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Black Hawk

[FM Mobile 2022] Um oásis no deserto da Margem Sul

Publicações recomendadas

Citação de Su1, há 14 horas:

Estava a pensar em amanhã continuar a ler o Caim mas se calhar troco por isto.

Só porque me chamaste boi.

❤️

Volta com um save companheiro, aquele do Beira Mar foi incrível 😉

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Citação de Burkina2008, há 1 hora:

Bom antes de mais referenciar que as vitorias com o Feirense e Sporting B sao como ja referiste, verdadeiros baloes de oxigenio para a equipa. Estavas a precisar e esperemos que aqui seja um ponto de viragem para nao mais voltares a cair nesses lugares da parte baixa da tabela.

De resto quem diria que venceriamos um Mundial com o Jorge Costa...feito enorme de um treinador muito mediano (podia ate substituir o Kennedy no BB). De resto curioso para saber quem Espanha venceu na outra meia-final?

Até faço melhor, coloco aqui a fase final do Mundial em prints. Se isto fosse a versão full para PC, teria aproveitado e feito um capítulo especial só sobre o Mundial, como fiz em saves antigos.

Mas como a versão mobile não permite ver nada além daqueles prints que meti no capítulo e que só mostra o resultado e os marcadores dos golos (e se avançar um dia no jogo, já nem isso dá para ver), não tinha material para tal.

Ora...

Oitavos

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Quartos

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Meias

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Terceiro Lugar

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A final já viram no capítulo. O melhor jogador do torneio foi o Lautaro Martínez, provavelmente por ter marcado quase dois golos por jogo.

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A Espanha fez um Mundial do carago, marcaram dezanove golos em sete jogos e cilindraram o Brasil nas Meias-Finais. O Ansu Fati foi o segundo melhor marcador e o melhor jovem do torneio.

O Bruno Fernandes também parece ter jogado muito, marcou golos e fez várias assistências. Aliás, Portugal fez um óptimo Mundial também, só sofremos golos do Peru.

Por curiosidade, passei a competição à frente sem lhe dar atenção até chegarmos às Meias-Finais, só aí é que me cheirou a material para incluir na história.

Por isso é que só tenho prints dos jogos de Portugal contra Argentina e Espanha.

Editado por Black Hawk
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Amealhaste pontos muito importantes na luta pela manutenção mas fdx, Portugal campeão do Mundo e com o Jorge Costa a seleccionador?

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Quer perante o Sporting B, quer perante o Feirense, tiveste vitórias que são como pão para a boca para esta equipa do Amora. A luta continua extremamente renhida e será até ao fim. Creio que terás argumentos para sorrir no final!

Quanto ao CM, incrível ver-nos ganhar com esse "bronco" como treinador. 

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Eish Jorge Costa e Portugal a limpar o Mundial, que cena incrível 😅

Ora bem, vitória contra o Feirense e Sporting B fulcrais nesta fase do campeonato. Todos os jogos são importantes, e os pontos valem ouro. Garantir a permanência seria um enorme feito, portanto siga nisso!

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Não sei como é na versão full, mas no Mobile há com cada cena mais aleatória. Entre as mais estranhas recentemente: o Benfica contratou o Pickford, o Frank de Boer está a treinar o Moreirense e o Braga está a discutir o título com Porto e Sporting.

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Citação de Black Hawk, há 14 minutos:

Não sei como é na versão full, mas no Mobile há com cada cena mais aleatória. Entre as mais estranhas recentemente: o Benfica contratou o Pickford, o Frank de Boer está a treinar o Moreirense e o Braga está a discutir o título com Porto e Sporting.

No full pelo que tenho visto não é nada assim, é mais 'realista'.

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Citação de Fajo, há 14 horas:

No full pelo que tenho visto não é nada assim, é mais 'realista'.

Depende muito de save para save. 

Ainda ontem vi um que o Braga venceu 8 Liga Nos em ronda e num deles o Benfica foi buscar a Champions e pelo meio tanto fazia 12º como 3º, o Porto andava entre subir e descer e o Sporting estava na segunda já alguns anos. Vizela, Portimomense e mais uns com títulos da Liga Nos também. Quando puder e se o Black deixar coloco o link do vídeo.

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Citação de Banks29, há 30 minutos:

Depende muito de save para save. 

Ainda ontem vi um que o Braga venceu 8 Liga Nos em ronda e num deles o Benfica foi buscar a Champions e pelo meio tanto fazia 12º como 3º, o Porto andava entre subir e descer e o Sporting estava na segunda já alguns anos. Vizela, Portimomense e mais uns com títulos da Liga Nos também. Quando puder e se o Black deixar coloco o link do vídeo.

Força. Isto é um porto seguro para se falar, que ninguém se sinta constrangido de postar.

Entretanto, e enquanto não posto novo capítulo e continuando no tema das parvoíces virtuais. Tinha dito em resposta ao @Burkina2008 há uns tempos que talvez contratasse alguém mais experiente para guiar os putos.

Pois bem, apareceu o Wilson Eduardo sem contrato. Experiente, ainda suficientemente bom para ser um elemento importante na equipa principal. Abordei-o. Pediu-me, e não estou a brincar... 10,8 milhões de euros anuais.

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Enquanto isso, o Danilo Pereira também ficou livre, pediu-me acho que 1,3 milhões anuais ou perto disso. Acabou por ir para o Rio Ave, meu adversário, por 350 mil euros anuais.

Os gajos devem pensar que se descobriu petróleo no Parque do Serrado, ou assim.

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Citação de Banks29, há 2 horas:

Depende muito de save para save. 

Ainda ontem vi um que o Braga venceu 8 Liga Nos em ronda e num deles o Benfica foi buscar a Champions e pelo meio tanto fazia 12º como 3º, o Porto andava entre subir e descer e o Sporting estava na segunda já alguns anos. Vizela, Portimomense e mais uns com títulos da Liga Nos também. Quando puder e se o Black deixar coloco o link do vídeo.

Isso já deve ser com 50 ou 60 épocas 😅 aliás o @Lebohang chegou a simular umas 100 épocas num dos FMs e aquilo tinha fenómenos engraçados lol.

Citação de Black Hawk, há 1 hora:

Força. Isto é um porto seguro para se falar, que ninguém se sinta constrangido de postar.

Entretanto, e enquanto não posto novo capítulo e continuando no tema das parvoíces virtuais. Tinha dito em resposta ao @Burkina2008 há uns tempos que talvez contratasse alguém mais experiente para guiar os putos.

Pois bem, apareceu o Wilson Eduardo sem contrato. Experiente, ainda suficientemente bom para ser um elemento importante na equipa principal. Abordei-o. Pediu-me, e não estou a brincar... 10,8 milhões de euros anuais.

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Enquanto isso, o Danilo Pereira também ficou livre, pediu-me acho que 1,3 milhões anuais ou perto disso. Acabou por ir para o Rio Ave, meu adversário, por 350 mil euros anuais.

Os gajos devem pensar que se descobriu petróleo no Parque do Serrado, ou assim.

