfica estava de saída da Luz, depois de ter entrado em choque com a direção de Manuel Vilarinho que derrotou Vale e Azevedo nas eleições para a presidência do clube encarnado, afirmando que Toni, o homem que tinha dado o último título de campeão nacional às águias, em 1993/94, era o seu treinador.

José Mourinho tinha 37 anos e estava a ter a sua primeira experiência como treinador principal depois de ter trabalhado com Bobby Robson no Sporting, de ter sido adjunto do mesmo no Porto e no FC Barcelona, clube onde haveria também de ser adjunto do holandês Louis van Gaal. E já na altura era tudo menos consensual.

O técnico sadino pegou numa equipa impaciente, que não ganhava o campeonato há sete anos, com um plantel abaixo dos padrões de outrora e desmotivada depois de um terrível início de época com o alemão Jupp Heynckes, que começava a segunda época ao serviço do Benfica, dois anos depois de ter sido campeão europeu com o Real Madrid. Em cinco jogos, os encarnados conquistaram apenas duas vitórias e Heynckes deixava o clube num sétimo lugar, com os mesmos pontos do Sporting, a dois do Porto, segundo classificado, e a cinco do Sporting de Braga, líder isolado do campeonato.

Mourinho pegava numa equipa com um mau começo, mas ainda longe de ter uma época condenada. Assume a mudança de metodologias, participa na mítica conferência dedicada Sabry (que se tinha queixado à comunicação social de falta de protagonismo e que levou como resposta um "Isto é o Benfica não é o PAOK de Salónica") e o Benfica encarrila. O "novo" Benfica entusiasmava mas o último jogo do técnico setubalense ao serviço das águias seria diante do Sporting, em que venceu categoricamente por 3-0. Era domingo, o Benfica estava em sexto lugar, a dois pontos dos leões e sete dos dragões, primeiros classificados e Mourinho dizia que a sua equipa tinha sido uma “perfeição”.

Da vitória frente ao campeão nacional houve duas coisas a reter: um festejo efusivo de Mourinho para os adeptos do Sporting e uma reunião solicitada à direção do clube da Luz, aquela que tinha sido eleita dias antes mas que não foi visada numa dedicatória do agora Special One aquando da vitória do Benfica sobre o Campomaiorense (realizado já depois das eleições no clube da Luz). Mourinho foi "Mourinho" e fez questão de dedicar essa vitória a quem o convidou a assumir o comando da equipa. Ou seja, Vale e Azevedo.

Vilarinho tinha dito que Toni era o seu treinador, Mourinho queria confiança para o resto da época e, embalado pela vitória por 3-0 frente ao eterno rival, pediu a extensão do seu contrato de trabalho, e da sua equipa técnica, algo que o novo presidente viu como um ultimato e não aceitou. Enquanto esta reunião acontecia, do outro lado da Segunda Circular, na conferência de imprensa em que se comunicava a saída de Augusto Inácio do clube de Alvalade (na sequência, precisamente, da derrota por 3-0 na Luz aos pés do Benfica de Mourinho) os adeptos leoninos contestavam Luís Duque, então presidente da SAD sportinguista, perante os rumores que diziam que o treinador sadino iria atravessar a passadeira para o outro lado da estrada. Na tal conferência de imprensa dizia-se “se ele [José Mourinho] vier, você [Luís Duque] e ele não metem mais o pé em Alvalade”.

Hoje sabemos que foi Fernando Mendes quem sucedeu a Augusto Inácio, como também sabemos que Luís Duque tinha tudo certo para contratar José Mourinho. A história que circulava como facto nos meandros do futebol foi tornada pública em dezembro de 2012, quando o antigo presidente da SAD do Sporting disse que “notáveis, como Pedro Baltazar, impediram que José Mourinho fosse para o Sporting”, lamentando que o clube tenha assim passado ao lado daquela quer seria, possivelmente, a sua melhor década de sempre no futebol, e confirmada meses depois por José Veiga, antigo empresário do treinador setubalense.

"O Mourinho era treinador do Sporting quando uma pessoa responsável saiu de uma reunião connosco. Tudo mudou em duas horas, o tempo que demorámos a chegar a Alvalade. Duas horas depois, estava o Mourinho a ver a conferência de imprensa, a pensar que iria ser anunciado como treinador, mas aconteceu o contrário", revelou Veiga, no programa Linha da Frente, da RTP.

"Em duas horas deixou de ser treinador do Sporting, porque os dirigentes tiveram receio”, sublinhou.

Nessa temporada, o Boavistão sagrou-se campeão. O Sporting foi terceiro, a 15 pontos do primeiro lugar, com três treinadores diferentes (Manuel Fernandes ainda sucedeu a Fernando Mendes) e com um recorde máximo de derrotas do clube em jogos oficiais: 15 (10 no campeonato, quatro na Liga dos Campeões e uma na Taça de Portugal). O Benfica, com um sexto lugar, assinou a pior época da sua história na liga portuguesa e com Toni ao leme. Pode-se dizer que foi este o rasto deixado pela ausência de Mourinho.

Hoje, duas Ligas dos Campeões, uma Taça UEFA, uma Liga Europa, duas ligas italianas, três ligas inglesas, uma liga espanhola, uma liga portuguesa, uma Coppa Italia, uma Supertaça italiana, uma FA Cup, quatro Taças da Liga inglesas, duas Supertaças inglesas, uma Copa del Rey, uma Supertaça espanhola, uma Taça de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira depois, todos sabemos o treinador que o Sporting perdeu. Hoje, o mesmo clube que à 23.ª jornada afunda-se no máximo histórico de derrotas de 2000/01 - também igualado em 2012/13, na pior temporada de sempre dos leões em que a equipa de Alvalade terminou em sétimo lugar, num ano em que foi orientada por quatro treinadores diferentes (Ricardo Sá Pinto, Oceano, Frank Vercauteren e Jesualdo Ferreira) -, contrata Rúben Amorim na tentativa de se reerguer aos ombros de um treinador que, em poucos jogos, mostrou muito futebol.

Equiparar Rúben Amorim ao José Mourinho de hoje poderia ser o início de uma anedota a circular num qualquer grupo de Whatsapp daquela malta que se costuma juntar ao fim de semana para ir à bola. Mas comparar Amorim com aquele Mourinho com apenas 11 jogos como técnico principal ao serviço do Benfica (seis vitórias, três empates e duas derrotas) corre o risco de não ser assim tão descabido.