Eish a lenda Wilson Eduardo! 10M de ordenado, isso deve ser para comprar o clube 😂.

O Danilo foi pena. E brasileiros à beira da reforma, ninguém interessante?

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Citação de Fajo, há 1 hora:

Isso já deve ser com 50 ou 60 épocas 😅 aliás o @Lebohang chegou a simular umas 100 épocas num dos FMs e aquilo tinha fenómenos engraçados lol.

Eish a lenda Wilson Eduardo! 10M de ordenado, isso deve ser para comprar o clube 😂.

O Danilo foi pena. E brasileiros à beira da reforma, ninguém interessante?

Com interesse em virem, não. 

Lenda, o Wilson? Mais lêndea ihih o @jmopborba é que tinha uma paixão assolapada por ele, era gajo para lhe pagar os 10M de ordenado.

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muito underrated.

Para o Sporting da altura chegava e bastava, e era uma opção interessante vinda do banco. Tinha potência e poder de fogo qb.
Para o Sporting atual nem no banco ficava.

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Essa segunda liga está recheada de qualidade, a diferença para equipas como Boavista e Vizela, ainda é grande. E depois temos as equipas B a rodarem jogadores que poderiam ser titulares da equipa A.

A pouco e pouco vais amealhando pontos, dois empates fora de portas muito importantes e duas vitórias que permitem à equipa respirar um pouco melhor e ganhar confiança para o que resta do campeonato.

Jorge Costa como selecionador? 😳 Mas é verdade que a versão mobile está recheada de situações muito incomuns, no meu save o Hummels é treinador do Tondela por exemplo. Já vi Bruno Lage pelo B-Sad e outra equipa menos cotada do campeonato português. E há jogadores como Marcos Alonso, Montoya (ex Barça), entre outros perdidos por terras lusitanas.

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Citação de Burkina2008, Em 08/03/2022 at 17:48:

Entao isto nao tem mais updates...vamos la com isso crl!

Não tenho tido tempo - e cabeça, diga-se -, mas conto postar o próximo capítulo amanhã.

Citação de Kluivert, Em 09/03/2022 at 10:33:

Essa segunda liga está recheada de qualidade, a diferença para equipas como Boavista e Vizela, ainda é grande. E depois temos as equipas B a rodarem jogadores que poderiam ser titulares da equipa A.

A pouco e pouco vais amealhando pontos, dois empates fora de portas muito importantes e duas vitórias que permitem à equipa respirar um pouco melhor e ganhar confiança para o que resta do campeonato.

Jorge Costa como selecionador? 😳 Mas é verdade que a versão mobile está recheada de situações muito incomuns, no meu save o Hummels é treinador do Tondela por exemplo. Já vi Bruno Lage pelo B-Sad e outra equipa menos cotada do campeonato português. E há jogadores como Marcos Alonso, Montoya (ex Barça), entre outros perdidos por terras lusitanas.

O Nuno Espírito Santo está no Vitória SC. Isto é tão random que se torna engraçado.

Só não tem piada quando tentas escrever uma história que se quer minimamente real, mas também estamos num universo em que há um gajo português chamado Bilbo Himura (LOL) que comprou um clube apenas por amor à camisola, portanto... venham as aleatoriedades.

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Este capítulo demorou mais e é extenso. Aconteceu muita coisa...

 

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Capítulo XII - A guitarrada nostálgica

 

Faltavam poucos minutos para o início do jogo.

Os jogadores começaram a juntar-se no túnel de acesso ao relvado, trocando impressões entre si ou mantendo-se em movimento para não arrefecerem. Apesar de estar um dia bonito e solarengo, a temperatura chegava apenas aos 12° naquela tarde de Primeiro de Abril; à luz do sol até estava uma tarde agradável, mas ali, na penumbra do túnel, o frio enregelava as pernas e braços descobertos dos jogadores.

Da escuridão do túnel emergiu um vulto. Atravessou a pista de atletismo enquanto acenava para os Espírito Azul, que se aglomeravam na bancada atrás da baliza norte. Olhou em volta e sentiu as recordações invadirem-lhe os sentidos. Há uma década que Frodo Zarco não entrava naquele estádio e, de certa forma, o cenário era-lhe familiar: as cadeiras em tons de azul e laranja continuavam iguais ao que se lembrava; agora, tal como há dez anos, a maioria dos adeptos formavam pequenos aglomerados nas duas bancadas centrais, permanecendo a maioria dos assentos desocupados; as andorinhas que habitavam na parte inferior da cobertura do estádio voavam erraticamente em bandos desordenados, atordoadas pelo anormal movimento e pelo volume exagerado da música destinada a animar os adeptos.

De certa forma, tudo lhe parecia na mesma, como se o tempo não tivesse passado por ali. E, no entanto, havia qualquer coisa diferente que não sabia explicar...

Os seus devaneios foram interrompidos por alguns aplausos tímidos vindos da bancada. Rodou a cabeça à procura do motivo e demorou a perceber que eram para ele. Os adeptos da equipa adversária estavam a aplaudi-lo a ele, primeiro timidamente, depois com maior convicção.

Frodo Zarco conteve a custo uma lágrima teimosa. Aquela foi a sua casa durante quatro anos e eles lembravam-se. Dez anos depois, eles ainda se lembravam.

A sua carreira enquanto futebolista não foi brilhante - por comparação à do seu amigo Bilbo Himura então... - mas também não foi uma desilusão. No seu auge, Frodo Zarco foi um bom jogador. Não um daqueles que entusiasmava os adeptos; não, Frodo Zarco era uma daquelas formiguinhas que passavam despercebidas durante os jogos, mas cujo trabalho no meio-campo era essencial para ligar todo o futebol da equipa. Não sendo talentoso ao ponto de ser cogitado para um dos Grandes ou para a selecção nacional, foi o suficiente para jogar com regularidade ao longo de oito épocas na Primeira Divisão - metade delas naquela casa, a melhor e mais feliz fase da sua carreira.

Frodo Zarco aguardou ansiosamente toda a temporada por aquele jogo e o regresso àquela cidade teve o impacto que imaginava. A onda de nostalgia começou a invadi-lo no momento em que viu, pela janela do autocarro, a encosta íngreme que tão bem conhecia, encimada pela torre altiva e com os edifícios antigos amontoados em sedutora desordem até às margens do rio. Resistiu-lhe estoicamente mesmo ao chegar ao estádio, ao percorrer os mesmos corredores que outrora fizeram parte do seu dia a dia e ao caminhar sobre o relvado, recordando momentos em que ali jogara com o estádio cheio e o apoio da fiel massa adepta da cidade. Continuou a resistir, embora já fraquejando, com o reconhecimento dos adeptos que agora o aplaudiam.

Mas nada o poderia ter preparado para o momento da entrada das equipas em campo. Os jogadores entraram em fila. Os adeptos levantaram-se e aplaudiram-nos. Das instalações sonoras soaram acordes de guitarra, dedilhada pelos dedos hábeis de Carlos Paredes no timbre único e inconfundível da Guitarra de Coimbra.