José Mourinho trazia o conhecimento de adjunto de Bobby Robson e Louis Van Gaal. Rúben Amorim o conhecimento de um ex-jogador de futebol, polivalente, que vestiu as cores do Belenenses, SL Benfica, Sporting de Braga e o Al-Wakrah, do Qatar e que foi treinado por homens como Quique Flores, José Peseiro, Carlos Carvalhal, Leonardo Jardim e, claro, Jorge Jesus.

Mourinho teve um início de carreira tremido. Rúben Amorim também. Como treinador estagiário do Casa Pia, o antigo médio internacional português, foi alvo de um processo do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol por ter dado indicações para dentro de campo, num jogo frente ao Oriental a contar para a segunda liga. A queixa, apresentada pela Associação Nacional dos Treinadores de Futebol, sublinhava que Amorim tinha apenas o Grau I do curso de treinador de futebol e que portanto estava impedido de desempenhar as funções de treinador principal. Uma multa duríssima (14 mil euros), menos seis pontos e cinco jogos à porta fechada para o clube lisboeta e uma suspensão de três meses, uma multa de 2.600 euros e a inibição de ser inscrito como treinador durante um ano para o ex-jogador, levaram a que experiência no Casa Pia fosse mais curta do que o esperado, apesar do bom futebol e dos bons resultados. No início desta temporada, ainda com o grau de treinador de nível II, Amorim assumiu o comando da equipa B do Sporting de Braga, com Micael Sequeira, o seu adjunto, a fazer as vezes de treinador principal, enquanto o antigo médio voltou a estar remetido ao banco. Na segunda turma dos arsenalistas, brilhou com oito vitórias, dois empates e uma derrota e com um futebol assente num sistema de três defesas, linha defensiva subida e trabalhado nas entrelinhas no último terço do campo, o que lhe valeu a chamada à equipa principal do Braga após a saída de Ricardo Sá Pinto.

Rúben Amorim assumiu uma equipa na 10.ª posição do campeonato a 21 pontos do primeiro classificado, o Benfica, na altura. Oito jornadas depois, o Sporting de Braga galgou a tabela calssificativa até à terceira posição. Pelo caminho venceu o FC Porto, no estádio do Dragão (1-2), venceu o Sporting, na Pedreira (1-0), e o Benfica, no estádio da Luz (0-1). Venceu a Taça da Liga, competição onde somou mais duas vitórias sobre os grandes, leões e dragões desta feita. No curto currículo, assinala-se "apenas" o infortúnio da eliminação do Braga nos 16-avos da Liga Europa, aos pés do Glasgow Rangers, com duas derrotas (3-2 e 0-1), as únicas desde que assumiu o comando dos arsenalistas, mas onde deixou muito boa impressão com um futebol de ataque, construtivo e maduro.

Em poucos jogos, o antigo jogador da seleção portuguesa, mostrou ser uma lufada de ar fresco para o futebol português, com muitos a culparem a influência de Jorge Jesus nos tempos em que Amorim, enquanto jogador, foi comandado pelo treinador natural da Amadora, quer no Belenenses, quer no Benfica. No entanto, e apesar de admitir que o perfeccionismo de JJ está lá - para além de algumas das suas ideias, como é exemplo a utilização da linha defensiva -, Amorim diz que a sua referência é outra: José Mourinho.

"Há treinadores que têm uma forma de ver o jogo que eu gosto, como o Guardiola, mas, para mim, a referência é o Mourinho, porque vejo a bola de forma mais parecida com o mister Mourinho, ou seja, analisa muito bem os adversários e mete a sua equipa, não só com um determinado modelo de jogo, mas a pensar muito como é que se adapta para ganhar. E eu sou um bocado assim", confessou em entrevista à Tribuna Expresso.

José e Rúben, Amorim e Mourinho são duas personalidades distintas. Um é um homem de balneário, o outro mestre dos mind games nas conferências de imprensa, mas para além dos inícios de carreira promissores, há algo que no momento em que são aproximados do Sporting os distingue: estão longe de ser unânimes entre os adeptos leoninos.

Se ambos mereciam a natural desconfiança do risco pela curta experiência como técnicos principais, a grande razão que fez e faz a comunidade verde e branca rejeitá-los tem um só motivo: a ligação ao Benfica. Se José Mourinho com os festejos exuberantes na vitória por 3-0 a três de dezembro de 2000 causou o tumulto entre adeptos numa conferência de imprensa, Amorim está a causar os tumultos possíveis 20 anos depois com a sua entrevista ao podcast Maluco Beleza, há dois anos, em que revela que, desde sempre, foi “fanático” pelo Benfica.

Em 2000, a contestação foi decisiva para Mourinho não treinar mais nessa temporada. Hoje, a decisão da direção do Sporting venceu a opinião de muitos e alegadamente irá desembolsar 10 milhões de euros para contar com aquele que espera que seja "o novo Mourinho".

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Citação de bobzz, há 7 minutos:

Um ponto positivo é que se isto tivesse sido a semana passada tinhamos levado com o Rolando 

Temos o Ilori, duvido que o Rolando consiga ser pior.

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Citação de Lebohang, há 13 minutos:
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RÚBEN AMORIM É O "NOVO MOURINHO" QUE O SPORTING NÃO QUER ARRISCAR PERDER

Não, este não é um artigo em que Rúben Amorim é apontado como o novo Special One do futebol português. É antes duas cronologias de dois momentos da história do clube de Alvalade. Há quase 20 anos, Luís Duque não arriscou no jovem José Mourinho; desta vez, Frederico Varandas dispôs-se a tudo para não perder a possibilidade de agarrar um jovem talento. Já é antigo o ditado: "quem não arrisca, não petisca".

Era segunda-feira, dia quatro de dezembro. Estávamos em 2000. Numa conferência de imprensa, Luís Duque, antigo presidente do Sporting Clube de Portugal, estava sentado ao lado de Augusto Inácio. Era a despedida do homem que na temporada que virou o século, com uma goleada por 0-4 no terreno do Salgueiros, em Vidal Pinheiro, colocou fim a um jejum de 18 anos em que a turma de Alvalade não venceu o campeonato, mas que tinha começado a época 2000/01 de forma desastrosa.