A lágrima teimosa de Frodo Zarco escorreu-lhe finalmente pela face ao som da Balada de Coimbra.

 

Façam um favor a vocês mesmos e oiçam, garanto-vos que é a melhor coisa que vão ouvir hoje

 

O treinador do Amora teve oportunidade de viver vários momentos de tirar o fôlego ao longo da sua carreira. Recordava-se de como até os cabelos da nuca se lhe arrepiaram da primeira vez que entrou em campo em Alvalade ao som da Marcha do Sporting, pela voz de Maria José Valério, ou de como a voz de milhares de pessoas a acompanhar a de Luís Piçarra com o Ser Benfiquista o deixaram com pele de galinha.

Mas aquela entrada ao som do mestre Carlos Paredes, encerrando em si todo o sentimento e nostalgia de Coimbra, seria sempre a mais bela e arrepiante que experienciara em toda a sua carreira.

Claro que essa percepção poderia ser enviesada; afinal, Frodo Zarco jogou na Académica durante quatro temporadas. Chegado a Coimbra em 2008 depois de uma temporada no Belenenses, fez da primeira capital de Portugal e sede da mais antiga universidade do país a sua casa. Nela viveu anos fantásticos, tanto na sua vida pessoal como desportivamente. Fez parte de plantéis com jogadores de qualidade e foi treinado por nomes como André Vilas-Boas ou o agora campeão do Mundo Jorge Costa. Foi aí que conquistou o seu único título da carreira com a vitória na Taça de Portugal em 2012, numa final em que teve oportunidade de jogar alguns minutos em pleno Estádio Nacional do Jamor.

 

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A conquista da Taça de Portugal foi o grande título da carreira futebolística de Frodo Zarco...

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... a que se seguiu uma grande festa que encheu as ruas de Coimbra

 

A única mágoa que tinha à Académica passava pela decisão de não lhe renovarem o contrato no final dessa temporada, sonegando-lhe a possibilidade única de representar a equipa na Liga Europa na época seguinte. Mas, olhando em retrospectiva, essa decisão acabou por fazer todo o sentido dado o estado dos seus joelhos já naquela fase da sua carreira, como depois se veio a comprovar - mas deixemos esse assunto para outra altura.

Aquele momento, vivido com aquela música, significava mais para ele do que para quem nunca o viveu. Era uma recordação nostálgica de tempos passados, das experiências por que passou e das particularidades da tradição conimbricense.

Limpou a lágrima da face e dirigiu-se ao seu banco de suplentes. O árbitro Hugo Miguel preparava-se para dar o apito inicial. Havia um jogo para disputar - e ambas as equipas precisavam dos três pontos.

 

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As disposições tácticas das equipas

 

Passou uma volta completa desde que as duas equipas se defrontaram na Medideira, naquela que foi a primeira vitória do Amora para o campeonato. Apesar de ter vencido, o Amora permaneceu na altura debaixo da linha de água, enquanto a Académica se afundava ainda mais na classificação, parecendo condenada a mais um ano longe da luta pela promoção.

No entanto, o cenário para este jogo disputado a 01 de Abril não poderia ser mais diferente para ambas as equipas - e, no caso do Amora, com várias diferenças no esquema táctico e até na equipa titular. Parece piada do dias das mentiras, mas asseguro que é a mais pura das verdades. Mas como se chegou até aí?

Para a equipa de Frodo Zarco, o caminho até este jogo foi iniciado em Janeiro.

O Amora terminou a primeira volta da temporada com uma importante e inesperada vitória em Alcochete, a qual permitiu aos azuis da Margem Sul sair dos lugares de despromoção pela primeira vez na temporada. Mas a luta não ficava apenas dentro das quatro linhas - nos bastidores da Medideira havia contas e batalhas a travar pelo futuro do clube. Vários jogadores terminavam contrato no final da temporada e foram encetadas negociações para assegurar a continuidade de peças-chave da equipa de Frodo Zarco (ver Capítulo XI - Rivalidades revisitadas).

O orçamento apertado com que o Amora já trabalhava obrigou a que escolhas difíceis tivessem de ser feitas. O dinheiro não abundava; os processos de renovação não podiam abranger todos os jogadores. Identificados os jogadores cujos contratos não seriam renovados, a primeira preocupação passou por lhes encontrar colocação logo em Janeiro e tentar obter alguns dividendos financeiros. Desta forma, ainda deu entrada um muito bem-vindo total de cerca de 100 mil euros nos cofres do clube.

Nem todos os jogadores encontraram colocação. Não fazendo parte do futuro do clube, estes jogadores perderam espaço nas opções de Frodo Zarco, que promoveu a integração de vários jogadores da equipa de sub23; os felizes contemplados foram os laterais Diogo Rosete e Tiago Louro, o central Gustavo Pinto, o médio Martim Watts e o avançado Leonardo Brandão.

 

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Simão Rosete

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Tiago Louro

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Gustavo Pinto

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Martim Watts

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Leonardo Brandão

 

As escolhas seguiram a simples lógica de serem as alternativas directas aos vários jogadores que perderam espaço nas opções do treinador. A verdade é que cada um a seu ritmo demonstrou qualidade para fazer parte da equipa, mesmo que estivessem em fases diferentes da sua evolução enquanto futebolistas. Diogo Rosete e Gustavo Pinto, em especial, conquistaram a titularidade aproveitando castigos e lesões de alguns dos seus colegas da mesma posição; os restantes, tapados por pesos pesados como Lucas Silva, Léléco ou Flávio Silva, acumularam menos tempo de jogo, sendo regularmente lançados a partir do banco de suplentes.

Nesta fase da temporada, o Amora era das equipas mais jovens, se não mesmo a mais jovem, da Segunda Liga. Tornou-se habitual ver quatro ou cinco jogadores com menos de 22 anos em campo, quando não eram seis ou sete. O projecto de Bilbo Himura e Frodo Zarco começava a tomar forma.

Esta revolução veio acompanhada por uma outra e que mudou por completo a face do Amora.

 

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Frodo Zarco implementou uma espécie de 433 ao chegar ao Amora

 

Frodo Zarco estreou-se como treinador na época anterior. Como qualquer treinador jovem, era um idealista: tinha uma determinada ideia de jogo e era ortodoxo na sua aplicação; preconizava um estilo de posse de bola e ataque apoiado em passes curtos e não estava disposto a abdicar dos seus princípios sob circunstância alguma. Foi uma abordagem que funcionou bem na Liga 3 assim que a equipa começou a acertar com as ideias do treinador, com jogadores como Joca, Léléco, Gabriel Capixaba e Flávio Silva a fazerem a diferença.

A realidade atingiu Frodo Zarco em cheio na face com a chegada à Segunda Liga. O Amora entrava de peito feito em campo, procurando dividir os jogos e ter bola. Honra lhes seja feita: em vários jogos tiveram mais posse, obrigando os adversários a recuar e actuando em ataque continuado. No entanto, os mesmos jogadores que na Liga 3 rasgavam os adversários denotavam agora dificuldades perante a superior qualidade das defesas da Segunda Liga, não fazendo a diferença contra blocos baixos e sob pressão mais intensa.

Já defensivamente, o Amora sofria principalmente de erros individuais. A inexperiência de alguns jogadores levava-os a errar na leitura dos lances, falhando antecipações e posicionamentos ou perdendo duelos individuais que permitiam ocasiões de golo. Frodo Zarco foi obrigado em alguns momentos a tentar compensar essas debilidades recuando o médio defensivo Martim Maia para o centro da defesa em momentos em que sentia que a sua equipa estava mais exposta, dando cobertura a eventuais falhas individuais, e fazendo o bloco recuar alguns metros no terreno.

 

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A variação táctica explorada por Frodo Zarco durante o ano 2022/23

 

A variação táctica teve o efeito desejado. A presença de Martim Maia mais recuado dava uma cobertura adicional aos centrais e permitiu à equipa conceder menos ocasiões de golo aos adversários. Mas ocorreu um fenómeno curioso: a equipa soltou-se. Os elementos ofensivos do Amora expressavam-se mais à vontade tendo espaço em campo para progredir com bola ao invés de terem de jogar em espaços curtos como até aí.

Frodo Zarco acabou por ter de se render às evidências e o Amora passou a entrar em campo declaradamente com cinco defesas, jogando mais recuado no terreno e valorizando os posicionamentos defensivos, procurando explorar o contra-ataque. Não era o modelo preferido do jovem treinador, mas era o que melhor se adaptava às características dos seus jogadores.

A segunda volta era uma cópia perfeita da primeira, o que significava que o Amora enfrentaria a maior parte das equipas da segunda metade da tabela logo nos primeiros jogos antes de defrontar os candidatos aos primeiros lugares na fase final da época. Era, por isso, fulcral obter uma boa série de resultados e acumular o máximo de pontos possível para ter uma almofada com que gerir a terrível fase final.

E o primeiro passo seria dado em Viseu.

 

 

O Académico de Viseu foi o responsável pela primeira derrota da temporada para a Segunda Liga. Logo na primeira jornada, os viseenses foram à Margem Sul banalizar a bem intencionada, mas claramente mal preparada, equipa do Amora, em muito valendo-se da veia goleadora do avançado Paul Ayongo, na altura autor de um hattrick - e que à 18a jornada era o melhor marcador do campeonato.

Uma volta completa depois, o Académico de Viseu era sexto classificado e estava a apenas três pontos dos lugares de promoção. Adivinhava-se um jogo na mesma linha do da primeira volta, mas o Amora a todos surpreendeu. Com uma exibição segura e personalizada, a equipa de Frodo Zarco devolveu a gentileza da primeira volta, batendo o seu adversário pelo mesmo resultado.

Gabriel Capixaba, que tinha marcado o seu primeiro golo na jornada anterior, liderava a equipa com as suas cavalgadas com bola a causar o pânico nas defesas adversárias, e Juancho iniciou uma sequência de jogos consecutivos a marcar, ambos mostrando maior confiança a jogar no novo modelo do Amora.

E não eram só eles.

 

 

A equipa parecia ter uma nova vida e entrou numa sequência alucinante de bons resultados, confundindo adversários, comentadores, adeptos e até os próprios jogadores. Não eram apenas os resultados positivos; era também a segurança dos jogadores em campo que era outra. Não por acaso, o Amora sofreu apenas dois golos nestes seis jogos, tendo Guilherme Fernandes  - que preservou a titularidade mesmo depois do regresso de lesão de David Grilo - mantido a sua baliza inviolada em quatro deles.

A vitória sobre o Casa Pia, em especial, foi um daqueles momentos de magia que ficam para os highlights da temporada. O adversário era então sexto classificado, alimentando expectativas legítimas de poder lutar pela promoção, mas foi apanhado desprevenido por este revitalizado Amora, acabando goleado no seu próprio reduto.

Vários foram os jogadores que se destacaram nesta fase. Juancho, o herói do Restelo (ver Capítulo V - Parte 1 e 2), marcou um total de sete golos nesta fase, colocando o seu nome na lista de marcadores em seis jogos consecutivos e destacando-se como o melhor marcador da equipa. Gabriel Capixaba e Flávio Silva assinaram algumas assistências, Lucas Silva dava profundidade como ala esquerdo e os jovens João Carvalho e Gustavo Pinto subiam de produção no centro da defesa - o último conquistando a titularidade à custa de Martim Maia, que não sendo central perdeu o lugar assim que a defesa a cinco passou a ser aposta declarada e não uma variação táctica pontual.

Mas de todos, o destaque tem de ir para a dupla de meio-campo. Léléco, o afroastro, continuava a encantar com a sua qualidade técnica, lançando os ataques com passes teleguiados que queimavam linhas e provocavam rupturas nas defensivas adversárias. E Papou Mendes...

Papou Mendes é um menino de 22 anos. Contratado logo nas primeiras semanas do projecto de Bilbo Himura, tal como João Carvalho, foi crescendo nas sombras de Martim Maia, Fidelis Irhene e Léléco, com eles aprendendo e evoluindo. Poucas vezes titular, quase sempre lançado a partir do banco de suplentes, soube esperar pela sua oportunidade e continuou a trabalhar duro, treinando sempre com a convicção de que a sua oportunidade para brilhar chegaria.

 

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Papou Mendes representado como era no início da temporada...

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... confirmou as expectativas que já na altura havia na sua evolução

 

Quando a sua oportunidade chegou, não hesitou - e não mais perdeu a sua posição. Temível nos duelos individuais, exímio recuperador de bolas, rápido e criativo quanto baste, Papou Mendes tornou-se o complemento ideal para o veterano Léléco, oferecendo a amplitude de movimentos que o afroastro já não tinha disponibilidade para dar. Ele dominava o meio-campo quase sozinho, deixando Léléco com a liberdade de poder criar ofensivamente sem ter de se preocupar, sabendo que as suas costas estavam protegidas.

Papou Mendes e João Carvalho eram as primeiras faces visíveis do projecto Amora: dois jovens jogadores cujas carreiras pareciam condenadas, sem que alguém apostasse neles, lançados pelo clube e que rendiam desportivamente, valorizando-se e fazendo adivinhar bons dividendos financeiros futuros.

Depois de uma fase de sonho perante uma série de equipas maioritariamente na mesma luta que o Amora - pela manutenção -, o nível dos adversários subiu. E os resultados, bem...

 

 

Se os adversários até aí se deixaram surpreender pelo Amora, desta vez já não houve abébias. As equipas começaram a ter um novo respeito pelo Amora e os resultados reflectem-no.

Rio Ave e Estrela eram, à data dos respectivas jogos, terceiro e quinto na classificação, respectivamente. O Amora revelou-se novamente eficaz a explorar o contra-ataque e obteve dois bons resultados - apesar de o desafio em Vila do Conde ter sabido a derrota.