Os campeões nacionais, até chegarem a este dia, somavam, em todas as competições, nove vitórias, cinco empates e sete derrotas. No meio da estatística, estava um último lugar no Grupo A da Liga dos Campeões, com uns modestos dois pontos fruto de dois empates em Alvalade, frente ao Bayer Leverkusen e ao Real Madrid, uma derrota no estádio da Luz por 3-0 e um quarto lugar no campeonato, a cinco pontos do líder FC Porto, que assentava mal à equipa que envergava o escudo de campeão nacional entre as riscas verdes e brancas.

O Sporting estava mal e o nome que era apontado aos leões causava revolta entre os adeptos. “Inácio, tu até podes ir embora. O que nós não queremos é que venha o Mourinho”, ouve-se um adepto gritar naquela noite de segunda-feira. O treinador do SL Benfica estava de saída da Luz, depois de ter entrado em choque com a direção de Manuel Vilarinho que derrotou Vale e Azevedo nas eleições para a presidência do clube encarnado, afirmando que Toni, o homem que tinha dado o último título de campeão nacional às águias, em 1993/94, era o seu treinador.

José Mourinho tinha 37 anos e estava a ter a sua primeira experiência como treinador principal depois de ter trabalhado com Bobby Robson no Sporting, de ter sido adjunto do mesmo no Porto e no FC Barcelona, clube onde haveria também de ser adjunto do holandês Louis van Gaal. E já na altura era tudo menos consensual.

O técnico sadino pegou numa equipa impaciente, que não ganhava o campeonato há sete anos, com um plantel abaixo dos padrões de outrora e desmotivada depois de um terrível início de época com o alemão Jupp Heynckes, que começava a segunda época ao serviço do Benfica, dois anos depois de ter sido campeão europeu com o Real Madrid. Em cinco jogos, os encarnados conquistaram apenas duas vitórias e Heynckes deixava o clube num sétimo lugar, com os mesmos pontos do Sporting, a dois do Porto, segundo classificado, e a cinco do Sporting de Braga, líder isolado do campeonato.

Mourinho pegava numa equipa com um mau começo, mas ainda longe de ter uma época condenada. Assume a mudança de metodologias, participa na mítica conferência dedicada Sabry (que se tinha queixado à comunicação social de falta de protagonismo e que levou como resposta um "Isto é o Benfica não é o PAOK de Salónica") e o Benfica encarrila. O "novo" Benfica entusiasmava mas o último jogo do técnico setubalense ao serviço das águias seria diante do Sporting, em que venceu categoricamente por 3-0. Era domingo, o Benfica estava em sexto lugar, a dois pontos dos leões e sete dos dragões, primeiros classificados e Mourinho dizia que a sua equipa tinha sido uma “perfeição”.

Da vitória frente ao campeão nacional houve duas coisas a reter: um festejo efusivo de Mourinho para os adeptos do Sporting e uma reunião solicitada à direção do clube da Luz, aquela que tinha sido eleita dias antes mas que não foi visada numa dedicatória do agora Special One aquando da vitória do Benfica sobre o Campomaiorense (realizado já depois das eleições no clube da Luz). Mourinho foi "Mourinho" e fez questão de dedicar essa vitória a quem o convidou a assumir o comando da equipa. Ou seja, Vale e Azevedo.

Vilarinho tinha dito que Toni era o seu treinador, Mourinho queria confiança para o resto da época e, embalado pela vitória por 3-0 frente ao eterno rival, pediu a extensão do seu contrato de trabalho, e da sua equipa técnica, algo que o novo presidente viu como um ultimato e não aceitou. Enquanto esta reunião acontecia, do outro lado da Segunda Circular, na conferência de imprensa em que se comunicava a saída de Augusto Inácio do clube de Alvalade (na sequência, precisamente, da derrota por 3-0 na Luz aos pés do Benfica de Mourinho) os adeptos leoninos contestavam Luís Duque, então presidente da SAD sportinguista, perante os rumores que diziam que o treinador sadino iria atravessar a passadeira para o outro lado da estrada. Na tal conferência de imprensa dizia-se “se ele [José Mourinho] vier, você [Luís Duque] e ele não metem mais o pé em Alvalade”.

Hoje sabemos que foi Fernando Mendes quem sucedeu a Augusto Inácio, como também sabemos que Luís Duque tinha tudo certo para contratar José Mourinho. A história que circulava como facto nos meandros do futebol foi tornada pública em dezembro de 2012, quando o antigo presidente da SAD do Sporting disse que “notáveis, como Pedro Baltazar, impediram que José Mourinho fosse para o Sporting”, lamentando que o clube tenha assim passado ao lado daquela quer seria, possivelmente, a sua melhor década de sempre no futebol, e confirmada meses depois por José Veiga, antigo empresário do treinador setubalense.

"O Mourinho era treinador do Sporting quando uma pessoa responsável saiu de uma reunião connosco. Tudo mudou em duas horas, o tempo que demorámos a chegar a Alvalade. Duas horas depois, estava o Mourinho a ver a conferência de imprensa, a pensar que iria ser anunciado como treinador, mas aconteceu o contrário", revelou Veiga, no programa Linha da Frente, da RTP.

"Em duas horas deixou de ser treinador do Sporting, porque os dirigentes tiveram receio”, sublinhou.

Nessa temporada, o Boavistão sagrou-se campeão. O Sporting foi terceiro, a 15 pontos do primeiro lugar, com três treinadores diferentes (Manuel Fernandes ainda sucedeu a Fernando Mendes) e com um recorde máximo de derrotas do clube em jogos oficiais: 15 (10 no campeonato, quatro na Liga dos Campeões e uma na Taça de Portugal). O Benfica, com um sexto lugar, assinou a pior época da sua história na liga portuguesa e com Toni ao leme. Pode-se dizer que foi este o rasto deixado pela ausência de Mourinho.

Hoje, duas Ligas dos Campeões, uma Taça UEFA, uma Liga Europa, duas ligas italianas, três ligas inglesas, uma liga espanhola, uma liga portuguesa, uma Coppa Italia, uma Supertaça italiana, uma FA Cup, quatro Taças da Liga inglesas, duas Supertaças inglesas, uma Copa del Rey, uma Supertaça espanhola, uma Taça de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira depois, todos sabemos o treinador que o Sporting perdeu. Hoje, o mesmo clube que à 23.ª jornada afunda-se no máximo histórico de derrotas de 2000/01 - também igualado em 2012/13, na pior temporada de sempre dos leões em que a equipa de Alvalade terminou em sétimo lugar, num ano em que foi orientada por quatro treinadores diferentes (Ricardo Sá Pinto, Oceano, Frank Vercauteren e Jesualdo Ferreira) -, contrata Rúben Amorim na tentativa de se reerguer aos ombros de um treinador que, em poucos jogos, mostrou muito futebol.

Equiparar Rúben Amorim ao José Mourinho de hoje poderia ser o início de uma anedota a circular num qualquer grupo de Whatsapp daquela malta que se costuma juntar ao fim de semana para ir à bola. Mas comparar Amorim com aquele Mourinho com apenas 11 jogos como técnico principal ao serviço do Benfica (seis vitórias, três empates e duas derrotas) corre o risco de não ser assim tão descabido.

José Mourinho trazia o conhecimento de adjunto de Bobby Robson e Louis Van Gaal. Rúben Amorim o conhecimento de um ex-jogador de futebol, polivalente, que vestiu as cores do Belenenses, SL Benfica, Sporting de Braga e o Al-Wakrah, do Qatar e que foi treinado por homens como Quique Flores, José Peseiro, Carlos Carvalhal, Leonardo Jardim e, claro, Jorge Jesus.

Mourinho teve um início de carreira tremido. Rúben Amorim também. Como treinador estagiário do Casa Pia, o antigo médio internacional português, foi alvo de um processo do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol por ter dado indicações para dentro de campo, num jogo frente ao Oriental a contar para a segunda liga. A queixa, apresentada pela Associação Nacional dos Treinadores de Futebol, sublinhava que Amorim tinha apenas o Grau I do curso de treinador de futebol e que portanto estava impedido de desempenhar as funções de treinador principal. Uma multa duríssima (14 mil euros), menos seis pontos e cinco jogos à porta fechada para o clube lisboeta e uma suspensão de três meses, uma multa de 2.600 euros e a inibição de ser inscrito como treinador durante um ano para o ex-jogador, levaram a que experiência no Casa Pia fosse mais curta do que o esperado, apesar do bom futebol e dos bons resultados. No início desta temporada, ainda com o grau de treinador de nível II, Amorim assumiu o comando da equipa B do Sporting de Braga, com Micael Sequeira, o seu adjunto, a fazer as vezes de treinador principal, enquanto o antigo médio voltou a estar remetido ao banco. Na segunda turma dos arsenalistas, brilhou com oito vitórias, dois empates e uma derrota e com um futebol assente num sistema de três defesas, linha defensiva subida e trabalhado nas entrelinhas no último terço do campo, o que lhe valeu a chamada à equipa principal do Braga após a saída de Ricardo Sá Pinto.

Rúben Amorim assumiu uma equipa na 10.ª posição do campeonato a 21 pontos do primeiro classificado, o Benfica, na altura. Oito jornadas depois, o Sporting de Braga galgou a tabela calssificativa até à terceira posição. Pelo caminho venceu o FC Porto, no estádio do Dragão (1-2), venceu o Sporting, na Pedreira (1-0), e o Benfica, no estádio da Luz (0-1). Venceu a Taça da Liga, competição onde somou mais duas vitórias sobre os grandes, leões e dragões desta feita. No curto currículo, assinala-se "apenas" o infortúnio da eliminação do Braga nos 16-avos da Liga Europa, aos pés do Glasgow Rangers, com duas derrotas (3-2 e 0-1), as únicas desde que assumiu o comando dos arsenalistas, mas onde deixou muito boa impressão com um futebol de ataque, construtivo e maduro.

Em poucos jogos, o antigo jogador da seleção portuguesa, mostrou ser uma lufada de ar fresco para o futebol português, com muitos a culparem a influência de Jorge Jesus nos tempos em que Amorim, enquanto jogador, foi comandado pelo treinador natural da Amadora, quer no Belenenses, quer no Benfica. No entanto, e apesar de admitir que o perfeccionismo de JJ está lá - para além de algumas das suas ideias, como é exemplo a utilização da linha defensiva -, Amorim diz que a sua referência é outra: José Mourinho.

"Há treinadores que têm uma forma de ver o jogo que eu gosto, como o Guardiola, mas, para mim, a referência é o Mourinho, porque vejo a bola de forma mais parecida com o mister Mourinho, ou seja, analisa muito bem os adversários e mete a sua equipa, não só com um determinado modelo de jogo, mas a pensar muito como é que se adapta para ganhar. E eu sou um bocado assim", confessou em entrevista à Tribuna Expresso.

José e Rúben, Amorim e Mourinho são duas personalidades distintas. Um é um homem de balneário, o outro mestre dos mind games nas conferências de imprensa, mas para além dos inícios de carreira promissores, há algo que no momento em que são aproximados do Sporting os distingue: estão longe de ser unânimes entre os adeptos leoninos.

Se ambos mereciam a natural desconfiança do risco pela curta experiência como técnicos principais, a grande razão que fez e faz a comunidade verde e branca rejeitá-los tem um só motivo: a ligação ao Benfica. Se José Mourinho com os festejos exuberantes na vitória por 3-0 a três de dezembro de 2000 causou o tumulto entre adeptos numa conferência de imprensa, Amorim está a causar os tumultos possíveis 20 anos depois com a sua entrevista ao podcast Maluco Beleza, há dois anos, em que revela que, desde sempre, foi “fanático” pelo Benfica.

Em 2000, a contestação foi decisiva para Mourinho não treinar mais nessa temporada. Hoje, a decisão da direção do Sporting venceu a opinião de muitos e alegadamente irá desembolsar 10 milhões de euros para contar com aquele que espera que seja "o novo Mourinho".

Saudades do tempo em que os adeptos assistiam às conferencias de imprensa!!!!

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Curiosamente, e mesmo que possa parecer estranho, acho sinceramente que, desta vez, todos temos um pouco de razão.

Ainda que qualquer semelhança com a realidade possa ser mera coincidência, a realidade é que, historicamente, o Sporting é o 3º grande. Em conformidade com um estatuto que nem sempre tem relevância prática, as direções assumem uma (irreal) candidatura ao título e montam um plantel que, no mínimo, teria de fazer 3º lugar todos os anos. 

Assim, e isolando este aspecto, o Amorim encontra-se mais perto de estar num grande com esta proposta do que continuar no Braga. Sejamos honestes. O dito salto seja para onde for é mais provável, por mais conhecido, do Sporting do que do Braga.