Já nos jogos na Medideira, perante adversários da metade inferior da tabela, o Amora foi surpreendido quando deparou contra equipas que jogaram eles próprios na defensiva, fazendo os da Margem Sul provarem do seu próprio veneno. Obrigado a assumir as rédeas do jogo, o Amora foi incapaz de criar perigo contra o Chaves; já contra o Leixões... bem, as estatísticas falam por si.

O jogo na Amadora foi talvez o ponto alto da temporada. O Estrela era quinto classificado e Frodo Zarco teve várias ausências nos habituais titulares, aproveitando a oportunidade para lançar no onze inicial os cinco meninos promovidos dos sub23 - no caso de Martim Watts (17 anos) e Leonardo Brandão (19 anos), estreias como titulares.

Leonardo Brandão demorou dois minutos a apanhar uma bola solta na área e aproveitar para se estrear a marcar no futebol profissional.

 

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O jovem avançado Leonardo Brandão impressionou nos sub23

 

Promovido à nova equipa sub23 no início da temporada, Leonardo Brandão impressionou de imediato ao marcar treze golos em outros tantos jogos. Frodo Zarco estava atento à sua qualidade e integrou-o na equipa principal em Janeiro, dando-lhe minutos em vários jogos. Apesar de não ter marcado golos, parecia cada vez mais entrosado na manobra ofensiva da equipa e mereceu a confiança do treinador para aquela difícil deslocação à Amadora.

E se correspondeu às expectativas! Marcou dois golos, deixou a cabeça dos adversários em água e saiu debaixo de uma ovação de pé dos Espírito Azul e até de alguns adeptos do adversário.

Estava a ser uma segunda volta notável. A equipa não só somou pontos importantes para alcançar o objectivo da permanência como vários jovens começaram a ser integrados e a conquistar o seu lugar no plantel.

Foi neste contexto que o Amora chegou a Coimbra para disputar um jogo que tinha o seu início ao apito do árbitro Hugo Miguel.

A Académica assumiu o jogo nos primeiros minutos. Tinha de o fazer: ocupava então a sexta posição no campeonato, alimentada por uma sequência de dezoito pontos conquistados em dez jogos. A Académica, que aquando da deslocação à Medideira parecia arredada da luta pela promoção, surgia à 28a jornada como uma das principais candidatas a fazê-lo.

Mas o Amora estava bem no jogo, cortando os caminhos para a sua baliza e lançando perigosos lances ofensivos que só por má definição não geravam oportunidades de golo.

Tal mudou a meio da primeira parte, quando Papou Mendes saiu disparado do seu meio-campo e isolou Flávio Silva com um passe de ruptura que deixou o seu treinador maravilhado. Frodo Zarco correu pela sua área técnica e saltou de braços no ar ao ver o seu matador renascido colocar a bola por entre as pernas do guarda-redes, estreando o marcador no Estádio Cidade de Coimbra.

A Académica não estava preparada para sofrer aquele golo. A equipa desconcentrou-se. Os seus jogadores começaram a perder a bola de forma fútil, aproveitando o Amora para a recuperar e lançar rápidos ataques a explorar os desposicionamentos da defensiva conimbricense. Não tardou a que um desses movimentos permitisse nova oportunidade clara de golo e Flávio Silva, claro, não a desperdiçou.

A partida chegou ao intervalo com dois golos do Amora sem resposta da parte da Académica - num resultado que estes poderiam considerar lisonjeiro face aos acontecimentos da primeira parte.

Frodo Zarco alertou os seus jogadores para os perigos do resultado. Um golo da Académica poderia dar-lhes o ímpeto para irem em busca do resultado; não poderia deixar que asensação de o jogo estar decidido invadisse os seus jogadores. O aviso resultou e o Amora entrou concentrado para o segundo tempo, não deixando que o perigo surgisse próximo da baliza de Guilherme Fernandes.

A frustração foi crescendo entre os jogadores da Académica e dos próprios adeptos à medida que o tempo para reagirem ia encurtando. Frodo Zarco sentira ainda antes de o jogo começar que havia algo diferente naquela casa. Na altura não o soubera explicar, mas começava a aperceber-se do que se tratava: a mística da Briosa.

Dizer-se que a Académica é um entidade centenária não faz jus à dimensão da Briosa. Nascida em 1887, a Associação Académica de Coimbra é mais do que uma instituição centenária: é um marco incontornável da história e da cultura portuguesa. Dela fizeram parte gerações de portugueses, que a viveram enquanto estudantes em Coimbra e a levaram no coração como centelhas de cultura, conhecimento, irreverência e saudade para a vida. Foram estudantes de Coimbra que levantaram a sua voz contra a ditadura do Estado Novo, enfrentando-a corajosamente em vários momentos da sua história - mais notavelmente durante a Crise Académica de 1969, combatendo a ordem instituída e obrigando a mudanças no regime.

Essa mística estendia-se à Associação Académica de Coimbra - Organismo Autónomo de Futebol. Embora uma entidade desportiva independente da Associação Académica de Coimbra (enquanto associação de estudantes de Coimbra), bebia de muita da sua mística, valores e história. Durante a sua passagem por Coimbra, Frodo Zarco sentia-a; era quase palpável durante os jogos e até no dia-a-dia. Nos bons e maus momentos, havia uma união inexplicável que a todos fazia sentir como se fossem um ser uno.

Os adeptos apoiavam a equipa e a Mancha Negra fez-se ouvir durante os noventa minutos, mas Frodo Zarco também ouviu assobios quando a Académica perdia a bola, insultos a serem proferidos das bancadas dirigidos a jogadores da própria equipa e vários adeptos a abandonar as bancadas muito antes do final do jogo.

Aquela não era bem a Académica que conhecera uma década antes. Havia uma certa quebra de união entre equipa e adeptos que se sentia, tão palpável quanto a mística que outrora sentira. Talvez originada pela queda para a Segunda Liga e pelos muitos, demasiados, anos de apatia num escalão inferior ao que a grandeza da Briosa exige? Ou seria uma causa mais profunda, uma ruptura mais severa na base de apoio da cidade ao seu principal clube?

Não saberia responder às suas dúvidas, mas Frodo Zarco saiu de Coimbra cabisbaixo e desiludido apesar da importante vitória alcançada naquela tarde de Primeiro de Abril.

 

 

 

Os jogadores permaneceram no relvado para além do final do jogo, dirigindo-se depois à bancada norte do estádio para agradecer aos adeptos que com eles tinham vindo desde a Margem Sul.

A vitória em Coimbra dava seguimento à brilhante segunda volta que o Amora protagonizava. Como as coisas mudam tão depressa no futebol: há três meses, o Amora agonizava nos últimos lugares perante o espectro da despromoção, mas agora surgia na metade superior da tabela, onze pontos acima da linha de água e a apenas três do lugar de acesso ao playoff de promoção!

Faltavam seis jogos para terminar a temporada. A manutenção ainda não estava matematicamente conquistada, mas os 40 pontos já conquistados deveriam ser mais do que suficientes para se respirar tranquilamente na Medideira. Aliás, ninguém o admitia abertamente, mas subitamente a promoção não parecia um alvo impossível de alcançar.

A viagem de regresso foi animada. Os jogadores brincavam e faziam vídeos para as redes sociais. Eram um grupo que orgulhava Frodo Zarco, coeso, jovem e irreverente. O treinador ria-se de alguns dos disparates dos seus jogadores, mas havia uma sombra no seu olhar.

Não gostou do que sentiu em Coimbra e isso pesava-lhe no coração. Eventualmente, colocou auscultadores nos ouvidos e foi o resto da viagem a ouvir a Balada de Coimbra em loop, desejando que a sua Briosa voltasse a ser como um dia a conheceu.

 

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Que excelente recuperação até ao momento e de repente até estás com um pé na luta pela subida, veremos se a equipa consegue manter este nível

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Acho bem que o Frodo tenha ficado sentimental em Coimbra e em Lisboa (tanto no Benfas como no Sporting)...mas que dos filhos do dragão nem fales! 

De resto o Leleco ensinou/guiou bem essa juventude. Teremos o afroastro um dia numa equipa tecnica?

Excelente resultado em Coimbra, a "coroar" uma segunda volta de luxo, sobretudo tendo em conta o equilibrio que existe entre as equipas na segunda liga. Faltam 6 jogos, certo que matematicamente tudo é possivel...descer não desces, mas tambem la para cima tinhas de estar perfeito e que um conjunto de resultados acontecesse....não acredito esta epoca

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Citação de Banks29, Em 12/03/2022 at 22:10:

Que excelente recuperação até ao momento e de repente até estás com um pé na luta pela subida, veremos se a equipa consegue manter este nível

Muito além das minhas expectativas. Principalmente quando comecei a usar tanto miúdo com os atributos que se vêem nos prints, claramente modestos para o nível competitivo da Segunda Liga.

Citação de Burkina2008, há 5 horas:

Acho bem que o Frodo tenha ficado sentimental em Coimbra e em Lisboa (tanto no Benfas como no Sporting)...mas que dos filhos do dragão nem fales! 

De resto o Leleco ensinou/guiou bem essa juventude. Teremos o afroastro um dia numa equipa tecnica?

Excelente resultado em Coimbra, a "coroar" uma segunda volta de luxo, sobretudo tendo em conta o equilibrio que existe entre as equipas na segunda liga. Faltam 6 jogos, certo que matematicamente tudo é possivel...descer não desces, mas tambem la para cima tinhas de estar perfeito e que um conjunto de resultados acontecesse....não acredito esta epoca

Tenho de ser honesto e dizer que queria meter uma referência ao Dragão, mas não faço ideia qual a música que eles passam no início dos jogos para a entrada da equipa... só me dei conta quando estava a escrever e me pus a olhar para a parede e não me ocorria nada 😅

O Léléco para já renovou mais uma época, depois conforme for a sua fase descendente normal na idade verei se compensa renovar mais ou se é fim de linha. Se for, queria ficar com ele na equipa técnica, se ele estiver para aí virado.

A promoção é objectivo quase impossível, nem era suposto andar nestas contas. Isto foi uma sequência anormal de resultados, calhou tudo bem.

Mas vamos ver.

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Jesus agora deste uma de Ruben Amorim a jogar com 3 centrais? 😎 Que 2a volta formidável, muito acima das expectativas. A malta mais nova começo a ganhar espaço, curioso para ver no final da época a evolução de cada um deles. A subida seria um feito fora da caixa, mas isto é 'jogo a jogo' e no final faz-se as contas.

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Citação de Fajo, há 2 horas:

Jesus agora deste uma de Ruben Amorim a jogar com 3 centrais? 😎 Que 2a volta formidável, muito acima das expectativas. A malta mais nova começo a ganhar espaço, curioso para ver no final da época a evolução de cada um deles. A subida seria um feito fora da caixa, mas isto é 'jogo a jogo' e no final faz-se as contas.

Teve de ser, os dois centrais sozinhos não davam conta do recado...

Viste o meu take sobre a Briosa? Veio do coração, tudinho.

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Capítulo XIII - Dores de crescimento

 

"Amora, tu és rainha,

O rio beija teus pés!

P'ra sempre tu serás minha,

Adoro-te como és!"

 

Os Espírito Azul cantavam da bancada sul. Em pé e de braços no ar erguendo cachecóis e bandeiras, contagiaram o resto dos adeptos que aos poucos se foram levantando, juntando as suas vozes às da claque e exibindo também adereços do clube.

Frodo Zarco ouvia-os da sua área técnica. Seguia o jogo estranhamente sossegado, em pé e de braços cruzados ignorando a irritante chuva miudinha que voltava a cair e lhe ensopava o cabelo levemente grisalho. Um sorriso ténue desenhou-se-lhe na face. O peito quase não continha o orgulho que sentia.

Eram já mais de seis mil a entoar a Marcha da Amora em uníssono. A letra era um sucesso desde que Bilbo Himura decidiu passá-la antes dos jogos, emulando aquilo que se fazia em vários estádios por todo o mundo - e os adeptos adoptaram-na em pleno.

Jogavam-se os últimos minutos da temporada e os adeptos marcavam presença em força na Medideira, tal como haviam feito ao longo de toda a época. Estiveram lá nos bons e nos maus momentos, celebrando nas vitórias e apoiando nas derrotas. Foram o décimo segundo jogador da equipa e o seu calor foi essencial para os jogadores não colapsarem na difícil fase inicial, quando o Amora parecia destinado à despromoção.

A verdade é que o Amora recompôs-se e, no início de Abril, voltou de Coimbra à distância de uma vitória de alcançar o lugar de playoff de promoção à Primeira Liga. Jogadores e equipa técnica desvalorizavam a inesperada intromissão do Amora nestas contas, mas secretamente alimentavam a esperança de lá chegar - afinal, o Amora era, a par do Benfica B, a melhor equipa da segunda volta até à 28a jornada, somando 23 pontos em onze jogos, mais do que candidatos como Vizela, Boavista ou Rio Ave haviam conseguido nesse período.

Não eram apenas os jogadores a ter essa percepção. Os dois jogos após a ida a Coimbra seriam na Medideira e o canal televisivo com direitos de transmissão da Segunda Liga anunciou a intenção de os emitir em directo.

O Amora, que até aí apenas tinha a cobertura habitual de meios de comunicação regionais, começou a merecer a atenção da imprensa de dimensão nacional. Tornou-se habitual ver carrinhas de estações televisivas estacionadas nas imediações da Medideira onde habitualmente havia lugares vazios. Figuras renomadas do jornalismo desportivo falavam animadamente para as câmaras, de microfone em punho, tentando recolher testemunhos de adeptos do Amora que por ali andassem. As conferências de antevisão aos jogos enchiam agora a modesta sala de imprensa da Medideira, com jornalistas insistentemente a tentar arrancar de Frodo Zarco e dos jogadores alguma declaração que confirmasse a candidatura do Amora à promoção.