Do ponto de vista do desafio e/ou ego, a coisa fica ali a meio caminho. Se é desafiante fazer mais do que o 4º lugar com o Braga, a verdade é que a última década habituou-nos a ter isso como uma verdade. Não raras foram as vezes onde o Braga, na qualidade de outsider, surpreendeu. O Salvador - e bem - insiste em manter o rótulo de outsider, mas a verdade é que este Braga já é um jovem adulto e, se isolarmos as últimas épocas, em campo e nos gabinetes da direção, teria de estar colocado à frente do Sporting. 

Porém, fazer 2º ou 3º no Braga é, entre as devias e grandes aspas, normal. Não teria esse resultado o efeito que teve o Braga de Domingos ou de outros que lhe seguiram. Nem tão pouco o Paços do Fonseca. E, nessa medida, ainda que o risco seja maior, o potencial pagamento também é. Já ser campeão com o Braga seria algo para entrar nos anais da história. Todavia, não considero que, no estado atual do futebol consigam fazê-lo. 

O que me leva a acreditar que o projeto  que o Sporting lhe apresentou seja para ele ser campeão. Dar-lhe estes meses para preparar a próxima época, dar-lhe carta branca para as contratações e, acima de tudo, deve haver algum dinheiro prometido. Nunca tomei o Amorim por estúpido, não era agora que ia começar a sê-lo, acho. 

E isto representa algo de desconfortável para os Sportinguistas atentos. Todas as soluções de carta branca para um treinador, historicamente, pouco resultaram. Não é como contratar um DD, errar e no plantel há outro. O investimento de 10M, o salário anual e a hipotética carta branca dada a um lampião, rapidamente se podem virar contra o RA e o FV. E é aqui que eu acho que o Amorim está a confiar cegamente no seu trabalho. Estou convicto que ele acredita piamente nas suas capacidades e que não teme uma entrada em falso, pelo que a história de ele ser benfiquista, acabará esquecida. Porém se os resultados não aparecerem, e rápido, tanto ele como o Varandas vão de canoa em questão de semanas. 

Em todo o caso, parece-me o desespero total do Varandas. O Sporting nos últimos andado tem andado a reboque do Benfica. Tudo é copiado mas com materiais de menor qualidade. Os processos, dada a urgência em copiar, são encurtados. É como fazer um bolo, estar lá dito que tem de ficar 20 minutos a 200º e o Sporting achar que em 10 minutos a 400º o resultado é o mesmo. 9 grávidas não fazem um bebé num mês..

E aqui parece-me que é isso que o Varandas quer, à força. Tentar o sucesso que Benfica e Porto tiveram com este tipo de apostas. Falta ai é uma ou duas variáveis: talento atual e reforços. E é por aqui que acho que o peixe vai morrer. Podem ter a next big thing, mas sem ovos não há mesmo omeletes.

Por último, uma palavra ao Silas. Foi um tipo humilde, ganhou a minha simpatia. Ali, sozinho, abandonado, por uma estrutura. Anunciou a saída (decisão tomada 4 dias antes) e o próximo treinador. E o Varandas, onde estava? E o Hugo Viana? O Beto? Estes dois últimos o que fazem no Sporting mesmo? Que momento folclórico, mais um. 

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Citação de Bazuka, há 2 horas:

Esta época não havia problemas por o novo decreto de lei só entra vigor na próxima, em que a fiscalização deixa de estar sob controlo do IPDJ e passa para a ASAE.

Ontem o do mais futebol falou nisso.

Ah, não sabia. Treina da bancada, sem stress.

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Citação de w0, há 1 hora:

Curiosamente, e mesmo que possa parecer estranho, acho sinceramente que, desta vez, todos temos um pouco de razão.

Ainda que qualquer semelhança com a realidade possa ser mera coincidência, a realidade é que, historicamente, o Sporting é o 3º grande. Em conformidade com um estatuto que nem sempre tem relevância prática, as direções assumem uma (irreal) candidatura ao título e montam um plantel que, no mínimo, teria de fazer 3º lugar todos os anos. 

Assim, e isolando este aspecto, o Amorim encontra-se mais perto de estar num grande com esta proposta do que continuar no Braga. Sejamos honestes. O dito salto seja para onde for é mais provável, por mais conhecido, do Sporting do que do Braga.

Do ponto de vista do desafio e/ou ego, a coisa fica ali a meio caminho. Se é desafiante fazer mais do que o 4º lugar com o Braga, a verdade é que a última década habituou-nos a ter isso como uma verdade. Não raras foram as vezes onde o Braga, na qualidade de outsider, surpreendeu. O Salvador - e bem - insiste em manter o rótulo de outsider, mas a verdade é que este Braga já é um jovem adulto e, se isolarmos as últimas épocas, em campo e nos gabinetes da direção, teria de estar colocado à frente do Sporting. 

Porém, fazer 2º ou 3º no Braga é, entre as devias e grandes aspas, normal. Não teria esse resultado o efeito que teve o Braga de Domingos ou de outros que lhe seguiram. Nem tão pouco o Paços do Fonseca. E, nessa medida, ainda que o risco seja maior, o potencial pagamento também é. Já ser campeão com o Braga seria algo para entrar nos anais da história. Todavia, não considero que, no estado atual do futebol consigam fazê-lo. 

O que me leva a acreditar que o projeto  que o Sporting lhe apresentou seja para ele ser campeão. Dar-lhe estes meses para preparar a próxima época, dar-lhe carta branca para as contratações e, acima de tudo, deve haver algum dinheiro prometido. Nunca tomei o Amorim por estúpido, não era agora que ia começar a sê-lo, acho. 

E isto representa algo de desconfortável para os Sportinguistas atentos. Todas as soluções de carta branca para um treinador, historicamente, pouco resultaram. Não é como contratar um DD, errar e no plantel há outro. O investimento de 10M, o salário anual e a hipotética carta branca dada a um lampião, rapidamente se podem virar contra o RA e o FV. E é aqui que eu acho que o Amorim está a confiar cegamente no seu trabalho. Estou convicto que ele acredita piamente nas suas capacidades e que não teme uma entrada em falso, pelo que a história de ele ser benfiquista, acabará esquecida. Porém se os resultados não aparecerem, e rápido, tanto ele como o Varandas vão de canoa em questão de semanas. 

Em todo o caso, parece-me o desespero total do Varandas. O Sporting nos últimos andado tem andado a reboque do Benfica. Tudo é copiado mas com materiais de menor qualidade. Os processos, dada a urgência em copiar, são encurtados. É como fazer um bolo, estar lá dito que tem de ficar 20 minutos a 200º e o Sporting achar que em 10 minutos a 400º o resultado é o mesmo. 9 grávidas não fazem um bebé num mês..

E aqui parece-me que é isso que o Varandas quer, à força. Tentar o sucesso que Benfica e Porto tiveram com este tipo de apostas. Falta ai é uma ou duas variáveis: talento atual e reforços. E é por aqui que acho que o peixe vai morrer. Podem ter a next big thing, mas sem ovos não há mesmo omeletes.

Por último, uma palavra ao Silas. Foi um tipo humilde, ganhou a minha simpatia. Ali, sozinho, abandonado, por uma estrutura. Anunciou a saída (decisão tomada 4 dias antes) e o próximo treinador. E o Varandas, onde estava? E o Hugo Viana? O Beto? Estes dois últimos o que fazem no Sporting mesmo? Que momento folclórico, mais um. 

Concordo com tudo mas acrescento uma coisa.

Falta ao Sporting um presidente que perceba que é muita mais vantajoso e ajuizado preparar o clube para N+5 do que para ser campeão no próximo ano. O Sporting foi campeão em 99/00 e 01/02 e logo ai se via que eram acontecimentos isolados, nunca houve uma linha condutora no clube. 

Não sou nada contra o Amorim, aliás gosto bastante dele. Mas 10M? Isto é só gestão danosa, andamos a brincar às empresas e aos clubes.

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Citação de Lewa, Agora:

Falta ao Sporting um presidente que perceba que é muita mais vantajoso e ajuizado preparar o clube para N+5 do que para ser campeão no próximo ano.

Tenho visto muita gente a escrever isto, mas isto consiste exatamente no quê? Plantel low-cost? Assumir que o objetivo é ficar à frente do SC Braga? Que presidente consegue sobreviver ao passar essa mensagem, se como as coisas estão já é como é?

Para além de que o fio condutor desse pensamento pode não resultar em nada, enquanto o Sporting reduz nos custos o Benfica continua a seguir viagem e a cavar ainda mais o fosso entre os dois, quando chegar ao N+5 a diferença entre os dois clubes poderá ser exatamente a diferença que existe agora. Aliás, é o cenário mais provável.

A realidade é que o Presidente tem de assumir riscos, é melhor do que oferecer os lugares de Champions de bandeja ao Benfica e Porto. O BdC assumiu um em 2015, não deu para ser campeão mas ele fez o movimento no mercado de verão que mais probabilidades lhe dava de ter uma época de sucesso. O Varandas acha que é o Amorim. Agora é dar-lhe o benefício da dúvida em vez de andar a pedir todos os jogos que vá para a rua.

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para o Amorim não é apenas trocar o Braga pelo Sporting, e já isso deveria ser o suficientemente apetitoso para uma pessoa minimamente ambiciosa (tal como o emprego no Milan ou na Lazio ainda é uma diferença consideravel apesar do futebol jogado).

Ele tá em Braga desde Setembro, mas é um Lisboeta desde sempre. Volta a casa que provavelmente deve ter comprada em Lisboa, para junto dos pais (e avôs dos filhos dele), a unica coisa chata é q ta (digo eu) mais perto da sogra mas para além disso vai mamar um salário não correspondente ao que já mostrou ...

 

Editado por Kendrick Lmao
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Citação de Mica, há 7 minutos:

Tenho visto muita gente a escrever isto, mas isto consiste exatamente no quê? Plantel low-cost? Assumir que o objetivo é ficar à frente do SC Braga? Que presidente consegue sobreviver ao passar essa mensagem, se como as coisas estão já é como é?

Para além de que o fio condutor desse pensamento pode não resultar em nada, enquanto o Sporting reduz nos custos o Benfica continua a seguir viagem e a cavar ainda mais o fosso entre os dois, quando chegar ao N+5 a diferença entre os dois clubes poderá ser exatamente a diferença que existe agora. Aliás, é o cenário mais provável.

A realidade é que o Presidente tem de assumir riscos, é melhor do que oferecer os lugares de Champions de bandeja ao Benfica e Porto. O BdC assumiu um em 2015, não deu para ser campeão mas ele fez o movimento no mercado de verão que mais probabilidades lhe dava de ter uma época de sucesso. O Varandas acha que é o Amorim. Agora é dar-lhe o benefício da dúvida em vez de andar a pedir todos os jogos que vá para a rua.

Não, nada a ver com low cost.

Assumir que o objectivo é colocar o clube numa posição mais próxima de ganhar o campeonato more often than not e isso demora tempo mas que os Sportinguistas têm de perceber que é um tempo necessário (desde que haja estratégia e neste "projecto" não há). Ninguém falou em reduzir custos, só tu. 

Se me estás a perguntar se fosse eu o presidente ou quem dirige o futebol posso então fazer um post bem mais longo sobre o que penso ser o caminho mais certo. O Sporting tem dois tipos de problema onde podemos fazer uma analogia com o Passivo na contabilidade. Tem o passivo corrente que é para resolver no prazo de 1 ano e depois tem o Passivo não corrente que é para resolver a longo prazo. No topo disso nunca teve ninguém com a capacidade de não tentar resolver tudo ao mesmo tempo sem qualquer plano.

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Citação de Lewa, há 10 minutos:

Não, nada a ver com low cost.

Assumir que o objectivo é colocar o clube numa posição mais próxima de ganhar o campeonato more often than not e isso demora tempo mas que os Sportinguistas têm de perceber que é um tempo necessário (desde que haja estratégia e neste "projecto" não há). Ninguém falou em reduzir custos, só tu. 

Por isso é que te perguntei em que consistia pois não estava a entender exatamente onde querias chegar. No fundo o objetivo que queres ver assumido é a mensagem que os sportinguistas interiorizam todos os anos, nada vai mudar então. Nenhum sportinguista chega a julho a pensar "temos boas hipóteses de sermos campeões", portanto, não sabendo literalmente qual foi o discurso do Varandas, não deve ter andado muito longe do que pensas ser o discurso certo.

O plano do Varandas é claro, é evitar cenários de bancarrota e tentar competir com os dois da frente. Acho que se está a safar no primeiro ponto, para o segundo sacou agora a cartada final. Vamos esperar para ver...

More often than not não significa que o consiga efetivamente, e também não significa que não seja essa a ideia. Quando houverem eleições penalizem-no por não conseguir.