O aumento de exposição mediática era consequência do bom trabalho que estava a ser feito na Medideira e todos estavam agradados com a súbita visibilidade do clube, mas Frodo Zarco temia que a sua equipa não estivesse preparada para lidar com essa pressão adicional. Muitos dos miúdos ainda nem uma barba em condições conseguiam fazer crescer e mesmo os mais velhos e experientes nunca tinham estado sujeitos àquele assédio mediático.

 

"O nosso plano passa por promover um crescimento sustentado do clube. Sabíamos que este dia haveria de chegar, embora tenha de ser honesto e dizer que chegou mais cedo do que tínhamos planeado. Perguntou-me se temo que os jogadores acusem a pressão? Temo, claro. Temos uma equipa jovem que não está habituada a isto, nem eu estou, também estou a aprender; mas também será um factor de crescimento, para mim e para eles. Se queremos firmar o Amora nestes patamares competitivos temos de aprender a lidar com a pressão da exposição mediática e só o conseguiremos passando por ela"

 

O discurso de Frodo Zarco para os jogadores não fugia muito do que dizia à imprensa. Sim, era possível; não, não era o objectivo; mas ali estavam, graças ao seu próprio esforço e por mérito próprio, pelo que restava desfrutar do momento e continuar a trabalhar como até aí.

No final faziam-se as contas.

Os dois jogos que se seguiam eram, então, ambos na Medideira. Os adversários vinham do norte do país e apresentavam desafios diferentes ao Amora. A Medideira vibrava de emoção com a perspectiva de o Amora poder intrometer-se na luta pela subida...

 

 

... mas a equipa sentiu o momento.

Esta jornada dupla na Medideira até começou bem, com um autogolo de Maicon a lançar o Amora para a dianteira frente ao Penafiel, mas os adversários empataram e foram globalmente superiores perante uma equipa da casa que não conseguiu o mesmo brilhantismo de outros jogos.

O empate contra o Penafiel nem foi muito penalizador, já que deixava o Amora à mesma distância do lugar de acesso ao playoff de promoção, mas a derrota contra o Boavista acabou com o bonito sonho que os amorenses alimentavam.

Os boavisteiros eram um dos principais candidatos à subida e tinham um plantel com vários nomes conhecidos e de qualidade até para a Primeira Liga. Ainda assim, o Amora equilibrou o jogo e durante vários períodos sentiu-se que este podia cair para qualquer um dos lados. Os jogadores davam tudo em campo, lutando com abnegação por cada bola, disputando todos os lances como se as suas vidas disso dependessem.

A linha que separa a entrega e o excesso por vezes é curta e foi ultrapassada por quem menos se esperava. Papou Mendes, o pulmão da equipa, o motor do meio-campo, deixou-se levar pelo entusiasmo e acabou por ser expulso numa disputa de bola a meio-campo que um jogador mais experiente talvez tivesse abordado de outra forma.

O Boavista aproveitou para crescer e pressionou a defesa do Amora até, por fim, encontrar uma brecha já no final do jogo, aproveitando uma distracção provocada por um misto de desgaste físico e psicológico que toldou o discernimento de quem defendia.

A derrota foi um balde de água fria para adeptos, jogadores e equipa técnica.

"A expulsão de Papou Mendes foi o momento de viragem no jogo. Foi um erro individual que prejudicou a equipa. Isso vai ter alguma repercussão na relação entre o jogador e a equipa?", perguntava um jornalista após o jogo.

"O Papou Mendes é um miúdo fantástico, sério, trabalhador e humilde. Ele sabe o que fez, sabe que errou e estava desolado no balneário. São dores de crescimento. Fazem parte. Vai aprender com o erro, crescer com ele e para o ano, se cá estivermos todos, tenho a certeza que já terá estaleca para abordar a situação de outra forma".

 

 

O nível de dificuldade dos jogos nesta fase era alucinante. Ao Boavista, sucederam-se confrontos contra Feirense, Benfica B e Vizela, respectivamente quinto, segundo e primeiro classificados da Segunda Liga.

Foi um choque de realidade para o Amora. Embora não jogando verdadeiramente mal contra qualquer dos adversários, a diferença de qualidade individual e experiência foi flagrante. Feirense e Vizela venceram sem grande contestação, salvando-se pelo meio a vitória ao Benfica B na Medideira - mantendo a tendência de o Amora alcançar bons resultados contra as equipas secundárias de Sporting CP e Benfica sediadas na Margem Sul.

O lado negro da exposição mediática veio ao de cima nesta fase e vários foram os jogadores cuja produção em campo foi afectada. Papou Mendes foi expulso contra o Boavista; Flávio Santos desperdiçou uma grande penalidade num momento crucial contra o Feirense que impediu o Amora de chegar ao empate antes do intervalo; Gabriel Capixaba e Juancho deixaram de fazer a diferença com a facilidade que demonstraram semanas antes; e até elementos mais experientes ou de inegável qualidade, como Juary ou Lucas Silva, viram críticas às suas prestações.

 

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Juary, um dos capitães do Amora, foi um dos primeiros alvos da imprensa...

 

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... Juancho foi atacado logo que atravessou uma seca de golos...

 

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... o ala esquerdo Lucas Silva também não escapou às críticas...

 

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... e até o menino Simão Rosete foi visado apesar dos seus 18 aninhos

 

A imprensa aproveitava para tentar encontrar culpados pela quebra de rendimento do Amora e vários foram os momentos em que Frodo Zarco teve de sair em defesa dos seus jogadores.

Frodo Zarco sabia a pressão a que eles estavam sujeitos; ele próprio também a sentia. Há um ano, o Amora estava na Liga 3. A cobertura mediática era quase insignificante comparada com o que agora viviam. Aquilo era tão inesperado quanto esmagador - nenhum deles estava preparado para lidar com aquilo.

"Perguntou-me se temo que os jogadores acusem a pressão? Temo, claro. Temos uma equipa jovem que não está habituada a isto, nem eu estou, também estou a aprender; mas também será um factor de crescimento, para mim e para eles."

A resposta que Frodo Zarco havia dado aos jornalistas ainda antes desta sequência de jogos era o mote para o futuro. A equipa sairia desta sequência mais forte e mais unida. Eram uma família e protegiam-se uns aos outros. Ganhavam e perdiam juntos.

Frodo Zarco estaria lá para os defender e os jogadores sabiam reconhecê-lo.

 

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E não estavam sozinhos nesta luta.

Mais de seis mil pessoas entoavam a Marcha da Amora a uma só voz, em pé nas bancadas da Medideira, exibindo orgulhosamente adereços do clube. A equipa podia não ter dado seguimento às elevadas expectativas criadas para esta fase final, mas os adeptos reconheciam o trabalho feito, o esforço e a dedicação daqueles jogadores ao longo de toda a temporada. Aquele momento era um agradecimento por tudo.

A partida estava quase a terminar. Foi o típico jogo de final de época que já pouco contava para ambas as equipas: jogado a baixo ritmo, com poucas ocasiões ou remates à baliza. O céu obscuro e a chuva que ia caindo intermitentemente, ora miudinha, ora em breves aguaceiros, apenas contribuía para amolecer ainda mais os jogadores em campo.