Editado por Mica

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Citação de Ghelthon, há 1 hora:

Ah, não sabia. Treina da bancada, sem stress.

Se durante a semana todos trabalharem bem e perceberem o modelo de jogo e os vários cenários planeados, o Rúben Amorim até pode estar no café a beber umas bjecas enquanto assiste ao jogo. 

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Citação de bug, há 4 horas:

Os adjuntos do Amorim têm 23 e 25 anos. Nada contra. A qualidade não tem idade e o respeito não se impõe, conquista-se.

Mas é estranho como o crl. Ver um puto de 20 e poucos anos a dizer ao Sr. Mathieu o que ele deve fazer.

Quando comecei a treinar, os meus jogadores eram os meus ex-colegas com quem joguei vários anos até ali. Não era propriamente a situação mais fácil, especialmente com os GR, que era a parte do treino onde estava mais envolvido, mas havia um treinador principal mais velho e com mais experiência, então passou-se bem.

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espero que a visita do fisco sirva para apreender todas as tranches de 10M€ que encontrem por alvalade

Editado por spaceman

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Citação de Mica, há 1 hora:

Tenho visto muita gente a escrever isto, mas isto consiste exatamente no quê? Plantel low-cost? Assumir que o objetivo é ficar à frente do SC Braga? Que presidente consegue sobreviver ao passar essa mensagem, se como as coisas estão já é como é?

Para além de que o fio condutor desse pensamento pode não resultar em nada, enquanto o Sporting reduz nos custos o Benfica continua a seguir viagem e a cavar ainda mais o fosso entre os dois, quando chegar ao N+5 a diferença entre os dois clubes poderá ser exatamente a diferença que existe agora. Aliás, é o cenário mais provável.

A realidade é que o Presidente tem de assumir riscos, é melhor do que oferecer os lugares de Champions de bandeja ao Benfica e Porto. O BdC assumiu um em 2015, não deu para ser campeão mas ele fez o movimento no mercado de verão que mais probabilidades lhe dava de ter uma época de sucesso. O Varandas acha que é o Amorim. Agora é dar-lhe o benefício da dúvida em vez de andar a pedir todos os jogos que vá para a rua.

Que presidente consegue sobreviver aos milhares de adeptos que pensam como tu?

Isto é

Não interessa sermos campeões. Não interessa jogar bem ou apostar nos putos ou numa base sólida para o futuro do clube. O que interessa é garantir que não perdemos para o Benfica. Interessa não perdermos por 5-0 mesmo que depois percamos todos os jogos contra equipas da metade inferior da tabela. Interessa que os outros dois estarolas não tenham mais que nós. Sempre essa visão "à velha da janela" que só quer ver o que se passa do outro lado sem se preocupar com a casa dela que pode estar a arder. 

Claro que se somos campeões "basicamente" significa que fomos melhores que o Benfica ou o Porto (dependendo de quem o adepto sportiniguista mais odeia, será mais valorizado um ou outro). Mas mais uma vez a quantidade de adeptos que apenas quer ser campeão e, acima disso, garantir que somos melhores que o Benfica continua a ser absurda. 

Portanto, pelo menos para mim, um projecto desses com futuro é cagar no que a a malta selvagem e esfomeada por resultados JÁ, AGORA, NESTE MOMENTO, diz, e realmente investir nisso a médio longo prazo.

P.S - É tudo muito bonito de se escrever, mas toda a gente sabe que um presidente que diga isto não vai receber votos suficientes nem vai ter apoio de ninguém. O difícil é mesmo agradar a toda a gente, mesmo que por entre linhas, conseguir sacar uns resultados bons mas, acima de tudo, mostrar que temos futuro pela frente para que a malta não baixe os braços. Acho que é na mesma linha da malta que adora ver Battaglias e Rinaudos da vida a correr 15km's por jogo atrás da bola e mostrar as garras do leão em vez de um potencial Iniesta ou Beckham a distribuir chocolate (lol)

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Citação de w0, há 1 hora:

E aqui parece-me que é isso que o Varandas quer, à força. Tentar o sucesso que Benfica e Porto tiveram com este tipo de apostas. Falta ai é uma ou duas variáveis: talento atual e reforços. E é por aqui que acho que o peixe vai morrer. Podem ter a next big thing, mas sem ovos não há mesmo omeletes.

Eu concordo com todo o post, mas este parágrafo resume grande parte deste negócio, no que ao futebol propriamente dito diz respeito.

Ao contrário de outros períodos - incluindo aquele que o BdC encontrou quando chegou ao clube, em 2013 -, o Sporting não tem assim tanto talento nos seus quadros quanto isso. Metade do plantel actual não serve para um clube que terá sempre, no mínimo, de correr por fora na luta pelo título (e não há como fugir a este crónico objectivo, nenhum presidente ou treinador conseguirá aguentar muito tempo no clube se não possuir essa ambição).

E quando digo "metade", é mesmo metade. Ao contrário de outros períodos, não são jogadores que não estejam a render. Não são atletas cuja opinião da maioria dos adeptos vá mudar radicalmente ao sabor da onda, consoante o que apresentam em campo (como acontece regularmente nos plantéis em sub-rendimento). São só jogadores sem a qualidade necessária para jogarem a este nível e que prejudicam bastante estando no plantel e tendo minutos. Quanto mais não seja, porque ajudam a normalizar a ideia de que a qualidade média do jogador do Sporting é claramente inferior à do jogador do Benfica ou do Porto (quando o objectivo é precisamente caminhar no sentido inverso).

Aproveitam-se 13/14 jogadores do plantel actual, se tanto, e há mais 6/7 jogadores que poderão acrescentar valor no imediato e/ou mais a médio-prazo, entre regressos de empréstimos e a formação (nomeadamente, os sub-23, onde a composição das equipas nem tem sido totalmente má). Daqueles 13/14, no entanto, convém ainda lembrar que há activos como Coates, Acuña ou Wendel - cujas vendas podem ser importantes e/ou inevitáveis -, e há o Mathieu, que está cá por caridade e que me parece querer ir terminar a carreira a França já a partir deste Verão.