Mas os jogadores do Amora sentiram a súbita onda de apoio vinda das bancadas. A injecção de adrenalina deu-lhes uma força extra para ultrapassar o torpor instalado e aumentar o ritmo, procurando dar uma prenda aos adeptos.

Foram os dois capitães de equipa a dar o exemplo. Juary foi lesto a apanhar a bola que saíra pela linha lateral e lançou-a rapidamente em profundidade. O esférico resvalou na relva molhada e ganhou velocidade, apanhando a defensiva do Sporting B desprevenida. Gabriel Capixaba perseguiu a bola e viu-se subitamente isolado, livre de marcação e com espaço para atacar a grande área adversária.

Flectiu para dentro a partir da direita, procurando o seu melhor pé para rematar. Olhou para o guarda-redes que avançava para lhe encurtar o ângulo de remate, baixou os olhos para a bola e desferiu um golpe com o interior do seu pé esquerdo.

A água que se acumulara nas redes da baliza na últimas horas foi projectada quando a bola as fez abanar com violência.

Todos os jogadores do Amora, os de campo e os suplentes, juntaram-se numa roda que se formou junto à bancada central. Festejavam com os adeptos que aí se concentravam. Um pouco por todo o estádio havia sorrisos e abraços.

Era o epílogo perfeito para a temporada.

 

 

O Amora terminava a temporada com um golo marcado no último lance. Uma vitória na Medideira, local onde o Amora não foi tão devastador como noutras temporadas, oferecendo aos adeptos uma bonita prenda para agradecer todo o incondicional apoio prestado ao longo do ano.

Frodo Zarco circulava entre os seus miúdos. O seu cabelo levemente grisalho estava encharcado, o casaco empapado em água, mas o sorriso nos lábios era de orgulho.

Orgulho pela vitória num jogo em que estiveram em campo sete meninos que no início da temporada faziam parte da equipa sub23 - e seis deles no onze inicial.

Orgulho pelas estreias de Abas Djaló a titular e de Isaac Monteiro a partir do banco.

 

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O extremo Abas Djaló fez o seu terceiro jogo pela equipa principal, estreando-se como titular...

 

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... e o central Isaac Monteiro fez a sua estreia absoluta, entrando nos últimos dez minutos

 

Orgulho pela notável segunda volta da equipa, que com 30 pontos conquistados em dezassete jogos fez o terceiro melhor registo da Segunda Liga na segunda metade da temporada - apenas atrás de Benfica B e Feirense, ambos com 31 pontos no mesmo período.

Orgulho pelo crescimento dos jogadores no plano táctico, permitindo que a equipa sofresse apenas 12 golos em toda a segunda volta e, com isso, tenha terminado a temporada como a melhor defesa da Segunda Liga.

 

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Apenas o campeão Vizela ficou perto dos registos defensivos do Amora...

 

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... para os quais contribuíram os catorze jogos em que os azuis mantiveram a sua baliza inviolada

 

E, finalmente, orgulho por o Amora ter garantido a manutenção no segundo escalão do futebol português pela primeira vez em 39 anos - de 1985 em diante, sempre que o Amora chegou à Segunda Liga acabou despromovido no ano seguinte.

Foi uma temporada longa e difícil. Em certos momentos pareceu que a equipa não estaria no patamar necessário para alcançar os seus objectivos, mas soube sofrer, aprendeu com os erros, cresceu com eles e terminou com distinção na metade superior da tabela.

O futuro está a ser preparado e há um projecto sólido na Medideira. O Amora já não é a equipa ioiô a que os adeptos estavam habituados.

O Amora está aqui para ficar.

Contem connosco.

 

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Deixo alguns prints adicionais para quem tiver curiosidade nos acontecimentos do save.

 

 

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As estatísticas demonstram a importância de Gabriel Capixaba para a equipa. Melhor assistente e um dos melhores marcadores, foi ainda o jogador com a melhor classificação média da equipa.

Flávio Silva não teve a veia goleadora que lhe valeu o epíteto de matador renascido na época passada, mas foi ainda assim o melhor marcador e contribuiu com diversas assistências para os colegas, demonstrando a sua importância para a manobra ofensiva da equipa.

Noutros destaques, notem-se os números de Juancho e Léléco, as classificações médias do jovem central João Carvalho e seu colega na defesa Rony Fernandes, do lateral esquerdo Lucas Silva e do médio Papou Mendes.

Por fim, note-se os meninos Martim Watts, Gustavo Pinto, Leonardo Brandão, Tiago Louro e Simão Rosete, todos com várias participações em jogos ao longo da segunda volta. Gustavo Pinto acabou por se afirmar no centro da defesa e Leonardo Brandão como alternativa válida a Flávio Silva - e os seus números não mentem.

 

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O Porto sagrou-se bicampeão, batendo Sporting CP e Braga que quebraram na fase final da temporada. Foi ainda um ano negro para o Benfica, não estiveram sequer próximos de lutar pelo título. Acabaram na pior posição da sua história, repetindo o "feito" de 2000/01.

 

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O Boavista, terceiro da Segunda Liga, bateu o Arouca no playoff de promoção/manutenção e garantiu o regresso ao escalão que, convenhamos, é aquele a que pertence. Já o Arouca será um dos adversários do Amora na próxima temporada da Segunda Liga.

 

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Leiria e Oliveirense venceram os respectivos grupos do playoff de promoção e sobem à Segunda Liga...

 

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... com o Leiria a vencer na final e a suceder ao Amora como campeão da Liga 3...

 

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... e o Felgueiras, apurado para disputar o playoff de promoção/manutenção, a falhar perante o Farense, conseguindo assim o histórico algarvio a permanência na Segunda Liga.

 

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Numa final de Taça de Portugal electrizante, o Porto conseguiu a dobradinha no prolongamento, evitando que o Benfica salvasse a época e limpasse a face do péssimo campeonato que protagonizou.

 

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O Chelsea derrotou a Juventus em Munique e conquistou o terceiro título europeu da sua história...

 

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... enquanto, numa final da Liga Europa que poderia passar facilmente por Liga dos Campeões já que frente a frente estiveram os seus dois maiores campeões, o Real Madrid derrotou os italianos do AC Milan no desempate por grandes penalidades.

 

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E, por fim, nuestros hermanos encontraram algo com que lamber as feridas da derrota contra Portugal no Mundial 2022, indo à Alemanha bater a Mannschaft no seu próprio reduto.

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Acabou por ser uma época bastante boa depois de um péssimo inicio, agora é trabalhar sobre estas bases para uma época de sucesso na próxima.

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Citação de Banks29, há 7 horas:

Acabou por ser uma época bastante boa depois de um péssimo inicio, agora é trabalhar sobre estas bases para uma época de sucesso na próxima.

É o espírito, lançar os putos e fazer melhor do que no ano passado.

Diga-se em abono da verdade que alguns deles teriam de me surpreender muito para acreditar que terão um grande futuro, mas é o que há. Ainda não consegui que a direcção invista nas camadas jovens...

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