Pela primeira vez, não consigo encontrar um cenário plausível e minimamente realista para o clube que não envolva 5/6 contratações no mercado de transferências deste Verão, se a ideia é devolver a competitividade pelos primeiros lugares ao Sporting (e nunca a exigência da esmagadora maioria dos adeptos descerá para além desse objectivo). Pura e simplesmente não há alternativas viáveis "dentro de portas". São necessários 5/6 jogadores que, no imediato, façam parte do core de 14/15 jogadores mais utilizados e tenham um rendimento condizente com aquilo que se almejar deles.

O sucesso do Amorim, na próxima época, está altamente dependente de uma elevada taxa de acerto nas contratações (muito improvável, tendo em conta o histórico desta estrutura) e de um investimento com um mínimo de relevo, consciente e assertivo (de novo, muito improvável). E da capacidade do próprio em dar seguimento aos seus bons trabalhos anteriores, obviamente (e conseguir passar a mensagem em condições para um plantel destes promete ser um trabalho para gente "de coragem", como o Silas fez questão de realçar).

Isto no futebol propriamente dito, porque depois há muitos outros factores específicos e próprios do clube que apenas vão criar ainda mais dificuldades ao trabalho da equipa.

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Citação de Lewa, há 1 hora:

Falta ao Sporting um presidente que perceba que é muita mais vantajoso e ajuizado preparar o clube para N+5 do que para ser campeão no próximo ano.

Mais do que isso, precisamos de adeptos que o percebam também. A época passada começou e todos falávamos de um "ano zero", mas bastou a equipa começar a afastar-se da liderança do campeonato, e mesmo tendo ganho as outras duas competições internas, e a época já tinha sido um desastre e o treinador era para correr.

É muito bonito dizer-se que o Sporting precisa de um presidente assim, mas se os adeptos não o aceitarem, não há presidente que o faça.

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Citação de Simeone, há 7 horas:

Ninguém se vai chatear se o Varandas sair.

 

E se o Varandas não sair?

 

Citação de w0, há 6 horas:

9 grávidas não fazem um bebé num mês..

 

Citação de Kendrick Lmao, há 4 horas:

 a unica coisa chata é q ta (digo eu) mais perto da sogra

 

Vocês hoje estão inspirados...😁

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Citação

A SPORTING CLUBE DE PORTUGAL – FUTEBOL, SAD (adiante Sporting SAD ou Sociedade) vem, nos termos e para efeitos do cumprimento da obrigação de informação que decorre do disposto no artigo 248º-A do Código dos Valores Mobiliários, informar o mercado que, nesta data, foi formalizada a revogação por mútuo acordo dos contratos de trabalho entre a Sociedade e os seguintes treinadores da equipa principal de futebol:

- Jorge Manuel Rebelo Fernandes (Silas) -

José Pedro Alves Salazar -

Rui Fernando Caldas Nunes -

Pedro Miguel Morais Alves. 

https://web3.cmvm.pt/sdi/emitentes/docs/FR74689.pdf

 

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Citação de Poeira, há 3 horas:

Eu concordo com todo o post, mas este parágrafo resume grande parte deste negócio, no que ao futebol propriamente dito diz respeito.

Ao contrário de outros períodos - incluindo aquele que o BdC encontrou quando chegou ao clube, em 2013 -, o Sporting não tem assim tanto talento nos seus quadros quanto isso. Metade do plantel actual não serve para um clube que terá sempre, no mínimo, de correr por fora na luta pelo título (e não há como fugir a este crónico objectivo, nenhum presidente ou treinador conseguirá aguentar muito tempo no clube se não possuir essa ambição).

E quando digo "metade", é mesmo metade. Ao contrário de outros períodos, não são jogadores que não estejam a render. Não são atletas cuja opinião da maioria dos adeptos vá mudar radicalmente ao sabor da onda, consoante o que apresentam em campo (como acontece regularmente nos plantéis em sub-rendimento). São só jogadores sem a qualidade necessária para jogarem a este nível e que prejudicam bastante estando no plantel e tendo minutos. Quanto mais não seja, porque ajudam a normalizar a ideia de que a qualidade média do jogador do Sporting é claramente inferior à do jogador do Benfica ou do Porto (quando o objectivo é precisamente caminhar no sentido inverso).

Aproveitam-se 13/14 jogadores do plantel actual, se tanto, e há mais 6/7 jogadores que poderão acrescentar valor no imediato e/ou mais a médio-prazo, entre regressos de empréstimos e a formação (nomeadamente, os sub-23, onde a composição das equipas nem tem sido totalmente má). Daqueles 13/14, no entanto, convém ainda lembrar que há activos como Coates, Acuña ou Wendel - cujas vendas podem ser importantes e/ou inevitáveis -, e há o Mathieu, que está cá por caridade e que me parece querer ir terminar a carreira a França já a partir deste Verão.

Pela primeira vez, não consigo encontrar um cenário plausível e minimamente realista para o clube que não envolva 5/6 contratações no mercado de transferências deste Verão, se a ideia é devolver a competitividade pelos primeiros lugares ao Sporting (e nunca a exigência da esmagadora maioria dos adeptos descerá para além desse objectivo). Pura e simplesmente não há alternativas viáveis "dentro de portas". São necessários 5/6 jogadores que, no imediato, façam parte do core de 14/15 jogadores mais utilizados e tenham um rendimento condizente com aquilo que se almejar deles.

O sucesso do Amorim, na próxima época, está altamente dependente de uma elevada taxa de acerto nas contratações (muito improvável, tendo em conta o histórico desta estrutura) e de um investimento com um mínimo de relevo, consciente e assertivo (de novo, muito improvável). E da capacidade do próprio em dar seguimento aos seus bons trabalhos anteriores, obviamente (e conseguir passar a mensagem em condições para um plantel destes promete ser um trabalho para gente "de coragem", como o Silas fez questão de realçar).

Isto no futebol propriamente dito, porque depois há muitos outros factores específicos e próprios do clube que apenas vão criar ainda mais dificuldades ao trabalho da equipa.

Parece-me evidente que o Varandas vai fazer um all-in com o Amorim e lhe vai dar o máximo de liberdade para preparar a próxima época. Porque não faz sentido ser de outra forma. 

Ele sabe que é altamente contestado e que se a contratação do Amorim correr mal, o seu futuro no Sporting não se vai alterar sobremaneira. Por outro lado, se a aposta correr bem e os resultados aparecerem, isso irá ganhar-lhe o crédito que ele precisa para continuar na presidência.

Portanto, para o FV o risco é muito pequeno. Resta ver se o remanescente desta época não irá queimar já o Amorim e o início da próxima temporada não será já hipotecado.

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